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terça-feira, 8 de maio de 2012

Assembleia geral do Sinditest em 9/5, primeiro dia da paralisação

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O Sinditest publicou em seu site uma programação para os dois dias da paralisação nacional convocada pela FASUBRA, dentro do calendário nacional.  Na manhã da quarta-feira, dia 9, no RU Central da UFPR, acontecerá uma assembleia geral dos técnicos.  Na pauta desta assembleia, a diretoria propõe os seguintes itens:

1-Informes;
2-Andamento do Acordo [local] da Greve [de 2011];
3-Plataforma a ser apresentada nas eleições para reitor [da UFPR];
4-30 Horas; 
5-Eleição de delegados da base à Plenária da FASUBRA.

Ora, os itens propostos à pauta são importantes, mas aqui se nota uma lacuna grave. Até agora, a diretoria do Sinditest não programou um debate mais detalhado sobre as próprias regras da eleição direta para reitor da UFPR.  Querem debater uma plataforma da categoria dos técnicos, mas as candidaturas reitoráveis não estão sequer inscritas oficialmente.  Além do mais, tanto a pauta local reivindicada na greve de 2011 como a extensa pauta elaborada em debates do esquecido "Fórum dos Dirigidos" já constituem um acúmulo razoável para representar uma "plataforma" a cobrar dos reitoráveis.

Entretanto, algo que vem antes disso é que a base da categoria dos técnicos possa discutir com calma e alguma profundidade diversos tópicos polêmicos levantados em reuniões da Comissão Paritária de Consulta (CPC) que organiza a consulta direta da Reitoria.  Parece que isso não interessa aos diretores do Sinditest... o que é lamentável.  Entre as polêmicas para o regimento da eleição direta estão a adoção de 2 turnos, a "paridade qualificada" reivindicada pelo DCE, a restrição forte ao marketing político individual, o alistamento eleitoral prévio. 

Fontes da própria CPC relatam que é frágil a atuação dos dois membros técnicos nessa Comissão indicados pela Diretoria do Sinditest.  Se isto continuar assim, fica patente o desinteresse dessa Diretoria em realizar uma bem-sucedida eleição direta, uma perda para a tradição de luta democrática inaugurada em 1984-85.


ANPG, UNE, UBES e SBPC organizam ato em Brasília: PNE Já!

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Na manhã desta quarta-feira (9), primeiro dia da paralisação nacional dos servidores federais, também ocorre outra mobilização importante na área da Educação.   A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), em conjunto com a UNE, a UBES, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e outras associações, organizam em Brasília o Ato "PNE já! 10% do PIB para Educação e 50% do Fundo Social do pré-sal para educação, ciência e tecnologia". A atividade acontecerá às 11h00 no Salão Verde da Câmara dos Deputados, com a entrega de um documento ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS).

O intuito da manifestação é sensibilizar os parlamentares para a urgência na aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2010 e que está tramitando em uma comissão especial no Congresso. O plano tem como função sistematizar a educação brasileira, estabelecendo metas e estratégias para implementação entre os anos 2011 e 2020.

Além disso, as entidades reivindicam que 50% dos royalties do petróleo da camada do pré-sal sejam destinados a investimentos no sistema educacional e científico. Um documento foi elaborado pelas entidades para ser entregue aos parlamentares.
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Fonte: com informações da ANPG

Greve nacional de professores indicada para 17 de maio

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Sem acordo nas negociações até agora com o governo federal, a ANDES-SN está indicando greve nacional dos professores para  17 de maio.  Para debater sua adesão ou não a esse indicativo e as condições de mobilização da categoria docente, a APUFPR-SSind fará assembleia geral no próximo dia 14 (2a.-feira).  A assembleia ocorrerá no auditório do Setor de Ciências Sociais Aplicadas (campus Botânico) a partir das 14 horas.

Hoje e amanhã também estão se dando nas IFES as eleições diretas da nova diretoria da ANDES-SN, pleito que não chega a atrair maior interesse dos docentes inclusive por só haver uma chapa (de situação) concorrendo.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Paralisação dos servidores nos dias 9 e 10 para mostrar nossa indignação ao Governo

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Como mais uma etapa na mobilização da Campanha Salarial da FASUBRA, os servidores estão chamados a uma paralisação de 48 horas nos dias 9 e 10 de maio.  Já houve a paralisação de 25 de abril.  Nesse meio tempo novos sinais surgiram indicando a falta de vontade do Governo Federal em querer negociar de fato com os servidores federais.  Logo, a categoria tem que dar demonstração de sua insatisfação, paralisando atividades nos próximos dias 9 e 10.

Na programação do dia 9 divulgada pelo Sinditest constam o debate sobre andamento da pauta local acordada em 2011 (como a implantação das 30 horas), uma plataforma a ser apresentada nas eleições para Reitor e a eleição de delegados da base para a Plenária da FASUBRA (marcada para 18 e 19 de maio).  Da parte deste Blog, defendemos que se discuta não somente uma "plataforma" da categoria de técnicos para que candidatos(as) à Reitoria avaliem, mas antes de mais nada as próprias regras da consulta direta que acontecerá em agosto, pois este tema tem sido desprezado pelo Sinditest.

Desde já, entretanto, é bom que a categoria se prepare para a muito provável deflagração de uma greve nacional de todos os servidores federais, que já tem uma data indicativa para começar: 11 de junho.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Que fim levou a Auditoria das contas 2008-2011 do Sinditest?

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Quando a atual Diretoria do Sinditest era ainda a "Chapa 2 - Mudando o rumo dos ventos" - que disputava a eleição no final de 2011, lia-se o seguinte em seu site de campanha:


"As despesas do sindicato não podem ser uma caixa-preta, as decisões políticas devem ser coletivas. Chega de personalismo, de autoritarismo, de transformar uma entidade sindical em propriedade, em quintal da própria casa!"

Dentre as propostas da então Chapa 2, para o setor financeiro propunha-se:

"- Prestação de contas mensal, via site e assembleia;
- Democratização dos gastos do sindicato, explicitando à categoria o que é gasto na imprensa, em materiais, no jurídico, etc;
- Publicização da gestão financeira."

Logo depois de tomar posse em janeiro deste ano, a Diretoria anunciou a intenção de custear uma Auditoria independente para examinar detalhadamente as contas das gestões passadas.   No vídeo acima, vemos o encerramento da assembleia geral de  31 de janeiro de 2012,  em que a Auditoria é aprovada por unanimidade (sem que isso isente o Conselho Fiscal 2010-2011 de fazer as prestações de contas de 2010 e 2011).

Bom... então o que é feito da Auditoria? Alguma iniciativa foi tomada para tornar realidade a decisão da categoria expressa naquela assembleia?   A condenação da "caixa-preta das finanças do sindicato" era só papo de campanha pra ganhar eleição e agora nada?   A própria promessa de "prestação de contas MENSAL via site e assembleia", alguém viu alguma vez isso?  Quando a atual diretoria demonstrará com clareza que transparência não foi só conversa de campanha, gogó para enganar os trouxas?

Ao defender fim do imposto sindical, CUT contraria seus maiores filiados

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A Central Única dos Trabalhadores, ao levantar, durante a festa do 1º de Maio, sua bandeira contra o imposto sindical, demonstrou mais uma vez que o tema está longe de agradar até mesmo suas principais entidades filiadas. Segundo informação divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo”, dos 26 maiores sindicatos filiados à CUT, apenas seis aderiram à campanha. “Entidades de peso como o Sindicato dos Petroleiros e o dos Químicos preferiram ignorar a bandeira, carro-chefe do 1º de Maio [da CUT]”, diz o texto.

Enquanto a CUT defendia essa bandeira durante sua festa do Dia do Trabalhador, as demais centrais sindicais reconhecidas pelo governo federal (CTB, FS, CGTB, UGT e NCST) defenderam de forma enfática a necessidade de os próprios trabalhadores sustentarem seus sindicatos. 

Procuramos discutir com a população que acompanhou a festa a importância de sindicatos bem estruturados, como forma de garantir mais avanços e evitar quaisquer retrocessos para a classe trabalhadora”, afirmou o presidente da CTB, Wagner Gomes. “Nossa unidade é pra valer. Estamos juntos em defesa de sindicatos fortes, respaldando aquilo que nossa base defende”, completou.
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Fonte: Portal CTB

Blog Fasubra Classista, da CTB-Fasubra, relançado com novo visual

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O Blog "Fasubra Classista", editado pela militância nacional cetebista da Fasubra, foi lançado em 16 de junho de 2009, buscando ser ferramenta de informação e de exposição de opiniões desse segmento político do movimento dos técnicos-administrativos.  O Blog está sendo relançado desde abril deste ano, com visual novo e atualização mais frequente.  

Neste pós-Confasubra e perto do começo provável de uma nova greve nacional que retomará a pauta de 2011, o Blog se constitui em mais um espaço para contribuir na luta dos técnicos, apresentando as formulações da CTB para fazer avançar o movimento rumo a conquistas concretas.  Acesse o Blog Fasubra Classista em http://www.ctbfasubra.blogspot.com.br/ e deixe seus comentários!

Mortalidade infantil: importante indicador de saúde apresenta significativa melhora

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Apesar de numerosos problemas que afligem a área de Saúde em nosso país, é preciso também registrar quando acontece um avanço  significativo.  É o caso do indicador de mortalidade infantil, que caiu quase pela metade no período de uma década desde o ano 2000, segundo informação do IBGE publicada em 27/4. 

Os resultados gerais da Amostra do Censo 2010 constatam que o número de óbitos de crianças menores de 1 ano passou de 29,7 para 15,6 em cada mil nascidas vivas, uma queda de 47,6%.

Entre as regiões do país, o Nordeste registra a queda mais expressiva da mortalidade infantil. No período, o índice passou de 44,7 para 18,5 óbitos para cada mil crianças. Porém, ainda é o nível mais alto no país. O menor índice é o do Sul, de 12,6 mortes.

De acordo com a pesquisa, os principais fatores responsáveis pela queda do indicador são as políticas de medicina preventiva, curativa, saneamento básico, programas de saúde materna e infantil, além da valorização do salário mínimo e dos programas de transferência de renda.

O IBGE também destaca que a queda da mortalidade infantil está ligada ao aumento da escolaridade materna e à diminuição do número de filhos por mulher, observada desde a década de 1960. Entre 2000 e 2010, a taxa de fecundidade registrou queda e passou de 2,38 crianças por mãe para 1,9. A menor taxa é a do Sudeste (1,7 filho por mulher) e a maior, no Norte, 2,47.

Segundo o órgão, dessa forma, a taxa de fecundidade no Brasil está abaixo do chamado nível de reposição (2,1 filhos por mulher), que garante substituição das gerações na população.
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terça-feira, 1 de maio de 2012

Viva o dia internacional de luta da classe trabalhadora!

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Primeiro de Maio. Dia dos Trabalhadores, data universal de toda a classe. Dia da classe operária de todos os países, de suas lutas, agruras e vitórias. Dia da unidade de ação, de reafirmação de compromissos, de descortino de perspectivas, politização das lutas, vislumbre de novos horizontes de desenvolvimento social e político e luta por uma nova sociedade. Dia de relembrar combates e batalhas vividos e os heróis de sempre no enfrentamento contra a opressão e exploração capitalistas.

Nunca é demais relembrar os fatos que estão na origem da designação do 1º de Maio como dia dos Trabalhadores. 

Em 1885, associações de trabalhadores dos Estados Unidos convocam uma greve para o dia 1º de Maio de 1886, reivindicando a jornada de oito horas, o que dá origem a um ascenso das lutas operárias, reprimidas a ferro e fogo. No dia 1º de Maio realiza-se em Chicago uma manifestação de dezenas de milhares de grevistas. Dias depois, 4 de maio, durante um comício de solidariedade com os trabalhadores de uma empresa onde a repressão causara numerosos mortos e feridos, provocadores fazem explodir uma bomba, resultando na morte de policiais e trabalhadores e dando início a uma repressão generalizada. Oito líderes dos trabalhadores, que passam á história como os “mártires de Chicago”, são condenados numa farsa judicial como os principais responsáveis pelos acontecimentos de 4 de Maio. Quatro deles são enforcados em 11 de Novembro de 1887.

Para homenagear os “mártires de Chicago”, o Congresso fundador da Internacional Socialista, reunido em Paris em 14 de Julho de 1889 - centenário da Revolução Francesa - propôs a proclamação do 1º de Maio como Dia Internacional do Trabalhador. Em 1º de Maio do ano seguinte, essa manifestação simultânea teve lugar em diversos países, a primeira ação unitária da classe operária, materializando a consigna do Manifesto Comunista - “Proletários de todos os países, uni-vos!”.

Desde então – e já se vão 122 anos - o dia 1º de Maio ficou caracterizado como o dia de luta de todos os trabalhadores. Com o passar do tempo, não apenas a luta pela jornada de 8 horas, mas pelo conjunto das reivindicações econômicas, sociais e políticas dos trabalhadores, pela sua afirmação como classe independente no terreno da luta social e política, por sua organização sindical e política, intervenção eleitoral, por democracia, contra o fascismo, o imperialismo e a guerra, pela justiça, o progresso e a paz, por uma sociedade livre da opressão e exploração capitalistas.

A partir da vitória da Revolução de Outubro de 1917 na Rússia e a sucessão de acontecimentos revolucionários no século 20, o 1º de Maio passou a ser também uma data de afirmação do internacionalismo proletário e da luta pelo socialismo, do fortalecimento da organização popular, da aliança das classes oprimidas e do afiançamento do partido comunista como força dirigente da luta da classe trabalhadora. 

Nos últimos anos, o 1º de Maio é celebrado pelos trabalhadores num ambiente político, econômico e social adverso, em meio a inusitada regressão de conquistas e brutal ofensiva por parte da burguesia monopolista e financeira reacionária em todo o mundo contra os direitos dos trabalhadores. Em profunda e inarredável crise sistêmica, as classes retrógradas que comandam o capitalismo percorrem o caminho da barbárie e atiram sobre os ombros de quem trabalha o pesado ônus da abismal situação em que se encontra.

Indistintamente, as políticas em prática em todas as latitudes são as neoliberais e conservadoras, de desregulamentação financeira, privatizações, liberalização dos mercados, especulação, parasitismo, que têm como contraface a privação de direitos dos trabalhadores, a deterioração do seu padrão de vida, a degradação geral da sociedade. 

Campeiam o desemprego, a precariedade, intensificam-se os mecanismos de extração de mais-valia e exploração do trabalho, deteriora-se o poder de compra dos salários, atacam-se conquistas históricas como os direitos previdenciários. Crescentemente, os governos burgueses afastam-se das suas obrigações essenciais de prover os serviços públicos, saúde, educação, infraestrutura urbana - tudo privatizado e transformado em mercadoria. 

Este cenário de crise e ofensiva contra direitos sinaliza quanto são graves as ameaças que pesam sobre os trabalhadores, oriundas do sistema capitalista opressor. Ameaças que se tornam ainda mais perigosas quando acrescidas pela ofensiva política e militar das potências imperialistas, traduzidas por ações intervencionistas, guerras de rapina, brutais atentados à paz, à segurança internacional, à soberania de povos e nações. 

A América Latina vive há mais de uma década um novo ciclo político, no qual está inserido também o Brasil. Resultado do acúmulo de lutas, este ciclo materializa-se em conquistas democráticas e patrióticas, em que o combate contra as injustiças sociais e à dominação imperialista avança, elevando pedagogicamente a consciência política dos trabalhadores e dos povos. Mas seria grosseiro equívoco imaginar que, por um passe de mágica, transformamo-nos em uma ilha de tranquilidade e no ambiente propício à conciliação de classes, viabilizada por meio de medidas econômicas tecnocráticas.

O 1º de Maio é o momento em que falam mais alto os trabalhadores, em que sua voz se transforma em brado e chamamento à emancipação. Em face da crise do capitalismo e da ofensiva das classes dominantes conservadoras e retrógradas, é indispensável afirmar a luta, a unidade, a organização, a solidariedade e a perspectiva de ruptura dos trabalhadores com o sistema opressor. Celebrar o 1º de Maio é promover a pedagogia dos oprimidos e conscientizá-los de que só a luta anticapitalista e anti-imperialista abrirá caminho à sua emancipação.

Por óbvio, não é uma luta imediatista, a realizar e vencer de um só golpe. É luta de longo fôlego, que exigirá lucidez, maturidade política, discernimento ideológico, clareza de propósitos, domínio e manejo de adequados procedimentos e meios estratégicos e táticos.

Viver com intensidade o novo ciclo político que o país e a América Latina estão atravessando faz parte do processo de acumulação de forças e é o campo de prova em que os trabalhadores farão seu aprendizado na prática e viverão a própria experiência, lutando por reivindicações concretas, conquistando espaços, acumulando vitórias e construindo seus instrumentos organizativos na esfera política. 

A esquerda, as forças que se reivindicam como portadores dos ideais socialistas e comunistas, têm imensas responsabilidades nesse processo. Para elas o 1º de Maio é também um momento de aprendizado, reflexão e orientação. Justas diretivas no sentido da unidade e da luta combativa com perspectiva classista constituem um dos fatores decisivos para o êxito no processo de acumulação revolucionária de forças.
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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Novo documento de órgão federal surge na novela da "chácara" do Sinditest

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Uma fonte deste Blog revelou que surgiu um novo documento de um órgão federal na (aparentemente) complicada história da venda da famigerada "chácara" do Sinditest, que vem desde 2009.  Naquele ano, a então diretoria do Sinditest, através dos diretores Wilson Messias, Dr. Antonio Néris, Jonas Pinto, Bernardo Pilotto e Carla Cobalchini, anunciou triunfalmente que tinha vendido o imóvel situado em Piraquara por R$250 mil.

A verificação de disparidades em valores noticiados, escrituras públicas, contratos e outros documentos levou um servidor da base da UFPR a prestar denúncia junto ao Ministério Público ainda no final de 2009. Com diligências encaminhadas pelo MP Federal, apareceu agora um documento que implica novas interrogações sobre o que foi afirmado pela diretoria do Sinditest e pelos compradores.  Dentro de alguns dias, mais detalhes.

Justiça inocenta Boris Casoy. Uma vergonha!

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Por Altamiro Borges, em seu blog:

A Justiça acaba de negar uma ação do trabalhador Gilson Silva Sousa exigindo indenização por dano moral contra o apresentador Boris Casoy, da TV Bandeirantes. O processo foi movido devido às declarações preconceituosas do âncora do Jornal da Band na noite de 31 de dezembro de 2009. Na ocasião, diante do vídeo de dois garis desejando feliz ano novo, Boris Casoy explicitou todo o seu elitismo sem perceber um vazamento de áudio: “Que merda... Dois lixeiros desejando felicidades... do alto de suas vassouras... Dois lixeiros... O mais baixo da escala do trabalho”.

Na noite seguinte, diante a reação dos telespectadores, o jornalista até pediu desculpas meio a contragosto: “Ontem durante o programa eu disse uma frase infeliz que ofendeu os garis. Eu peço profundas desculpas aos garis e a todos os telespectadores”. Numa entrevista à Folha, porém, Boris Casoy mostrou que não se arrependeu da frase e do seu pensamento elitista, mas sim do vazamento do áudio. “Foi um erro. Vazou, era intervalo e supostamente os microfones estavam desligados”.


"Expressões genéricas"?
Apesar da gravidade do episódio, o relator do caso, desembargador José Ricardo Porto, julgou que os argumentos apresentados na ação foram improcedentes. “Na verdade, o episódio provoca dissabor e não dano moral indenizável. O nome do autor jamais foi mencionado e as expressões enfatizadas são genéricas”, argumentou. Vale citar um bordão bem conhecido na tevê brasileira, que nem parece ser uma concessão pública: esta decisão da Justiça “é uma vergonha”!

Estudantes reorganizam entidade que foi presidida por Gleisi Hoffmann

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Anf. 100 do Ed. D. Pedro I da UFPR recebeu o Congresso de retomada da UMESC

Depois de 4 anos de inatividade, a União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Curitiba (UMESC) foi reorganizada no último final de semana em congresso realizado na reitoria da Universidade Federal do Paraná.  A entidade surgiu no final dos anos 70 e teve como presidente a atual ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, no início dos anos 80.  O novo presidente da UMESC é André Leonardo Zioli, estudante do Colégio Paulo Freire.

No passado, a UMESC jogou importante papel na mobilização dos estudantes curitibanos na campanha pelas Diretas Já, no impeachment de Collor, pelo passe escolar livre, contra a privatização da Copel, dentre outras lutas memoráveis.
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Fonte: Blog do Esmael; foto: UPES

Beto Richa e sua tese de que soldado bom é soldado sem diploma

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Em entrevista à rádio CBN Curitiba nesta quinta-feira (26), o governador Beto Richa (PSDB) criticou a exigência de diploma universitário para quem pretende ingressar na Polícia Militar do Paraná.  Para o tucano, quanto mais instruída é uma pessoa, mais ela é questionadora.

A outra questão é de insubordinação também. Uma pessoa com curso superior muitas vezes não aceita cumprir ordens de um oficial ou superior de uma patente maior”, disse.  “Isso demonstrou não ser uma boa iniciativa. Porque você desestimula os jovens que querem entrar na polícia. Principalmente os egressos do serviço militar, que saem com 18, 19 ou 20 anos e não tem curso superior ainda. Essas pessoas estão mais preparadas teoricamente do que as outras, que já passaram pelas forças armadas e podem dar grande contribuição ingressando na nossa Polícia Militar”, continuou o governador.

O presidente da associação de direitos aos policiais militares, Elizeu Furquim, disse que a mensagem governamental significa “diploma do atraso que o governo confere a si mesmo”.
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Fonte: com informações do Blog do Esmael

Cotas raciais: STF derrota a tese da guerra civil

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Por Luiz Carlos Azenha, no Viomundo:

Eu defendo as cotas raciais. Acredito que devam ser resultado de ações afirmativas adotadas no âmbito de cada instituição como, aliás, tem sido o caso no Brasil. Respeito todos aqueles que argumentam contra as cotas, mas algumas das “teses” defendidas por eles são claramente risíveis.

Uma delas é de que a implantação de cotas raciais no Brasil causaria uma guerra civil. Considerando o número de universidades que já adotaram as cotas, a essa altura a guerra civil já deveria ter estourado.

A ideia da explosão de uma guerra civil entre brancos e negros, por causa das cotas raciais, resulta da visão distorcida que alguns poucos intelectuais têm da convivência entre os “de baixo”. Desconhecem os laços de solidariedade social e presumem, de forma um tanto elitista, que os brancos pobres não são capazes de reconhecer as injustiças históricas cometidas contra os negros.

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Brasil já é o terceiro maior credor dos EUA

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Por Mauro Santayana, em seu blog:

Até agora, ninguém deu a notícia. Com 372 bilhões de dólares em reservas internacionais, o Brasil acaba de se converter, aplicando mais da metade delas em “treasuries”, no terceiro maior credor individual externo dos Estados Unidos, como pode ser visto na própria página oficial do tesouro norte-americano.. 

O acúmulo de reservas internacionais, cujo custo de carregamento tem caído em linha com a redução da taxa SELIC, serve para valorizar o dólar com relação ao real, favorecendo nossas exportações, e é, sobretudo, uma arma geopolítica, que mantêm em situação positiva a imagem do Brasil frente às agências internacionais de classificação de risco e em uma posição de força em organismos como o G-20, o Banco Mundial e o FMI.

Conheço empresários brasileiros de linha mais desenvolvimentista, no entanto, que pensam que a política de acúmulo de dólares poderia ser complementada com a emissão de moeda, no mercado interno, destinada a investimentos diretos do governo na área de infraestrutura, por exemplo. Tal medida, com uma pequena expansão administrável da inflação, derrubaria o valor do real frente ao dólar, favorecendo as exportações, injetaria dinheiro em todos os níveis da economia produtiva, e criaria milhões de empregos.

Dia mundial em memória das vítimas de acidentes e doenças do trabalho

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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Daqui pra frente tudo vai ser diferente...

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“Daqui pra frente 
Tudo vai ser diferente 
Você vai aprender, Sinditest, 
Seu passado não vale nada, nada!” 

É a versão acima que a novíssima diretoria do Sinditest parece apreciar como trilha prática de suas recentes atuações.  “Tudo vai ser diferente”... Nada do que veio antes vale alguma coisa. A partir de janeiro deste ano é que o Sinditest existe e luta de verdade como sindicato...

Essa é uma mentalidade muito comum em movimento estudantil, no qual, quando uma chapa vence eleição de centro acadêmico ou de DCE, acredita que a história começa ali e os feitos de seus antecessores são lixo completo.  Em resumo, uma visão, além de arrogante, a-histórica.

Assim é que, fazendo várias críticas corretas à diretoria que sucedeu (mas da qual alguns importantes diretores fizeram parte por 4 anos), a nova gestão “Mudar o rumo dos ventos” no Sinditest quer passar borracha em 19 anos de história onde houve, sim, conquistas e lutas com algumas vitórias.

Os “deuses dos ventos” esquecem os primeiros dificílimos esforços da época da fundação do Sinditest, em 1992, quando a própria sede era ajambrada numa sala emprestada no prédio do DCE.  As divindades do “Olimpo da ultraesquerda” ignoram a duríssima resistência que foi preciso fazer em meados dos anos 90 contra o tufão neoliberal da Era FHC, a dificuldade de levantar greves contra o arrocho salarial e os PDVs.  Os novíssimos diretores “eólicos” parecem não medir a importância de conseguir incorporar uma gratificação (GAE) ao vencimento básico, conquistada numa greve das FASUBRA em duas etapas de 2000-2001 e aparentam menosprezar um patrimônio de quatro sedes sindicais acumulado em 19 anos dessa trajetória.

Recordamos isso aos jovens militantes – que, apesar desta crítica, acreditamos bem-intencionados – neste 2012 em que se completa 20 anos de existência do Sinditest, fundado e construído por TODOS.  Para que valorizem a história, da qual são também um resultado.  E anotem que Roberto e sua turma aí do vídeo, quando apareceram nos anos 60, também se chamavam de “jovem” guarda.

Eleição direta para Reitoria da UFPR corre riscos?

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A eleição direta para Reitoria da UFPR está indicada para meados de agosto.  Poderia essa conquista histórica da luta democrática da comunidade estar ameaçada de uma realização mal-sucedida?  Abaixo alguns elementos para refletir sobre isso.

1.O debate sobre as regras do jogo começou atrasado. Só em 4 de abril deste ano a Comissão Paritária de Consulta (CPC, formada por representantes eleitos por SINDITEST, DCE e APUFPR – 3 de cada, mais 3 suplentes) conseguiu se reunir para aprovar seu próprio regimento interno de funcionamento e não havia iniciado nenhum debate sobre novas ideias para regular a eleição propriamente dita (ideias como 2 turnos, alistamento eleitoral prévio etc).


2.Aponta-se no horizonte uma nova greve nacional dos técnicos, a começar em  meados de junho (a de 2011 começou em junho e acabou em setembro).  Os professores também podem fazer uma greve nacional.  Deve-se lembrar que numa passada eleição de reitor (2001), que teve de se realizar durante uma greve nacional de professores, houve muitos tumultos e tentativas de sabotagem em locais de votação.  Isso pode obrigar a alterações do calendário eleitoral, e dar margem ao Conselho Universitário querer afirmar a inviabilidade da consulta direta.


3.Pelo menos na área do Sinditest, não se tem notado grande empenho de sua diretoria em debater o regimento da eleição (isso sequer é pautado em assembléia desde fevereiro).  Um de seus principais diretores, por sinal, escreveu texto no site de seu partido (em 11/04), no qual clama pelo lançamento de uma candidatura à Reitoria que contemple as afinidades políticas dele, sem o que as eleições serviriam apenas para atender “benefícios individuais” de servidores interessados em abocanhar CDs e FGs. 

Além disso, diz esse diretor na mesma matéria: “Não é possível chegarmos a mais uma eleição para escolher entre o ‘ruim’ e o ‘menos pior’, subentendidos esses adjetivos como referindo-se ao atual reitor Akel e a candidatura de oposição da professora Maria Tarcisa Bega.  A candidatura alternativa dos sonhos desse diretor seria a da professora Astrid, a qual não fez nenhum sinal sólido de pretender entrar na disputa.  Ora, se um dos principais diretores atuais do Sinditest menospreza a eleição direta pela falta de candidatura que o agrade, terá o sindicato efetivo empenho para bem organizar o processo?  Ficamos na expectativa para ver se o Sinditest chama para logo uma assembleia geral cuja pauta única possa ser a eleição direta da Reitoria.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Positivo o esforço do Sinditest de transmitir via internet o debate sobre PCCTAE

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Como parte da programação do Dia Nacional de paralisação de advertência dos servidores federais, aconteceu à tarde, no Edifício D. Pedro I, um debate sobre o Plano de Carreira dos técnicos.  Saudamos o esforço da direção do Sinditest em transmitir o evento pela internet através do site/programa TwitCam, em que pese diversas dificuldades técnicas com imagens e áudio.  

Entendemos que um dos motivos para um aumento da participação dos servidores na greve de 2011 está ligado a um melhor uso da internet, através da inédita transmissão ao vivo de assembleias (que este Blog NaLuta batalhou para que ocorresse) e da criação de ao menos três novos blogs falando do movimento (um geral da greve e dois da UTFPR).  Logo, a experiência deve prosseguir e melhorar.

Desconhecemos as condições financeiras atuais exatas no Sinditest, mas um bom investimento na área da Comunicação Sindical é essencial para organizar/mobilizar a base, além de esclarecer a opinião pública externa às IFES.  A aquisição de uma assinatura de banda larga móvel realmente veloz (internet 3G) permitiria não ficar dependente das redes internas das próprias IFES, além de possibilitar documentar ao vivo manifestações nas ruas.  E igualmente a aquisição de equipamentos de boa qualidade, como laptops, câmeras de vídeo e bons microfones.

Sugerimos também que o Sinditest envie ao menos um participante ligado à area de comunicação sindical ao III Encontro Nacional de Blogueiros (25-27 de maio, em Salvador-BA, com inscrições até 11/05), pois os debates e a troca de informações práticas nesse tipo de encontro certamente ajudarão a aprimorar esse setor estratégico do sindicato. Especialmente quando todos os sinais nas conversas com o governo federal apontam para a chegada de mais uma greve nacional dos servidores.

Servidores contra o arrocho, uma luta justa e necessária

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Reproduzimos artigo de Wagner Gomes, metroviário paulista, presidente nacional da CTB.

Os servidores públicos federais realizam nesta quarta-feira, 25, um Dia Nacional de Luta, com paralisações em todo país. Os trabalhadores batalham contra o arrocho de seus rendimentos imposto pelo governo federal, que se nega a reajustar os salários da categoria em nome da austeridade fiscal. 

A CTB apoia e participa da manifestação, através das suas lideranças no setor. Trata-se de uma luta justa e necessária. Já faz dois anos que os servidores não têm reajuste, vendo seus rendimentos serem corroídos pela inflação, que reduz o poder aquisitivo e o valor real salários. 

O arrocho é inaceitável e a categoria reclama com razão a reposição inflacionária, para manter o valor real dos salários, reajuste dos benefícios e definição de data-base. Todavia, a negociação com o Ministério do Planejamento não avança. Esbarra na intransigência do governo, que insiste no congelamento dos salários e diz que não tem dinheiro para atender os servidores.

Conforme observam os líderes do movimento, o argumento não procede, pois o mesmo governo que diz não aos trabalhadores disponibilizou cerca de R$ 100 bilhões para o empresariado em renúncia fiscal e destinou quantia maior ao pagamento dos juros da dívida pública, ou seja, à remuneração do capital financeiro e rentistas.

O pano de fundo deste drama é a política econômica conservadora do Executivo. Os juros altos e o superávit fiscal primário são os obstáculos aparentemente intransponíveis às reivindicações dos sindicatos e movimentos sociais. A economia que o governo faz para pagar juros chegou a R$ 128,7 bilhões em 2011 e deve subir a cerca de R$ 140 bilhões neste ano.

Apesar de possuir uma dívida relativamente baixa como proporção do PIB (em torno de 50%), o Brasil é o vice-campeão mundial em gastos com juros, perdendo (e por pouco) apenas da arruinada Grécia, cujos débitos correspondem a mais de 160% do valor da produção. O serviço da dívida consome mais de 5% da produção brasileira. Já os EUA, cuja dívida governamental se eleva a mais de 90% do PIB, gasta 1,4% do que produz com juros. A taxa básica de juros (Selic), das mais altas do mundo em termos reais, faz a diferença.

Cedendo à pressão das forças conservadoras, o governo elevou a meta de superávit fiscal e cortou dezenas de bilhões em gastos públicos para realizá-la. Cortou na saúde, na educação, habitação, transporte e deixando de contemplar as demandas populares. O salário do funcionalismo também é sacrificado no altar desta política subordinada aos interesses da oligarquia financeira. 

A política fiscal tem um custo alto para a economia e o desenvolvimento nacional na medida em que resulta em forte desaceleração da produção, comprometendo a criação de novos postos de trabalho e o combate ao desemprego. Este efeito transparece nas últimas estatísticas divulgadas pelo Dieese, que indicam o aumento do nível de desemprego para 10,8% em maio nas principais regiões metropolitanas do país. Tudo isto indica a necessidade de intensificar a luta das centrais sindicais por mudanças na política econômica. 

A manifestação desta quarta tem um caráter de advertência e a categoria pode decretar greve por tempo indeterminado em maio se o governo persistir na intransigência. Os trabalhadores e trabalhadoras do setor público contam com total solidariedade e ativo apoio da CTB.
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Fonte: Portal da CTB