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quinta-feira, 3 de junho de 2021

Eleição de representantes técnicos aos Conselhos Superiores da UFPR - como será votação virtual

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Na próxima 2a.-feira, 7/6, transcorre a eleição, por meio online, da representação da categoria TAE nos Conselhos Superiores da UFPR (CEPE, COPLAD e CONCUR). São quatro vagas no COPLAD (sendo uma para aposentado/a), uma no CEPE e três no CONCUR.

Para poder votar, o servidor da ativa ou aposentado precisa  ainda ter operacional uma conta de email institucional @ufpr.br.  Em 7 de junho, os servidores que constarem da lista do banco de dados da UFPR irão receber, por esse email, um link para poder acessar o sistema de votação eletrônica

Segundo informa a SuCom da Reitoria, "o processo de votação será pelo sistema Helios E-voting System, com acompanhamento e suporte da Agência de Tecnologia da Informação e Comunicação da UFPR (AGTIC).  Para acessar o sistema, será utilizado como nome de usuário a primeira parte do e-mail, antes do @, com a mesma senha de acesso do endereço @ufpr.br. As instruções para votação pelo sistema estão disponíveis neste tutorial (...)".

Pela Comissão Eleitoral, foram homologadas a Chapa 1 (com candidatos ativos e aposentados), a Chapa 2 (apenas candidatos ativos) e a Chapa 3 (apenas candidatas à vaga de aposentada do COPLAD). A chapa 2 apoia as candidaturas de aposentadas da Chapa 3 para esta vaga do COPLAD, com apoios recíprocos. A votação virtual se encerra às 17 horas.  
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Fonte: com informações da SuCom

A navalha enferrujada do senador Heinze

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Dra. Luana Araújo e senador Heinze

A internet está coalhada de textos curtos e longos comentando a atuação da médica infectologista Luana Araújo na sessão de ontem, 2/6, da CPI do Genocídio. Longos ou breves, a maioria elogiosos, outros nem tanto, mas o fato é que a Dra. Luana “causou” na CPI. Ela, sempre concisa, objetiva e didática, deu um “show de Ciência” perante os senadores da CPI, contrastando com a fugidia e enroladora oncologista bolsonarista Nise Yamaguchi do dia anterior (a chefe prática do "Gabinete Paralelo" da saúde).

Desesperado ante a performance sensacional de Luana - que estraçalhava, entre outras coisas, o “mito” do tratamento precoce (cloroquina/ivermectina) para COVID-19 - o senador gaúcho Luiz Heinze fez um virulento ataque à infectologista formada numa das principais escolas médicas do planeta (a Johns Hopkins, nos EUA) e professou apaixonada defesa da cloroquina, droga dos amores do despresidente genocida.

Em sua fala, Heinze citou o Índice H, que quantifica a produção científica de pesquisadores a partir das citações (por outros autores) dos trabalhos deles. O senador, que pertence ao partido que mais teve casos identificados de corrupção nos últimos anos, o PP (Partido “Progressista”), enumerou vários nomes e respectivos índices H, entre eles o do controvertido microbiologista francês Didier Raoult.

Didier Raoult, o cientista picareta francês

Ora, Raoult foi o sujeito que fez um “estudo” científico furado no começo de 2020 com pacientes portadores de COVID-19 e uso de hidroxicloroquina como “tratamento”. A amostra que o francês usou em seu “estudo” era pequena demais, o método era errado, ele só divulgou os casos de resultado positivo e escondeu os casos de quem morreu ou teve que ir para a UTI. Mas o francês, ambicionando fama, chamou uma coletiva de imprensa e anunciou para o mundo a grande descoberta da cloroquina como a “cura” para a COVID-19, causando rebuliço nos meios médicos e acadêmicos.

Donald Trump imediatamente abraçou a cloroquina como panaceia para a COVID-19 e, no Brasil, o genocida Bolsonaro, sempre lambe-botas do norteamericano, fez o mesmo. Seu Jair virou garoto-propaganda da droga miraculosa, desdenhando medidas como distanciamento social, uso de máscaras e álcool gel, e até oferecia cloroquina para as emas do jardim do palácio em Brasília, que fugiam dele.

E, apesar de todo o desmentido do mundo científico ao longo de 2020 sobre a completa inutilidade da cloroquina para tratar COVID-19 (fora os efeitos colaterais de risco de infarto cardíaco e lesão de retina), o Messias Bolsonaro continua firme até hoje na defesa da droga. Ele e seu pelotão de enganadores, como a Dra. Nise Yamaguchi, aquela que não soube na CPI explicitar a diferença entre protozoários e vírus.

Voltando à CPI: Luana ouviu pacientemente a arenga do senador Heinze. Na resposta a ele e à sua alusão aos nomes do índice H, em especial o do cientista picareta Didier Raoult (que mais tarde se retratou de seu trabalho furado), a médica usou de fina ironia. Perguntou de volta a Heinze: “o senhor já ouviu falar do prêmio Rusty Razor?”. Mas ela não explicou na hora o que é esse prêmio.

Rusty Razor, ou “Navalha Enferrujada”, é o nome do prêmio anual, concedido pela antiga revista britânica “The Skeptic” (“O Cético”) ao principal promotor de PSEUDOCIÊNCIA do ano. E quem ganhou o prêmio Rusty Razor de 2020? Didier Raoult, ídolo do senador gaúcho bolsonarista.

O patusco senador Heinze, assim como seu capitão genocida, merece em 2021 um prêmio parecido, tamanha a ignorância e obscurantismo. O melhor mesmo será que o povo não reeleja mais trastes como esses dois e os esconjure para longe de Brasília. Para sempre!

Por pluralidade na representação TAE nos Conselhos da UFPR

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A presença de representação dos técnico-administrativos nos Conselhos Superiores da UFPR não foi dádiva das autoridades universitárias. É resultado de uma luta de décadas, batalhando o argumento de que os TAEs também deveriam ter vagas no CEPE (Ensino, Pesquisa e Extensão), COPLAD (Planejamento e Administração) e CC (Curadores). Não havia nenhuma vaga prevista para TAEs nos tempos de ditadura militar, mas esse quadro, ao longo dos anos finais do século passado e iniciais do 21, foi mudando.

O Conselho que mais diretamente interessa aos TAEs é o COPLAD, onde há uma vaga reservada à representação de aposentados (uma titular, com uma suplência). Essa vaga é definida pelo voto apenas de aposentados/as, sendo as demais vagas (3) dos servidores da ativa.

Na eleição direta virtual marcada para 7 de junho deste ano (2a. Feira), está inscrita uma chapa ‘avulsa’ de duas aposentadas, a Chapa 3 – “Representar/Informar/Unificar”, constituída pelas servidoras Guaracira Flores da Silva e Rita de Cássia Kavulak

Este Blog apoia a Chapa 3 [clique na figura acima para ampliar e ler melhor] e pede o voto do segmento de aposentados/as da categoria TAE.

Por quê? Antes de tudo, por conhecermos bem e confiarmos nas duas companheiras que se lançam candidatas. Tanto Guaracira como Rita, antes da aposentadoria, já foram dirigentes do SINDITEST por dois anos na primeira década deste século, disso colhendo experiência e conhecimento das dificuldades por que passaram e passam os servidores públicos.

Guaracira é graduada em Farmácia/Bioquímica pela UFSM e desde 1992 está na UFPR, tendo atuado em vários setores da Universidade, tais como o Setor de Ciências Biológicas, a Auditoria Interna (AUDIN) e a Farmácia-Escola. Graduada em Matemática, Rita entrou na UFPR em 1980, trabalhando como analista de sistemas no antigo CCE (hoje AGTIC) e na PCU (hoje SUINFRA).

Guara, como é mais conhecida pelos colegas, e Rita denominaram sua Chapa 3 com base em três pilares indispensáveis para uma eficaz representação num Conselho da UFPR: “Trabalhar – Informar – Unificar”. Trabalhar bem, com competência e assiduidade, na representação da categoria nas atividades do COPLAD, por óbvio.

Informar a base de tudo que estiver acontecendo no COPLAD, seja no que diga respeito diretamente ao segmento de aposentados/as, como também nos temas de toda a categoria TAE (por exemplo, a ameaça da contra-Reforma Administrativa do governo federal) e gerais da UFPR.

E fazer tudo isso em unidade, seja com os demais colegas servidores da ativa (e com a Diretoria do SINDITEST), seja com as representações estudantis e docentes nos Conselhos (e suas entidades DCE e APUFPR).

O outro aspecto que aposentadas e aposentados da UFPR devem considerar para votar na Chapa 3: a pluralidade política na representação nos Conselhos. Guara e Rita apresentam-se como postulantes politicamente independentes – mas completamente comprometidas com as lutas históricas e imediatas da categoria TAE. 

Há outras duas chapas concorrendo. A Chapa 1, composta por membros da ativa e aposentados, liga-se à corrente política que hoje está na Diretoria do SINDITEST, do campo da central sindical Conlutas. Por seu turno, a Chapa 2 conecta-se politicamente com uma corrente do campo cutista. No entanto, a Chapa 2 - "UFPR & HC, juntos pra valer!" é integrada somente por trabalhadores/as da ativa e apoia as candidatas aposentadas da Chapa 3, e reciprocamente.

As chapas 1 e 2 incluem colegas bons e de luta da UFPR, e nenhum problema há em que eles se vinculem a vertentes organizadas de opinião do movimento sindical brasileiro, isso é saudável. Porém, bem poderá ser melhor para arejar e enriquecer a democracia na representação em Conselhos que haja pluralidade de ideias e proposições para os rumos da UFPR e das condições de vida dos trabalhadores, sejam da ativa, sejam os já aposentados. Por isto também, este Blog defende essa pluralidade e apoia decididamente a Chapa 3 no pleito virtual de 7 de junho.

Veja neste tutorial da AGTIC instruções sobre como será a eleição virtual.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Memórias - somos o que fomos e poderemos ser

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A propósito do filme "The Dig" ("A Escavação")

Miss Flowers estava cansada de tanto andar sobre águas, ao lado de seu companheiro, o capitão John Solitaire. O capitão tinha esse sobrenome advindo de antepassados bárbaros da Europa, mas de modo algum estava solitário: tinha a seu lado Mary Flowers. Terríveis tempestades, enormes ondas, monstros marinhos já tinham enfrentado. Tormentas só não havia em seus dois corações, cujos fluxos de afeto corriam como encontros de águas de rios, de distintas cores, cujos peixes se entrecruzam dizendo-se ‘bom dia’.

Aportaram na parte leste de uma ilha estranha, que mais tarde seria conhecida como Suffolk. Cansados demais do imprevisível mar, das baleias fantásticas e dos seres dos oceanos, com ajuda dos marinheiros, arrastaram seu velho navio para dentro da ilha, com todos os seus tesouros. Os marinheiros foram liberados, com parte dos tesouros obtidos em butins, para tentar a vida em Londres, mas John e Mary tinham tomado uma decisão. Velhos estavam e decidiram usar seu velho navio como urna funerária. Pediram aos marinheiros, antes de partirem para tentar suas sortes, que cobrissem o navio com a terra úmida do lugar, e no porão se uniram para um abraço até a eternidade.

Quatorze séculos depois, naquela intrigante elevação perto de Ipswich, a viúva Edith Pretty chamou um arqueólogo amador para escavar e descobrir o que era objeto de tanta curiosidade dela. E a isso se dedicou o escavador Basil Brown, até achar o navio, e seus tesouros, o principal sendo os esqueletos abraçados de John e Mary.

As preciosidades dentro do navio foram guardadas e expostas no British Museum como relíquias dos primeiros períodos da Inglaterra do século 6. Dos ossos semiarticulados de Mary e John, enlaçados no fundo do navio, nada mais se sabe. E nada também dos destinos de Edith Pretty e seu escavador Basil Brown, a não ser pelos olhares recíprocos que por vezes trocavam, um buscando encontrar os tesouros que teimavam em se esconder no íntimo de cada um. Que nunca foram descobertos.

Então, temos que escavar. Dentro de nós e também de quem amamos. Riquezas especiais poderão ser descobertas.
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(*)”The Dig” - 1h 52min - Drama, Histórico
Direção: Simon Stone; Roteiro Moira Buffini
Elenco: Ralph Fiennes, Carey Mulligan, Lily James
Disponível na plataforma de streaming NetFlix

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Carreata em Curitiba no Dia do Trabalhador

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Neste 1. de Maio, dia de comemoração e lutas de resistência dos trabalhadores e das trabalhadoras, a atividade unificada chamada pelas Centrais Sindicais, com participação de outras entidades dos movimentos sociais será uma carreata (por causa da pandemia), que partem de dois pontos de Curitiba e depois se juntam, conforme o cartaz acima [clique na figura para ampliar].

Temos que defender a vida e a democracia, e protestar contra a marca de mais de 400 mil óbitos, sob responsabilidade principal do desgoverno genocida de Bolsonaro, que não está nem aí com essa mortandade de brasileiras e brasileiros.

APUFPR: eleição feita ontem deu vitória à Chapa 1

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Saudamos o bem-sucedido processo eleitoral da APUFPR, ocorrido ontem, em plataforma telepresencial devido à pandemia. E comemoramos a vitória da Chapa 1 - "Unidade, Democracia e Luta", apoiada desde o início também por este Blog.

A chapa vencedora, presidida pelo professor Paulo Vieira, da Filosofia, obteve 677 votos (58,5% dos votos válidos), contra 480 alcançados pela Chapa 2 - "Autonomia e Luta". O mandato da nova Diretoria é para o biênio 2021-2023. A posse da chapa eleita também via internet acontecerá na primeira quinzena de maio.

Confiamos que a nova direção docente fará todos os esforços para engajar o máximo de professores nas lutas por suas questões de categoria. Mas também será importante esteio, ao lado de alunos e técnicos, no processo geral de resistência e defesa da UFPR contra as reiteradas tentativas de assassinato orçamentário e político das Universidades Públicas da parte do despresidente genocida e seu parasita Paulo Pinochet Guedes.

"Nomadland" e a América redescoberta

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Vencedor do Oscar, filme de Chloé Zhao extrapola cidades-fantasmas e a crise social dos EUA. Mostra também a desumanização do capitalismo pós-industrial, numa revisão crítica da mitologia do desbravamento e da busca de liberdade…

José Geraldo Couto via Outras Palavras

Falou-se tanto sobre os significados extracinematográficos (geopolíticos, sociais, de gênero, etc.) da consagração de Nomadland no Oscar deste ano que o filme em si acabou um pouco obscurecido. Vamos a ele.

A saga da cinquentona Fern (Frances McDormand), que transforma sua van em residência rodante depois que sua cidade literalmente desaparece do mapa, tem o dom de unir duas coisas: um olhar sobre a América contemporânea, com sua crise social, de emprego e moradia, e uma revisão crítica da mitologia do desbravamento, da busca incessante de uma liberdade sem cercas e sem fronteiras. Aliás, três coisas, porque há também, e principalmente, uma reflexão sobre a passagem do tempo e seus efeitos sobre os indivíduos.

Quem viu os filmes anteriores de Chloé Zhao (As canções que meu irmão me ensinou e Domando o destino) sabe como é cara à diretora de origem chinesa a paisagem do Oeste, com suas pradarias, vales, desertos, horizontes sem fim. Mas é uma contemplação tingida de melancolia e lastreada por uma visão crítica da história que se desenvolveu em torno desses locais.


Desbravadores às avessas


Num diálogo crucial em que parentes questionam a vida nômade de Fern, a irmã da protagonista tenta dourar um pouco a amarga pílula: “O que ela faz não é diferente do que os pioneiros faziam. Acho que Fern é parte de uma tradição americana”.

Só que os desbravadores de dois séculos atrás estavam em busca de um novo mundo pleno de potencialidades, partiam em caravanas para fundar a terra prometida, e as legiões atuais de nômades em suas vans, trailers e motor-homes já não esperam nem sonham com mais nada, só querem viver um dia depois do outro, perto da natureza e longe das dívidas, violências e opressões da vida urbana. É significativo que esses novos nômades morem em seus carros. Sem emprego, sem casa, sem dinheiro e sem família, o que restou foi o automóvel. É o denominador comum, o ponto zero da América.

Claro que isso é uma generalização defeituosa, mas baseada em grande parte no recorte apresentado pelo filme. A maioria dos indivíduos com quem Fern cruza em seu caminho são idosos ou de meia-idade, em geral desempregados, aposentados ou vivendo de empregos temporários, como ela própria, que trabalha de empacotadora, garçonete, balconista, zeladora de acampamento, etc.

Temas contemporâneos e urgentes, como a precarização do emprego, a ausência de um sistema público de previdência e saúde, as dificuldades de moradia e o poder opressivo dos bancos estão presentes com toda a clareza, mas não parece ser essa a única nem a principal motivação da diretora. Seu foco está nos personagens, em especial na protagonista, claro, de quem a câmera não se distancia nem por um momento.

Lacônica, prática, firme, oscilando entre a dureza e o afeto, Fern carrega em si o peso dos anos de batalha, dos sonhos desfeitos, das pedras e perdas do caminho. Seu rosto é um inventário de dores e, em menor grau, de alegrias. Difícil imaginar uma atriz mais talhada para o papel de Frances McDormand.

quarta-feira, 21 de abril de 2021

A CPI do Genocídio e a solidão de Bolsonaro com sua "milagrosa" cloroquina

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Embora o governo Bolsonaro trate como uma vitória o adiamento para a próxima terça-feira, 27, da instalação da CPI da Covid-19, politicamente ela já está funcionando

Por Fernando Brito - Blog Tijolaço

As notícias dos jornais – especialmente as da Folha SP, informando as ações sobre o Exército para liberar recursos às pressas para a produção de montanhas de comprimidos de hidroxicloroquina e a ordem dada por ofício à Fundação Oswaldo Cruz para que estimulasse, entre os médicos, a orientação para prescrevê-la, além de também produzir quantidades extras – mostram que a apuração dos absurdos praticados pelo governo brasileiro está em pleno processo de apuração e, mais ainda, de comprovação formal de sua autoria.

E acontece que, nesta questão do “tratamento precoce” todos estão desesperados para dizer que “não fui eu” quem indicou a cloroquina, embora muitos tenham sido omissos ou cúmplices deste charlatanismo, do qual não se afastou até agora. Trump, pelo menos, escafedeu-se do assunto e de outras bobagens que falou, investindo maciçamente na compra de vacinas.

O “Mito” fez o inverso e por isso não terá solidariedade de ninguém, a não ser de seus alucinados falangistas.

Do Exército, não é preciso dizer mais do que a forma com que trata Eduardo Pazuello, uma “batata quente” que querem em qualquer lugar, menos junto da corporação cuja imagem ele “ferrou”, para usar a expressão do ex-comandante, general Edson Pujol, relatada hoje por Ancelmo Gois, em O Globo.

O Conselho Federal de Medicina, praticamente a única entidade médica a ser tolerante com o medicamento, está sob pressão de grande parte da corporação e do próprio Ministério Público, ao qual vem protelando a entrega das atas das reuniões nas quais decidiram que receitá-la fazia parte da “liberdade médica”.

Também não vai adiantar aludir às referências internacionais: o médico francês Didier Raoult, que lançou a irresponsabilidade, voltou atrás e admitiu que a cloroquina não produz benefícios. A Índia, onde o primeiro-ministro Narendra Modi foi parceiro de Bolsonaro na indicação da droga, está mergulhada numa explosão de casos da doença – 300 mil ao dia – , o que, de quebra, vai arruinar o cronograma de entrega das 42 milhões de doses do Consórcio Covax Facility, da OMS, que esperávamos ansiosamente aqui, porque estão suspensas todas as exportações dos laboratórios indianos.

Nesta questão, o horizonte é de completa solidão para o charlatão Bolsonaro, porque não terá nem a companhia de seu ministro da Saúde, que não pode responder com um simples “sim” à pergunta direta sobre se receitaria hidroxicloroquina a um paciente de Covid-19.

Ninguém o apoiará nisso. Como já vimos, nem as emas do Alvorada.
Texto e foto do Tijolaço
Título da postagem dado por este Blog NaLuta

terça-feira, 20 de abril de 2021

Eleições para a Diretoria da APUFPR: todo apoio à Chapa 1 !

Um comentário:


Em 29 de abril, via plataforma virtual, a APUFPR realiza eleições para a Diretoria, mandato 2021-2023.  Concorrem duas vertentes do movimento docente da UFPR. De um lado, a chapa 1, "Unidade, Democracia e Luta", cujo candidato à presidência é o professor de Filosofia Paulo Vieira Neto, disputando sua reeleição.  Enfrenta a oposição da chapa 2, "Autonomia e Luta", capitaneada pelo professor de Medicina Rogério Miranda.

Para conhecer detalhes do processo eleitoral online do dia 29/04, a composição completa das duas chapas e suas propostas, clique aqui.

Uma oportunidade imediata é acompanhar o debate das chapas, que acontece hoje, 3a.feira, 20/04, a partir das 19h00, nos canais de Facebook e Youtube da APUFPR.

As duas chapas estão no campo da esquerda/centro-esquerda.  Contudo, desde logo, este Blog posiciona-se claramente em apoio à chapa 1, pelo prosseguimento e aperfeiçoamento da prática da gestão atual do professor Paulo Vieira. Logo abaixo, a composição da chapa [clique na figura para ampliar].

Conhecemos de longa data o militante sindical, sério e sempre afável, Paulo Vieira.  Mas, fundamentalmente, o trabalho recente que ele e seus/suas companheiros/as vieram realizando.


A gestão 2019-2021 assumiu o comando da entidade justamente quando principiava a tragédia brasileira do desgoverno Bolsonaro, com seu cortejo de ataques às Universidades Federais e ao serviço público.  Desde 2019 foi preciso construir muitos atos de resistência aos criminosos cortes de bolsas e das verbas de custeio da Universidade.  Desmascarar e derrotar o privatizante projeto "Future-se" do inepto e semianalfabeto "ministro" fujão Abraham Weintraub. E lá esteve a APUFPR, ombro a ombro com servidores técnicos e estudantes, na praça pública enquanto isso era possível, antes da pandemia.  Nos meios virtuais, em 2020, premidos todos pela ameaça da insidiosa COVID-19.

Em outro período destacado, APUFPR, Sinditest e DCE uniram-se fortemente para assegurar a democracia  universitária na sucessão da Reitoria.  O processo virtual de escolha de reitor/vice - questionado por setores da UFPR, equivocados uns, oportunistas outros - foi pleno de sucesso.  Seja na condução transparente e bem organizada, seja na garantia da vitória e posse de uma gestão de Reitoria que assegura a trincheira em defesa da Universidade Pública Gratuita e Democrática, e da Ciência, bastião de resistência aos retrocessos bolsonaristas/guedistas.

Além disso, nesta conturbadíssima quadra da História brasileira, é a Chapa 1 aquela capaz de uma postura de efetiva amplitude política e de sempre esforçar-se por realizar a unidade na ação, acima de sectarismos ou voluntarismos, em aliança com os outros dois segmentos da comunidade universitária assim como com os setores progressistas de toda a sociedade.  Uma Frente Ampla em defesa da vida, da democracia, da soberania nacional, da Constituição está como nunca na ordem do dia, antes que o fascismo de fato realize seus intentos de destruir este país como Nação.

Assim, pedimos a simpatia de nossos/as colegas técnico-administrativos/as e dos/das estudantes.  Sobretudo, o apoio militante dos/das docentes amigos/as para garantir a vitória da Chapa 1 em 29 de abril.  Viva a Chapa 1!

sábado, 10 de abril de 2021

Mantenha os nazistas por perto

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Porque o bolsonarismo não respira sem eles.

Leandro Demori - Site The Intercept Brasil (TIB) 

Quem mora no Rio de Janeiro já deve ter visto a imagem acima pichada em algum muro, pilastra ou viaduto. Não é de hoje que ela se espalha pela cidade. O que aconteceu no STF esta semana me fez lembrar dela. A briga por manter igrejas abertas durante a pandemia tem muito a ver com isso, talvez de modo mais preocupante do que vocês estejam pensando.

"Bíblia SIM

Constituição NÃO"

O que se viu: Bolsonaro usando seu nanoministro Kássio Nunes Marques – e também os obedientes advogado-geral da União, André Mendonça, e o procurador-geral da República, Augusto Aras – para agradar a católicos & evangélicos. Mesmo que tenha perdido a votação ("Por 9 a 2, STF decide que estados e municípios podem restringir cultos e missas na pandemia"), o bolsonarismo enfrentou a questão em praça pública em nome de fiéis e dizimistas. Uma vitória na derrota. Mas essa briga tinha também outra plateia.

Não são os felicianos ou malafaias – clássicos adesistas das tetas do governo de turno – que mais importam aqui. É de gente bem pior que estou falando. Gente que lá atrás, muito antes de Bolsonaro pensar em disputar a Presidência, já era parte de sua base fiel por ver ali, naquele deputado, alguém capaz de defender a história indefensável. O circo no STF serviu para manter pessoas perigosas coladas no bolsonarismo.

O pedido foi feito pela Associação Nacional de Juristas Evangélicos, um grupo comandado por calvinistas que está tomando o governo por dentro e sem alarde. A diferença principal dos evangélicos calvinistas para os demais é sua compreensão de que o cristianismo deve reivindicar a hegemonia cultural. Um cristianismo supremacista, implacável contra o “esquerdismo”, o “liberalismo teológico” e o “comunismo". 

Fazendo buscas no site da Anajure, me deparei com um post descuidado. A entidade defendeu publicamente um grupo de pessoas fazendo um gesto imortalizado pelos nazistas. O detalhe é que ninguém sequer falou em Anajure no post em que se denunciou o ato. Ninguém chamou a Anajure para essa conversa. Qual o objetivo de atravessar a rua e escorregar em uma casca de banana que não é sua? Corre-se o risco de parecer que a entidade quer naturalizar a saudação na sociedade. A Anajure deveria ter mais cuidado.

Porque, como bem disse Michel Gherman, o bolsonarismo só ganhou corpo quando estendeu a mão para uma parte extremamente podre da nossa sociedade. Bolsonaro e seu movimento não podem perder essa gente, sobretudo agora quando sua popularidade cai e a gestão assassina da pandemia é um fato inegável. Sem a base, eles não são nada. E grupos nazistas e fascistas são a verdadeira base de Bolsonaro.

Eles já estavam defendendo sem vergonha o então deputado em 2011(!), quando sequer se imaginava que Jair teria alguma intenção de concorrer à Presidência. Na foto abaixo, enquanto um homem veste a camiseta de um Bolsonaro com sorriso de família aos domingos, outro ostenta o logotipo do Kombat Rac (combate racial), um grupo fascista.

Um ano depois, Bolsonaro falou das qualidades de Hitler ao CQC. Estava acariciando o grupo aí de cima. Foi lá, em rede nacional, que o Brasil viu um homem público com chances eleitorais capaz de dizer – como diria mais tarde – que o holocausto pode ser perdoado. Os supremacistas tinham, enfim, seu candidato.

Ao dar vazão, em pleno Supremo, ao ideário de “Bíblia SIM, Constituição NÃO”, o bolsonarismo acena mais uma vez às seitas que formam seu néctar. As pichações no Rio são feitas pelos membros da congregação Geração Jesus Cristo, um grupo religioso que promove agitação política muito parecida com as que se viu pré-golpe de 64. Entre seus atos, estão a publicação de vídeos nos quais seus membros se vangloriam por destruírem imagens de um centro espírita e, claro, clamar por um novo holocausto. Bolsonaro não pode arriscar perder essa base. Não agora, quando está cada vez mais enfraquecido.

Falar sobre inspirações nazistas e fascistas na política virou lugar-comum nas democracias. Muitas vezes, os gritos são hipérboles que enfraquecem a própria ideia do terror. Não é disso que se trata agora. O atual governo é, sim, inspirado e suportado por supremacistas. É essa base, em última instância, que ficará ao lado de Bolsonaro nos dias que virão – seja para salvá-lo de um impeachment, seja para tacar fogo no país.

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terça-feira, 6 de abril de 2021

AGLO...meração é POP

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Culto no templo do picareta Edir: 'Vou apressar encontro  de vós com Jesus'


Kássio ConKá Nunes, o juiz serviçal a Bolsonaro no STF, decretou monocraticamente que está liberada a realização de cultos evangélicos e missas presenciais, desde que, diz Kássio, se respeitem medidas como limite de 25% de pessoas nos templos, uso de máscaras e de álcool em gel...

Ora, quem vai fiscalizar nessas cerimônias religiosas que estará sendo obedecido o limite de 25%, uso de máscaras e álcool? Ninguém.  Logo, os pastores podem liberar geral e depois dar a desculpa de que não tinham como impedir que a multidão à porta do templo também pudesse entrar.

O próprio juiz Kássio ConKá admitiu, em sua decisão, que a tal Associação de Juristas Evangélicos, que pediu a decisão ao STF com base numa figura jurídica da CF, não tinha legitimidade para fazer tal pedido.  Mesmo assim, o peão bolsonarista do STF tomou a decisão... a partir de pedido ilegítimo! 

Amanhã, o plenário do STF se reúne para definir de uma vez essa questão, ou seja, reiterar a decisão prévia do próprio plenário de que governadores e prefeitos tem autonomia para baixar medidas que evitem a propagação do coronavírus, como é o caso de proibir diversos tipos de aglomerações (como em cultos e festas).  E o poodlezinho juiz de Bolsonaro deve levar uma surra verbal no STF e sua decisão da semana passada ser sumariamente jogada no lixo.

Mas, para os negacionistas que idolatram o bezerro de ouro chamado Jair Messias, AGLOmeração é POP, AGLOmeração é TECH, AGLOmeração é TUDO de bom para voltar a encher a "sacolinha" com dízimos que garantem a vida boa de pastores que traficam com a fé.

Pesquisa XP: 48% consideram desgoverno Bolsonaro ruim ou péssimo

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Pesquisa da XP/Ipespe, publicada ontem (5/4), com 1.000 entrevistados de todo o país, aponta que  48% desses consideram o desgoverno Bolsonaro como "ruim ou péssimo".  A avaliação negativa tem subido constantemente: desde outubro/2020, já cresceu em 17 pontos porcentuais.

O que se poderia esperar de um desgoverno que deixou o Brasil virar epicentro da pandemia  COVID-19, em que hoje, contam-se mais de 331 mil mortes, à taxa acima de 3 mil óbitos diários, em que a política de vacinação anda a passos de tartaruga?  Em que transcorre uma colossal recessão econômica, com 14,3 milhões de desempregados, grande aumento da miséria e da fome, sem chance de melhora à vista. Mas Bolsonaro tira 19 dias de férias em SC e nisso gasta 2,4 milhões de reais só na flauta.

A esperança está numa Frente Ampla Pela Vida, que já abarca vários setores sociais e políticos, que cobra de Bolsonaro auxílio emergencial decente de ao menos 600 reais para os mais empobrecidos, e por vacinação já.  Além de lutar pela remoção do despresidente genocida da cadeira do Planalto, do jeito que for (renúncia, interdição, impeachment).

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Por uma felicidade vadia

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Associado ao êxito individual, o ser feliz tornou-se obrigação tormentosa. Pode ser, porém, o desfrute de uma vida sem medos; os convívios que permitem encarar o incerto e a tristeza; e uma ética que, prezando o cuidado, desafia os moralismos

Por Antoni Aguiló (trad. de Simone Paz) - Site Outras Palavras

Desde 2013, a ONU reconhece o dia 20 de março como o Dia Internacional da Felicidade. Hoje em dia, a felicidade parece um significante vazio, explorado em excesso, até a exaustão. Abraça tantos significados diferentes, que praticamente cabe tudo nela: desde o consumo de Viagra, até os livros de Paulo Coelho.

Apesar da banalização do termo, ao longo das últimas décadas o neoliberalismo impôs a crença de que a felicidade era fruto do esforço e do talento individual, um prêmio que ganhamos por sermos produtivos e competitivos. É o típico discurso da meritocracia liberal, onde cada um chega onde quer com base em seu próprio valor. Para isso, a meritocracia nos introduz a necessidade contínua do “sempre mais”: treinar mais, trabalhar mais, demonstrar mais, ter mais seguidores nas redes sociais etc. A felicidade torna-se prisioneira entre as frias paredes do cálculo e da eficiência.

É uma dinâmica aparentemente virtuosa, mas capaz de gerar muita frustração e angústia: do mesmo jeito que ficamos contentes com nossos sucessos, nos culpamos por nossos fracassos. A verdade é que o lembrete que o coronavírus trouxe sobre a crua imprevisibilidade da vida desmente o discurso do mérito e da recompensa, principalmente em países que acumulam desempregados — e onde os méritos que supostamente garantiam o sucesso (títulos, idiomas etc.) parecem inúteis. Mas também é desmentido pelo fato de que viver em sociedades sendo branco, homem e hétero e cissexual é um privilégio que oferece vantagens desde o início.

Além disso, a crise do coronavírus escancarou a natureza frágil e instável da felicidade humana, sujeita a três processos que já ocorriam, mas a pandemia se intensificou. O primeiro é a medicalização da felicidade. A nova normalidade trouxe consigo uma normalidade medicada, na qual 55,9% dos espanhóis, por exemplo, sentiram-se “muito tristes ou deprimidos”. Sem mencionar o aumento global do risco de suicídio durante a pandemia. Nesse contexto, logo depois da vacina, os antidepressivos despontam como o grande negócio da indústria farmacêutica no combate à chamada “fadiga pandêmica”. A assombrosa previsão de Huxley sobre a felicidade produzida quimicamente em “Admirável Mundo Novo”, tornou-se realidade.

O segundo processo é a patologização da infelicidade...

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Insegurança alimentar atinge 117 milhões; destes, 19 milhões têm fome

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Com a pandemia do novo coronavírus, aumentou o número de brasileiros que conhecem a fome. No final do ano passado, 116,8 milhões de pessoas conviviam com algum grau de insegurança alimentar. Desses, 43,4 milhões não tinham alimentos em quantidade suficiente suficiente e 19,1 milhões de pessoas conviviam com insegurança grave, ou seja, fome. O número dos que lidam com a fome tem 9 milhões a mais que em 2018, quando eram 10,3 milhões de pessoas nessa situação.

Os dados pertencem a um levantamento conduzido pelo instituto de pesquisas Vox Populi a pedido da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar, que reúne as entidades Oxfam Brasil, Action Aid, Friedrich Ebert Stiftung e Ibirapitanga. Os pesquisadores levantaram dados de 2.180 domicílios nas cinco regiões do país, entre 5 e 24 de dezembro de 2020.

Mais de meio milhão de mortos por COVID-19 até fim de junho no Brasil, projeta a Universidade de Washington

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O Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde, da Universidade de Washington (EUA), prevê 100 mil mortes por COVID-19 no Brasil ao longo de abril.

Segundo uma pesquisa da instituição, - que considera fatores como a disseminação de variantes do vírus, uso de máscaras e respeito ao distanciamento social - o número de mortos pode saltar dos atuais 330.297 óbitos, registrados em 3/4, para 436 mil em 4 de maio.

Esse total pode cair para 429 mil mortes caso 95% da população use máscara em público.

A universidade projeta ainda que até o final do primeiro semestre o Brasil atinja a marca de 595 mil mortes no pior cenário. No caso da adoção de máscaras em público por 95% da população, esse número pode cair para 507 mil.


TRÊS CENÁRIOS POSSÍVEIS

1- Cenário atual

#Total de mortos na pandemia até os próximos 30 dias: 434.702
#Total de mortos na pandemia até o final do 1º semestre: 561.634

Neste cenário, a universidade considera:

*Mobilidade dos não vacinados seguindo o padrão apresentado no último ano;
*25% dos vacinados voltando a se deslocar como faziam antes da pandemia;
*Variantes britânica, sul-africana e brasileira se espalhando entre regiões vizinhas no ritmo já registrado no Reino Unido;
*Casos diminuindo entre os que se vacinaram há 90 dias.

2- Pior cenário

#Total de mortos na pandemia até os próximos 30 dias: 436.151
#Total de mortos na pandemia até o final do 1º semestre: 595.521

Neste cenário, a universidade considera:

*Deslocamento de quem ainda não foi vacinado se mantendo como no último ano;
*Todos os vacinados voltando a se deslocar nos níveis pré-pandêmicos;
*Variantes brasileira e sul-africana começando a se espalhar em locais onde ainda não haviam chegado;
*Eficiência da vacinação sendo inferior diante da variante sul-africana;
*Uso de máscaras caindo entre os vacinados.

3 - Cenário com uso de máscaras em público por 95% da população

#Total de mortos na pandemia até os próximos 30 dias: 429.634
#Total de mortos na pandemia até o final do 1º semestre: 507.113

*Mobilidade dos não vacinados seguindo o padrão apresentado no último ano;
*25% dos vacinados voltando a se deslocar como faziam antes da pandemia;
*Variantes britânica, sul-africana e brasileira se espalhando entre regiões vizinhas no ritmo já registrado no Reino Unido;
*Uso correto da máscara sendo adotado por 95% da população.

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Fonte: texto com informações do Portal G1 de 29/03;
Ilustração da revista ‘Science’ (EUA)

sábado, 27 de março de 2021

Vergonhas notáveis protagonizadas por Bolsotários

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Quantos desses zumbis trouxas de fato ainda apoiam o fascista genocida que levou o Brasil a ser motivo de chacota mundial?

Desgoverno Bolsonaro está nas cordas, mas direita (ainda) não tem alternativa

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Jair Bolsonaro está no corner, encostado nas cordas e, pela primeira vez desde que tomou posse, tendo de aguentar apanhar sem devolver com mais força os golpes.

Fernando Brito - Blog Tijolaço

A questão é que quem o encurrala não é a oposição de esquerda, mas a direita não-bolsonarista e o grupo do Centrão do qual o próprio Bolsonaro achou que se adonara ao patrocinar a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado.

O primeiro quer tomar as rédeas da orientação político-econômica do governo. O segundo, quer devorar a própria máquina do governo.

Bolsonaro, ao menos temporariamente, perdeu seu pé de apoio nos militares (o grupo palaciano de generais enfraqueceu-se) e na maioria conservadora do Congresso, que não está disposta a acompanhá-lo no desastre do (não) combate à pandemia.

Mas nenhum dos dois, ao menos até agora, tem alternativa a Bolsonaro no processo eleitoral.

Sua opção mais viável, Sergio Moro, já vinha avariada há tempos e, com a declaração de suspeição, parece ter sido torpedeada abaixo da linha d’água. João Dória, mesmo com a bela atuação que teve no caso da vacina chinesa (que responde por 85% da pouca vacinação que temos) carrega a maldição do “Bolsodória” e não se viabilizou nacionalmente e nem mesmo no PSDB. Mandetta sequer regionalmente se destaca. Luciano Huck é a mais velha novidade da política e está na pista há quatro anos sem decolar. E Ciro…bem, Ciro está se “marinando” e virando apenas uma alternativa de solução partidária que Carlos Lupi, hábil como ele só na sobrevivência política, conduz com inteligência.

E, como não têm um nome alternativo, também são prisioneiros do impasse tal como Bolsonaro. Podem acertá-lo apenas com “jabs”, miná-lo, enfraquecê-lo, mas não derrubá-lo.

Ernesto Araújo, o pazuéllico chanceler, é o alvo da vez. Bolsonaro evita entregá-lo, para sustentar suas falanges, mas pode vir a fazê-lo se isso não representar dobrar o joelho. Por isso, já se especula a indicação do Almirante Flávio Rocha para o posto de chanceler. O Centrão derruba, mas a ala militar leva.

Ainda é cedo para dizer se, apesar de seu núcleo importante de apoio nas falanges idiotizadas, Jair Bolsonaro aguentará a sessão de pancadas. Diria que sim, com os elementos que se tem agora.  Mas governo, quando entre em colapso, vira caixa de surpresas.

E tomara que a genial charge acima, do admirado Aroeira, cheia de significado, não se torne realidade, nem para putsch da Cervejaria na Baviera ou, mais improvável, para a instituição do Reich.  Ali, também, a direita não tinha alternativa.
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Texto do Blog Tijolaço e charge de Aroeira
Título modificado por este Blog
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Alô, marreco! Quéén! Whooo! Bemvindo telefona ao ex-juiz parcial e suspeito

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 Humorista Benvindo Sequeira, ex-ator da Globo, telefona a sérgio moro para "prestar solidariedade" depois que o STF o declarou "suspeito" e "parcial".


Defender a Educação Pública! Plenária nacional em 31 de março

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Um criminoso Orçamento para 2021 foi aprovado há poucos dias no Congresso Nacional, com nova rodada de brutais cortes nas áreas de Saúde (em plena pandemia de COVID-19) e da Educação.  Universidades Federais, UT's e Institutos Federais vão continuar padecendo, ainda mais, com reduções importantes no orçamento de custeio e capital. Além das ameaças que vem com a proposta de Contra-Reforma Administrativa, como congelar salários do funcionalismo por 15 anos direto. É preciso resistir e protestar muito mais contra a política de desmonte de serviços públicos desse desgoverno genocida de Bolsonaro e Paulo Parasita Guedes!

Nesse sentido, realiza-se uma Plenária Nacional Unificada em Defesa da Educação Pública, na próxima quarta-feira (31/3), às 14h, em plataforma virtual. A plenária será transmitida pelas redes sociais das entidades e terá seis blocos. A FASUBRA é uma ativa participante da Plenária, e ela poderá ser acompanhada pelo Facebook da Federação.


A Plenária encerra as atividades do “Março de Luta” em defesa da educação pública, gratuita, laica, de qualidade, socialmente referenciada e contra os ataques do governo. Participam 24 entidades da Educação Pública, Centrais Sindicais, frentes e fóruns, movimentos sociais e organizações internacionais. A FASUBRA participará do Bloco 1, conforme o cronograma da plenária:

Bloco 1: Entidades Nacionais da Educação
FASUBRA Sindical, Andes-SN, Anpae, Anped, CNTE, Confetam, Contag, Contee, Sinasefe, Fenet, Proifes, Ubes e UNE.

Bloco 2: Entidades Internacionais da Educação
CEA, OCLAE e outras.

Bloco 3: Centrais Sindicais, Frentes e Fóruns Nacionais
CSP-Conlutas, CTB, CUT, Fórum Pelos Direitos & Liberdades Democráticas, Intersindical.

Bloco 4: Entidades de base
Fóruns regionais e indicações das entidades nacionais.

Bloco 5: Inscrições dos participantes
Serão abertas inscrições para os participantes do plenário virtual.

Bloco 6: Carta dos Lutadores da Educação ao Brasil
==>Leitura do documento pelas 24 entidades da Educação Pública organizadoras da Plenária.

A Federação orienta as entidades de base e servidores/as das bases a participarem da plenária!

#ForaBolsonaroeMourão
#VacinaparatodosetodasJá
#NaoàReformaAdministrativa
#EmDefesadaEducação

De uma estrela a outra

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Eram quatro amigos na escola média de Paranaguá. Completamente galvanizados em sua incandescência hormonal adolescente pela fascinação irradiada pela colega Lívia. A casa dela fazia fundos com a casa de um dos quatro amigos, e todos ansiavam que ela trocasse de roupa, no fim da tarde, com a janela aberta. Ela trocava...

Então, no fundo do quintal, diante da casa de Lívia (a mais de 60 metros), ali se postaram os quatro amigos como soldados à espera de abertura do flanco do inimigo, com sua poderosa luneta, na vigia pelo grande momento em que Lívia se despiria. Ela o fez, na verdade sem maiores exposições corporais, mas bastava para o quarteto de admiradores juvenis.

Passada a sessão voyeurista sobre mulheres, um deles pediu emprestada a luneta. Dispensou os colegas, e, depois da meia-noite, subiu ao telhado de sua casa, sob revoada de morcegos vindos do frondoso pé de cajá. Ali posicionado, esticou a luneta para contemplar as estrelas, de onde talvez uma delas descesse para iluminar sua baça existência. Viu alguns meteoros cadentes, metaforicamente atravessando-lhe  o peito ansioso.  Dispensou as lentes, aguçou os olhos do coração e ficou ainda mais apaixonado por sua Maria do Rocio.