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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Hoje o Ato "Fora Temer" na praça Santos Andrade, 14 horas

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Na foto acima, militantes do MST paranaense protestam diante da sede do INSS, na rua XV, diante do prédio histórico da UFPR, na manhã de hoje (10).  Diversos movimentos que já fazem manifestações em Curitiba e Araucária desde bem cedo irão se encontrar, na praça Santos Andrade, para um ato político-cultural contra o governo golpista de Michel Temer.

Na rodovia do Xisto, diante da Refinaria de Araucária, desde 6 da manhã petroleiros e outros ativistas já iniciaram seus protestos.  O MST está acampado na rua Dr. Faivre, diante da sede do INCRA, exigindo atendimento às reivindicações de assentar 10 mil famílias, e parte desses militantes saíram em passeata pela av. Mariano Torres em direção ao INSS.  Também houve ocupação da sede da Petrobras na rua Comendador Araújo

O Ato "Fora Temer" deve ir das 14 às 20 horas na praça Santos Andrade, sendo organizado pela Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e coletivos CWB-ForaTemer e Cultura Resiste.


Dossiê sobre realidade da EBSERH no HC é lançado por quatro sindicatos

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Na manhã de hoje (10), no auditório do setor de Ciências da Saúde (atrás do HC), ocorre o lançamento de um dossiê avaliando como tem sido a atuação da EBSERH no hospital universitário da UFPR, desde que foi celebrado contrato entre essa empresa ligada ao MEC e a reitoria da UFPR.

Quatro sindicatos - Sinditest, APUFPR, SIMEPAR (médicos) e Sindipsi (psicólogos) - elaboraram o documento no último semestre, que denuncia graves insuficiências materiais no HC, bem como práticas de assédio moral contra os trabalhadores do hospital.

A crônica crise de recursos humanos e materiais do HC é profunda e a superação dela foi vendida pela atual gestão Akel como justificativa para assinar um "contrato de gestão compartilhada" com a EBSERH.  

A EBSERH foi um dos grandes temas em debate na última eleição de reitor da UFPR, em 2012, em cuja campanha o reitor Akel teve habilidade em esconder o que de fato viria a fazer dois anos depois.  Com certeza, o assunto continua em evidência e será cobrado dos candidatos à Reitoria sobre o que fazer com o abacaxi chamado EBSERH.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Artistas do Brasil contra o golpe de Temer!

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A balada dos Beatles "Michelle ma belle", em ótima paródia contra Michel Temer:

"Michel Pastel
Quer levar o Brasil pro beleléu
Vaza, Michel

Michel 
Go to hell
Na velocidade 5 do "Créu",
Vaza, Michel

Golpistas, golpistas, golpistas
Vocês não passarão
Cambada de ladrão
Saqueando a pátria sem perdão
E mentindo sem fim

Michel Pastel
Se não é golpe
Eu sou papai noel
Vaza, Michel

O pior de tudo é ator pornô
Opinar na Educação
Me dá depressão..."



terça-feira, 7 de junho de 2016

Vice do candidato a reitor Ricardo é da gestão Akel

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A professora de Engenharia Florestal Graciela Bolzon de Muniz (foto acima) é a indicação ao posto de vice-reitora na chapa encabeçada por Ricardo Marcelo, diretor do Setor de Ciências Jurídicas da UFPR.  O anúncio do nome da professora como vice está nos sites eletrônicos de pré-campanha "UFPR é minha vida", do candidato Ricardo.

Graciela, nascida na Argentina e naturalizada brasileira, coordena a área de Pesquisa e Desenvolvimento em C & T da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação na atual gestão Zaki Akel.

Na postagem de ontem, dissemos que boa parte dos membros da gestão zakista, em processo de dispersão, estariam migrando para a candidatura de Ricardo Marcelo, o que vem a ser endossado com a presença da professora Graciela como sua vice.

Fora, Temer! - o grito mais alto a ecoar em 10 de junho

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O país inteiro será chacoalhado pelos mais diversos tipos de manifestação contra o golpe do "impeachment sem crime", bradando bem alto pelo fim desse desgoverno corrupto e entreguista de Michel Temer.  

Atos públicos, ocupações, passeatas, paralisações de várias categorias de trabalhadores, tudo valerá para mostrar a indignação contra o estupro da democracia perpetrado pelo golpismo midiático-judicipário-parlamentar.

O cartaz acima resume as principais ações que marcarão o 10 de junho em Curitiba. Estaremos nessa luta.  Venha também!

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Eleição da reitoria da UFPR pode ter somente duas candidaturas

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Pré-candidatos Marcos Sunye (Informática) e Ricardo Marcelo (Direito)

Marcos Sunye versus Ricardo Marcelo - pode ser esta a disputa pela gestão 2016-2020 da Reitoria da UFPR.  Suspeitada, anunciada, des-anunciada, anunciada de novo e novamente desmentida, uma terceira propositura, que viria do grupo zakista que comanda atualmente a administração, na figura do professor Mulinari, aparentemente não acontecerá.

Os participantes da atual gestão de Zaki Akel ficariam, assim, "liberados" para apoiar um dos dois contendores.  Comenta-se pelos corredores da Universidade que a maioria dos ex-zakistas estaria acorrendo para dentro da campanha do professor Ricardo, do Direito, a qual se caracterizaria mais com tinturas de "chapa-branca".

A confirmação da eleição bipolarizada virá no dia final de inscrições dos postulantes, que deverá ser 17 de junho.

O Conselho Universitário reuniu-se em 2 de junho e aprovou 6 de outubro como data da sessão do Colégio Eleitoral que, formalmente, elaborará a lista tríplice de nomes a ser enviada ao MEC para a indicação do novo reitor. Também estabeleceu que interessados no pleito podem se inscrever desde 6 de junho na SOC.

A Comissão Paritária de Consulta (CPC) faz reunião na tarde de 3a.feira (7/6) para concluir e publicar o regimento da eleição direta, abrindo inscrições de chapas de reitor(a)/vice a partir de 13/6.  Definindo-se que somente haja duas chapas, a consulta direta deverá ser no final de setembro, permitindo mais tempo para debates no maior número de campi possíveis.

Amanhã (7), o Sinditest fará assembleia geral para debater alguns itens polêmicos das regras eleitorais, evento marcado para o anfiteatro do 7. andar do Anexo B do HC, a partir das 09h30.  APUFPR e DCE já realizaram suas assembleias sobre o mesmo tema na 6a.feira passada.

Saúde e Educação públicas vão ser estranguladas se Temer prevalecer

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Michel Temer e Henrique Meirelles objetivam estabelecer um limite máximo para os gastos primários do governo federal. 

Querem escrever na Constituição a seguinte regra: o governo federal poderá aumentar os seus gastos primários no máximo de acordo com a inflação do ano anterior.

Cabe uma simulação do que teria ocorrido nos últimos dez anos nas áreas da saúde e da educação se fosse aplicada a regra Temer-Meirelles, conforme exposto na tabela acima [clique na figura para ampliar]. 

Em 2006, o governo Lula investiu em saúde o montante de R$ 40,6 bi e, em 2015, o governo Dilma alcançou o valor de R$ 102,1 bi. Se fosse adotada a regra antissocial Temer-Meirelles, o orçamento da saúde teria sido, em 2015, R$ 65,2 bi, ou seja, um orçamento 36% menor. Na educação, o orçamento de 2015 foi de R$ 103,8. Na regra anti-social, teria sido de apenas R$ 31,5 bi – um orçamento 70% menor.

Além disso, ano a ano, o gasto nessas áreas teria sido muito menor se tivesse valido a regra antissocial da dupla Temer-Meirelles. Em termos nominais, a perda na área da saúde de 2006 a 2015 teria sido de R$ 178,8 bi e, na educação, R$ 321,3 bi. 

O que eles querem, de verdade, é o fim do Estado brasileiro e dos direitos sociais.
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Fonte: página de Facebook de João Sicsú, economista da UFRJ

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Defesa da UNE contra reacionários fica entre temas mais comentados do twittter

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Na semana em que estava prevista a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da UNE, na Câmara dos Deputados – a instalação foi adiada para a próxima semana - milhares de internautas se mobilizaram, na tarde desta quarta-feira (1/6), em defesa da União Nacional dos Estudantes no Twitter. A hashtag #QueremCalarAUNE alcançou o terceiro lugar no Trending Topics mundial e o segundo no Brasil. 


Para a presidenta da UNE, Carina Vitral, a comissão é “uma tentativa de criminalizar a entidade do movimento estudantil e calar os estudantes na sua luta”. “A CPI foi iniciativa do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), instalada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), como último ato antes de ser afastado. Se acham que vão calar os estudantes, estão enganados”, disse a dirigente estudantil no Facebook, comemorando o resultado da campanha na internet

O deputado federal homofóbico, pastor Marco Feliciano, foi autor do projeto que deu origem à CPI da União Nacional dos Estudantes. O requerimento foi aprovado no apagar das luzes do mandato de Eduardo Cunha como presidente da Câmara.

O curioso é que a iniciativa tenha partido logo de Feliciano, que tem um imenso telhado de vidro quando se trata de finanças.  Feliciano é mau pagador de impostos, usa gravadora fantasma e responde no STF por contratar funcionários de igreja com dinheiro público.  Clique aqui para saber mais sobre os podres desse "crente" reacionário.

MEC libera 490 milhões para universidades federais

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A Assessoria de Comunicação do Ministério da Educação informa que hoje (3) foram liberados R$ 488,9 milhões para as 63 universidades federais e também para 41 institutos federais.  
A destinação dessa verba inclui manutenção e custeio (serviços terceirizados, material de consumo, energia elétrica, água e hospitais universitários, entre outros) e recursos para assistência estudantil.

Esta semana o governo golpista de Temer fez um gesto de agrado ao funcionalismo federal, ao prometer pagar reajustes acordados já há tempos pelo governo Dilma (exceto o grande aumento ao judiciário, que tinha sido vetado por Dilma). Parece que o ministro golpista Mendonça Filho também faz gesto assemelhado, para ver se acalma a ira das Universidades contra o plano de Temer que promete cortes, mas tudo isso antes que haja a votação final do impeachment no Senado. Depois disso...


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Eleição direta para a Reitoria da UFPR pode ser em final de agosto

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Cartaz da época da campanha pela primeira eleição direta para reitor(*)

Conforme os últimos debates dentro da Comissão Paritária de Consulta (CPC), organizadora da eleição direta à Reitoria da UFPR, a data indicativa é de 30 e 31 de agosto deste ano. Em caso de inscrição de três ou mais candidaturas, um possível segundo turno eleitoral se daria em 27-28 de setembro.

A CPC, formada paritariamente por 18 membros (seis de cada categoria da comunidade interna da UFPR), ainda não fechou completamente o Regimento que define as regras do jogo eleitoral, inclusive porque depende de assembleias dos três segmentos para dirimir algumas polêmicas surgidas, as quais a CPC não tem como resolver sozinha.  Por isso, submete-as a foruns mais amplos democráticos.

Entre essas polêmicas estão a definição da composição do eleitorado apto a votar em cada categoria, regras sobre propaganda eleitoral e sobre maior ou menor controle do financiamento de campanha de cada candidatura.

Por exemplo, quanto ao eleitorado: no caso dos TAE, podem os novos trabalhadores da EBSERH do HC ter ou não direito a voto?  Alunos de Ensino à DIstância (EAD) deveriam votar?  Professores visitantes e substitutos também entram no eleitorado docente?

Infelizmente, apesar dos avisos e reclamos deste Blog desde 2015, tardiamente foi formada a CPC para organizar a consulta direta deste ano, e, de novo, os debates ficam atropelados.  A Assembleia do Sinditest para discutir os temas controversos das regras da eleição poderá ser marcada para 3a. feira que vem, 7 de junho.

A CPC montou um site próprio, ainda em construção, onde estarão disponíveis ao público todas as informações relativas à eleição direta.
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(*)O cartaz que ilustra esta postagem é, provavelmente, de 1984, ano da monumental campanha das "Diretas Já" (para presidente da república), quando funcionava na UFPR um Comitê de luta pela redemocratização do país, juntando nisso a reivindicação das diretas para reitor. O Sinditest só iria ser fundado 8 anos depois (porque a Constituição de 1988 passou a permitir) e os TAEs eram representados pela Asufepar.

Plenária e Jornada de Lutas da Frente Brasil Popular contra o golpismo

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A Frente Brasil Popular-Paraná realizará nesta 5a. feira, 2 de junho, uma Plenária geral de entidades do movimento social, partidos e militantes.  A pauta da reunião inclui uma análise da conjuntura das duas primeiras semanas da Junta Golpista de Temer - durante a qual dois de seus ministros já caíram - e a formulação de propostas de mobilização contra o golpismo, para reverter o impeachment em sua fase final.

Está prevista uma Jornada Nacional de Lutas para a semana que vem, com grandes atos para o dia 10 de junho em todo o país, e a Plenária de amanhã debaterá as atividades a desenvolver em Curitiba e algumas regiões do estado.

O local da Plenária da FBP-Paraná é a sede da APP-Sindicato (Av. Iguaçu, 880), a partir das 19 horas, aberta a quem quiser contribuir com sua luta.

"Governo" golpista diz que pagará reajustes ao funcionalismo

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Segundo o site Congresso em Foco, a junta golpista presidida por Michel Temer honrará acertos feitos ainda no governo Dilma de concessão de reajustes a quase todas as categorias de servidores federais dos três poderes.  Mas são diferenciados os "reajustes" e os servidores do Executivo sempre levam a menor fatia: 10,7% na média. 

Na lista dos aumentos estão magistrados, desembargadores e ministros de tribunais superiores, que acertaram com o Congresso o reajuste de 41,5%. Para os funcionários do Legislativo, o percentual previsto é de 25%.

No caso dos TAEs, a greve de 2015 somente conseguiu um acordo rebaixado, de reposição de 5,5% em 2016 e 5% em 2017.  Inicialmente, o repasse dos 5,5% de 2016 seria feito no começo do ano, mas depois ficou para agosto. Será preciso aguardar até lá para ver se o usurpador presidencial Temer de fato honrará a palavra do Executivo, do que se tem todo direito de desconfiar, em face do quadro de redução geral de verbas anunciado pelo ministro golpista da Fazenda.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Golpe do impeachment - direita brasileira e PSTU se arrepiam ao ouvir a palavrinha

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O ganhador do prêmio Nobel da Paz, o argentino Perez Esquivel, está no Brasil e visitou o Senado, onde se dá atualmente a batalha contra o golpe da direita que quer derrubar a presidenta Dilma.  Esquivel meramente admitiu o que o mundo inteiro já sabe: que este impeachment é um vergonhoso golpe de Estado para permitir à direita recolocar em ação as fórmulas neoliberais dos tempos de FHC.  Bastou isso para provocar alergias e enxaquecas nos parlamentares da oposição de direita, bando de picaretas fisiológicos, propineiros, corruptos antipovo e antipátria.

Eleição de reitor da UTFPR: chapa de situação vence consulta em resultado apertado

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Na manhã de hoje, a comissão organizadora da consulta direta para reitor da UTFPR (que nesta instituição é chamada "pesquisa") publicou os números finais do pleito realizado ontem nos 13 campi do Paraná.

As chapas concorrentes foram:

CHAPA 1 : Marcos Flávio de Oliveira Schiefler Filho (reitor) e Jean-Marc Stephane Lafay (vice-reitor), de Oposição; 

CHAPA 2 : Nanci Stancki da Luz (reitora) e Volmir Sabbi (vice-reitor), de Oposição; 

CHAPA 3 : Luiz Alberto Pilatti (reitor) e Vanessa Ishikawa Rasoto (vice-reitora), de Situação.

A chapa 3 de situação, comandada pelo vice-reitor Pilatti, venceu com 27,70% dos votos válidos ponderados, cabendo 24,22% à chapa 1 e 19,01% para a chapa 2.

Na UTFPR, não se pratica a paridade existente na UFPR entre as três categorias. Os votos de docentes e técnicos são somados, tendo peso de 70%, cabendo 30% aos alunos.  

No quadro detalhado dos votos, abaixo (clique na figura para ampliar), nota-se que a chapa 3 vencedora obteve maioria de votos entre os servidores (professores + técnicos), mas perdeu entre os alunos para a chapa 1 de oposição.  

O Conselho Universitário da UTFPR irá posteriormente se reunir para formalizar a lista tríplice, encabeçada pelo vencedor da consulta, a ser encaminhada ao MEC para nomeação do novo reitor.
 

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Contra Dilma, quinta-colunismo da direção do Sinditest manda dois ônibus a SP

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O PSTU, que controla a maioria da Diretoria do Sinditest, faz uso dos recursos dos filiados para mandar caravana a São Paulo em ato de apoio à derrubada da presidenta Dilma. Isso será no próximo fim de semana.

Os militantes sindicalistas desse partido de ultraesquerda dizem que são contra todos, contra Dilma, Temer, PSDB, DEM etc e que almejam uma greve geral para derrubá-los. E que vão comemorar seu 1º. de maio na avenida Paulista, onde os coxinhas golpistas tem feito suas demonstrações de ódio e preconceito contra Dilma e Lula. Portanto, os PSTUístas da caravana paga pelo Sinditest estarão em boa companhia, golpistas de “esquerda” ao lado de golpistas da direita.

O país inteiro está dividido objetivamente entre, de um lado, os que defendem a legalidade democrática, a legitimidade do mandato de uma presidenta eleita contra quem não se prova crime de responsabilidade; e, de outro lado, os golpistas Michel Temer, Cunha, PSDB, Rede Globo. Não existe no concreto uma terceira opção, exceto na cabeça de lunáticos. 

Enquanto a Frente Brasil Popular (FBP) e a Frente Povo Sem Medo marcham contra o golpe do impeachment (a ser votado no Senado em meados de maio), a tropinha nefelibata do PSTU quer ser diferente, desfila sozinha com suas palavras-de-ordem fora da realidade.

Os golpistas, temendo o desmascaramento e a repulsa internacional, insistem em dizer que não há golpe contra Dilma. O PSTU diz o mesmo: “não há golpe”. Estão juntinhos. “Honrado” papel do quinta-colunismo pstuísta como força auxiliar da direita que quer impingir o ultraneoliberal programa “Ponte para o Futuro”, que é de fato um desvio para o inferno contra os trabalhadores.

Por nosso turno, conclamamos trabalhadores e trabalhadores da UFPR, de toda a Curitiba, a se somarem à agenda de lutas da FBP-Paraná contra o golpe nos próximos dias, conforme agenda abaixo:

28/04 – QUINTA 
* Manhã e Tarde (09h00 às 17h00) – Grande Plenária Estadual da Militância da FBP-Paraná (partidos, entidades, movimentos e comitês formados no estado). Local: SINTRACON (Trajano Reis, 538) 
* 19h00 – Lançamento de livro sobre criminalização dos movimentos sociais, na APP.

29/04 – SEXTA 
* 08h00 às 16h00 – Ato Estadual marcando um ano do massacre de Beto Richa sobre os professores. Concentrações iniciais dos professores na Praça Santos Andrade e dos demais movimentos sociais na Praça Rui Barbosa a partir de 08h30, para posterior fusão na praça Tiradentes e Marcha até o Centro Cívico.

01/05 – DOMINGO 
* 14h00 – Ato do 1o. de Maio na Praça Rui Barbosa

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Cunha, Janaína, Jovair, MBL e a arte da autodesqualificação da pilantragem

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Talvez seja difícil encontrar na história do Brasil uma oposição tão dedicada a se desqualificar e tão bem sucedida nessa missão.  A essa altura, o sujeito que tem relativo bom senso e que está no seu amplo direito de não gostar do governo deve estar olhando para a matilha e pensando “onde fui me meter?”

Por Kiko Nogueira, no DCM

Alguns desses homens e mulheres se manifestaram na faculdade de Direito do Largo de São Francisco na noite em que a advogada Janaína Paschoal deu seu show.  Numa mistura de possessão demoníaca, fanatismo político, oportunismo e falta de noção do ridículo, Janaína constrangeu alguns dos presentes a ponto de eles irem embora.

Quem quer realmente estar associado a uma gente detestável, corrupta e ignorante?

. O chefe do bando é Eduardo Cunha, cujo nome está presente em toda e qualquer lista de roubo, sendo a mais recente, a dos Panamá Papers. Agora um doleiro que virou delator afirma ter novas provas sobre as contas secretas.  Cunha está tocando docemente constrangido o impeachment de Temer porque sabe que, caindo o comparsa, o próximo da fila é ele.

. O MBL, autor do pedido de impeachment do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, tem lideranças com rolos estranhos na Justiça. Renan Nunes, o fundador, é um deles. Seu irmão, Rubens, autor do documento apresentado nesta semana contra Mello, simplesmente não tinha apresentado o comprovante de quitação eleitoral.

Você pode achar que ele esqueceu, o que já é ruim. A hipótese mais provável, porém, é que picaretas como ele não votam. Sua natureza autoritária e megalomaníaca se expressa quando o “movimento” quer “proibir” seus seguidores de votar em Marina Silva depois de “tudo o que eles fizeram”.

. O relator do processo de impedimento, Jovair Arantes (PTB-GO), que leu gaguejando um texto escrito por um advogado de Eduardo Cunha, é amigo de Carlinhos Cachoeira e tem a ficha imunda há décadas sem que nada lhe aconteça.

Um de seus cúmplices em Goiás, Maurício Sampaio, é réu por suspeita de orquestrar o homicídio de um jornalista esportivo. Sampaio foi afastado do comando de um cartório por causa de irregularidades – leia-se roubo. Na Câmara, Jovair trabalhou pela PEC dos Cartórios, que concede a cartorários o direito de ficar na função sem concurso. Mera coincidência.

Isso é apenas um pedaço da folha de Jovair, um personagem lombrosiano com cara, voz e trejeitos de bandido.

. Michel Temer é Michel Temer.

Há enormes vantagens no fato de essa escória ter saído do escuro para a luz do dia. Os inocentes úteis que a apoiam se alimentam de raiva, a raiva é contagiosa — mas passageira, também.

Quando passa, e ninguém vive com raiva o tempo todo porque é fisiologicamente impossível, o cachorro olha para os lados e vê a doutora Janaína, o Cunha, o Jovair e o Kataguiri, leva um susto.

Resta torcer que não seja tarde demais para ninguém.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

O duelo ao por do sol entre Moro e Lula: como o golpe começou a morrer

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Em que momento a onda pró-impeachment começou a refluir? Olhadas as coisas em retrospectiva, foi nos dias em que Moro colocou no ponto máximo sua perseguição a Lula, primeiro com o depoimento coercitivo e depois com a divulgação, pela Globo, dos grampos.

Por Paulo Nogueira, no DCM

Isso quer dizer o seguinte: involuntariamente, Moro contribuiu poderosamente para que a tentativa de golpe fosse perdendo força contra todas as expectativas de até pouco tempo atrás.

Moro cometeu um pecado de superavaliação e um pecado de subavaliação. Provou não ser um bom observador.

Ele superavaliou a si próprio e à Globo. Imaginou que a retaguarda da Globo lhe daria salvo conduto para cometer todo tipo de barbaridade.

E ele subestimou Lula. Imaginou que poderia fazer o que quisesse com Lula sem que houvesse resposta da militância petista e, mais que ela, de todos os brasileiros incomodados com abusos policialescos na condução da Lava Jato.

A Globo é menos do que Moro pensava ser. E Lula é mais. Essa combinação explica o começo do fim do golpe.

Moro não estava sozinho.

O experimentado jornalista Elio Gaspari teve uma leitura ridícula das transcrições dos grampos. Disse que eles mostravam um Lula acuado, isolado dos petistas. Gaspari chegou a dizer que Lula gostava de pensar como seria o seu enterro, e teria tido ali um vislumbre. Claro que Gaspari estava falando do enterro de um perdedor.

Como Moro, ele cometeu um monumental erro de avaliação.

Se há um grande vencedor nestes últimos acontecimentos é exatamente Lula. A perseguição selvagem de Moro e da Globo como que despertou o que ele tem de melhor.

É mais ou menos como aquele velho pistoleiro que está em seu canto, interessado em sossego, e a quem as circunstâncias forçam a pegar seus revólveres de novo, com a garra e a paixão dos velhos dias.

Ou, na grande imagem do próprio Lula, é a jararaca que se sente espezinhada e reage.

Vozes insuspeitas se ergueram contra os exageros de Moro. O liberal, conservador Marco Aurélio Mello criticou duramente os métodos de Moro.

Numa passagem memorável, ele reagiu assim à desculpa de Moro de que obrigara Lula a depor para protegê-lo. “Este tipo de proteção eu não quero para mim”, disse ele.

Mitou.

Numa frase, Mello desmoralizou a falácia cínica de Moro.

A reação do velho pistoleiro, ou da jararaca, acabou incendiando o país com manifestações inflamadas contra o golpe. No calor delas, duas coisas ocorreram: uma é que o golpe se consagrou como golpe, ao contrário dos que queriam dar outro nome ao movimento golpista.

A outra foi a diminuição de Moro. O super-herói ficou exposto como nunca estivera. Achou que podia voar e se esborrachou. O que parecia uma unanimidade – burra, catastrófica, mas unanimidade – se esfacelou.

É crescente o sentimento entre os brasileiros não fanatizados pelo antipetismo da mídia de que a Lava Jato deu. Cansou. E Moro também.

De forma simbólica, naqueles dias de depoimento forçado e grampos passados à Globo, travou-se um duelo entre Moro e Lula.

E o velho pistoleiro sacou primeiro.

Janaína, professora de Direito, é a imagem do exaspero das classes médias desnorteadas

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O vídeo acima, mostrando a professora de Direito da USP Janaína Paschoal fazendo discurso pró-golpe em atitude transtornada, foi bastante visualizado ontem e continua sendo.

Janaína é uma das autoras da fragílima peça de impeachment de Dilma, que tem o direitista Miguel Reale Jr. como co-autor. Peça que foi desmontada tijolo por tijolo pela competente defesa do advogado geral da União, Eduardo Cardozo, anteontem.


Surgiram na internet numerosos e divertidos memes do discurso histérico e teatral de Janaína, até um divertido vídeo mostrando-a como vocalista da banda de rock Iron Maiden, e comparações com a menina possuída do filme "O exorcista".

O discurso performático pode até ter sido planejado pela doutora Janaína (sim, ela é professora doutora do Direito-USP), para tentar virar uma subcelebridade nestes tempos de Big Brother Brasil.  Mas o que ele também reflete é um estado de espírito dessas ditas "classes médias" (a pequena-burguesia, que morre de medo de empobrecer e sonha virar aristocrata e viver em Miami).  Um estado de espírito carregado de ódio, de egoísmo, de total desapego por sua própria pátria, de desprezo pelo povo que ascendeu socialmente nos governos de Lula e Dilma.  Basta ver como Janaína destila ódio contra a "cobra" Lula na fala histriônica.  Um exemplo também de desnorteio dessas classes intermediárias que cortejam o golpe de direito como se fosse uma redenção.

Infelizmente, para Janaína, ela não faz exatamente parte da "aristocracia" burguesa, apenas é uma serviçal dela.  E em breve sumirá na história do Brasil como apenas uma anedota de mau gosto.  Também porque o golpe sonhado por ela não passará e o povo vencerá seus inimigos.



Conjuntura de ameaça de golpe provoca racha na Diretoria do Sinditest

Um comentário:
Patética foto do ato "Fora Todos" do consórcio PSTU-Conlutas-Anel-Sinditest em 01/04

Nada como situações de agudas tensões para que as pessoas se mostrem mais às claras.  O Brasil passa por dura crise econômica e política, em parte real, em parte fabricada (amplificada) pela mídia grande, forçando cada ator social a se posicionar.

No caso da diretoria do Sinditest, um consórcio de três correntes políticas da ultraesquerda e uns independentes, a conjuntura já gerou um racha, visível no site da entidade.

O PSTU, estranhamente ainda majoritário, defende sua posição lunática que diz: "Fora Todos! Eleições gerais já!". Quando levou tal bandeira estratosférica para as ruas no último 1 de abril, juntou fantástico público de vinte pessoas (foto acima).  Menos gente do que tem na própria diretoria do Sinditest...  Fiasco e palhaçada totais.  Incrível que a realidade bate com força na cara dessas pessoas e elas não arredam pé de manter palavras-de-ordem incapazes de mobilizar mais que esses gatos pingados, ao ponto de provocar vergonha alheia. Eu vi.

No entanto, outra visão sobre a conjuntura se apresentou dentro da diretoria. Que se coloca contra o impeachment de Dilma através da palavra-de-ordem "Nem governismo, nem golpismo. Por uma saída à esquerda".  Este modo de ver a realidade brasileira é mais pé-no-chão, pois entende que há, sim, uma clara ameaça de golpe da direita, que imporá, se vencedor o golpe, um retrocesso terrível e rápido contra as conquistas dos trabalhadores e da soberania brasileira.

A visão mais consentânea à realidade ainda é minoritária na diretoria do Sinditest, mas reúne 17 signatários de uma nota publicada no site da entidade, entre eles militantes do PSol, do MAS (Movimento ao Socialismo, uma corrente de opinião, não um partido) e de independentes.  Eles ainda partem de uma ideia ultraesquerdista, mas pelo menos veem os riscos de golpe e parecem dispostos a lutar contra ele ao lado de outras correntes que já estão na batalha, ligadas à CUT e CTB.

Fato é que, para manter certa aparência de democracia, o site do Sinditest desde anteontem estampa as duas concepções dentro da Diretoria, a dos lunáticos do PSTU e a dos mais pé-no-chão. 

Esperamos que aqueles que não andam nas nuvens possam prevalecer e tirem o sindicato de sua caminhada doida em direção ao nada e ao imobilismo diante da grave conjuntura.  Em momento algum se trata de apoiar o governo Dilma - que tem sido mau para o funcionalismo público - mas sim de batalhar pela preservação da legalidade constitucional, pelo Estado de Direito, contra golpistas da direita que querem traficar com a soberania brasileira.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Milhares saem às ruas contra o impeachment de Dilma Rousseff

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Praça da Sé, em SP, superlotada no ato contra o golpe

Organizados pela Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, atos aconteceram em 25 capitais.  Milhares de pessoas foram às ruas de 25 capitais e 31 cidades brasileiras nesta quinta-feira 31 nos atos em defesa da democracia e contra o impeachment de Dilma Rousseff, convocados pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. Responsáveis por reunir mais de 60 movimentos sociais e sindicatos, as entidades também protestaram contra oajuste fiscal e a reforma da Previdência.


Batizada de "Em Defesa da Democracia, Golpe Nunca Mais", a manifestação em São Paulo arregimentou entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União da Juventude Socialista (UJS) e a Marcha Mundial das Mulheres. Os organizadores estimam que cerca de 50 mil manifestantes reuniram-se na Praça da Sé, no centro de São Paulo.

Militância da CTB em peso no ato de Porto Alegre

A vice-prefeita Nádia Campeão e o secretário de Direitos Humanos da prefeitura, Eduardo Suplicy, compareceram à manifestação. A Polícia Militar afirmou que 18 mil estiveram presente no horário de pico do ato. Já o Datafolha estimou em 40 mil o número de pessoas que aderiram à manifestação. 

No Brasil e no exterior crescem as manifestações contra o golpe e em defesa da democracia. Porque fica cada vez mais claro que tirar a Dilma vai piorar a situação do país. Temos que garantir a democracia, a estabilidade e a governabilidade para mudar a política econômica e sair da crise”, afirmou Rui Falcão, presidente do PT.

Cem mil pessoas na Marcha antigolpe de Brasília

Em Brasília, ato considerado mais importante pelos organizadores, a passeata contra o processo de impeachment centrou-se em críticas à figura do vice-presidente Michel Temer e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ambos do PMDB. Vagner Freitas, presidente da CUT, disse que a central sindical é contra o impeachment, mas cobrou mudanças na agenda econômica do governo em prol dos trabalhadores.

Em geral crítico às políticas do PT, o presidente do Psol, Luiz Araújo, também se posicionou contra o impeachment, ressaltando, porém, que não está nas ruas por Dilma, mas sim pelos "trabalhadores que vão sofrer se houver golpe".

Cerca de 100 mil compareceram ao ato na Esplanada dos Ministérios, nas contas dos organizadores. Já a Secretaria de Segurança Pública estimou o contingente em 40 mil.


Chico Buarque foi a estrela do ato no Rio de Janeiro, onde discursou e classificou o processo de impeachment como golpe. "Estamos unidos pela defesa intransigente da democracia. Estou vendo pessoas aqui que viveram como eu aquele 31 de março de 1964", afirmou.

"Não podemos deixar que isso se repita. Não vai ter golpe!". A Frente Brasil Popular calculou que 50 mil reuniram-se no Largo Carioca, no centro do Rio. 
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Fonte: CartaCapital