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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Mesmo com escândalos do ano passado, metade dos curitibanos não lembra em quem votou

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A série de escândalos que abalou a Assembleia Legislativa do Paraná não foi suficiente para aumentar a quantidade de eleitores do estado que consegue se lembrar em quem votou para deputado estadual. Le­­vantamento do Instituto Paraná Pesquisas, feito com exclusividade para a Gazeta do Povo, revela que 47,8% dos eleitores já se esqueceram de seu voto para a Assembleia antes mesmo da posse dos novos parlamentares, marcada para hoje.

Segundo especialistas, esquecimento é fruto de deficiências do sistema eleitoral e não significa apatia em relação às irregularidades da Assembleia Legislativa.

Clique aqui para ler toda a matéria de hoje publicada na Gazeta do Povo.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Eleitores já esqueceram em quem votaram em outubro, mostra pesquisa do TSE

Um comentário:

O Jornal Valor Econômico divulgou ontem pesquisa feita pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que demonstra que, passadas  poucas semanas de 3 de outubro (1o. turno eleitoral), cerca de um quinto dos eleitores brasileiros não lembram mais em quem votaram para os cargos legislativos.
Segundo a pesquisa do TSE, o esquecimento da população é maior sobre aqueles que concorreram ao cargo de deputado estadual. Neste caso, 23% dos entrevistados afirmaram que não se recordam do candidato escolhido. Outros 21,7% declararam que esqueceram os votos dados para deputado federal. No caso de senador, o esquecimento foi de 20,6% dos entrevistados. 
Duas mil entrevistas, divididas nas cinco regiões do país e em 24 estados, forneceram os dados para a análise. O estudo ocorreu entre os dias 3 e 7 de novembro e tem margem de erro de 2,2% para mais ou para menos. Os entrevistados tinham entre 16 e 70 anos com variação de escolaridade entre a 4ª séria do ensino fundamental e o ensino superior completo. Além disso, 32% declararam ter o ensino médio completo.
Isto mereceria maior reflexão e preocupação, inclusive da parte das entidades do movimento sindical que realmente se interessam pela elevação da consciência política de seus filiados. Pode o movimento sindical desenvolver meios de estimular que os trabalhadores e trabalhadoras possam ser eleitores mais conscientes e fiscalizadores dos representantes eleitos para o Executivo e, principalmente, para o Legislativo?  Como cobrar dos deputados eleitos se a maioria dos eleitores nem lembra mais em quem votou ou que motivos levaram a votar neste ou naquele?
Uma ideia poderia ser a de promover campanha, antes de cada eleição, mostrando aos trabalhadores a importância do voto consciente e da fiscalização, para cobrança posterior, dos representantes eleitos. Parte dessa campanha, no sentido de impedir o esquecimento, seria distribuir uma espécie de "carteira" onde o eleitor guardasse seu comprovante eleitoral acompanhado da "colinha" onde constassem os nomes dos candidatos em que ele votou, orientando para que a "carteira" sempre fosse conservada, para todas as eleições.  
No mínimo, seria um registro de memória inequívoco, pelo qual cada um, consultando-o anos depois de uma eleição, veria em quem votou e talvez exclamasse para si mesmo: "nossa, eu votei nesse cabra que hoje se revela um tremendo safado!"  Ou o contrário, o eleitor comprovar que votou em um deputado que realmente trabalha e defende os interesses dos trabalhadores e do país.  Fica a sugestão, inclusive para o Sinditest, já para as próximas eleições de prefeito e vereadores em 2012.
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Fonte: com informações do Valor Econômico

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Marcelo Adnet ironiza eleitores elitistas em Programa da MTV

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O inteligente e versátil humorista Marcelo Adnet, do canal MTV, faz engraçadíssima ironia contra as frescuras e preconceitos de certas elites do Brasil, manifestados nas recentes eleições presidenciais. Vale a pena ver e rir.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O significado da vitória de Dilma

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Capa do jornal uruguaio La República: "Nem a Direita, nem a Mídia nem o Papa
puderam com a candidata do PT, que ganhou por 56% a 44%"


A vitória de Dilma Rousseff no segundo turno das eleições presidenciais possui uma dimensão histórica, transcendental. Ela revela os avanços da democracia brasileira e abre uma nova fase na luta por mudanças no país. Após eleger Lula – retirante nordestino, metalúrgico, acidentado, líder grevista e preso pela ditadura militar –, num fato inédito na história, o povo brasileiro repete a façanha e escolhe a primeira mulher presidenta da República. A cultura machista, preconceituosa e tacanha, sofreu a maior derrota da sua longa existência.

Dilma teve 55.752.493 de votos, o que equivale a 56,05% dos votos válidos – contra 43.711.299 de votos dados ao demotucano José Serra (43,95%). A vitória comprova o prestígio do governo Lula, que goza atualmente de 83% de popularidade. Noutro fato inédito, é a primeira vez na história republicana que um presidente consegue fazer o seu sucessor. Mas a eleição de Dilma não revela apenas a capacidade de transferência de votos do atual governante. Ela indica a elevação do nível de consciência dos brasileiros.

O povo reconheceu na ex-ministra uma pessoa que teve o papel de liderança no atual governo, encabeçando seu ministério de maior peso e seus principais projetos – o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Minha Casa, Minha Vida e a descoberta do pré-sal. Com a sua vitória, novos horizontes se abrem para a luta dos trabalhadores por seus direitos imediatos e futuros. A derrota de José Serra, candidato das elites e do atraso, expressão do receituário neoliberal regressivo e destrutivo, representa uma vitória dos brasileiros e mais um passo no prolongado processo de acumulação de forças na luta pela superação da miséria e da exploração capitalista.



Mudança da correlação de forças

Além da eleição presidencial, os brasileiros também escolheram os novos governadores das 27 unidades da federação (26 estados e Distrito Federal), 54 senadores (que se unirão aos 27 eleitos em 2.006), 513 deputados federais e 1.059 deputados estaduais. Neste democrático processo de renovação, ocorreu uma guinada relativa na correlação de forças políticas no Brasil. As forças de direita, ligadas às elites da cidade e do campo, sofreram uma queda na sua representação. Já os candidatos vinculados às lutas sociais ganharam maior espaço no cenário político.

No caso do Senado, a mudança foi mais sensível. Inimigos jurados do sindicalismo e dos direitos trabalhistas foram surrados nas urnas – como Arthur Virgilio (AM), o valentão que ameaçou dar “uma surra no Lula”, o jagunço Tasso Jereissati (CE) e Marco Maciel (PE), eterno senador e duas vezes vice de FHC, entre outros notórios direitistas. Já na Câmara Federal, o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) constatou a redução da bancada dos ruralistas e o ligeiro aumento do número de deputados oriundos do movimento sindical.

Na disputa aos governos estaduais, os tucanos ampliaram sua força, elegendo oito governadores, mas os setores de esquerda também elevaram a sua presença, em especial o PT e o PSB – que elegeram, respectivamente, cinco e seis governadores. Em síntese, a eleição de outubro alterou, mesmo que timidamente, o tabuleiro político, tornando-o mais favorável à luta por mudanças no país. As elites empresariais, porém, ainda preservam ampla maioria no Congresso Nacional.



Radicalização da forças de direita

As eleições também serviram para evidenciar uma nova ofensiva da direita, mais radicalizada e perigosa. Sem ter como defender o legado neoliberal de FHC, que jogou milhões de brasileiros no desemprego e na miséria e quase destruiu a nação, as forças direitistas apelaram para o discurso conservador mais tacanho e raivoso. Na total ausência de propostas concretas, os demotucanos usaram antigos e arraigados preconceitos, religiosos e morais, para promover uma das campanhas eleitorais mais sujas da história do país.

Uma onda de boatos difamatórios, que circulou pela internet e nas igrejas e templos, contaminou o processo político, estimulando o ódio e a divisão da sociedade. Grupos fascistas, como a Tradição, Família e Propriedade (TFP) e a seita Opus Dei, foram ressuscitados para defender José Serra e para promover ataques caluniosos. Setores religiosos conservadores financiaram publicações e usaram os espaços da fé popular na campanha, num nítido caso de crime eleitoral.

Este tipo de campanha, que apela aos piores preconceitos, não é novidade do Brasil. É importado das nações que vivem um processo de fascistização política, como na Europa, com a perseguição racista aos imigrantes, e nos EUA, com o surgimento do Tea Party, grupo de extrema-direita do Partido Republicano. Ele também traz à lembrança o período da preparação do golpe militar de 1964 no Brasil, com suas “marchas com Deus”, financiadas por empresários e insufladas pelos EUA. Este tipo de campanha fascistóide indica uma tendência de radicalização da luta de classes no país.



Papel nefasto da mídia

Por último, nesta avaliação preliminar, vale destacar o papel cada vez mais influente da mídia no processo eleitoral. Vários especialistas apontam que os jornais, as revistas e as emissoras de TV e rádio se comportaram como partido político, transformando-se em comitês eleitorais de José Serra. O jornal Estadão foi o único que assumiu explicitamente, em editorial, seu apoio ao candidato demotucano. Já o jornal Folha, a revista Veja e a TV Globo, entre outros veículos, usaram velhos padrões de manipulação para ludibriar a sociedade.

Críticas ao governo Lula, mesmo que justas, viraram manchetes e foram bombardeadas durante toda a campanha – como nos casos da quebra do sigilo fiscal e das irregularidades na Casa Civil. Já o candidato Serra foi totalmente blindado, com a mídia ocultando suas falhas na administração de São Paulo ou seus podres de campanha, como o caixa-dois organizado por Paulo Preto, ex-diretor do Dersa.

Contra Dilma Rousseff, a imprensa inventou uma falsa ficha policial, acusou-a de ser favorável ao aborto, culpou-a até pelo apagão elétrico herdado do presidente FHC. Contra Serra, tudo foi abafado ou omitido. A TV Globo, maior império midiático do país, nada falou sobre o aborto de sua mulher, Monica Serra, relatado por ex-alunas, e tentou esconder as suspeitas de maracutaias nas obras viárias em São Paulo.

A manipulação da mídia nestas eleições foi vergonhosa, criminosa, e coloca na ordem do dia o debate sobre o novo marco regulatório das comunicações no país – a exemplo do que já foi feito até nos EUA e Europa e que hoje é discutido na Argentina, Venezuela e em outros países da América Latina. Não dá mais para tolerar a ditadura midiática! É urgente democratizar os meios de comunicação no país, pondo fim aos monopólios e estimulando a pluralidade informativa.

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dilma: vitória de projeto generoso e enterro da política feita nas sombras

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A vitória de Dilma significa a vitória de lutas que vêm de longe, como eu já escrevi aqui.  A vitória de Dilma é a vitória de Lula e de um projeto que aposta na inclusão. É a continuidade de um governo que teve atuação marcante em quatro eixos, pelo menos:

- criação de um mercado consumidor de massas (recuperação do salário-mínimo, do salário do funcionalismo, Bolsa-Familia, política mais agressiva e popular de crédito) – teve papel fundamental no enfrentamento da crise econômica mundial, porque o Brasil deixou de depender só das exportações e pôde basear sua recuperação no mercado interno;

- respeito aos movimentos sociais – parceria com sindicatos, diálogo com as centrais, com o MST;

- recuperação do papel do Estado – fim das privatizações, valorização do funcionalismo, novos concursos públicos, recuperação do papel planejador do Estado (por exemplo, no campo da energia), fortalecimento dos bancos públicos (não mais como financiadores de privatizações suspeitas, mas como indutores do desenvolvimento);

- política externa soberana – enterro da Alca, criação da UNASUL, valorização de parcerias com China, India, Irã; fim do alinhamento com os EUA.


Dilma significa que isso tudo pode seguir. Mas a campanha mostrou que há pelo menos uma área onde o governo Lula errou, por timidez: política de Comunicação. Durante a reta final do primeiro turno, o Brasil voltou a ficar refém de quatro ou cinco famílias que ditam a pauta do Brasil. Os blogs e um ou outro meio tradiconal ofereceram certo contraponto. Mas foi pouco. No segundo mandato, com Franklin Martins, Lula mostrou que é possível avançar muito mais nessa área!

A vitória de Dilma significa também a derrota de muita coisa. Derrota do preconceito e do ódio expressos em mensagens apócrifas, derrota de quem acredita que se ganha eleição misturando política e religião – de forma desrespeitosa e obscurantista.

Dilma no poder significa a derrota de Ali Kamel e seu pornográfico jornalismo de bolinhas na “Globo”. Significa a derrota de Otavinho e suas fichas falsas na “Folha”. Significa a derrota da Abril e de seus blogueiros/colunistas de esgoto.

Dilma é a derrota da extrema-direita que espalhou boatos, fotos falsas, montagens grosseiras e – quando desmascarada – saiu correndo (apagando sites, vestígios, provas).

A vitória de Dilma é a derrota da maior máquina ideológica conservadora montada no Brasil desde o golpe de 64. Essa máquina mostrou sua cara na campanha – unindo a Opus Dei, o Vaticano e o que restou da comunidade de informações a essa turma “profisional” que espalhou emails, calúnias, spams (e atacou até blogs progressistas na calada da noite).

A consagração de Dilma significa a derrota de um candidato covarde: não teve coragem de mostrar FHC na campanha, fingiu ser amigo de Lula e, no desespero, usou aborto e a própria mulher para ataques lamentáveis…

Dilma é a derrota de uma política feita nas sombras, nos telefonemas para as redações, nos dossiês. Dilma significa a vitória de um projeto generoso, e o enterro de uma determinada oposição.
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Fonte: Blog O Escrevinhador

sábado, 30 de outubro de 2010

Programa meia-sola para o Brasil

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José Pedágio Serra - com base em seu "programa" de governo - recomendou sapatos para FHC usar em sua caminhada eleitoral ontem no centro de São Paulo.  Como se pode ver, a meia-sola programática do Coiso funcionou como previsto... Depois dessa, até FHC largou Serra, preferindo ir namorar com a juíza Ellen Gracie no bairro chique de Higienópolis.

A Globo tentou. Mas Dilma ganhou.

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A TV Globo bem que tentou dar uma forcinha para o tucano José Serra, no último debate entre os presidenciáveis, na noite desta sexta-feira (29). Mas quem fez a festa nos estúdios da emissora no Rio de Janeiro, logo após o encontro, foram os apoiadores de Dilma Rousseff – e com razão. Ao superar um dos mais temidos obstáculos da campanha, a candidata da coligação "Para o Brasil Seguir Mudando" passou a ter chances ainda mais concretas de se tornar a sucessora do presidente Lula.

Numa atração com 25 pontos de média no Ibope (cada ponto equivale a 55 mil televisores na Grande São Paulo), Dilma soube explorar o formato do debate melhor do que Serra. Pela primeira vez nestas eleições, não houve perguntas de candidato para candidato. As 12 questões foram formuladas e lidas por eleitores supostamente indecisos, que não tinham o direito de comentar as respostas. Sem o confronto direto, quem está à frente nas pesquisas – no caso, Dilma – larga em vantagem.

Mas a petista não se contentou com esse trunfo. Seu principal acerto foi captar a singularidade das perguntas, demonstrando estar interessada não só em expor seu plano geral de governo – mas também em dar perspectivas até para questões mais pontuais. De longe, foi Dilma quem conseguiu estabelecer um diálogo mais franco e natural com o grupo de eleitores indecisos. Ao mesmo tempo, Dilma frisava melhor as diferenças de concepções e projetos das duas candidaturas.

Serra, ao contrário, causou ruído já na hora de agradecer às perguntas que lhe foram feitas. Pesquisas qualitativas realizadas durante o debate apontaram particular rejeição à maneira como Serra, com sorriso forçado e de forma pouco convincente, atribuía “grande importância” a todas as questões.

Sem contar suas frases de efeito, ocas a não mais poder: “Investir no serviço público é melhorar a autoestima do país”; “A batalha da saúde tem que ser para que hoje seja melhor do que ontem e amanhã melhor que hoje”; “A primeira condição para enfrentar o problema da segurança é admitir que o problema é sério”; “Saúde e segurança são a vida, mas a educação é o futuro”.



Funcionalismo

Logo na primeira pergunta do debate – sobre propostas para os servidores públicos –, as diferenças entre Serra e Dilma se impuseram. Serra, um notório inimigo do funcionalismo, defendeu propostas genéricas – “a carreira e o concurso, a valorização dos profissionais”, a “despartidarização” das agências reguladoras.

Mais tarde, o tucano teve a oportunidade de voltar ao assunto, quando uma eleitora baiana contou estar penalizada pela filha, que é professora sem ser valorizada. Serra disse defender um pacto nacional pela educação (abstração pura) e o combate ao analfabetismo. E a valorização do professor – onde é que fica?

Dilma, em suas réplicas, lembrou que o governo Lula já iniciou uma política de valorização do funcionalismo, com destaque para a aprovação do piso salarial nacional dos professores. Para se diferenciar da política à “base de cassetetes” praticada pelo PSDB em São Paulo, a candidata mostrou que não há saída para o funcionalismo se o governo não ouvir os principais interessados. “Um governante não pode estabelecer uma relação de atrito quando o professor pede diálogo.”

Serra acusou o governo Lula de “duplicar impostos sobre saneamento”, mas patinou ao fugir do compromisso de desonerar a folha de pagamento em benefício dos pequenos empreendedores. “Temos de ser responsáveis, não é moleza”, argumentou. Dilma não perdeu a oportunidade e defendeu abertamente “uma reforma tributária que diminua a oneração”.

Percebemos que, quando diminui a tributação, não diminui a arrecadação”, afirmou Dilma, pondo em destaque as inúmeras reduções do IPI pelo governo Lula durante a crise de 2008-09. “Eu concordo com a desoneração. A pessoa contrata mais, e mais pessoas consomem. É um círculo virtuoso.”

Uma eleitora relatou o trauma de ter sido assaltada a mão armada. Serra voltou a bater na tecla da criação de um Ministério da Segurança Pública e no combate ao tráfico de drogas. Dilma, mais sensível, disse que boa parte da criminalidade exige uma ação específica. Comprometeu-se, assim, a levar polícias comunitárias aos bairros populares, com ação concentrada e fiscalização.



Social

Um eleitor de São Paulo cobrou iniciativas para que os programas sociais, como o Bolsa Família, não sejam “vitalícios". Outro, do Paraná, reclama que os brasileiros pagam muito impostos, sem receber nada em troca. Dilma interveio a favor dos programas sociais – uma questão que, segundo ela, será “central” em seu governo.

Agregou que o ProUni, com seus mais de 700 mil beneficiados de renda média e baixa, é um exemplo de como o governo Lula tenta incluir quem paga imposto e foi historicamente desprezado. Serra, mais uma vez, tentou fazer da pergunta um trampolim para ele falar de seu programa para outras áreas – “Política social é também saúde e segurança”, tentou justificar-se.

Quando o eleitor de Pernambuco reclamou que seis irmãos seus estão na informalidade e não conseguem pagar a Previdência, Serra falou em “empuxo político” e incentivo ao empreendedorismo. “Se a contribuição for pesada, ninguém vai pagar”, rebateu Dilma, em defesa da formalização máxima do mercado de trabalho e, somado a isso, de contribuições variadas à Previdência de acordo com a faixa de renda.

Nas considerações finais, uma inesperada manipulação: a Globo usou câmeras panorâmicas para expor Dilma, enquanto Serra mereceu uma transmissão em close. As reações de protesto no estúdio foram automáticas. No conteúdo, Dilma disse representar a continuidade de “um projeto que fez com que o Brasil despertasse para a consciência de sua grandeza”.

Saber enfrentar Serra e a Globo, a dois dias das eleições, também mostra como Dilma percebeu sua própria grandeza e está à altura de governar o Brasil. A vitória ficou mais próxima. Que venha 31 de outubro!
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Fonte: Portal Vermelho

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dilma x Serra e respectivos aliados

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Fonte: Charge do Maringoni no Site Carta Maior

Reitor Akel justifica sua posição pessoal em cima do muro na eleição presidencial

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Anteontem foi publicada na página principal de internet da UFPR uma matéria explicando posição da Reitoria da UFPR sobre a disputa presidencial do 2. turno entre Dilma e Serra.  Ali se defende uma posição de "independência republicana" da Universidade Pública perante as duas candidaturas.  


Ora, que a UFPR, que a Reitoria como instituição que é gestora e porta-voz da UFPR, tenha independência e não se atrele a nenhum partido ou candidato, é coisa que não se discute. A Universidade Pública deve ser suprapartidária e plural, um democrático espaço de debate de todas as ideias correntes na sociedade brasileira.


O que se questiona é o fato de a pessoa do sr. Reitor, como cidadão com natural prestígio e discernimento do que se passa na política brasileira, se escorar no biombo institucional para não assumir nenhuma posição pública individual que lhe é de direito.  Zaki Akel recusou-se até a colocar sua assinatura num Manifesto de Reitores das Universidades Federais que nada mais fazia que reconhecer bons êxitos e acerto de rumo da política educacional do Governo Lula, no qual nem havia referência a candidatos.  Preferiu fazer um  documento formal só da Reitoria da UFPR agradecendo apoio do Governo (claro, com a colossal verba de REUNI enviada à UFPR!) e apontando sugestões para o futuro, documento que foi entregue tanto a Serra quanto a Dilma recentemente.


Para nós, é comoda, anódina, insípida e inodora politicamente a postura adotada pelo professor Zaki Akel.  Possivelmente motivada também por certos pendores dele por ideias da turma de bico comprido, amizades e parentescos nesse avícola ninho neoliberal.  Enfim, a típica posição sit on the fence* ("em cima do muro") com a qual muitos criticam o PSDB, querendo ficar de bem com gregos e troianos, espartanos e persas, e no final não agradando ninguém nem realizando nada realmente marcante na UFPR.
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(*)Como nosso reitor provem da área da Administração e Marquetingue, onde o debate é sempre recheado de expressões em inglês Harvardiano em torno dos cases, fizemos aqui uma homenagem. Engraçado é que a pronúncia de "sit on the fence" pode ser confundida com "sit on defense", que traduziríamos livremente como "ficar na defensiva"...

4 dias de fúria midiática rumo à bala de prata

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A fúria midiática foi surpreendida por pesquisas mostrando prejuízo para José Serra depois do factóide da suposta “agressão petista” que teria sofrido em comício na zona Oeste do Rio. Pelo visto, o aumento da vantagem de Dilma Rousseff detectado pelos institutos Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi se deveu à descrença popular na encenação do tucano e na “prova”, forjada pela Globo, de uma segunda “agressão” naquele evento ou ao aborto de Mônica Serra.


Outro factóide que pôs a fúria midiática em stand by no início da semana foi matéria publicada pela Folha de São Paulo ontem, que mostra que há muito mais de racionalidade nessa fúria – ou em parte daqueles que ela move – do que poderia supor a nossa vã filosofia. Surpreendentemente, a matéria foi sobre o imperscrutável governo paulista, com as suas montanhas de escândalos eternamente encobertos inclusive pelo jornal que surpreendeu.


Se a Folha quisesse mesmo investigar as escandalosas obras do metrô paulistano, obras que tiveram agora, surpreendentemente, uma de suas concorrências viciadas denunciada pelo diário mais chapa-branca paulista, teria que se manter no assunto por meses.

Surpreendentemente, o assunto ainda está em pauta ao menos no jornal que fez a primeira denúncia que afeta Serra negativamente que a imprensa de São Paulo publicou em muitos meses, em contraposição às denúncias diárias que faz ao governo Lula há quase oito anos ininterruptos. Mais fácil do que crer em uma súbita conversão ao jornalismo por parte do jornal paulista, portanto, é supor que nesse mato tem coelho.

Da última vez que a Folha divulgou algum fato mais negativo para tucanos foi no fim de 2009, quando, depois de 18 anos, noticiou o filho secreto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com uma jornalista da Globo, fato que simboliza a promiscuidade entre tucanos e mídia como nenhum outro. E essa divulgação serviu para justificar um ataque hediondo que Lula recebeu daquele jornal, que colocou um desafeto do presidente para lhe fazer uma das acusações mais imundas que já lhe foram feitas, a do “menino do MEP”

Não parece exagero ou teoria conspiratória, portanto, prever que a divulgação sobre uma das muitas maracutaias que todos sabem que ocorre no governo paulista tenha tido como objetivo justificar o disparo da verdadeira bala de prata que está sendo forjada para tentar ajudar Serra a derrotar Dilma, pois, apesar de a mídia ter repercutido muito discreta e sobriamente o escândalo do metrô de São Paulo, o que denunciar contra Dilma será martelado até que as urnas sejam desligadas no próximo domingo.

A verdadeira bala de prata a ser disparada contra Dilma nesta eleição talvez seja o produto da ação do jornal paulista na Justiça Militar que tenta extrair de lá os arquivos da ditadura sobre Dilma, nos quais obviamente ela foi acusada de toda sorte de crimes para justificar as sevícias e o encarceramento que sofreu aos 19 anos de idade.

Ou talvez esteja no conteúdo do excelente trabalho investigativo que o repórter da Rede Record Rodrigo Vianna vem fazendo nestas eleições e que deu conta de que estaria sendo preparado um ato de violência por sequazes da campanha de Serra vestindo camisetas do PT, na linha do que este blog também supôs recentemente.

Ou, finalmente, talvez seja algum ataque mais pessoal a Dilma, sem relação com a sua militância na ditadura ou com algum suposto ilícito, mais na linha da moralidade, como demonstraram os boatos sobre aborto ou lesbianismo.

Só há uma certeza em todas as cabeças, seja de tucano, de petista ou da torcida do Corinthians: alguma armação contra Dilma a direita midiática está preparando, e é tão virulenta que foi necessário finalmente fazer alguma denúncia a Serra para Justificar o que será feito contra a adversária dele. É uma certeza oriunda da observação de oito anos de rancor midiático, ora convertido em fúria.

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Fonte: Edu Guimaraes - Blog da Cidadania

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Físico paulista desmonta bravatas alardeadas por Serra como Min. da Saúde

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Genéricos e outros mistérios
Como consequência da Guerra das Malvinas [1982], quando a Argentina, por ter abdicado da produção própria de fármacos, ficou desabastecida de medicamentos, o governo militar brasileiro aprovou um programa, por mim proposto, de desenvolvimento dos princípios ativos (fármacos) dos 350 remédios constituintes da farmácia básica nacional.
Estimava-se que, em dez anos, seria possível desenvolver, por engenharia reversa, pelo menos 90% desses produtos. De fato, em pouco mais de três anos, cerca de 80 processos já haviam sido desenvolvidos e 20 produtos já estavam sendo produzidos e comercializados por empresas brasileiras.
O sucesso inicial desse projeto permitiu que fosse iniciada por mim, nesta Folha, uma campanha de esclarecimento sobre medicamentos genéricos, o que não teria sentido sem a produção própria de fármacos.
Precipitadamente, o governo Itamar Franco tentou lançar a produção de genéricos. O poderoso cartel de multinacionais de medicamentos se insurgiu. Ameaçou-nos de desabastecimento, de verdadeira guerra. Derrotou e humilhou o Ministério da Saúde.
Poucos anos depois, esse cartel não somente cedeu prazerosamente ao ministro José Serra, então na pasta da Saúde, como até fez dele seu “homem do ano”.
Seria o costumeiro charme do ministro? Seu sorriso cândido? Senão, qual o mistério?
Como consequência da isenção de impostos de importação para o setor de química fina, da infame lei de patentes e de outras obscenidades perpetradas pela administração FHC, mais de mil unidades de produção no setor de química fina, dentre as quais cerca de 250 relativas a fármacos, foram extintas. Além do mais, cerca de 400 novos projetos foram interrompidos.
Os dados foram extraídos de boletim da Associação Brasileira de Indústria da Química Fina. Em poucos anos, o deficit da balança de pagamentos para o setor saltou de US$ 400 milhões para US$ 7 bilhões. Quem acha que, com isso, Serra não merece o título de homem do ano das multinacionais de medicamentos?
Também os “empresários” brasileiros do setor de genéricos têm muito a agradecer ao ex-ministro da Saúde, pelas suas margens de lucro leoninas. Basta ver os imensos descontos oferecidos por quase todas as farmácias, que com frequência chegam a 50%. Os genéricos do Serra nada têm a ver com os genéricos que planejamos.
E o tão aclamado programa de Aids do Serra? É compreensível que todos os seres humanos, e talvez também o ministro Serra, tenham se comovido profundamente com a súbita e aterrorizante explosão da Aids. Que oportunidade sem par para políticos demagógicos!
A ONU homenageou o então ministro Serra pelo mais completo e dispendioso programa de apoio aos doentes de Aids de todo o planeta. Países ricos, com PIB per capita dez vezes maiores que o nosso, ficavam muito aquém do Brasil. Como foi possível? E por que será que, nesse mesmo período, os recursos orçamentários destinados ao saneamento básico não foram usados?
O então dispendioso tratamento de um único doente de Aids correspondia à supressão de recursos para saneamento básico que salvariam centenas de crianças de doenças endêmicas, com base em uma avaliação preliminar. Será que Serra desviou recursos do saneamento básico? Mistério!
Mas persiste o fato de que, durante a administração Serra na Saúde, os recursos destinados ao saneamento, à época atribuídos a esse ministério, não foram aplicados.
Mesmo sem contar mistérios como aqueles dos “sanguessugas” e da supressão do combate à dengue no Rio, entre outros, considero pífia, eminentemente pífia, a atuação de Serra no Ministério da Saúde.
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Fonte:
 Folha de S. Paulo, 26/10/10. Artigo de Rogério Cezar de Cerqueira Leite, 79, físico, professor emérito da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), presidente do Conselho de Administração da ABTLuS (Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron) e membro do Conselho Editorial da Folha.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dilma tem 57% e Serra aparece com 43%

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Pesquisa Vox Populi divulgada nesta segunda-feira (25) pelo portal iG mostra a candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, com 49% das intenções de voto, enquanto José Serra (PSDB) figura com 38%. Na mostra anterior, divulgada no dia 19, Dilma tinha 51% e Serra, 39%. A diferença entre os dois candidatos passou de 12 para 11 pontos porcentuais. Os votos em branco e nulos somam 6%, mesmo índice da sondagem anterior, e os indecisos passaram a 7%, ante 4% no último levantamento. 

Se levados em conta apenas os votos válidos, Dilma aparece agora com 57%, enquanto Serra tem 43% - uma diferença de 14 pontos porcentuais. De acordo com a mostra, 88% dos entrevistados disseram estar decididos sobre em quem votar. 

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Fonte: Revista IstoÉ

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Comício de Dilma com presença de Lula dia 26, na Cidade Industrial de Curitiba

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Exibir mapa ampliado


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva virá a Curitiba nesta terça-feira (26) para participar de um grande comício na Cidade Industrial e reforçar a campanha de Dilma Rousseff no Paraná. A concentração começa às 19h00 na rua Senador Accioly Filho, em frente à Eletrolux (veja mapa acima com a localização aproximada).

Dilma contará também com o reforço das lideranças aliadas locais, em especial da senadora eleita pelo PT,  Gleisi Hoffmann, além do governador Orlando Pessuti (PMDB), do ex-governador e senador eleito, Roberto Requião (PMDB), e do candidato ao governo no primeiro turno, senador Osmar Dias (PDT). Todos estão sendo mobilizados para percorrer suas bases eleitorais no Paraná.



Este será o terceiro comício de Dilma em Curitiba, com a presença de Lula.  Os primeiros ocorreram ainda no 1o. turno, um na Boca Maldita e outro no bairro do Sítio Cercado, sempre com participação de muitos milhares de curitibanos.  Em contraste, Serra e seus tucanos de bico sujo não conseguiram fazer um comício sequer na capital paranaense, temendo pela baixa presença de público.


Participe e demonstre seu apoio à continuidade de todas as realizações do Governo Lula em defesa do fortalecimento do ensino público e gratuito brasileiro.

Privatização via OS e voto no segundo turno

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Organização Social (OS) é um esquema bolado por quem quer terceirizar e privatizar a prestação de serviços públicos.  O candidato neoliberal José Serra é um dos governadores que muito usou esse modelo para entregar a grupos privados o dinheiro público, os quais então se encarregam de geri-lo para prestar os serviços.  Isso configurou extensa terceirização principalmente na área de Saúde de São Paulo, com boa rentabilidade para os donos das OS.


Se acontece o infortúnio de José Serra vencer a eleição de 31/10, ele irá expandir esse modelo de gestão para todo o Brasil, uma maravilha para os grupos privatistas.  Por isso, para defender e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), assegurando financiamento público decente, é lógico votar agora para evitar a chegada ao governo de um presidente privatizante. Isto é, votar em Dilma!  Votar em Dilma para não ficar depois chorando as pitangas e dando com o nariz na porta do Palácio do Planalto ocupado pelo candidato da baixaria.


Ora, o site do Sinditest publicou hoje uma matéria narrando uma audiência no STF para barrar de vez as OS nos serviços públicos (luta que já dura 12 anos...).  A matéria é assinada por um diretor do Sinditest membro do partido que lançou Plínio de Arruda no 1. turno.  Embora esse partido tenha recomendado "voto anti-Serra" no 2. turno, não fica claro se isso equivale a voto em Dilma ou -  ilogicamente - voto nulo.   Para esse diretor do Sinditest e seus companheiros de ideologia, o site gaúcho CloacaNews publicou o "novo modelo de urna eletrônica" especialmente feito pelo TSE...



Sete dias de fúria midiática - buscando um cadáver

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Os últimos lances de uma corrida presidencial pautada pela fúria midiática continuaram surpreendendo. Ao contrário do que se pensava, a ofensiva teatral da bolinha de papel saíra pela culatra, apesar daquela que talvez tenha sido a maior farsa já encenada neste país em termos de apoio publicitário a supressão e/ou inversão dos fatos em prol de José Serra.

No oitavo dia da furiosa campanha da mídia para eleger o candidato tucano, vazaram dados das pesquisas diárias que o PT encomendara aos institutos Vox Populi e Ibope. Os trackings, cuja função não consiste em apurar números precisos, mas, sim, tendências e reações do eleitorado, revelaram que aumentara a distância entre Dilma Rousseff e o adversário.
Chegou-se ao sétimo dia de irracionalidade cívica, ao domingo anterior ao domingo da eleição presidencial mais disputada em mais de duas décadas, em situação de quase esgotamento das opções de factóides para reverter os rumos da disputa. Serra não reage.
O país é tensionado pela mídia. Colunistas de grandes jornais, revistas, tevês, rádios, portais de internet saíram a insultar e a provocar petistas com suas zombarias triunfalistas, mas só até surgirem os sinais de que o tiro da bolinha de papel de dois quilos que os tucanos disseram que petistas atiraram contra Serra em um comício, saiu pela culatra.
A fúria midiática, como previsto, ia aumentando.
Na noite de 23 de outubro, dois dos blogs políticos mais lidos no país, o de Luiz Carlos Azenha e o de Rodrigo Vianna, repórteres da Rede Record, saem do ar no navegador Mozilla Firefox. Ao acessar os blogs de qualquer outro navegador, não havia problema. Mas ao acessar naquele navegador específico surgia uma falsa mensagem de que aquelas páginas estavam “infectadas”.
Ao fim da tarde do oitavo dia de fúria, portais de internet informavam que houvera novo risco de confronto entre militantes do PSDB e do PT na cidade paulista de Diadema. Novamente, uma tropa tucana fora a um reduto petista fazer provocações enquanto a mídia serrista buscava vender que quem estava na frente é que tentava melar o jogo eleitoral.
Entendendo a estratégia do PSDB e da mídia, os militantes petistas em Diadema abriram caminho para que os tucanos marchassem através da manifestação adversária, e formaram um “cordão de isolamento” do avanço dos esbirros de Serra e dos seus figurantes contratados. Enquanto avançavam pelo meio dos petistas impassíveis, os tucanos proferiam insultos.
Ainda no sábado 23 de outubro, os mesmos portais de internet anunciavam que marchas petista e tucana poderiam se encontrar no Rio, em Copacabana, mas que os petistas, novamente, recuariam para não fazer o jogo dos adversários, cada vez mais dispostos a melar o jogo eleitoral por contarem com a mídia para inverter os fatos.
A marcha petista na cidade do Rio no sétimo dia de fúria midiática foi sabiamente adiada pelos organizadores para ocorrer depois da marcha tucana, convocada para o dia e a hora em que já se sabia que haveria a marcha dos adversários.
A análise mais detida do rumo das coisas sugere que só não foi tentado um tipo de factóide para chocar o eleitorado e induzi-lo a votar no candidato da direita midiática. Tentou-se de tudo contra Dilma. Escândalos sexual (ou homossexual), religioso, de corrupção, de prática de violência física, mas nada deu certo. Serra continua não reagindo eleitoralmente.
Enquanto o clima de beligerância entre petistas e tucanos cresce retórica e fisicamente, tevês, rádios, revistas, jornais e portais de internet simpáticos a Serra – assumidamente ou aparentemente – põem lenha na fogueira com uma chuva de acusações, insultos e zombarias contra um dos lados e com vitimização do outro.
A história ensina que campanhas para comover sociedades contra alguém ou alguma coisa muitas vezes apelaram a cadáveres, a crimes de sangue em que “não restassem dúvidas” sobre a autoria, ainda que processos legais requeiram tempo para condenar ou absolver sob convicção absoluta, impossível de ser formada em míseros sete dias de fúria midiática.
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Fonte: Blog da Cidadania (Edu Guimaraes)

Lançado Manifesto da comunidade da UFPR em apoio a Dilma presidente

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Banquinha Pró-Dilma nas escadas da Reitoria


Na semana passada foi lançado documento de apoio à candidatura de Dilma Rousseff à presidência da República, subscrito por professores, técnicos e alunos da UFPR, UTFPR e IFPR. Uma banquinha foi instalada no pátio da Reitoria na terça (19) para assinalar a vinda à luz do "Manifesto de apoio à candidata Dilma e à continuidade das políticas educacionais do governo Lula".  Este Blog NaLuta apoia o conteúdo do Manifesto e já há um bom tempo vimos denunciando as mentiras, baixarias e o risco de retrocesso em caso de vitória do candidato neoliberal José Serra.


No documento, destaca-se a expressiva geração de empregos e a inclusão social de milhões de brasileiros promovidas nos dois mandatos de Lula, o fortalecimento da soberania nacional e o prestígio conquistado internacionalmente.


Especificamente na área de educação, ciência e cultura, destaca-se a "criação de novas instituições federais de ensino superior. Durante o período FHC não se criou sequer uma! Quatrorze novas universidades federais foram criadas no Governo Lula e construídos mais de 100 campi universitários pelo interior do país. O ensino técnico e tecnológico público, retomado e ampliado com a criação dos Institutos Federais..."


Outro tópico importante, no plano da valorização dos servidores, foi o início da "recomposição salarial dos funcionários da Educação... com a criação de novos níveis de carreiras."  Com efeito, depois de 8 anos penando sob FHC (1995-2002) com salários sob arrocho e até PDVs, foi no segundo mandato de Lula (2006-2010) que os servidores técnicos puderam recompor boa parte de seu poder aquisitivo nos reajustes escalonados de 2008 a 2010.


O texto completo pode ser lido nos impressos que estão circulando nas Federais do Paraná. Em sua primeira versão, ele é assinado por alguns diretores de Setor da UFPR, como os de Ciências Humanas, Biológicas, Jurídicas, da Terra, Sociais Aplicadas, Agrárias, e dos campi de Palotina e do Litoral. O reitor do IFPR assina o Manifesto, mas não o da UFPR.  Dentre as entidades, consta o apoio do presidente do Sinditest e, da Asufepar, apenas do Diretor José Carlos Belotto.  Quem quiser expressar seu apoio, pode enviar seu nome para o email  manifestoufpr@gmail.com.

Essa bolinha de papel doeu ! Saiba porquê

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Charge: Pelicano

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Se Veja fosse uma revista séria, a capa da próxima edição seria...

3 comentários:
Esclarecendo: Paulo Vieira de Souza (vulgo Paulo Preto), engenheiro que trabalha há 11 anos para os governos tucanos, foi acusado por membros do próprio partido do Serra de sumir com R$4 milhões do caixa da campanha eleitoral (está em reportagem da revista IstoÉ de Agosto/2010). A grande mídia que apoia Serra esconde o caso Paulo Preto. O Zé Pedágio Serra primeiro disse que não conhecia o cara. Um dia depois, derramou-se em elogios a Paulo Preto, porque sabe que ele é alguém que sabe muito da lama que a tucanada esconde.

Cuidado! Serra mente. E mente descaradamente, com cobertura da Santa Aliança midiática composta pelas famiglias Marinho (TV Globo, jornal O Globo, Portal G1, revista Época), Frias (Folha de S. Paulo), Mesquita (jornal O Estado de S. Paulo) e Civita (revista Veja).
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Ilustração: site Conversa Afiada

Para os que de fato se preocupam com o meio-ambiente: Serra não é "verde", é CINZA

Um comentário:
Veja acima o mapa de votação do 1. turno na Região Norte do Brasil. As áreas em azul são os locais onde o candidato neoliberal José FHC Serra venceu em 03/10.  Elas correspondem ao chamado "Arco de Fogo" do Pará, que concentra os municípios onde mais ocorre desmatamento. Ou seja, no reino dos madeireiros desmatadores, da turma da senadora ruralista Kátia Abreu (do DEM), o Serra já ganhou.  Então, está mesmo o Serra preocupado com o meio-ambiente e a preservação da Natureza ou só está (mais uma vez) exercitando sua hipocrisia para ganhar os votos dados a Marina Silva?