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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Reitoria da UFPR: venceu (de novo) a candidatura do marketing eleitoreiro caro

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Apenas no começo da madrugada de 29/09 iniciou-se a apuração dos votos da nona eleição direta para reitor da UFPR, estendendo-se para além do meio-dia de ontem.  À tarde se conheceu o resultado de vitória da Chapa 2 do professor Ricardo Marcelo, pela estreitíssima margem de 1,7% dos votos válidos.

A Chapa 1 lavrou mais de 800 votos de vantagem sobre a Chapa 2 entre os servidores técnicos, mas perdeu entre alunos e docentes, como se pode ver na tabela acima (clique na figura para ampliar).

A pequena diferença no percentual ponderado dos votos evidencia o forte acirramento da disputa, o que poderá significar uma comunidade universitária mais atenta aos atos da futura gestão da reitoria, a ser empossada em dezembro.

Porém, antes disso, a sessão do Conselho Universitário marcada para 6 de outubro deve formalmente eleger a lista tríplice, com o professor Ricardo como primeiro, enviar ao MEC e esperar que o ministro golpista Mendonça Filho (do DEM-PE) confirme sua indicação.  Portanto, em se tratando do governo federal usurpador de Temer, toda a atenção necessária para que se impeçam manobras com a lista resultante do processo democrático.

Este Blog registra especial saudação aos e às integrantes da Comissão Paritária de Consulta (CPC), particularmente àqueles que incansavelmente trabalharam desde o início de tudo em maio, culminando na apuração dos sufrágios de ontem.  O Editor deste blog (que participou dos 2/3 iniciais dos trabalhos da CPC) sublinha com destaque os esforços dos servidores TAE Olivir de Freitas e Patrícia Pott, do professor Hermann Muller, e das estudantes Ana Bonamigo e Francieli Prata.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

UFPR elege reitor: entre a sinceridade objetiva de um e o marketing eleitoreiro de outro

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OK, gente, podemos dizer que tanto a Chapa 1 como a 2 situam-se num campo de ideias progressistas para a Universidade Pública. O que é um alívio em meio a uma conjuntura nacional em que se observa o ascenso do fascismo e uma caminhada rumo a um Estado de Exceção, no qual a Educação Pública está gravemente ameaçada pelo governo federal golpista.

As propostas das duas chapas à Reitoria não divergem significativamente sobre esforços de aperfeiçoamento da UFPR nas diversas áreas.

Ora, então o que possibilitou à comunidade da UFPR perceber diferenças significativas entre os dois concorrentes?

Penso que a postura de cada um frente à campanha e à comunidade eleitora mostra diferenças importantes.

Enquanto Sunye e Andrea chamaram pessoas talentosas da própria comunidade universitária para elaborar as formas de campanha, Ricardo Marcelo contratou caras agências de publicidade externas para montar seus materiais multicoloridos, esbanjando no condenável marketing eleitoreiro tão ao gosto do atual reitor Zaki, que com isso se elegeu despudoradamente em 2008 e 2012.

Enquanto Sunye e Andrea apostaram na contribuição financeira voluntária de amigos e na militância também voluntária de apoiadores, a chapa de Ricardo nunca expôs em público como fizeram sua arrecadação vultosa.  Vultosa ao ponto de ser evidente a supremacia de cartazes, banners e outros materiais de campanha sobre os da Chapa 1.  Por exemplo, no pátio da Reitoria, há 4 banners de Ricardo contra 2 de Sunye.

Enquanto Sunye e Andrea demonstraram transparência na prática, expondo na internet suas fichas funcionais e suas declarações de IR, Ricardo Marcelo sempre tergiversou e desviou o assunto. Somente no último debate, o da Reitoria, soube-se a razão desse reiterado escape: Ricardo foi apanhado num PAD da AGU (de onde é servidor público cedido à UFPR) e punido com pena de suspensão convertida em multa.  

O candidato da chapa de situação, apoiado pelo reitor Zaki, esperneou contra a denúncia, acusou os adversários de o caluniarem, mas sua reclamação não foi acolhida nem na CPC.  Ricardo continua punido por querer conciliar cargo público na AGU e advocacia privada.  Não parece recomendável eleger um reitor que oculta da comunidade ter sido punido num órgão público por razões plausíveis.  O que mais ocultaria no futuro?

De passagem citamos que a Chapa 2 de Ricardo é apoiada por conhecidos pelegos vigaristas do movimento sindical dos servidores técnicos, mas também por uma banda ultraesquerdista da diretoria atual do Sinditest que se recusa a encaminhar as recomendações de uma auditoria sobre o velho caso da "chácara" do sindicato. É com gente dessa laia do movimento sindical, vigaristas e autoritários, que Ricardo está metido.   

Elementos como esses demonstram, a nosso ver, que os candidatos Sunye e Andrea estão mais aptos a conduzir a UFPR nos próximos quatro anos, em época de intensa turbulência política e ataques à Educação Pública, quando não cabe vacilar nem trabalhar com formalismos jurídicos como guia para a ação.  Impõe-se coragem política e muita disposição de luta, que somente enxergamos na Chapa 1 – A UFPR Que Queremos!



sábado, 24 de setembro de 2016

Eleição à Reitoria da UFPR: guia para mesários deve ser bem compreendido!

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A Comissão Paritária de Consulta (CPC), organizadora da eleição direta 2016 da nova Reitoria da UFPR, preparou um vídeo para orientar todos aqueles que trabalharão como mesários nos dias 27 e 28 deste mês.  O vídeo pode ser visto clicando neste endereço.

Com apoio da assessoria de comunicação da APUFPR, os servidores TAE e membros da CPC Olivir e Patrícia, apresentam no vídeo as orientações fundamentais para que os trabalhos de coleta de votos corram satisfatoriamente.  Em casos omissos ou excepcionais, a CPC deve ser consultada sobre como proceder.


É recomendável que não apenas mesários (escalados pelos diversos Setores e unidades da UFPR) assistam ao vídeo, mas também fiscais credenciados e apoiadores das duas chapas, pois as orientações apresentadas lhes interessam, de modo a não haver reclamações inadequadas ou fora do regimento eleitoral.  E que façam isso o quanto antes, para terem bem claro cada passo do processo.

Espera-se que haja cooperação geral para que mais este processo democrático na UFPR se complete com sucesso.  Porque, em tempos de MEC golpista, processos como este tipo de consulta precisam assegurar sua plena legitimidade política e organizativa para não serem questionados pelas forças que tem repulsa à ampla democracia.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Situação funcional do candidato Ricardo Marcelo repercute na blogosfera

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Deu ontem no Blog do Zé Beto:

"Uma grave denúncia pode definir os rumos da eleição para reitor da Universidade Federal do Paraná. Durante um concorrido debate ocorrido na noite de segunda feira, na Reitoria, o candidato Marcos Sunyê perguntou ao adversário, Ricardo Marcelo, por que não publicou suas fichas financeira e funcional provando que é Ficha Limpa. 

Ricardo Marcelo é Procurador Federal cedido para a UFPR e não havia revelado que foi punido em um Processo Administrativo, junto à Advocacia Geral da União, por exercício de advocacia privada – proibido para Procuradores. As Universidades Federais recebem verbas públicas e os reitores que assumem a gestão destes valores têm que atuar com transparência. 

A UFPR, por exemplo, recebe a bagatela de R$ 1,3 bilhão por ano. Orçamento maior que 95% dos municípios paranaenses. Pena. A universidade deveria ser um exemplo a seguir."


O blogueiro paranaense ainda publicou o link da Chapa 1 que leva à explicação em detalhe do caso:



terça-feira, 20 de setembro de 2016

Acordos de cavalheiros x empoderamento das mulheres

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Um dos pontos altos no primeiro bloco do debate dos reitoráveis de ontem (19) foi a severa crítica que a candidata da chapa 1, Andrea Caldas, aplicou no discurso do candidato a reitor Ricardo Marcelo da chapa 2, por este reiterar o uso da expressão “acordo de cavalheiros”.

Transcrevemos literalmente as passagens em que o procurador-candidato Ricardo usou os termos criticados depois por Andrea:

Aos 27 minutos do vídeo registrado pela TV UFPR, Ricardo diz: “... que valorize este processo eleitoral agora, que é um grande acordo de cavalheiros e que esse acordo de cavalheiros prossiga como [de] cavalheiros até o seu final”. 

Aos 28min35seg, o candidato-procurador repete: “Acho que a gente deve prosseguir fazendo um acordo de cavalheiros nesta eleição”.

E aos 34min22seg, de novo Ricardo Marcelo retoma: “... e jogando esse jogo de cavalheiros é o que eu vou fazer até o último minuto”.

Depois de tanto “cavalheirismo” da chapa da meia-vida na UFPR, a candidata Andrea Caldas não se conteve e replicou a partir dos 39min54seg no vídeo:


Queria aproveitar aqui para pedir ao [outro] candidato que, em respeito às mulheres aqui, e inclusive em respeito à sua vice, que parasse de repetir que a sua gestão vai fazer ‘acordos de cavalheiros’. É essa velha política que nós queremos mudar, é o empoderamento das mulheres e a construção de processos que não passem por acordos...”

A esta altura brotaram vaias da claque pró-Ricardo na plateia. Andreia parou de falar e o moderador do debate pediu para que cessassem as vaias.

Andreia retoma e dispara: “Essa é que a chapa do ‘Mais Respeito’? Eu simplesmente volto a pedir aos que me vaiaram (...) que a gente valorize a participação das mulheres. ‘Acordo de cavalheiros’ é uma expressão sexista, machista e misógina”. Muitas palmas da plateia e certamente um bom grau de embaraço no candidato da chapa 1 pela puxada de orelha.

Pouco depois, Ricardo Marcelo tentou consertar o mau passo e piorou o soneto porque então disse que passaria a usar a expressão “acordo de damas”...

Cabe aqui comentar ainda que essa insistência em falar de “acordo de cavalheiros” nos embates da campanha eleitoral vinha sendo também um modo de o procurador-candidato se precaver contra as perguntas duras que viriam sobre sua real situação funcional entre AGU e UFPR, paralela à advocacia privada, que lhe rendeu um PAD com multa há alguns anos (penalidade até hoje não cumprida). Parecia esperto, mas não funcionou.

Bomba no último debate da Reitoria da UFPR!

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DEMONSTRADA A RAZÃO DE O CANDIDATO RICARDO DA CHAPA 2 NÃO MOSTRAR COM TRANSPARÊNCIA SUA FICHA FUNCIONAL

O debate de ontem à noite no teatro da Reitoria foi quente.  Logo de início, a Chapa 1 uma vez mais cobrou transparência efetiva do candidato Ricardo, que foge de exibir publicamente sua ficha funcional de modo similar ao já feito por Sunye e Andrea.  O procurador-candidato da Chapa 2 reiterou seu discurso de enrolação e tentou contra-atacar com outra pergunta, falaciosa: "Vocês estão dizendo que eu sou 'ficha-suja'?"

É claro que, para qualquer pessoa isenta, brotaria na cabeça a pergunta óbvia: "Se nada tem a temer quanto a seus dados funcionais, por que não mostra então?"

Em seguida, a Chapa 1 fez uma pergunta na qual está implícita a razão pela qual o candidato Ricardo, da chapa zakista de situação, não expõe seus dados de servidor.  E o candidato-procurador não conseguiu explicar porque foi punido através de um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) pela Procuradoria da União, com condenação em segunda instância.  A pena: 52 dias de suspensão, depois convertida em multa. Pena até hoje não cumprida, porque, misteriosamente, parece haver o dedo do reitor Zaki segurando esse cumprimento de pena.

Sendo questão não fácil de entender à primeira vista, a Chapa 1 trouxe à luz uma publicação que explica o caso.  A razão básica para a penalidade sobre Ricardo no PAD é ser um Procurador da União (governo federal), cedido há vários anos para a UFPR somente para ser diretor do Setor de Ciências Jurídicas (o que não é mais), mas que ao mesmo tempo trabalha na advocacia particular, onde cuida de numerosas ações, entre as quais podem existir várias que são CONTRA a União.  Ora, como pode alguém advogar ao mesmo tempo para as duas partes?  Ricardo recorreu do PAD, mas perdeu na 2a. instância e teria que cumprir a penalidade.

Leia o Jornal da Chapa 1 e entenda melhor o caso.  De todo modo, a revelação do motivo da não-transparência foi - está sendo - bombástica na comunidade universitária.  A UFPR vai eleger um reitor "cedido" por outro órgão que nem faz expediente integral de 40 horas?

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Reitoráveis da UFPR fazem hoje último debate na Reitoria, com promessa de chumbo quente

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Hoje, dentro de poucas horas, começa o último embate oficial entre as chapas concorrentes à reitoria da UFPR. Deve ser transmitido em tempo real pela TV-UFPR. O Blog NaLuta claramente perfila-se ao lado da Chapa 1 – “UFPR que queremos”, de oposição, e alinha aqui algumas diferenças dela com a Chapa 2 de situação.


De novo salta aos olhos, na campanha real, as disparidades de recursos materiais entre a chapa 1, modesta e apoiada em militância voluntária de docentes, alunos e TAE, em contraponto com a chapa 2, de situação, que fartamente recorre a caras agências de publicidade para produzir seu material coloridinho.

Todos falam e escrevem sobre transparência, mas quem, sem temer, colocou de modo público na internet suas fichas funcionais e declarações de IR? Marcos Sunye e Andrea Caldas, da chapa “A UFPR que queremos”. Em contraste, da parte da chapa Zakista, nada disso apareceu, exceto muitos discursos enrolatórios que nada explicam. Terá a chapa 2 algo a temer?

Outro aspecto a sublinhar: quando se instaurarem situações conflitivas dentro da comunidade universitária – como numa possível greve – quem terá atitude de legalista/formalista e quem dará tratamento político e de diálogo? 

Nunca é demais lembrar o episódio que envolveu o então diretor do Setor de C. Jurídicas, candidato Ricardo Marcelo, e a bibliotecária-chefe do mesmo Setor na greve de 2015 (agosto), cujo desfecho foi obrigar a chefe e os TAE (que estavam todos em greve) a reabrir para atender desejos de alunos e professores que sequer se importavam com o movimento. Veja na figura abaixo (clique nela para ampliar) o trecho final do Processo 23075.086988/2015-11, em que o diretor legalista baixa suas providências duras contra trabalhadores e alunos bolsistas. Clique aqui para saber mais deste processo de 2015.


E se uma nova greve da FASUBRA (ou de todos os SPF) vier por aí, e MEC/MPOG do golpista governo de Temer cobrar da reitoria que envie as listas de grevistas para cortar o ponto? Melhor ter uma reitoria que saiba tratar politicamente e com respeito os movimentos de trabalhadores por seus direitos ou uma que ficará pretextando o discurso da letra dura da lei?

Como cerejinha podre do bolo da campanha da chapa 2 tem-se a presença de perfis falsos de Facebook, os tais “Joãozinhos Sabe Tudo”, que covardemente se acoitam no anonimato para caluniar os professores Sunye e Andrea.

Teatro da Reitoria tomado por cartazes da chapa 2 antes de abrirem as portas

Mais uma prova da desfaçatez da chapa “UFPR Minha Vida pouco transparente” é que, muito antes de o teatro da Reitoria ser aberto, já se percebia, a partir de fora, ostensiva distribuição de cartazes e faixas de Ricardo Marcelo, como mostram as fotos abaixo tiradas no começo da tarde de hoje. Apoiadores da chapa zakista, com acesso às dependências internas do teatro, entupiram os espaços do local do debate de hoje, não deixando espaço equânime para o material da chapa 1. Essa “vida” não queremos no comando da reitoria da UFPR.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Joãozinho Sabe Tudo e Poliana

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Iam por uma trilha na selva de um morro de Quatro Barras o Joãozinho-Sabe-Tudo (JST) e sua colega da UFPR Poliana. A certa altura, deparam-se com uma encruzilhada, onde há uma placa: “Cuidado com as vespas”. 


- E agora, JST? Por onde ir? 

- Vamos por aqui, querida! Mas, é claro!

Andam umas dezenas de metros e são atacados por um enxame de vespas furiosas, que lhes metem dezenas de ferrões, obrigando a loucamente correr de volta para a encruzilhada. 

Pegam o outro caminho, andam e andam, amargando as dores das picadas, até que surge nova encruzilhada, com um tablete fincado no chão, onde se lê: “Cuidado, areia movediça mais adiante”. 

Poliana pergunta a JST: “E agora, por onde ir?” 

JST, sempre seguro, aponta o rumo: “Vamos por ali”. 

Depois de umas quantas passadas, subitamente começam a afundar no solo movediço, debatem-se, gritam por um socorro que não existe. Por sorte, JST está gordo o suficiente para sustar o afundamento, consegue se agarrar num galho de árvore e com isso se salva a si e a Poliana, que já estava só pelo pescoço.

Retornam ao caminho original, vão pela outra via, segura, caminham e caminham, até que se defrontam com outra encruzilhada, com uma plaqueta onde está inscrito: “Eleição para Reitor da UFPR”. 

Joãozinho-Sabe-Tudo pontifica:
- Pela direita, querida!! Com meu aplicativo zap-záki, a gente acha o rumo!

Poliana bota as mãos na cintura e rechaça na hora:
- Ah, JST, desta vez nem fodendo, cara!  Vou pelo outro lado, e já!

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Campus Palotina recebe debate histórico mas tem candidato a reitor que reclama

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Tem candidato a reitor da UFPR cuja ferramenta essencial de trabalho profissional é a palavra, mas anda reclamando de ter de usá-la "demasiadamente" na campanha e nos debates com seus contendores.

A direita conservadora do Congresso Nacional reduziu pela metade o tempo de campanha eleitoral deste ano dos candidatos a vereador e prefeito.  Espera com isto informar e esclarecer menos os eleitores em geral, e também favorecer os próprios candidatos conservadores e reacionários que tenham maior poder econômico.  Torcemos para que a maioria do eleitorado reprove em outubro os candidatos conservadores e do poder econômico em todo o Brasil.

Na contramão dessa visão de conservadorismo do Congresso repleto de golpistas, a CPC (Comissão Paritária de Consulta), organizadora da eleição direta da Reitoria da UFPR, estipulou que a campanha podia começar já no final de junho, depois da inscrição das candidaturas, e propôs sete debates oficiais, sendo três deles no interior e o restante em Curitiba.

Ora, por que um candidato que se autoproclama com perfil progressista à reitoria fica a prantear lamúrias contra o "excessivo" tempo de campanha e o "exagerado" número de debates?  Para quem se julga mestre na esgrima de palavras, esse candidato deveria ficar animado por poder chegar a todos os rincões onde a UFPR hoje funciona e também debater plenamente suas ideias sobre a Universidade que ele diz ser "sua vida".

Contudo, não.  O candidato que até agora recusa expor transparentemente sua ficha funcional e rendimentos na internet tem reclamado.  Foi assim no debate online no jornal Gazeta do Povo, de cujo vídeo extraiu trechos para difundir "pegadinha" contra o adversário.

A CPC realiza amanhã o quinto debate entre os reitoráveis, desta vez na distante Palotina. De novo, como nos casos da UFPR-Litoral e de Jandaia do Sul, o de Palotina também grava seu marco histórico.  Palotina fica longe, é claro, mas também É UFPR.  Se um candidato a reitor faz beicinho por ter de se deslocar até lá para um debate próprio de um processo democrático, quantas vezes ele pretende visitar o campus avançado caso eleito reitor?

Um verso de Milton Nascimento diz que "todo artista tem de ir aonde o povo está".  Todo verdadeiro democrata também tem de gastar sola de sapato para ir em qualquer canto onde o povo de uma comunidade de 50 mil almas está, espalhadas por Curitiba e pelo interior do estado.

domingo, 28 de agosto de 2016

Joãozinho-Anta-Sabe-Nada e sabe menos quando apoia um candidato

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Há algum tempo a comunidade da UFPR tomou conhecimento de uma personagem anônima na rede Facebook designada "divinamente" Joãozinho-Sabe-Tudo, que costumava fazer postagens agressivas contra a gestão Zaki Akel.  Evidentemente, tratava-se de alguém demitido da gestão Akel por incompetência e louco de raiva para se vingar do ex-patrão.

Nesta atual disputa pela reitoria, curiosamente a personagem JST se une a seu ex-patrão na medida que apoia o candidato de situação Ricardo Marcelo, claramente apoiado por Zaki Akel.  Que dureza, hein, JST? Deu duro, tome um Dreher.

Após ter sensações estrambólicas nas regiões coccígicas com a pegadinha imbecil da "RIDESA", no debate do auditório de C. Agrárias, o JST resolveu partir para atacar uma proposta da anterior bancada de técnicos do COUN, o FORTAE.  Ora, o Fórum dos TAE nos Conselhos nada mais era que mais um espaço democrático onde os servidores que estão em conselhos departamentais e setoriais poderiam socializar suas experiências, inclusive em sinergia com o Sinditest. Uma proposta para aumentar a democratização do debate na categoria, sem contradição com a criação das OLTs do Sinditest. Mas para a anta do JST é contraditória...

Aí a anta JST - que hoje está no CoUn - ataca a ideia como algo absurdo. E nós nos perguntamos o quanto essa anta tem democratizado para a base da categoria o que rola nos debates do COUN?  Não saberemos porque a anta prefere guardar para si.



Este Blog tem um editor conhecido - sem medo de expor suas ideias - e fazemos um desafio para Joãozinho-Sabe-Tudo: tem coragem, apareça à luz do dia pro pau!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Reitoráveis da UFPR: aumenta troca de farpas a cada debate

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Mesa do debate esta manhã no HC

Pouco seria de se esperar que, numa eleição bipolarizada, a temperatura da contenda entre as chapas se mantivesse morna.  Hoje, no debate dentro do Hospital de Clínicas, houve momentos ultrapassando as condições normais de temperatura e pressão.  

Por exemplo, quando o candidato Ricardo Marcelo, apoiado pela atual administração Zaki Akel, enrubesceu diante do questionamento sobre ter obrigado os servidores em greve da biblioteca de Direito a trabalhar no movimento do ano passado.  Não adiantou o candidato de situação corar, estalar as artérias do pescoço e bradar "É mentira!", porque o caso na época (Agosto/2015) ficou bem documentado, inclusive em matéria deste blog (clique aqui para refrescar a memória).  Sobre isto, falaremos em detalhe mais adiante.

Plateia lotou anfiteatro do HC 

Outro aspecto a tirar o sono da dupla chapa-branca Ricardo/Graciela é o fato de a chapa de oposição Sunye/Andrea há dias já ter aberto na internet seus dados de ficha funcional e de imposto de renda, dando exemplo de transparência.  Até agora, atitude idêntica não se viu da parte da Chapa 2 Ricardo/Graciela.  Com isto, fica visível o contraponto entre transparência retórica (de papo) e transparência na prática.

O próximo debate será na longínqua Palotina, em 1. de setembro.  Qual chapa irá de jatinho e qual chapa irá encarar a estrada de carro, como no caso do debate em Jandaia do Sul no último dia 11/08?

Depois de Palotina, os debates finais serão no Centro Politécnico, em 15/09, e no auditório da Reitoria, em 19/09.  Muito mais faíscas serão produzidas até a eleição direta em 27-28 de setembro.  Faz parte da democracia.

domingo, 14 de agosto de 2016

Reitoráveis da UFPR debatem nos campi do interior: mais um marco histórico

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Mesa do debate em Matinhos - da esquerda para a direita: 
Andrea & Sunye; o mediador; Ricardo & Graciela

Atendendo a um clamor antigo propalado por este Blog, a Comissão Paritária de Consulta (CPC) definiu uma agenda com vários debates oficiais entre as chapas postulantes à eleição direta para a reitoria da UFPR.  O apelo por mais debates - em que pese sacrificar um pouco mais os/as candidatos/as com os deslocamentos - é uma medida de contrapeso à marquetagem eleitoral ainda bastante empregada nas campanhas da reitoria e abusada pelo atual reitor em 2012.

Inédito nas três décadas de eleições diretas de reitor é a ocorrência dos debates nos ditos campi avançados no interior do estado.  Desta vez, o primeiro do ciclo de sete debates ocorreu em 4 de agosto na UFPR-Litoral, em Matinhos.  Um confronto ainda não tão aceso, onde as chapas contendoras pareciam mais estar se estudando e preservando. E no qual a própria CPC organizadora também testava o formato de debate, consensuado entre os disputantes.

Apesar disso, valeu a pena. Foi o primeiro evento desse tipo na cidade litorânea de Matinhos.  Fica para a história mesmo.  Para assistir à íntegra do debate do Litoral, gravado pela TV-UFPR, clique neste link.

Mesa do debate em Jandaia do Sul

O segundo debate no interior deu-se no último dia 11, em Jandaia do Sul, norte do Paraná, numa sala acanhada para o porte do evento, refletindo uma das dificuldades desse campus, que não tem sede própria.  

O próximo encontro de candidaturas em campus do interior será em Palotina (incluindo o pessoal de Toledo), marcado para 1. de setembro, a partir das 14 horas.

Mas o eleitorado da capital já terá chance de ver as chapas concorrentes no próximo dia 18/08, em auditório do Setor de Ciências Agrárias, às 14 horas.

Para mais informações, visite o site da CPC.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Debates entre reitoráveis da UFPR tem calendário oficial definido pela CPC

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Reunidos ontem, os membros da Comissão Paritária de Consulta (CPC), que coordena a eleição direta à Reitoria da UFPR, aprovou um calendário para debates entre as duas chapas postulantes.  Serão sete debates, ao longo de agosto e setembro.  Veja a grade aprovada [clique nela para ampliar]:


Esse calendário permite aos candidatos desde já construírem suas agendas específicas de campanha, de modo a poderem comparecer aos debates sem prejuízo de suas visitas às unidades da UFPR da capital e interior. 

As regras dos debates ainda serão formalizadas pela CPC e apresentadas aos dois candidatos em julho.

Para além desse calendário oficial da CPC, há ainda a previsão de que a TV-UFPR organize um debate das duas chapas em estúdio (sem plateia), a ser exibido no canal de TV a cabo usado pela UFPR.  Debates chamados por outros veículos de fora da Universidade também podem acontecer.

Uma proposta apoiada por este Blog - um debate com as candidatas à vice-reitoria como protagonistas -, embora apresentada na reunião, infelizmente não chegou a ser debatida pela CPC.  No entanto, entidades ou outros segmentos da comunidade da UFPR podem propor esse formato diretamente às coordenações das duas campanhas.  Não deixaria de ser também um momento para colocar em destaque as mulheres na política universitária.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Nilo Cairo proibido de ver a faixa dos reitoráveis Sunye e Andrea

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Foi determinação da Pró-Reitoria de Administração, em ofício datado de hoje.  A faixa de campanha à reitoria da Chapa 1 Marcos Sunye/Andrea Caldas, colocada na entrada do prédio de Ciências Jurídicas, foi retirada pela administração central na manhã de hoje.

O ofício do pró-reitor em exercício estabeleceu que nenhuma das duas chapas concorrentes pode afixar propaganda na fachada do prédio histórico da UFPR.  OK, mas a faixa em questão nem estava à frente das colunas, e sim internamente, sobre a porta de entrada.  Curioso é que a pró-reitoria de Zaki Akel endereçou o ofício para a Comissão Eleitoral do CoUn, e não para a Comissão Paritária de Consulta (CPC).

A CPC, em suas normas eleitorais, inseriu alguns limites à propaganda, porém faixas e banners são plenamente permitidos, desde que, obviamente, não atrapalhem danosamente a visibilidade dentro do campus, o que não é o caso aqui.  Parece mais um certo excesso de zelo.  Ou a gestão Akel, como se comenta nos corredores, protege a chapa Ricardo/Graciela?

Foi instituída na semana passada uma comissão auxiliar, no âmbito da própria CPC, para analisar aspectos éticos no decorrer da campanha eleitoral à reitoria.  A Comissão de Ética da CPC conta com a servidora Patrícia Pott e o professor Afonso Murata.  Qualquer membro da comunidade universitária que testemunhe algo que considere irregular na campanha pode enviar comunicado à Comissão de Ética, preferencialmente acompanhado por evidências da suposta irregularidade.  A secretaria da APUFPR, onde fica sediada a CPC, receberá as queixas ou denúncias. A Comissão de Ética e a CPC analisarão os casos.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Representante do capital define ordem de candidatos a reitor na cédula

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No caso, uma representação do capital dinheiro: uma moeda de 1 real lançada ao ar durante a reunião da Comissão Paritária de Consulta (CPC).

A CPC reuniu-se pela 11a. vez na tarde de hoje, 22, tendo entre os itens de pauta o sorteio da ordem dos nomes dos candidatos na cédula da eleição direta do reitor da UFPR, marcada para 27 e 28 de setembro.

Esta também foi a primeira reunião com a presença dos representantes das duas chapas concorrentes: os professores Paulo, do Direito, pela chapa Ricardo/Graciela, e Marco Randi, da Biologia, pela chapa Sunye/Andrea.  Aceito por todos o método da moeda, partiu do professor Paulo a definição de "cara" para Sunye e de "coroa" para Ricardo.

O membro da CPC professor Afonso fez a moeda demonstrar o funcionamento da lei da gravidade, que caiu com o lado "cara" para cima, indicando que, na cédula, o candidato Sunye virá em primeiro e o candidato Ricardo em segundo.

O que não quer dizer nada. Foi apenas parte do procedimento previsto nas normais eleitorais. O que valerá mesmo é o diagnóstico dos problemas da UFPR e as propostas de cada candidatura a serem debatidos nos próximos meses, até o final de setembro.  E que a comunidade universitária acompanhe atentamente essa discussão sem se deixar levar pelo marquetismo eleitoral.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Candidatos a reitor da UFPR se inscrevem e inauguram campanhas

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Marcos Sunye e Andrea se inscrevem junto à CPC, na  sede da APUFPR

As candidaturas à reitoria da UFPR de Ricardo Marcelo e de Marcos Sunye inscreveram-se no mesmo dia junto à Comissão Paritária de Consulta (CPC), sediada na APUFPR. Ontem as chapas Ricardo/Graciela e Marcos/Andrea, acompanhados das respectivas comitivas, confirmaram sua participação na consulta direta marcada para o próximo semestre.

Ricardo Marcelo e Graciela finalizam inscrição na CPC, na APUFPR

Marcos Sunye, diretor do Setor de Ciências Exatas, e sua candidata a vice-reitora, Andrea Caldas, diretora do Setor de Educação, inauguraram ontem seu Comitê de Campanha na rua Prefeito Ângelo Lopes, 1050, Alto da XV, com muita música e grande comparecimento de membros da comunidade universitária.  Ainda não sabemos o endereço onde a campanha do professor Ricardo está sediada, mas sua campanha foi lançada em evento na Asufepar no último dia 9.

Evento de inauguração da campanha Ricardo/Graciela, em 09/06, na Asufepar

Hoje, 17, encerra-se o período de inscrição de chapas à eleição direta para a reitoria, na sede da APUFPR, no Jardim das Américas, até 18 horas.  Pode haver a surpresa da inscrição de uma terceira chapa, talvez uma encabeçada pelo diretor do Setor de Ciências Tecnológicas, professor Horácio.  A CPC reune-se após as 18 horas de hoje, analisando os pedidos de inscrição, e fica no aguardo de eventuais pedidos de impugnação de chapas. Após isso, ocorre a homologação dos concorrentes e, formalmente, fica liberado o início da campanha eleitoral, nos termos do Regimento publicado no site da CPC.

Festa de inauguração do Comitê Marcos/Andrea, em 16/06, no Alto da XV

Caso haja apenas duas chapas, a consulta direta será no final de setembro. Em caso de três ou mais chapas, haverá um 1. turno eleitoral mais cedo, no final de agosto, para permitir um 2. turno, no fim de setembro.  Depois disso, o Colégio Eleitoral (CoUn somado ao Conselho de Curadores) se reunirá em 6 de outubro para elaborar a lista tríplice a ser enviada ao MEC para nomeação.

terça-feira, 14 de junho de 2016

"Eleição direta paritária à reitoria da UFPR é um absurdo"

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Segundo fontes do movimento docente, ontem um certo diretor de setor da UFPR declarou algo mais ou menos nos termos do título desta postagem.

Esse "democrático" diretor de setor considera que a escolha do novo reitor da UFPR deve se dar mesmo dentro do Colégio Eleitoral (Conselho Universitário somado ao Conselho de Curadores), onde (por lei) o peso dos docentes é de 70% e os demais 30% são repartidos entre alunos e TAE.  Entende o fâmulo da "igualdade" que é absurdo que técnicos e estudantes possam ter, via eleição direta, um peso de voto equivalente ao dos professores.

O indigitado diretor de setor - aliás, eleito numa consulta direta em 2014 - menospreza a eleição direta que está sendo organizada pelas entidades da comunidade universitária, representadas na CPC (Comissão Paritária de Consulta).  Com suas aristocráticas afirmações (próprias, aliás, de quem deve levar uma vida faustosa), esse professor da UFPR esquece uma história de 31 anos de sufrágios diretos para a reitoria, em que o primeiro mais votado sempre foi nomeado pelo ministério da educação.

Talvez ele aposte em mudanças da "nova era" do usurpador Temer e de seu sinistro da educação, deputado Mendonça Filho (DEM-PE), na qual democracia é valor de segunda categoria.  Será ele, incorporando o espírito do golpe Temerista, um candidato a reitor da UFPR à revelia da eleição direta?

Para deixar a comunidade curiosa, não declinaremos ainda o nome da excelsa figura autora de tais opiniões, mas fica a dica de que o setor é de campus distante do centro de Curitiba.

E não custa lembrar: a inscrição de candidaturas à reitoria, tanto na SOC como na secretaria da CPC, encerra-se em 17 de junho e, até as 18 horas de hoje (14), ninguém havia se inscrito ainda junto à CPC.


segunda-feira, 13 de junho de 2016

Joãozinho Onisciente e o incomodo do chapa-branquismo

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O editor deste Blog surpreendeu-se com o desconforto que uma ou outra  postagem daqui parece ter suscitado no misterioso personagem de Facebook "Joãozinho Sabe-Tudo" e seus heterônimos.  


O heterônimo de JST, "Lourenço Eduardo da Paixão", como se vê na figura acima [clique nela se quiser ampliar], publicou ontem, na rede facebookiana, uma postagem que tenta produzir questionamento no sentido de caracterizar, apoiado em fragilíssima argumentação, a pré-candidatura de Marcos Sunye como a verdadeiramente "chapa-branca".

Até as pedras do petit-pavé da Reitoria sabem que - não se tendo consolidado a candidatura do vice Mulinari - a maior parte do atual núcleo da Administração Central está em revoada para as bandas da chapa Ricardo/Graciela.

Joãozinho Onisciente, que hoje frequenta uma das vagas de representação TAE no CoUn, certamente sabe disso também. Não compreendemos bem por que se aflige.

Porém, com certeza, a eleição direta no segundo semestre terá também a conotação de um plebiscito sobre os feitos e defeitos da gestão Zaki Akel.  E aí pode não ser muito bom o carimbo de chapa-branca.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Velho peleguismo sindical toma partido na eleição à Reitoria

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Acima, um registro do evento de lançamento da chapa Ricardo/Graciela à Reitoria da UFPR, realizado ontem na Asufepar.  Ao microfone, aparece o ex-presidente do Sinditest Wilson Messias, e, logo atrás, de terno preto, o também ex-presidente Antonio Néris.

Messias e Néris foram dirigentes do sindicato dos TAE há poucos anos (2008-2011), em época de forte questionamento da base sobre o modo como operaram a venda de uma chácara do Sinditest, objeto até de uma auditoria, em que os auditores apontaram irregularidades até hoje não devidamente explicadas.

Messias e Néris também podem ser lembrados pela forma cupulista como negociaram, a portas fechadas com o reitor, a imposição do ponto eletrônico aos servidores TAE, sem nunca chamar assembleia para saber se a categoria aceitaria a jornada das 30 horas com a contrapartida do ponto.

Depois de apoiarem Zaki Akel na reeleição à reitoria em 2012, ganharam do atual reitor cargos de chefia no HC, onde puderam exercitar seus respeitosos modos com os colegas  de trabalho menos cordatos.

Em meio aos "50 tons" de não se sabe qual cor ideológica, aparece no canto esquerdo dessa foto o servidor Luiz Fernando, atual diretor do Sinditest.  No sindicato ainda não se sabe o posicionamento dos demais diretores quanto às candidaturas à reitoria, mas eles podem pedir aconselhamento aos arquipelegos com quem já conviveram em gestões passadas do Sinditest.
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Foto: página de facebook da campanha "UFPR é nossa vida".