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quinta-feira, 3 de julho de 2025

O embate político contra os aproveitadores e traiçoeiros "BBBs": a aposta do Governo Lula

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O Governo Lula está com crescentes problemas em sua articulação com um Congresso Nacional de maioria conservadora, cujo emblema foi a votação em que o traíra presidente da Câmara, Hugo Motta (do partido Republicanos-PB), quebrou acordo e ajudou a derrotar a proposta de aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras, que incide sobretudo em cima dos ricos e grandes empresas). O dito "Centrão" - eufemismo enganador que designa um conjunto de parlamentes majoritariamente de direita e ligados aos grandes empresários industriais e do agronegócio - está se afastando cada vez mais, embora ainda detenha comando de alguns ministérios.

Assim, Lula e o núcleo de esquerda e progressista de seu governo decidiram abraçar a campanha que busca deixar mais nítidas as diferenças entre ricos e pobres do Brasil, demonstrando como a proporção de imposto pago entre os primeiros e os segundos é profundamente injusta. O foco é destacar a taxação dos “BBBs” – bilionários, bancos e bets –, que pagam (quando pagam) muito menos impostos quando comparados aos trabalhadores e cidadãos comuns.

Vídeos produzidos com a ajuda de IA (Inteligência Artificial) estão rodando à toda na internet e deixando endinheirados e os políticos sacanas enganadores que os representam no Congresso ao mesmo tempo irritados e preocupados de, talvez, chegar-se a um estado de clara diferenciação, de modo massivo para a população, entre quem trabalha e produz riquezas e os que se aproveitam dessas riquezas sem trabalhar.

Um desses vídeos está acima desta matéria, em que ricaços e trabalhadores comem e bebem na mesma mesa de um fictício "Boteco da Brasa". Os da elite burguesa, de terno, se fartam de lagosta e champanhe, enquanto os pobres ficam na "brejinha" (cerveja) e torresmo. Na hora de pagar a conta, os riquinhos, que comeram mais e melhor, pagam menos, e os pobres, que ficaram no torresminho com cerveja, pagam mais.


Em 2 de julho, data importantíssima para os baianos, mas também para o Brasil, Lula esteve em Salvador e trouxe atrás de si dezenas de milhares de pessoas, enquanto erguia um cartaz defendendo a taxação dos super-ricos. Essa mudança no tom, mais ousado e corajoso, deve marcar os próximos passos do Governo Federal, para que não fique mais refém de acordos com deputados traíras do Centrão (que é o nome da direita, dos partidos União Brasil, PP, PSD, Republicanos). Assim como dos partidos de esquerda e do campo progressista e de movimentos sociais que querem prosseguir e ampliar as conquistas do país e do povo. Rumo à renhida disputa eleitoral que ocorrerá em 2026.

segunda-feira, 3 de julho de 2023

Como a 17a. Conferência pode defender o SUS

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Primeira investida do “Centrão” contra o ministério da Saúde foi afastada. Mas todo cuidado é pouco, num ambiente político regredido. Por isso, lideranças da Frente pela Vida começam a debater os passos seguintes.

Outra Saúde - Seção do site Outras Palavras


“Não senti uma ameaça por dois motivos: tem um novo sujeito coletivo em cena, que é o movimento social da saúde, de base social e ampla que a do sanitarismo tradicional e que inclui movimentos sociais de origens diversas e até externos à Saúde. Pela sua multiplicidade e base nacional, e por ter sido formado no período recente de luta pela reconstrução do país, é muito forte. Está ativo e vigilante, o que é percebido pelos atores políticos”. Na tarde desta segunda-feira (19/6), quando a cobiça do “Centrão” pelo ministério da Saúde parecia contida, Túlio Franco, um dos coordenadores da Frente pela Vida (FpV) analisou assim a turbulência dos dias anteriores e as perspectivas para a luta em defesa do SUS.

Os fatos pareciam lhe dar razão. Horas antes, em entrevista, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, colocara uma pedra nas especulações sobre a possível substituição da ministra Nísia Trindade. Disse que em momento algum o comando de Nísia esteve em risco. Mas foi simpático com Arthur Lira, presidente da Câmara e líder do bloco fisiológico, a quem inocentou em suas intenções de se apoderar do ministério mais ativo do governo.

Como cautela não faz mal a ninguém cabe compreender o que afinal motivaria tal pressão. Razões para o “Centrão” desejar o ministério não faltavam, como Outras Saúde já destacou. No entanto, o episódio serve para mostrar uma correlação de forças mais favorável aos defensores do SUS do que historicamente se viu.

E não se trata apenas de consciência política, pois, como Túlio Franco lembrou, Lula viu de perto o surgimento desta mobilização em torno da defesa do sistema público de Saúde. “O movimento construiu uma história ao lado próprio presidente. Ela foi marcada na Conferência Livre, Popular e Democrática de Saúde, que envolveu milhares de pessoas, culminou em 5 de agosto e teve, em seu ato final, a presença do presidente – então candidato”. Túlio prossegue: “Vencemos a eleição, participamos da transição, comemoramos a indicação da ministra Nísia e estamos em várias estruturas de participação social do governo. Isso também legitima o movimento e o ministério da forma como está constituído, sob forte compromisso com a construção do SUS e da democracia. Tudo isso forma uma base social forte e sólida, que protege a Saúde contra os arroubos fisiológicos”.

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Imbroxável no orçamento secreto, diz Lira sobre Bolsonaro

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PRINCESINHA DO MAR – “É verdade, absolutamente imbroxável”, disse o presidente da Câmara, Arthur Lira, a respeito das canetadas autorizando o orçamento secreto assinadas pelo presidente da república, Jair Bolsonaro. “Às vezes a gente dá dez emendas seguidas sem tirar. E tudo no sigilo. Imbroxável.”

A declaração de Lira foi corroborada por grandes nomes da libido orçamentária, como o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, e o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto. Em paralelo, as Forças Armadas anunciaram uma renovação total no estoque de Viagra.

Após a fala do presidente, a ex-ministra Damares Alves passou a ser a favor da educação sexual nas escolas: “Desde que sejam aulas sobre a vida íntima do presidente e da família dele somente!”
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Fonte: Revista Piauí/Herald - 08/09/2022

sábado, 27 de março de 2021

Desgoverno Bolsonaro está nas cordas, mas direita (ainda) não tem alternativa

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Jair Bolsonaro está no corner, encostado nas cordas e, pela primeira vez desde que tomou posse, tendo de aguentar apanhar sem devolver com mais força os golpes.

Fernando Brito - Blog Tijolaço

A questão é que quem o encurrala não é a oposição de esquerda, mas a direita não-bolsonarista e o grupo do Centrão do qual o próprio Bolsonaro achou que se adonara ao patrocinar a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado.

O primeiro quer tomar as rédeas da orientação político-econômica do governo. O segundo, quer devorar a própria máquina do governo.

Bolsonaro, ao menos temporariamente, perdeu seu pé de apoio nos militares (o grupo palaciano de generais enfraqueceu-se) e na maioria conservadora do Congresso, que não está disposta a acompanhá-lo no desastre do (não) combate à pandemia.

Mas nenhum dos dois, ao menos até agora, tem alternativa a Bolsonaro no processo eleitoral.

Sua opção mais viável, Sergio Moro, já vinha avariada há tempos e, com a declaração de suspeição, parece ter sido torpedeada abaixo da linha d’água. João Dória, mesmo com a bela atuação que teve no caso da vacina chinesa (que responde por 85% da pouca vacinação que temos) carrega a maldição do “Bolsodória” e não se viabilizou nacionalmente e nem mesmo no PSDB. Mandetta sequer regionalmente se destaca. Luciano Huck é a mais velha novidade da política e está na pista há quatro anos sem decolar. E Ciro…bem, Ciro está se “marinando” e virando apenas uma alternativa de solução partidária que Carlos Lupi, hábil como ele só na sobrevivência política, conduz com inteligência.

E, como não têm um nome alternativo, também são prisioneiros do impasse tal como Bolsonaro. Podem acertá-lo apenas com “jabs”, miná-lo, enfraquecê-lo, mas não derrubá-lo.

Ernesto Araújo, o pazuéllico chanceler, é o alvo da vez. Bolsonaro evita entregá-lo, para sustentar suas falanges, mas pode vir a fazê-lo se isso não representar dobrar o joelho. Por isso, já se especula a indicação do Almirante Flávio Rocha para o posto de chanceler. O Centrão derruba, mas a ala militar leva.

Ainda é cedo para dizer se, apesar de seu núcleo importante de apoio nas falanges idiotizadas, Jair Bolsonaro aguentará a sessão de pancadas. Diria que sim, com os elementos que se tem agora.  Mas governo, quando entre em colapso, vira caixa de surpresas.

E tomara que a genial charge acima, do admirado Aroeira, cheia de significado, não se torne realidade, nem para putsch da Cervejaria na Baviera ou, mais improvável, para a instituição do Reich.  Ali, também, a direita não tinha alternativa.
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Texto do Blog Tijolaço e charge de Aroeira
Título modificado por este Blog
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