Se você é técnico e quer fazer um curso para melhorar sua capacitação ou instrução formal, terá o apoio da chefia para isso, inclusive adequando horário de trabalho, certo? Errado, se você trabalhar no HC, mais especificamente na Maternidade. Mais espeficicamente no Banco de Leite Humano.
No Banco de Leite do HC, que trabalha com esse elemento tão essencial para o crescimento do ser humano, a chefia local se compraz em agir contra o crescimento educacional de seus servidores. Mais um caso de assédio moral. Um caso a mais, no HC... e sob a cobertura de uma “política” de RH que não está nem aí para o “H” do “R”.
A nutricionista Débora Salles, servidora estatutária há 3 anos trabalhando no Banco de Leite, cometeu o “abuso” de começar um curso de especialização de curta duração, e para isso pediu à chefe do Banco, Celestina, um horário especial de trabalho, com base em prerrogativa legal para quem trabalha e estuda. O que obteve da celestial Celestina? Intransigência e a indicação da porta da rua do Banco, pior ainda sob o endosso das chefes da Maternidade, Sandra e Adelaide, e dessa “política de RH” da UFPR. Mas, Celestina, contam alguns servidores, já é velha conhecida de outros carnavais por sua prática autoritária, tratando o Banco de Leite como se fosse seu feudo. Débora foi excluída da lotação onde sempre gostou de trabalhar, posta em disponibilidade e forçada à desanimadora rotina de diariamente ir à UAP para assinar o ponto, sem poder fazer nada.
Reconhecendo-se vítima de assédio moral, Débora buscou defender-se ante instâncias do HC e UFPR, como CoAd e PROGEPE, argumentando apoiada em dispositivos legais e outros casos similares com parecer favorável ao técnico estudante. Não obteve resposta. As chefias se fecham em copas e dizem para ela não criar caso para que a situação não piore...
O novo Plano de Carreira dos técnico-administrativos (PCCTAE), implantado em 2005, tem como um de seus pilares o estímulo para que o servidor busque cada vez mais a formação, seja apenas para seu crescimento pessoal seja para que adquira conhecimentos a ser empregados diretamente no serviço da Universidade. Isto parece algo mandatório, e mesmo óbvio, em se tratando de pessoas que trabalham numa instituição pública cujo objeto é a Educação! Não obstante, quando uma servidora procura seguir essa diretriz do PCCTAE, seu intento é rudemente podado.
E mais: na greve de 2011, um dos itens da pauta local era a ampla discussão a ser feita entre PROGEPE e técnicos sobre a política de gestão de RH na UFPR. Ora, a quantas anda isso? Parece que não anda, e enquanto isso mais casos de “indi-gestão” de RH acontecem, como nesse evidente episódio de assédio moral dentro do Banco de Leite do HC. É questão também para a nova diretoria do Sinditest cobrar da Reitoria e PROGEPE.
A servidora Débora está compreensivelmente abatida e desestimulada, pelo modo insensível como foi tratada e pela situação em que se encontra, mas procura resistir. Da parte deste Blog, ao publicar este caso, damos a ela toda a solidariedade e apoio, que cremos também obterá da direção do Sinditest. A resistência dela e ações coletivas de enfrentamento da praga do assédio moral darão ânimo a outros/as servidores/as que também padecem da mesma opressão mas conformam-se, com medo de sofrerem o pior dentro do maior hospital do Paraná.