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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

CTB celebra 6 anos de existência com grande festa no centro de São Paulo

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A Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) irá oferecer à cidade de São Paulo uma grande festa para comemorar seu sexto aniversário. No dia 13 de dezembro, a partir das 12h, a Praça da República será palco de uma série de apresentações musicais, com as presenças já confirmadas de Leci Brandão e de Thobias da Escola de Samba Vai Vai.

Entre as 12h e 20h, também passarão pela Praça da República artistas da MPB, do forró e do hip hop. “Queremos que essa data fique marcada por uma grande celebração. Será um momento de diversão, um presente para a militância cetebista, que tanto batalhou não apenas em 2013, mas ao longo dessa trajetória de seis anos da CTB”, afirma o presidente Adilson Araújo.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ao defender fim do imposto sindical, CUT contraria seus maiores filiados

2 comentários:
A Central Única dos Trabalhadores, ao levantar, durante a festa do 1º de Maio, sua bandeira contra o imposto sindical, demonstrou mais uma vez que o tema está longe de agradar até mesmo suas principais entidades filiadas. Segundo informação divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo”, dos 26 maiores sindicatos filiados à CUT, apenas seis aderiram à campanha. “Entidades de peso como o Sindicato dos Petroleiros e o dos Químicos preferiram ignorar a bandeira, carro-chefe do 1º de Maio [da CUT]”, diz o texto.

Enquanto a CUT defendia essa bandeira durante sua festa do Dia do Trabalhador, as demais centrais sindicais reconhecidas pelo governo federal (CTB, FS, CGTB, UGT e NCST) defenderam de forma enfática a necessidade de os próprios trabalhadores sustentarem seus sindicatos. 

Procuramos discutir com a população que acompanhou a festa a importância de sindicatos bem estruturados, como forma de garantir mais avanços e evitar quaisquer retrocessos para a classe trabalhadora”, afirmou o presidente da CTB, Wagner Gomes. “Nossa unidade é pra valer. Estamos juntos em defesa de sindicatos fortes, respaldando aquilo que nossa base defende”, completou.
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Fonte: Portal CTB

quinta-feira, 22 de março de 2012

CTB afirma que ministro da Fazenda de Dilma vive no mundo da lua

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O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, esteve em Brasília nesta quarta-feira (21), ao lado de representantes das demais centrais sindicais, para uma reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Para o dirigente, o encontro foi pouco produtivo, já que o ministro sequer admitiu que o país viva um processo de desindustrialização.

Com essa postura o diálogo fica complicado. O IBGE, o Dieese e o Ipea têm dados claros sobre o processo de desindustrialização vivido pelo país. O ministro só pode estar no mundo da lua ao negar essa realidade”, lamentou Wagner Gomes.

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Fonte: Portal CTB

sexta-feira, 2 de março de 2012

CTB lança campanha nacional em defesa da unicidade sindical

3 comentários:
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) lançou oficialmente, nesta quinta-feira (1º), uma campanha inédita, de abrangência nacional, em nome da unicidade sindical. A partir da publicação de uma série de materiais de comunicação, como anúncios em jornais, outdoors, publicidade em ônibus, na internet e nas redes sociais, a Central espera promover um debate a respeito do fortalecimento do movimento sindical e da classe trabalhadora.

Na condição de uma central sindical classista, sentimos que era necessário promover esse debate. No entanto, entendemos que esse debate não deve se restringir à unicidade versus pluralidade. Precisamos ir além”, afirmou Wagner Gomes, presidente da CTB.

A campanha tem como destaque a bandeira da unicidade sindical, mas ela está permeada por um mote muito claro: a necessidade de o Brasil alcançar um padrão mais elevado de desenvolvimento, a partir da valorização do trabalho e da distribuição de renda.

A partir dessa premissa, a CTB decidiu direcionar sua campanha aos dirigentes sindicais de todo o país. Para Eduardo Navarro, secretário de Imprensa e Comunicação da Central, é preciso se contrapor de uma maneira firme em relação àqueles que lutam pelo pluralismo sindical e a consequente divisão dos trabalhadores.

A CTB traz a público esta campanha em defesa da unicidade sindical como um grito preso na garganta. São muitos os que tentam dividir a classe trabalhadora, como o DEM e o PSDB, além de centrais sindicais equivocadas, entre outros. Os trabalhadores exigem sindicatos fortes e estão imbuídos da importância de financiarem sua própria organização”, afirmou Navarro.


Sindicatos fortes
A CTB, desde sua fundação, defende a manutenção do Artigo 8º da Constituição Federal, que, entre outros pontos importantes, garante a unicidade e a contribuição sindical. Sua posição é clara: a unicidade é uma proteção legal e um freio contra a fragmentação dos sindicatos, ao garantir uma única organização por base territorial.

Um sindicato forte não pode ser dividido. E, para que seja forte, precisa ser custeado pela classe trabalhadora, por meio da contribuição sindical”, defende Wagner Gomes.


Participe da campanha!
A partir de 1º de março, é importante que todos os sindicatos filiados à CTB participem dessa discussão sobre a unicidade. Isso pode ser feito por meio da distribuição de materiais em cada base.

Além disso, todos podem participar dessa discussão por meio das redes sociais na internet. Basta curtir no Facebook a página da Unicidade Sindical, seguir o perfil da Campanha no Twitter (@unicidadectb) e acompanhar o canal de vídeo no YouTube (Unicidade Sindical). Se preferir, envie sugestões para o endereço unicidadesindical@portalctb.org.br. Participe!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Privilegiamento da central sindical trotskista na nova diretoria do Sinditest

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A FASUBRA por muitos anos esteve filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Depois que algumas posições da CUT perderam aceitação em pelo menos metade da base dos técnicos, o Congresso da FASUBRA de 2009 entendeu que o caminho da unidade na base passava por não estar esta Federação filiada a nenhuma das centrais sindicais brasileiras.  Mas, ao mesmo tempo, orientou reabrir nas bases das Universidades um debate plural sobre o assunto, se a FASUBRA deveria manter-se assim ou refiliar-se a alguma central.

Existem sete centrais no Brasil: CUT, Força Sindical, CTB, UGT, NCST, CGTB e Conlutas.  A Conlutas (que há cerca de um ano mudou o nome para "CSP-Conlutas") não é bem uma central sindical, pois em suas reuniões até militantes estudantis e de outras áreas de movimentos sociais podem ser delegados com direito a voto.  No movimento sindical da FASUBRA atuam basicamente apenas técnicos que militam na CTB, Conlutas e CUT.

O Sinditest, desde sua fundação em 1992, nunca filiou-se diretamente a nenhuma central.  Na atualidade, a nova diretoria do sindicato demonstra intenção em filiá-lo à Conlutas.  É o que se interpreta da decisão dessa diretoria em 06/02/12, pela qual 3 diretores são enviados a uma reunião nacional da Conlutas com recursos de toda a categoria.

O Blog NaLuta e vários de seus colaboradores estão ligados à CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), e os documentos desta central podem ser vistos na coluna do blog ao lado. Assim também, há diversos militantes da UFPR que são cutistas.  Ora, se a orientação da própria FASUBRA é fazer um debate democrático, plural, sobre as centrais sindicais, é de se cobrar no mínimo um tratamento equitativo pela diretoria do Sinditest, sem privilegiar nenhuma central.  

Querem filiar o Sinditest a uma central? Então, para qualquer debate prévio a definir filiações, chamem no mínimo as 3 centrais que atuam na FASUBRA.  No mínimo enviem diretores para conhecer de perto também a CUT e a CTB, não apenas a Conlutas. Ou a prometida prática democrática e transparente começa a ficar sujeita a dúvidas.

Além disso, filiar-se a uma central sindical implica repassar um percentual da arrecadação mensal do sindicato.  A própria tesoureira-geral do Sinditest revelou em assembleia de janeiro o estado de penúria decorrente da "herança maldita" (palavras do ex-tesoureiro Jonas Pinto) deixada pela gestão Messias/Dr. Néris, que não pagou 3 mensalidades devidas à FASUBRA.  

Não vamos aqui abordar as diferenças entre as centrais, apenas exigir que o debate seja realmente plural e não direcionado, como se houvesse de antemão um grupo dono da verdade.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Em 1o. de agosto, importante ato público das Centrais pela agenda da classe trabalhadora

3 comentários:


No primeiro dia de agosto, a greve da UFPR terá sua atividade principal na passeata marcada para a UFPR-Litoral, em Matinhos, na parte da manhã.  Para lá devem se deslocar dezenas de servidores em greve da UFPR e da UTFPR de Curitiba, reforçando a iniciativa dos companheiros do litoral.  

Na mesma data, cinco Centrais Sindicais realizarão à tarde outra manifestação, em defesa da aprovação pelo Congresso Nacional, de uma pauta que contém itens que também interessam aos servidores públicos, como a Convenção 151.  Aqueles servidores que não forem até Matinhos podem participar deste Ato das Centrais Sindicais, marcado para iniciar às 15h00 na Praça Santos Andrade, inclusive no sentido de buscar mais apoio à greve da FASUBRA e mostrar nossas bandeiras.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sem acordo com Governo, Centrais sindicais vão intensificar pressão pelo mínimo de R$580

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Após duas reuniões frustradas com Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da República, presidentes e representantes das centrais sindicais CTB, CUT, CGTB, Força Sindical, NCST e UGT, técnicos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) se reuniram na manhã desta segunda-feira (07), na sede da CTB Nacional, para debater e traçar as estratégias de mobilização em defesa do salário mínimo de R$ 580, reajuste da Tabela do Imposto de Renda de 6,46% e aumento das aposentadorias de 10%.

Diante das dificuldades de diálogo com o governo federal, a estratégia das centrais agora é intensificar a mobilização na tentativa de abrir as negociações acerca dos valores.

Em suas intervenções, os sindicalistas deixaram clara a necessidade de reafirmar a unidade do movimento sindical em torno do tema e de conscientizar o governo para a questão, que está diretamente atrelada ao desenvolvimento do país, um dos motes da Agenda da Classe Trabalhadora, referendada na 2ª Conclat, em junho de 2010.

Para o presidente da CTB, é inaceitável que prevaleça apenas o ponto de vista da equipe econômica, deixando de lado o apelo das trabalhadoras e trabalhadores brasileiros e do movimento sindical. “O governo precisa priorizar os trabalhadores, ao invés de optar por uma política macroeconômica para segurar a inflação. Precisa investir em desenvolvimento, investindo na classe trabalhadora”, destacou Wagner Gomes, presidente da CTB, frisando que o governo precisa estabelecer prioridades.

O salário mínimo não tem aumento porque tem que poupar dinheiro para o pagamento dos juros. Para os aposentados, acontece o mesmo. E a correção da tabela do Imposto de Renda fica atrelada a essa indefinição. Precisamos defender a Agenda da Classe Trabalhadora e o tipo de desenvolvimento que ela propõe!”, reafirmou Gomes.


Pela valorização do trabalhador
Agora, os sindicalistas pretendem agendar audiências com os presidentes da Câmara e do Senado para discutir do tema.  Outra definição da reunião foi a proposta da realização de uma grande manifestação unitária das centrais, com o apoio dos movimentos sociais, na segunda quinzena do mês de abril, em São Paulo, para reforçar as reivindicações contidas na Agenda da Classe Trabalhadora.

A principal preocupação é que a presidenta Dilma Rousseff coloque um freio nessa política econômica equivocada que vai na contramão do desenvolvimento e dê prosseguimento ao trabalho iniciado no governo Lula, que desde seu início abriu as portas e dialogou com o movimento sindical.

Na opinião da CTB, o que não faz nenhum sentido é logo no primeiro ano de governo da presidenta Dilma não haver aumento real, interrompendo uma série de seis anos seguidos de recuperação do salário mínimo. O aumento do mínimo estimula o crescimento de todos os outros salários. É a garantia da continuidade do crescimento econômico e, portanto, de mais empregos.
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Fonte: Portal CTB

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Achatamento salarial tem relação com baixo índice de sindicalização nos EUA

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Em reportagem publicada no jornal Valor Econômico da última quarta-feira (4), o jornalista estadunidense Edward Luce, do Financial Times, escreveu excelente reportagem "A agonia da classe média americana" sobre a crise dos estratos médios norte-americanos. Na reportagem, o jornalista faz longa abordagem dessa crise que já dura cerca de 20 anos e que ganhou contornos mais agudos com a "grande estagnação", de 2008.

"Há também aqueles, como Paul Krugman, colunista do 'The New York Times' e ganhador do Prêmio Nobel de Economia, que atribuem a culpa ao mundo político, especialmente à reação conservadora iniciada quando Ronald Reagan chegou ao poder, em 1980, o que acelerou o declínio dos sindicatos e reverteu os traços mais progressistas do sistema fiscal americano", chama atenção Luce.

Baixíssimo índice de sindicalização
O que chama a atenção na matéria, embora a abordagem seja en passant, é o fato de o jornalista atribuir o agudo achatamento salarial da classe média norte-americana aos baixos índices de sindicalização dos trabalhadores do setor privado norte-americano.

"Menos de um décimo dos trabalhadores do setor privado americano pertence a um sindicato. As pessoas na Europa e no Canadá estão sujeitas às mesmas forças globalizantes e tecnológicas, mas fazem parte em maior número de sindicatos, e seu atendimento médico é coberto por verbas públicas. Mais de metade das falências de famílias nos EUA são causadas por doença ou acidente graves", argumenta.

Com perfil individualista, o trabalhador oriundo da classe média - seja norte-americana ou de qualquer outra nacionalidade - estará sujeito às intempéries das crises cíclicas do capitalismo, pois não há solução individual para enfrentamento dessas crises.

Exemplo brasileiro
Quando a crise do sistema financeiro estadunidense atingiu a economia real brasileira, em setembro de 2008, o movimento sindical, por meio das Centrais, propôs uma série de medidas anticíclicas como forma de combater a estagnação da economia.

As medidas deram certo e o Brasil foi o último a ser dragado pela crise e o primeiro a sair dela. De qualquer sorte, fica a lição de que não é possível combater as crises do capitalismo globalizado sem a organização dos trabalhadores em suas entidades de classe.

CLIQUE AQUI para ler na íntegra "A agonia da classe média americana".

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Centrais Sindicais exigem participar na regulamentação da Convenção 151

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Cinco das seis principais centrais sindicais do Brasil - CTB, Nova Central, CGTB, Força Sindical e UGT - protocolaram documento junto a autoridades do Governo Federal exigindo que o encaminhamento e a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ocorra por meio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), respeitando-se todas as centrais sindicais brasileiras.

O documento foi pensado depois que essas Centrais tiveram conhecimento de dois projetos de lei referentes à regulamentação de negociação coletiva e direito de greve no Serviço Público que serão encaminhados à Casa Civil pelo Ministério do Planejamento (onde atualmente são feitas as negociações).

Atualmente, a discussão tem como interlocutor apenas a Central Única dos Trabalhadores, excluindo do debate as demais centrai NCST, CGTB, UGT, Força Sindical e CTB. O presidente da UGT, Ricardo Patah, afirmou em seu blog: "a Convenção 151 é para todos os trabalhadores do serviço público brasileiro. A UGT é contra a tentativa de negociação encaminhada apenas pela CUT e condena também as articulações com o Ministério do Planejamento".

A UGT prossegue: "Entende-se que o canal mais adequado, que tem expertise para lidar com todos os trabalhadores brasileiros e, em especial, com os trabalhadores do serviço público é o Ministério do Trabalho e Emprego. Daí estarmos insistindo em negociações transparentes, abrangentes e que respeitem todas as centrais sindicais, inclusive a CUT que, infelizmente, tenta excluir as demais centrais".
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Fonte: com informações do DIAP

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A CONCLAT da unidade dos trabalhadores e o "Conclat" do racha

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No primeiro dia de junho deste ano, cerca de 30 mil trabalhadores(as), ligados a 4.500 entidades sindicais, compareceram ao estádio do Pacaembu (São Paulo), atendendo ao chamado das centrais CTB, CUT, Força Sindical, CGTB e NCST. Esse conjunto de entidades e centrais representa aproximadamente 90% do movimento sindical brasileiro. Nessa Conferência da Classe Trabalhadora (CONCLAT), aprovou-se ao final um documento consensual defendendo um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, com ênfase na defesa da soberania do país e na valorização do trabalho.

A grande imprensa, como era esperado, fez a pior cobertura possível, tentando garimpar aspectos ruins na CONCLAT para vender a ideia de que teria sido evento político-eleitoral. Por trás desse esforço deturpador dos fatos, está o receio dos grandes meios de comunicação da burguesia diante do grau de unidade alcançado pelo movimento sindical, unidade que é a chave para maiores mudanças progressistas no país. Cabe aos sindicatos e centrais participantes da CONCLAT acionar seus veículos de comunicação para levar às bases a verdade do que foi a grande reunião do Pacaembu.


CONCLAT e "Conclat"
De outro lado, um pequenino setor do movimento sindical, dividido entre várias siglas, resolveu copiar a proposta de CONCLAT, e fazer outro evento, também em junho, com o fim de juntar essa multidão de micro-siglas em uma única "Central". Convocaram o encontro para 4-5 de junho, e o batizaram também de "Conclat", mas significando "Congresso nacional das classes trabalhadoras". A questão neste encontro era unificar a CONLUTAS (Coordenação Nacional de Lutas) com a articulação chamada "Intersindical" e outros movimentos menores.


Curioso foi que a CONLUTAS, sendo majoritária, na prática quis anexar a Intersindical e as profundas divergências entre eles se mostraram numa polêmica engraçada, em torno do nome a ser dado à tal nova "Central". Isso gerou um racha ao final do "Conclat". Das várias designações propostas: "Cocep", "Ceclat", "Conlutas-Intersindical", a maioria acabou aprovando o nome "Conlutas-Intersindical Central Sindical Popular". Por causa disto, os representantes da Intersindical se retiraram do encontro e racharam o "Conclat". A "nova central" assim formada é mais uma CONLUTAS recauchutada, admitindo não só grupos sindicais como também de movimentos estudantis e populares.


A vida de Brian
Essa briga por causa de um nome de central, dividindo setores já minúsculos do movimento sindical, faz lembrar um trecho do filme do grupo cômico inglês Monty Pithon, chamado "A vida de Brian". Ambientada na Palestina da época de Jesus, quando organizações de judeus resistiam à invasão pelos romanos, há um diálogo engraçadíssimo na plateia de uma arena de gladiadores. Brian quer entrar para a resistência aos romanos mas fica confuso diante das divergências figadais entre dois grupos - a "Frente dos Povos Judeus" e a "Frente Popular da Judeia". Parece que o Monty Python andou assombrando o "Conclat" da CONLUTAS, porque o som que saiu de lá foi o crack-crack das rachaduras...

Vida de Brian: "Frente Popular da Judeia, não! Nós somos a Frente dos Povos Judeus!"

terça-feira, 1 de junho de 2010

A Conferência dos Trabalhadores hoje no Pacaembu, sem clichê, É histórica

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Em agosto de 1981, quando aconteceu a primeira CONCLAT na Praia Grande (SP), o Brasil era tomado pelo crescimento da luta de massas contra a ditadura militar e os milhares de trabalhadores que compareceram àquele evento no litoral paulista pugnavam por liberdade política, liberdade sindical e recomposição dos salários corroídos desde 1964.

Neste 1. de Junho de 2010, passadas três décadas, outros 30 mil trabalhadores voltam a se reunir, em São Paulo, na Assembléia Nacional da Classe Trabalhadora, numa conjuntura muito diferente. Sem clichês forçados, pode-se dizer que esta reunião no Estádio do Pacaembu é de fato histórica. Ela ocorre, diversamente da época ditatorial, num período de avanço político para os trabalhadores, em busca de um novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, fundado na soberania nacional e na valorização do trabalho. Esta - valorizar o trabalho - é uma bandeira central da nova CONCLAT convocada pelas principais centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central e CGTB), num exemplo da ação sindical unitária que vem sendo construída e fortalecida em nosso tempo.

Há 30 anos, os trabalhadores e os dirigentes sindicais lutavam para abrir espaço político para seu protagonismo. Era preciso derrotar a ditadura e também seus aliados dentro do próprio movimento sindical; era preciso criar as entidades gerais dos trabalhadores, que a ditadura proibia; era preciso mudar o modelo de desenvolvimento para melhorar as condições de vida e de trabalho dos brasileiros.

As três décadas que separam as duas grandes reuniões dos trabalhadores brasileiros constituíram um período de profunda crise no Brasil e de mudanças significativas, tanto políticas quanto sindicais. A ditadura militar foi seguida por uma "Nova República" que, nas duas décadas seguintes, pôs em prática um programa neoliberal que favoreceu as elites endinheiradas e prejudicou profundamente os trabalhadores e a nação. No mundo, a crise do socialismo na Europa e a derrocada da União Soviética fundamentaram a alegação falsa da vitória final do capitalismo. O neoliberalismo autoproclamou-se vitorioso depois da queda do Muro de Berlim, e aqueles acontecimentos tiveram reflexos ideológicos e organizativos nefastos entre os trabalhadores. A luta sindical entrou em crise, as fileiras diminuíram e os projetos coletivos, partidários e sindicais, pareciam fraquejar.

Mas não fraquejaram. Aquelas décadas foram também um período de resistência e acumulação de forças contra as trevas que pareciam prevalecer. Pertinaz, a resistência cresceu, uniu o povo, denunciou as mazelas provocadas pelo sistema dominante, não aceitou as privatizações, a precarização das relações de trabalho, a perda de direitos sociais e políticos, o culto do mercado (na verdade, Fo capital) que prevalecia.

A resistência cresceu e avançou. Mudou de qualidade em 2002, quando um metalúrgico egresso justamente da grande onda de luta operária dos anos 70 e 80, foi eleito presidente da República: Luiz Inácio Lula da Silva, que despertou para a política na diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, como se chamava então.

As condições da luta mudaram e os trabalhadores puderam avançar, combinando a resistência com o alcance de certo grau de influência sobre o governo. Estas condições diferentes dão um caráter novo à luta, que atinge um alto patamar a partir do dia de hoje, com a realização da CONCLAT. Se antes a tônica era a resistência, agora os trabalhadores passam a ter força propositiva.

Este é o sentido do debate de hoje no Pacaembu e da aprovação da "Agenda da Classe Trabalhadora - Para um Projeto Nacional de Desenvolvimento com Soberania e Valorização do Trabalho", documento que será entregue aos pré-candidatos à presidência da República, com carinho especial para Dilma Rousseff, cuja candidatura é apoiada pela imensa maioria do movimento sindical.

Essa "Agenda" não é uma lista de pedidos, mas contém pontos para um programa de governo voltado para o crescimento econômico, a distribuição de renda, a valorização do trabalho, a ampliação e fortalecimento da democracia e dos direitos dos trabalhadores, a soberania nacional, a integração continental. Pontos programáticos para um novo período na presidência da República que consolide as conquistas alcançadas sob Lula e avance no rumo da conquista de novos direitos para os brasileiros.

O dia 1. de junho de 2010 ficará registrado, nos calendários futuros, com o brilho das datas históricas. É o que diz Wagner Gomes, presidente da CTB, que entende a Conferência como "uma decisão histórica tomada pelas centrais sindicais do país", na medida que um novo Projeto Nacional de Desenvolvimento do Brasil somente poderá vingar pelas mãos da classe trabalhadora sendo protagonista no cenário nacional, que é quem tem interesses em viabilizá-lo.
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sábado, 27 de fevereiro de 2010

A Conferência Nacional da Classe Trabalhadora e a eleição presidencial

9 comentários:
Por Nivaldo Santana(*)

Nesta segunda-feira, 1º de março, na sede nacional da CTB, haverá importante reunião das seis centrais sindicais (CTB, CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central e CGTB) que deliberaram pela convocação de uma nova Conferência Nacional da Classe Trabalhadora. A pauta da reunião terá dois pontos: o andamento da luta pela redução da jornada de trabalho e a preparação da Conferência.


Pelo grau de unidade alcançado pelas centrais, é grande a expectativa de que os trabalhadores joguem papel protagonista nesse decisivo ano de 2010. Sem nenhuma dúvida, as eleições de outubro serão a batalha mais importante do ano. Haverá um verdadeiro plebiscito entre os que defendem a continuidade e aprofundamento do ciclo progressista inaugurado com o governo Lula e as forças do conservadorismo neoliberal, as viúvas do FHC.


Mesmo mantendo sua independência, o movimento sindical não pode se omitir. Tem que ter posição nessa batalha. O fio condutor para orientar a ação dos sindicalistas é a luta por um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho.


Essa luta se desenvolve em terreno mais fértil se o comando do país se pautar pela defesa do progresso social, da democracia, da soberania nacional e da integração latino-americana, temas que deverão compor os debates da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, que ocorrerá em junho.


Uma vitória das forças progressistas nas eleições carimba o passaporte do Brasil para um futuro promissor. E os trabalhadores e trabalhadoras são a força social determinante para assegurar essa vitória.
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(*)Nivaldo Santana é vice-presidente nacional da CTB

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Horário gratuito em rádio e TV para Centrais Sindicais, propõe deputada

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As Centrais Sindicais podem ganhar o direito a horário gratuito no rádio e na TV, assim como já ocorre com os partidos políticos. A proposta é da deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), que apresentou Projeto de Lei com esse objetivo. Para ela, a proposta democratizará o acesso aos meios de comunicação, acrescentando que, assim como os partidos políticos, as Centrais Sindicais tratam de temas do interesse da população.


Pela proposta, as Centrais terão 10 minutos diários para apresentar programas de interesse dos trabalhadores. Esse tempo pode ser intercalado, mas deverá ser exibido pelos veículos de comunicação nos intervalos da programação das emissoras entre as 6 e 22 horas.

A parlamentar, que é jornalista formada, destaca que “a comunicação de massa é uma ferramenta de grande poder na formação do nosso povo”, para justificar a proposta que garantirá às entidades espaço para apresentação de programas de interesse dos trabalhadores brasileiros.

Manuela explica ainda que a Constituição Federal estabelece que “as emissoras, sejam elas privadas, públicas ou estatais, estão obrigadas a atender interesses da coletividade na prestação do serviço de televisão e ainda, a respeitar o direito da população a uma programação com qualidade cultural, artística, educativa e informativa.”

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada na Câmara Federal pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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