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segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Quanto mais Eduardo Bananinha fala, mais enterra o pai e a sonhada anistia

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O (ainda) deputado federal eleito por São Paulo e que nada faz pelo estado que o elegeu, Eduardo "Small Banana" Bolsonaro, cada vez mais enterra o ideal pelo qual luta: a anistia para todos os bandidos da tentativa de golpe de 2022-2023, a começar do seu pai inelegível.

Devia abrir a boca só para comer aquele sorvete de chocolate do qual tanto gosta e não para virar metralhadora de asneiras, bravatas e ameaças.

Vejam o vídeo acima, e entenderão.

segunda-feira, 16 de junho de 2025

Filho (daP) de golpista, golpista é!

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O ex-dono da extraordinária lavanderia de “chocolates”(*) senador Flávio Bolsonaro acaba de dar declaração inaudita e espantosa. Em entrevista, o fascista Flávio diz que seu pai e a matilha que ainda o segue (porque muitos já desistiram, ao verem como ele é covarde, depois de seu depoimento caricato no STF na semana passada) apoiarão algum candidato a presidente da República em 2026 se, e somente se, esse candidato(a) se comprometer, em caso de vitória eleitoral, a conceder indulto ao pai genocida inelegível.  Isto é, que esse suposto futuro presidente da extrema-direita, em 2027, tiraria o genocida da cadeia.

E mais: na hipotética e improvável situação em que esse futuro presidente da extrema-direita concedesse o indulto para livrar Bolsonaro da cadeia, ele, o presidente, deverá impedir que o STF derrube a concessão do indulto – por bem ou por mal, isto é, na marra.

Ou seja, o STF - usando prerrogativa legal, impedindo essa absurda soltura de Bolsonaro - seria ameaçado mera e simplesmente de ser golpeado, de ter a sede invadida, juízes presos, e outras barbaridades. Leia-se: GOLPE. Esses fascistas continuam apostando no golpismo. Ora, uma declaração gravíssima e inaceitável como essa do senador merece ser veementemente criticada por todos os setores democráticos e também pela mídia ainda decente. Veremos isso?

Trata-se de mais um capítulo da trama golpista que insiste em rondar a democracia brasileira. Ao sugerir o uso da força contra o STF, Flávio ataca diretamente o Estado Democrático de Direito, afronta a independência entre os Poderes e escancara ainda mais o desprezo da família Bolsonaro pelas regras do jogo democrático.

A defesa de impunidade por meio de ameaças é prática de regimes autoritários, não de uma república democrática. A sociedade brasileira deve estar alerta: essa fala não é isolada — é parte de uma estratégia para manter um projeto autoritário vivo. É dever do Congresso, das instituições e de todos os democratas reagirem com firmeza. A democracia não pode ser refém de ameaças nem de chantagens.
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Com informações do Instagram da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).
(*)Foi denunciado que Flávio Bolsonaro mantinha uma loja de chocolates Copenhagen no Rio de Janeiro, a qual serviria de fachada para “lavar” dinheiro oriundo do crime de peculato das “rachadinhas”, escândalo que a familícia Bolsonaro conseguiu abafar.

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

A vida boa dos líderes do homem-bomba em Santa Catarina

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Um dos debates mais intensos e mais cansativos, desde as explosões na Praça dos Três Poderes, se dá em torno das possíveis anormalidades de comportamento do homem-bomba.


Se era transtornado, atormentado ou se estava em surto. É preciso encontrar uma patologia psíquica que explique o desatino do morto, que acusava William Bonner de ser comunista, e ao lado de José Sarney.

E assim vai ficando submersa, como se fosse uma subpauta, a pauta maior sobre o que essa figura representa: Francisco Wanderley Luiz, o Tio França, era um soldadinho e se junta, agora como primeira vítima fatal, aos transtornados, atormentados e desatinados do 8 de janeiro de 2023.

Tio França era quase nada na estrutura do fascismo que ainda lateja. Apenas produziu o gesto mais espetacular. Os líderes dele no seu Estado, todos encobertos, ficam mais protegidos. Nem a grande imprensa deseja expô-los, porque ainda têm o poder do dinheiro.

Tio França era da mesma turma de Fátima de Tubarão. E deveria ter afinidades com os grupos de atormentados que chegaram a tentar conexões com marcianos pelo celular, nos acampamentos armados no entorno dos quartéis.

Tinha o mesmo perfil dos alucinados que cantavam o hino nacional para um pneu no meio da estrada bloqueada. Pode ter sido negacionista, antivacina, anticiência. Deve ter pregado o terraplanismo com ardor. Tudo normal.

Mas continuará sendo, na sua normalidade, apenas um soldado da extrema direita, o primeiro a ter tombado. Um soldadinho raso empurrado para uma guerra em que os generais fardados e civis não aparecem.

Tio França era de Rio do Sul, no entorno do triângulo do mais intenso ativismo bolsonarista de Santa Catarina, formado por Balneário Camboriú, Brusque e Itajaí. Era ligado ao PL de Bolsonaro e sem relevância no partido, como quase todos os que invadiram Brasília.

Tão irrelevante quanto os que fecharam estradas por ordem dos patrões golpistas donos de transportadoras e de caminhões de grandes lojas do varejo. Tão sem importância que não terá nenhuma homenagem dos parceiros no velório.

E discutem se era um homem transtornado, pela separação da esposa, e se isso explica seu desatino. Quando se sabe que todos os que fazem o que ele fez estão sob tormentos pessoais ou coletivos.

Visto assim, como avulso, o homem-bomba favorece a tentação do clichê do lobo solitário, do sujeito que decide acabar com a vida fazendo um gesto político em direção aos seus. Vou morrer, mas também vou tentar matar Alexandre de Moraes, ou só fingir que tentei.

O homem foi mesmo um recruta nas mãos de chefões impunes do Estado mais extremista e mais furiosamente bolsonarista. Com os mais dedicados grandes empresários à causa do golpe.

Gente poderosa, tão poderosa que até hoje não foi alcançada pelo sistema de Justiça. Que leva uma vida boa, continua articulada e conta com figuras como Tio França para que a guerra continue, mesmo que de forma caótica.

O homem-bomba não é, pelo fato de que morreu, um ativista fora da curva. Ele é mais um mané levado ao sacrifício pelos que quase nunca aparecem, que ainda financiam o extremismo, que sustentaram o gabinete do ódio e que hoje estão quietos.

Vamos deixar de lado essa tentativa de identificar as síndromes do homem-bomba, porque o nome disso é escapismo. Dediquem-se ao que está por trás do seu gesto: o poder intacto do QG do fascismo, no Estado mais estigmatizado pelo bolsonarismo.

terça-feira, 20 de agosto de 2024

A grande mídia está se alinhando com a “nova face do bolsonarismo”

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O ex-ministro José Dirceu (PT) publicou um artigo na Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (19) na qual comenta a série de reportagens dos jornalistas Glenn Greenwald e Fábio Serapião que tem como alvo o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e mensagens supostamente comprometedoras trocadas por seus assessores. Confira trechos:

"Causa estranheza o destaque dado pela Folha à denúncia de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, teria agido fora dos ritos ao solicitar, por meio de auxiliares, que o Tribunal Superior Eleitoral — do qual à época era presidente (ele dirigiu a corte de agosto de 2022 a junho de 2024) — produzisse relatórios para embasar o inquérito das fake news. O inquérito foi aberto por ele ainda em 2019, contra jornalistas e comunicadores que insistiam em disseminar notícias falsas contra o sistema eleitoral, os tribunais superiores e seus ministros, pregando o discurso do ódio. (…)"

"É importante notar que a denúncia foi muito bem embalada para ter ampla repercussão. A reportagem que a sustenta tem coautoria de Glenn Greenwald, jornalista estadunidense responsável pela denúncia da Vaza Jato, cujos documentos foram fundamentais para anular os processos contra o presidente Lula, reconhecer sua inocência e restituir seus direitos políticos. Imediatamente, os bolsonaristas passaram a pedir o impeachment de Moraes e defender que todas as punições dadas por ele sejam revistas. Querem, ainda, anistia para os golpistas de 8 de janeiro de 2023 e para o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro — tanto em torno dos primeiros quanto do segundo o cerco vai se fechando.(…)"

"Também chama a atenção que a denúncia tenha repercutido nas redes de direita no exterior e tenha sido comentada por Elon Musk, dono do X (ex-Twitter) e crítico de Moraes, a quem acusa de cercear a liberdade de expressão com seu inquérito das fake news, através do qual determinou a suspensão de contas de extremistas em redes sociais. Musk, um sul-africano que se fez bilionário nos Estados Unidos e é dono de várias empresas de tecnologia, é apoiador declarado de Donald Trump, que, como Bolsonaro e seus seguidores, é adepto da disseminação de mentiras nas redes sociais. (…)"
 
"Não resta dúvida de que a denúncia, que já começou a refluir, mostrou que a extrema direita está muito ativa e atenta a todos os movimentos de que possa se aproveitar para fortalecer sua posição em direção ao seu projeto de poder para 2026. Mostrou também o quanto setores da sociedade e da mídia tentam se alinhar com a nova face do bolsonarismo, que responde pelo nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas — a “suíte” [no jargão jornalístico, reportagem que explora os desdobramentos de um fato noticiado] saiu da Polícia Civil paulista. (…)"
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Fonte: via Diário  do Centro do Mundo, de 19/08/2024

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Golpe do corrupto Boçalnaro: o que você vai fazer?

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Você está esperando o 7 de setembro deste ano ou mesmo o 2 de outubro, dia das eleições gerais, para ver se o despresidente miliciano encetará o golpe?  Ora, não precisa. O golpe de JMB já começou em 2019, primeiro ano da indigestão bolsonárica.  

Além das milhares de falações estapafúrdias, ameaçadoras e autoritárias desde o começo de seu desgoverno, agora em ano eleitoral o sujeito está aguçando e intensificando o que já antes declarava. Por mais que aumentem no mundo todo as apreensões, e mesmo advertências, com uma atitude do miliciano de simplesmente ignorar o resultado das urnas eletrônicas, ou até mesmo de tentar impedir a eleição.

O que você fará quando as trevas claramente - perdão pelo paradoxo - se abaterem (ou tentarem se abater)  sobre toda a nação?

A iniciativa de numerosíssimos setores sociais de lançar dois documentos em defesa do Estado democrático de direito, fazendo-lhes a leitura em atos públicos Brasil afora (incluindo Curitiba obviamente) é importante, é claro. Vem tarde (pois devia começar a resposta a JMB já em 2019), mas antes tarde do que mais tarde. Um marco histórico em 2022 como o foi a Carta de 1977 contra a ditadura militar de então.  Os documentos reuniram os mais variados setores da sociedade, isolando o desgovernante genocida, ajudaram a selar uma unidade contra a loucura golpista. E ganharam a ampla maioria do resto do mundo.

Acusando o golpe, o miliciano corrupto do Alvorada tentou minimizar e ironizar os documentos, chamando-os de "cartinhas" e dizendo que a mísera redução do preço do diesel (4%, contra um aumento de 60% no ano) era fato "muito mais importante".  Nada. A unidade democrática e popular mobilizada em 11 de agosto asssustou JMB. E é nesse caminho de unidade de forças pela democracia que se deve persistir, para defrontar o discurso de ódio e a violência por ele estimulada.


 

domingo, 2 de abril de 2017

Programa "Ciência Sem Fronteiras" do MEC já era

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Mais um programa de destaque da Era Lula/Dilma que é extinto pelo governo golpista de Temer. Foi cancelado o programa Ciência Sem Fronteiras, que pagava cursos de graduação para estudantes no exterior.

O ministro golpista do MEC, o Merdoncinha Filho (do DEM-PE), alega que prefere usar os recursos investidos no CSF em "merenda para a educação básica".  De merenda os golpistas entendem bem, especialmente os tucanos paulistas, experts na arte de roubar-lhes os recursos.

Diz ainda o MEC do traíra Temer que o CSF não trazia resultados porque os estudantes enviados para universidades europeias e americanas tinham "deficiência em inglês".  Todos os 30 mil estudantes enviados ao exterior eram ruins em inglês?  Ora, grande número dos alunos que ingressam hoje nas universidades federais já tem uma razoável proficiência em inglês.

O que sobressai disso é que o Brazil de mentira de Temer prefere manter seus jovens distantes de oportunidades de aprimoramento e economizar dinheiro para pagar juros a banqueiro.

terça-feira, 21 de março de 2017

Lava Jato sequestra blogueiro Eduardo Guimarães

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Eduardo Guimarães, do blog Cidadania, acaba de ser vítima de violência judicial, ou mais especificamente, de um sequestro judicial, que é o nome que damos a essa ilegalidade chamada condução coercitiva.

Por Miguel do Rosário, no site O Cafezinho

A notícia foi confirmada pelo advogado Pedro Serrano, que informou já ter enviado profissionais para a delegacia da Lapa, São Paulo.  Segundo conhecidos, o motivo seriam investigações sobre um vazamento de notícia sobre a condução coercitiva de Lula, que o blog Cidadania antecipou com exclusividade.

Não poderia haver nada mais ridículo: sequestro judicial de jornalista que divulgou vazamento de informação!

O Brasil vive um regime de exceção, isso já está mais do que claro.

A grande imprensa dá, todos os dias, vazamentos sobre a Lava Jato.  O juiz Sergio Moro vazou, ilegalmente, gravações íntimas e privadas do presidente Lula e da presidenta Dilma.

Mas eles, mídia e judiciário, protagonistas do golpe, podem cometer qualquer crime, inclusive o pior de todos, que foi avalizar o impeachment sem crime da presidenta Dilma, jogando no lixo mais de 54 milhões de votos.

Para mim, essa notícia revela um judiciário desmoralizado e uma Polícia Federal completamente ensandecida, um fio desencapado, sem controle.

E tudo isso enquanto temos um governo ilegítimo, fraco, refém do próprio Judiciário e, sobretudo, da grande mídia.

A Lava Jato está na rua hoje, fazendo mais uma de suas operações midiáticas, espalhafatosas, vazadas antecipadamente para a grande mídia, desviando atenções, com o fiasco que foi essa sub-lava jato da carne, da crise econômica e das votações antissociais em curso no congresso.

Enquanto a polícia federal toca o bumbo na rua, o congresso detona a previdência, as leis trabalhistas, os direitos sociais.

Já destruíram a economia e a democracia, e agora querem censurar quem os denuncia?

domingo, 19 de março de 2017

Carne Fraca: o xadrez para entender a doideira da PF

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A perda de controle sobre a PF e o MPF está promovendo a destruição de setores relevantes na geração de divisas, emprego e tributos.

Por Luís Nassif, no Jornal GGN

Peça 1 – o ambiente interno na Polícia Federal

O maior erro de Dilma Rousseff foi a indicação de José Eduardo Cardozo para Ministro da Justiça. Os dois erros seguintes foram consequência natural do primeiro erro: a indicação do Procurador Geral da República Rodrigo Janot e do Diretor Geral da Polícia Federal Leandro Daiello Coimbra.

Aliás, o erro maior foi quando, pressionado por Gilmar Mendes, Lula afastou o delegado Paulo Lacerda do governo.

A Polícia Federal é composta por vários grupos políticos, sob muita influência do PSDB. Lacerda era o único delegado com liderança que se sobrepunha aos grupos e mantinha a corporação sob controle...



Peça 2 – onde entra a Operação Carne Fraca

Há um jogo de interesses claros entre os delegados do Paraná, os procuradores e Daiello. Do lado da PF do Paraná, os principais operadores são o delegado Maurício Moscardi Grillo, o mesmo que tentou censurar jornalistas, e o delegado Igor Romário de Paula. Ambos criaram um poder paralelo dentro da PF.

A Operação Carne Fraca se insere nessas disputas internas da PF. Igor Romário abriu um inquérito contra Valeixo, para afasta-lo da disputa. Moscardi monta a operação para fortalecer Daiello.

Seu espaço político é garantido pela parceria com a mídia e pela promessa, nunca cumprida, de levar Lula à prisão...



Peça 3 – onde entra o Brasil

Foi uma luta árdua do país, para assumir um protagonismo no mercado mundial de alimentos e, especialmente, no comércio mundial de carnes.

Atualmente, só as exportações de carne bovina, suína e de frango rendem US$ 12 bilhões por ano, para um mercado diversificado, que inclui Arábia Saudita, China e Japão. 

Para a Europa, as exportações começaram em 2000. E apenas no ano passado, o país conseguiu aprovação para embarcar carne in natura para os Estados Unidos, cumprindo todas suas exigências...



Peça 4 – como impedir que PF e MPF destruam a economia

A perda de controle sobre a PF e o MPF está promovendo a destruição de setores relevantes na geração de divisas, emprego e tributos.

No entanto, há uma covardia generalizada tanto das lideranças empresariais como dos grupos de mídia, para estabelecer controles mínimos sobre os “jovens turcos”, impedir que o combate à corrupção não desmonte de vez a economia nacional.

A única ação sensata seria uma liderança que coibisse os abusos de delegados como Moscardi e Igor, de procuradores como Dallagnoll e Carlos Fernando, sem prejudicar o combate efetivo à corrupção.

O que esperar de Temer, um governo reconhecidamente corrupto, que loteou o Ministério entre o que de pior a política brasileira produziu? É Osmar Serraglio, o homem de Eduardo Cunha, que definirá a disciplina na PF? Evidente que não.

É esse o dilema em que se meteu o país e uma imprensa pusilânime, que se tornou refém dos monstros que ajudou a construir.

quinta-feira, 9 de março de 2017

O nojentismo de Temer no Dia da Mulher

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A minha timeline está em polvorosa com as declarações de Michel Temer ontem em um evento ligado ao Dia Internacional da Mulher em Brasília.

Por Nathali Macedo, no site DCM

“Tenho absoluta convicção, até por formação familiar e por estar ao lado da Marcela, do quanto a mulher faz pela casa, pelo lar. Do que faz pelos filhos. E, se a sociedade de alguma maneira vai bem e os filhos crescem, é porque tiveram uma adequada formação em suas casas e, seguramente, isso quem faz não é o homem, é a mulher.”

O espanto em torno de declarações tão tipicamente temerárias não faz sentido.

Estamos falando do presidente que discursou durante pouquíssimos segundos nas Olimpíadas por medo de vaias. Que evita sair às ruas por medo de vaias. Estamos falando do homem sem carisma (e sem escrúpulos) que chama a imprensa quando vai buscar o filho na escola na tentativa de ser um pouco mais amado. Estamos falando de alguém cuja formação familiar – inescrupulosa, decerto – de fato conduz a posicionamentos retrógrados, machistas e inapropriados.

É difícil tratar Michel Temer como alguém capaz qualquer declaração, mesmo pueril, de coerência ou coragem: uma vez decorativo, sempre decorativo.

Aliás, um país em que uma quadrilha toma o poder através de um golpe jurídico-parlamentar (seus inegáveis aspectos machistas não podem ser ignorados, ressalte-se), é publicizado na mídia nacional e internacional um áudio que denuncia todo o esquema e absolutamente nada acontece, é um país em que políticos de costas quentes podem fazer absolutamente qualquer coisa – um discurso machista, então, é bobagem.

O discurso retrógrado no Dia da Mulher, convenhamos, não é o pior do currículo macabro de Michel Temer. Antes de nos preocuparmos com o discurso – que, aliás, caracteriza perfeitamente o seu emissor -, nos preocupemos, por exemplo, com a reforma da Previdência Social, prejudicial a todos os trabalhadores, mas especialmente às mulheres.

O que esperar de um homem que se casa com uma mulher mais jovem e a transforma em sua bela, recatada e do lar? Que a enclausura na função retrógrada de “primeira-dama doce e professoral”? Querer que defenda o empoderamento feminino?

É muita ingenuidade, para dizer o mínimo.

As declarações de Michel Temer só confirmam o meu asco por sua figura, e me fazem pensar o quanto deve ser difícil a vida de alguém que acredita que todas as mulheres são belas, recatadas e do lar como Marcela – fora do machista país das maravilhas de Michel Temer, mulheres estão escolhendo não ter filhos e eventualmente chegando à presidência.

Fora do pensamento arcaico – que soa como piada – de Temer, mulheres não são apenas “capazes de indicar os desajustes de preços em supermercados”, mas de fazer qualquer coisa que queiram, e é exatamente isso que temem, com o perdão do trocadilho, homens covardes como o nosso digníssimo Presidente.

A ele, hoje, não cabe sequer a nossa revolta. Cabe apenas o que ele tem tido pelo país afora – na esquerda, na direita, no centro e em todos os cantos: desprezo.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Defesa de Lula diz que Lava Jato atingiu “grau de loucura” em mais recente denúncia

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A Lava Jato abriu um processo contra Lula por ele não ter recebido um terreno, que segundo a operação, seria destinado ao Instituto Lula. A Lava Jato reconhece, porque é impossível não reconhecer, que o terreno não é nem nunca foi do Instituto Lula ou de Lula. É o grau de loucura que a Lava Jato chegou na sua perseguição contra o ex-presidente.

Ao invés de investigar e apresentar denúncias sobre delitos reais, e após fechar acordos que tiraram da cadeia pessoas que receberam dezenas de milhões em desvios da Petrobras, persegue delitos que só existem na imaginação de Power Point de alguns promotores, e ficam atribuindo imóveis que não são de Lula para o ex-presidente. E o juiz Sérgio Moro aceita uma denúncia absurda dessas em poucos dias, porque o importante é gerar manchete de jornal e impedir Lula de ser candidato em 2018. Abaixo, nota enviada para a Folha de S. Paulo:

“Não comentamos supostas delações. Delações não são prova, quanto mais supostas delações. O ex-presidente não solicitou nenhuma vantagem indevida e sempre agiu dentro da lei. O terreno nunca foi do Instituto Lula e tampouco foi colocado à sua disposição. O imóvel pertence a empresa particular que lá constrói uma revenda de automóveis. Tem dono e uso conhecido. Ou seja, a Lava Jato acusa como se fosse vantagem particular de Lula um terreno que ele nunca recebeu, nem o Instituto — que não é propriedade de Lula, nem pode ser tratado como tal, porque o Instituto Lula tem uma personalidade jurídica própria. Todas as doações feitas ao Instituto Lula estão devidamente registradas e foram feitas dentro da lei.”
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Fonte: Site do Lula

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Plenária e Jornada de Lutas da Frente Brasil Popular contra o golpismo

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A Frente Brasil Popular-Paraná realizará nesta 5a. feira, 2 de junho, uma Plenária geral de entidades do movimento social, partidos e militantes.  A pauta da reunião inclui uma análise da conjuntura das duas primeiras semanas da Junta Golpista de Temer - durante a qual dois de seus ministros já caíram - e a formulação de propostas de mobilização contra o golpismo, para reverter o impeachment em sua fase final.

Está prevista uma Jornada Nacional de Lutas para a semana que vem, com grandes atos para o dia 10 de junho em todo o país, e a Plenária de amanhã debaterá as atividades a desenvolver em Curitiba e algumas regiões do estado.

O local da Plenária da FBP-Paraná é a sede da APP-Sindicato (Av. Iguaçu, 880), a partir das 19 horas, aberta a quem quiser contribuir com sua luta.