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quarta-feira, 11 de março de 2015

PSTU finalmente chega ao poder! Na Lua...

Um comentário:
Sim, leitores e leitoras! Só pode estar no mundo da Lua quem erra tão feio na avaliação do tenso cenário brasileiro. Na Lua, onde não mora ninguém, não rola luta de classes com suas nuances e ziguezagues, o PSTU toma fácil, fácil o poder. Pra governar pra ninguém, neste caso igual como na Terra, onde esse partido ultraesquerdista e fora da realidade também não governa para ninguém no Brasil. Nos três poderes da República, o PSTU só tem dois vereadores no país inteiro! 

Isto porque esse partido de iluminados, donos da verdade única da revolução brasileira, em meio à tremenda polarização entre esquerda e direita, expressa nos Atos dos dias 13 e 15 de março respectivamente, resolve conclamar os trabalhadores a não participarem de nenhum deles.

Os fieis seguidores dessa política nefelibata do PSTU dentro da Diretoria do SINDITEST produziram uma matéria nesse aloprado sentido, chamada “Nem dia 13, nem dia 15”, publicada hoje (11). Quem tiver paciência, leia o longo amontoado de asneiras, em que dizem que “os trabalhadores devem organizar suas próprias manifestações”. Como o PSTU é um tipo de novo profeta bíblico, só esse partido pode definir quem autenticamente “é trabalhador” e o que seria autenticamente uma “manifestação de trabalhadores”, certo?  Uma espécie de Inmetro da revolução brasileira. 

As “próprias manifestações” seriam somente as da Conlutas, esse arremedo de central “sindical”, que congrega menos de 2,5% do total de sindicatos do Brasil? O resto da esquerda não presta. Ah, tá. (Para comparação, a CUT tem mais de 36% e a CTB tem mais de 9% do total do Brasil.)

O presidente nacional do PSTU, no site desse partido, pregando o “Nem dia 13, nem 15”, direto de sua estratosfera baixa aos terráqueos a diretiva: “Nós precisamos sim fortalecer a luta contra o governo de Dilma... E no desenvolvimento destas lutas vamos construir uma alternativa de governo...”. Ele não diz nem como é essa “alternativa de governo” nem os caminhos para chegar a isso, nem quando. Enquanto o paraíso lunático do PSTU não vem, os pobres e os trabalhadores que fiquem então aguardando, sem receber nenhuma política pública de governos que o PSTU acusa de “reformistas” e “traidores”.

O país está fervilhando entre os arreganhos da direita megagolpista e um governo Dilma de centro-esquerda que está acuado, há risco real de algum tipo de golpe, mas o PSTU orienta que todos fiquem numa torre de marfim de pureza ideológica. Que não é torre, é o mundo da Lua mesmo. Fica parecendo que nunca estudaram História do Brasil. Ou então servem conscientemente a interesses outros, forâneos, que não são os do Brasil como pátria soberana.

A neutralidade diante da ameaça de golpe de Estado é apoiar o golpe

Um comentário:
Agora, chegamos ao ponto em que as ilusões sobre a possibilidade de golpe de Estado no Brasil estão fora de questão. Todos os líderes da direita deixaram claro que pretendem remover Dilma Rousseff da presidência nos próximos 30 dias.

Por Rui Pimenta, no site do PCO

Desde 2013, vimos apontando que o imperialismo, impossibilitado de remover os governos da burguesia nacional dos países atrasados pela via eleitoral, se via obrigado a substituí-los por meio de golpes de Estado.

Os golpes de Honduras (2009) e, principalmente, do Paraguai (2012) marcam o ponto de inflexão desta política. Egito (2013), Ucrânia (2014) e Tailândia (2014) o confirmam.

Todos os governos de inclinação nacionalista da América Latina estão submetidos ao cerco político do imperialismo: Argentina, Equador, Venezuela, Bolívia etc.

No Brasil, a campanha golpista pretende atingir um novo patamar com a manifestação de 15 de março próximo, para a qual estão sendo investidos enormes recursos. O tema central da campanha golpista é, como é de hábito nas campanhas políticas da direita ligada ao imperialismo estrangeiro, a corrupção. Sob esta bandeira, estão mobilizando uma fração mais despolitizada, direitista e conservadora das classes médias.

A ninguém é permitido negar que esta manifestação e a campanha da qual é uma espécie de coroamento são organizadas, dirigidas e orientadas politicamente por uma ampla frente única de direita, que vai de organizações abertamente fascistas aos direitistas tradicionais e que, por detrás delas, se encontra o tradicional inimigo do povo brasileiro, o imperialismo, em particular o imperialismo norte-americano, artífice dos golpes de 1954 e 1964.

Os objetivos do golpe podem ser percebidos com extrema facilidade. Basta ver o programa de destruição completa da Petrobrás, estabelecido pelos golpistas na imprensa, e o violento pacote econômico de Beto Richa no Paraná, que suscitou uma imensa mobilização da massa do funcionalismo público daquele Estado.

A crise econômica mundial chegou a um ponto crítico. Os governos de tipo nacionalista, mesmo muito moderados como o PT, já não são tolerados pela burguesia que necessita retomar em sua plenitude a política neoliberal da década de 1990 e levá-la a um novo nível, sem precedentes, de ataques à classe trabalhadora e ao povo.

Independente do resultado imediato da campanha golpista, que ameça de imediato, derrubar o governo que tomou posse em janeiro, ou seja, impedi-lo de exercer o mandato popular, o crescimento e fortalecimento da direita, é uma ameaça a todo o movimento operário e popular, às suas organizações e aos direitos democráticos conquistados.

Diante da ameaça de golpe de Estado não pode haver nenhuma neutralidade. Aqueles que não denunciam e não combatem a ofensiva golpista, apoiam e são cúmplices, diretos ou indiretos, voluntários ou involuntários do golpe de Estado.

Opor-se ao golpe de Estado não significa nem concordar, nem apoiar a política do PT, como martela insistentemente a propaganda da direita. Representa, ao contrário, um movimento de defesa dos trabalhadores contra um inimigo muito superior e muito mais feroz que a política de conciliação de classes do PT.

A classe trabalhadora brasileira encontra-se em um momento histórico fundamental e deve se colocar à altura do desafio mobilizando-se contra a direita em defesa dos seus interesses próprios, das suas organizações e das suas conquistas sociais e políticas e, acima de tudo, do futuro desenvolvimento da sua luta.

Chamamos todos os trabalhadores e a juventude a se mobilizar contra a ameaça do golpe de Estado com suas próprias bandeiras e sua próprias reivindicações. Chamamos todos a participar do ato do dia 13 de março, que é um esforço consciente para dar uma resposta à ameaça de golpe de Estado da direita.
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Fontes: texto do site do PCO, em 5/3/2015; banner do Blog do Tarso

Mídia hegemônica faz propaganda do dia 15 e whatsapp entra em "modo terrorismo”

Um comentário:
Impeachment é golpe. Estamos combinados? Golpe. Mensagem simples, direta, objetiva. Curiosamente, não foi assumida pelo governo Dilma. Ele prefere falar na linguagem diplomática do “terceiro turno”.

Por Luiz Carlos Azenha, no Viomundo

“São Paulo não é o Brasil”, é a frase que ouvimos agora de alguns petistas, para justificar o imobilismo. Talvez ele se justifique: Lula foi levando, empurrando com a barriga e o partido completará (?) 16 anos no Planalto. Uma enormidade.

Todas as previsões anteriores, de que o PT estava a caminho do fim — e houve muitas — naufragaram.

Mas, e sempre tem um porém, o Brasil pode ser São Paulo amanhã. Que o digam meus amigos de Itapajé, no Ceará, que ouvem no interior daquele estado ecos da mensagem que predomina em São Paulo. Os mais novos ouvem nas redes sociais, os mais velhos na Jovem Pan – com Sheherazade, Marco Antonio Villa e Reinaldo Azevedo, via satélite — ou na Globo. Na periferia de São Paulo, como atesta o DJ Cortecertu, as ideias direitistas já avançaram enormemente. Ascensão social despolitizada dá nisso: como diria Paulo Henrique Amorim, a continuar assim teremos nosso próprio Berlusconi! Quem aposta no Joaquim Barbosa?

A direita dispõe hoje de um elenco de comentaristas e suas ideias simplórias, dos meios para disseminá-las e de uma multidão de militantes digitais que trabalham de graça para fazê-las chegar a todos os rincões do Brasil. Seria muito simples desmontar tais ideias simplórias se houvesse debate. Mas, não há. A esquerda não dispõe dos meios para travar o debate, além do grilo falante representado pela blogosfera. Nem o PT, nem o governo Dilma, demonstram disposição para travá-lo.

Mas, por que travá-lo agora? Se é preciso uma justificativa, porque a conjuntura mudou. No passado, a baba raivosa da direita caia em ouvidos moucos. A população confrontava o discurso majoritário nos meios de comunicação com sua própria realidade, de bem estar e ascensão social. A mensagem entrava por um lado e saia por outro.

Agora, não. É a combinação de petrolão + arrocho + aumento das passagens de ônibus com aquela mensagem — exagerada, por certo — de que o Brasil está se acabando. Isso sem considerar barbeiragens como a do Fies, que Eduardo Guimarães e Conceição Oliveira abordaram na blogosfera e nas redes sociais.

Talvez o governo Dilma e o PT descubram que a situação é emergencial a partir de segunda-feira, dia 16, se em São Paulo a direita reunir os 200 mil manifestantes que pretende reunir. Mídia para eles não falta. Pelo Facebook o leitor Horatio Nelson brinca com uma reportagem de Veja sobre as manifestações do dia 15:


"Não esqueça seu abadá no dia 15 !!!

– Conforme a #veja patrocinador, quando chegar na Paulista, escolha um destes 4 blocos carnavalescos: Vem para a Rua, Movimento Brasil Livre, Revoltados Online e Intervencionistas Independentes;
– Não esqueça de levar energéticos, óculos de sol e protetor solar porque ninguém é de ferro;
– Ultimo aviso, estará lotado de blaquis-bloquis & nóias. Não dá para saber quem é quem… então cuidado com as carteiras, bolsas e celulares; eles não vão perder a oportunidade de um ganho “extra” com tanta gente “esclarecida” à disposição… Emoticon tongue;
– Se possível, leve o seu segurança…"

Fato: a mídia é co-promotora do evento.

Grande Ato do dia 13 de março defende Petrobras e reivindica mudanças

Um comentário:
Os movimentos sociais buscarão marcar presença contra as investidas golpistas, mas também fazem reivindicações. Em Curitiba, o Ato será a partir das 17 horas de sexta-feira, na Praça Santos Andrade


A União Nacional dos Estudantes (UNE), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e centrais sindicais como a CUT, CTB e UGT preparam um grande ato no dia 13 de março, em diversas capitais. O objetivo é defender a Petrobras, lutar pela democracia e pela reforma política, com o fim do financiamento de empresas em campanhas eleitorais, pelo investimento do Pré-sal na educação, e pela revogação das MPs 664 e 665.

Se por um lado, os movimentos sociais e entidades buscarão marcar presença contra as investidas golpistas, concentradas no ato realizado dois dias depois, 15 de março, por outro, também reivindicam mudanças. "Empresa não vota e, por isso, não deve patrocinar candidatos e influenciar eleições com o poder do dinheiro", posicionou-se a UNE, em nota oficial, sobre a reforma política.

Conclamamos nossas bases para defender a Democracia e a Reforma Política, através da Constituinte Exclusiva e Soberana, e para barrar a contra-reforma (PEC 352) puxada por Eduardo Cunha no Congresso Nacional. Conclamamos nossas bases para saírem também às ruas no dia 13 de março em defesa da Petrobrás, pela manutenção da Caixa Econômica Federal 100% pública, em defesa da soberania nacional e para exigir mudanças na política econômica do governo (não à elevação da taxa de juros e às medidas de ajuste de caráter regressivo e recessivo)”, publicaram CUT e CTB.

A presidente da UNE afirmou que cabe aos estudantes e aos trabalhadores ocupar as ruas em defesa da democracia, dos direitos já conquistados e dos avanços no campo social. 

Defender a Petrobras é, também, defender a punição de funcionários de alto escalão envolvidos em atos de corrupção. Exigimos que todos os denunciados sejam investigados e, comprovados os crimes, sejam punidos com os rigores da lei. Tanto os corruptores, como os corruptos. A bandeira contra a corrupção é dos movimentos social e sindical. Nós nunca tivemos medo da verdade”, divulgou a UNE.

Dentro da questão da reforma política, as organizações defendem: despersonificar o processo eleitoral, tirando o foco dos candidatos e valorizando as ideias, como a eleição pelo sistema de voto em lista no legislativo; fim do financiamento de empresas a campanhas eleitorais; mais participação popular, com ações afirmativas para inclusão de jovens, mulheres e negros na política institucional, com a aprovação da Política Nacional de Participação Popular (PNPS), fortalecimento dos conselhos populares e dos movimentos sociais.

Já os movimentos sindicais concentrarão seus debates contra as Medidas Provisórias 664 e 665, que restringem o acesso ao seguro desemprego, ao abono salarial, pensão por morte e auxílio-doença. "São ataques a direitos duramente conquistados pela classe trabalhadora", informaram, em manifesto divulgado para a imprensa.

domingo, 8 de março de 2015

Dinheiro bem gasto no bar Taberna

3 comentários:
Olhem o trecho da tabela acima, leitores, referente a gastos pagos pelo Sinditest no Bar Taberna em setembro/2014.  Este bar situa-se na rua XV de Novembro, entre ruas General Carneiro e Ubaldino do Amaral, e serve ótimos petiscos.  Na tabela está assinalada uma despesa de 1.600 reais. Nada mais é detalhado.  A mesma despesa ocorre também no mês anterior, para o Taberna. Total de 3.200 reais em dois meses, sem mais detalhes.

Notem ainda que essa despesa é descontada do chamado "Fundo de Caixa", um expediente que se pode usar no sindicato para "ter um troco" à mão para despesas pequenas. No entanto, nas tabelas do Fundo de Caixa apresentadas pela Diretoria PSTUcana do Sinditest em sua incompleta prestação de contas, esse Fundo abocanha mais de 10% da arrecadação mensal do sindicato.

Confraternização sinditestiana no Bar Taberna

Ou seja, não é "dinheiro de troco", para despesas eventuais e pequenas. Parece estar funcionando como um "segundo caixa" do sindicato, ou como o C.U. do Beto Richa (Caixa Único), com o qual esse governador manobra a seu bel prazer parte importante de receitas do Estado.  Lamentável.

No entanto, queremos crer que tais despesas do Sinditest no bar Taberna tenham servido a nobres propósitos que não os de encher as panças de alguns poucos diretores sindicais privilegiados e seus amiguinhos.  Até que uma assembleia ordinária de prestação de contas esclareça tudo.

Parabén pel prestaçã d conta !

Um comentário:

Em janeiro deste ano, a Diretoria do PSTU no Sinditest fez uma coisa que merece congratulações.  Publicaram diversas tabelas descrevendo as receitas e despesas do sindicato no ano de 2014. Isto não é frequente no movimento sindical, mas teve essa Diretoria a iniciativa louvável de o fazer.  Só não podemos dar parabéns por inteiro, e por isso o título desta postagem aparece incompleto de propósito, pelo seguinte:

- Não publicaram as contas de dezembro/2014;


- Nada é dito sobre 2013, ano final do primeiro mandato da presidente Carla;

- Prometeram publicar a movimentação do Fundo de Greve de 2014 ainda em janeiro/2015 e, até agora, nada apareceu (Fundo correspondente a desconto em dobro da mensalidade sindical, de abril a junho/2014);

- Nada se informa também sobre quando se dará a assembleia ORDINÁRIA ESTATUTÁRIA de prestação de contas de 2013 e 2014 (prazo: 31/março/2015), a ser dirigida pelo Conselho Fiscal (cujo presidente, aliás, cansado de pedir acesso aos documentos contábeis do Sinditest, renunciou a seu cargo no final do ano passado).

Estaremos pedindo muito em cobrar uma transparência mais completa?


Por que a Diretoria do Sinditest omitiu a UTFPR do seu "novo" Estatuto e do Confasubra?

Um comentário:
Esta postagem dirige-se em especial a colegas da UTFPR.  Companheiras e companheiros de luta que historicamente tem participado de fóruns nacionais da FASUBRA.  No entanto, a Diretoria PSTUcana do Sinditest produziu um problema jurídico formal quando realizou seu "Congresso" fraudulento em novembro/2014.

Qual problema?  Por mais que o processo "congressual" tenha sido uma fraude, pois descumpriram várias regras próprias da democracia sindical, inventaram assembleias-fantasma e manipularam documentos, eles gastaram uma grana da categoria registrando um "novo" estatuto.  E o que NÃO consta deste "novo" estatuto cartorial?  O nome atualizado de UTFPR para o antigo CEFET-PR nem os novos campi criados na última década nos governos Lula/Dilma.

Logo, do ponto de vista jurídico formal, a UTFPR e seus novos campi não estariam em condições de eleger delegados para fóruns como o XXII CONFASUBRA, que ocorre no começo de maio.

Agora, mesmo reconhecendo os problemas com a regularidade de sua base territorial, a direção do Sinditest apressou-se em marcar assembleias no interior do estado sem antes resolver essa questão com a Comissão Organizadora do XXII Confasubra, colocando em risco o credenciamento da delegação do Paraná.

Essa é a grande omissão, descuido, negligência da Diretoria do PSTU do Sinditest.  Se gastaram cerca de 50 mil reais para promover sua fraude "congressual", custava atualizar o nome do CEFET e os novos campi?  Foram tão atabalhoados em sua pressa e golpismo que deixaram passar esse aspecto fundamental!

A Oposição do Sinditest, através do servidor Daniel, no dia de hoje em plenária nacional no Rio de Janeiro, acaba de protocolar junto à Direção Nacional da FASUBRA uma consulta regimental formal (fac-simile abaixo) sobre este imbroglio produzido pela Diretoria do PSTU, acerca do direito da UTFPR de eleger delegados.  Na consulta, defendemos o direito da base da UTFPR de ter delegados ao CONFASUBRA, questão a ser resolvida pela FASUBRA, e acusamos a Diretoria do PSTU de ser negligente com sua base sindical.  Aliás, não só negligente com a UTFPR, mas também com campi novos da UFPR, como Jandaia do Sul.  É no que dá fazer as coisas no atropelo e tratorando as demais correntes do movimento que se dispunham a contribuir.





quarta-feira, 4 de março de 2015

Grande marcha dos trabalhadores públicos contra o neoliberal preguiçoso Richa

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Este Blog teve o prazer e a honra de participar de uma das mais portentosas marchas de trabalhadores que Curitiba já viu. Saindo do estádio da Vila Capanema  (casa do histórico Operário Ferroviário), após dizer um rotundo 'não' à negociação enrolada do assustado governador Richa, os professores estaduais saíram em marcha pelas ruas da capital até atingir o Palácio Iguaçu.

Tivemos o privilégio de acompanhar filmando e fotografando essa colossal demonstração de força dos trabalhadores da Educação.  Demonstração que serve de exemplo para todas as categorias: a unidade faz a força. Centrais Sindicais rivais como CUT, CTB e CSP-Conlutas estavam lá todas juntas pelo bem maior dos trabalhadores. Assim é que se faz!

No entanto, apesar de imensa força e unidade dos trabalhadores, paira severa ameaça sobre o movimento, uma vez que o Poder Judiciário, em especial  no Paraná, está todo na mão da direita, ao lado do PSDB de Beto Richa e pode formular sentenças decretando a ilegalidade da greve, impondo duras multas à APP que podem fragilizar a organização dos trabalhadores. Cabe pois à direção do movimento fazer a melhor avaliação que tanto defenda o atendimento das reivindicações quanto preserve a organização sindical, sem aventureirismo.

Mas uma vitória está definitivamente conquistada: Beto Richa está de uma vez por todas desmascarado como inimigo da educação e da democracia!  Richa nunca mais, paranaenses!  Richa e seu tucanato tem que ser proscritos do cenário político do estado!

terça-feira, 3 de março de 2015

Novo tratoraço do PSTU na assembleia do Sinditest

2 comentários:
Naquilo que deveria ser um momento de construção de unidade para a luta dos servidores TAE da base do Sinditest, a Diretoria PSTUísta do sindicato conseguiu deixar sua marca reles.  Antes de tudo, pífia a participação da base da categoria na tenda montada para a assembleia geral no pátio da Reitoria, não atingindo 50 pessoas, reflexo da perda de prestígio da Diretoria junto à base (olhem a foto acima!).

Pois bem, para manter sua marca de isolacionismo, exclusivismo e sectarismo, a Diretoria do PSTU resolveu mudar a ordem de pauta da reunião que havia convocado na quinta-feira passada. Até em ofícios repassados por email a setores da UFPR, avisando do "Dia Nacional de Luta", a Diretoria PSTUcana informava que a eleição de delegados da base para a Plenária da FASUBRA (em 7-8/março) se daria a partir das 10 horas da manhã.

Entretanto, às 9 horas e tanto da manhã, sentindo-se em tranquila maioria dentre os poucos presentes na assembleia no pátio, a Diretoria encaminhou a imediata eleição de delegados sem dar qualquer chance a setores outros presentes na assembleia de apresentar chapa diferente da chapa montada pela Diretoria. Forçou a barra, fez a votação e elegeu três representantes do pensamento do PSTU (cujos nomes nem declinaremos por não merecerem) que irão representar a UFPR/UTFPR na Plenária da FASUBRA.  Muito democrático, muito plural!  

A Oposição do Sinditest ainda tentou reverter a situação, mas a mesa da assembleia, também toda ela composta pelo PSTU, manobrou para manter a decisão.

Como mais uma prova do aparelhamento completo do Sinditest por um partido político, a palestrante chamada à mesa, Erika Andreassy (foto abaixo, com o microfone), é filiada ao PSTU e coordenadora do ILAESE, um instituto diretamente ligado ao PSTU, ao qual, aliás, o Sinditest repassa mensalmente 2 mil reais.


Logo, vejam: esse é o movimento sindical que queremos? O movimento de um pensamento único que se impõe através de manobras antidemocráticas?  O movimento que calunia e afasta os de pensamento diverso e quer impor unicamente a cartilha de seu partido?  Isso não é movimento sindical, isso tem nome: seita.  Seita é algo centrado numa fé que não se importa com os fatos da realidade que a circunda.  Nesse caminho, o movimento da UFPR vai pro buraco!

segunda-feira, 2 de março de 2015

Dia Nacional de Luta dos TAEs em 3 de março

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Conforme orientação do calendário nacional da FASUBRA, confirmada em assembleia do Sinditest da última 5a.-feira (26), neste 3 de março, 3a.-feira, ocorre uma Dia Nacional de Luta em defesa dos direitos dos trabalhadores e do serviço público. O Dia faz parte da Campanha Salarial dos TAEs das Universidades Federais, que, junto com os demais servidores federais, também reivindicam um reajuste linear de 27,3%.

Desde cedo nesta 3a.-feira, portanto, os trabalhadores TAE são chamados ao pátio da Reitoria da UFPR, para um debate de conjuntura e assembleia geral em que também serão eleitos representantes da categoria para a Plenária da FASUBRA, a ocorrer no Rio de Janeiro em 7 e 8 de março.
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Imagem: parte do banner do Sinditest

Verdades sobre o dia 15 (ou: A volta dos mortos-vivos)

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Como se 54,5 milhões de votos fossem um enfeite na paisagem, derrotados de 2014 promovem um ato desleal perante a democracia.

Por Paulo Moreira Leite, em seu site

Prevê-se que, no dia 15 de março, ocorram manifestações contra o governo Dilma. Seus organizadores, líderes e apoiadores são os derrotados pelas urnas de 26 de outubro de 2014. Este é o fato básico.

A democracia garante a liberdade de expressão e manifestação mas isso não basta para assegurar a legitimidade de um protesto.  Estamos falando de um ato desleal perante a vontade da maioria.  Questionar medidas e decisões do governo é um direito de todos — inclusive dos eleitores de Dilma.

O protesto programado é outra coisa, sabida, diagnosticada: a venezualização do país.

Será um cortejo daqueles que votaram no candidato que perdeu as eleições presidenciais — ficou atrás no primeiro turno e também no segundo — e, como 54,5 milhões de votos fossem pouco mais do que um detalhe na paisagem, procuram um atalho para mudar o resultado.

Não aceitam uma democracia na qual amargaram quatro derrotas consecutivas. Em vez de, humildemente, procurar entender as causas de mais um fracasso nas urnas, comportam-se como privilegiados que decidiram que não querem brincar mais.  Após uma campanha polarizada, que terminou com a vitória política de um dos lados, o PSDB já discute uma proposta de divisão e privatização da Petrobras.  É o retorno dos derrotados, a volta dos mortos-vivos da Petrobrax. Pode?  

Simplesmente: não. É um acinte.

Como a palavra “golpe” carrega terríveis recordações, agora falam em impeachment, como se bastasse trocar as palavras para modificar o significado das coisas.

Outro ponto básico: sem fatos concretos, ensina a Constituição, impeachment é conversa e enganação.

Estamos diante de uma tentativa de golpe igual a todos os outros, preparado pela construção artificial de um ambiente político radical e desfavorável.

Quando o cidadão comum perceber, terá sido embrulhado mais uma vez.

O novo governo começou há dois meses e tem um mandato de três anos e dez meses para ser cumprido. Não há um único fato, nem o mais leve indício, sequer um fiapo, capaz de envolver a presidente da República num crime de responsabilidade.

Estamos na Republica de Sérgio Moro, o Átila.
O plano é um stalinismo às avessas, a desindustrialização forçada, que implica em obrigar o povo, os mais humildes, aqueles que não possuiram nem oportunidades, a pagar duas vezes pelo mesmo crime.

O primeiro pagamento, histórico, foi no momento da contratação das obras, os acertos condenáveis por baixo da mesa — de certa forma, com JK, teve início a acumulação primitiva de um capitalismo tardio, na periferia, a sombra do Estado. Imagine o que se deixou de fazer e de oferecer por causa disso.

O segundo pagamento será agora: desemprego, salário baixo, recolonização do país. Roubar de novo?

Além do sobrepreço, do desvio, do desmando, daquela fortuna onde é possível contabilizar muita coisa que não possuímos e muito daquilo que não nos tornamos, vamos quebrar as empresas, destruir a riqueza que pertence aos 200 milhões de brasileiros, para entregar à pilhagem externa, aos piratas de Sua Majestade, que já esfregam as mãos através da imprensa internacional, em publicações que uma elite desnaturada, em dificuldade para elaborar um pensamento próprio, transformou em Bíblia.

Nesse enredo absurdo é hora de considerar o básico, convocar Chico Buarque: “Chame o ladrão, chame o ladrão.”

Alguma dúvida?
Nem Barack Obama, aquele que tantos chamam de fraco — o que é merecido, muitas vezes — deixou os donos do cassino de Wall Street assumirem o butim dos derivativos e quebrar o país. Colocou dinheiro do Estado e assumiu o controle de empresas de valor estratégico — como a General Motors. Impediu a quebradeira e arrumou uma saída que interessava ao país.

O que está em construção no Brasil de 2015 é um movimento típico da sociedade do espetáculo e é preciso prestar atenção num ponto essencial. Quem escreve o enredo, escolhe os heróis e os vilões, necessários para dar sentido a uma grande ficção e definir o que se entende por final feliz é, como sempre, quem tem a propriedade dos meios de produção, que são as câmaras, os estúdios, e também paga os artistas, compra os jornais onde se pode ler a crítica, acompanhar o show e fechar as cortinas.

Falsos como galãs de opereta, já estão preocupados em montar histórias embelezadas para esconder suas feiúras mais horrendas. Mentem de dia, à luz dos holofotes, para conspirar a noite. Procuram álibis, argumentos de fachada.  Preocupados com aquilo que os eleitores mais atentos já começam a perceber, preparam uma falsa biografia preventiva.

A coisa chegou a um ponto tal que há quem diga que não se deve apoiar um golpe porque o Brasil não pode ser comparado ao Paraguai. Deve ser a primeira jura de amor à democracia feita a partir de uma visão esnobe, alimentada por pressupostos racistas e preconceituosos. Quanto vale isso?

Quem explica o show, com um conhecimento que faz justiça à própria Justiça, é o juiz Rubem Casara, do Rio de Janeiro:

“O enredo do 'julgamento penal' é uma falsificação da realidade, uma representação social distante da complexidade do fato posto à apreciação do Poder Judiciário. Em apertada síntese, o fato é descontextualizado, redefinido, adquire tons sensacionalistas e passa a ser apresentado, em uma perspectiva maniqueísta, como uma luta entre o bem e o mal, entre os mocinhos e os bandidos. O caso penal passa a ser tratado como uma mercadoria que deve ser atrativa para ser consumida. A consequência mais gritante desse fenômeno passa a ser a vulnerabilidade a que fica sujeito o vilão escolhido para o espetáculo. ”

Em cartaz desde abril de 2014, nas manchetes de jornais, revistas e telejornais, em 15 de março o espetáculo deve ganhar a rua, animar pessoas de carne e osso, fingir que se tornou realidade embora continue uma peça de ficção.

Nem o erro mais grave do governo Dilma, nem aquilo que hoje muitos chamam de “sonho desfeito” do PT, pode servir de argumento para punhaladas, provocações ou demais soluções ainda mais sinistras.

Se o palmômetro fosse motivo para interromper mandatos eletivos, imagine o que deveria ser feito com um Príncipe que deixou o Palácio com a popularidade negativa. Pedir nossa parte em PIB?

O que fazer com a moeda que em 1994 valia mais do que o dólar americano e quatro anos depois precisava de favores do tesouro americano para não parar no lixo. O que houve com aquele governo que foi parando, parando, parando … até que o país ficou às escuras?

Fora da democracia não tem jogo.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Filiação à FASUBRA é apoiada por 94% dos servidores TAE dos Institutos Federais

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O SINDIEDUTEC, entidade que representa os TAE dos Institutos Federais (IF’s) do Paraná (e também os docentes), realizou na quinta-feira, 26/02, um plebiscito em formato eletrônico para saber a opinião dos servidores sobre a filiação à FASUBRA.  Executado pela empresa Dohms Comunicação, o resultado mostrou 94% de votos a favor da filiação e apenas 6% contrários. Cerca de metade dos filiados votaram.

A pergunta feita nessa consulta foi "No âmbito nacional os Técnicos Administrativos do IFPR devem ser representados na FASUBRA pelo Sindiedutec?"  A realização e apresentação do resultado foi acompanhada por observadores externos ao IFPR das centrais sindicais CUT e CTB, que ouviram do representante da Dohms Comunicação explicações sobre o sistema de segurança que garante apenas um voto por TAE participante.

Feita a apuração, o Sindiedutec apresentará o resultado em Plenária Nacional da FASUBRA, nos dias 07 e 08 de março de 2015, no Rio de Janeiro, esperando a confirmação da filiação.

O processo de filiação à FASUBRA almejado pelo Sindiedutec se alonga já há alguns anos, desde a criação dessa entidade como associação em 2009, transformada em sindicato em dezembro/2010.  Uma assembleia geral do SIndiedutec em junho/2011 já indicava a disposição de filiação à Federação que historicamente negocia as pautas dos TAE junto ao Governo Federal.  Em fevereiro deste ano a Direção Nacional da FASUBRA orientou o Sindiedutec para realizar o plebiscito, tal como ocorreu na última quinta-feira.

Estranhamente, existe uma disputa da Diretoria PSTUcana do Sinditest para arrebatar do Sindiedutec a base TAE dos Institutos, tanto que, até hoje, o banner de cabeçalho do site do Sinditest cita o IFPR.  Um grupinho de TAE dentro do IFPR-Curitiba, afinado com as políticas estratosféricas do PSTU e da atual Diretoria do Sinditest,  tem esperneado contra esse processo do Sindiedutec em se ligar à FASUBRA e exigia que a filiação fosse feita ao SINASEFE, defendendo um boicote ao plebiscito realizado.  Por aí se vê o quanto o tal grupinho ultraesquerdista quer fortalecer a FASUBRA...  Pelo visto, perderam mais essa.  Mas a Plenária da FASUBRA será soberana.
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Impulsionar a contraofensiva para defender a democracia

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O ato desta quarta-feira (25) na histórica Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio de Janeiro, em defesa da Petrobras, foi um auspicioso impulso para a contraofensiva que está começando por parte do campo popular e democrático. A fala do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pelo peso da sua autoridade política, adquire grande significado. Diz Lula que a imprensa repete o velho roteiro golpista, onde a “sentença vem antes do julgamento”. Lula convoca à resistência ativa e afirma que quer “paz e democracia e eles querem guerra”. Mas avisa: “eu sei lutar também”.

Momento grave como o atual, quando os inimigos da democracia ganham fôlego, exige claro discernimento de qual é a batalha prioritária: a defesa da democracia e do mandato da presidenta Dilma.

É necessário desmascarar o golpismo da mídia empresarial e de setores conservadores que, antes mesmo de a presidenta iniciar o segundo mandato para o qual foi eleita legitimamente, já falavam em impeachment, visando a paralisar a ação do governo.

É preciso também ter em conta a dimensão do confronto com o poderoso sistema oposicionista, que reúne mídia empresarial, corporações financeiras e partidos conservadores. Isso é fundamental para que não se perca de vista que o enfrentamento exige mobilização e unidade.

As bandeiras políticas de uma plataforma básica servem ao mesmo tempo para mobilizar e garantir a ação unitária.

São elas, além da já citada preservação da democracia e do mandato presidencial: defesa da Petrobras e da economia nacional, da reforma política democrática, da democratização da comunicação e da reforma tributária que taxe as grandes fortunas.

O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, por ocasião do ato comemorativo do aniversário de 35 anos de fundação do PT, no dia 06/2, já havia feito o chamamento: "Vamos resistir juntos e retomar a iniciativa!". Lula, na ABI, com outras palavras, expressou o mesmo conteúdo.

A ocasião demanda articulações políticas amplas, cuidado para não cair em provocações, mas sobretudo cobra que diante da ofensiva reacionária, a esquerda cumpra o seu papel. Não seremos acusados de não lutar.
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Fonte: Editorial do Portal Vermelho de 25/02

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Campanha salarial dos servidores federais começou, mas... qual o rumo mesmo?

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Pelo site da FASUBRA sabemos que aconteceu na virada de janeiro para fevereiro uma reunião ampliada de representantes de sindicatos de várias categorias de servidores federais (foto acima). Nela foi aprovada a deflagração de uma campanha salarial em 25/02 (num Ato diante da sede do Min. Planejamento) e uma longa pauta de reivindicações (descrita mais abaixo).  Para os servidores TAE representados pela FASUBRA, cujo acordo de greve de 2012 se encerra na última parcela de 5% de reajuste a ser paga no contracheque de março, cabe a pergunta: o que realmente é o carro-chefe nessa lista reivindicada? Isso não está claro.  

Na opinião deste Blog e de muitos companheiros/as, a unificação de todos os SPFs em torno da bandeira da implementação do direito à negociação coletiva/data-base (Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho - OIT) deveria ser aquilo a nortear o movimento, ao invés da bandeira de reajuste linear de 27% que a equipe econômica do governo federal descartará liminarmente.  E não adianta tentar unificar os SPFs de maneira artificial.  Muitos exemplos de lutas passadas mostram que, no meio do caminho, diversas categorias desertam da luta e ficam os TAEs da FASUBRA pendurados no pincel.

Não obstante, está marcado - e ratificado por assembleia de ontem do Sinditest - um Dia Nacional de Luta, com paralisação para 3 de março, 3a.-feira próxima.  É um primeiro ensaio ou teste de mobilização. De 7 a 9 de abril também é apontada uma Jornada Nacional de Lutas, na qual se discutirá um indicativo de greve conjunta dos SPFs.  Advertimos desde já: se os diversos sindicatos de SPFs não se entenderem em torno de uma bandeira única pela qual fazer uma greve sob o governo Dilma-2, as chances de vitória se esvairão. E essa bandeira tem de ser a implantação, de uma vez por todas, do direito à negociação coletiva e à data-base em maio.

Abaixo, o rol de reivindicações elaborado na plenária dos SPFs:

1.Politica salarial permanente com correção das distorções e reposição das perdas inflacionárias

2. Índice linear de reajuste de 27,3%

3. Data-base em 1o. de maio

4. Direito de negociação coletiva (convenção 151 da OIT)

5. Paridade salarial entre ativos e aposentados

6. Retirada dos projetos do congresso nacional que atacam os direitos dos servidores

7. Aprovação imediata dos projetos de interesse dos servidores

8. Isonomia salarial e de todos os benefícios entre os poderes. 

9.Anulação reforma da previdência realizada através da compra de votos dos parlamentares 

10. Extinção do fator previdenciário

11. Incorporação de todas as gratificações produtivistas

12. Fim da terceirização que retira direito dos trabalhadores. 

13. Concurso público pelo RJU

14. Combate a toda forma de privatização 

15. Pela aprovação da PEC 555 que extingue a cobrança previdenciária dos aposentados

16. Pela aprovação do PL 4434 que recompõe as perdas salariais

17. Regulamentação da jornada de trabalho para o máximo de 30 horas para o serviço público, sem redução salarial.

18. PEC 170/2012 (aprovação de aposentadoria integral por invalidez)

19. Liberação de dirigentes sindicais com ônus para o estado, sem prejuízo as promoções e progressões na carreira

20. Pela revogação do FUNPRESP e da EBSERH.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

FASUBRA chama Dia Nacional de Luta e Sinditest convoca assembleia

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Por indicação da última Plenária Nacional dos sindicatos de base da FASUBRA, convocam-se os servidores das IFES para um Dia Nacional de Luta em 3 de março, parte da campanha salarial deste ano.  Lembramos que o acordo salarial da última greve (2012) prevê pagamento do último reajuste (5%) agora em março, e, passado isto, não há mais nenhuma previsão de como ficarão futuros reajustes.  

O Governo Dilma em seu segundo mandato começou anunciando apertos nos seus gastos, com evidente intenção de conter o incremento da folha salarial. Logo, o cenário desenhado para este ano é ainda mais difícil.  A crise capitalista crônica mundial finalmente se abateu com mais força sobre o Brasil e o governo federal sinaliza que pretende aderir, com mais ou menos intensidade, à chamada "política de austeridade", tendo nomeado um ministro de clara inclinação neoliberal para o Ministério da Fazenda, Joaquim Levy.

Evidentemente o movimento dos trabalhadores tem que resistir a que o ônus da crise capitalista caia unicamente sobre seus ombros, como deseja a grande burguesia brasileira aliada ao imperialismo. E, no caso dos trabalhadores do setor público, a situação é ainda mais complicada, pois os ditos "ajustes" costumam passar pela contenção da folha salarial do funcionalismo.

Para preparar o Dia Nacional de Luta de 3 de março definido pela FASUBRA, o Sinditest convoca assembleia geral nesta quinta-feira, dia 26 de fevereiro, a partir das 14 horas, no anfiteatro 100 do Edifício D. Pedro I.   

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Desfazendo mentira e manipulação no Sinditest

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Uma breve cronologia para entender o caso:

* Final de 2007: chapa de oposição liderada pelo pelego Wilson Messias vence a eleição do Sinditest para o período 2008-2009; a chapa é um mix de pelegos com alguns militantes de ultraesquerda.

* Janeiro/2008: Messias toma posse e em seu primeiro boletim sindical acusa a Diretoria anterior (2006-2007, de José Carlos Belotto) de malfeitos na administração e não ter feito a contabilidade de 2007; exigem do contador que abra até um livro-caixa novo, a partir do "zero".

* Desde os primeiros meses de 2008, ex-diretores do Sinditest, principalmente sua tesoureira Guaracira Flores, cobram do contador Ewerton que apresente documentos contábeis a ele entregues em 2007 e o livro-caixa desse ano, mas estranhamente nada é atendido.

* Ao longo dos mandatos que teve (2008/2009 e 2010/2011), Messias prossegue caluniando os ex-diretores alegando a ausência da dita contabilidade, chegando ao ponto da agressão moral à servidora em uma assembleia geral.  A diretora de imprensa da época, Carla Cobalchini, hoje presidente, auxilia Messias em sua empreitada difamatória (além de ajudar a reelegê-lo no final de 2009).

* Novembro/2014: Ewerton, contador do Sinditest que se demitiu em setembro/2014, se dispõe a dar um depoimento em vídeo à atual Oposição do Sinditest, esclarecendo alguns pontos obscuros, incluindo o relativo ao suposto "sumiço" da contabilidade de 2007. É do que se trata o vídeo, uma vez que finalmente reapareceu o balanço de 2007...

Imagine, caro leitor, que você não é nenhum "macaco velho" do sindicalismo: aguentaria calado e calmo ser enxovalhado em sua honra, sem merecer, por pessoas que tem alguns esqueletos no armário?

Marcha de 30 mil em defesa da Educação Pública contra tucano Beto Richa

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Mais de 30 mil pessoas irão às ruas de Curitiba nesta quarta (25). O Ato contará com duas caminhadas pelas ruas do centro da capital.

A greve dos(as) educadores(as) chega hoje ao décimo sexto dia. Ontem (23), o comando geral de greve reuniu-se na sede estadual da APP-Sindicato. Na pauta a organização do ato deliberado no Conselho Estadual da entidade.

Será uma grande marcha em defesa da educação pública, que deve reunir mais de 30 mil pessoas. Toda a sociedade está sendo convocada para este momento.

Haverá dois pontos de concentração, com roteiros iniciais distintos. As duas caminhadas se unem na Praça Tiradentes:

1. Praça Rui Barbosa – educadores(as) de Curitiba e Região Metropolitana– concentração a partir de 8h30, seguindo até a Secretaria da Fazenda, Praça Tiradentes e finalizando no Centro Cívico.

2. Praça Santos Andrade – caravanas do interior e litoral – concentração a partir de 8h30, trajeto segue pela Av. Marechal Deodoro, Av. Marechal Floriano, Praça Tiradentes e finalizando no Centro Cívico.

Nova reunião de negociação: ontem(23) no final da tarde, a APP-Sindicato foi convidada para uma nova rodada de negociações com o governo. A reunião será realizada nesta quarta-feira(25), às 10h, no Palácio Iguaçu. Participam da reunião, além de representantes do governo, integrantes da direção estadual do sindicato e do comando estadual de greve.
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Fonte: APP-Sindicato

Da "revolução" ao "impeachment"

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Como no passado, tenta justificar-se o golpismo criminoso como um combate à corrupção e ao “bolivarianismo”, definido beociamente como um “novo comunismo”.  Como no passado, busca-se encobrir o golpe com eufemismos. Antes era “revolução”. Agora é “impeachment”.

Por Marcelo Zero, no site PML

Antigamente, os que diziam defender a “democracia”, quando queriam se desfazer de governos populares e “defender o país contra o comunismo e a corrupção”, apelavam para as folclóricas quarteladas.

Com o apoio entusiástico da mídia oligopolizada e conservadora, que compunha verdadeiras odes aos golpes em editoriais delirantes, os estamentos militares, armas em punho, se encarregavam de fazer o trabalho sujo de apear do poder líderes populares eleitos em pleitos limpos.

Em alguns países, essa cândida “defesa da democracia” e da “moral anticorrupção” era e é (!) chamada de “revolução”, inacreditável eufemismo que camufla a regressão mais profunda no seu exato oposto.

Entretanto, as quarteladas caíram em desuso na América Latina, região que deu a maior contribuição à existência desse trágico fenômeno político. A última e fracassada deu-se em 2002, na Venezuela então governada por Chávez. Quartelada que, diga-se de passagem, causou “democrático” frisson em muitos órgãos de imprensa tupiniquins. É o tal negócio: o uso do cachimbo deixa a boca torta. A mente também.

Agora, o golpismo adquiriu formas mais sofisticadas e “modernas”. Não há como negar a criatividade e o empenho do nosso entorno regional, quando se trata de apear do poder lideranças populares de esquerda. No Paraguai, por exemplo, inventaram o “impeachment a jato”, baseado em acusações falsas, convenientemente fabricadas pelo aparelho repressor, e levado a cabo por Congresso e Judiciário de baixo compromisso com a democracia. Na Venezuela, criaram o “la salida”, processo político violento embasado no não reconhecimento dos resultados das urnas e em aposta criminosa na ingovernabilidade, que já se reflete em dezenas de mortos e na sabotagem constante à economia venezuelana.

No Brasil, a oposição e sua mídia oligopolizada parecem empenhados na construção de uma síntese dialética entre o impeachment paraguaio e a “salida” venezuelana.

O último pleito não havia sequer acabado e FHC, ex-príncipe dos sociólogos e atual eminência parda do golpismo tupiniquim, condenou os votos de nordestinos e pobres à candidata Dilma Rousseff. Com isso, tentou claramente deslegitimar o voto popular, fundamento último de qualquer democracia. Finda a eleição, o PSDB questionou a lisura do pleito, com a base sólida de comentários do Facebook. Assim, questionou um sistema de votação seguro e moderno, elogiado no mundo inteiro e motivo de orgulho para o Brasil. Frise-se que o questionamento restringiu-se apenas à eleição presidencial, não aos votos que generosamente elegeram Alckmin, Pirillo, Richa e toda a bancada do PSDB. Afinal, para o PSDB e para FHC o voto no governo e no PT não tem legitimidade e valor. Portanto, quando colhe votos para o governo e o PT, o sistema de votação é inseguro e inconfiável, mas quando colhe votos para o PSDB, a lisura do sistema é inquestionável.

Mais tarde, o PSDB tentou ainda impedir a diplomação de Dilma Rousseff, minutos antes da cerimônia oficial, com base no questionamento dos gastos da campanha. Gastos que foram aprovados pelo TSE, com poucas ressalvas meramente técnicas, ao contrário da campanha de Alckmin, por exemplo, que foi rejeitada pelo tribunal eleitoral de São Paulo.

Há pouco tempo, o Instituto FHC teria encomendado, pela módica quantia de R$ 150 mil, parecer “jurídico” de conhecido jurista conservador que procura, de modo pateticamente frágil, deitar as bases legais para um possível impeachment da presidenta recém reeleita em eleições limpas e livres. Como bem assinala Dalmo Dallari, o “parecer” cita uma profusão de leis e dispositivos constitucionais, mas não elenca um único indício ou prova que possa embasar, de fato, um pedido de impeachment. Tudo se assenta na marota e distorcida interpretação da teoria do domínio do fato: se houve algum desmando ou desvio, não importa onde e quando, o dirigente tinha de saber e, consequentemente, tinha a responsabilidade de agir.

Bom, se tal lógica é válida para a presidenta, então ela tem de valer para todos. Para Alckmin, que deixou faltar água em São Paulo. Para Beto Richa, que quebrou o estado do Paraná. Para FHC, que não tinha como não saber da compra de votos na emenda da reeleição e das maracutaias, “no limite da responsabilidade”, nas privatizações. Para os dirigentes do PSDB, que, com certeza, sabiam da quadrilha que se instalou na Petrobras nos anos do tucanato e que foi de lá retirada por Dilma. E por aí, vai. A lista é infindável.

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Fonte: texto e ilustração do site PML


domingo, 22 de fevereiro de 2015

Incompetências do Sinditest sob gestão pelega/PSTU - um dos aspectos

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Um Sindicato de trabalhadores deveria contratar devidamente seus funcionários, respeitando leis trabalhistas, certo?  Não no caso da gestão que juntou pelegos e ultraesquerdistas no passado recente (2008-2011).  

O vídeo acima mostra declaração do ex-contador do Sinditest, Ewerton, falando de apenas duas ações trabalhistas de pessoas subcontratadas pelo Sinditest (existem mais ações trabalhistas), cujos custos penalizam os bolsos de todos os filiados da entidade. Os responsáveis?  Os diretores das gestões entre 2008 e 2011, entre os quais a atual presidente do Sinditest, Carla Cobalchini, que já era diretora de destaque naquela época e nunca falou a respeito disso para a base.

Contrataram precariamente duas pessoas.  E agora o sindicato - isto é, todos os filiados - tem que arcar com os custos. Você acha que os diretores da época 2008-2011 se responsabilizam por isso? Nem um pouco, nem por um centavo.  Só que alguns diretores daquela época continuam sendo diretores até hoje e posam de santinhos sem responsabilidade por nada! Nossa, banharam-se nas águas do Jordão e ficaram purificados porque fazem discursos ultra-revolucionários!  Coisa típica dos santinhos-do-pau-oco.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Em 6 de março ato nacional em defesa dos hospitais universitários públicos e contra a EBSERH

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A Plenária Nacional dos sindicatos de base filiados à FASUBRA aprovou a realização de um Ato Nacional contra a EBSERH, a ocorrer no Rio de Janeiro, em 6 de março (6a.feira). 

A Fasubra e a Frente Nacional contra a Privatização da Saúde são contrárias à implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) nos Hospitais Universitários e em qualquer outro Hospital-escola do país, porque considera a sua implantação uma afronta:

1) ao caráter público dos HUs e à sua característica nata de instituição de ensino vinculada à Universidade;

2) um desrespeito à autonomia universitária garantida no artigo 207 da Constituição de 1988;

3) um risco à independência das pesquisas realizadas no âmbito dos HUs;

4) uma forma de flexibilizar os vínculos de trabalho e acabar com concurso público;

5) além de prejudicar a população usuária dos serviços assistenciais prestados pelos Hospitais-escola e de colocar em risco de dilapidação os bens públicos da União ao transferi-los a uma Empresa.

Impedir a implantação da EBSERH (Lei nº 12.550/2011) e/ou lutar pela reversão/anulação nos hospitais-escola federais significa evitar a privatização do maior sistema hospitalar público brasileiro, composto por 45 unidades hospitalares. A implantação desta Empresa representa uma séria ameaça para o Sistema Único de Saúde.

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Fonte: FASUBRA