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domingo, 19 de março de 2017

A boa novidade de março: ressurge aos poucos a unidade popular contra o golpismo

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"Aposentadoria fica, Temer sai!" - este foi o grito de mais de um milhão de brasileiros de norte a sul do país, no último 15 de março, nos mais variados movimentos contra a "reforma" de destruição da previdência social do governo golpista de Michel Temer.  E igualmente contra a reforma trabalhista, que simplesmente coloca para escanteio a CLT  e permite a farra dos patrões sobre os direitos dos trabalhadores.

Em Curitiba, uma megapasseata reuniu mais de 20 mil pessoas de diversas categorias, nucleada pelos trabalhadores da Educação, que haviam marcado greve nacional do setor. Pararam, para reagir às contra-reformas do golpismo ultraliberal, professores, técnicos, estudantes, motoristas e cobradores de ônibus, metalúrgicos, agentes penitenciários, policiais civis e outras categorias.  Beto Richa há de ter tremido nas bases, vendo seu palácio cercado por dezenas de milhares de manifestantes que o vem desmascarando desde 2015.


O que transcende de todo esse movimento - que começou a botar medo na quadrilha temerista de Brasília - é o ressurgimento paulatino da unidade popular, a junção de esforços de quase todas as centrais sindicais e de numerosas forças políticas, que andavam meio que cada um no seu quadrado.  Diante das terríveis ameaças de fim da aposentadoria e de desmanche da legislação trabalhista, a ficha caiu e o povo começou a se unir.

E é essa unidade que aterroriza deputados, senadores, juízes mal-intencionados e a gangue do Planalto.  Essa unidade, realizando mais e mais demonstrações de luta nas ruas, poderá impedir que se concretizem alguns dos planos da canalha que já começou a vender o país a preço de banana.

Isto precisa ser consolidado dia após dia, ampliando a presença do povo, dos trabalhadores nas ruas.  As diversas frentes e articulações antiTemer do Paraná já preparam novas ações e é preciso ficar antenado nessa agenda.

segunda-feira, 6 de março de 2017

PMDB de Temer faz terrorismo com os pobres pela Reforma da Previdência

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O PMDB, partido de Michel Temer, divulgou nas redes sociais uma campanha em que adota o terrorismo como instrumento para buscar o apoio popular à sua proposta de tungada nas aposentadorias.

Por Leonardo Sakamoto, em seu Blog

''Se a reforma da Previdência não sair: Tchau, Bolsa Família; adeus, FIES; Sem Novas Estradas; Acabam os Programas Sociais'', diz uma imagem com a logomarca do partido. No fundo, a ilustração de uma cidade em ruínas.

A peça de propaganda vem em um momento em que até a base aliada do governo no Congresso Nacional afirma que a reforma, tal como está, não passa. Até porque esse pessoal pretende se reeleger. E no qual líderes de movimentos que foram às ruas pedir o impeachment de Dilma Rousseff também relatam que a proposta tem sido repudiada por quem não aguenta ver a esquerda nem pintada de amarelo.

Ou seja, a campanha é um sinal de preocupação, porque a classe média começou a sentir a água bater nos glúteos.

Estipular uma idade mínima de 65 anos para aposentadoria (em um país em que trabalhadores braçais de regiões pobres mal tem essa expectativa de vida), com ao menos 25 anos de contribuição (onde a informalidade é grande) e 49 anos para ter pensão integral (considerando que os pobres começam a trabalhar aos 10, 12 anos por necessidade) é reduzir pessoas a estatísticas. Isso sem contar propostas como subir para 65 anos a aposentadoria rural, com 25 anos de contribuição mínima, quando, hoje, basta a comprovação de trabalho no campo para obter a partir de 60 anos (homens) e 55 (mulheres). Ou seja, o sujeito se esfolou em canaviais a vida inteira sem carteira assinada e pode nem ter tempo para desfrutar um descanso.

Não é a primeira vez, contudo, que o PMDB ou Michel Temer usam a chantagem como política de governo.

Em junho do ano passado, Temer afirmou, em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, que ''ou a Previdência Social tem de ser reformulada ou então todos os pensionistas sofrerão.'' Uma declaração do tipo: ''ou liberam o que quero ou consigo um jeito de atrapalhar ainda mais a sua vida''. Temos mais opções para além do maniqueísmo e da dualidade rasos. Sempre. Mas querem nos fazer crer que não.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Um golpe contra a Ciência nacional

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A extinção do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI) não foi o maior dos golpes desfechados pelo governo Temer contra o desenvolvimento nacional. Mas é muito provável que seja o mais simbólico.

Por Luciano Rezende, no site FMG

Simboliza bem a política subalterna recém retomada, que reforça a idéia de um mundo dividido em aqueles países capazes de produzir ciência de ponta, situada na fronteira do conhecimento, e aqueles outros que no máximo conseguem copiar alguma coisa. E para os golpistas o nosso lugar é eternamente nesta segunda categoria.

Aliás, é esse o complexo de vira-latas predominante no tal “Ponte para o Futuro”. O pensamento expresso em tal documento faz os golpistas se perguntarem: para que investir na chamada ciência nacional se podemos comprar tecnologias prontas e acabadas dos países desenvolvidos?

A questão central, portanto, não se resume à discussão oca se um Estado é mais ou menos eficiente com 40, 30 ou 20 ministérios. Tampouco a diminuição da intervenção do Estado está condicionada à redução do número de ministérios. É perfeitamente possível ter um Estado forte com poucos ministérios, bem como um Estado mínimo com muitos.

O centro do debate é se a ciência nacional está presente em um dos eixos centrais do organograma institucional de um país. Independente se é uma secretaria, um departamento ou um ministério, o fundamental é saber qual a prioridade dada a essa pasta.

É a ciência nacional o motor do desenvolvimento de um país como bem lembra a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em nota de repúdio à extinção do MCTI. Subjugando o desenvolvimento científico autóctone, ficamos caudatários da ciência produzida no exterior.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

"Governo" golpista diz que pagará reajustes ao funcionalismo

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Segundo o site Congresso em Foco, a junta golpista presidida por Michel Temer honrará acertos feitos ainda no governo Dilma de concessão de reajustes a quase todas as categorias de servidores federais dos três poderes.  Mas são diferenciados os "reajustes" e os servidores do Executivo sempre levam a menor fatia: 10,7% na média. 

Na lista dos aumentos estão magistrados, desembargadores e ministros de tribunais superiores, que acertaram com o Congresso o reajuste de 41,5%. Para os funcionários do Legislativo, o percentual previsto é de 25%.

No caso dos TAEs, a greve de 2015 somente conseguiu um acordo rebaixado, de reposição de 5,5% em 2016 e 5% em 2017.  Inicialmente, o repasse dos 5,5% de 2016 seria feito no começo do ano, mas depois ficou para agosto. Será preciso aguardar até lá para ver se o usurpador presidencial Temer de fato honrará a palavra do Executivo, do que se tem todo direito de desconfiar, em face do quadro de redução geral de verbas anunciado pelo ministro golpista da Fazenda.