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segunda-feira, 20 de junho de 2016

HC deve receber os merecidos recursos da União enquanto reitor emplaca ministro golpista

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Na semana passada, o reitor da UFPR esteve em Brasília pedindo recursos para amenizar a crise do HC.  Sua assessoria informa ter-se conseguido dos ministros golpistas de Temer um montante da ordem de 11,5 milhões de reais para empregar em investimentos e custeio do hospital, para período de um ano.  

O HC tem um rombo mensal de uns 2 milhões; essa verba adicional poderá trazer um alívio.  A rigor, trata-se de dinheiro que já estava previamente destinado pela União, mas estava contingenciado (retido) por força do malfadado ajuste fiscal.

Zaki Akel foi à capital federal acompanhado do governador massacrador de docentes do Paraná e dos puxa-sacos golpistas deputados Abelardo Lupion (DEM), Osmar Serraglio (PMDB), Alex Canziani (PTB) e Sérgio de Souza (PMDB).  Todos trocaram abraços e risadas com os ministros ilegítimos da saúde e da educação, Ricardo Barros (e lamas) e Mendoncinha Filho, o da propina de 100 mil.

O encontro foi reportado pela ACS da reitoria, que veiculou a foto acima, em que o reitor entrega uma placa comemorativa ao sinistro Mendoncinha Filho, mas o texto não explica a que se refere a placa nem por que o ministro golpista de Temer a recebe.



segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

HC ganha leitos mas perde itens básicos

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Um ano e dois meses depois do contrato de co-gestão com empresa pública federal, Hospital de Clínicas sofre com falta de itens básicos como gaze e seringa

Por Diego Antonelli, na Gazeta do Povo

Mesmo com 380 novos funcionários, um recorrente problema persiste no maior hospital público do Paraná. A falta de repasses públicos provoca um esvaziamento nas prateleiras de insumos básicos no Hospital de Clínicas de Curitiba. Medicamentos, luvas, álcool 70%, gazes e seringas são alguns dos materiais que estão em falta em setores do HC.

Apesar do contrato de cogestão da Universidade Federal do Paraná (UFPR), mantenedora da instituição, com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) ter sido assinado há um ano e dois meses, a estatal se preocupou, durante este tempo, mais em contratar novos trabalhadores e reabrir alguns leitos que estavam desativados. A direção do HC informa que os eventuais desabastecimentos ocorrem devido ao atraso nos repasses de recursos do governo federal, o que contribui para a desestabilização do processo de compra.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Paraná (Sinditest-PR) elaborou um documento que será levado ao Ministério Público Federal em que há um levantamento de todo material que estava em falta no hospital no começo deste ano.

São relatos dos trabalhadores e às vezes dos próprios pacientes. É uma situação caótica que coloca os pacientes em risco e também os profissionais”, afirma o diretor sindical Márcio Palmares. Segundo o diagnóstico, também faltam itens como dispositivos apropriados para descarte de material, perfuro cortante e frasco para coleta de urina.

O superintendente do complexo hospitalar, Flávio Tomasich, afirma que, devido a questões orçamentárias, ocorrem “faltas pontuais de insumos”. Essa realidade faz com que o hospital precise de ajuda de parceiros para não reduzir os impactos no atendimento à sociedade. “No final de 2015, o Complexo HC contou com o apoio da Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas, que realizou uma compra de aproximadamente R$ 1 milhão em insumo. Com isso, no início de 2016, as faltas pontuais de insumos já devem ser regularizadas”, acredita. Alguns itens, segundo ele, foram repostos, como caixa de perfuro cortante, álcool 70%, luvas e gazes.

O Ministério da Saúde informa, contudo, que todos os repasses para o HC estão em dia e regularizados.


Leitos
Apesar do registro de falta de insumos, a vinda de novos profissionais, via contrato com a Ebserh, possibilitou que no ano passado fossem foram reabertos 14 leitos nos setores de UTI Adulto, oito leitos de UTI Cirúrgica e 14 leitos nas áreas de UTI Pediátrica e Neonatal.


Equipamentos
O contrato com a Ebserh trouxe quatro equipamentos ao Serviço de Neurocirurgia, avaliados em R$ 4 milhões. A previsão é que sejam reabertos seis leitos de UTI geral, 10 de UTI neonatal e dois de UTI pediátrica.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Conflito entre EBSERH e trabalhadores da Maternidade Victor do Amaral

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A permanência ou não da servidora Maria Mathilde Baracat na diretoria administrativa da Maternidade Victor Ferreira do Amaral é motivo de tensão entre trabalhadores daquela unidade hospitalar ligada à UFPR e o superintendente da EBSERH-HC, Dr. Flávio Tomasich (foto ao lado).

Reunião considerada tensa ocorreu ontem entre uma comissão de cinco servidores da MVFA (dois estatutários e três Funparianos) e o Dr. Tomasich, em que a ele foi levado um abaixo-assinado com 113 apoios defendendo a permanência de Maria Matilde na direção da Maternidade. A MVFA tem hoje 180 servidores. O texto do abaixo-assinado enumera diversos pontos qualificadores daquela servidora, que justificariam sua manutenção na chefia administrativa.

O episódio, conforme o desfecho que venha a ter, será mais um demonstrativo de que tipo de método de convivência e democracia está sendo aplicado pela EBSERH, desde que essa empresa foi entronizada pelo reitor Zaki Akel como gestora das unidades hospitalares ligadas à UFPR. Relatos da reunião de ontem dão conta de que não será das mais tranquilas essa relação.

sábado, 30 de maio de 2015

Fantasmas no HC: saiu a lista de nomes dos salafrários!

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Abaixo a lista dos médicos e médicas do HC que estavam recebendo sem trabalhar, segundo levantamento conjunto de CGU e PF, segundo informações divulgadas hoje na Gazeta do Povo:

Clínica Médica: Marcelo de Araujo Cosendey

Nefrologia: Mario Luiz Luvizotto e Renato Valente de Almeida

Transplante de Medula Óssea: Paulo Tadeu Rodrigues de Almeida

Radioterapia: Luiz Pedro Pizzatto

Ultrassonografia: Katia Regina Vieira Fonteles

Radiologia: Jorge Alberto Ledesma

Cirurgia Torácica e Cardiovascular: Jerônimo Antonio Fortunato Junior

Reprodução Humana: Carlos Edson Scheidemantel

Ginecologia: Emerson Luiz Neves


Para citar um exemplo de "meritocracia de alto esforço" (e retorno financeiro): segundo o DataSUS, o médico Jerônimo Fortunato Jr. consegue a proeza de "cumprir" 86 horas semanais!  No Hospital da Cruz Vermelha, o Dr. Jerônimo tem escala de 66 horas: seis horas como diretor, mais 20 como médico intensivista, mais 20 como cirurgião torácico e mais 20 como cirurgião cardiovascular.  E, claro, como ele é um médico a serviço do povo brasileiro nem que não durma, ele ainda "cumpriria" 20 horas no HC da UFPR desde 2011...

A pergunta que não pode calar é: a lista se resume a esses dez ?

quinta-feira, 21 de maio de 2015

PF investiga médicos do HC que recebem salário de até R$ 20 mil sem trabalhar

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A Polícia Federal deflagrou, nesta manhã (21), a Operação São Lucas, que investiga médicos do Hospital de Clínicas da UFPR por receberem, há anos e sem exercer suas funções, vencimentos do Governo Federal que variam de R$ 4 mil a R$ 20 mil mensais.


A ação, em parceria com a Controladoria Geral da União, tem como objetivo cumprir mandado de busca e apreensão no hospital, expedido pela Justiça Federal de Curitiba, bem como interrogar 17 servidores para prestarem esclarecimentos na sede da Superintendência da Polícia Federal no Paraná.

Os envolvidos serão indiciados pelos crimes de estelionato qualificado, falsidade ideológica, prevaricação e abandono da função pública.

A operação contou com a participação de 50 policiais federais e 3 servidores da Controladoria Geral da União.

Haverá coletiva no auditório da Superintendência da PF no Paraná às 14h00. Até o momento, a PF não divulgou os nomes dos médicos investigados.

ATUALIZAÇÃO do Portal Banda B às 16h13:
A Operação São Lucas da Polícia Federal (PF) investiga inicialmente dez médicos concursados que, em média, tinham menos de 7% de comparecimento e recebiam até R$ 20 mil em salários. Entre os investigados estão professores ligados ao Setor de Saúde da UFPR e até mesmo o dono de um grande hospital da capital.

De acordo com o delegado Maurício Todeschini, o esquema partiu da Controladoria Geral da União (CGU) e outras pessoas podem estar envolvidas no esquema que consistia na falsificação dos cartões ponto. “A CGU selecionou os dez casos mais graves de inassiduidade do HC e verificou que há muitos anos eles recebiam os vencimentos praticamente sem trabalhar. A partir de dados cruzados, foi verificado realmente as faltas”, explicou.

Os médicos investigados atuavam na ultrassonografia, radioterapia, clínica médica, transplante de medula, nefrologia, cirurgia toráxica e cardiológica, serviços de reprodução humana, radiologia e ginecologia. Os nomes dos médicos envolvidos não foram divulgados pela Polícia Federal.

Para se chegar ao esquema, a CGU separou o hospital da universidade e percebeu que a produtividade estava muito abaixo do esperado. “Decidimos individualizar comportamentos, já que a CGU sempre olha para a gestão e encontramos esses dez casos mais graves de não comparecimento mesmo recebendo os salários”, disse o chefe da CGU Regional Paraná, Moacir Rodrigues de Oliveira.

Segundo Todeschini, todos os dez médicos são de renome na cidade e outros profissionais podem estar envolvidos. “Continuaremos aprofundando a investigação já que a ausência atrasava muito os atendimentos. O parecer da CGU mostra que pacientes ficavam meses na fila e outros médicos acabavam ficando sobrecarregados, principalmente os residentes”, comentou.

Os envolvidos serão indiciados pelos crimes de estelionato qualificado, falsidade ideológica, prevaricação e abandono da função pública. A operação contou com a participação de 50 policiais federais e 3 servidores da Controladoria Geral da União. O nome da Operação faz referência ao santo padroeiro dos médicos.

A Banda B entrou em contato com a assessoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que informou que o reitor Zaki Akel Sobrinho deve se reunir ainda nesta quinta com a direção do Hospital de Clínicas e deve se pronunciar oficialmente sobre o caso nos próximos dias.
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Fonte: Portal Banda B

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

UFPR e reitor flagrados em irregularidade pelo Tribunal de Contas

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A Universidade Federal do Paraná deve ressarcir R$ 231.981,20 aos cofres públicos estaduais. A decisão é do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) que considerou irregular o convênio entre a instituição e a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Seti). A Seti repassou, em 2009, R$ 800 mil à universidade para pesquisas utilizando células de medula óssea no transplante cardíaco.

Segundo o TCE, a UFPR não utilizou os recursos conforme previa o convênio. A transferência de dinheiro estadual deveria custear pesquisas avançadas no desenvolvimento de técnica auxiliar para o tratamento de doenças do coração. O TCE considera que o investimento, que poderia beneficiar futuras técnicas médicas, “não saiu do papel”. Maior instituição de saúde pública do Paraná, o Hospital de Clínicas (HC) da UFPR é referência nacional em transplante de medula óssea.

O TCE apurou ainda que faltam documentos e justificativas consistentes sobre as razões de a UFPR se limitar a devolver os recursos que não foram utilizados. Além disso, há divergências na conta do convênio: o saldo final de 2010 (R$ 751.382,66) não confere com o inicial de 2011 (R$ 623.866,83).

O TCE ressalta que a universidade não apresentou termo de cumprimento dos objetivos, laudo da Seti atestando o uso do dinheiro público e sequer esclareceu porque gastou apenas 23% dos recursos recebidos. Segundo o Tribunal, a UFPR apresentou somente a comprovação da devolução ao tesouro estadual de R$ 895.806,82, em duas parcelas (R$ 279.890,30 e R$ 615.916,52). O Tribunal atesta ainda que a universidade não entregou ao órgão relatório da movimentação financeira e deixou de aplicar saldos parados em conta corrente ao longo de 2009.

O Tribunal multou também o reitor reeleito da UFPR, Zaki Akel Sobrinho, responsável pela gestão dos recursos repassados pelo Estado, em R$ 138,23. 

A UFPR, por meio da assessoria de imprensa, informa que ainda não foi comunicada oficialmente da decisão do TCE e, portanto, não irá se manifestar sobre o assunto.
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Contra Programa “Mais Médicos”, Gazeta do Povo aproveita crise do HC e mistura alhos com bugalhos

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Um dos editoriais do jornal Gazeta do Povo de ontem (“A agonia do Hospital de Clínicas”) escreveu bobagens sobre problemas da área de Saúde e da crise do HC.  O editorialista gazeteiro deu uma forcinha ao corporativismo cego de certas entidades da categoria médica no afã de combater o programa federal que está levando médicos para localidades que nunca viram um estetoscópio em uso.  Para isso, utilizaram a recente crise de falta de pessoal do Hospital de Clínicas da UFPR, obrigado a fechar 94 leitos.

Não é preciso falar sobre diversos problemas de nosso SUS, de insuficiência de recursos a problemas gerenciais e também de pessoal.  Mesmo assim, quando a assistência privada falha, é para o SUS que muitos brasileiros acorrem, tenha ou não estrutura razoável para prestar assistência. 

Mas é na tecla da “falta de estrutura”, das condições de trabalho, que os corporativistas insistem em bater para se opor ao Programa “Mais Médicos”.  E, do alto de suas impávidas certezas, encastelam-se imóveis, não se importando se lá no grotão do interior tem uma gestante precisando de orientação pré-natal básica, uma criança com diarreia necessitando de uma simples reposição de soro caseiro, um idoso requerendo controle de sua hipertensão.  “Enquanto não tiver estrutura, ninguém se mexe” para ir às localidades desassistidas, vocalizam os corporativistas. Isto é, o povo que se dane e fique esperando, doente e desorientado, até que a situação “ideal” se configure conforme os critérios dos corporativistas. 

No entanto, qualquer estudante de medicina da segunda metade do curso já sabe que é possível cuidar da ampla maioria dos problemas de saúde com recursos simples, típicos da atenção primária à saúde e da Medicina de Família.  Coisa que, aliás, os médicos vindos de Cuba sabem fazer muito bem.  Com isso, impede-se que um problema frequentemente banal piore e se torne um caso que venha requerer assistência nos níveis mais complexos secundário e terciário, onde, aí sim, é preciso de fato ter mais estrutura, como em ambulatórios especializados e em hospitais como o HC.

Ora, como pode então o sabichão editor da Gazeta do Povo confundir as relativamente simples necessidades estruturais do nível primário de atenção à saúde, área por excelência da atuação dos profissionais do “Mais Médicos”, com requisitos  maiores e mais complexos de um nível terciário, que é o do HC da UFPR?  Só por má fé, e por oposicionismo militante desse jornal da grande burguesia paranaense.  Misturam alhos com bugalhos propositalmente, com fins políticos.

O governo federal, por seu turno, no caso dos hospitais universitários, força a barra para sua adesão ao controle pela EBSERH, retendo recursos e não realizando concursos para novos servidores estatutários.  Isto é claro.  Disso decorre a atual crise de fechamento de leitos do HC e outros problemas.  A prosseguir assim, a situação lentamente piorará no HC.  É uma queda de braço entre a Universidade e a EBSERH, ligada ao MEC.  Não se pode prever seu desfecho imediato e as entidades tem lutado contra o advento da EBSERH.

Mas não venha o jornalão burguês de Curitiba misturar as coisas e fazer politicagem com a crise do HC para atacar um programa federal que é bem visto por toda a população carente e desassistida do país.  Palhaçada. 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Tarcisa propõe eleição da Direção Geral do HC e reitor/candidato rejeita

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Na manhã de hoje, houve o último debate entre as duas chapas concorrentes à eleição direta da Reitoria da UFPR. Patrocinado pelo Sinditest, ele ocorreu no 7. andar do Anexo B do HC, reunindo cerca de 250 pessoas. O vídeo acima mostra as respostas do candidato de situação da Chapa 2, Zaki Akel, e da candidata de oposição da Chapa 1, Maria Tarcisa, à pergunta de um servidor sobre a eleição direta dos titulares de cargos na direção do Hospital de Clínicas.  

Zaki repudia a proposta de escolha direta da Direção do HC. Para escapar pela tangente, pateticamente resolveu atacar o diretor da UFPR-Litoral, taxando-o de praticante de "assédio moral" e "caudilhismo".  Opostamente, Tarcisa não vê dificuldade em preencher esses cargos de direção hospitalar por sufrágio direto.  Confira no vídeo.


Saia justa para sindicalistas apoiadores de Zaki Akel
O reitor/candidato tem o apoio dos dois tradicionais caciques pelegos do HC, Wilson Messias e Dr. Néris.  Ambos foram os principais dirigentes do Sinditest de Jan/2008  a Jan/2011.  Zaki Akel se elegeu em fins de 2008 e, em Fev/2009, indicou na canetada a Dra. Heda para ser diretora geral do HC, descartando qualquer escolha direta pela comunidade do hospital. Na ocasião, os dois caciques sindicais (v. foto abaixo) foram à posse da Dra. Heda para timidamente fazer um protesto pela não-realização da eleição - reveja a matéria de Fev/2009 neste Blog "Quer eleição direta? Vá à luta!".  Em uma passagem dessa postagem, relatava-se:

Wilson Messias e Dr. Néris "protestam" em Fev/2009 na posse do HC


"'Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...'. Recitando esse verso do poeta Fernando Pessoa, o vice-reitor Mulinari tentou imitar o final poético da Dra. Heda, mas acabou ficando cômico; afinal, a imprensa nos últimos dias tem denunciado o escândalo do suntuoso castelo não declarado à Receita do rico deputado DEMo de Minas, Edmar Moreira... Durante seu discurso, os acanhados diretores do Sinditest esticaram uma faixa, acerca do pessoal da FUNPAR, e depois outra, perguntando onde foi parar a suposta promessa de campanha do reitor sobre eleição direta no HC. Contudo, como que envergonhados com seu próprio 'protesto', em menos de 30 segundos tornaram a enrolar a faixa e mete-la sob o sovaco."

A eleição direta para direção geral do HC tem sido uma bandeira de luta dos trabalhadores.  Na atualidade, Zaki mantem sua posição: não vai fazer, vai indicar, se quiser, uma nova direção, ou manter a mesma.  Wilson Messias, Dr. Néris e outros sindicalistas que ostentam o botton da marola azul no peito vão bater palminhas para este tão democrata candidato à reeleição?  Arriaram de vez a bandeira da democracia interna no HC?

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Sessão do COUN recusou hoje adesão à EBSERH (por enquanto)

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Por unanimidade, a sessão do Conselho Universitário da UFPR, reunida na manhã de hoje (30), rejeitou repassar o controle do HC à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Servidores técnicos mobilizados pelo Sinditest acompanharam de perto a sessão do COUN, repetindo a pressão contra a EBSERH que todo o movimento nacional  dos TAE realizou durante a greve recém-encerrada.

O texto da resolução, previamente preparado sob ciência da Reitoria, tem quatro páginas, cheias de "considerandos".  Mas, embora essa resolução recuse neste momento a contratualização da UFPR com a EBSERH, o parágrafo final deixa uma ponta de dúvida sobre o caráter terminativo dessa recusa.  Ali se lê:

"O Conselho Universitário, após ampla discussão, por unanimidade de votos, resolve tornar pública posição contrária a eventual proposta de adesão integral ou parcial do Hospital de Clínicas à EBSERH, reservando ao Conselho Universitário a prerrogativa de decisão sobre esta matéria. Qualquer deliberação sobre este tema será precedida de ampla discussão com a comunidade."

Ora, num tema relevante como esse, é óbvio que a instância máxima da UFPR é que deve se posicionar; para que repetir a prerrogativa?  E, ao findar colocando que "qualquer deliberação sobre este tema será precedida de ampla discussão...", isto quer dizer que o assunto não está definitivamente encerrado, que poderá ser recolocado e reconsiderado mais adiante.

A resistência dos movimentos da comunidade à parceria UFPR-EBSERH tem sido grande.  Ser reitor e estar candidato à reeleição produz certas atitudes que, acima de tudo, levam em conta o cálculo eleitoral.  Faz lembrar um recuo de posição, no começo deste ano, na intenção do reitor-candidato de celebrar parceria da UFPR com o megabanco privado espanhol Santander, depois que boa parte da comunidade (eleitora) se insurgiu contra a terceirização dos crachás funcionais e carteirinhas estudantis.

COREN-PR emite nota esclarecendo denúncia de diretor do Sinditest sobre HC

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Recebemos nota de esclarecimento do COREN-PR acerca de denúncia feita numa assembleia de greve do Sinditest envolvendo profissionais de Enfermagem em exercício irregular dentro do HC.  Em seus parágrafos principais, a nota, assinada pelo presidente do COREN-PR, informa o que segue.

“Ao ser solicitado no cumprimento da Resolução 302/2005-COFEN, que trata do responsável técnico nos estabelecimentos de saúde público e privado, [o COREN] realizou fiscalização no Hospital de Clínicas da UFPR, de acordo com o cronograma aprovado pelo Coordenador de Fiscalização em Fevereiro do presente ano com os critérios discutidos no encontro administrativo e de fiscalização do COREN-PR em dezembro de 2011, onde encontrou 79 possíveis profissionais em exercício ilegal. 

Informamos que profissional ilegal significa a pessoa que não tem a inscrição definitiva ou provisória válida para exercer a profissão, e que deve ser afastada imediatamente conforme a lei.

Com relação às questões de anuidades, o Conselho possui departamento jurídico encarregado de regularizar a situação individual de cada inscrito que se encontra inadimplente, não impedindo o seu exercício profissional. 

Portanto, as informações contidas no documento apresentado, referem-se exclusivamente aos 79 profissionais que possivelmente encontram-se na ilegalidade e não aos inadimplentes.”

No email que encaminhou a nota acima, consta a informação adicional atualizada de que o número exato de profissionais em situação de ilegalidade baixou de 79 para 30.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A EBSERH no HC da UFPR e o PDI do Reitor Zaki Akel

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Tema de grande polêmica, muito diz-que-diz-que, é a possível adesão do HC ao gerenciamento pela nova empresa de direito privado criada para controlar os Hospitais Universitários, a EBSERH.  Mais importante que se fiar em lero-lero de candidato, em "Informe Servidor" eleitoreiro ou em panfleto de campanha, é analisar fatos, documentos, a prática concreta.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

PROGEPE do Zaki acerta com COREN confisco de inadimplentes

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O servidor da enfermagem do HC, e diretor do Sinditest, José Carlos Assis, fez na assembleia geral de greve desta manhã uma denúncia sobre um acordo absurdo envolvendo PROGEPE e Conselho Regional de Enfermagem (COREN).  Conforme a fala dele na assembleia [no instantâneo de twitcam ao lado], embasada num documento que leu, "a PROGEPE dará falta após o COREN comunicar os servidores que não estão em dia com o COREN que terão salários descontados até colocar em dia..."

Sabemos que alguns dirigentes do COREN-Paraná estão apoiando a candidatura tucanoide situacionista de Zaki Akel à Reitoria. Não se sabia que o acerto eleitoral iria redundar num tipo de punição desse nível, injustificável.  Parece que a diretoria nova que assumiu o COREN há poucos anos, removendo uma antiga direção notoriamente corrupta, perdeu-se em suas intenções e agora faz acordos espúrios. Triste.  E inaceitável.  Mais uma vez fica patente a natureza anti-servidor dessa gestão que pretende continuar por mais 4 anos.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Diretoria do Sinditest é ameaça para o HC, diz Reitoria

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Mais um da série "PDI - o que os olhos não vêem, a gente acaba descobrindo".   Ainda o famoso Anexo III do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI 2012-2016), elaborado pela gestão do candidato-reitor Zaki Akel, no tocante ao HC.  Como dissemos em postagem anterior, o tal Anexo, oportunamente denunciado pela conselheira técnica Tânia, mostra "oportunidades", "objetivos estratégicos", mas também "ameaças", e estas aparecem listadas na figura acima.

A atual diretoria do Sinditest, presidida pela colega Carla Cobalchini, que pode até ser criticada politicamente em algumas ideias mas jamais acusada de falta de combatividade em defesa do HC 100% público, é caracterizada como uma "ameaça".

Ora, dá para entender: como o candidato-reitor, no fundo, defende a EBSERH para assumir o HC (mas não pode revelar por estratégia eleitoreira), é natural que ele e seu vice receiem toda a resistência que o Sinditest oporá à adesão do HC à EBSERH, decisão que a Reitoria posterga para não complicar sua campanha.

Mas está aí, nu e cru, o que essa gestão pensa. E os pelegos históricos Dr. Néris e Wilson Messias estão sintomaticamente do lado do patrão que sempre defenderam quando dirigiam o Sinditest, e a quem pretendem continuar servindo caso retornem à direção sindical.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

EBSERH: o plano da Reitoria da UFPR

7 comentários:
Em 30 de julho último, a Gazeta do Povo publicou a matéria "UFPR estuda não adesão à empresa pública" (a EBSERH). Com uma redação que dá margem a mais de uma interpretação em certos trechos, ali se afirma que o candidato-reitor Zaki Akel seria contra a EBSERH e publica a seguinte declaração dele: "A avaliação da reitoria é de que não devamos aderir, mas como não há uma pressa do MEC em relação à decisão, ainda temos tempo para discutir o assunto, tirar dúvidas e tomar uma posição oficial com calma.”


Pois bem.  Em um de seus panfletos de campanha, digo, "Informe do Servidor", sempre muito cheio de tons do mesmo azul usado na campanha do reitor-candidato, o boletim datado de julho trata especificamente do HC.  Ali, novamente com trechos um tanto ambíguos, em um box da página final sob o título "A verdade sobre a EBSERH", lê-se o seguinte: "Percebe-se que no cenário atual não há interesse para o HC na EBSERH".  Ah, certo... e num cenário daqui a, digamos, três ou quatro meses?

Prossigamos.  A Reitoria, em junho, propôs para debate aos membros do Conselho Universitário (CoUn) o seu PDI-2012/2016 (Plano de Desenvolvimento Institucional).  Este PDI foi elaborado diretamente pela Gestão Zaki Akel através de sua Pró-Reitoria de Planejamento e, aliás, é apresentado aos membros do CoUN em texto onde constam as assinaturas do reitor e de seu vice Mulinari.


Do PDI original enviado pelo reitor-candidato ao CoUn consta um Anexo III específico para o HC.  Ali são listadas "oportunidades", "objetivos" e "ameaças".  E o que a Reitoria aponta como "oportunidades" para o HC? O que se vê abaixo:


Logo, se a gestão do candidato-reitor Zaki Akel, via PROPLAN, vê a EBSERH já criada como oportunidade, ela aponta entre seus objetivos estratégicos a contratualização com a empresa, como se nota abaixo:


Pelo que nos foi informado, o documento do PDI foi aprovado pelo CoUn no final de junho, mas o Anexo III do HC foi na mesma sessão "retirado", para sofrer algum tipo de alteração.  Provavelmente só mudança de redação, para não deixar tão explícito o interesse da Reitoria na contratação com a EBSERH.  O "bolo" quinquenal para o HC foi assado em um dos fornos da Gestão Zaki Akel, seu PDI traz a assinatura dele e do vice (logo, conheciam previamente o teor) e o Anexo III deixa claro o interesse na EBSERH!  Por que o reitor-candidato insiste na ambiguidade?  Porque é um candidato-reitor que espera agradar gregos e troianos para ganhar votos de todos?

Seminário sobre a EBSERH na quarta-feira, 8

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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Empresa que pretende gerir HC é alvo de protestos da greve

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Depois da Assembleia Comunitária na manhã de ontem (5), no RU central da UFPR, os grevistas foram até a frente do HC para registrar mais um protesto contra a possível entrega do hospital-escola à gerência da EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares). O breve vídeo acima registra a chegada de uma segunda leva dos ativistas, que se juntaram ao pessoal do HC que já ali estava, agitando balões amarelos com a inscrição "greve por educação e saúde".
O movimento sindical questiona a necessidade de criar-se uma empresa de direito privado para gerir os hospitais-escola das Universidades, ao invés de aprimorar o atual sistema público garantindo o aporte necessário de financiamento público e de recursos humanos via mais vagas de concurso.
O advento da EBSERH no HC é justificada como a forma de atender a exigência do TCU, de regularizar a situação dos contratados da FUNPAR (embora não se possa garantir com certeza os empregos de todos os atuais trabalhadores funparianos ao mudar o patrão da FUNPAR para a ESBERH), mantendo-se o regime celetista. 
Contudo, para os atuais servidores do RJU lotados no HC, que seriam cedidos para a EBSERH, essa nova situação, se acontecer, é um poço de incertezas. A certeza é que muitas contradições surgirão do fato de haver trabalhadores de dois regimes distintos de contratação comandados pela mesma empresa, que é "pública", mas rege-se por uma lógica de viés terceirizante/privatista.
Ainda não se conhece a data em que o reitor colocará na pauta do Conselho Universitário da UFPR a cessão do HC para ser gerido pela EBSERH, mas desde já os grevistas afirmam sua posição contrária, defendendo que o hospital-escola permaneça no âmbito da Universidade Pública.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

EBSERH enaltecida no Fantástico da Globo

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Uma das "reportagens especiais" do programa Fantástico de ontem versou sobre os problemas que há décadas afligem os hospitais-escola das Universidades Públicas.  Combinando uma sucessão rápida de imagens que nada informam com entrevistas com estudantes e dirigentes, ao lado das tomadas de câmera sobre instalações precárias, o programa da Globo não trouxe nada de novo para quem trabalha em HU. Clique neste link para o vídeo da reportagem.

Mas é no terço final que o programa revela sua intenção de enaltecer a dita nova proposta para enfrentar os problemas históricos dos HUs.  Partindo do elogio às qualidades do HC de Porto Alegre, exibido como modelo, a reportagem finaliza apresentando a EBSERH como a saída. Fala-se também da UFPI, primeira IFES do país a aprovar a entrega de seu hospital às mãos da EBSERH.  Aí então é que se entende o adjetivo "especial" colocado para a reportagem comum da Globo, feita "especialmente" de encomenda para a EBSERH. O próprio presidente da EBSERH, José Rebelatto, foi entrevistado, como se vê no instantâneo da figura acima.

Na UFPR ainda vai ser pautado para o COUN analisar a adesão ao contrato com a EBSERH para gerir o HC, mas nenhuma decisão ainda foi tomada.  E um tema delicado como esse não virá na pauta enquanto transcorrer a campanha da eleição de reitor, pois o atual ocupante sempre foi esquivo sobre o assunto, deve continuar saboneteando enquanto não sair o resultado eleitoral.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Greve faz hospital da UFPR suspender 1,3 mil consultas diárias a partir de segunda

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Reproduzimos matéria de nosso colega jornalista Fernando César Oliveira, hoje trabalhando na Agência Brasil, depois de ser defenestrado da ACS da atual gestão da reitoria da UFPR.

A greve dos servidores técnico-administrativos federais da área da educação obrigou o Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) a suspender as consultas ambulatoriais eletivas a partir da próxima segunda-feira (25). Com a decisão, cerca de 1,3 mil pacientes deixam de ser atendidos diariamente pelo hospital em consultas de diferentes especialidades.

A opção por suspender as consultas decorre do fechamento das unidades responsáveis por exames de laboratório, raio X, tomografia e endoscopia, entre outros. “Como os pacientes não têm como fazer os seus exames, as consultas perdem efetividade”, explicou à Agência Brasil a diretora de Assistência do HC da UFPR, Mariângela Honório Pedrozo. “Na prática, os pacientes, parte deles de fora de Curitiba, estão perdendo tempo ao vir para cá.”

Aproximadamente 20% dos pacientes atendidos nessas consultas são oriundos de outras cidades, a maioria deles do interior do Paraná. Mesmo sem a greve, o tempo de espera por uma consulta especializada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Curitiba tem levado de três meses a um ano, ou mais, segundo a direção do hospital.

O HC tem hoje 1,9 mil servidores da UFPR. De acordo com a direção do hospital, a média diária de servidores em greve é de 300, o que equivaleria a 16% de adesão ao movimento. “Como o hospital tem um déficit de 600 servidores, cada um desses 300 vale por dois, já que fazem horas extras e plantões”, observa Mariângela.

Já para a direção do Sinditest, entidade sindical que representa a categoria, 500 trabalhadores já teriam aderido à greve, ou 26% do total. “O laboratório está operando para atender a demanda interna, numa escala de greve para atender os pacientes já internados”, disse a presidente do sindicato, Carla Cobalchini. “Nosso movimento só dá publicidade a uma situação de demora no atendimento que já ocorre, e é rotina. Seis meses de fila para um consulta cardiológica, por exemplo, resultam de um déficit de pessoal e de recursos financeiros.”

Iniciada no último dia 11 de junho, a paralisação atinge principalmente as unidades de exames de diagnóstico, além as áreas de urgência e emergência do HC da UFPR. Cerca de 700 exames de diagnóstico deixam de ser feitos a cada dia de paralisação. Quatro leitos de UTI, seis de unidades semi-intensivas e cinco de pronto-atendimento também estão fechados em decorrência da greve.

O hospital recomenda que os pacientes em tratamento entrem em contato por telefone para receber orientações. O HC disponibilizou em seu site dezenas de números para atender os pacientes. Após o fim da greve, que não tem data para terminar, os pacientes devem reagendar suas consultas e exames, também por telefone.

Entre as reivindicações dos servidores técnico-administrativos estão reajuste salarial de 22%, isonomia de benefícios, implantação de um piso equivalente a três salários mínimos e cancelamento da implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.
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Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 19 de junho de 2012

Assembleia da greve dos técnicos na tarde de terça-feira, 19 de junho

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No calendário básico definido pelo Comando Local de Greve dos técnicos-administrativos, as assembleias gerais realizam-se nas terças às 14h00 e nas quintas às 09h00.  Assim, na tarde hoje acontece mais um encontro dos servidores para analisar a situação do movimento e perspectivas de negociação, nas dependências do RU Central.  Na pauta também está o fundo de greve e a eleição de representantes da base do CLG para integrar o Comando Nacional, já instalado em Brasília.

MP 568/2012
Não há novidades quanto a contrapropostas do governo para a pauta nacional da FASUBRA. Se nem para a greve docente, que já completou um mês e compromete o semestre acadêmico, o governo conseguiu formular propostas de um novo plano de carreira, que dirá quanto à pauta dos técnicos...

No entanto, toda a pressão feita até agora pelos médicos contra artigos da Medida Provisória 568 (que reduziam salários de médicos e adicionais de insalubridade de servidores em geral), parece ter dado resultado.  A luta contra as distorções da MP 568 também faz parte da pauta geral dos servidores.  O revisor da MP 568 anunciou que vai corrigir esses aspectos, atendendo os reclamos dos profissionais de saúde e de quem recebe adicionais de insalubridade, que iriam perder valor se a MP não for modificada.  Não deixa de ser uma pequena vitória.

domingo, 10 de junho de 2012

Demissão injusta da FUNPAR vai a julgamento em agosto

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No ano passado este Blog relatou o calvário percorrido pela colega Rosângela Ferreira quando de sua injusta demissão do Hospital de Clínicas  pela FUNPAR, após confusão gerada por uma médica destemperada (veja detalhes na página na coluna da direita deste blog). Alguns meses depois daquilo, a FUNPAR arguiu que a demissão havia sido por justa causa e tentou livrar-se de seu passivo trabalhista repassando à servidora um cheque-migalha de 1.500 reais.

Rosângela, conhecida liderança sindical do HC e ex-diretora do Sinditest, não baixou a cabeça diante do destrato e menosprezo da FUNPAR, recorrendo a um advogado para sua ação trabalhista de contestação dos argumentos falaciosos do empregador.  Depois de uma audiência judicial sem resultado no começo deste ano, uma nova está marcada para agosto, quando se espera que os verdadeiros fatos e arrazoados justos prevaleçam, reconhecendo-se que Rosângela foi mais uma vítima de procedimentos mandonistas e humilhadores que ocorrem com frequência por parte de certas chefias do hospital da UFPR.