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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Não precipitar o desmanche, não se lançar no despenhadeiro

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Que as coisas estão difíceis para os trabalhadores e para o movimento sindical é uma verdade. Que vão piorar ainda mais é outra verdade.  Mas estas duas constatações não devem e não podem causar um pânico fatalista nos dirigentes. Devem e podem determinar um ânimo de resistência com a base, a busca de unidade de ação e o empenho em agir corretamente, com inteligência.

Por João Guilherme Vargas Neto, no site Vermelho

Não devemos, face à crise, como contam as duas historietas, queimar o sofá em que foi consumado o adultério nem jogar fora o machado pendurado no barracão porque um dia ele pode cair e machucar uma criança.

Algumas notícias dão conta de medidas apressadas de cortes, demissões de funcionários e vendas de propriedades em alguns grandes sindicatos provocadas muito mais pelas notícias negativas de dificuldades futuras do que propriamente pela já manifestadas. Considero isto um erro decorrente da pressa desnorteada, quase uma capitulação frente às necessidades atuais e às futuras. Mesmo as justificativas de se antecipar ao desastre e cortar no corpo ainda vivo, não se justificam.

Os trabalhadores, sindicalizados ou não, de todas as bases sindicais querem resistir. Embora estejam desorientados sob os efeitos da crise e com a barulheira ideológica provocada pelas mídias, esperam a voz de comando de resistência. Esta voz de comando, hoje, só pode ser dada pelos sindicatos, já que os partidos políticos encontram-se na defensiva e atordoados, todos eles, pela pretensa reforma política que os paralisa.

Para dar a voz de comando unitária, firme, responsável e efetiva, os sindicatos não podem apresentar para os trabalhadores nenhuma fraqueza, nenhuma ideia que os induza ao “salve-se quem puder” e, sobretudo, nenhuma dúvida sobre a continuidade da ação sindical.

Como conciliar, por exemplo, uma forte e necessária campanha de sindicalização com o anúncio de cortes, demissões de funcionários e vendas de propriedades sindicais?

O trabalhador sentirá, nesses casos, um sinal inequívoco de fraqueza e o que é pior, de traição aos seus interesses que devem ser defendidos pelos sindicatos que não podem precipitar o desmanche e se precipitarem no desfiladeiro da irrelevância.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

CTB-Paraná conclama à Frente Ampla em defesa da democracia, dos direitos trabalhistas e da retomada do desenvolvimento

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Hoje (20), na hora do almoço, milhares de manifestantes de movimentos sociais saíram em marcha para bradar que não aceitarão nenhum golpe direitista que agrida a nascente democracia brasileira.  Começaram na Praça Santos Andrade, marcharam pela Marechal Deodoro e encerraram sua demonstração de luta na Boca Maldita.

A manifestação não foi apenas para defender a legitimidade do mandato da presidenta Dilma. Foi também para criticar seu governo, por assumir uma política econômica que joga o Brasil na recessão e, inversamente ao ocorrido nos últimos 6 anos, produz desemprego e queda da renda salarial.  Também foi para denunciar os setores direitistas, reacionários, que promovem instabilidade política sem ter qualquer proposta decente para o Brasil, que apenas querem voltar ao poder da República para entregar as riquezas nacionais à ganância de países imperialistas, além de buscarem a criminalização dos movimentos sociais.

No vídeo acima, o dirigente da CTB Zenir Teixeira discursa, na Boca Maldita, falando disso e da necessidade de uma Frente Ampla nacional, que aglutine todos os setores democráticos, patrióticos e avançados para barrar as investidas golpistas, mas, principalmente, para retomar o impulso pela realização de reformas que aproximem o Brasil de uma nova fase em que se supere de uma vez por todas o neoliberalismo que acorrenta o país.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

CTB: Urge extirpar a corrupção do movimento sindical !

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O escândalo que levou à intervenção da Justiça no Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, foco de uma reportagem da Rede Globo exibida no “Fantástico” do último domingo, merece uma reflexão mais atenta e profunda do movimento sindical. A transformação da entidade num negócio da família Mata Roma, que somente na última gestão promoveu um desvio estimado em mais de R$ 100 milhões, é inadmissível e deve ser repudiada com energia e indignação. 

Por Adilson Araújo(*), no Portal da CTB

Note-se que a base daquele sindicato compreende um universo de mais de 400 mil trabalhadores e trabalhadoras, ao passo que os sócios não chegavam a 800. Por absoluta carência de ação sindical o piso da categoria é inferior a R$ 1 mil. O desvio moral liderado por Otton da Costa Mata Roma, que, com o capital acumulado na ladroagem, comprou aviões e virou proprietário de duas empresas de transportes aéreo, desdobrou-se, como era de se esperar, em desvio político, autoritarismo e traição aberta aos interesses dos comerciários e da classe trabalhadora em geral.

Os sócios já não desfrutavam sequer do direito ao voto. Em 2014 a diretoria foi eleita em assembleias-fantasmas, forjadas por dirigentes da UGT, que depois coletavam ou falsificavam assinaturas para fechar as atas eleitorais e ainda se hospedavam em um flat mobiliado e ganhavam uns trocados pelo malfeito. As leis da conveniência talvez expliquem o fato de Mata Roma ter sido eleito secretário de Relações Internacionais da UGT e permanecer na função, agora como licenciado, mesmo depois da intervenção no sindicato.

A reportagem da TV Globo mostra só um lado da história e pode induzir a opinião pública à conclusão de que o conjunto do movimento sindical brasileiro está contaminado pelo vírus da corrupção. Isto simplesmente não é verdade e a classe trabalhadora não deve se enganar com as falsas generalizações a este respeito, que servem aos propósitos alienantes da propaganda burguesa. É necessário saber separar o joio do trigo. A história do movimento sindical (do 1º de Maio, assim como do 8 de março)revela a coragem e o heroísmo de muitas lideranças na luta em defesa dos direitos trabalhistas.

O papel dos sindicatos, para o qual originalmente foram criados, é a defesa intransigente dos interesses da classe trabalhadora e, para que seja cumprido, é preciso honestidade, compromisso com as lutas e respeito à democracia. Todavia, há sindicalistas corrompidos, degenerados que traíram a confiança e os interesses das bases, assim como centrais sindicais que fazem o jogo da direita e dos patrões. 

Mas existem também sindicalistas honestos, comprometidos com a classe trabalhadora e empenhados de corpo e alma na luta contra a exploração capitalista e em defesa dos assalariados. É esta igualmente a teoria, e também a prática, da CTB, que se orienta por uma concepção classista de sindicalismo (democrática, autônoma e anticapitalista) e não dá guarida a corruptos.

Não podemos ser negligentes com a corrupção, mesmo porque ela é uma das principais causas da crise de representatividade que abala as instituições no Brasil e subtrai capacidade de mobilização e conscientização dos sindicatos. Não se trata de um fenômeno isolado. A falta de democracia nas gestões e principalmente nas eleições sindicais é companheira dileta da corrupção. É recorrente ouvir em nosso meio a cínica sentença de que em eleição sindical até o voto vale. Não é de se estranhar a falta de credibilidade.

Os dirigentes das centrais não podem ignorar a realidade escandalosa em seu entorno (revelada parcialmente e com sensacionalismo no “Fantástico”) e fingir que tudo vai muito bem, obrigado. A CTB defende a elaboração de um código eleitoral, atrelado ao recebimento das contribuições sindicais, com regras democráticas que garantam o direito à associação, transparência e lisura nos pleitos, coibindo as fraudes, restringindo os mandatos a quatro anos com direito a uma única reeleição. Quem não assinar não deve ter acesso à Contribuição Sindical e procurar sobreviver, se conseguir, das mensalidades.

Defendemos a mais ampla transparência na gestão dos recursos das entidades, que pertencem em primeira e última instância à classe trabalhadora; consideramos um crime imperdoável desviá-los em benefício próprio, empregando-os no enriquecimento ilícito de falsos dirigentes e seus familiares. Os sindicatos foram criados, com o sangue e o suor operário, como instrumentos de luta da classe trabalhadora contra a exploração e opressão capitalistas. É intolerável que se transformem em balcões de negócios de alguns velhacos oportunistas e mafiosos.
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(*)Adilson Araújo é presidente nacional da CTB.
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Atualização às 13h30: 
Chapa da CTB sai vitoriosa no Sindicato dos Comerciários do RJ - O Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro está de volta à categoria. Depois de décadas sob o domínio da família Mata Roma, uma intervenção judicial possibilitou o que os trabalhadores comerciários tanto ansiavam: um pleito democrático para eleger a diretoria do sindicato. Com a totalização das urnas apuradas, a Chapa 1 - A Hora da Mudança, apoiada pela CTB, está eleita para a direção do Sindicato. Os números finais foram: Chapa 1: 874 votos; Chapa 2: 44 votos e Chapa 3: 143.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Diferenças entre militontos e militantes pró-Dilma

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O militonto recebe as decisões da presidente da República e não admite qualquer crítica. Quem ousar fazê-lo, é aliado objetivo da direita.  O militante não vacila em apoiar o governo e defender a presidente, especialmente diante da escalada reacionária. Mas não abdica do direito e do dever de pensar com a própria cabeça, criticando o que lhe parece errado na estratégia adotada e concebendo essa atitude como indispensável na ação política.

Por Breno Altman, no site Opera Mundi

O militonto tudo explica e justifica através de um pacote fechado e imutável: a correlação de forças no parlamento. Serve como uma espécie de álibi para defender o governo de qualquer crítica por adotar políticas conciliatórias, mesmo as que podem ser um tiro no pé.

O militante encara com seriedade a tal correlação de forças, mas com o objetivo de alterá-la a favor da esquerda. Sabe que negociações e composições são inevitáveis, necessárias, mas deseja forçá-las ao limite.

O militonto ficou acostumado a pensar correlação de forças apenas ou principalmente como uma questão institucional, parlamentar. A mobilização social e a luta de massas não entram de verdade em seu cálculos como hipótese para pressionar as instituições desde seu exterior.

O militante não descuida da governabilidade institucional. Mas aprendeu, nesses doze anos e várias crises, que também é imprescindível a construção de governabilidade social. Sabe, a propósito, que as maiorias parlamentares de orientação progressista somente foram formadas, na história do Brasil, quando o povo organizado e mobilizado obrigou o Parlamento a dançar sua música.

O militonto costuma achar que divide a esquerda quem entra em desacordo com ações do governo. Não admite que, às vezes, pode ser o governo quem divida a esquerda com suas ações.

O militante quer a unidade da esquerda e das forças progressistas. Mas acha que a pedra angular desse processo vai além de apoiar ou não o governo: depende de um programa unificador e de uma estratégia de coalizão do campo popular.

O militonto acha que o passado fornece crédito infinito, no presente e no futuro. Por tudo o que foi feito, e definitivamente não é pouco, o governo deveria ser defendido incondicionalmente e qualquer crítica seria descabida por princípio.

O militante reivindica os enormes avanços promovidos pelo governo e se mobiliza para defendê-los, mas não acha que o passado basta para garantir o presente e o futuro, que devem ser discutidos sempre com espírito crítico e aberto.

O militonto é superlativo e hiperbólico em relação aos líderes do governo e do partido. Sua frase estruturante: “eles sabem o que fazem…”

O militante respeita e admira os chefes históricos da esquerda, mas a vida já ensinou que também são passíveis de erros e confusões. Considera, portanto, que os instrumentos coletivos são mais qualificados que as clarividências individuais e esses só podem ser construídos pelo debate franco e desabrido de todos os temas.

O militonto é governista e acha que isso basta para resolver todos os problemas.

O militante defende o governo contra a direita, mas busca ser um revolucionário, um lutador social, para quem governar é apenas parte, ainda que imprescindível, de um processo estratégico mais amplo, o da transformação do país.
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Fonte: texto e foto de Breno Altman, em 24/11/2014

sábado, 23 de agosto de 2014

Roberto Requião e Dilma recebem apoio da CTB-Paraná e diversos sindicatos

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O candidato peemedebista ao Governo do Paraná, Roberto Requião, foi efusivamente recebido por mais de uma centena de ativistas sindicais e políticos na sede do Sintrafucarb, em Curitiba, na noite desta sexta-feira (22). Dilma Rousseff e Requião são apoiados pela CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), como enfaticamente declarou Agnaldo Pereira, presidente do Sintrafucarb e da CTB-PR.


O auditório do Sindicato que representa a base operária das empresas alimentícias Mendeléz ficou superlotado para ouvir o discurso de Requião.  Ainda que breve, por estar com a agenda de campanha apertada, Requião delimitou muito bem os campos entre as candidaturas dele e de Gleisi Hoffmann em relação ao neoliberalismo de Beto Richa.  Igualmente deixou claro para os trabalhadores presentes que a melhor opção de voto na disputa da Presidência da República é Dilma Rousseff, pois as candidaturas de oposição situam-se no terreno do retrocesso econômico e social do país.


Não obstante, Requião comentou um aspecto do recente debate ocorrido na FIEP entre candidatos ao governo estadual, quando apenas ele se comprometeu a decidir soberanamente como governador em defesa da contínua elevação do salário mínimo regional, sem interferência do empresariado.  Os dois outros principais candidatos na disputa, perante os empresários da FIEP, afirmaram que se disporiam a “negociar” o salário mínimo regional, sinalizando para a possibilidade de ele não receber aumentos.

Com sua postura combativa e decidida contra Beto Richa e o neoliberalismo do Paraná, Requião tem crescentemente canalizado apoios do movimento sindical de todas as centrais, bem como de outros movimentos sociais.  O páreo será duro para o tucano Richa e o primeiro debate televisivo na TV Bandeirantes (28 de agosto, 22h00) irá delinear melhor as potencialidades de cada candidatura ao governo.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Depois daquele fim de greve do HC...

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Quantos se lembram de que, na greve dos 100 dias de 2007, a paralisação no HC já havia sido condenada pela Justiça?  Em 2007, a greve começara em 28 de maio e, logo na primeira quinzena de junho, o MPF já ordenava a volta ao trabalho, sob pena de multa pesada diretamente cobrada do Sinditest.  Por volta de 21-22/06 daquele ano, os grevistas do HC voltaram ao trabalho, protestando muito.

Mas a greve precisava continuar. O Comando Local de Greve debateu muito o que fazer e tomou algumas iniciativas.  Uma delas, a aludida pela matéria acima da Gazeta do Povo, rendeu uma foto grande, de centro de capa, na edição de 26/junho/07 do jornal, aumentando a visibilidade da paralisação perante o povo de Curitiba e do estado [foto abaixo; clique para ampliar].

Ocupação do CCE no Centro Politécnico na Greve de 2007
Na foto: Márcia Messias, Aguinaldo Cruz, José Belotto, Luciano Andrade, 
Gessimiel "Paraná", Guaracira Flores, Ivandenir Pereira e Dodô.

Na saída da assembleia matinal de hoje (29) no RU, um servidor do HC que integrou a greve e o CLG em 2007, lembrou-me daquela judicialização e do que se fez em seguida para manter o pique do movimento, que, afinal, obteve um bom Acordo de Greve em fins de agosto.  E recomendou à lamuriosa direção atual do Sinditest uma conhecida frase da Bíblia (Atos dos Apóstolos 3), dita pelo apóstolo Pedro ao semiparalítico: "Levanta-te e anda!".

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

CTB celebra 6 anos de existência com grande festa no centro de São Paulo

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A Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) irá oferecer à cidade de São Paulo uma grande festa para comemorar seu sexto aniversário. No dia 13 de dezembro, a partir das 12h, a Praça da República será palco de uma série de apresentações musicais, com as presenças já confirmadas de Leci Brandão e de Thobias da Escola de Samba Vai Vai.

Entre as 12h e 20h, também passarão pela Praça da República artistas da MPB, do forró e do hip hop. “Queremos que essa data fique marcada por uma grande celebração. Será um momento de diversão, um presente para a militância cetebista, que tanto batalhou não apenas em 2013, mas ao longo dessa trajetória de seis anos da CTB”, afirma o presidente Adilson Araújo.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ao defender fim do imposto sindical, CUT contraria seus maiores filiados

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A Central Única dos Trabalhadores, ao levantar, durante a festa do 1º de Maio, sua bandeira contra o imposto sindical, demonstrou mais uma vez que o tema está longe de agradar até mesmo suas principais entidades filiadas. Segundo informação divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo”, dos 26 maiores sindicatos filiados à CUT, apenas seis aderiram à campanha. “Entidades de peso como o Sindicato dos Petroleiros e o dos Químicos preferiram ignorar a bandeira, carro-chefe do 1º de Maio [da CUT]”, diz o texto.

Enquanto a CUT defendia essa bandeira durante sua festa do Dia do Trabalhador, as demais centrais sindicais reconhecidas pelo governo federal (CTB, FS, CGTB, UGT e NCST) defenderam de forma enfática a necessidade de os próprios trabalhadores sustentarem seus sindicatos. 

Procuramos discutir com a população que acompanhou a festa a importância de sindicatos bem estruturados, como forma de garantir mais avanços e evitar quaisquer retrocessos para a classe trabalhadora”, afirmou o presidente da CTB, Wagner Gomes. “Nossa unidade é pra valer. Estamos juntos em defesa de sindicatos fortes, respaldando aquilo que nossa base defende”, completou.
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Fonte: Portal CTB

terça-feira, 20 de março de 2012

Intensíssimo e amplo debate político sobre o Confasubra na base do Sinditest

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Uma "nota de esclarecimento" da Diretoria do Sinditest (que pouco esclarece e pretende vender o peixe da versão dessa diretoria) sobre o XXI Congresso da FASUBRA afirma que os diretores sindicais gostariam "muito que este processo estivesse incentivando o debate político na categoria, com as distintas visões sobre as tarefas para o próximo período (...). Infelizmente, alguns preferem fugir do debate político e partir para outros debates, tentando confundir a categoria..."

Essa nota do Sinditest vem como tosca réplica à denúncia deste Blog de que a diretoria sindical manipulou datas em todos os editais oficiais das assembleias de tirada de delegados ao XXI Confasubra.  E reclama da falta de "debate político na categoria, com as distintas visões"...

Se quisesse mesmo fazer aberta e democraticamente o debate político com as "distintas visões" das lideranças e correntes que atuam na categoria, a Diretoria do Sinditest teria desde o começo buscado sem temor um entendimento franco para a realização das assembleias.  Teria publicado em suas matérias do site sindical sobre o Confasubra pelo menos o link para a base poder acessar as 12 Teses inscritas ao debate político desse Congresso, mas nunca prestou até mesmo essa mínima informação.

E nesta semana, depois que mais da metade de seu calendário de assembleias unilteralmente marcadas já foi cumprido, soltam a primeira edição impressa do "Jornal do Sinditest".  Algo nesse jornal para fomentar algum debate político entre as "distintas visões" sobre o Confasubra?  Ao menos os reduzidíssimos resumos de algumas das 12 Teses do Congresso?  (Este Blog da CTB enviou o micro-resumo de 700 caracteres para publicação.)  Não, nada! E depois reclamam da falta do debate político...


Atualização em 21/03:
Não sabemos se é para rir somente ou gargalhar.  Ontem, no texto acima, cobramos da direção do Sinditest que eles sequer informaram a base sobre as 12 Teses inscritas para o debate político do Confasubra. Então aparece hoje (21/03), às 10 da manhã, uma matéria no site do Sinditest sob o título "Congresso da FASUBRA terá 12 teses!", com o verbo assim no plural querendo dar a entender que só agora é que se soube existir essa dúzia de proposições...

O diretor Bernardo Pilotto, autor da matéria, ou está muito desinformado ou mente sem a menor cerimônia, ao escrever que "Encerrou nesta semana [19-23/03] o prazo para envio das teses que constarão no caderno do XXI Congresso da FASUBRA.". Arre, égua! O Art. 38, parágrafo 1, do Regimento do Confasubra informa que esse prazo acabou à meia-noite de 23 de fevereiro!!  Só podemos perguntar: é bobeira ou má fé mesmo?  Assim, não é de causar surpresa que a diretoria do Sinditest se embanane tanto com datas de editais convocatórios das assembleias...

E, para fechar com chave de latão a sua matéria, o diretor Bernardo ainda erra o link que deveria remeter o leitor à página das 12 Teses.  O link correto é este aqui (clique).

quarta-feira, 14 de março de 2012

Centrais Sindicais farão 1. de Maio Unificado em todo o país

Um comentário:
Manifestantes em frente ao Teatro Municipal de SP, perto do Viaduto do Chá

Na manhã de ontem (13), as centrais Força Sindical, CTB, UGT, CGTB e NCST reuniram-se para fazer o lançamento das comemorações do 1º de Maio 2012 Unificado no Viaduto do Chá (centro de São Paulo), sob as bandeiras de "Desenvolvimento com menos juros, mais salários e mais empregos".

Apenas a CUT e a central-mix CSP-Conlutas preferiram ficar cada uma no seu canto e irão realizar atos separadamente, deixando de reforçar a unidade dos trabalhadores na luta pela ampliação de direitos e pela manutenção dos que estão sob ameaça de iniciativas patronais.

A previsão dos dirigentes das Centrais é reunir cerca de dois milhões de pessoas no 1º de Maio deste ano. Para Nivaldo Santana, vice-presidente da CTB, a presença massiva da classe trabalhadora no evento será de fundamental importância para levantar a bandeira do desenvolvimento. “É importante que os trabalhadores participem e interfiram na luta política do Brasil”, afirmou.

Nivaldo lembrou ainda que o ato de 1º de Maio colocará em discussão o tema que mais tem sido debatido pelo movimento sindical em 2012: a questão da desindustrialização. “Precisamos dialogar com a população sobre isso. Nossa luta é por menos juros e pelo controle do câmbio, para que a indústria nacional não quebre e para que deixemos de ser uma nação exportadora de matérias-primas”, defendeu o vice-presidente da CTB. 

O ato de festa e luta do 1º de Maio Unificado deste ano será na Praça Campo de Bagatelle (área norte de São Paulo, próximo da estação de metrô Santana), bem como se reproduzirá em muitas outras cidades e capitais do país. Mais informações e notícias podem ser encontradas no site especificamente criado para o evento
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Fonte: com informações do DIAP e Portal CTB.

sexta-feira, 2 de março de 2012

CTB lança campanha nacional em defesa da unicidade sindical

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A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) lançou oficialmente, nesta quinta-feira (1º), uma campanha inédita, de abrangência nacional, em nome da unicidade sindical. A partir da publicação de uma série de materiais de comunicação, como anúncios em jornais, outdoors, publicidade em ônibus, na internet e nas redes sociais, a Central espera promover um debate a respeito do fortalecimento do movimento sindical e da classe trabalhadora.

Na condição de uma central sindical classista, sentimos que era necessário promover esse debate. No entanto, entendemos que esse debate não deve se restringir à unicidade versus pluralidade. Precisamos ir além”, afirmou Wagner Gomes, presidente da CTB.

A campanha tem como destaque a bandeira da unicidade sindical, mas ela está permeada por um mote muito claro: a necessidade de o Brasil alcançar um padrão mais elevado de desenvolvimento, a partir da valorização do trabalho e da distribuição de renda.

A partir dessa premissa, a CTB decidiu direcionar sua campanha aos dirigentes sindicais de todo o país. Para Eduardo Navarro, secretário de Imprensa e Comunicação da Central, é preciso se contrapor de uma maneira firme em relação àqueles que lutam pelo pluralismo sindical e a consequente divisão dos trabalhadores.

A CTB traz a público esta campanha em defesa da unicidade sindical como um grito preso na garganta. São muitos os que tentam dividir a classe trabalhadora, como o DEM e o PSDB, além de centrais sindicais equivocadas, entre outros. Os trabalhadores exigem sindicatos fortes e estão imbuídos da importância de financiarem sua própria organização”, afirmou Navarro.


Sindicatos fortes
A CTB, desde sua fundação, defende a manutenção do Artigo 8º da Constituição Federal, que, entre outros pontos importantes, garante a unicidade e a contribuição sindical. Sua posição é clara: a unicidade é uma proteção legal e um freio contra a fragmentação dos sindicatos, ao garantir uma única organização por base territorial.

Um sindicato forte não pode ser dividido. E, para que seja forte, precisa ser custeado pela classe trabalhadora, por meio da contribuição sindical”, defende Wagner Gomes.


Participe da campanha!
A partir de 1º de março, é importante que todos os sindicatos filiados à CTB participem dessa discussão sobre a unicidade. Isso pode ser feito por meio da distribuição de materiais em cada base.

Além disso, todos podem participar dessa discussão por meio das redes sociais na internet. Basta curtir no Facebook a página da Unicidade Sindical, seguir o perfil da Campanha no Twitter (@unicidadectb) e acompanhar o canal de vídeo no YouTube (Unicidade Sindical). Se preferir, envie sugestões para o endereço unicidadesindical@portalctb.org.br. Participe!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

CTB e correntes cutistas da FASUBRA lançam Manifesto defendendo fortalecimento da greve

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No último domingo foi divulgado por email um Manifesto assinado pela militância da CTB na FASUBRA e também pelas correntes da Federação ligadas à CUT (Tribo, CSD e outras).  Nele se faz um balanço do movimento reivindicatório no período mais recente e da greve, um chamado à defesa da unidade da FASUBRA, ao fortalecimento da greve, inclusive nas IFES onde as assembleias deliberaram pela suspensão da paralisação, e à focalização da greve no seu eixo maior - a pauta de reivindicações - ao invés das disputas político-partidárias internas.

A íntegra do Manifesto está disponível nesta página do Blog  na coluna ao lado.  O documento finaliza com uma conclamação e um alerta, como segue:

"Não nos calaremos e nem seremos omissos diante das ameaças à nossa FASUBRA, conquista de milhares de trabalhadores, que devem lutar pela preservação desse patrimônio material e político. Esse compromisso, mesmo respeitando a autonomia e soberania das bases, nos coloca como tarefa a retomada da Greve no conjunto das bases da CUT e da CTB, mesmo mantendo a nossa avaliação crítica quanto aos rumos, e (des)caminhos do movimento."

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O futuro Governo Dilma e sua relação com o movimento sindical

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A primeira mulher eleita presidente da República do Brasil contou com apoio de 5 das 6 Centrais Sindicais oficiais - CUT, CTB, Força Sindical, CGTB e NCST. A UGT, com forte influëncia do PSDB e dos renegados do PPS, ficou neutra, mas deu algum apoio a Serra.  As Centrais pró-Dilma deram apoio sobre uma base programática, apoiada numa pauta aprovada na II CONCLAT (Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras), realizada no 1o. semestre do ano em São Paulo.  E também por reconhecerem que a polarização Dilma x Serra expressava o antagonismo entre dois projetos bem distintos de país - o projeto defensor do diálogo democrático, da ampliação de direitos de cidadania e da soberania nacional, do lado lulo/dilmista; do lado serrista, a volta do projeto excludente neoliberal, rebaixador da soberania, castrador de direitos dos trabalhadores, e antidemocrático por essência.

Com Dilma, em perspectiva, venceu o projeto avançado e progressista.  O novo governo Dilma, assim como o de Lula, traz uma garantia básica para os trabalhadores e seus movimentos: o de que sempre haverá diálogo e negociação, aliado a uma intenção de valorizar o pólo do trabalho, fortalecendo poder de compra das massas e o mercado interno.

Isso não significa que o novo Governo dará de mão beijada melhores salários e condições de trabalho.  O Governo, aliás, é alvo constante do bombardeio dos setores neoliberais da elite e de sua mídia, que vivem a cobrar cortes radicais de gastos públicos, em especial sobre a folha salarial do funcionalismo e a Previdência Social.  Além disso, no Governo e mesmo no PT existem segmentos e lideranças que mostram excessiva simpatia por certos postulados do neoliberalismo (vide o ex-ministro Palocci) e desdenham as reivindicações dos trabalhadores. Assim, no seio do próprio Governo, corre uma luta entre setores mais avançados e os que pregam a dita "estabilidade" econômica a todo custo. Não será muito diferente no Governo Dilma.

O que o Movimento Sindical precisa fazer é estar vigilante e mobilizado, cobrando a pauta dos trabalhadores aprovada na CONCLAT, porém num patamar muito maior.  No campo da FASUBRA, já existe uma pauta aprovada em suas plenárias e uma orientação para a Campanha Salarial de 2011.  De antemão, nenhuma conquista salarial para os técnico-administrativos está dada.  O movimento nas Universidades precisa reanimar-se, organizar-se e ir à luta se quiser ganhar algo no ano que vem. 

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Eleições 2010: compare como votaram FHC, Serra e Lula na Constituinte de 1988

2 comentários:

Os tucanos ficam literalmente apopléticos quando se faz comparações entre as gestões de Lula e de FHC. Partem para o ataque, apelam, justificam e se irritam quando o debate sucessório segue esse script.
Em política, com todo o desgaste que o processo político-eleitoral sofre entre a população e os eleitores, as propostas dos candidatos, as plataformas - que por razões óbvias não tem como ser detalhadas nos programas do horário eleitoral e nos debates - são parecidas.
Assim, as comparações são inevitáveis e necessárias para que os eleitores possam fazer relações entre o que diz o candidato e sua prática política concreta.
Nesta campanha sucessória o que está em discussão são dois brasis ou dois projetos distintos.
Para entender um pouco o que ocorreu nas gestões Lula e FHC e o que poderá ocorrer numa gestão Serra, vale a pena checar como votou cada um dos três na Assembleia Constituinte de 1986-88, segundo o levantamento feito pelo DIAP.  Frise-se que as matérias avaliadas pelo DIAP não têm caráter doutrinário ou ideológico. Todas elas têm relação direta e objetiva com os assalariados.  Desse modo, cabe ao internauta julgar.
Clique aqui para acessar a publicação do DIAP "Quem foi quem na Constituinte-Seção São Paulo" e veja como votaram FHC, Serra e Lula em assuntos de interesse direto dos trabalhadores.  Adiantando: o DIAP deu média final DEZ para Lula; 5,00 para FHC, e só 3,75 para Serra... Serra conseguiu ser ainda pior que FHC!
(clique na imagem para ampliar)

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Fonte: DIAP

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Para ajudar no bom voto em outubro, DIAP oferece a Cartilha do Cidadão Consciente

6 comentários:
Em outubro de 2010, os brasileiros terão um encontro cívico com as urnas para eleger os chefes do Poder Executivo Federal e estaduais (presidente da República e governadores), os representantes do povo (deputados) e dos estados (senadores) no Congresso e os representantes das assembléias legislativas - os deputados estaduais.

Para que se tenha uma idéia da importância da eleição, basta citar quantos cargos serão preenchidos pelo voto popular. Serão 1.654 cargos em disputa – um de presidente da República, 27 de governador, 513 de deputado federal, 1.059 de deputado estadual e 54 de senador, dois terços da Casa.

Mais do que eleger pessoas, estaremos escolhendo projetos, programas e preceitos constitucionais e legais. Em eleições de âmbito nacional, os titulares de poderes eleitos têm a prerrogativa de alterar a Constituição e as leis do País, podendo contribuir para garantir a efetividade dos direitos ou utilizar esses poderes para impor retrocessos nas conquistas econômicos e sociais.

Por isso, devemos nos preocupar com as competências e as responsabilidades que serão atribuídas aos titulares desses cargos, que terão poderes para mexer nas conquistas do povo. Precisamos também valorizar o voto consciente, defender a ética na política e a transparência no exercício de funções públicas, pressupostos que dependem de uma boa escolha.

O voto consciente é uma importante arma para evitar os escândalos que criam desilusão e afastam os eleitores do exercício do direito de voto, além de afugentar da disputa eleitoral cidadãos com visão republicana e vocacionados ao exercício de mandatos e da liderança política.

A omissão das pessoas conscientes e corretas nas disputas eleitorais tem conseqüências nefastas ao abrir caminho para que políticos inescrupulosos sejam eleitos e coloquem seus interesses particulares, e de grupos, acima dos interesses coletivos.

Buscando ser uma contribuição à formação da consciência política, ao aperfeiçoamento da democracia e à valorização dos princípios republicanos, o DIAP elaborou a "Cartilha do Cidadão Consciente", com linguagem bem acessível. Clique aqui para baixar a Cartilha (necessário ter o programa Adobe Acrobat instalado para ver o arquivo).
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Fonte: DIAP

domingo, 7 de março de 2010

Atletiba é futebol. Maniqueísmo em política não serve para a democracia.

10 comentários:
Hoje, domingo, dia do primeiro clássico Coritiba x Atlético-PR do ano. Altas rivalidades e expectativas. Espera-se também que cada torcedor, dentro ou fora do estádio, fique só na torcida saudável para que seu time supere na bola o adversário, sem ocorrência de confrontos estúpidos e violentos antes ou depois do jogo.


Em futebol, o confronto dos times e torcidas é assim: um quer esmagar o outro, no placar, no grito. É a lógica do maniqueísmo, a do "Bem contra o Mal", cada lado se achando o melhor, o positivo, e tachando o outro de pior, de negativo, de ser "o Mal".


Escrevemos esta breve observação só para registrar que a lógica do maniqueísmo, do "Bem contra o Mal", em que cada lado quer esmagar/exterminar o outro, não serve à política e à democracia nos movimentos. Política não pode ser Fla x Flu, Corinthians x Palmeiras, Coxa x Atlético. Porque isso sufocaria o diálogo produtivo e desidrataria a democracia de qualquer movimento.


Deixamos a nota com o alerta porque, infelizmente, percebemos que colegas que hoje dirigem o Sinditest trabalham na lógica do maniqueísmo. Talvez porque na Diretoria se encastele uma espécie de "pastor evangélico", que mistura religião com política e vê o diabo em tudo que se oponha a ele, assim doutrinando seus "discípulos" sindicais a seguirem, cegamente, tudo que ele diz. Na recente disputa eleitoral do Sinditest atuaram assim, de modo a tentar aplastrar a Oposição e ainda sonham em destruí-la por completo, como se isso ajudasse. Não, colegas, maniqueísmo não ajuda, e deve-se aprender a dialogar com respeito, democraticamente. Além de ser transparente nas atitudes e nas contas da entidade, por respeito à base que sustenta o sindicato.
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Charge: Tiago Recchia, da Gazeta do Povo de 07/03/2010

domingo, 27 de dezembro de 2009

CTB fecha 2009 com 700 sindicatos filiados e 6 milhões na base

19 comentários:
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil completa em dezembro dois anos de existência e chega ao final de 2009 com bons motivos para comemorar sua recente e vitoriosa história. 2009 foi marcado por muitas lutas e notáveis êxitos, apesar da crise mundial do capitalismo.

Wagner Gomes (Presidente nacional da CTB)

Inauguramos 2009 no Fórum Social Mundial de Belém, onde o sindicalismo classista teve destacada participação e promoveu debates sobre a crise, o uso do amianto, a integração latinoamericana, a luta pela soberania e a Amazônia. Ao longo dos meses seguintes, a CTB ampliou sua influência e representatividade, criando raízes em todo o território nacional.

Sindicalismo de luta
A CTB foi a Central que mais cresceu entre janeiro a setembro, de acordo com informações do Ministério de Trabalho e Emprego, estando organizada nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. Já é a quarta maior do país, em representatividade. Possui, agora, mais de 700 entidades filiadas, que representam cerca de 6 milhões de trabalhadores e trabalhadoras em suas respectivas bases.

Na prática, nossa Central está cumprindo o objetivo proposto no congresso de fundação de construir uma organização classista, democrática, unitária, autônoma. Promove um sindicalismo de luta, o que ficou evidente em diferentes ocasiões, cabendo aqui destacar o Dia Nacional de Luta em Defesa do Emprego e dos Direitos Sociais (30 de março), o 1º de Maio, a manifestação unitária realizada em 14 de agosto e a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília, que reuniu mais de 40 mil pessoas no dia 11 de novembro.


Unidade
A defesa da mais ampla unidade da classe trabalhadora e do movimento sindical brasileiro na luta por mudanças sociais tem sido nossa marca. A unidade é o caminho para elevar o protagonismo político da classe trabalhadora e do sindicalismo nacional e já rendeu resultados positivos, cabendo citar neste sentido a valorização do salário mínimo, a legalização das centrais, o veto à Emenda 3 e a aprovação da redução da jornada sem redução de salários por uma Comissão Especial da Câmara Federal.

As decisões do 10º Congresso da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), realizado nos dias 10 a 14 de março, reiteraram a defesa da unicidade sindical e de um projeto alternativo de desenvolvimento rural, solidário e sustentável.

2º Congresso Nacional
Realizamos em setembro o 2º Congresso da nossa Central com o lema “Unidade para enfrentar a crise”. Entre as resoluções aprovadas pelos congressistas destacam-se a proposta de uma nova Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora) e a reiteração da luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento com soberania e valorização do trabalho.

Fator previdenciário
Um ponto alto da nossa ação sindical foi o posicionamento corajoso, autônomo e firme pelo fim do fator previdenciário, questão que por certo tempo dividiu opiniões entre as centrais sindicais. Durante reunião realizada no dia 23 de novembro na sede nacional da CTB os presidentes das maiores centrais brasileiras (CTB, CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central e CGTB) reunificaram sua posição sobre o tema em torno da luta pelo fim do fator previdenciário. Esta foi outra grande vitória do sindicalismo classista em 2009.

Não restam dúvidas de que 2009 foi um ano de consolidação e ampliação da CTB, um ano coroado de êxitos, apesar da crise mundial do capitalismo. Temos motivos de sobra para comemorar. Desejamos aos leitores e leitoras, em nome da nossa Central Classista, Boas Festas e um Ano Novo próspero, com muitas lutas e novas conquistas.
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Fonte: Portal CTB

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Redução da Jornada de Trabalho: como e onde se dá a luta concreta

Um comentário:
Colegas servidores e servidoras da UFPR e UTFPR, fazemos um chamado. As Centrais Sindicais estão empenhadas na luta pela aprovação da lei que reduzirá, na Constituição Brasileira, a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários. Ah, os servidores públicos já fazem uma jornada de 40 horas? Pois bem, essa luta merece o apoio dos servidores porque no serviço público também lutamos pela redução da jornada, de 40 para 30 horas, como até o pelego Sinditest declara querer lutar por isso. A luta é a mesma.

A redução da jornada laboral é uma guerra histórica dos trabalhadores contra a exploração dos patrões capitalistas, vem desde o século 19. Lavorare meni, lavorare tutti ("trabalhar menos para que todos possam trabalhar") é um antigo lema do sindicalismo italiano resumindo essa idéia de que a redução da jornada permite que cada vez mais cidadãos possam ter oportunidade de trabalho para viver com alguma dignidade sem depender de políticas assistenciais.

Portanto, essa é uma luta fundamental do momento histórico para todo o Brasil. As Centrais Sindicais CTB, CUT, CGTB, Força, UGT, NCST convocam os trabalhadores e as trabalhadoras de Curitiba para fazerem uma manifestação nesta manhã de quarta-feira, dia 2/12, a partir de 09h00, na Boca Maldita, quando será inaugurado um painel gigante com os nomes de todos os deputados paranaenses e seus respectivos posicionamentos diante da lei que reduzirá a jornada de trabalho. O painel será atualizado à medida que os parlamentares declararem publicamente como votarão em 2010 sobre a lei.

Sindicato de luta tem que prestigiar essa iniciativa, inclusive os sindicatos da esfera pública onde se luta para reduzir a jornada para abaixo de 40 horas. O Sinditest, que no mês passado fez uma chamada para que os trabalhadores reduzissem as horas-extras, deve entender que essa luta mais geral da redução da jornada tem tudo a ver com sua preocupação da jornada de horas-extras feitas pelos trabalhadores do HC, e portanto tem que estar presente.

domingo, 22 de novembro de 2009

Paralisação de 24 a 26 de novembro

4 comentários:

Nos dias 24 a 26 de novembro do corrente, a FASUBRA convoca seus sindicatos de base a realizar paralisação das atividades para se manifestar em defesa da Carreira e por uma série de eixos, conforme abaixo descritos. Em tese, pelo fato de na UFPR termos o privilégio de atuarem duas Diretoras Nacionais da FASUBRA, Márcia Messias e Carla Cobalchini, espera-se que elas dirijam-se às bases para envolvê-las nas atividades dos 3 dias de paralisação. Certo? Assim como elas já cumpriram com denôdo sua tarefa de mobilizar a categoria no dia 18/11, outra decisão da recente plenária da FASUBRA. Certo? (Ah, não se enganem, a imagem do jornal sindical que ilustra esta postagem é do SINTUFRJ.)


Confira abaixo, de novo, os eixos específicos dos TA's nessa paralisação da semana que vem.

• Em Defesa do PCCTAE;
• Pelo cumprimento do Termo de Acordo de 2007 em sua totalidade;
• Contra o impedimento de liberação para mandato sindical, sofrido por alguns diretores da FASUBRA (UFMS, UnB, UFPE-Rural, UFSC, UNICAMP);
• Antecipação dos efeitos financeiros da Tabela da Greve 2007 para Janeiro/2010.