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segunda-feira, 30 de junho de 2025

Ato flopado na Paulista enterra Bolsonaro

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O ato na Avenida Paulista neste domingo (29/6) em defesa de Jair Bolsonaro e de outros réus golpistas foi um autêntico fiasco – flopou, como dizem os internautas. Segundo o Monitor do Debate Político do Cebrap e da ONG More In Common, que usa imagens captadas por drones e cálculos com Inteligência Artificial, ele reuniu 12,4 mil pessoas. A baixa presença foi sentida pelos próprios organizadores da manifestação, que não esconderam seu abatimento.

Comparado com outros atos bolsonaristas, o fracasso fica evidente. Em fevereiro de 2024, no primeiro ato no mesmo local pela anistia dos vândalos que invadiram e destruíram as sedes dos Três Poderes, o Monitor contabilizou 185 mil presentes. Já em abril deste ano, também na Avenida Paulista, a mobilização fascistoide despencou para 44,9 mil presentes. O ato em Copacabana (RJ), em março passado, também ficou abaixo das expectativas, com 18,3 mil participantes. E o de Brasília, em 7 de maio, foi pior ainda, com apenas 4 mil “patriotários”.


A desculpa esfarrapada de Sóstenes Cavalcante
O fiasco, porém, não conteve a loucura bolsonarista. Como postou o deputado Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara Federal, “o ato foi um fracasso. Mas sobrou delírio... No ato esvaziado da Paulista teve reza, teoria da conspiração, ataques ao STF, defesa de golpistas e até pedido de sanções contra o Brasil”. Já a revista Fórum registrou que, entre os aloprados, “chamavam atenção cartazes em inglês, bandeiras de Israel e figuras caricatas”.

Diante do fracasso, alguns milicianos bolsonaristas, já tão acostumados a difundir fake news, apresentaram as desculpas mais esfarrapadas. O deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, atribuiu à falta de grana no fim do mês e ao jogo entre Flamengo e Bayern de Munique nas oitavas de final da Copa do Mundo de Clubes. “É o penúltimo dia do mês e o nosso povo vem sempre pagando passagem, mais as despesas de Uber”, reagiu cinicamente.

Se o ato da Avenida Paulista pretendia demonstrar força diante do Supremo Tribunal Federal (STF), que entra na fase final do julgamento dos 32 chefões da trama golpista, ele pode ter representado um tiro no pé. Muitos oportunistas presentes neste domingo já trabalham com a ideia do enterro político de Jair Bolsonaro. Tarcísio de Freitas, o “bolsonarista moderado” da Folha que governa São Paulo, já não esconde seu desejo de ficar com o espólio do finado.
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Fonte: Blog do Miro

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Lula morreu? Extrema-direita golpista bolsonarista faz de seu sonho mais uma fake news

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Lula morreu? No Hospital Sírio-Libanês em São Paulo? Por causa da queda que sofreu no banheiro, em outubro, batendo a nuca e tendo depois uma hemorragia intracraniana?

Nada disso, bem o contrário. Isso, retratado na foto acima de um atestado de óbito falso, é o desejo mórbido atual da extrema-direita, ligada ou não ao genocida ex-presidente Bolsonaro. Que está fazendo circular pelas redes sociais a falsa notícia de que teve grave hemorragia cerebral (como se fosse um AVC) e que morreu no hospital.

Para tristeza dos bolsominions e outros direitistas fascistas, o desejo deles está a anos-luz de seus sonhos malignos. Pois, de acordo com o Hospital Sírio-Libanês, onde Lula está internado, o quadro de saúde do presidente é estabilíssimo, ele está consciente, conversa normalmente e está se alimentando bem.

O presidente foi diagnosticado com uma hemorragia intracraniana, resultado da queda que teve em outubro. Na madrugada de terça-feira (10), ele passou por uma cirurgia no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após avaliação inicial em Brasília. A equipe médica informou que a recuperação de Lula segue dentro do esperado e não há motivos para alarme.

A falsíssima notícia circulou nas redes sociais, especialmente no X (antigo Twitter), acumulando centenas de compartilhamentos até a tarde da 5a.feira (12/12). 


Os médicos afirmam que Lula deve continuar na UTI nos próximos dias para monitoramento, mas a expectativa é de que ele receba alta em breve. O retorno a Brasília está previsto para a próxima semana, onde o presidente deverá retomar gradualmente sua agenda.

O Hospital Sírio-Libanês e a equipe responsável pela saúde de Lula reforçaram que todas as informações oficiais sobre o estado do presidente são divulgadas por boletins médicos. Publicações não verificadas devem ser ignoradas para evitar a disseminação de desinformação.

Do lado de lá, vê-se, sem comiseração, o genocida inelegível caindo pelas tabelas de tanto chorar de desespero, implorando por anistia para seus numerosos crimes, sendo processado e julgado por PGR e STF em 2025, rumo à cadeia, ao lado de seus capangas da quadrilha que tentou o golpe de Estado em fins de 2022/começo de 2023.

quarta-feira, 24 de abril de 2024

O novo esporte da extrema-direita: atirar nos generais

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O pastor picareta, o genocida inelegível e a santa do pau oco

Moisés Mendes, em seu Blog, via DCM 

Ficou escondida, quase camuflada no meio de textos sobre a aglomeração fracassada de Copacabana, a informação sobre a artilharia disparada por Silas Malafaia contra os generais da ativa.

Malafaia sente-se com o poder de quem tem tropas civis para dizer o que disse. Que os comandantes militares que honram a farda devem renunciar aos postos que ocupam, até que haja uma investigação profunda do Senado.

Que investigação? Por que do Senado? Porque Malafaia e Bolsonaro, que ouvia tudo, acham que Rodrigo Pacheco deveria ser forçado a abrir o processo de impeachment de Alexandre de Moraes. Pacheco, segundo Malafaia, é frouxo, covarde e omisso. E os militares calados são cúmplices do Senado.

Os generais das três armas deveriam ir pra casa e ninguém poderia assumir seus lugares, até que tudo fosse esclarecido. Tudo seriam as decisões de Moraes, que o pastor chama de ditador da toga?

Malafaia cumpria ordens do tenente Bolsonaro e sabe que os militares não vão renunciar. Mas fez a sua parte. Avisar aos generais em geral, e não só aos que estão no poder, que a extrema direita se sente abandonada por eles e agora tenta humilhá-los.

Parece um recado irrelevante, mas não é. O fascismo sucumbiu à realidade. Braga Netto subiu no trio elétrico antes da chegada de Bolsonaro, para acenar para o povo, e foi embora, porque membros da mesma facção investigada não podem se encontrar. Hoje, Braga Netto não derruba mais o ajudante do síndico do prédio em que mora.

Generais que estiveram com ele, como Augusto Heleno, e oficiais subalternos golpistas não conseguiriam golpear hoje o chefe da torcida do time de peteca do Clube Militar.

O que sobra para Malafaia e Bolsonaro é fazer beicinho e esnobar os oficiais da ativa que assumiram postos de comando no governo. São esses os generais com tropas, que batem continência para Lula, mesmo que comandos sejam sempre instáveis e aderentes ao mais forte do momento.

Malafaia e Bolsonaro não tiveram a coragem de chamar os atuais e os ex-chefes militares de covardes, como o senador Jorge Seif definiu o ex-comandante do Planalto, general Gustavo Henrique Dutra.

Em setembro, em intervenção na CPI mista do Golpe, Seif chorou ao afirmar o seguinte, diante do general:

“Eu quero repetir para o senhor que o senhor é um covarde e o senhor presta continência para comunista. O senhor hoje serve um ladrão e o senhor traiu o seu povo”.

Na semana passada, ao depor na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, na Câmara, o comandante do Exército, general Tomás Paiva, ouviu ataques ao mesmo Dutra, desta vez desferidos pelos deputados bolsonaristas Ricardo Salles e Marcel van Hattem.

Dutra foi o militar que autorizou a entrada da polícia no entorno do QG do Exército em Brasília, no dia 9 de janeiro, para que fossem presos manés e terroristas ali acampados. Salles e Van Hattem disseram ter vergonha do general.

Tomás respondeu que Dutra era um grande militar e que ele e os deputados têm conceitos diferentes do que possa ser vergonhoso. E o que ficou do embate foi a amplificação da gritaria contra quem a extrema direita considera traidor fardado.

Em Copacabana, Silas Malafaia citou por três vezes, com estocadas depreciativas, o general Freire Gomes, o ex-comandante do Exército que Braga Netto classificou como cagão por não ter aderido ao plano do golpe.

Alguns podem dizer: ah, mas Bolsonaro ficou quieto ao lado do pastor. Ora, diria a baleia que ouviu o comício em Copacabana, foi Bolsonaro quem mandou Malafaia atirar nos generais. Ele mesmo não atirou por covardia.

O comício flopado no Rio deu sequência aos ataques aos militares, para que Bolsonaro e Malafaia deixem claro que agora a tropa prioritária é outra.

É o rebanho evangélico de Malafaia, com o apoio de Edir Macedo e do reacionarismo católico, que precisa lutar, segundo Bolsonaro, “ou iremos para o matadouro como cordeirinhos”.

Malafaia e Bolsonaro desistem dos militares, porque no momento não há o que fazer, e se agarram ao poder da militância civil, dentro e fora das igrejas, que dá suporte ao bolsonarismo. No Rio, não funcionou. Nikolas Ferreira diria que eles apostam na fé e na testosterona.

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

O covarde

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É claro que os incendiários e depredadores que estão sendo presos – e custou… – devem responder por seus atos, porque a lei é para todos (e parece que, hoje, a direita “esqueceu” da frase que endeusava nos tempos da Lava Jato).

Fernando Brito - Blog Tijolaço

Mas é impossível deixar de pensar que umas porções de idiotas fanatizados estejam começando a pagar pelos seus crimes e o chefe, o inspirador e o propagandista do golpismo tenha viajado, à custa do dinheiro público - que falta para os serviços mais básicos à população -, para um alegre período de férias nos Estados Unidos, no qual certamente vai recolher recursos da direita internacional para financiar a reorganização do mesmo tipo de ataque à democracia que, a duras penas, está sendo desbaratado aqui.

Por diversas vezes, no blog, alertei para o que se desenhava com esses fanáticos dos acampamentos diante de quarteis, um movimento do tipo Jim Jones, o fanático que levou ao suicídio coletivo de mas de 900 fanáticos no final dos anos 70.

Errei.  

Jones morreu junto a seus fanáticos, não se sabe se assassinado ou por suicídio. Já Bolsonaro assiste de longe à desgraça de seus seguidores, que conduziu de uma vida apenas medíocre e estúpida para uma desgraça que arruinará a eles e às suas famílias.

Não se pode ser leniente com eles, porque a selvageria a que desceram não é tolerável na democracia, porque a democracia implica aceitar o que as urnas disseram.

Muito menos, porém, se pode ser tolerante com os que construíram o despenhadeiro em que se jogaram, seja pelo poder, seja pelas vantagens que os levaram a permitir e estimular o precipício do qual se julgam no direito de escapar.

A começar pelo covarde que agora, em meio ao uivos de suas hordas em desmanche, desfruta de tranquila temporada na Flórida.

terça-feira, 16 de junho de 2020

O problema é a charge, não a ordem de invadir criminosamente hospitais

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Vejam só, caras leitoras e caros leitores.  Um sujeito passa anos e anos, subvencionado com dinheiro público, fazendo graduação e pós-graduações em Direito, para depois se tornar um mero capacho lambedor de bota de um tenente expulso do Exército que se tornou, por desgraça do destino brasileiro, presidente da República.  André Mendonça, o ministro da Justiça, que substituiu o marreco de extrema-direita Sérgio Moro, tomou posse dizendo que Bolsonaro era um "profeta" e lhe prometendo total subserviência.


Pois esse imbecil idólatra do tenente Bolsonaro agora inventou de abrir inquérito contra uma charge reproduzida pelo jornalista Ricardo Noblat em seu twitter (foto acima).  A besta do ministério quer imputar falsa atribuição de crime de nazismo tanto ao autor da charge, o Aroeira, como ao jornalista que a divulgou.  Diz André Mendonça que ambos estão fazendo falsa imputação de crime ao presidente, como se seu Jair não fosse um cultor do nazismo, que sabemos que é.


Ora, ora, ora, vejam a carinha de bom menino desse ministro, parece um anjinho, não é? Anjinho da legião de demônios que serve ao demônio maior, Bolsonaro.  


Ele critica a crítica do ótimo chargista Aroeira, mas não disse uma palavra sobre o criminoso incentivo do despresidente Bolsonaro a que seus seguidores invadissem, de qualquer jeito, hospitais que tratam de doentes de COVID-19, para filmar enfermarias e UTIs de modo a demonstrar que leitos estariam vazios e que a pandemia não seria tão grave assim, que não há tantos doentes necessitados de atenção médica especializada.


O despresidente comete um crime evidente: mandar invadir hospitais! Quebrar a integridade sanitária de alas específicas de hospitais, onde só podem circular profissionais de saúde, eventualmente pessoas estritamente autorizadas, onde são tratados pacientes com doença grave e altamente contagiosa é um crime! E já aconteceu em hospital público do Rio e outros hospitais.  E ninguém vai abrir BO contra os zumbis bolsonaristas invasores nem contra o mandante desse crime absurdo contra a saúde, contra o trabalho dos profissionais e contra a privacidade dos infelizes doentes!

Ao invés, vai o bom mocinho canalha abrir inquérito contra um chargista e um jornalista.  Esse é o Brasil pré-nazista em que se vive. Não pode acontecer. Temos que impedir isso. Temos que lutar.  #ForaBolsonaro !

terça-feira, 3 de março de 2020

Ex-"juiz" moro, o afilhado e a apologia do motim

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O ministro sérgio moro(*) sai às redes sociais para capitalizar o fim do motim policial no Ceará.

Por Fernando Brito - Blog Tijolaço * 02/03/2020

Seu afilhado de casamento e diretor da Força Nacional de Segurança, Aginaldo de Oliveira, subiu ontem ao palanque, fardado, numa assembleia de amotinados para pedir calma, porque eles seriam protegidos.

“Acreditem: vocês são gigantes, vocês são monstros, vocês são corajosos; demonstraram isso ao longo desses dez, onze, doze dias que estão aqui dentro desse quartel, em busca de melhoria da classe, e vão conseguir. Vão conseguir! Sem palavras para dizer a coragem que vocês estão tendo ao longo desses dias”.

Ao longo destes dias, desfilaram armados e encapuzados fechando o comércio, furaram pneus de viaturas oliciais, ocuparam batalhões e descumpriram o dever de patrulhar as cidades cearenses e permitiram que a taxa de assassinatos se multiplicasse por três ou quatro.

Entre gigantes e monstros, para ficar com as palavras do afilhado de moro, monstros parece a mais adequada.

Pergunta-se à miriade de generais que estão no Planalto se os praças de algum regimento fizerem um levante assim – e ganham menos que os PMs – eles também irão ao palanque, elogiar a coragem dos amotinados.

Talvez sim.

Afinal, ajudaram a levar ao posto de comandante em chefe das Forças Armadas um sujeito que queria colocar bombas em quartéis.
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(*)Por coerência e princípios, este editor do Blog NaLuta nunca grafa o nome desse animal da extrema-direita fascista em maiúsculas. Ainda que em texto de outro bom companheiro blogueiro.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Duas tuitadas interessantes

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A turma canalha propineira (R$2,5 bilhões da Fundação Quadrilhão, extraídos da Petrobras, certo?) da LavaJato se bate para lá e para cá como bicho atingido quase mortalmente. E tenta revidar.

O tuíte do Palmério, sobre o 'racha' do Bloco do Golpe, é auspiciosa, pois pode indicar uma derrota histórica da iniciativa do Boçal com sua diabólica proposta de "reforma" da Previdência Social.  E se essa "reforma" for rejeitada, adeus, Boçal, você será rifado pelas mesmas elites que hoje o bancam!

Guerra na direita!

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Está bonito e divertido de se ver.  Na viagem em que o "presidente" Boçal fez para entregar de mão beijada o Brasil para o tarado Trump, quando se deu a conversa reservada entre os dois no Salão Oral, digo, Oval da White House, o ministro das relações exteriores, uma anta chamada Ernesto Araújo, ficou de fora! E quem participou do reservado? O filhinho querido Eduardo Boçalnaro, que nem deve falar inglês direito (e o Boçal pai não sabe nada).  O anta Ernesto ficou putíssimo da vida com esse desprezo.  Bacana.

Em Brasília, enquanto o papaizinho Boçal estava nos States, o filhinho vereador Carlos - em vez de trabalhar na Câmara do Rio -, ficou despachando do Palácio do Planalto, como se fosse vice-presidente. E o general Mourão, o vice de fato? Não se mexeu, deve ter ficado em seu banheiro de pijama remoendo a raiva de ser posto para trás por um mero vereador.  Cagando e nem andando.

Não falarei aqui, agora, de tudo o que o presidente Boçal entregou do Brasil para Trump, foi muito.  Principalmente a nossa dignidade de povo independente e soberano. Em troca? Recebeu NADA.  Ah, sim, recebeu uma promessa de disposição do Trump para inserir o Brasil na OCDE, que não passa de um clubinho de países ricos, que não faz picirica nenhuma, ficam dando medalhinhas uns para os outros e comendo comida chique nos encontros. Tipo sair de um clube popular como o Morgenau e ir poder jogar tênis no Graciosa Country Clube. Grandes fezes!

E aí, ontem, o crápula marreco de Maringá, o supostamente 'ministro' da suposta 'Justiça', moro, teve chilique porque o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, deixou no freezer a proposta "Mais Mortes" do marreco, o dito "Pacote AntiCrime".  Maia disse que moro tivesse paciência, porque, em tese, prioritária é a reforma da pestilência.(que não deve passar na Câmara).  Maia chamou o marreco de mero "funcionário" do presidente e otras cositas más.  O marreco ficou puto e mandou seus amigos na Farsa a Jato prenderem hoje o Michel Temer e o Moreira Franco.  Ambos bandidos e corruptos, sim, mas as prisões são ilegais pois nem processo montado contra eles tem em primeira instância.

Então, assim está o cenário nas bandas da direita e extrema-direita do país, um querendo devorar o fígado do outro.  Mourão quer processar Olarva de Cascalho, o guru do Boçal.  Outro quer processar não sei mais quem e assim vai.  Uma beleza.

Nós, na oposição a esse que é o pior governo federal desde a reconquista da democracia em 1985, estimamos muito que eles se matem em suas contradições internas. Se quiserem uma ajuda, empurramos todos eles para o precipício!

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Boulos e o guarda da esquina do AI-5

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Em dezembro de 1968, quando o Brasil ingressava na noite do AI-5, que abriu a fase de terror da ditadura militar, o vice-presidente da República Pedro Aleixo produziu uma frase insubstituível sobre a capacidade dos regimes de exceção transformarem a vida do país numa baderna institucional. 

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Justificando seu voto, o único contrário ao AI-5, Pedro Aleixo explicou com a elegância possível na hora que a partir daquele instante a vida política iria se transformar num vale-tudo de atos violentos, sem qualquer amparo constitucional:

- Não tenho nenhum receio em relação ao presidente. Tenho medo do guarda da esquina.

Trinta e nove anos depois, período em que o país enfrentou uma sequencia de barbaridades que não é preciso recordar, a profecia voltou a se materializar na manhã de hoje. Vestindo uniformes cinzentos da PM paulista, um guarda da esquina de 2017 - o termo não tem caráter ofensivo, apenas se refere a um grau na hierarquia das forças responsáveis pela segurança pública - deu ordem de prisão para Guilherme Boulos, líder do MTST, que tentava negociar a retirada de 700 famílias que ocupavam um terreno em São Matheus, na periferia de São Paulo. Então está combinado.

Num país onde a moradia popular é uma tragédia, agravada pela decisão do governo Michel Temer em esvaziar o "Minha Casa, Minha Vida", a única providência que ocorre às autoridades do governo Geraldo Alckmin, o estado com o maior PIB do país, é prender uma liderança que procurava uma saída negociada para o futuro de alguns milhares de pessoas sem casa e sem amparo. "Cometem a violência de despejar 700 famílias e eu é que sou preso por incitar a violência", reagiu Boulos, a caminho da delegacia.

A criminalização de movimentos populares é uma das primeiras estratégias para a construção de toda ditadura. Rebaixando o debate de assuntos obviamente políticos, procura-se retirar a legitimidade de de quem está submetido a uma situação de absoluta destituição de direitos, sem outro meio de negociação além da mobilização. No país de hoje, a prisão de Boulos é uma forma de intimidar e demonstrar força, semelhante a invasão exibicionista da Escola Florestan Fernandes, do MST.

sábado, 22 de outubro de 2016

União Brasileira de Mulheres repudia ação provocadora do MBL contra ocupações estudantis

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A direita de Curitiba, organizada em grupos protofascistas como o MBL e "Mamãe Falei", acusados de serem subvencionados com dinheiro público do golpista Temer, resolveu mostrar suas garras contra ocupações de escolas que lutam contra a MP 746/16 (da "Reforma" do Ensino Médio) e a PEC da Morte (PEC 241/16).  Os fascistoides foram ao maior colégio do estado infernizar a vida dos combativos jovens que comandam a ocupação de luta e o incidente mereceu Nota de Repúdio da União Brasileira de Mulheres (UBM), cuja íntegra segue abaixo.


UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES REPUDIA 
AÇÃO VIOLENTA E COVARDE  DO MBL-CURITIBA 
CONTRA ESTUDANTES DO COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ

"A União Brasileira de Mulheres (UBM) - entidade feminista de defesa dos direitos das mulheres - manifesta seu intenso repúdio à ação violenta e covarde do protofascista Movimento Brasil Livre (MBL) de Curitiba contra estudantes que ocupam o Colégio Estadual do Paraná (CEP). Na legítima e democrática ocupação do CEP, os estudantes resistem denodadamente contra as medidas antipopulares, antinacionais e antidemocráticas do presidente golpista Michel Temer e seu aliado no Paraná, o governador Beto Richa, destacadamente lutando contra a MP 746 (“Reforma” do ensino médio) e a PEC 241. 

Em 19 de outubro, secundaristas que ocupam o maior colégio do Paraná relatam que viveram momentos de assédio e terror, quando cinco homens, apresentando-se como integrantes do MBL, liderados por Eder Borges (candidato derrotado a vereador pelo partido de Bolsonaro), tentaram adentrar o Colégio. Os representantes do MBL abusivamente interrogavam os estudantes com perguntas descabidas, filmavam e ameaçavam, chegando ao ponto do assédio sexual físico contra uma aluna. 

Tais atitudes violentas contra estudantes constituem prática fascista, machista e covarde, merecedoras de reprovação da sociedade brasileira.

O repulsivo episódio tem da parte da União Brasileira de Mulheres veemente condenação, pois violam não só a Constituição Federal como também o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Diante da gravidade do caso, vergonha para Curitiba e para nosso Estado, demandamos rigor na apuração dos fatos e punição dos agressores do MBL. 

Saudamos todas as ocupações dos estudantes que lutam bravamente por seus legítimos interesses e entendemos que estão construindo, pela própria experiência, sua formação de cidadãos críticos, um exemplo para outros segmentos sociais que também prezam a democracia e a Educação Pública Gratuita de qualidade.

Viva a luta da juventude! Abaixo a MP 746 e a PEC 241!

Viva a luta do povo brasileiro!

Fora fascistas! Fora Temer Golpista! 

Curitiba, 21 de outubro de 2016."

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Depois de buscar Mantega no hospital, que falta a Lava Jato fazer no rol das monstruosidades?

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Que a Lava Jato é fundamentalmente injusta sabemos.  Que ele é um arma da plutocracia para destruir o PT e Lula sabemos.  Que ela faz uma parceria indecente com a mídia, sobretudo, a Globo, sabemos.  Que ela ajuda o Brasil a ser uma República das Bananas, sabemos.

Por Paulo Nogueira, no site DCM

Mas que ela é canalha, miseravelmente canalha, desumanamente canalha tivemos a prova nesta manhã de quinta no curso da Operação Arquivo X.

O nome, aliás, não poderia ser mais apropriado. Depois do power point que parecia feito por alienígenas sob o comando de Dallagnol, tinha mesmo que vir a Operação Arquivo X.

Prender Mantega no hospital, quando ele velava a mulher submetida a uma cirurgia, ultrapassa todos os limites da decência.

É coisa que a gente não consegue imaginar nem em ação policial nazista. Ou, para ficarmos no tema presente, nem nos tribunais alienígenas.

Descemos novos degraus no índice da civilização. Pense como a opinião pública britânica reagiria se tamanha brutalidade ocorresse lá. Todo o comando policial ligado a ela seria expelido devido à pressão da sociedade. Orwell cunhou a expressão “decência básica” para evitar tais monstruosidades.  Nem na Revolução dos Animais, Orwell concebeu uma baixeza de tal magnitude.

Mantega é um homem lhano, acusado de coisas que só no Planeta Lava Jato são cabíveis. Um dia, espero que não tão longe, saberemos quantas mentiras estavam e estão associadas às acusações da Lava Jato.

Tão repulsiva quanto a ação em si para prendê-lo foi ver a reação de débeis mentais manipulados pela mídia plutocrata.  Aplausos dementes, palmas ensandecidas: nem um miserável sinal de humanidade.

Eis no que a plutocracia nos transformou: num país selvagem, desprezível, oprimido por um grupo de poderosos que trata os brasileiros como gado.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Professor universitário celebra cegueira de estudante que participou de Ato pelo Fora Temer

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Professor da Unesp celebra a perda da visão da jovem Débora Fabri, de 19 anos: “Pode ficar cega, se for petista é uma boa notícia”. Após receber inúmeras críticas, inclusive dos próprios alunos, o docente bloqueou a postagem e o seu perfil. A universidade divulgou uma nota de repúdio.


O professor universitário Jairo José da Silva (foto acima) comemorou em seu perfil no Facebook o fato de uma garota ter ficado ferida durante os protestos contra o presidente Michel Temer (PMDB), em São Paulo – a jovem perdeu a visão do olho esquerdo.

De vez em quando tem notícia potencialmente boa. Uma garota ficou ferida na esbórnia pró-Dilma em São Paulo. Pode ficar cega. Se for petista é uma boa notícia, mas não vai fazer muita diferença, já que já são cegos como toupeiras”, escreveu.

Jairo José da Silva é professor aposentado de Matemática do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp de Rio Claro e aparece no site da Unicamp na relação de docentes do CLE (Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência). De acordo com seu currículo Lattes, ele possui graduação em Física pela Unesp, mestrado em Matemática pela USP, livre-docência em Lógica Matemática pela Unesp e doutorado em Filosofia pela Unicamp.

A postagem do docente gerou revolta nas redes sociais. Uma usuária do Facebook comentou e comparou o texto com os pensamentos de Hitler. “Não adianta de nada ser doutor e ter um caráter falho..”. Outros chamaram o docente de fascista, condenaram a atitude dele e pediram para que ele fosse denunciado.

O texto foi postado durante a madrugada, mas por volta das 13h da última sexta (02) ganhou repercussão. Cerca de 20 minutos depois de receber várias críticas, o professor bloqueou o acesso público à página e escondeu as publicações.

A manifestante Deborah Fabri, 19, foi atingida por uma bomba da PM (Polícia Militar) na última quarta-feira (31/08), no centro de São Paulo. Em uma rede social ela postou: “Oi pessoal estou saindo do hospital agora. Sofri uma lesão e perdi a visão do olho esquerdo mas estou bem. Obrigada pelas mensagens e apoio logo logo respondo todos!!!”.


ADUNESP
A Associação de Docentes da UNESP divulgou uma nota de repúdio:

A ADUNESP manifesta veementemente seu repúdio às declarações do Sr. Jairo José da Silva, servidor da UNESP Campus de Rio Claro, sobre a violência sofrida pela estudante da UFABC, na ação de brutalidade da força policial (Polícia Militar) do estado de São Paulo, a quem nos recusamos tratar por professor.

Consideramos que suas declarações aviltam os princípios desta atividade social, quais sejam: formar cidadãos críticos, tolerantes e que compreendam a necessidade de respeitar as diversidades e construir uma sociedade mais justa e com valores de solidariedade e bem comum.

As expressões “de vez em quando tem notícia potencialmente boa. Uma garota ficou ferida no ato pró-Dilma em São Paulo”, “pode ficar cega”, “toupeira” denotam a vileza de seu espírito.

Em primeiro momento nossa compreensão é que este tipo de vilania deveria ser ignorada, a dar notoriedade e luz a quem não às tem por formas virtuosas.

Por sua vez, o desrespeito, a intolerância, a ausência cognitiva acerca da importância da diversidade e das diferenças, de desconhecimento de seu papel social, exigem sua reprovação e repúdio, bem como dissociar tal comportamento do conjunto dos professores desta unidade universitária e associação sindical e, sobretudo, ratificar a importância da liberdade de ação política como princípio que impõe limites necessários ao abjeto, à desonra, ao desumano e à desconstrução de uma sociedade fraterna e socialmente justa.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Vote e foda-se bem, sob os auspícios da FIEP, UFPR e Gilmar Mendes

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A UFPR oficialmente associou-se a um consórcio de entidades da burguesia patronal do Paraná, tendo a golpista FIEP à frente, num chamado Movimento “Vote Bem”. Assim, o site da Universidade estampa um convite para o lançamento do dito movimento, a realizar-se numa sede da FIEP na Av. das Torres, na próxima sexta-feira.


E quem é o ilustre palestrante a vir dar “luzes” aos paranaenses sobre como “votar bem”? Nada menos que o juiz mais parcial, mais claramente tucano (PSDB-MT) e de direita, mais cafajeste e crápula do país – Gilmar Mendes, hoje lamentavelmente também presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Sim, o mesmo Gilmar que, em vez de respeitar a toga do STF e só se pronunciar nos autos dos processos, adora os holofotes da grande mídia venal burguesa (também golpista) para dar pitacos sobre quase todos os assuntos da vida brasileira. Recentemente, sem perguntar a nenhum colega seu do STF, repudiou a condenação de juízes da Turquia que apoiaram a tentativa frustrada de golpe de Estado naquele país. Gilmar teme que a coisa possa ocorrer no Brasil com os juízes que, como ele, apoiam o golpe do impeachment que tenta manter o medíocre Temer no poder?

Sim, o mesmo Gilmar Mendes que, em menos de dois dias, deu dois habeas corpus para libertar o banqueiro bandido Daniel Dantas, preso na Operação Satiagraha pelo delegado da PF Protógenes Queiroz.

Sim, a mesma vergonha do Judiciário que libertou o ginecologista tarado estuprador Abdelmassih, violentador de dezenas de mulheres, com o que o pervertido logrou fugir e se esconder no Paraguai.

E a entidade patrocinadora-mor, a Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), a mesma que usou aquele ridículo pato amarelo de borracha para fazer campanha pela derrubada de Dilma? Quando hoje sabemos que um dos mega-sonegadores do país (7 bilhões de dívida com a União) é diretor da FIESP, co-irmã paulista da FIEP, ambas disseminadoras do slogan “Nós não vamos pagar o pato”, percebemos aonde quer chegar esse conluio mafioso com seu movimento para doutrinar como “votar bem”...

“Votar bem” para manter nas Câmaras, Prefeituras, no Congresso, os representantes de uma elite burguesa atrasada, preconceituosa e gananciosa. Eis o intuito. Com a finalidade de arrasar os direitos sociais e dos trabalhadores, através de diversos projetos tenebrosos, de inspiração neoliberal, que farão o Brasil regredir décadas nas conquistas inscritas na Constituição. Ou seja, doutrinar e enganar a população a votar em candidatos que depois ferrarão bonito seus eleitores. Vote e foda-se bem depois, isto sim!

O reitor da UFPR – o reitor sem projeto de Universidade, o que quer se dar bem com todos, mesmo com os fascistas e golpistas do estado – contra-argumentará que a UFPR tem que ser plural, acolher todos os pontos de vista etc etc. Sim, a Universidade Pública deve ser plural mas não pode confundir pluralidade com neutralidade aparvalhada sem rumo, que dá margem ao aumento da predominância de quem já tem muito poder. 

Este Blog repudia o co-patrocínio da UFPR a tal movimento e a tal evento que coloca na ribalta um juiz que envergonha o poder judiciário e a entidade golpista FIEP, conclamando democratas e patriotas a escrachar essa vileza.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

O fascismo voltou às ruas, como tropa de choque da direita

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Fernando Brito repercute em seu blog Tijolaço artigo de Mauro Santayanna sobre o filme "Ele está de volta".  Santayana viu o "filme" original e alerta aqueles que não percebem a ação dos arautos da ordem sobre os direitos, da economia sobre o ser humano, de "liberdade” como forma de opressão social:

Ele está de volta

Mauro Santayna

O lançamento, na Europa, do filme “Ele está de volta”, uma 'comédia leve' sobre o que aconteceria se Adolf Hitler voltasse à Alemanha de nossos dias, com cenas de pessoas parando, na rua, para tirar selfies com o maior assassino da História; e o relançamento de sua obra-síntese, o “Mein Kampf” – “Minha Luta”, em vários países – uma edição portuguesa esgotou-se em poucas horas, esta semana, na Feira do Livro de Lisboa – mostram que, mais do que perder o medo de Hitler, o mundo está, para com ele, cada vez mais simpático, no rastro da entrega – quase sem concorrência – dos grandes meios de comunicação globais a meia dúzia de famílias e de milionários conservadores que, se não simpatizam abertamente com o nazismo, com ele comungam de um profundo, hipócrita, e tosco anticomunismo, fantasma a que sempre recorrem quando seus interesses estão em jogo, ou se sentem de alguma forma ameaçados.


Como também mostram o filme e o livro, e manifestações em vários lugares do planeta, defendendo a tortura, a ditadura, o racismo, o sexismo, a homofobia, o criacionismo, o fundamentalismo religioso, não é Hitler que está de volta.

É o Fascismo.

Um perigo sempre iminente, permanente, persistente, sagaz, que se esconde no esgoto da História, pronto a emergir, como a peste, com sua pregação e suas agressões contra os direitos individuais, a Liberdade e a Democracia, regime que não apenas odeia, como despreza, como um arranjo de fracos e de tolos, desprovidos de mão forte na defesa dos seus interesses.

Os interesses de uma elite “meritocrática” e egoísta, ou da elite sagrada, ungida por direito de sangue e de berço, na hora do nascimento.

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Agrego um comentário, a propósito deste alerta de Santayana e Brito.  Veja no vídeo abaixo. Na 6a.feira (17), assistiu-se com surpresa à invasão de uma área de convivência na Universidade de Brasília por uma horda de extrema-direita, portando bombas e armas de choque, e proferindo ameaças e xingamentos contra as pessoas no campus.  O linguajar do bando extremista de direita, onde se destacava uma certa Kelly Bolsonaro, atacava a comunidade LGBT, negros e os que lutam contra o golpe em curso.  Saíram de lá depois da baderna, sem serem contra-atacados, mas foram filmados e a UnB prometeu investigar o episódio.


Nada impede conjecturar que um "mini-pogrom" reacionário como esse possa ocorrer em outras Universidades Públicas, que os direitistas consideram "redutos" tomados pela esquerda e pelos movimentos antigolpe.  Portanto, não custa nada ficar alerta também na UFPR, pois em Curitiba é bem conhecida a existência de grupos neonazistas.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Defesa da UNE contra reacionários fica entre temas mais comentados do twittter

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Na semana em que estava prevista a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da UNE, na Câmara dos Deputados – a instalação foi adiada para a próxima semana - milhares de internautas se mobilizaram, na tarde desta quarta-feira (1/6), em defesa da União Nacional dos Estudantes no Twitter. A hashtag #QueremCalarAUNE alcançou o terceiro lugar no Trending Topics mundial e o segundo no Brasil. 


Para a presidenta da UNE, Carina Vitral, a comissão é “uma tentativa de criminalizar a entidade do movimento estudantil e calar os estudantes na sua luta”. “A CPI foi iniciativa do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), instalada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), como último ato antes de ser afastado. Se acham que vão calar os estudantes, estão enganados”, disse a dirigente estudantil no Facebook, comemorando o resultado da campanha na internet

O deputado federal homofóbico, pastor Marco Feliciano, foi autor do projeto que deu origem à CPI da União Nacional dos Estudantes. O requerimento foi aprovado no apagar das luzes do mandato de Eduardo Cunha como presidente da Câmara.

O curioso é que a iniciativa tenha partido logo de Feliciano, que tem um imenso telhado de vidro quando se trata de finanças.  Feliciano é mau pagador de impostos, usa gravadora fantasma e responde no STF por contratar funcionários de igreja com dinheiro público.  Clique aqui para saber mais sobre os podres desse "crente" reacionário.

terça-feira, 29 de março de 2016

O Titanic do PMDB

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O bravo comandante Michel Temer e seus peemedebistas favoritos estão preparando, nos melhores alfaiates, as indumentárias mais vistosas, reservando os melhores perfumes para embarcarem, excitadíssimos, na viagem do impeachment sem desconfiarem que a sua aventura tende a ser tão desastrosa quanto a do Titanic.

Por Alex Solnik, no site 247

Desastrosa não só para eles, mas para todos os brasileiros que os saúdam e aplaudem – e também os que os vaiam - enquanto eles gloriosamente sobem ao convés.

Pobre Temer, pobres peemedebistas!

O impeachment que sempre foi e sempre será um golpe civil, na medida em que sua finalidade é depor um presidente (ou vice ou ambos) eleito é um processo tão tortuoso e danoso ao país que jamais aconteceu entre nós, ao contrário do que afirmam editoriais tendenciosos e deputados mal informados.

“Mas tivemos o impeachment do Collor! E ele não foi danoso! Não fez mal algum ao país, só fez bem! E ninguém chamou de golpe”!

Ledo (e Ivo) engano!

O impeachment compõe-se de três etapas. Na primeira, os deputados federais votam se o processo deve ser aberto – é o que acontece nos dias que correm. Se 342 deles optarem pelo sim passa-se à segunda etapa, que é quando os senadores, também por maioria absoluta, devem confirmar a decisão da Câmara dos Deputados para o processo seguir adiante.

Nessa etapa Collor renunciou, impedindo que a terceira etapa acontecesse.

E é na terceira etapa que mora o perigo.

Se os senadores aprovarem a abertura do impeachment (até aí vota-se apenas a abertura e não o mérito), o presidente ou, no caso, a presidente é afastada provisoriamente por 180 dias.

E o vice assume, também provisoriamente, por 180 dias.

Nesse período ocorre, enfim, o julgamento do impeachment, realizado no Senado, mas sob o comando do presidente do STF. É quando o processo político veste o figurino jurídico.

Jamais um impeachment chegou a essa etapa no Brasil.

Essa grande festa para a qual o PMDB ansiosamente se embeleza e distribui convites tem, portanto, duração limitada.

Se o Senado decidir que a presidente não cometeu crime de responsabilidade – que é o mais provável, pois crime não há - ela volta ao poder e o governo provisório do vice afunda no iceberg da sua estupidez e irresponsabilidade.

Mas não é só.

Durante esses seis meses as denúncias que Temer acumula na Lava Jato estarão sob a lupa do STF e poderão transformá-lo em réu.

Em último caso, seu mandato poderá ser cassado (motivos não faltam) pelo STF e ele então terá de ser substituído por seu sucessor imediato, que é o presidente da Câmara, que já é réu.

Assumindo, e seu processo estando em andamento, o sucessor poderá vir a ser condenado (faltam motivos?) e, em consequência, também cair. E seu sucessor imediato é o presidente do Senado, que também é freguês da Lava Jato.

Se este também for impedido, assumirá o presidente do STF, que convocará novas eleições.

Nessa altura do campeonato já poderemos estar nos aproximando de 2018 para quando as próximas eleições estão, de fato, programadas.

Resumo da estupidez número 1: o país vai perder esse tempo todo para chegar ao mesmo ponto a que chegaria naturalmente, sem que tudo isso fosse necessário e com consequências imprevisíveis para a já frágil economia, que se encontra em recessão.

Resumo da estupidez número 2: o impeachment terá ferido, mas não assassinado, a única autoridade – a presidente Dilma - que não é investigada pela Lava Jato para abrir espaço a sucessores atolados em seus particulares mares de lama.

É preciso alertar aos brasileiros que, ao contrário do que pregam os arautos do golpe, o impeachment – se consumado - não vai tirar o Brasil da crise econômica e sim aprofundá-la, pois a instabilidade de um governo provisório, ameaçado não só pelo fantasma da volta da presidente como pela mão pesada da Lava Jato e do STF não vai proporcionar clima favorável a investimentos e sim – aí sim – à paralisia da atividade econômica.

Se os peemedebistas pretendem embarcar no Titanic, tenham bom proveito.

Mas levar com eles uma nação inteira não é apenas estupidez. É crime de lesa-pátria.

quinta-feira, 24 de março de 2016

PSTU com a direita quer derrubar Dilma usando o dinheiro do Sinditest

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A categoria dos técnico-administrativos, perplexa diante da grave conjuntura nacional, é feita de boba pela parcela PSTU da atual Diretoria do Sinditest.  Como se sabe, a posição desse partido é servir de linha auxiliar à direita que, através de um golpe, pretende derrubar uma Presidenta da República sobre quem não pesa nenhuma acusação.

Mas o PSTU quer derrubar Dilma, e acha que também consegue derrubar todos os demais políticos que diz condenar: Temer, Renan, Cunha, Aécio etc.  Muito bem.  Como a direita golpista corrupta já acha ter engatilhada a queda de Dilma através de um impeachment sem prova de crime, o PSTU acha que já seria meio caminho andado.  Porque depois o PSTU fará uma colossal greve geral para derrubar o resto... vai nessa!

Por isto, o PSTU tenta arrastar os servidores da UFPR e UTFPR para uma posição de indiferentismo ao golpe em curso.

Diz uma diretora do Sinditest: Nós não queremos que haja um golpe de direita, mas também não queremos que o governo do PT continue atacando a classe trabalhadora.  Nós não devemos ir nem nos atos verde-amarelos nem nos atos vermelhos convocados pelo governo."

Se essa diretora do sindicato estivesse em março de 1964, ela diria, analogamente: "O Governo João Goulart é ruim, mas também não queremos que haja golpe dos militares. Mas não devemos nem ir apoiar Goulart no comício da Central do Brasil [em que Jango defendeu reformas progressistas, em 13/03/1964] nem na "Marcha da Família com Deus pela Liberdade" [marcha da direita, em 19/03/1964]."  E convocaria os trabalhadores para ficarem apenas assistindo aos militares direitistas daquela época dando o golpe que levaria á ditadura militar, sem nada fazer, exceto reclamar.

E ficar parado só reclamando equivale a que, hoje?  A ficar na arquibancada assistindo ao golpe da direita de Aécio, Moro, FHC, Agripino, Bolsonaro - Rede Globo no comando de toda a conspiração - prosseguir sem freios e derrubar a presidenta legitimamente eleita.  Se o PSTU acha que se pode rasgar leis e direitos dessa maneira, e que depois ficará mais fácil para ele, PSTU, fazer sua pregação ultraesquerdista num pós-golpe, está redondamente enganado.  O golpe servirá para retomar para valer a agenda neoliberal hardcore dos tempos de FHC, retirar direitos dos trabalhadores com gula e celeridade, vender as riquezas do pais a preço vil a particulares e estrangeiros, e tolher ainda mais a democracia.

Então, essa diretoria sindical pretende levar os trabalhadores a um ato na rua em 01/04 para gritar "Fora Todos!", quando não tem força nem para assegurar a derrubada do ponto eletrônico da UFPR ou alcançar conquistas palpáveis numa greve da Fasubra.  Quem for atrás desses lunáticos estará quebrando a cara, servindo de massa de manobra para quinta-colunistas que, no fim de contas, só ajudarão a direita golpista.
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Foto: ACS do Sinditest

"Juiz" sergio moro ridicularizado na sátira da banda Hétera

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"Moro
Num país tropical
Ele acha que é deus
Ser tratado de sua alteza..."

segunda-feira, 21 de março de 2016

Os princípios do ministro nazista Goebbels, que norteiam o golpismo no Brasil

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Conhece Joseph Goebbels, o violento ministro de propaganda de Hitler? Estes são os 11 princípios a ele atribuídos, que contribuíram para levar a maioria do povo alemão, nos anos 1930-40, a apoiar um louco em sua guerra contra a Humanidade:

1.Princípio da Simplificação e do inimigo único
Simplifique, não diversifique. Escolha um inimigo por vez. Ignore o que os outros fazem e concentre-se somente em um até acabar com ele.

2.Princípio do Contágio
Divulgue a capacidade de contágio que este inimigo tem. Colocar um "antes" perfeito em contraponto a um "hoje" e um futuro que estão sendo contaminados por este inimigo.

3.Princípio da Transposição
Transladar todos os males sociais a este inimigo.

4.Princípio da Exageração e Desfiguração
Exagerar as más noticias até desfigurá-las transformando um delito em mil delitos, criando assim um clima de profunda insegurança e temor: “O que nos acontecerá?”

5.Princípio da Vulgarização
Transformar tudo numa coisa torpe e de má índole. As ações do inimigo são vulgares, ordinárias, fáceis de descobrir.

6.Princípio da Orquestração
Fazer ressoar os boatos até se transformarem em notícias para serem replicadas pela “imprensa oficial’.

7.Princípio da Renovação
Sempre há que bombardear com novas notícias (sobre o inimigo escolhido) para que o receptor não tenha tempo de pensar, pois está sufocado por elas.

8.Princípio do Verossímil
Discutir a informação com diversas interpretações de especialistas, mas todas contra o inimigo escolhido. O objetivo deste debate é que o receptor não perceba que o assunto interpretado não é verdadeiro.

9.Princípio do Silêncio
Ocultar toda a informação que não seja conveniente.

10.Princípio da Transferência
Potencializar um fato presente com um fato passado. Sempre que se noticia um fato se acresce com um fato que tenha acontecido antes.

11.Princípio de Unanimidade
Buscar convergência em assuntos de interesse geral apoderando-se do sentimento produzido por estes e colocá-los contra o inimigo escolhido.


Agora, cotejem tais diretivas do velho nazista com o modus operandi da maior parte dos veículos da mídia grande no Brasil - em especial a Rede Globo - e verifiquem se todos eles não estão sendo postos em prática 24 horas por dia, 7 dias por semana, há um bom tempo.
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Fonte: com informações publicadas na Carta Maior e Jornal GGN