-->
Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de julho de 2026

Biotecnologia: o risco de uma nova eugenia

Nenhum comentário:
Convergência entre biotecnologia, nanotecnologia e ciências cognitivas impulsiona perigosa corrida tecnológica. Edição genética ultrapassa laboratórios de saúde e entra na mira das potências globais: será esta técnica utilizada para aumentar o abismo social?

Reinaldo Guimarães - Outras Palavras * 21/07/2026

Nos tempos atuais, visões de futuro são escravas de grande indeterminação e, por vezes, há tentativas de olhar o que poderá vir a ser a partir do resgate de conceitos e práticas que se pensava já estarem superadas, se não extintas. Este texto pretende explorar um terreno onde essa assertiva tem lugar. As práticas eugênicas completamente ultrapassadas, muitas vezes sancionadas por políticas nacionais, voltam à cena. O desenvolvimento da biotecnologia, em particular as tecnologias de edição genética mediante ferramentas cada vez mais precisas, oferece as possibilidades técnicas para a criação, em laboratório, de “humanos melhores”. Como veremos adiante, esse resgate vem embalado como uma “neoeugenia”.

A biotecnologia é um vasto campo de saberes e práticas com grande transversalidade. Seus braços vão desde a saúde humana até o clima, a agricultura, o meio ambiente, a indústria e a defesa, entre outros. No terreno da saúde humana, as contribuições biotecnológicas, como a edição genética já mencionada, destinam-se a prolongar e salvar vidas. Entretanto, e essa é também uma marca dos tempos correntes, esse campo está imerso em uma dimensão muito presente nas tecnociências, que é o das tecnologias duais.

A face mais conhecida das tecnologias duais no campo biotecnológico diz respeito à guerra microbiológica e ao bioterrorismo, capazes de criar microrganismos patogênicos, aumentar sua virulência, fazer com que se tornem mais resistentes a medicamentos e vacinas, aumentar sua transmissibilidade etc. Mas há outra vertente dessa dualidade, mais atual e ainda muito aberta a desenvolvimentos, que diz respeito à edição genômica em humanos, que busca aumentar suas capacidades físicas e mentais, sua resistência a traumas psíquicos ou torná-los mais inteligentes.

Essa vertente, que tem como objetivo um denominado “aprimoramento humano”, está na raiz da neoeugenia e engendra consequências muito afastadas dos laboratórios de pesquisa biotecnológica. Por exemplo, de ordem bioética: qual a sua moralidade – haverá distinções sociais e econômicas entre os “aprimorados” e os “não-aprimorados”? Há também debates político-ideológicos – uma eugenia regulada pelo Estado ou pelas famílias – uma eugenia liberal?

Para matéria completa clique aqui

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Quem precisa de terapia com testosterona?

Nenhum comentário:


À medida que os Estados Unidos consideram flexibilizar as regras sobre quais homens podem ter acesso à terapia com testosterona, o hormônio vem sendo cada vez mais promovido por pessoas que prometem corpos mais em forma e aumento dos níveis de energia. Mas há riscos: em doses elevadas, a testosterona pode causar dependência e provocar problemas cardíacos, infertilidade e até psicose.

Para as mulheres, o hormônio parece ajudar na baixa libido após a menopausa quando isso causa sofrimento. No entanto, os benefícios mais amplos não são claros e são confundidos pelo “incrível efeito placebo” de simplesmente ser ouvido por um médico, afirma a endocrinologista Susan Davis.

Em última análise, são necessárias mais pesquisas para entender o que o uso generalizado da testosterona pode alcançar. “Se tratarmos todos os homens com baixa testosterona, isso realmente vai prevenir problemas de saúde? Ainda não provamos isso”, diz o endocrinologista Bu Yeap.

Para ler o artigo completo (em inglês), clique aqui.
----------------------------
Fonte: figura e resumo, revista Nature n. 653, 2026

segunda-feira, 12 de junho de 2023

Ted Full te dá asas...

Nenhum comentário:

A revista "Nature" publicou em 9 de junho último uma notícia alvissareira.  Um estudo em animais demonstrou que o uso de suplemento do aminoácido taurina na alimentação os fez viverem mais.

Camundongos, vermes e macacos envelhecendo podem viver mais e terem vidas mais saudáveis quando alimentados com quantidades grandes do aminoácido taurina, um ingrediente comum de suplementos alimentares e bebidas energéticas, sugere um estudo do Colégio de Clínicos e Cirurgiões Vagelos, da Universidade de Columbia, em New York.

Os pesquisadores mostraram que os níveis desse aminoácido de ocorrência natural – que tem sido vinculado a outros aspectos da saúde – diminuem à medida que os animais envelhecem, e que a compensação desta perda com um suplemento de taurina pode retardar o desenvolvimento de problemas de saúde relacionados à idade.

Esse estudo pode oferecer um ponto de partida para pesquisas futuras sobre tratamentos que ajudem as pessoas a permanecerem saudáveis e viverem mais.

Entretanto, os cientistas advertem que existem muitos outros fatores envolvidos no processo de envelhecimento, e que não está claro se os achados podem ser transpostos para seres humanos.  Assim, não se vá "cair de boca" nos Red Bull da vida e assemelhados.  Aguardem mais estudos.
---------------------
Fonte: Nature News – 09/06/2023
https://doi.org/10.1038/d41586-023-01910-4

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Comemorem! Nós servidores salvamos o país e o (des)governo do parasita Guedes

Nenhum comentário:
Depois da derrota de Paulo Guedes no Senado, Jair Bolsonaro acionou não apenas os líderes do Centrão mas também Rodrigo Maia para tentar mudar o jogo na Câmara e manter o veto do reajuste a servidores públicos. "Eu não posso governar um país se esse veto não for mantido na Câmara... É impossível governar o Brasil, impossível. É responsabilidade de todo mundo ajudar o Brasil a sair do buraco", reclamou com apoiadores.

Uma reunião com o presidente da Câmara e as lideranças do Centrão foi marcada para às 11h de ontem. Arthur Lira (líder do PP) e Elmar Nascimento (do DEM) se comprometeram a orientar suas bancadas a manter o veto. Um dos principais pontos de atrito era a "bancada da bala": deputados ligados à segurança pública tentaram costurar um acordo para adiar a votação e alterar o projeto, mas isso não aconteceu – Rodrigo Maia convergia muito claramente com o governo nessa matéria.

A equipe econômica afirmou que, derrubado o veto, 70% dos servidores de estados e municípios e 60% dos federais poderiam receber reajustes. Há certo apelo popular em congelar esses salários. A partir de dados do IBGE, a Folha de SP indica que durante a pandemia o setor público registrou aumento de 708 mil vagas, enquanto nove milhões de pessoas no setor privado perderam o emprego – fora os contratos suspensos. Além disso, o rendimento médio dos trabalhadores do setor privado caiu 0,5% e chegou a R$ 2.137, já incluído o auxílio do governo, enquanto no setor público ele subiu 1,5%, alcançando R$ 3.776. 

No Twitter, teve milhares de compartilhamentos a hashtag "#traidor", referindo-se aos senadores que apoiaram o reajuste. O governo, de sua parte, ameaçou punir os "traidores": seu vice-líder no Senado, Izalci Lucas (PSDB-DF) deve perder o cargo nos próximos dias após ter votado pela derrubada do veto. Outros podem perder cargos e a liberação de emendas parlamentares.

Além do mais, interlocutores do governo disseram que, se os reajustes fossem mantidos nos próximos 18 meses, a prorrogação do auxílio emergencial poderia ser revista. E tal desgaste poderia entrar na conta dos parlamentares. “Essa decisão é muito importante hoje porque o presidente vai eventualmente anunciar uma prorrogação do auxílio emergencial, e esse impacto pode e vai certamente mudar a possibilidade dos valores e do prazo que esse auxílio vai ser prorrogado”, disse o novo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) – que, segundo o Estadão, também trabalhou pelo veto nos bastidores, num "primeiro teste de sua atuação". 

O empenho do governo gerou resultados: por 316 votos a favor e 165 votos contra, a proibição dos reajustes foi mantida. Um êxito folgado, já que eram necessários 257 votos de deputados para derrubar o ato de Bolsonaro. "Com dezenas de telefonemas, militância virtual, reuniões e pedidos para que deputados estivessem presentes na votação, o Executivo conseguiu sua primeira vitória expressiva neste ano", resumem os repórteres Natália Portinari e Bruno Góes, no Globo. Segundo líderes ouvidos pelo jornal, o Centrão precisava retribuir as concessões feitas desde que começou seu namoro com o governo Bolsonaro.


NÃO TEM MAIS

Paulo Guedes disse que era "crime" dirigir aos servidores recursos que deveriam ser gastos na pandemia, mas na verdade o dinheiro já liberado para a saúde está se perdendo no caminho. O governo federal deixou de gastar, no combate à COVID-19, R$ 12,9 bilhões que haviam sido liberados por medidas provisórias, porque o prazo de 120 dias expirou sem que elas tivessem sido convertidas em lei. Esse dinheiro não pode mais ser usado. 

E o total de verbas desperdiçadas pode crescer ainda mais: outras duas MPs que vencem em setembro (a 967 e a 969) ainda têm gastos não empenhados de R$ 7,7 bilhões no total. Os dados são do boletim semanal do Conselho Nacional de Saúde. "Estamos em uma situação emergencial. Não tem explicação para a demora em gastar", diz Francisco Funcia, da comissão de orçamento e financiamento do CNS.  O boletim revela ainda que a pasta tem R$ 41,2 bilhões para gastar com a pandemia, mas 33,4% estão parados.

Nosso comentário: o presidente da Câmara de Deputados chegou a dar a absurda declaração de que os servidores públicos deveriam entender que o veto a reajuste salarial até o fim de 2021 era "para o bem dos próprios servidores".  Ah, tá.  Então, celebremos estarmos salvando a existência do país com os salários congelados, aliás, há mais de 4 anos.  

Na verdade, o desministro da economia Guedes, que chamou todos os servidores de "parasitas" e que comemorava ter deixado uma "granada" no colo dos servidores (os salários congelados) - além de querer cortar verbas da Saúde e da Educação para 2021, enquanto eleva os gastos do ministério da Defesa, está contente também porque pode tranquilamente continuar pagando as dívidas com seus amados banqueiros.
-------------------------

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Ministro paranaense da Saúde comemora menos verbas para atender saúde dos brasileiros

Nenhum comentário:
Ricardo Barros (PP-PR), o ministro golpista do usurpador Temer, aparece no flagrante acima comemorando a aprovação da PEC 241/16 ontem, que congelará investimentos em Saúde nos próximos 20 anos.  Barros é ministro da Saúde do velhote canalha Temer.  Como eles são neoliberais privatistas, querem que o SUS acabe e que só os que podem pagar planos privados de saúde tenham acesso ao que deve ser, e hoje é, um direito constitucional de todo brasileiro desde 1988.

Este oligarca do Paraná, que não entende nada de Saúde, é marido da atual vice-governadora de Beto Richa, Cida Borgheti, que pretende ser candidata a governadora em 2018 na sucessão do ultraqueimado governador massacrador de professores.  Também é pai da dondoquinha Maria Victoria, deputada estadual que se candidatou este ano a prefeita de Curitiba, mas se lascou.

Ricardo Barros ganhou notoriedade ao soltar seu barro por aí.  A última pérola do golpista foi dizer que homem trabalha mais que a mulher e por isso vai menos ao médico, no que levou bronca até da própria filha.

É dessa escória política e intelectual que o Brasil está servido com o governo quadrilheiro usurpador de Michel Temer.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Saúde e Educação públicas vão ser estranguladas se Temer prevalecer

Nenhum comentário:
Michel Temer e Henrique Meirelles objetivam estabelecer um limite máximo para os gastos primários do governo federal. 

Querem escrever na Constituição a seguinte regra: o governo federal poderá aumentar os seus gastos primários no máximo de acordo com a inflação do ano anterior.

Cabe uma simulação do que teria ocorrido nos últimos dez anos nas áreas da saúde e da educação se fosse aplicada a regra Temer-Meirelles, conforme exposto na tabela acima [clique na figura para ampliar]. 

Em 2006, o governo Lula investiu em saúde o montante de R$ 40,6 bi e, em 2015, o governo Dilma alcançou o valor de R$ 102,1 bi. Se fosse adotada a regra antissocial Temer-Meirelles, o orçamento da saúde teria sido, em 2015, R$ 65,2 bi, ou seja, um orçamento 36% menor. Na educação, o orçamento de 2015 foi de R$ 103,8. Na regra anti-social, teria sido de apenas R$ 31,5 bi – um orçamento 70% menor.

Além disso, ano a ano, o gasto nessas áreas teria sido muito menor se tivesse valido a regra antissocial da dupla Temer-Meirelles. Em termos nominais, a perda na área da saúde de 2006 a 2015 teria sido de R$ 178,8 bi e, na educação, R$ 321,3 bi. 

O que eles querem, de verdade, é o fim do Estado brasileiro e dos direitos sociais.
-----------------------
Fonte: página de Facebook de João Sicsú, economista da UFRJ

sexta-feira, 27 de março de 2015

Direito à Saúde e SUS ameaçados pelo deputado Eduardo Cunha

Nenhum comentário:
PEC 451 viola o direito à saúde e promove a segmentação do SUS, alertam entidades da área da saúde.

O Sistema Único de Saúde vem sofrendo golpes sucessivos que desviam o sentido com que foi criado de prover acesso universal a serviços de saúde de qualidade. O golpe mais recente foi a reiteração e a constitucionalização do seu subfinanciamento com a EC 86, de 2015, que dispõe sobre o orçamento impositivo e estabelece como percentual de recursos da União vinculados à saúde, 15% das receitas correntes líquidas (em cinco anos), ao invés do equivalente a 10% de suas receitas correntes brutas como proposto pelo projeto de lei de iniciativa popular.

A EC-86/15 asfixia o SUS não só pela diminuição dos recursos federais, mas também pela criação da emenda impositiva que tira da saúde o que era para ser transferido automaticamente para os orçamentos municipais e estaduais e dá aos parlamentares o poder de devolvê-los de acordo com interesses políticos particulares. O orçamento deveria garantir o atendimento às necessidades de saúde expressas em planos de saúde e aprovados nos conselhos, e não ser objeto de negociações eleitorais ou partidárias.

Além da EC 86/15, foi aprovada a Lei 13019, de 2014, que abriu a assistência à saúde ao capital estrangeiro, numa afronta à vedação constitucional inserta no art. 199, § 3º, que proíbe tal participação por ser antagônica à definição da saúde como direito público. Este artigo 142 da lei está sendo arguido de inconstitucionalidade pelas entidades de defesa do SUS universal e igualitário.

O que fica cada vez mais claro é que está em curso uma subversão do projeto constitucional para a saúde.

Agora, está em discussão no Congresso a PEC 451, de 2014, de autoria do deputado Eduardo Cunha, que altera o art. 7º da Constituição, inserindo novo inciso, o XXXV, o qual obriga todos os empregadores brasileiros a garantirem aos seus empregados serviços de assistência à saúde, excetuados os trabalhadores domésticos, afrontando todo o capítulo da seguridade social e a seção da saúde e seus dispositivos.

CONTINUE LENDO ->
--------------
Fonte: Revista Forum

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Mortalidade infantil: importante indicador de saúde apresenta significativa melhora

Um comentário:
Apesar de numerosos problemas que afligem a área de Saúde em nosso país, é preciso também registrar quando acontece um avanço  significativo.  É o caso do indicador de mortalidade infantil, que caiu quase pela metade no período de uma década desde o ano 2000, segundo informação do IBGE publicada em 27/4. 

Os resultados gerais da Amostra do Censo 2010 constatam que o número de óbitos de crianças menores de 1 ano passou de 29,7 para 15,6 em cada mil nascidas vivas, uma queda de 47,6%.

Entre as regiões do país, o Nordeste registra a queda mais expressiva da mortalidade infantil. No período, o índice passou de 44,7 para 18,5 óbitos para cada mil crianças. Porém, ainda é o nível mais alto no país. O menor índice é o do Sul, de 12,6 mortes.

De acordo com a pesquisa, os principais fatores responsáveis pela queda do indicador são as políticas de medicina preventiva, curativa, saneamento básico, programas de saúde materna e infantil, além da valorização do salário mínimo e dos programas de transferência de renda.

O IBGE também destaca que a queda da mortalidade infantil está ligada ao aumento da escolaridade materna e à diminuição do número de filhos por mulher, observada desde a década de 1960. Entre 2000 e 2010, a taxa de fecundidade registrou queda e passou de 2,38 crianças por mãe para 1,9. A menor taxa é a do Sudeste (1,7 filho por mulher) e a maior, no Norte, 2,47.

Segundo o órgão, dessa forma, a taxa de fecundidade no Brasil está abaixo do chamado nível de reposição (2,1 filhos por mulher), que garante substituição das gerações na população.
-------------------------

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Servidores farão exames médicos periódicos

2 comentários:
A partir do dia 11 de abril, todos os órgãos públicos federais que tenham servidores ativos em seu quadro de pessoal estão obrigados a providenciar a realização de exames médicos periódicos, e lançar o resultado on-line, em módulo próprio do Siass, o Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor.
A Portaria 783, da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SRH/MP), publicada no Diário Oficial, desta segunda-feira (11), determina ainda que os exames sejam realizados de forma direta, ou por meio de convênio ou contrato com operadora de saúde.
A medida é mais um passo na construção do prontuário eletrônico da saúde do servidor, que começou a ser implantado no ano passado e que pretende fazer, em breve, um diagnóstico das causas de adoecimento no serviço público.
Dessa maneira, o governo terá uma ferramenta, com todos os dados epidemiológicos do servidor, capaz de subsidiar a formulação de políticas de saúde voltadas para a administração federal.
A primeira parte deste prontuário, referente à perícia médica, já está quase concluída. O módulo foi implantado em 19 estados, envolvendo 64 órgãos federais.
A realização dos exames periódicos já estava prevista desde 2009, quando a legislação foi editada (Lei 11.907/09 e Decreto 6.856/09). Desde então, vários órgãos vêm realizando esses exames, mas nem todos estão fazendo o lançamento no sistema informatizado.
"Com a publicação da portaria, eles terão não apenas que fazer os exames, mas também lançar a informação on-line", explica Sérgio Carneiro, diretor do Departamento de Saúde Departamento de Saúde, Previdência e Benefícios do Servidor - Desap, órgão da SRH/MP.
Periodicidade
Os exames são realizados em intervalos de tempo, conforme a idade do servidor e a exposição a riscos no trabalho.
Para os que têm entre 18 e 45 anos, devem ser feitos a cada dois anos; para os com idade acima de 45 anos, uma vez por ano; e para os servidores expostos a riscos ou portadores de doenças crônicas, os exames são anuais ou em intervalos menores.
--------------

Fonte: DIAP

quinta-feira, 17 de março de 2011

Entidades Sindicais pedem retirada de MP 520/10 em reunião da Mesa Nacional do SUS

3 comentários:
Nos dias 15 e 16, a Condsef participou da 50ª reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS que aconteceu na sede do Ministério da Saúde. O encontro que reuniu as bancadas do governo e sindical definiu pontos prioritários que serão debatidos ao longo deste ano. O calendário anual das reuniões também foi definido. O secretário de Gestão do Trabalho e Educação da Saúde, Milton de Arruda Martins, informou que o ministro Alexandre Padilha vai participar da próxima reunião da mesa. Na pauta do encontro, confirmado para os dias 4 e 5 de maio, estará a discussão sobre modelo de gestão dos hospitais universitários (HU`s). Um dos destaques da atividade dessa semana foi o pedido unânime da bancada sindical pela retirada da medida provisória (MP) 520/20. A MP abre a possibilidade de privatização dos HU´s e é uma das bandeiras de luta da Campanha Salarial dos servidores federais encampada por 25 entidades nacionais, entre elas a Condsef. A solicitação será reforçada junto ao ministro.

O calendário de reunião da mesa prevê encontros até o mês de novembro. Depois das reuniões dos dias 4 e 5 de maio novos encontro estão programados para 6 e 7 de julho; 14 e 15 de setembro e 9 e 10 de novembro. Nas reuniões dessa semana quinze pontos foram listados como importantes para debate. Cinco foram declarados prioritários e devem ser tema de discussão das próximas reuniões da mesa. Entre eles está a discussão sobre o modelo de gestão da força de trabalho no SUS. Outro ponto prioritário é o funcionamento da mesa nacional. As bancadas devem debater a reformulação da mesa, do regimento, sua composição, critérios de entrada, comitês, grupos de trabalho e outros aspectos. Entre os demais itens que terão prioridade nos debates da mesa estão Progesus, monitoramento do pacto para saúde (pacto de gestão) e serviços de urgência e emergência.

Conferência Nacional de Saúde – A bancada do governo informou que foi publicado Decreto que confirma a realização da 14ª Conferência Nacional de Saúde entre os dias 30 de novembro e 4 de dezembro deste ano. O tema será “Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social – Política Pública, Patrimônio do Povo Brasileiro”. A conferência tem como objetivo discutir a política nacional de saúde levando em conta os princípios da integridade, universalidade e equidade.
As etapas preparatórias para a conferência já começam a acontecer a partir de abril. Do dia 1º de abril ao dia 15 de julho acontecem as etapas municipais. As etapas estaduais vão de 16 de julho a 31 de outubro. Para informar sobre esses e outros destaques da mesa nacional do SUS a secretária-executiva da Saúde, Eliana Pontes, informou que foi aprovada pelo MS a confecção de boletins informativos sobre a mesa. A divulgação também será reforçada pelas entidades que fazem parte da bancada sindical.

Mobilização e luta em abril - Aproveitando a oportunidade a Condsef destacou o calendário de atividades das 25 entidades que defendem a Campanha Salarial dos servidores federais deste ano. Entre os dias 13 e 15 de abril vão acontecer em Brasília uma série de atividades, entre elas uma grande marcha na Esplanada dos Ministérios. Um dos grandes objetivos é buscar a reabertura do processo de negociação com o governo.

Fonte: atens.com.br

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Antes termos o SUS do que o "salve-se quem puder" dos EUA

Nenhum comentário:
Em 2 de novembro os eleitores dos Estados Unidos elegeram uma parcela de deputados e senadores, dando vitória aos candidatos do ultraconservador Partido Republicano e derrotando os apoiadores do presidente Barack Obama.  Uma das tímidas reformas propostas por Obama é a criação de uma espécie de Sistema Público de Saúde (um SUS meia-sola) para atender milhões de pessoas que não tem como pagar plano privado de saúde. Com a vitória dos candidatos do partido de Bush, até essa reformazinha da Saúde estadunidense está ameaçada em sua implantação.  Por isso, aqui no Brasil, mesmo sabendo dos muitos problemas que persistem ainda no nosso SUS, devemos valorizá-lo e lutar para fortalecê-lo. Em comparação com os norte-americanos, nós estamos muito melhor nesse aspecto da justiça social.  Por isso, reproduzimos a matéria abaixo.


Cerca de 60 milhões de estadunidenses não têm plano de saúde

Mais de 59 milhões de estadunidenses não tiveram acesso aos serviços de saúde do país em 2010, segundo revelaram autoridades federais nesta terça-feira (9). Muitos dos que estão fora dos planos de saúde tiveram necessidade de tratamento médico, informaram.

O número de estadunidenses sem plano de saúde aumentou em 4 milhões de pessoas em relação ao primeiro semestre de 2008. Em março passado o Congresso aprovou a lei que reforma a saúde no país, dando acesso a cerca de 32 milhões de pessoas a tratamento médico. No entanto, o Partido Republicano quer cortar as verbas para o plano e até mesmo revogá-lo.

Os republicanos reconquistaram a maioria na Câmara dos Representantes e especialistas do setor de saúde acreditam que a implementação da reforma sofrerá um severo impasse nos próximos dois anos.

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) revelou que 9% dos adultos perderam seus planos de saúde privados neste ano, e que o sistema público absorveu apenas 5% deles.

Segundo esses dados, 22% dos americanos na faixa dos 18 a 64 anos não têm qualquer tipo de assistência. Maiores de 65 anos têm direito a atendimento gratuito pelo programa Medicare.

O relatório compilou dados de uma pesquisa domiciliar feita com 90 mil pessoas de 2006 a 2010. No primeiro semestre de 2008, o número de americanos sem plano de saúde era de 56,4 milhões. Saltou para 58,7 milhões no mesmo período de 2009, e chegou a 59,1 milhões em 2010. 

-------------------------------
Fonte: Portal Vermelho

terça-feira, 27 de julho de 2010

Serra é Saúde Pública serra abaixo!

Um comentário:

O processo de terceirização e privatização implementado por governos tucanos em São Paulo repete o padrão das políticas que FHC e Serra fizeram enquanto estiveram no governo federal: sucateamento e pauperização crescentes das estruturas públicas, principalmente as hospitalares e educacionais, e desvalorização de seus funcionários, para que o argumento privatizador pudesse encontrar respaldo junto à população em geral, com o devido apoio das corporações midiáticas. E assim foi. E assim continua sendo São Paulo. O artigo "O sucateamento da Saúde Pública em São Paulo" é de autoria de Gilson Caroni Filho (professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso, do RJ) e de João Paulo Cechinel Souza (médico do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, de SP).


Nos últimos dias, temos visto uma infindável torrente de notícias trazendo o presidenciável José Serra como o baluarte derradeiro na defesa por uma saúde pública decente. Cabe-nos, entretanto, salientar alguns pontos propositalmente obscurecidos pela grande mídia sobre o tema em questão.

Desde 1998, com a eleição de Mário Covas e a edição/promulgação de um projeto de lei pelo então presidente FHC, as Organizações Sociais (OSs) passaram a gerir uma série de instituições hospitalares Brasil afora, mas encontraram no Estado de São Paulo seu porto pacífico.

A partir de então, os hospitais e serviços de saúde, que vinham sendo administrados diretamente pelas autarquias municipais e estaduais tiveram seu gerenciamento progressivamente terceirizado, privatizado – sempre pelas mesmas (e poucas) empresas (OSs), e sempre sem licitação.

O esquema, de contratos milionários, envolve aquilo que FHC e Serra fizeram enquanto foram gestores federais: sucateamento e pauperização crescentes das estruturas públicas, principalmente as hospitalares e educacionais, e desvalorização de seus funcionários, para que o argumento privatizador pudesse encontrar respaldo junto à população em geral, com o devido apoio das corporações midiáticas.. E assim foi. E assim continua sendo São Paulo.

Serra deixou à míngua o renomado Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho (IAVC), forçando os profissionais a pedirem demissão pela falta de condições dignas de trabalho no local, relegando a segundo plano o tratamento dos pacientes que lá procuram auxílio. Preferiu deixar de lado um centro de excelência para inaugurar o resplandecente e novo Instituto do Câncer de São Paulo Octávio Frias de Oliveira (ICESP), só para homenagear seu padrinho midiático, aquele cuja família lhe oferece a logística de um jornal diário e a metodologia favorável do Datafolha.

LEIA MAIS...
-----------------------
Fonte: Carta Maior

terça-feira, 28 de abril de 2009

Saúde suplementar dos servidores em debate

5 comentários:
A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas - PROGEPE - em parceria com SINDITEST-PR e APUFPR realizou nesta manhã, no Auditório da Reitoria, mais um Seminário sobre a Saúde Suplementar do Servidor.

A mesa diretora dos trabalhos esteve assim composta: Laryssa Born - PROGEPE; Juçara Magalhães - CAC; Arislete Dantas de Aquino - APUFPR; Carla Cobalchini-SINDITEST; um representante da UNIMED-Curitiba.

A Pró-Reitora Laryssa abriu os trabalhos informando que, atualmente, recebm o benefício "per capita" (previsto na Portaria Normativa SRH nº 1/2007) somente os servidores cujo plano de saúde seja o GEAP, único plano contratado pela Instituição. Segundo a Pró-Reitora, "a administração tem intenção de pagar o 'per capita' a todos os servidores que detenham algum plano de saúde, mesmo diferente do GEAP."

A CAC, na figura de sua Coordenadora, Juçara Magalhães, mostrou alguns dados sobre a saúde do servidor da UFPR, porém não tem idéia do número de trabalhadores que possuem algum plano de saúde nem de quantos dependentes há nos planos.

O representante da UNIMED apresentou o plano adotado pela APUFPR desde 1992, onde se pode observar várias vantagens em relação ao GEAP na relação custo/benefício.

O SINDITEST-PR informou que a entidade estuda formas alternativas de plano de saúde, inclusive tendo reunião agendada com a UNIMED para a tarde de hoje (28/04). De posse da proposta que a UNIMED formular, o Sinditest-Pr deverá chamar uma assembléia a fim de debater o assunto e indicar a preferência dos filiados por este ou aquele plano.

Foi aberto espaço para debates e os poucos trabalhadores presentes fizeram vários questionamentos à mesa, principalmente no tocante ao ressarcimento do "per capita" e à possibilidade de alternativas de Plano de Saúde, que não o GEAP, para os servidores da UFPR. Levantou-se a hipótese de abrir licitação para contratar outra operadora de plano de saúde. Há disponibilidade de 13 milhões de reais repassados pelo governo federal à UFPR, para serem gastos com esta rubrica.

PERGUNTA-SE:
Qual a dificuldade encontrada pela PROGEPE em repassar o "per capita" aos servidores que se mantém associados a outro Plano de Saúde, como já fazem a UTFPR, UFRGS, UFCE, entre outras? Será que vamos devolver novamente ao Governo este recurso, como aconteceu em 2008?

Vale sempre lembrar que o benefício do auxílio-saúde complementar foi conquistado pelos trabalhadores através da Greve de 2007, e é imprescindível que eles, diretamente interessados no assunto, se façam presentes em massa nestes seminários. É o espaço que se abre para o debate, questionamentos e até para certa pressão no sentido de se estender o benefício a todos os trabalhadores!

TODOS PRESENTES NOS SEMINÁRIOS DOS PRÓXIMOS DIAS!

29/04 - Auditório Ulisses Campos - Jardim Botânico - das 10 às 12 horas.
30/04 - Auditório Leo Grossmann - Centro Politécnico - das 10 às 12 horas