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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Eleição da vergonha

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Com a divulgação, ainda que envergonhada e parcial, de um "relatório" da auditoria, por mais que interpretado pela pena de algum diretor do Sinditest, ficou confirmado o que muitos já sabiam ou suspeitavam.  O período recente das gestões do sindicato - das quais participaram candidata e candidato a presidência do Sinditest nesta eleição - foi eivado de transações muito suspeitas, quando não claramente irregulares.

A atual Diretoria, "Mudando o rumo dos ventos", não mudou vento nenhum. No fundamental, não mudou porra nenhuma, basta perguntar qual foi a conquista concreta econômica do período 2012-13.  Mudou um pouco o discurso, mas o fundo é o mesmo - encobrir os atos suspeitos de que sua presidente e outros diretores participaram.  Tivessem honradez e honestidade, buscariam averiguar tudo, por as coisas todas da entidade em pratos limpos perante assembleia da categoria, soberana para decidir sobre a sujeira, e só depois se marcaria eleição para ver quem tomaria conta da entidade.

Não fazem isso. Claro, abrir mão de um sindicato tão rico...  Disputam seu comando como se disputassem um frango assado, o bife do almoço...

Por isso, esta é a eleição da vergonha.  Onde direita e ultraesquerda se abraçam para encenar uma suposta democracia.  Participar desse circo não é para quem preze a honestidade. Quem quer que ganhe, e leve, e faça uma (indi)gestão, está coberto de sujeira, hipocrisia, dissimulação.  Assim, todo filiado com vergonha na cara não deveria participar desse espetáculo de malandragem.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O medo e a malícia de não dar nomes aos bois, vacas, bezerros e patos

6 comentários:
Voltamos à matéria do site do Sinditest que resume – segundo a visão da atual Diretoria sindical, que tenta se reeleger – o “relatório preliminar” da Auditoria da firma Concept, publicada em 28/10.

Já destacamos em postagem anterior que a Diretoria busca salvar a cara de diretores de gestões anteriores onde houve irregularidades – da atual presidente Carla, em especial – que tentam manter-se nos cargos sindicais na eleição (ainda) marcada para semana que vem.  Diz o redator da matéria de 28/10 que somente “Presidente, Vice, Tesoureiro Geral, 1º e 2º Tesoureiros” das diretorias anteriores a 2012 podem ser responsabilizados por ações impróprias investigadas.  De passagem, notamos que toda diretoria de Sinditest desde 1994 tem dois vices, não só um.

Por que não dão nome, sobrenome e RG de quem ocupou esses cargos nas gestões idas?  Medo? Cagaço de processo judicial?  Como, se existirem provas documentais? Ou seria uma tácita cumplicidade pré-eleitoral, de caso pensado – tipo “não te denuncio e você me poupa” ?


Já um outro tipo de omissão de nome, nessa matéria da diretoria do Sinditest de 28/10, é deliberadamente por malícia.  Deixar de reconhecer mérito a quem suspeitou de irregularidades, principalmente das recentes transações imobiliárias, e resolveu fazer valer seus direitos estatutários de filiado, exigindo transparência, esclarecimentos, apuração, punição.  Quem foi, na cara e na coragem, incomodar os poderosos do Sinditest para que explicassem as coisas e os números que não batiam.

A que me refiro? Vejam, por exemplo, neste outro trecho da mesma matéria do Sinditest, que fala da suspeitíssima venda da “chácara” de Piraquara, na qual a auditoria Concept confirmou haver irregularidades:

“3.1. A ‘CHÁCARA’ DE PIRAQUARA

A operação de alienação do referido imóvel foi questionada por parte dos associados, que levantaram vários questionamentos, entre eles:

1) Alienação de imóveis para pessoas sem comprovação de renda;
2) Alienação por valor inferior ao adquirido;
3) Retificação dos valores de venda;
4) Contabilização errada dos valores;
5) Falta de transparência no processo.”

Quem são os “associados que levantaram vários questionamentos” ?  Este blogueiro é um deles.  Mas o principal - o que correu atrás de cartórios desde o final de 2009, montou volumoso dossiê de documentos, análises e petições, aturou má vontade de procuradores de justiça, enfrentou todo o escritório jurídico do Sinditest da época, gastou dinheiro do próprio bolso em busca da verdade, denunciou e argumentou em assembleias sindicais sendo ofendido como maluco, encrenqueiro, mentiroso -, esse associado tem nome, sobrenome e apelido: Gessimiel Germano, vulgo “Paraná”.

Esse mérito os “eméritos” e “impolutos” diretores do Sinditest não querem reconhecer, por isso usam o termo do anonimato - “os associados”.  Não querem que os filiados da base saibam que um modesto porteiro do RU Central teve a capacidade de analisar e argumentar sobre os rolos dos poderosos do Sinditest.  Por aí também se vê o caráter de cada um. 


Acautelem-se todos na hora de votar na semana que vem.  Se é que acham que devem votar.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O velho "companheiro" virou "capataz"

Um comentário:
O servidor do HC Wilson Messias presidiu o Sinditest de 2008 a 2011, tendo em sua Diretoria alguns dos atuais diretores do sindicato, como a atual titular Carla Cobalchini.  Na época da reeleição de Messias (2009), Carla, então diretora de imprensa, produziu um jornal com fotos dele em várias poses e textos plenos de elogios ao grande "guia".

Na atualidade, o antigo "companheiro", sob cujas asas Carla e os seus abrigaram-se por 4 anos, agora é taxado de "capataz". É como o trata um texto publicado em 01/10/2013 no site do Sinditest, sob o título "Irresponsabilidade da Direção-Geral do Hospital de Clínicas e da Reitoria da UFPR pode causar o fechamento de mais de 100 leitos nos próximos dias", em que se lê:

"Engana-se o novato Diretor-Geral do HC e seu capataz Wilson Messias se acreditam que vão impor esses ataques aos trabalhadores sem enfrentar uma forte resistência, com greves, paralisações e protestos."

Messias, como alguns sabem, é hoje diretor da UAP, ligada à coordenação administrativa da Direção do HC, cargo-prêmio que ele ganhou de Zaki Akel pelos bons serviços prestados na campanha da reeleição do reitor em 2012.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Sinditest contratou novo escritório jurídico, mas faz arranjo para amigo cuidar da FUNPAR

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Trecho do ACT cita Avanilson como "assessor jurídico"

Não dá pra entender. A gente pode acreditar que uma nova diretoria, assumindo no lugar de notórios dirigentes autoritários, vai ser melhor, mas...  Quando em campanha, a atual diretoria reclamava das assessorias jurídicas (eram duas, uma pro pessoal do RJU, outra pra FUNPAR).  Então, prometeu fazer licitação justa para contratar novos advogados que fossem "independentes".  Fizeram um suposto processo licitatório (dizemos "suposto" porque até agora nada do processo foi exibido, como prometido em 2011, na internet).  E contrataram um escritório vencedor dessa "licitação", o Trindade Arzeno.

Ora, uma vez contratada nova assessoria jurídica, é de supor que ela seja capaz de cuidar de todas as necessidades do Sindicato, certo? Não... Os novos diretores, que prometiam romper com certas práticas clientelistas ligadas a assessoramento jurídico, resolveram repetir o que seus mentores Messias e Dr. Néris faziam...

O trecho do documento do ACT-Funpar acima deixa claro: eles chamaram seu amigo político-partidário Dr. Avanilson (presidente do PSTU, foto ao lado) para ser o assessor jurídico do ACT. Então, nós todos (principalmente nós do RJU), perguntamos: se já tem escritório jurídico contratado, por que contratar a mais um "assessor jurídico"? Isso cheira a cabide de emprego... E numa entidade cuja tesoureira se queixa de escassez de recursos, até para pagar uma Auditoria decidida pela base em assembleia. Defendemos que o Escritório Jurídico formalmente contratado pelo Sinditest assuma as negociações do ACT-Funpar e condenamos que qualquer assessor "especial" assuma funções de advogado se não foi contratado para tal.  

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ao defender fim do imposto sindical, CUT contraria seus maiores filiados

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A Central Única dos Trabalhadores, ao levantar, durante a festa do 1º de Maio, sua bandeira contra o imposto sindical, demonstrou mais uma vez que o tema está longe de agradar até mesmo suas principais entidades filiadas. Segundo informação divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo”, dos 26 maiores sindicatos filiados à CUT, apenas seis aderiram à campanha. “Entidades de peso como o Sindicato dos Petroleiros e o dos Químicos preferiram ignorar a bandeira, carro-chefe do 1º de Maio [da CUT]”, diz o texto.

Enquanto a CUT defendia essa bandeira durante sua festa do Dia do Trabalhador, as demais centrais sindicais reconhecidas pelo governo federal (CTB, FS, CGTB, UGT e NCST) defenderam de forma enfática a necessidade de os próprios trabalhadores sustentarem seus sindicatos. 

Procuramos discutir com a população que acompanhou a festa a importância de sindicatos bem estruturados, como forma de garantir mais avanços e evitar quaisquer retrocessos para a classe trabalhadora”, afirmou o presidente da CTB, Wagner Gomes. “Nossa unidade é pra valer. Estamos juntos em defesa de sindicatos fortes, respaldando aquilo que nossa base defende”, completou.
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Fonte: Portal CTB

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O poço de calda azeda e o poço das contas do Sinditest

2 comentários:
Enquanto a diretoria do Sinditest e alguns de seus aliados eventuais ouvem e proferem discursos tonitruantes no XXI CONFASUBRA na queijosa e dulciláctea Poços de Caldas, enquanto lá os 364 grupos da ultraesquerda planejam o início de sua revolução internacional "permanente" (de quarta)  a partir de uma greve ainda este ano... aqui, na base do sindicato, ninguém viu, leu, ouviu ou cheirou qualquer esforcinho para dar mínimas satisfações aos contribuintes (todos os filiados) do porquê da perda do prazo estatutário para fazer prestação de contas. 



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

"Sem demagogia", presidente do Sinditest vai direto ao ponto (eletrônico)

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Acaba de ser publicada (há 1 hora atrás) no site do Sinditest uma nota sobre o badalado tema da implantação do ponto eletrônico associado à jornada flexibilizada para 30 horas semanais.  No final não há uma assinatura, mas no corpo do texto se percebe a autoria de Wilson Messias, presidente do Sinditest da gestão que finda em janeiro/2012.

De modo mais ou menos explícito, Messias critica matérias publicadas pela nova diretoria 2012-2013 (Chapa 2) como carregadas de má fé e demagogia sobre o tema do ponto eletrônico.  E adianta sua posição quando a proposta for votada no COUN: "Dificultar qualquer negociação é pura demagogia. Como vamos justificar para a sociedade que trabalharemos 30 horas por semana sem qualquer controle do tempo da nossa jornada de trabalho? Percebam que nós, servidores públicos, já temos uma imagem negativa perante a sociedade."  Mais adiante ele confirma sua crença na aprovação da proposta pelo Conselho: "A jornada de 30 horas está logo ali, falta muito pouco para que todos possam usufruí-la."

Deve-se reconhecer um mérito na nota recém-publicada do presidente do Sinditest, agora também membro eleito do COUN.  Ele foi franco e deixa claro seu voto, a favor da adoção da jornada de 30 horas aceitando como contrapartida a implantação do controle eletrônico do ponto em toda a UFPR.  

Não vamos discutir aqui esse posicionamento.  Porém, ainda questionamos a notória falta  de diálogo dessa diretoria do Sinditest com sua base em forum apropriado (uma assembleia geral), em se tratando de uma negociação importante.  Desde o final da greve, em 26/09, mais nenhuma assembleia foi convocada para debater democraticamente o tema 30 horas + Ponto eletrônico.  Isso era muito custoso?  A adoção do ponto eletrônico poderia ser tranquilamente debatida, e possivelmente aceita pela maioria numa assembleia desse tipo, dessa maneira respaldando a liderança que negociava com a Reitoria.  Preferiram de novo a via da falta de transparência e da democracia sindical.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Vice-presidente eleito do Sinditest acusa Messias de favorecer ponto eletrônico

9 comentários:
O vice-presidente eleito do Sinditest, Márcio Palmares, servidor do Setor de Educação, lançou ontem por email grave acusação ao atual presidente do sindicato.  Ele diz que Wilson Messias e o Dr. Néris acumpliciam-se com o reitor da UFPR para implementar o ponto eletrônico na esteira da adoção da jornada reduzida de 30 horas. 

Segundo o email, disparado na noite de ontem, "aproveitando a desmobilização que ocorreu após o término da greve, e contando com a conivência e o apoio da atual direção do Sinditest (Néris/Messias), a Reitoria da UFPR conseguiu, através de uma manobra burocrática, impor ao relatório da Comissão a instalação do ponto eletrônico na Universidade, como condição para a jornada de 30h." 

O vice-presidente eleito do Sinditest parece esquecer que a nova presidente do sindicato, Carla Cobalchini, participou da Comissão que estudou a implantação das 30 horas, e portanto já sabia da contrapartida demandada pela Reitoria de implantação do ponto eletrônico, mas, inexplicavelmente, não comunicou o fato nem tentou mobilizar uma assembleia geral para discutir o assunto antes que qualquer negociação fosse fechada.  Agora, o grupo "Mudando o rumo dos ventos" dá a impressão de querer tirar o corpo fora do acordo para o qual não convidaram a base a opinar.

Amanhã de manhã ocorre a sessão do COUN e a chapa eleita ao Sinditest está convocando um protesto no pátio da Reitoria contra a introdução do ponto eletrônico. Belo modo de desviar a atenção, depois de ter falhado em avisar a base, de que não teria nada a ver com a implantação do ponto.  Convidamos também os servidores técnicos a estarem presentes, mas é bom estarem com os dois pés atrás com os grupos que comandam e comandarão o sindicato.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Correntes políticas no movimento dos técnicos e o papo despolitizante de ex-lideranças sindicais

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Ativistas dos movimentos populares e sindicais, quando compreendem que mudanças de fundo no setor em que atuam dependem de mudanças gerais na sociedade, costumam buscar onde existam projetos propondo transformar a sociedade.  É nos partidos dotados de ideologia, expressões de interesses maiores de uma classe social, ou de segmentos de classes, que se discutem e formulam ideias e projetos para mudar um país. Portanto, é inteiramente natural que também ativistas do movimento dos técnicos se filiem e militem em partidos e correntes, pois isso ajuda a dar uma visão mais global e não localista ou corporativa do próprio movimento.

Desde a fundação da FASUBRA é assim, e, aliás, a própria fundação da Federação, no final dos anos 1970, foi realizada por militantes de organizações políticas da esquerda que resistiam à ditadura militar.

Hoje na Federação, como em praticamente todas as bases sindicais, atuam correntes políticas, ligadas ou não a partidos e centrais sindicais, mas coexistem democraticamente dentro de um esquema que até hoje preserva a unidade e a força da FASUBRA.  A Federação adota o sistema da proporcionalidade para montar em Congresso a sua direção, e cada grupo está representado na medida de sua expressão de apoio entre os delegados eleitos pelas bases para o Confasubra (Congresso da FASUBRA).

Na atual Direção Nacional (DN) da FASUBRA estão representadas as seguintes correntes:

* Tribo: grupo que é isoladamente o maior mas não detem maioria na DN, em geral expressa as visões da ala majoritária do PT.

* CSD: sigla para "CUT Socialista e Democrática", expressa a ala denominada DS do PT (Democracia Socialista). Junto com a Tribo e a corrente "O Trabalho" (também do PT), a CSD compõe o segmento da FASUBRA que se liga à CUT (Central Única dos Trabalhadores).

* CTB: grupo dos militantes que atuam na Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, central sindical fundada em 2007, integrada por sindicalistas ligados ao PCdoB, PSB, PDT e grande número de independentes.

* VAL: sigla do grupo "Vamos à Luta", de militantes ligados ao PSOL, em grande parte dissidentes do PT depois de 2003.

* BASE: ajuntamento heterogêneo que inclui militantes do PSTU, dissidentes da Tribo, do VAL e outros ativistas sem filiação partidária conhecida.

Existem algumas outras correntes, com expressão numérica e política menor, às vezes só com presença em um único sindicato ou região, e também as que aparecem e desaparecem entre um Confasubra e outro.

Das principais correntes citadas acima, todas (talvez com exceção do "BASE") tem militantes atuando no movimento da UFPR/UTFPR há um tempo menor ou maior.  Assim, este Blog NaLuta, por exemplo, guia-se pelas posições políticas da CTB desde 2008, na sequência da chapa "Avançar na Luta" que disputou a eleição do Sinditest de 2007.  O colega Luiz Fernando, veterano ativista do movimento dos técnicos da UFPR, está ligado à CSD.  Bernardo Pilotto e Carla, atuais diretores do Sinditest, participam da corrente VAL.  E o Dr. Néris e seu pequeno séquito de discípulos adotam atitude ambígua: em assembleias de base costumam atacar o PT e as posições da corrente Tribo; já quando vão a reuniões nacionais, vestem sem pudor as camisetas da Tribo e votam nas propostas dessa corrente.

Fazemos esse resumo panorâmico para que fique claro o quadro dos posicionamentos políticos, dizer quem é quem.  E em resposta a certas (ex) lideranças sindicais, que, apesar dos cabelos brancos que deveriam conferir sabedoria, vomitam mentiras, bobagens e disparatados ataques contra os partidos e correntes, em discursos no "palco" da assembleia que, em vez de educar as consciências dos trabalhadores, tentam jogá-las para o nível mais baixo e despolitizado.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Instantâneos do grandioso "Ato Público" da Diretoria do Sinditest

12 comentários:
Já que os Diretores do Sinditest não concedem para todos da base o favor de mostrar como foi o espetacular "Ato Público" que convocaram no último sábado (31), precisamos recorrer aos préstimos de um fotógrafo amador que circulou pelo centro da cidade durante o Comício da Dilma. Na foto acima, nas escadarias da UFPR na Praça Santos Andrade, o Alto Comando da extraordinária manifestação nero-messiânica revisa o documento que pretendiam entregar a Lula durante o comício. Em seguida, dali saíram numa passeata de menos de uma dúzia, que certamente assombrou o comércio do centro da cidade.

Na foto abaixo, já na Boca Maldita, aparece o vice-presidente do Sinditest, com suas faixas amarelas fechadas, aturdido no meio da multidão que lotou o comício para ver Lula, Dilma e Osmar Dias. Multidão que não estava nem aí para as intenções demagógicas do "enternado" e engravatado vice do Sinditest.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Diretoria do Sinditest quer usar presença de Lula em comício para fazer onda?

11 comentários:
Os primeiros anos do Governo Lula (2003-2005) foram difíceis, sob cerco da direita e da maior parte da grande mídia burguesa.  Em agosto de 2003, quando o Presidente da República esteve em Curitiba para a inauguração de uma fábrica na CIC, o hoje vice-presidente do Sinditest, Dr. Toninho do HC, lá foi protestar queimando um cartaz de Lula e xingando-o de traidor.  A foto do Dr. Toninho Néris queimando Lula foi capa do jornal burguês Folha de S. Paulo de 15/08/2003, como se vê acima.

Lula - hoje navegando tranquilo com 80% de popularidade - volta a Curitiba neste sábado, 31/7, para prestigiar seus candidatos Dilma Rousseff e Osmar Dias, em comício marcado para a Boca Maldita, a partir das 10 da manhã.

Eis que surge no site do Sinditest, ontem, a notícia de um "Ato Público", em que a Diretoria do senhor Wilson Messias, e do mesmo Dr. Néris queimador do Lula, chama os trabalhadores da FUNPAR-HC para "cobrar do Presidente Lula uma solução definitiva sobre os empregos dos trabalhadores da FUNPAR", quando pretendem marchar da Praça Santos Andrade até o local do comício Dilma/Osmar na Boca.

Correm rumores de que boa parte dos diretores do Sinditest, a partir do presidente Messias, pretendem votar em Dilma para presidente.  Assim como há os diretores Bernardo, Carla e outros que são ferrenhamente antiLula e contra Dilma.  Cabe indagar: qual será o caráter predominante desse "Ato Público" - a favor de Lula ou de crítica a Lula?

Esperamos que - caso aconteça essa atividade - ela não seja revestida de caráter leviano ou oportunista, para alguns diretores do Sinditest se exibirem e posarem para fotos.  Pior, que os trabalhadores da FUNPAR sejam usados como massa de manobra marchando pela Rua das Flores e ainda sejam fotografados portando faixas que serão apresentadas pela imprensa pró-Serra como algum tipo de movimento de protesto à presença de Lula e Dilma, como é costumeiro do jornalismo-esgoto tipo revista "Veja".  Se tal ocorrer, a Diretoria do Sinditest, ao contrário de ajudar os trabalhadores da FUNPAR, terá prestado serviço aos inimigos da classe trabalhadora: a Chapa neoliberal de Beto "Caixa2" Richa e Zé "Pedágio" Serra.

domingo, 20 de junho de 2010

De Boétie para o festim universal

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Não penseis que pássaro algum melhor caia no laço, nem que peixe algum, por gulodice, morda mais cedo e se aferre mais depressa ao anzol, qual todos estes povos que se deixam seduzir prontamente e levar para servidão pela menor doçura que lhe dizem ou que lhe fazem provar. É realmente maravilhoso que cedam tão rápido - basta que lhes façam cócegas.



Os teatros, os jogos, as farsas, os espetáculos, os gladiadores, os bichos curiosos, as medalhas, os quadros e outras drogas desse tipo eram para os povos antigos a isca da servidão, a compensação por sua liberdade roubada, os instrumentos da tirania. Esse sistema, essa prática, esses atrativos eram os meios que os tiranos antigos empregavam para adormecer seus súditos na servidão.



Assim, achando bonitos todos esses passatempos, entretidos por um prazer vão que lhes ofuscava, os povos embrutecidos habituavam-se a servir tão tolamente e até pior do que criancinhas aprendendo a ler com imagens de iluminuras. Os tiranos romanos ainda foram mais longe com esses meios, festejando freqüentemente os homens das decúrias, empanturrando essa gente embrutecida e adulando-a por onde é mais fácil de prender, pelo prazer da boca.



Por isso, o mais instruído dentre eles não teria largado sua tigela de sopa para recobrar a liberdade da República de Platão. Os tiranos prodigalizavam amplamente o quarto do trigo, o sesteiro de vinho, o sestércio, e então dava pena ouvir gritar: Viva o rei! Os broncos não percebiam que, recebendo tudo isso, apenas recobravam uma parte de seu próprio bem, e que o tirano não teria podido dar-lhes a própria porção que recobravam se antes não a tivesse tirado deles mesmos.



O que hoje apanhava o sestércio, o que se empanturrava no festim público abençoando Tibério e Nero por sua liberalidade, no dia seguinte, ao ser obrigado a abandonar seus bens à cobiça, seus filhos à luxúria, sua própria condição à crueldade desses magníficos imperadores, ficava mudo como uma pedra e imóvel como um tronco. O povo ignorante e embrutecido sempre foi assim.(*)
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(*)Trecho do "Discurso da Servidão Voluntária", texto escrito por volta de 1548 por Etienne de La Boétie.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Curso de jornalismo/panfletagem prático

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Depois de acompanhar os acontecimentos da campanha eleitoral super-ética do Sinditest, examinando o conteúdo do jornal de campanha e do panfleto de boca-de-urna da Chapa 1 do esquema "Sindicato Para Todos", ficamos com a impressão de que responsáveis pela elaboração desses materiais de propaganda andaram fazendo algum estágio na Editora Abril. Aquela editora da Famiglia Civita, que publica "Veja", a revista que nunca mente nem distorce a realidade. Por isso reproduzimos aqui trechos de uma postagem do Blog do Sakamoto, com lições ensinadas e praticadas pela turma da "Veja".


"CURSO DE JORNALISMO PRÁTICO: MANUAL DO COLUNISTA"

"Agora que a obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão caiu, o Blog do Sakamoto reforça o seu Curso de Jornalismo Prático. O Curso é elaborado em conjunto com amigos que são grandes repórteres e conhecem como ninguém o universo das redações. Para esta aula, um deles foi certeiro na análise do problema, criando um manual que será de grande utilidade aos recém-formados, mas também àqueles com mais quilometragem que querem “chegar lá”.

Quer virar colunista ou editorialista de jornalão impresso, de um telejornal noturno ou de uma revista semanal de grande circulação? Fácil. Basta seguir este manual. Para cada tema polêmico da atualidade, há um repertório de cinco argumentos que devem ser repetidos ad nauseam, sem margem para hesitação. Pintou o tema, escolha um dos cinco argumentos abaixo e tasque na sua coluna. Se quiser, use mais de um. Você é a estrela.

Uma dica: para sua coluna parecer diversificada, democrática, procure colocar alguns dos argumentos abaixo na boca de “especialistas”. Veja a lista de nossos especialistas no Disk-Fonte e escolha livremente. Se já estiver na hora do fechamento da coluna e ninguém atender, ligue para o Demétrio Magnolli, pois esse está sempre à disposição e discorre sobre qualquer assunto. Ele é fera.

E atenção: não se preocupe se o seu concorrente direto anda usando exatamente esses mesmos argumentos há anos. Não importa também se quase todos esses argumentos já foram aniquilados pelos fatos. O importante, em todos os casos, não é citar fatos. O que conta é dar ênfase no argumento. Se você estiver apresentando um telejornal, faça cara de compenetrado. Se for uma coluna, um editorial, carregue no título.

Além da segurança, da facilidade e da comodidade, há várias outras razões para você usar esse manual: 1) você vai parecer erudito; 2) você vai gastar pouco tempo para fechar a coluna; e 3) seu texto irá repercutir muito bem junto ao dono do(a) jornal/revista/TV que você trabalha.

Ao manual:

Se o assunto é: Trabalho e capital
Seus argumentos devem ser:
“O que os sindicatos não entendem é que, nesta hora, todos têm que dar sua cota de sacrifício”
“Os grevistas não pensam na população, apenas neles mesmos”
“Sem uma reforma trabalhista que desonere o capital, o Brasil está fadado ao fracasso”
“A CLT é uma amarra que impede a economia de crescer”
“É um absurdo os sindicatos terem tanta liberdade”

Se o assunto é: A política econômica
Seus argumentos devem ser:
“O governo deveria aproveitar esse período de vacas gordas para fazer as reformas que o Brasil precisa, cortando custos”
“Os gastos e a contratação de pessoal estão completamente fora de controle”
“O país precisa fazer a lição de casa e cortar postos de trabalho”
“Quem produz sofre muito com o Custo Brasil, é necessário cortar custos e investir em infra-estrutura”
“Só dá certo porque é continuidade do governo FHC”

Se o assunto é: Confecom, democratização da comunicação, classificação indicativa
Seus argumentos devem ser:
“Qualquer regulamentação é ruim, o mercado regula”
“É um atentado à liberdade de imprensa”
“Querem acabar com o seu direito de escolha”
“Já tentaram expulsar até o repórter do New York Times, sabia?”
“A classificação indicativa é censura. Os pais é que têm que regular o que seus filhos assistem”

Se o assunto é: Cotas nas universidades, ação afirmativa, Estatuto da Igualdade Racial
Seus argumentos devem ser:
“Para a biologia, a raça humana é uma só. Logo, não faz sentido dividir as pessoas por raças”
“A política de cotas é perigosa. Irá criar conflitos que não existem hoje no Brasil”
“É uma ameaça à qualidade do ensino, pois os beneficiários não conseguirão acompanhar as aulas”
“Essas iniciativas representam uma ameaça ao princípio de que todos são iguais perante a lei”
“Cotas são ruins para os próprios negros, pois eles sempre se sentirão discriminados na faculdade”

Se o assunto é: Bolsa Família
Seus argumentos devem ser:
“O pobre vai usar o dinheiro para comprar TV, geladeira, sofá e outros artigos de luxo”
“O pobre não terá incentivo para trabalhar. Vai se acostumar na pobreza”
“Não adianta dar o peixe, tem de ensinar a pescar”
“O programa não tem porta de saída” (não tente explicar o que é isso)
“O governo só sabe criar gastos”
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Fonte: Blog do Sakamoto

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sinditest imobiliário é imobilista e pelego

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Alegrai-vos, colegas! Vivemos no melhor dos mundos e temos a mais bela e competente diretoria de sindicato! Tudo vai pelo melhor...


Nesta semana os servidores estão recebendo em seus locais de trabalho uma afável epístola da PROGEPE que, ao ser lida, imediatamente instala no rosto do leitor uma irreprimível emoção. Que surpresa constatar que o próximo salário será aliviado da carga de 3,17%, aquele ganho judicial de uns anos atrás! O Tribunal mandou, a UFPR executou, o salário minguou. Beleza, né?


Nosso espanto, que temos certeza ser o de (quase) todos os servidores, é o de vermos a entidade sindical não ter avisado a categoria sobre isso! Paga-se a mensalidade do Sinditest para que sua Diretoria mantenha a base informada, organizada, mobilizável para quando necessário for se mexer por seus interesses e direitos. Tampouco os advogados pagos pela categoria esclarecem no site de internet do Sinditest o que acontece. Mas, que fizeram nesses últimos meses para tentar impedir a perda no salário?


Fizeram. Fizeram os sindicalistas "Para Todos" um almoção boca-livre no dia 11/09 para anunciar suas inverdades sobre a venda da "chácara" e investimentos numa nova sede social. Fizeram uma conversinha de compadre com o reitor (foto) para tratar de assuntos do interesse da sua base eleitoral do HC, em mais uma rodada de peleguismo barganhador desinteressado de qualquer organização de lutas.


Esse aí é o Sindicato da falta de transparência e da mania de corretagem imobiliária. Que tanto transa com imóveis - sede velha, sede nova, subsede posta à venda à revelia, "chácara" vendida parcialmente - que seu imobiliarismo negocista é primo do imobilismo político. Tirem a prova no dia 21 de outubro, o Dia Nacional de Luta chamado pela FASUBRA.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A AFHC voltou

6 comentários:
A Associação dos Funcionários do HC (AFHC) funcionou até 1999, quando uma assembléia no HC optou por dissolve-la e incorporar seu patrimônio ao do Sinditest. Parece no entanto que a atual direção do Sinditest, sob a direção de Wilson Messias e Dr. Antonio Neris, nutre saudades da velha associação. Não podendo recriá-la, resolveram transformar o Sinditest numa nova AFHC renascida. A Diretoria "Sindicato Para Todos", tocada a quatro mãos e muitos dedos pelo messianismo e pelo nerismo, é "ótima" - se a considerarmos direção de uma associação social-recreativa, que não puxa as lutas políticas da categoria, que faz bastante assistencialismo e festinha, que vive de transacionar com imóveis e tem até um 'jardim de inverno' na sede nova para seus diretores jogarem conversa fora, e que só "trabalha" para seus associados lotados no Hospital de Clínicas. Claro, a sede nova é do ladinho do HC. O resto da base extra-HC que pague suas mensalidades e chupe o dedo.

Sinditest obtém reivindicação só para trabalhadores do HC

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Na semana passada um informativo do Sinditest relatava que uma orientação da Direção do HC determinava que somente doutorandos e médicos residentes poderiam ser examinados no Pronto Atendimento (PA) do HC caso tivessem quadro clínico suspeito da gripe A ("gripe suína"), enquanto que os servidores deveriam procurar os postos de saúde da Prefeitura. Uma evidente discriminação, contra a qual o Sindicato protestou adequadamente, fazendo com que a Direção do HC autorizasse que também os servidores técnicos pudessem ser atendidos no PA ou no Ambulatório de Funcionários.

Muito bem, o Sinditest fez seu papel e mudou uma orientação, mas curiosamente só obteve a conquista para os trabalhadores do HC. Que estes servidores estão mais próximos do atendimento dos casos da gripe A é evidente, mas por que apenas esses filiados do sindicato podem ser atendidos num hospital de referência do Paraná? O que salta aos olhos é mais uma prova de que a Diretoria "Para Todos" do Sinditest continua priviliegiando a sua base eleitoral, e se esquece de que deve representar toda a categoria, não apenas os que trabalham no HC.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Você, filiado do RJU, subvenciona ganhos do Acordo Coletivo da FUNPAR

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A Diretoria do Sinditest confessou, pelo que escreveu seu presidente na edição "especial" de maio/junho do jornal sindical, que as mensalidades pagas pelos filiados do RJU estão bancando as despesas do processo de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do pessoal da FUNPAR. Leia o que escreveu Wilson Messias na p. 4 desse jornal:

"Você sabe para quê é cobrada a taxa de reversão? Todo acordo coletivo tem alguns custos, mas o principal deles, é o advogado. Isso mesmo, a taxa de reversão é utilizada para o pagamento dos serviços advocatícios no ACT. Hoje o arrecadado pelo SINDITEST nas mensalidades dos funcionários FUNPAR/HC gira em torno de três mil reais, o que não cobre nem as despesas dos plantões deste advogado, por isto cobramos a taxa de reversão salarial: para cobrir as despesas do ACT."


Muito bem, que bom que os trabalhadores do HC contratados pela FUNPAR tiveram um ganho de 2% acima da inflação, eles merecem. E os trabalhadores do Regime Jurídico Único (RJU)? Caso acontecesse o adiamento do reajuste de julho, conquista da Greve de 100 dias de 2007, os trabalhadores do RJU teriam que reagir, num movimento que cabe ao Sinditest organizar, coordenar e sustentar materialmente.


A Diretoria atual teria recurso financeiro, capacidade e vontade política para realizar esse movimento? Um pirulito em formato de formiguinha pra quem responder... Felizmente, há mais sinais indicando que o Governo Federal honrará o Acordo 2007 e pagará a segunda parcela (julho/2009). A Diretoria amiguinha do reitor, que não precisa organizar greve nem da FUNPAR para o ACT, respira aliviada!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Chifrada no bom senso dos filiados

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"Enquanto alguns conseguem colocar “chifre em cabeça de cavalo”, nós administramos o dinheiro da categoria com responsabilidade..."
(trecho do Editorial do jornal do Sinditest, edição Março-Abril/2009).

Lembram-se de Odorico Paraguaçu, o "bem-amado" prefeito de Sucupira? Aquele que do alto do coreto discursava proclamando-se um governantista honestíssimo militante juramentado da hiper-transparência, sempre aplaudido pelas irmãs Cajazeiras.


As singelas cobranças de informações e de transparência nas transações envolvendo altos valores, por parte desta humilde Oposição Sindical, terão magoado nossos ilustres e ilibados dirigentes do sindicato ? Perdoai-nos, ó, salvador !


De passagem, registramos que o cavalo que tem chifre é o unicórnio, um cavalo mitológico, que portanto não existe (como a democracia irreal da assembléia do Sinditest de 03/10/2008). Contudo, bem real é um bode. Esse tem chifres. E geralmente fede.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Diretoria do Sinditest não fez Assembléia ordinária de prestação de contas

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Viva a transparência no Sinditest !


Há um elemento na Diretoria do Sinditest, formado em Direito pela PUC-PR, que, vez ou outra, ancorado em seu diploma, brada contra os adversários lançando mão do artigo tal de tal Lei, do Estatuto do sindicato etc. A prática de anos mostra que esse indivíduo, veterano burocrata sindical, recorre aos embasamentos jurídicos em geral em prol de seu interesse pessoal, quando a referência à Lei ajuda. Porém, quando é para cumprir de fato certos dispositivos legais e estatutários, aí a história vira.

No Capítulo IV do Estatuto do Sinditest, está ordenado o seguinte no Art. 10:

"Art. 10º.- As Assembléias Gerais Ordinárias terão lugar:
a- Anualmente, até 31 de março, para discutir e deliberar sobre o relatório da Diretoria Executiva e prestação de contas do exercício anterior (...)"


No Capítulo V, sobre a Diretoria sindical, pode ser lida a seguinte disposição:

"Art. 20º - São atribuições da Diretoria:
(...)
b- Cumprir e fazer cumprir este Estatuto, bem como as deliberações das instâncias superiores do SINDITEST-PR (...)"


Pergunta-se: quem sabe quando e como teria sido realizada essa Assembléia Geral Ordinária para prestação de contas do exercício anterior (ano de 2008) ? Teria sido mais uma assembléia-fantasma, escondida da base dos filiados, como aquela fantasmagórica de 3 de outubro de 2008 ? Ou simplesmente os diretores do "Sindicato Para Todos" se esqueceram do que manda o Estatuto que seu vice-presidente baixarel tanto gosta de brandir por aí ? Resumindo: mais uma, mais uma expressiva demonstração da transparência de que eles falavam em sua campanha eleitoral...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Sindicalismo leviano apóia homicida

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Tem assuntos que a prudência recomenda não meter a colher antes de muito refletir, sob pena de misturar alhos com bugalhos. Desprezar essa prudência é o que fez a Diretoria do SINDITEST ao publicar em seu site a matéria "Os limites de uma trabalhadora do HC", em 4/7/2008, sobre o triste caso da auxiliar de enfermagem que assassinou sua filha de 8 meses atirando-a do 6º andar em pleno centro da cidade (clique aqui para reler a reportagem na Gazeta do Povo; Foto, do mesmo jornal)


A tragédia ocorreu dia 30/6 e prosseguem as investigações para desvendar com exatidão o que levou a mãe a praticar homicídio. Autoridades adiantaram a informação de que Tatiana sofreria de distúrbio bipolar (Psicose Maníaco-Depressiva, P.M.D.), uma severa psicose em que o doente alterna períodos de agitação maníaca com fases de funda depressão. A PMD é doença grave que exige tratamento permanente e cujas fases alternantes não dependem necessariamente das condições do ambiente onde vive o paciente. A imprensa relata que ela já passou por internações psiquiátricas.


No afã de mostrar suposta "combatividade", a Diretoria do SINDITEST insinua que condições de trabalho estressantes do HC (como em geral são nos hospitais) provocariam doenças mentais como aquela que levou a funcionária Tatiana a matar sua filha. A Diretoria denuncia que a mídia pinta a mãe como um "monstro", mas cai no extremo oposto, sendo espantosamente compreensiva com o homicídio: "nós, da Diretoria do SINDITEST também queremos declarar nosso apoio à servidora." Uma posição como essa é inaceitável: ainda que sob efeito de grande perturbação mental, a mãe cometeu um crime contra a vida. A raciocinar desse jeito, valeria o alerta: "filhos de servidores do HC, fiquem espertos quando seus pais chegarem em casa depois do trabalho!"


Uma tragédia como essa é séria demais para servir de objeto a demagogia sindicaleira. A Diretoria do SINDITEST deveria respeitar o sofrimento daquela família e parar de fazer politicagem barata.