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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Caravana a Brasília dos SPF em setembro contra a perda de direitos e o ajuste fiscal

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Reunidos na terça-feira, 23, na sede do ANDES-SN em Brasília, os membros do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) definiram realizar uma Caravana Nacional com acampamento em setembro. 

O evento almeja reunir milhares de servidores públicos federais de todo país nos dias 12, 13 e 14 de setembro em Brasília, contra o Ajuste Fiscal (PLP 257/16 e PEC 241/16), a reforma da previdência, as privatizações e em defesa de salários, direitos e emprego.

No dia 12, será organizada a caravana com acampamento na Esplanada dos Ministérios. A grande marcha acontece no dia 13, no Eixo Monumental, até o Congresso Nacional.

Para encerrar as atividades, no dia 14 será realizada uma Reunião Ampliada do Fonasefe com todos os caravaneiros do serviço público para avaliar a perspectiva de greve geral do funcionalismo público, que tem indicativo de início para a segunda quinzena de setembro. 

quinta-feira, 30 de junho de 2016

O tempo deixou clara a brutal incompetência de Janaína como jurista

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Janaína Paschoal não é apenas desequilibrada e reacionária. Ela é também inepta.  A peça de acusação contra Dilma, centrada nas chamadas pedaladas, se revelou uma portentosa miséria. O PSDB poderia pedir de volta os 45 mil reais que pagou a ela.

Por Paulo Nogueira, no DCM

Sequer golpistas levam agora a sério o trabalho de Janaína. Isso ficou especialmente claro quando a senadora Rose de Freitas, líder do governo Temer no Congresso, negou as pedaladas atribuídas a Dilma.

Antes dela, o ministro Gilmar Mendes, o conhecido Toga Falante, dissera uma coisa parecida numa viagem à Suécia. Um estudo do Senado desmentiu também as pedaladas. Diante das novas circunstâncias, um juiz do TCU que falava horrores das alegadas pedaladas de Dilma voltou atrás e agora diz que elas não são importantes.

Vê-se agora que o PSDB aceitou qualquer coisa para iniciar o processo de impeachment. Não houve sequer o cuidado de preservar as aparências. A intenção de lesar a democracia era a única motivação dos golpistas.

Não fosse isso, alguém entre os tucanos teria verificado o conteúdo do projeto apresentado por Janaína e devolvido. Faça algo melhor, teriam dito a ela.

A peça de Janaína simboliza a esculhambação generalizada que é o golpe de 2016. Nem as aparências foram preservadas.

O golpe é, a esta altura, uma piada.

Até as marchas “contra a corrupção” não resistem a um olhar retrospectivo. Corruptos que participaram das manifestações acabaram presos em quantidade copiosa por roubalheiras variadas.

Políticos que apoiaram ostensivamente os protestos estão enredados até o pescoço na Lava Jato. O exemplo mais vistoso é o de Aécio Neves. Quem não se lembra dos vídeos convocatórios que ele gravou antes que viessem à luz, pelos delatores, seus esquemas?

Num caso recente, um picareta que fraudou a Lei Rouanet para lucrar com casamentos era um implacável militante anticorrupção que clamava nas redes sociais a morte de Lula, o “Nove Dedos”.

O projeto de Janaína, repito, simboliza a palhaçada. A única coisa que rivaliza com ele é a sessão da Câmara que admitiu o impeachment, sob o comando de Eduardo Cunha.

Cunha, em si, é outro elemento cômico na trama. Jamais serão esquecidas suas declarações de inocência mesmo diante de provas esmagadoras. Era como se ele estivesse gritando indignado aos brasileiros: “Vocês vão acreditar nos suíços ou em mim?”

Mas a pedra fundamental do golpe paraguaio é mesmo o parecer de Janaína. Ela pretendeu incriminar Dilma, mas acabou atirando contra si própria. Hoje, é vista como uma jurista incompetente — e careira. Dificilmente alguém lhe encomendará um novo trabalho por 45 mil reais.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Fora Temer nesta 3a.feira é na Avenida Paraná, 870, 8 da manhã!

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Parece que o 'presidente' ilegítimo vai fugir de Curitiba, se esconderá no interior do estado, longe do povo.  Mas seus ministros golpistas virão.  Preparemos um bom escracho.  No número 870 da Avenida Paraná, via do expresso, logo depois do Terminal Cabral, a partir de 8 da manhã desta 3a. feira, 28/06.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Temer golpista em Curitiba! Que seja "bem recebido"...

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O usurpador da presidência da República, conspirador golpista Michel Temer (PMDB-SP) virá mesmo testar sua popularidade em Curitiba?  Soube-se que o usurpador estará na capital paranaense na próxima 3a.-feira, 28/06, para uma atividade na recém-inaugurada Casa da Mulher Brasileira.

A Casa da Mulher é uma estrutura que integra num mesmo espaço "serviços especializados para os mais diversos tipos de violência contra as mulheres: acolhimento e triagem; apoio psicossocial; delegacia; Juizado; Ministério Público, Defensoria Pública; promoção de autonomia econômica; cuidado das crianças – brinquedoteca; alojamento de passagem e central de transportes" - segundo a definição da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), que o golpista Temer extinguiu ao assumir em maio.  Logo, é uma estrutura pensada no governo Dilma e executada com verbas federais.


A SPM foi desmanchada por Temer e, no lugar, seu sinistro da justiça, um skinhead que já foi advogado do PCC, ajambrou uma estrutura faz-de-conta, dando o comando a uma ex-deputada acusada de corrupção no Amapá, Fátima Pelaes, conservadora e de posições contrárias às bandeiras de luta dos movimentos de mulheres.  Essa figura deve estar junto com Temer na atividade na Casa da Mulher Brasileira.

Das frentes de luta da resistência democrática contra o golpe do impeachment, o movimento "CWB Contra Temer" desde ontem está chamando um evento via Facebook para fazer uma "calorosa" recepção aos golpistas Temer e Fátima.  O ato provavelmente será na frente da Casa da Mulher, situada na av. Paraná, 870, perto do Terminal do Cabral, como se vê no mapa abaixo.  Ainda não se sabe o horário exato.


Convidamos todos e todas a fortalecer esse protesto contra alguém que não apenas não tem legitimidade para presidir o Brasil como também está usando o cargo para implementar retrocessos nos direitos sociais e dos trabalhadores.  Todos lá dia 28!

segunda-feira, 20 de junho de 2016

HC deve receber os merecidos recursos da União enquanto reitor emplaca ministro golpista

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Na semana passada, o reitor da UFPR esteve em Brasília pedindo recursos para amenizar a crise do HC.  Sua assessoria informa ter-se conseguido dos ministros golpistas de Temer um montante da ordem de 11,5 milhões de reais para empregar em investimentos e custeio do hospital, para período de um ano.  

O HC tem um rombo mensal de uns 2 milhões; essa verba adicional poderá trazer um alívio.  A rigor, trata-se de dinheiro que já estava previamente destinado pela União, mas estava contingenciado (retido) por força do malfadado ajuste fiscal.

Zaki Akel foi à capital federal acompanhado do governador massacrador de docentes do Paraná e dos puxa-sacos golpistas deputados Abelardo Lupion (DEM), Osmar Serraglio (PMDB), Alex Canziani (PTB) e Sérgio de Souza (PMDB).  Todos trocaram abraços e risadas com os ministros ilegítimos da saúde e da educação, Ricardo Barros (e lamas) e Mendoncinha Filho, o da propina de 100 mil.

O encontro foi reportado pela ACS da reitoria, que veiculou a foto acima, em que o reitor entrega uma placa comemorativa ao sinistro Mendoncinha Filho, mas o texto não explica a que se refere a placa nem por que o ministro golpista de Temer a recebe.



sexta-feira, 17 de junho de 2016

GEAP ameaçado pelo golpista Temer

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Em 10/06, o governo usurpador Temer ingressou com ação ordinária para anular mudanças recentes no Estatuto da Geap, que democratizaram a gestão administrativa da operadora.  Sua intenção é assumir o comando da Geap Autogestão em Saúde, empresa privada que gerencia o principal plano de saúde dos servidores federais, com uma receita anual em torno de R$ 4 bilhões.

No Conselho de Administração da Geap (Conad) foi aprovada a permissão para que, por exemplo, um representante dos beneficiários possa ser presidente do colegiado, que é formado por seis representantes (três eleitos pelos beneficiários e três representantes dos órgãos governamentais).

A atualização do Estatuto era clamor antigo dos servidores públicos, que financiam mais de 70% do plano (o restante é a contrapartida da União relativa ao auxílio saúde a que os servidores têm direito). Com isso, os assistidos passaram a ter o voto de Minerva sobre as decisões do colegiado que valida, fiscaliza e monitora, em última instância, a carteira Geap.

A juíza federal Katia Ferreira, dra do DF, deferiu em 15/06 uma liminar favorável à ação do governo golpista. A magistrada destituiu o atual presidente do Conad/Geap, Irineu Messias de Araújo, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social (CNTSS), e nomeou em seu lugar Laércio Roberto Lemos de Souza, funcionário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A liminar revogou ainda resoluções aprovadas pelo Conad nos últimos meses e que representaram importantes conquistas para os beneficiários, entre elas a Resolução nº 129/2016, que deu início à revisão do reajuste dos planos da Geap.

Neste primeiro momento, mais de 100 mil pessoas foram contempladas com a redução do percentual de reajuste para 20%. Muitas delas estavam prestes a abrir mão do plano por não ter condições de arcar com o aumento de 37,55%.

O novo presidente do Conselho de Administração da Geap demitiu toda a diretoria executiva e assessores da empresa.

As entidades sindicais que representam os servidores públicos federais já começaram a se manifestar publicamente repudiando a situação, considerada autoritária.
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Com informações e foto do site Brasil 247

Enquanto a corrupção assombra Temer, caem as máscaras dos movimentos pró-impeachment

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O impeachment da presidente do Brasil democraticamente eleita, Dilma Rousseff, foi inicialmente conduzido por grandes protestos de cidadãos que demandavam seu afastamento. Embora a mídia dominante do país glorificasse incessantemente (e incitasse) estes protestos de figurino verde-e-amarelo como um movimento orgânico de cidadania, surgiram, recentemente, evidências de que os líderes dos protestos foram secretamente pagos e financiados por partidos da oposição. 

Por Glenn Greenwald, no site Intercept

Ainda assim, não há dúvidas de que milhões de brasileiros participaram nas marchas que reivindicavam a saída de Dilma, afirmando que eram motivados pela indignação com a presidente e com a corrupção de seu partido.

Mas desde o início, havia inúmeras razões para duvidar desta história e perceber que estes manifestantes, na verdade, não eram (em sua maioria) opositores da corrupção, mas simplesmente dedicados a retirar do poder o partido de centro-esquerda que ganhou quatro eleições consecutivas. Como reportado pelos meios de mídia internacionais, pesquisas mostraram que os manifestantes não eram representativos da sociedade brasileira mas, ao invés disso, eram desproporcionalmente brancos e ricos: em outras palavras, as mesmas pessoas que sempre odiaram e votaram contra o PT. Como dito pelo The Guardian, sobre o maior protesto no Rio: “a multidão era predominantemente branca, de classe média e predisposta a apoiar a oposição”. Certamente, muitos dos antigos apoiadores do PT se viraram contra Dilma – com boas razões – e o próprio PT tem estado, de fato, cheio de corrupção. Mas os protestos eram majoritariamente compostos pelos mesmos grupos que sempre se opuseram ao PT.

É esse o motivo pelo qual uma foto – de uma família rica e branca num protesto anti-Dilma seguida por sua babá de fim de semana negra, vestida com o uniforme branco que muitos ricos no Brasil fazem seus empregados usarem – se tornou viral: porque ela captura o que foram estes protestos. E enquanto esses manifestantes corretamente denunciavam os escândalos de corrupção no interior do PT – e há muitos deles – ignoravam amplamente os políticos de direita que se afogavam em escândalos muitos piores que as acusações contra Dilma.

Claramente, essas marchas não eram contra a corrupção, mas contra a democracia: conduzidas por pessoas cujas visões políticas são minoritárias e cujos políticos preferidos perdem quando as eleições determinam quem comanda o Brasil. E, como pretendido, o novo governo tenta agora impor uma agenda de austeridade e privatização que jamais seria ratificado se a população tivesse sua voz ouvida (a própria Dilma impôs medidas de austeridade depois de sua reeleição em 2014, após ter concorrido contra eles).

Depois das enormes notícias de ontem sobre o Brasil, as evidências de que estes protestos foram uma farsa são agora irrefutáveis. Um executivo do petróleo e ex-senador do partido conservador de oposição, o PSDB, Sérgio Machado, declarou em seu acordo de delação premiada que Michel Temer – presidente interino do Brasil que conspirou para remover Dilma – exigiu R$1,5 milhões em propinas para a campanha do candidato de seu partido à prefeitura de São Paulo (Temer nega a informação). Isso vem se somar a vários outros escândalos de corrupção nos quais Temer está envolvido, bem como sua inelegibilidade se candidatar a qualquer cargo (incluindo o que por ora ocupa) por 8 anos, imposta pelo TRE por conta de violações da lei sobre os gastos de campanha.

E tudo isso independentemente de como dois dos novos ministros de Temer foram forçados a renunciar depois que gravações revelaram que eles estavam conspirando para barrar a investigação na qual eram alvos, incluindo o que era seu ministro anticorrupção e outro – Romero Jucá, um de seus aliados mais próximos em Brasília – que agora foi acusado por Machado de receber milhões em subornos. Em suma, a pessoa cujas elites brasileiras – em nome da “anticorrupção” – instalaram para substituir a presidente democraticamente eleita está sufocando entre diversos e esmagadores escândalos de corrupção.

Mas os efeitos da notícia bombástica de ontem foram muito além de Temer, envolvendo inúmeros outros políticos que estiveram liderando a luta pelo impeachment contra Dilma. Talvez o mais significante seja Aécio Neves, o candidato de centro-direita do PSDB derrotado por Dilma em 2014 e quem, como senador, é um dos líderes entre os defensores do impeachment. Machado alegou que Aécio – que também já havia estado envolvido em escândalos de corrupçãorecebeu e controlou R$ 1 milhão em doações ilegais de campanha. Descrever Aécio como figura central para a visão política dos manifestantes é subestimar sua importância. Por cerca de um ano, eles popularizaram a frase “Não é minha culpa: eu votei no Aécio”; chegaram a fazer camisetas e adesivos que orgulhosamente proclamavam isso.

Evidências de corrupção generalizada entre a classe política brasileira – não só no PT mas muito além dele – continuam a surgir, agora envolvendo aqueles que antidemocraticamente tomaram o poder em nome do combate a ela. Mas desde o impeachment de Dilma, o movimento de protestos desapareceu. Por alguma razão, o pessoal do “Vem Pra Rua” não está mais nas ruas exigindo o impeachment de Temer, ou a remoção de Aécio, ou a prisão de Jucá. Porque será? Para onde eles foram?

Podemos procurar, em vão, em seu website e sua página no Facebook por qualquer denúncia, ou ainda organização de protestos, voltados para a profunda e generalizada corrupção do governo “interino” ou qualquer dos inúmeros políticos que não sejam da esquerda. Eles ainda estão promovendo o que esperam que seja uma marcha massiva no dia 31 de julho, mas que é focada no impeachment de Dilma, e não no de Temer ou de qualquer líder da oposição cuja profunda corrupção já tenha sido provada. Sua suposta indignação com a corrupção parece começar – e terminar – com a Dilma e o PT.

Neste sentido, esse movimento é de fato representativo do próprio impeachment: usou a corrupção como pretexto para os fins antidemocráticos que logrou atingir. Para além de outras questões, qualquer processo que resulte no empoderamento de alguém como Michel Temer, Romero Jucá e Aécio Neves tem muitos objetivos: a luta contra a corrupção nunca foi um deles.

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No mês passado, o primeiro brasileiro ganhador do Prêmio Pulitzer, o fotojornalista Mauricio Lima, denunciou o impeachment como um “golpe” com a TV Globo em seu centro. Ontem à noite, como convidado no show de Chelsea Handler no Netflix, o ator popular Wagner Moura denunciou isso em termos similares, dizendo que a cobertura da mídia nacional foi “extremamente limitada” porque “pertence a cinco famílias”.

Atualização: Logo depois da publicação deste artigo, foi anunciado que o presidente interino Temer acaba de perder seu terceiro ministro para a corrupção menos de dois meses depois da tomada do poder: dessa vez, seu ministro do turismo Henrique Eduardo Alves, acusado na delação premiada de Machado de receber R$ 1,5 milhão em propinas de 2008 a 2014. Quando se toma o poder antidemocraticamente usando a “corrupção” como pretexto, em geral é uma má ideia encher sua equipe de criminosos (e ter o próprio novo presidente envolvido em múltiplos escândalos de corrupção).

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Temer e a planilha com sua propina

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Rubens Valente, autor do referencial livro "Operação Banqueiro", expõe em seu Twitter que a planilha do delator Sérgio Machado aponta pagamento de "vantagens ilícitas em doações oficiais" para Michel Temer/Chalita.

A respeito, comenta Paulo Henrique Amorim em seu site: "O mesmo processo político que vai 'pendurar no poste' Temer abreviará a carreira também sinistra do Gilmar Mendes."
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Figura: captura de tela do site Conversa Afiada

Dinossaurinho irritado no Jardim das Américas

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Um golpe contra a Ciência nacional

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A extinção do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI) não foi o maior dos golpes desfechados pelo governo Temer contra o desenvolvimento nacional. Mas é muito provável que seja o mais simbólico.

Por Luciano Rezende, no site FMG

Simboliza bem a política subalterna recém retomada, que reforça a idéia de um mundo dividido em aqueles países capazes de produzir ciência de ponta, situada na fronteira do conhecimento, e aqueles outros que no máximo conseguem copiar alguma coisa. E para os golpistas o nosso lugar é eternamente nesta segunda categoria.

Aliás, é esse o complexo de vira-latas predominante no tal “Ponte para o Futuro”. O pensamento expresso em tal documento faz os golpistas se perguntarem: para que investir na chamada ciência nacional se podemos comprar tecnologias prontas e acabadas dos países desenvolvidos?

A questão central, portanto, não se resume à discussão oca se um Estado é mais ou menos eficiente com 40, 30 ou 20 ministérios. Tampouco a diminuição da intervenção do Estado está condicionada à redução do número de ministérios. É perfeitamente possível ter um Estado forte com poucos ministérios, bem como um Estado mínimo com muitos.

O centro do debate é se a ciência nacional está presente em um dos eixos centrais do organograma institucional de um país. Independente se é uma secretaria, um departamento ou um ministério, o fundamental é saber qual a prioridade dada a essa pasta.

É a ciência nacional o motor do desenvolvimento de um país como bem lembra a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em nota de repúdio à extinção do MCTI. Subjugando o desenvolvimento científico autóctone, ficamos caudatários da ciência produzida no exterior.

A saída de Cunha será entregar o governo do interino que não conseguiu salvá-lo

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A farsa que se delineava nas reuniões do Conselho de Ética da Câmara que decidiam o destino de Eduardo Cunha teve uma reviravolta: Cunha levou a pior por 11 a 9.  O espetáculo dantesco da votação do impeachment se repetiu numa escala menor em quantidade, mas igualmente desprezível em qualidade. Cunha foi traído por seus paus mandados.

Por Kiko Nogueira, no DCM

Os argumentos a favor dele se limitaram a dar ao canalha o papel de herói do afastamento de Dilma. Os fins justificam os meios. Sabe-se que, na verdade, os vagabundos estão no bolso de Cunha e nas suas mãos de chantagista.

Tia Eron resolveu finalmente aparecer, deu seu show de pilantragem, se vitimizou, mas acabou votando contra o ex-presidente da Câmara e mentor. No meio de discursos sem sentido e auto referentes, abusou da palavra “ressignificar”.

Eronildes acabou, no entanto, sendo um fator que desequilibrou a sessão. Por causa dela, seu conterrâneo, o deputado baiano Wladimir Costa (SD-PA), resolveu também apunhalar seu proprietário nas costas após falar que o sujeito era honesto etc etc.

Enquanto os palhaços falavam, o dono do circo estava no Rio de Janeiro, sendo vaiado em sua visita ao parque olímpico na primeira vez em que põe sua falta de pescoço para fora.

Segundo Temer, ele não tem nada a ver com Eduardo Cunha. “Vocês sabem que, desde o primeiro momento, eu disse que precisamos reconstitucionalizar o país. Ou seja, precisamos acabar com essa história do Executivo se metendo nas coisas do Judiciário e do Legislativo”, disse numa coletiva.

Mentira. Temer moveu fundos e fundos para salvar EC. Eliseu Padilha capitaneou as negociações. Na semana passada, pressionou Tia Eron, através do presidente licenciado de seu partido, o ministro Marcos Pereira, no sentido de indultar Cunha. Nem isso deu certo.

Temer é um inepto e seu governo vai para a vala dos indigentes com o comparsa que o colocou na presidência. O Brasil aguarda, agora, que Cunha cumpra sua promessa e entregue o nome dos 150 parlamentares e do senador em sua delação premiada.

Um elemento podre pode ele mesmo representar a depuração do sistema. Delata, Cunha!

domingo, 12 de junho de 2016

Temer completa um mês de "governo" golpista. Tudo em compasso de espera, exceto a mesquinharia

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O “choque de credibilidade” que o governo Temer traria ao país, ao que parece, era só “cosquinha”. Em um mês de usurpação, o que foi feito?

Por Fernando Brito, em seu blog Tijolaço

O “rombo” nas contas públicas, ao menos sob a ótica contábil, aumentou. Há um “exagero” quase que unanimemente reconhecido, alinhado à “máxima” de Henrique Meirelles de que deve-se prometer pouco para entregar mais.

Mas, de fato, com a onda de reajustes de diversas categorias – muitas delas as de mais elevados padrões salariais – é certo que os gastos públicos vão aumentar.

Os badalados cortes nos cargos comissionados têm efeito meramente pirotécnicos: não chegam a representar 0,1% da folha de pessoal.

Bolsa e dólar andaram “de lado” e a saída financeira de capital cresceu muito, chegando a US$ 11,43 bilhões no final do mês.

A inflação subiu e, francamente, alguém andou fumando algo estragado se enxerga alguma possibilidade de queda brusca nas suas taxas. O IGP-M, que de certa forma a antecipa por dar peso maior aos preços por atacado, teve o maior valor – 1,12% – para o mês de junho, na sua primeira prévia, da última década.

E, francamente, dizer que os números podem ficar “no azul” no último trimestre é uma mistificação, porque significa compará-los com os do desastre dos meses finais de 2015.

Também não ajudam as apreensões internacionais: queda recorde nas reservas cambiais da China, ameaça de saída do Reino Unido da Zona do Euro (o chamado Brexit) e os sinais de que, depois de meses de “ensaios”, o Federal Reserve norteamericano pode mesmo subir seus juros.

Menos ainda as críticas e o noticiário sobre golpe e corrupção no novo Governo cooperam para fechar os 70 ou 80 bilhões de dólares vindos do exterior que o Brasil precisa para fechar suas contas. O primeiro leilão de concessões, de portos, não teve interessados.

Um mês passado significa também, no mínimo, mais três ou quatro antes que se possa consumar o afastamento de Dilma, o que permitiria a adoção dos “pacotes de maldades” que ainda fazem o governo “bater cabeça” internamente. Porque é cada vez mais pressionado a fazê-lo logo, já e não é por outro motivo que os grandes jornais espalham editoriais exigindo a eliminação do “fator Cunha”.

Então além das declarações de otimismo e confiança, as medidas que este governo tomou para a “salvação nacional”, pode-se dizer, foram compostas principalmente as de cortar as viagens, a comida e agora até a hospedagem de Dilma Rousseff.

Ah, bom, agora sim a economia brasileira vai se recuperar!
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Fonte: texto e foto do blog Tijolaço

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Saúde e Educação públicas vão ser estranguladas se Temer prevalecer

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Michel Temer e Henrique Meirelles objetivam estabelecer um limite máximo para os gastos primários do governo federal. 

Querem escrever na Constituição a seguinte regra: o governo federal poderá aumentar os seus gastos primários no máximo de acordo com a inflação do ano anterior.

Cabe uma simulação do que teria ocorrido nos últimos dez anos nas áreas da saúde e da educação se fosse aplicada a regra Temer-Meirelles, conforme exposto na tabela acima [clique na figura para ampliar]. 

Em 2006, o governo Lula investiu em saúde o montante de R$ 40,6 bi e, em 2015, o governo Dilma alcançou o valor de R$ 102,1 bi. Se fosse adotada a regra antissocial Temer-Meirelles, o orçamento da saúde teria sido, em 2015, R$ 65,2 bi, ou seja, um orçamento 36% menor. Na educação, o orçamento de 2015 foi de R$ 103,8. Na regra anti-social, teria sido de apenas R$ 31,5 bi – um orçamento 70% menor.

Além disso, ano a ano, o gasto nessas áreas teria sido muito menor se tivesse valido a regra antissocial da dupla Temer-Meirelles. Em termos nominais, a perda na área da saúde de 2006 a 2015 teria sido de R$ 178,8 bi e, na educação, R$ 321,3 bi. 

O que eles querem, de verdade, é o fim do Estado brasileiro e dos direitos sociais.
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Fonte: página de Facebook de João Sicsú, economista da UFRJ