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domingo, 8 de junho de 2014

HC e EBSERH: reitor quer virar jogo no segundo tempo

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Em ritmo de Copa do Mundo, dá pra dizer que, no primeiro tempo da partida pelo "troféu HC", o time do movimento sindical meteu 1 a 0 na Reitoria da UFPR.  A mobilização de cerca de 500 manifestantes, da UFPR como de fora dela, preocupados com o destino público do HC, impediu a realização em condições normais de temperatura e pressão, da sessão do CoUn que votaria a entrega do HC à EBSERH, na última 4a.-feira (4/6).

O primeiro tempo do embate teve variados lances e, agora, no intervalo, comentários de um lado e de outro fazendo críticas duras sobre ambos os "times".

O site da UFPR publicou, pela ACS, sua versão sobre a suspensão do CoUn, em que o reitor Zaki Akel afirma:

"Nós repudiamos de forma veemente a ação dos manifestantes, que agiram de forma violenta e autoritária, impedindo o acesso de vários conselheiros e depois se retirando da reunião. Eles não respeitaram o espaço democrático que a UFPR e a Procuradoria da República abriram para debater a nova proposta, embora tenhamos feito oito audiências para discutir o assunto, mediadas pela Justiça, com as presenças dos seus próprios representantes."

Logo em seguida (6/6) a Reitoria veicula uma Nota de Repúdio ao que teria sido a "agressão cometida na tarde de quarta-feira (4/5) ao conselheiro Tibiriçá Krüger Moreira por manifestantes liderados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba (Sinditest), Diretório Central dos Estudantes (DCE) e Associação dos Professores das Universidade Federal do Paraná (APUFPR)", acrescida do link do youtube com a filmagem da ocorrência.

Por fim, a ACS reitera a versão da Reitoria em mais uma matéria em 6/6 e arremata o dia com uma crítica descabida à presença de pessoas de fora da comunidade da UFPR participando da manifestação sindical; para isto, publicaram foto em que aparece uma pessoa portando flâmula do MST no pátio e, em outra, uma faixa do SINTUFSC contra a EBSERH colada na janela da reitoria.  Tal crítica não cabe, revela postura política atrasada, conservadora; afinal um hospital como o HC interessa a toda a população brasileira.

Manifestantes bloqueiam entrada do Min. Público na tarde de 4/6

A réplica do Sinditest veio na matéria datada de 5/6, em que se esclarece a causa da segunda suspensão de sessão do CoUn na tarde do dia anterior: "a retirada de 17 conselheiros - três docentes, cinco técnicos administrativos e nove estudantes – foi o real motivo para a não realização da sessão do Conselho Universitário (COUN) da UFPR (...) no prédio da Procuradoria Federal do Ministério Público.  A saída desses integrantes da comunidade universitária inviabilizou a sessão, já que não houve quórum mínimo necessário, mesmo com a presença de 45 conselheiros, que já haviam entrado no prédio antes do início do protesto da comunidade universitária."

A Associação dos Professores da UFPR (Apufpr), que enviou alguns dirigentes para o ato anti-EBSERH, também produziu um vídeosobre os acontecimentos de 4/6.

O segundo tempo
A Reitoria convocou novamente o CoUn para apreciar o tema do contrato da UFPR com a EBSERH para amanhã, 2a.-feira (9), a partir das 14h00.  Porém, ainda não divulgou o local.  Pode-se naturalmente supor que a reunião dos conselheiros seja realizada em local que permita total controle de entrada e saída de pessoas, e operação eficiente de aparato policial que certamente estará presente em maior número e com planejamento para impedir invasões.

Diante da incógnita do local, o Sinditest convoca manifestação de estado de alerta para a manhã desta 2a.feira, a partir das 9 horas, no pátio da Reitoria, como se vê pelo banner no cabeçalho desta postagem.

Antes de o juiz apitar o começo oficial da Copa do Mundo em 12/6, os lances da partida de amanhã pelo HC, em que o reitor tudo fará para virar o jogo, prometem ser interessantes.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Sinditest quer servidores em massa para entregar Carta ao Reitor da UFPR

Um comentário:

A nota publicada hoje de manhã no site do Sinditest reforça o chamado, já postado por email no boletim eletrônico sindical, para que os servidores se concentrem na terça-feira, 30/11, no pátio da Reitoria, a partir das 10h00, e dali se dirijam até o gabinete do Reitor Akel para entregar documento rejeitando o ponto eletrônico na UFPR.  Ao mesmo tempo, recoloca-se no cenário a bandeira da redução da jornada de trabalho, no caso dos servidores, para 30 horas.

O relato oficial do Sinditest é o de que a Assembleia Geral da última quinta-feira (25) teria sido amplamente exitosa e aprovado por unanimidade a luta contra o ponto e pela jornada de 30 horas.  Se assim é, o primeiro teste do plano de mobilização será essa concentração na Reitoria amanhã de manhã.  Efetivamente o quorum de pessoas reunidas na Assembleia ou até mais gente comparecerá?

Da história de muitos chamados de indicativos de greve em assembleias, sabemos que uma coisa é o clima quente, varejado por denúncias daqui e dali, discursos inflamados e ânimos acirrados, em que a maioria dos presentes aprova a mobilização proposta. Mas, na hora do "vamos ver", pode por vezes acontecer uma razoável distância entre intenção e gesto.  Além disso, assim como em comentários de alguns leitores deste blog e também em conversas com pessoas por exemplo no recente almoço do Sinditest em 19/11, há bom número de servidores que defende a implantação do ponto eletrônico.  Parece que eles não foram para a assembleia de 25/11 defender seus pontos de vista, ou talvez esperem que uma eventual "maioria silenciosa" frustre a disposição da Diretoria do Sinditest.

Adiante explicitaremos mais opiniões sobre o tema do controle do trabalhador público pelo ponto e também sobre a redução de jornada para 30 horas.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ganhos e perdas do pessoal do RJU

3 comentários:
Neste começo de semana de agosto, os servidores do Regime Jurídico Único recebem o último dos 3 reajustes salariais conquistados pela Greve de 2007. Esses reajustes, escalonados em 2008, 2009 e este ano, foram resultado da última grande mobilização promovida pela FASUBRA, cujo Acordo final conquistou também o repasse do Auxílio-Saúde Suplementar per capita.

Deve ser assinalado que foi a gestão "Novos Tempos" do Sinditest quem - apesar de imensas dificuldades e até de sabotagens - conduziu aquela greve de maio a agosto de 2007 dentro da UFPR, último movimento a obter ganhos para o pessoal do RJU.


Em nítido contraste, a atual Diretoria do Sinditest, que usa o enganoso slogan de "Sindicato Para Todos", não apenas nada fez para obter conquistas palpáveis ao pessoal do RJU nesses anos (desde 2008) como ainda deixou que acontecesse perda salarial para mais de 2 mil servidores. Qual perda? A retirada dos 3,17% que estavam incorporadas ao vencimento básico desses mais de 2 mil trabalhadores, determinada por um juiz federal, executada pela PROGEPE, sem nenhum gesto de resistência dos "supercombativos" diretores do Sinditest.

Aí, ao mesmo tempo em que constatamos essa perda salarial do RJU, vemos a mesma Diretoria "Para Todos" celebrar que se obteve ganho real no Acordo Coletivo da FUNPAR de 2010... Um ganho de 2,16%, segundo o "Informe do Servidor", publicado pela ACS da Reitoria. Que bom para os trabalhadores da FUNPAR que tiveram esse ganho real, acima da inflação de um ano para cá. E o povo do RJU? Esses, que se conformem com a perda dos 3,17% (outubro/2009), e ainda comemorem e se satisfaçam com as competentíssimas explicações dos advogados do Sinditest (porque nessa hora o presidente do Sinditest não abre o bico em assembleia).

É. É mesmo um Sindicato "Para Todos"...

terça-feira, 18 de maio de 2010

19 de Maio, quarta-feira, 9 da manhã na Praça Santos Andrade, é dia de luta

5 comentários:

Convidamos trabalhadoras e trabalhadores da UFPR, FUNPAR e UTFPR para fortalecerem a luta contra o roubo de dinheiro público perpetrado na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), o escândalo dos "Diários Secretos" denunciado pela imprensa local. A partir do movimento estudantil, mas hoje incorporando já muitos sindicatos de trabalhadores e outras entidades, criou-se o "Movimento Caça-Fantasmas" - um canal para que o cidadão possa soltar sua voz de indignação nas ruas de Curitiba e do Paraná.


Nesta quarta-feira, 19 de maio, a partir das 9 da manhã, nas escadarias da UFPR na Praça Santos Andrade, vai acontecer nova - e grande - manifestação "Caça-Fantasma". Todo servidor e servidora da base do Sinditest que tiver condição de participar, deve ir à praça, ajudando a denunciar funcionários da ALEP e deputados estaduais corrompidos na orgia com o dinheiro que é do povo. Segundo investigação do MP e Polícia, somente 17 funcionários-fantasmas da ALEP teriam recebido 26 milhões de reais... E isso é só parte do esquema, acobertado por poderosos deputados estaduais que se beneficiam pessoalmente da coisa.


Sem pressão de povo nas ruas, deputados corruptos ficarão livres, impunes, debochando da cara atordoada de seus próprios eleitores, e ainda irão pedir voto para se reelegerem em outubro. Mudar é preciso. Basta de canalhice. Todos à luta!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Para reajuste salarial de 2011, negociações só em 2011 com novo governo

5 comentários:
O secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva (foto), deixou claro que este ano não haverá negociações de aumentos para servidores federais. Duvanier afirmou que "o processo de reajuste de salários está encerrado. A negociação de [próximos] reajustes deverá ser feita com o próximo governo".

"Nós passamos, nos anos de 2007 e 2008, por um grande processo de negociação com os sindicatos. O processo resultou em 47 acordos, que reajustou a estrutura remuneratória de todo o funcionalismo federal civil da União. O que estamos fazendo neste ano era o que já estava programado para acontecer, negociado com os sindicatos, com os ajustes para algumas carreiras. O processo está encerrado, inclusive porque temos em vigor os acordos com os sindicatos", destacou o secretário do MPOG.

Duvanier lembrou que está previsto em lei, para este ano, a terceira parcela do reajuste de maioria das carreiras e que todos os acordos foram resultado do processo de negociação.

O secretário atribui a insistência dos sindicatos em negociar novos reajustes ao sentimento de incerteza dos servidores com o futuro, com o fim do governo Lula. "Na verdade, há um sentimento dos sindicatos, com o fim do governo do presidente Lula, de que o futuro pode ser incerto e seria importante conquistar o máximo neste governo. É um sentimento que a gente percebe, há uma preocupação. Mas, é um equívoco, pois a maioria do que foi feito, foi negociado. Eles têm claro que não tem mais negociação salarial. Mas eles sabem que há um espaço de diálogo para fazer ajustes", ressaltando que a mesa permanente de negociação não discute apenas questões salariais e que não têm impactos orçamentários.
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Fonte: Clipping de Wagner Advogados Associados/Jornal O Dia de 05-04-2010

domingo, 4 de abril de 2010

Em preparação a Marcha de Servidores Federais a Brasília em 15 de abril

4 comentários:
Entidades do Serviço Público Federal, convocadas pela CONDSEF, reuniram-se em 24/03 para tratar da uniformização de ações das Entidades junto ao Congresso Nacional e demais atividades contra a aprovação do PLP 549/09, projeto de lei que vai na contramão dos interesses dos servidores públicos. Estiveram presentes na reunião a FASUBRA, a CONDSEF, a ASSIBGE, o ANDES, o SINDIFISCO e o SINASEFE.

Decidiu-se pela criação de uma Frente contra o PLP549/2009, com caráter amplo, buscando englobar entidades da sociedade civil como a ABI, OAB, CNBB, MST, Centrais Sindicais, entre outras que queiram defender um Serviço Público de qualidade.

Consensualmente, foram deliberadas as seguintes ações unificadas:

1.A Marcha que está programada para o dia 15 de abril, aprovada na plenária da CNESF, e que foi proposta pela FASUBRA em sua plenária de janeiro, ganhou uma proporção maior. O conjunto de entidades abraçou a proposta, e as perspectivas são de um ato de proporções maiores do que o inicialmente previsto. Isto demonstra que o momento é de unidade para derrotarmos o PLP 549/09, que pode congelar os salários por um período de 10 anos.

2.A elaboração de 3 documentos:
- para as bases dos trabalhadores;
- para a população;
- para os Parlamentares.

3.Será solicitado o agendamento de Audiências Publicas junto ao relator do PLP 549/09 e à Frente em Defesa do Serviço Público.

4.Será realizado um café da manha com os Deputados no Congresso Nacional, entre os dias 5 e 14 de abril.

5.As bases sindicais nos Estados devem fazer pressão sobre seus parlamentares, reavivando as frentes estaduais em defesa do serviço público, com ações como a agitação nos aeroportos (sobre os deputados que embarcam a Brasília toda semana) e a distribuição de material da Frente para informar as bases e a população, denunciando os efeitos nocivos do PLP 549/09


A Direção Nacional solicita a cada sindicato de base que comece a enviar informes sobre a sua participação na Marcha Nacional, com o objetivo de melhor se estruturar as atividades que acontecerão no dia, bem como a logística necessária para receber os trabalhadores presentes na atividade.
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Fonte: com informações da FASUBRA

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A demissão na FUNPAR, o reitor, o repúdio e a mobilização

12 comentários:

Congratulamos o departamento de imprensa do Sinditest. Contrariando a rotina hipoinformativa, desta vez ele foi ágil e publicou no site o resultado da Assembléia da FUNPAR no mesmo dia em que ela ocorreu (ontem, 27). Ali se pode ler as deliberações que tentam se contrapor à anunciada demissão de todo o quadro funpariano até o final deste ano, exigida pelo TCU.


O estado de mobilização permanente é uma óbvia necessidade, único meio de se cobrar das autoridades locais e ministeriais a informação exata sobre o que poderá ser feito do emprego desses trabalhadores, se de fato eles podem ter chance real de mante-los. Repetimos o já dito em matéria anterior neste blog: é safadeza vender ilusões ao pessoal da FUNPAR.


Por que o reitor da UFPR, prof. Zaki Akel, não foi nem mandou representante a essa assembléia da FUNPAR? Nem falamos das Direções do HC e da FUNPAR, pois estão subordinadas ao reitor. De duas, uma. Ou o reitor temeu a reação dos trabalhadores na assembléia diante de uma notícia ruim que ele pode já saber qual é. Ou ele ainda não sabe o que vai acontecer de fato, algo estranho para uma autoridade que conversa frequentemente com os ministros da Educação e do Planejamento.


O reitor tem que ser cobrado com determinação, e para que use clareza em suas respostas. À Diretoria do Sinditest não basta dizer aos trabalhadores que vai convidar reitor para nova assembléia, mandar ofício etc. Não basta aprovar moção de repúdio porque ele não deu as caras na assembléia (aliás, não publicaram no site o texto da moção nem disseram se a entregaram por escrito à Reitoria). Ela tem que mobilizar os trabalhadores para irem à Reitoria o quanto antes, e tirar tudo a limpo no cara-a-cara. Ou a Diretoria do Sinditest prefere ficar na conversinha amena, a portas fechadas com o reitor, em meio a cafezinhos e aguinha gelada?

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Resultado da Reunião TNS-UFPR

9 comentários:
Foi realizada ontem, 10/12, a primeira reunião dos Técnicos de Nível Superior da UFPR sobre a possível criação de uma ATENS local. Devido ao ainda pequeno número de presentes, houve apenas uma conversa preliminar sobre o assunto.

Como a maioria dos presentes foi de colegas aposentados, já um tanto distantes da realidade do movimento, colocou-se a situação de inércia e falta de mobilização dos TNS hoje, não só aqui na UFPR, como em quase todo o Brasil.

Houve momento de verdadeira nostalgia, visto que muitos dos participantes estiveram atuantes quando da criação da ASUFEPAR e em outros movimentos da década de 80. Naquela época já havia colegas pensando em uma Associação do Pessoal de Nível Superior - a idéia é antiga!

A unanimidade desta conversa foi no sentido de que a futura ATENS-UFPR, se acontecer, terá como objetivos principais:

1) lutar pelas questões mais específicas da carreira;
2) promover cursos, palestras, seminários e afins voltados para os interesses da categoria TNS;
3) levar aos sindicatos de base e à FASUBRA as reivindicações da Associação, pressionando para que esta parcela da categoria, que eles também representam, seja levada em consideração;
4) buscar apoio de outras ATENS e até mesmo de outras entidades representativas.

Em síntese foi essa a conversa de ontem, sem poder decisório nenhum. Em março de 2010 será chamada uma reunião com todos os TNS, a fim de que se possa dar continuidade ao debate. Espera-se que cada TNS cumpra o seu dever e participe efetivamente, afinal, "quem sabe faz a hora, não espera acontecer"!

Um abraço a todos, Feliz Natal e até março de 2010.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Governo Lula, os de cima e os de baixo

2 comentários:
Por que a enrolação quanto ao reajuste dos servidores públicos? Até as pedras devem saber que a crise mundial capitalista está, sim, reduzindo os recursos no cofre do governo. Entendamos então o jogo. Ele consiste em ver quem demonstra mais força na disputa para onde vão tais recursos.


O lobby dos "de cima", como diz o economista Márcio Pochmann do IPEA, atua constantemente, dia após dia, em cima das autoriades do governo Lula e de parlamentares, além de possuírem um exemplar representante do grande capital financeiro na Presidência do Banco Central, o criminoso que mantém juros altos e atrapalha com isso o enfrentamento da crise. Repita-se: esse lobby dos muito ricos atua DIRETO, com PROFISSIONALISMO com DINHEIRO e PODER de MIDIA para pressionar o Governo e impressionar/enganar a opinião pública.


A grande mídia, todo santo dia, repete que os investimentos sociais e de folha de pagamento do Governo são "gastos" excessivos. Com particular fúria todos os grandes jornais escritos e falados atacam os salários dos servidores, chegam a dizer que seria um "desrespeito" com o povo pobre que se conceda os reajustes para o funcionalismo este ano, de qualquer monta e em qualquer mês. Fazem isso porque querem que o dinheiro público sobre para favorecer especuladores da colossal dívida pública, as mega-empresas e bancos.

E o lobby dos "de baixo"? Ainda não se fez sentir com força, nem com pressão regular em cima do governo, denunciando firmemente os financistas gananciosos e bandidos. A tarefa do movimento sindical, de TODAS as CENTRAIS SINDICAIS, que tem que se unir, é mobilizar as bases para ir mandar o lobby dos "de cima" ao diabo. Para dizer que o governo deve investir em salários, fortalecimento do emprego e do mercado interno, em mais presença de Estado, em mais obras de infra-estrutura do PAC, em politicas sociais contra a crise.

O Presidente Lula está certamente esperando que aumentem as vozes e as marchas dos "de baixo", pois por enquanto ele deve estar de ouvido inchado escutando na maior parte do tempo a ladainha da rica grande burguesia brasileira e seus comparsas estrangeiros. Contudo, se o povo se mobilizar com potência, o presidente terá o necessário apoio social para tomar as medidas que ajudem os trabalhadores, pois o governo sozinho não tem nem coragem nem força para bancar medidas mais ousadas.

É isso que está por trás dessa enrolação quanto ao cumprimento dos acordos de greve. Portanto, nossa tarefa como movimento sindical é pensar e executar as seguintes palavras: MOBILIZAR, ORGANIZAR, AVANÇAR NA LUTA!

segunda-feira, 31 de março de 2008

A Marcha de cada um

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Sinditest fala das mobilizações de outras categorias de trabalhadores mas silenciou sobre a Marcha da FASUBRA no dia 26/3 em Brasília

Viva! Bravo! Bravíssimo! Eis que a direção do Sinditest publica no dia de hoje dois informes sobre movimentos programados por companheiros(as) trabalhadores(as) das áreas da Saúde (SindSaúde), do funcionalismo municipal (SISMUC) e dos Correios. Como defensores da perspectiva classista no sindicalismo, o Movimento Avançar na Luta igualmente presta solidariedade à luta desses trabalhadores.

Curioso é que o Sinditest tenha tanta presteza para noticiar as marchas de luta daquelas categorias de nossa capital, mas não tenha publicado uma vírgula (que dirá convocar!) acerca da Marcha do dia 26/3 em Brasília, chamada pela FASUBRA com outras entidades para pressionar pela Convenção 151 da negociação coletiva e cobrar cumprimento dos acordos salariais.

Uma Marcha nacional que interessava diretamente aos servidores técnicos, ainda mais neste momento de incerteza quanto ao instrumento legal que garantirá o reajuste de maio no Congresso, em que é preciso pressionar parlamentares a votar logo o Projeto de Lei.

Esse desprezo da atual diretoria do Sinditest à mobilização de Brasília até parece coisa de quem - na prática - não se sente mesmo "pai da criança" das vitórias da Greve de 2007...

quarta-feira, 26 de março de 2008

Reajuste de Maio - na Medida ou...

Um comentário:
(*)ATUALIZADO às 14h30

Nesta quarta-feira, saindo da frente da Catedral de Brasília, caravanas de trabalhadores de numerosos estados realizam uma Marcha pela Esplanada dos Ministérios. A FASUBRA e seus sindicatos de base ativos, ao lado da CONDSEF e outras entidades, pressionam o Congresso Nacional a ratificar as Convenções da OIT 151 e 158, que asseguram a negociação coletiva/data-base no serviço público (bom pro pessoal RJU) e protegem os trabalhadores contra demissões sem justa causa (bom pro pessoal da FUNPAR).

Além disso, também é bandeira de luta a garantia do cumprimento integral dos acordos firmados pelo governo com o funcionalismo, no sentido de que os reajustes já negociados sejam enviados ao Congresso por Medida Provisória (MP) e não via Projeto de Lei (PL). O PL tem trâmite mais moroso e pode não garantir que, no caso dos técnicos-administrativos das IFES, o reajuste de 2008 possa ser pago já em maio.

Para complicar, justo agora a oposição de direita ao governo Lula (PSDB e DEM) resolveu obstruir os trabalhos do Congresso protestando contra o que alega ser excesso de MPs emitidas pelo Palácio do Planalto. Por conta disto, a MP do reajuste da FASUBRA ainda não foi enviada ao Congresso. Portanto, a Marcha em Brasília no dia de hoje cumpre importante papel de pressão. Papel que a direção atual do SINDITEST – entre chequinhos de convênio e aulas de dança - lamentavelmente não está ajudando a desempenhar.
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(*)ATUALIZAÇÃO - 14h30
REAJUSTE SERÁ MESMO POR M.P.
Depois de duas horas de reunião com os líderes da base aliada na Câmara e no Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou que pretende baixar novas medidas provisórias nos próximos dias. Uma delas é a que concede reajuste salarial a cerca de 800 mil servidores públicos.


"Tem matéria que é muito difícil não tratar por medida provisória. O reajuste dos servidores vai ter de ser por MP. Se a gente mandar por projeto de lei, a gente vai pôr todos os servidores dentro do Congresso fazendo pressão", argumentou Lula, segundo um de seus assessores. "Então, é melhor que seja por MP, porque tira a pressão sobre o Congresso", disse o presidente.


Com 23 medidas provisórias tramitando no Congresso Nacional e a decisão da oposição em não votá-las enquanto não for aprovado um novo rito de tramitação, o Palácio do Planalto ficou na dúvida sobre a forma que encaminharia a proposta de reajuste para o Legislativo. Mas com as declarações de líderes oposicionistas, como ACM Neto (DEM), de que o reajuste não seria prejudicado, Lula decidiu insistir na MP, que permite que os novos salários entrem em vigor assim que ela for editada.

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Fonte: Jornal de Brasília/Coluna Ponto do Servidor-26/03

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Centrais Sindicais se unem em defesa do servidor e de tributação justa

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Reunidos na quinta-feira (10/1), na sede nacional da CUT em São Paulo, dirigentes das centrais CUT, Força Sindical, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Nova Central Sindidal dos Trabalhadores (NCST) aprovaram realizar ações conjuntas em defesa dos recursos dos programas sociais e da manutenção dos acordos firmados com os servidores públicos - garantindo os reajustes e a realização de concursos para novas contratações. A decisão das centrais é uma resposta a pressões da mídia e a ameaças de setores do próprio governo de que tais cortes seriam necessários após o fim da CPMF.


''Cortes? Só no superávit primário e na especulação financeira'', repetiam os sindicalistas. Eles defendem que o Estado tem o papel de alavancar o desenvolvimento, não podendo abrir mão de recursos fundamentais para o atendimento das necessidades da população brasileira. Diante da queda de braço e das versões enganosas da grande mídia, as Centrais pretendem mobilizar a sociedade, reapresentando ao Governo e ao Congresso Nacional sua proposta de Reforma Tributária, formulada durante a Jornada pelo Desenvolvimento com Distribuição de Renda e Valorização do Trabalho.


Sem pressão desde a base não se garantirá uma reforma de impostos diretos que taxem os mais ricos, como a constituição de uma nova estrutura da Tabela de Imposto de Renda e o aumento do inexpressivo Imposto Territorial Rural. As grandes heranças e o Imposto sobre Grandes Fortunas fazem parte também dessas medidas.


Na avaliação de Antonio Carlos Spis, membro da CUT e da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), ''esta ação unitária é decisiva para fazer frente à campanha depreciativa e de desinformação feita pela mídia, que quer impor sua pauta contra o projeto político em curso, o que provocaria um retrocesso''. ''Não vamos admitir em hipótese alguma a retirada de recursos das áreas sociais. A redução do superávit primário é a melhor alternativa, assim como maior taxação dos especuladores'', acrescentou.


Nos comentários das grandes redes de jornais, rádios e TVs, cada vez mais fica notório o esforço para pressionar o governo no sentido de que promova cortes nos direitos sociais, se prejudique o salário mínimo e os servidores públicos, a fim de que as forças conservadoras possam colher frutos nas próximas eleições. Carlos Rogério, dirigente da recém-fundada Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), denuncia: ''A mesma mídia defensora do projeto neoliberal de Fernando Henrique, que quebrou o Estado e inviabilizou seu papel de indutor do desenvolvimento, agora quer semear mais confusão entre governo e trabalhadores, engrossando a campanha para que acordos com o funcionalismo sejam descumpridos''.


Engrossando o movimento das Centrais Sindicais, outras entidades - entre elas, UNE, MST, CNBB - publicam um Manifesto chamado "Por uma Reforma Tributária Justa", buscando envolver mais setores que pressionem o governo a não ceder à algazarra neoliberal de tucanos, DEMos, Leitões e Jabores.


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Fonte: com informações do Portal Vermelho e doPortal Mundo do Trabalho