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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Mito do déficit ignora caráter social da Previdência

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A política brasileira é repleta de mitos que a grande imprensa e os defensores do neoliberalismo muitas vezes ajudam a reafirmar, perpetuando clichês e até mesmo propagando incorreções. O debate sobre o “déficit” da Previdência, por exemplo, padece dessa doença crônica, a ponto de a segunda palavra parecer, invariavelmente, ter de vir acompanhada da primeira. Mas será que, de fato, é déficit o que existe no sistema nacional de aposentadorias?

O Ministério da Previdência anunciou recentemente que o setor teria amargado R$ 2,7 bilhões de déficit em junho e R$ 22,832 bilhões no primeiro semestre de 2010.

Alguns veículos forçaram a mão dizendo que tais números demonstrariam um “rombo” nas contas. “Não há rombo nenhum”, respondeu o ministro Carlos Eduardo Gabas, em julho, quando do anúncio dos números da Previdência. O presidente Lula, por sua vez, afirmou que “é melhor a Previdência ter dívida do que um cidadão morrendo de fome”.

Em março, o presidente afirmou, ainda, que “se pegarmos o que pagam os trabalhadores e o que eles recebem, empata tudo. Não há déficit. Se você analisa tudo o que colocamos na Constituição, aí aparece um déficit de R$ 45 bilhões, que não é déficit. Foi uma decisão do Estado de fazer uma política de seguridade social para o povo mais pobre”.

Apesar disso, a cada anúncio das contas, o noticiário segue a toada histérica de que o sistema vai mal, beirando o abismo das contas públicas, ignorando assim o que, de fato, os números significam.  É uma atitude deliberada da mídia ainda apegada às fórmulas neoliberais para "preparar o espírito" da opinião pública para uma nova reforma previdenciária, que essa mesma mídia defende e pressiona para que o Governo Federal faça, penalizando aposentados.

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Fonte: Portal Vermelho

Reitores apoiam representação de técnicos no Conselho Gestor do REHUF

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No Decreto 7082 de janeiro e na Portaria 883 de julho deste ano, que criam e regulamentam o REHUF (Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais), não se prevê representante da categoria técnico-administrativa no Conselho Gestor do Programa.  A FASUBRA reclamou e pressionou a entidade dos reitores (ANDIFES), pedindo apoio para que os Ministérios do Planejamento, Saúde e Educação admitam representação dos técnicos tanto no Conselho Gestor nacional como nas Comissões Consultivas locais. 

A ANDIFES já declarou apoio ao pleito da FASUBRA.  Na próxima quinta-feira, 12, a FASUBRA também participará de reunião do Conselho Nacional de Saúde, em cuja pauta se discutirá o REHUF.

Um acompanhamento de perto dos trabalhos sobre reestruturação dos Hospitais Universitários é importante, na medida em que temas complicados como financiamento, recursos humanos e relação hospital/universidade fazem parte do Programa REHUF.  No caso do HC, a questão de pessoal é um gargalo particularmente difícil, como vem demonstrando o problema da manutenção dos empregos dos trabalhadores da FUNPAR.
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Fonte: com informações da FASUBRA

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Achatamento salarial tem relação com baixo índice de sindicalização nos EUA

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Em reportagem publicada no jornal Valor Econômico da última quarta-feira (4), o jornalista estadunidense Edward Luce, do Financial Times, escreveu excelente reportagem "A agonia da classe média americana" sobre a crise dos estratos médios norte-americanos. Na reportagem, o jornalista faz longa abordagem dessa crise que já dura cerca de 20 anos e que ganhou contornos mais agudos com a "grande estagnação", de 2008.

"Há também aqueles, como Paul Krugman, colunista do 'The New York Times' e ganhador do Prêmio Nobel de Economia, que atribuem a culpa ao mundo político, especialmente à reação conservadora iniciada quando Ronald Reagan chegou ao poder, em 1980, o que acelerou o declínio dos sindicatos e reverteu os traços mais progressistas do sistema fiscal americano", chama atenção Luce.

Baixíssimo índice de sindicalização
O que chama a atenção na matéria, embora a abordagem seja en passant, é o fato de o jornalista atribuir o agudo achatamento salarial da classe média norte-americana aos baixos índices de sindicalização dos trabalhadores do setor privado norte-americano.

"Menos de um décimo dos trabalhadores do setor privado americano pertence a um sindicato. As pessoas na Europa e no Canadá estão sujeitas às mesmas forças globalizantes e tecnológicas, mas fazem parte em maior número de sindicatos, e seu atendimento médico é coberto por verbas públicas. Mais de metade das falências de famílias nos EUA são causadas por doença ou acidente graves", argumenta.

Com perfil individualista, o trabalhador oriundo da classe média - seja norte-americana ou de qualquer outra nacionalidade - estará sujeito às intempéries das crises cíclicas do capitalismo, pois não há solução individual para enfrentamento dessas crises.

Exemplo brasileiro
Quando a crise do sistema financeiro estadunidense atingiu a economia real brasileira, em setembro de 2008, o movimento sindical, por meio das Centrais, propôs uma série de medidas anticíclicas como forma de combater a estagnação da economia.

As medidas deram certo e o Brasil foi o último a ser dragado pela crise e o primeiro a sair dela. De qualquer sorte, fica a lição de que não é possível combater as crises do capitalismo globalizado sem a organização dos trabalhadores em suas entidades de classe.

CLIQUE AQUI para ler na íntegra "A agonia da classe média americana".

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Assédio moral poderá ser considerado acidente de trabalho

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O Projeto de Lei (PL) 7.202/10, que tramita na Câmara dos Deputados, incluirá o assédio moral como um dos tipos de acidente de trabalho. A medida pode elevar os custos das empresas com tributos e ações judiciais.

Para justificar o projeto, os autores - deputados Ricardo Berzoini (PT/SP), Pepe Vargas (PT/RS), Jô Moraes (PCdoB/MG), Paulo Pereira da Silva (PDT/SP) e Roberto Santiago (PV/SP), alegam que a ofensa moral cada vez mais vem sendo reconhecida como fator de risco nos ambientes de trabalho, com destaque para o assédio moral.

Técnicos do Ministério da Previdência Social concordam que é necessário atualizar a lista de doenças classificadas como acidente de trabalho para incluir, por exemplo, o assédio moral. O projeto já recebeu parecer favorável do relator, deputado Vicentinho (PT/SP).
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Fonte: DIAP

Reitor não quer intermediários no contato com comunidade da UFPR

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O reitor de mal definido projeto estratégico para a UFPR fez anunciar ontem que pretende fazer um diálogo direto com a comunidade de docentes, técnicos e alunos. "Buscamos um contato mais direto, sem intermediários", afirmou o professor Zaki Akel na matéria publicada ontem na página principal da UFPR.

Os "intermediários", no caso, supõe-se serem as entidades que representam a comunidade - DCE, APUFPR, SINDITEST, ASUFEPAR -, que, no último 15 de junho fizeram uma reunião no pátio da Reitoria, a qual denominaram "Fórum dos Dirigidos", em que se aprovou longa pauta de reivindicações a cobrar da Reitoria Zakiana (clique aqui para ver a pauta indicada por esse Fórum).

O ciclo de sessões chamado de "Diálogos com a Reitoria" já começou ontem (4/8), no Setor de Ciências Agrárias, e continua em mais cinco: Jardim Botânico (13/8), Centro Politécnico (16/8), Hospital de Clínicas (23/8), Setor Litoral (27/8) e Campus Palotina (1/9). Porém, não se trata de um assembleião em aberto com o reitor e pró-reitores, pois os interessados em participar tem que antes fazer um cadastro no site da Reitoria e previamente abrir o jogo sobre o que pretendem reclamar.


Além de, por um lado, passar por cima do papel próprio de uma ouvidoria, esse contato do reitor "sem intermediários" com membros da comunidade parece uma resposta à iniciativa das entidades do Fórum dos Dirigidos de fazerem uma pauta de cobranças. É de se conferir se isso pode resolver algum problema de fundo desta Universidade Pública, ou acabará sendo mais uma jogada de marquetingue, aliás, uma área de especialidade do reitor.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Instantâneos do grandioso "Ato Público" da Diretoria do Sinditest

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Já que os Diretores do Sinditest não concedem para todos da base o favor de mostrar como foi o espetacular "Ato Público" que convocaram no último sábado (31), precisamos recorrer aos préstimos de um fotógrafo amador que circulou pelo centro da cidade durante o Comício da Dilma. Na foto acima, nas escadarias da UFPR na Praça Santos Andrade, o Alto Comando da extraordinária manifestação nero-messiânica revisa o documento que pretendiam entregar a Lula durante o comício. Em seguida, dali saíram numa passeata de menos de uma dúzia, que certamente assombrou o comércio do centro da cidade.

Na foto abaixo, já na Boca Maldita, aparece o vice-presidente do Sinditest, com suas faixas amarelas fechadas, aturdido no meio da multidão que lotou o comício para ver Lula, Dilma e Osmar Dias. Multidão que não estava nem aí para as intenções demagógicas do "enternado" e engravatado vice do Sinditest.

Ganhos e perdas do pessoal do RJU

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Neste começo de semana de agosto, os servidores do Regime Jurídico Único recebem o último dos 3 reajustes salariais conquistados pela Greve de 2007. Esses reajustes, escalonados em 2008, 2009 e este ano, foram resultado da última grande mobilização promovida pela FASUBRA, cujo Acordo final conquistou também o repasse do Auxílio-Saúde Suplementar per capita.

Deve ser assinalado que foi a gestão "Novos Tempos" do Sinditest quem - apesar de imensas dificuldades e até de sabotagens - conduziu aquela greve de maio a agosto de 2007 dentro da UFPR, último movimento a obter ganhos para o pessoal do RJU.


Em nítido contraste, a atual Diretoria do Sinditest, que usa o enganoso slogan de "Sindicato Para Todos", não apenas nada fez para obter conquistas palpáveis ao pessoal do RJU nesses anos (desde 2008) como ainda deixou que acontecesse perda salarial para mais de 2 mil servidores. Qual perda? A retirada dos 3,17% que estavam incorporadas ao vencimento básico desses mais de 2 mil trabalhadores, determinada por um juiz federal, executada pela PROGEPE, sem nenhum gesto de resistência dos "supercombativos" diretores do Sinditest.

Aí, ao mesmo tempo em que constatamos essa perda salarial do RJU, vemos a mesma Diretoria "Para Todos" celebrar que se obteve ganho real no Acordo Coletivo da FUNPAR de 2010... Um ganho de 2,16%, segundo o "Informe do Servidor", publicado pela ACS da Reitoria. Que bom para os trabalhadores da FUNPAR que tiveram esse ganho real, acima da inflação de um ano para cá. E o povo do RJU? Esses, que se conformem com a perda dos 3,17% (outubro/2009), e ainda comemorem e se satisfaçam com as competentíssimas explicações dos advogados do Sinditest (porque nessa hora o presidente do Sinditest não abre o bico em assembleia).

É. É mesmo um Sindicato "Para Todos"...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Centrais Sindicais exigem participar na regulamentação da Convenção 151

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Cinco das seis principais centrais sindicais do Brasil - CTB, Nova Central, CGTB, Força Sindical e UGT - protocolaram documento junto a autoridades do Governo Federal exigindo que o encaminhamento e a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ocorra por meio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), respeitando-se todas as centrais sindicais brasileiras.

O documento foi pensado depois que essas Centrais tiveram conhecimento de dois projetos de lei referentes à regulamentação de negociação coletiva e direito de greve no Serviço Público que serão encaminhados à Casa Civil pelo Ministério do Planejamento (onde atualmente são feitas as negociações).

Atualmente, a discussão tem como interlocutor apenas a Central Única dos Trabalhadores, excluindo do debate as demais centrai NCST, CGTB, UGT, Força Sindical e CTB. O presidente da UGT, Ricardo Patah, afirmou em seu blog: "a Convenção 151 é para todos os trabalhadores do serviço público brasileiro. A UGT é contra a tentativa de negociação encaminhada apenas pela CUT e condena também as articulações com o Ministério do Planejamento".

A UGT prossegue: "Entende-se que o canal mais adequado, que tem expertise para lidar com todos os trabalhadores brasileiros e, em especial, com os trabalhadores do serviço público é o Ministério do Trabalho e Emprego. Daí estarmos insistindo em negociações transparentes, abrangentes e que respeitem todas as centrais sindicais, inclusive a CUT que, infelizmente, tenta excluir as demais centrais".
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Fonte: com informações do DIAP

Conselho da UFPR terá mais dois representantes, eleitos por aposentados

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Em sessão de 29 de julho, o Conselho Universitário da UFPR (COUN) aprovou abertura de mais duas vagas para servidores entre seus membros, um deles professor e o outro técnico, representando o segmento dos aposentados. Os alunos também ganharam mais uma vaga, a ser eleita pelo DCE. O servidor técnico-administrativo aposentado vai integrar o Conselho de Planejamento e Administração (COPLAD) e o docente aposentado será eleito ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE), O CEPE também ganha mais um estudante em sua composição. A eleição dos novos membros será em 1. de setembro, conforme a Secretaria dos Órgãos Colegiados (SOC).

Essa é uma conquista relativa para os servidores técnicos. A reivindicação de mais uma vaga no COPLAD para um técnico já havia sido levantada na pauta local da Greve de 2007. Chegou a ser negociada com a SOC e a Reitoria em 2007, que então avaliaram-na como viável, apesar da rígida proporção de representação das categorias determinada pela LDB (que obriga ao mínimo de 70% de representantes docentes), negociação que não se concluiu. Mas, a nova vaga para um técnico viria então sem aumento da representação das duas outras categorias.

Diante de impasses surgidos na recente discussão dentro do COUN, embora se tenha obtido a vaga para um técnico oriundo dos aposentados, junto no pacote aprovaram mais uma cadeira para professores (já representados em amplíssima maioria) e ainda mais uma vaga para os alunos. Os técnicos continuam, proporcionalmente, sendo a menor bancada dentro do COUN - agora com 4 em vez de 3 no COPLAD, com apenas 1 membro no CEPE e nenhum membro no Conselho de Curadores.

domingo, 1 de agosto de 2010

Onde?

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Perguntar não ofende: alguém viu o "Ato Público" da Diretoria do Sinditest na manhã de sábado? Alguém viu uns Toninhos portando faixas enroladas no meio do povo na Boca Maldita, mas depois, nada. É, o sol estava muito forte para quem gosta de trevas e despreza a transparência.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Algo há na ASUFEPAR

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Na quente reunião de ontem da Diretoria da ASUFEPAR, à qual compareceram apenas 11 dos mais de 20 membros, surgiram desabafos, algumas revelações e indícios de coisas escondidas sob certos tapetes. Tão séria foi a conversa que tudo foi gravado e registrado em ata lavrada e assinada na própria reunião.

E não conseguiram discutir todos os assuntos da pauta, tendo sido abordado só o pepino dos "recursos humanos" da entidade. Parece que a primeira vítima do processo de "arrumação" teria sido a sogra do generoso genro Vilson Kachel, que vai perder a boca na associação.

Relaxo da PROGEPE-UFPR com servidores GEAP e privilégios para UNIMED e AMIL

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De um lado, imensa boa vontade da Pró-Reitoria para acelerar o ressarcimento dos valores atualizados do auxílio-saúde per capita para servidores associados à UNIMED e AMIL, a partir de lista repassada pela Diretoria do Sinditest.  De outro, descaso burocrático com os 1.394 servidores (docentes e técnicos) que tem plano de saúde da Fundação GEAP, obrigados a preencher formulários, providenciar documentos, protocolar processos cada um por si.  Esse o quadro do tratamento desigual dado pela PROGEPE no repasse dos valores per capita.

O auxílio-saúde suplementar per capita foi uma das conquistas da Greve de 2007. Inicialmente, foi delimitado àqueles servidores que se associavam à GEAP. Em meados de 2009 o Min. do Planejamento (MPOG) autorizou que o valor per capita pudesse ser repassado também aos servidores que contratassem outros planos de saúde.  A Diretoria do Sinditest, contrária à GEAP, fez acordos com os planos privados UNIMED e AMIL em fins de 2009 para que vendessem seus contratos aos filiados do sindicato.  Desde então, o Sinditest pôs-se a repassar listas dos associados à UNIMED e AMIL para a PROGEPE, cuja chefe rapidamente providencia o ressarcimento, em valores atualizados, do per capita.  O mesmo não se dá para os GEAPeanos...

Em 29/12/2009, saiu Portaria do MPOG estabelecendo tabela com valores atualizados do per capita conforme faixa de idade e de remuneração de cada servidor, para valer a partir de 1o. de Janeiro de 2010.  Essa tabela está implantadíssima para os servidores da UNIMED e AMIL, mas não está para o pessoal associado à GEAP.  Por quê?  Por que não há tratamento isonômico e só recentemente os GEAPeanos receberam cartas e comunicados informando que cada um deveria abrir processo e providenciar documentos para garantir os valores atualizados da tabela da Portaria e o ressarcimento deles nos seus contracheques?

O fato de a Pró-Reitora Laryssa Born ser associada ao plano privado da AMIL, o fato de a coordenadora da CAIS da PROGEPE Juçara Magalhães estar filiada à UNIMED e o fato de a Diretoria do Sinditest ter virado agenciadora de UNIMED e AMIL tem influência nesse tratamento tão descaradamente desigual com mais de um milhar de servidores GEAPeanos?  Esperamos que não, pois poder-se-ia suspeitar de um conluio inaceitável de ações para favorecer certos planos de saúde privados, deixando outros servidores ao relento.  Porém, então, no mínimo é descaso, relaxo, negligência, incompetência.  E é por isso que, há poucos dias, o Reitor Zaki Akel já chamou a Pró-Reitora às falas exigindo que a situação se regularize imediatamente, antes que 1394 servidores GEAPeanos sejam injustamente prejudicados.

Já estamos acostumados a ver a Diretoria do Sinditest preocupar-se apenas com parcela de filiados, como quando, por exemplo, nada fez para impedir que mais de 2 mil servidores do RJU perdessem os 3,17% incorporados ao vencimento básico (outubro/2009).  Tendo virado parceiríssima de UNIMED e AMIL, a Diretoria pelega pouco se importa que os filiados do Sinditest que tem Plano GEAP se ferrem e tenham que se virar por conta própria.  Nesses fatos é que se demonstra como é falso o slogan deles, o tal "Sindicato Para Todos".

Diretoria do Sinditest quer usar presença de Lula em comício para fazer onda?

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Os primeiros anos do Governo Lula (2003-2005) foram difíceis, sob cerco da direita e da maior parte da grande mídia burguesa.  Em agosto de 2003, quando o Presidente da República esteve em Curitiba para a inauguração de uma fábrica na CIC, o hoje vice-presidente do Sinditest, Dr. Toninho do HC, lá foi protestar queimando um cartaz de Lula e xingando-o de traidor.  A foto do Dr. Toninho Néris queimando Lula foi capa do jornal burguês Folha de S. Paulo de 15/08/2003, como se vê acima.

Lula - hoje navegando tranquilo com 80% de popularidade - volta a Curitiba neste sábado, 31/7, para prestigiar seus candidatos Dilma Rousseff e Osmar Dias, em comício marcado para a Boca Maldita, a partir das 10 da manhã.

Eis que surge no site do Sinditest, ontem, a notícia de um "Ato Público", em que a Diretoria do senhor Wilson Messias, e do mesmo Dr. Néris queimador do Lula, chama os trabalhadores da FUNPAR-HC para "cobrar do Presidente Lula uma solução definitiva sobre os empregos dos trabalhadores da FUNPAR", quando pretendem marchar da Praça Santos Andrade até o local do comício Dilma/Osmar na Boca.

Correm rumores de que boa parte dos diretores do Sinditest, a partir do presidente Messias, pretendem votar em Dilma para presidente.  Assim como há os diretores Bernardo, Carla e outros que são ferrenhamente antiLula e contra Dilma.  Cabe indagar: qual será o caráter predominante desse "Ato Público" - a favor de Lula ou de crítica a Lula?

Esperamos que - caso aconteça essa atividade - ela não seja revestida de caráter leviano ou oportunista, para alguns diretores do Sinditest se exibirem e posarem para fotos.  Pior, que os trabalhadores da FUNPAR sejam usados como massa de manobra marchando pela Rua das Flores e ainda sejam fotografados portando faixas que serão apresentadas pela imprensa pró-Serra como algum tipo de movimento de protesto à presença de Lula e Dilma, como é costumeiro do jornalismo-esgoto tipo revista "Veja".  Se tal ocorrer, a Diretoria do Sinditest, ao contrário de ajudar os trabalhadores da FUNPAR, terá prestado serviço aos inimigos da classe trabalhadora: a Chapa neoliberal de Beto "Caixa2" Richa e Zé "Pedágio" Serra.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Diretoria da ASUFEPAR pode ter reunião "quente" esta noite

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Chegaram ao blog algumas informações interessantes sobre como vem sendo gerenciada a ASUFEPAR. Hoje à noite haverá reunião da diretoria da entidade, da qual o presidente Vilson Kachel se licenciou em 5 de julho para fazer campanha a deputado ao lado da dupla neoliberal Beto "Caixa2" Richa & Zé "Pedágio" Serra.

Na pauta, assuntos amenos como o Centro de Estética, mas também temas como os recursos humanos empregados pela ASUFEPAR e a eleição do Conselho Deliberativo (que não funciona). E nos tais "Assuntos Gerais", nunca se sabe o que pode aparecer...

Onde há fumaça pode haver fogo. Também pode ser uma neblina. De todo modo, a visão e a transparência dos processos sempre ficam prejudicadas com fumaça demais. Afastar a fumaça é preciso. Ou a ASUFEPAR fica parecidíssima com o espesso fumacê do Sinditest atual.

Fábulas cabulosas: o rolo da língua

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Mais uma da série iniciada com a história do Jacaré Bibin-ho e o Sapo Saissemo.

O corretor Oirson V. de M. ficou olhando o açougueiro empacotar cuidadosamente suas compras. Quando o açougueiro Maximiliano Octarius já estava absorto no empacotamento, Oirson mexeu acintosamente na carteira e disse, pesaroso: "Xi, seu Octarius, estou sem um níquel, depois eu pago." Octarius já conhecia Oirson e disse: "Não faz mal, doutor Oirson, eu aceito um cheque."


Oirson fez uma expressão ainda mais pesarosa: "Seu Octarius, pois não é que deixei tudo em cima da cama, na hora de sair? Mas, olha, de tarde mesmo passo por aqui e pago."

O açougueiro fez um ar de desespero e disse, botando a mão no embrulho: "O senhor vai perdoar, doutor Oirson, mas da última vez que ficou devendo levou três meses pra me pagar. Não posso fiar, não; eu vivo disso".

Oirson botou também a mão em cima do pacote: "Olha, seu Octarius, o senhor sabe como eu sou supersticioso. Crente. Boto a mão aqui como se fosse na Bíblia(1). Juro que volto com o dinheiro logo depois do almoço. Se não voltar, quero que me caia a língua!”

Oirson falou com tal sinceridade que o açougueiro Octarius não teve jeito. Tirou a mão de cima do embrulho e deu de ombros, aborrecido, como quem diz “Tá bem!”. Oirson saiu do açougue, dobrou a esquina e, ali mesmo, abriu o pacote de carne. No meio do acém, das maminhas(2) e das costeletas estava a língua. Pegou-a e deixou-a cair no chão.

MORAL: TEM GENTE SINCERA E TRANSPARENTE.

(1)Há gente que bota a mão na Bíblia como se a pusesse sobre um bife.
(2)Maminhas lembram pequenas mamatas.
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Fonte: com contribuição de seu M. de F.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Serra é Saúde Pública serra abaixo!

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O processo de terceirização e privatização implementado por governos tucanos em São Paulo repete o padrão das políticas que FHC e Serra fizeram enquanto estiveram no governo federal: sucateamento e pauperização crescentes das estruturas públicas, principalmente as hospitalares e educacionais, e desvalorização de seus funcionários, para que o argumento privatizador pudesse encontrar respaldo junto à população em geral, com o devido apoio das corporações midiáticas. E assim foi. E assim continua sendo São Paulo. O artigo "O sucateamento da Saúde Pública em São Paulo" é de autoria de Gilson Caroni Filho (professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso, do RJ) e de João Paulo Cechinel Souza (médico do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, de SP).


Nos últimos dias, temos visto uma infindável torrente de notícias trazendo o presidenciável José Serra como o baluarte derradeiro na defesa por uma saúde pública decente. Cabe-nos, entretanto, salientar alguns pontos propositalmente obscurecidos pela grande mídia sobre o tema em questão.

Desde 1998, com a eleição de Mário Covas e a edição/promulgação de um projeto de lei pelo então presidente FHC, as Organizações Sociais (OSs) passaram a gerir uma série de instituições hospitalares Brasil afora, mas encontraram no Estado de São Paulo seu porto pacífico.

A partir de então, os hospitais e serviços de saúde, que vinham sendo administrados diretamente pelas autarquias municipais e estaduais tiveram seu gerenciamento progressivamente terceirizado, privatizado – sempre pelas mesmas (e poucas) empresas (OSs), e sempre sem licitação.

O esquema, de contratos milionários, envolve aquilo que FHC e Serra fizeram enquanto foram gestores federais: sucateamento e pauperização crescentes das estruturas públicas, principalmente as hospitalares e educacionais, e desvalorização de seus funcionários, para que o argumento privatizador pudesse encontrar respaldo junto à população em geral, com o devido apoio das corporações midiáticas.. E assim foi. E assim continua sendo São Paulo.

Serra deixou à míngua o renomado Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho (IAVC), forçando os profissionais a pedirem demissão pela falta de condições dignas de trabalho no local, relegando a segundo plano o tratamento dos pacientes que lá procuram auxílio. Preferiu deixar de lado um centro de excelência para inaugurar o resplandecente e novo Instituto do Câncer de São Paulo Octávio Frias de Oliveira (ICESP), só para homenagear seu padrinho midiático, aquele cuja família lhe oferece a logística de um jornal diário e a metodologia favorável do Datafolha.

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Fonte: Carta Maior

domingo, 25 de julho de 2010

Nojinho do presidenciável

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José Serra, candidato a presidente daquela turma que privatizou adoidamente na nefasta "Era FHC", visitou hoje o noroeste do Paraná. Na companhia daquele ex-prefeito que em 2008 disse que ia "ficar" quatro anos cumprindo mandato na Prefeitura de Curitiba mas não ficou nem dois, o presidenciável careca sofreu com um beija-mão de algumas inocentes eleitoras.


Lembrando o último general-presidente João Figueiredo, que uma vez disse que preferia o cheiro de cavalo ao cheiro do povo, "Zé Pedágio" (como é conhecido em São Paulo) deu um jeitinho: notem com atenção na foto acima que ele beija a mão dele mesmo e não a da eleitora... Como dizia o saudoso Tião Macalé: "Nojento! Tchan!!"

UFFS, mais uma universidade federal no interior do Paraná

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Além de cumprir a função de ofertar mais vagas, o movimento de expansão do ensino superior público em direção ao interior do país - que soma 13 novas instituições federais desde 2005 - mostra que universidades inauguradas este ano se preocuparam em construir projetos acadêmicos em linha com o desenvolvimento econômico das regiões onde estão instaladas.

Na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), grande parte das graduações está associada à matriz produtiva regional, enquanto alguns dos cursos mais tradicionais, como direito e pedagogia, foram adaptados à realidade e às demandas das comunidades que as orbitam.

Com início das aulas marcado para agosto, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), sediada em Foz do Iguaçu (PR), na fronteira com Paraguai e Argentina, ambiciona se tornar polo de conhecimento do continente.

Com uma proposta multicampi, a UFFS tem sede em Chapecó, oeste de Santa Catarina, e unidades em Laranjeiras do Sul e Realeza, no sudoeste do Paraná, e em Cerro Largo e Erechim, norte do Rio Grande do Sul.

A mesorregião é composta por cerca de 300 cidades - a maioria delas com menos de 20 mil habitantes -, caracterizadas por forte atividade agropecuária, do pequeno produtor a grandes empreendimentos do agronegócio e indústrias de alimentos.

Com base nesse perfil, a maioria das graduações foi desenhada para contemplar o setor: agronomia, desenvolvimento rural, gestão agro-industrial, nutrição, veterinária e três modalidades de engenharia (de alimentos, ambiental e de energias renováveis). O foco acadêmico na economia regional estimulou filhos de trabalhadores e proprietários rurais, que somam atualmente quase 25% dos 2 mil matriculados da UFFS, dos quais 89% são egressos de escolas públicas.

"Muitos jovens de Chapecó e pequenas cidades da região saíam para cursar uma universidade, porque não tinham opção, e muitas vezes não voltavam, aí perdíamos gente para ancorar um trabalho técnico-científico na região. Isso deixa de acontecer com a interiorização da universidade", avalia Geruza D"Avilla, diretora de assuntos estudantis da UFFS.

O vice-reitor, Jaime Giolo, explica que a criação da UFFS é demanda antiga de movimentos sociais, prefeituras e empresas da região. Segundo ele, "o acesso ao ensino superior no interior nunca favoreceu a grande massa de pessoas, seja da agricultura familiar ou do operariado urbano, que não pode pagar mensalidades. Atualmente, 46% dos alunos da UFFS têm renda familiar de um a três salários mínimos, e 29%, de três a cinco mínimos".
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Fonte: Valor Econômico

Empregos FUNPAR-HC: muita conversa, pouca definição

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Na ocasião em que assinou decretos sobre autonomia universitária, em 19/7, o presidente Lula conversou com a Associação dos Reitores das Univ. Federais (ANDIFES). Em seguida, dia 21, a Direção Nacional da FASUBRA reuniu-se com a ANDIFES. Há extenso relato dessa reunião ANDIFES/FASUBRA no site da Federação. Especificamente sobre o problema dos empregos da FUNPAR-HC, vale destacar alguns trechos desse relato aqui.

A ANDIFES manifestou preocupação "que foi apresentada ao Presidente Lula, com relação aos 24.000 fundacionais que a partir de 30 de outubro serão demitidos [sic, assim está escrito no relato da FASUBRA], caso não haja nenhuma medida paliativa, até que se encontre definitivamente uma saída para a garantia do emprego".

"Com relação a esses trabalhadores vinculados às Fundações Privadas, ligadas aos HUs", o secretário da ANDIFES disse que “acredita que, neste momento, não deverá sair nenhuma medida tipo os 'mata-mosquitos da FUNASA' por problemas de legalidade, uma vez que na época dos mata-mosquitos a legislação era mais branda; portanto, ele acredita na realização de um Termo de Ajustamento de Conduta [TAC] entre as partes, prorrogando o problema por mais dois ou quatro anos."

Continua o relato da FASUBRA, transcrevendo informações da ANDIFES, de que deve ser construído "um novo TAC e que, segundo palavras do próprio ministro Paulo Bernardo, ninguém vai mandar embora os 24 mil trabalhadores, e que eles pensam a nível de futuro criar vagas através de emprego público (CLT) seguindo o modelo do HCPA [HC de Porto Alegre]. Tudo isso são, ainda, conjecturas, não tem nada oficializado, aos reitores, pelo governo."

O Ministro da Educação vê o HC de Porto Alegre como um modelo de gestão bom para os hospitais mas ruim para a prática do ensino, esclarece a ANDIFES, que ainda afirmou não mais acreditar " que saiam neste ano de 2010 as contratações via CTU, pois somente o presidente Lula pode legalmente solicitar contratação, desde que seja em caso de urgência e/ou emergência, onde haja risco à vida humana, o que não é o caso do CTU."

Enfim, conversas, declarações de apoio, promessas, tudo isto já há em bom número da parte de autoridades. O que não tem definido, redigido, votado e aprovado no Congresso Nacional é o instrumento legal que tranquilize os trabalhadores com emprego sob risco. E dentro de alguns meses haverá troca de cargos de presidente, senadores e deputados federais. Portanto, é bom votar, conscientemente, em quem tenha compromisso com a classe trabalhadora.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Promessa "cumprida"? Não, promessa sob escombros

5 comentários:

Para quem tinha dúvidas sobre a paralisação das obras do "novo salão social" tão papagaiado pelo mentiroso "Jornal (da Diretoria) do Sinditest" de Ago-Set/2009, aqui estão algumas imagens (feitas hoje, 21/07) dos escolhos da rua Marechal Deodoro, 1899. A casa que abrigava a antiga sede administrativa do Sinditest foi totalmente demolida. Por quê? Porque os doutores Moacir Freitas e Antonio Neris, em 2005, inventaram de construir o tal "salão social" sem alvará da Prefeitura, sem projeto autorizado de engenheiro, só para posarem de benfeitores da categoria. Resultado: multa da Prefeitura por extrapolarem a área permitida de construção nessa região da cidade.

Na gestão do seu Wilsinho Messias, "o Salvador", prometeram no jornal resolver o problema. Podiam ter demolido apenas parte da velha sede, mas botaram abaixo tudo, acarretando prejuízo para o patrimônio da entidade. E agora, apesar de estarem (assim se supõe) com as burras cheias pois venderam - também sem autorização legítima - a subsede sindical da R. Comendador Macedo, a obra do "novo salão social" está ao relento, parada há meses. Por que será? A Prefeitura embargou? Acabou a grana? Nós perguntamos mas sabemos que eles não vão responder o que devem para a categoria, porque eles se julgam acima do bem e do mal e entendem que toda cobrança de suas atitudes é só "intriga da oposição".