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domingo, 12 de outubro de 2014

Mobilização total de forças e mensagem clara, a chave da vitória

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A campanha do segundo turno da eleição presidencial, de curtíssima duração, começou com intensidade e elevado grau de conflitualidade política. Nela, dois aspectos se destacam: a mobilização total da militância, dos aliados e do povo e a nitidez da mensagem política. Em ambos, as forças progressistas levam vantagem. 

Criar uma onda vermelha em todo o país, construir a vitória com uma agenda intensa de atividades diárias, fazer uma campanha cara a cara, olho no olho, conversando com o eleitor, esclarecendo suas dúvidas, desmontando preconceitos, refutando mentiras, afirmando as ideias-força que levaram a maioria do eleitorado a votar em Dilma no primeiro turno – são as tarefas do cotidiano até 26 de outubro, de todos os que têm verdadeiros sentimentos de patriotismo e alimentam ideais de progresso social. O tempo é curto, a vitória precisa ser construída em cada minuto.

Mais de 10 mil militantes lotaram nesta quinta-feira (9), a quadra do Sindicato dos Bancários, no centro de São Paulo, numa plenária de mobilização. Sob o comando de Lula, que se mostrou otimista, vibrante, enérgico, sorridente e lúcido, a militância do PT, do PCdoB, outros partidos aliados, movimentos sindicais, juvenis e populares, foi dada a arrancada para vencer também em São Paulo, estado onde se concentra a classe operária e em que, no enfrentamento de uma classe dominante reacionária e opressora, sempre existiu um pulsante movimento popular e de trabalhadores. 




Desde a terça-feira (7), quando se reiniciou a campanha do segundo turno da eleição presidencial, a presidenta Dilma Rousseff não tem feito outra coisa senão mobilizar o povo, a militância, as forças políticas aliadas. Em caminhadas e plenárias que realizou no Piauí, na Bahia, em Sergipe e Alagoas, a candidata vitoriosa no primeiro turno tem deixado uma mensagem de esperança, luta e vontade de vencer, em nome da construção de um Brasil democrático, soberano, desenvolvido e socialmente justo. 

É este o papel de todas as forças políticas e sociais de esquerda, democráticas e populares. Mobilização e concentração total de forças, numa campanha que tem caráter e sentido histórico, porque está em jogo o presente e o futuro do país, estão em questão as conquistas sociais alcançadas com ingentes sacrifícios ao longo dos últimos 12 anos, em xeque o desenvolvimento nacional, a soberania e o papel integrador, solidário e pacifista do Brasil no mundo.

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Esqueça o povo: o “grande eleitor” nestas eleições pode ser o juiz Sérgio Moro

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Um declarado eleitor de Aécio Neves, o advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Prado, o Kakay, disse o seguinte ao blogueiro Josias de Souza, do UOL: “Houve uma grave instrumentalização do Poder Judiciário.”

Por Paulo Nogueira, no DCM

Kakay estava se referindo à liberação seletiva de trechos dos depoimentos em casos de delação premiada pelo juiz paranaense Sérgio Moro (foto acima).

Repito: Kakay disse a Josias que vai votar em Aécio. “Até fui a um jantar de adesão. (…) Alternância no poder é importante. Não quero que o Brasil fique fossilizado como São Paulo, administrado há duas décadas pelo PSDB.”

O ponto central de Kakay é: por que parte do vazamento é aberta e parte não, e justamente às vésperas de uma eleição presidencial?

Parece brincadeira. Aqui, tem segredo. Ali, é tudo aberto. Isto se chama instrumentalização. É muito grave. A poucos dias da eleição, as consequências são gravíssimas.”

Nada foi aberto, por exemplo, em relação ao que os depoimentos trazem sobre Eduardo Campos, cuja família acaba de declarar apoio a Aécio.

Por quê? A resposta mais provável é que por trás dos vazamentos estão razões políticas e partidárias, e não de justiça.

Para Kakay, o juiz Sérgio Moro “está fazendo um jogo extremamente perigoso” – mas não surpreendente.

Moro, no Mensalão, ajudou a juíza Rosa Weber em seus trabalhos. Rosa entrou para a história ao condenar Dirceu com as seguintes palavras: “Não tenho prova cabal contra Dirceu, mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite.”

Neste exato momento, Moro é candidato à vaga de Joaquim Barbosa no Supremo. Eleito Aécio, quais serão suas chances?

Num artigo publicado na Folha algumas semanas atrás, Kakay escreveu que os brasileiros estavam diante da seguinte situação: um delator – Paulo Roberto Costa – poderia ser o “grande eleitor” nas eleições presidenciais.

Com base em acusações não investigadas e nem, muito menos, provadas. Em seu artigo, Kakay imaginava a seguinte situação: e se Costa decidisse, por algum motivo, citar Dilma? Os brasileiros, neste caso, teriam um novo presidente escolhido por um delator.

Na entrevista a Josias, Kakay voltou à mesma lógica, apenas com nome trocado.

O “grande eleitor”, agora, segundo ele, é o juiz Sérgio Moro.

E ele não precisa tirar uma self na cabine do voto para que saibamos quem é a sua escolha.

A Justiça brasileira fala como Justiça, se veste como Justiça, respira como Justiça – só não age como Justiça.

Pobre sociedade. Pobres brasileiros.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Sinditest não presta contas mas quer dobrar mensalidade dos filiados

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A Diretoria do PSTU, que se acha dona suprema do Sinditest, revelou ontem uma de suas intenções ao fazer o 'congreço' partidarizado que convocaram para outubro/novembro.  Quer dobrar o percentual descontado mensalmente dos filiados.  Acostumou-se com os 3 meses de desconto em dobro a título de Fundo para a fracassada greve deste ano, e agora pretende oficializar uma arrecadação regular mais polpuda.

Um debate desses talvez até pudesse ser feito em clima respeitoso e unitário, envolvendo todos os ativistas e grupos da categoria, se essa Diretoria prezasse o diálogo democrático e a transparência de suas contas.

Querem engordar o caixa do sindicato, mas deixaram, como manda o Estatuto, de prestar contas regulares do exercício de 2013.  Prometeram, ainda em campanha, exibir balancetes trimestrais em seu jornal impresso e no site da internet, mas nada apareceu.  Descontaram em dobro as mensalidades nos 3 meses que durou a greve da FASUBRA deste ano, e nem um pio de convocar uma assembleia em que mostrem como foi gasto o Fundo de Greve e qual o saldo que sobrou.

Prometeram ainda dar encaminhamento a diversas recomendações do Relatório da Auditoria externa feita em 2013.  Algum encaminhamento? Zero!  E nessas recomendações existem diretivas que envolvem certas somas altas.  Nada, puseram debaixo do tapete as revelações, e sentaram em cima.

Nem sequer o atual desconto de 0,5% é cobrado corretamente nos contracheques dos sindicalizados, pois os ávidos diretores ultraesquerdistas avançam até nas quantias dos benefícios, em vez de só descontarem sobre o vencimento básico.  Não, prezado/a filiado/a, eles caem em cima também de nacos do seu auxílio-alimentação, do auxílio-saúde e de outros benefícios que houver na receita do seu contracheque.

Gastam bastante divulgando unicamente as ideias do partido deles no jornal impresso pago por todos. Porém, não se dignam informar quais processos judiciais estão correndo no momento que podem penalizar o caixa do sindicato, em razão de má gerência: sabemos que um contrato precarizado de funcionário do sindicato feito na gestão Messias foi objeto de pagamento de multa. E que haveria ainda processo(s) de ex-funcionário(s) do Sinditest por assédio moral contra a Diretoria.  Disso nada é informado em detalhe à base que sustenta a entidade.

Conforme dito, tudo isso sem prestar contas. E ainda querem tirar mais da categoria. E para isso inventaram um Congresso partidarizado, com "assembleias" na base do trator sobre quem quer que discorde uma vírgula da cartilha do partido dominante na diretoria.  Essa é a atual farsa congressual pela qual sonham poder engabelar os TAEs da UFPR e UTFPR.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Diretoria do Sinditest usa recursos dos filiados para atender interesses do PSTU

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Os militantes do PSTU que controlam a Diretoria do Sinditest definiram com clareza seu objetivo imediato: filiar a entidade que é de todos os TAEs numa organização chamada Conlutas que lhe comerá 5% da receita bruta.  E querem fazer isso através de um suposto "Congresso do Sinditest", que já não se sabe se marcado para a semana final de outubro ou para começo de novembro.

Com 5% da arrecadação fornecida por todos os membros da base, ainda que a imensa maioria dos servidores sequer saiba o que significa a sigla "Conlutas", o PSTU do Sinditest assegurará um bom repasse de grana dos trabalhadores para seu partido sem voto na sociedade do Paraná.

Enorme a cara de pau dos diretores do Sinditest, tanto que publicaram jornal - pago por todos os servidores - que defende de antemão sua tese de filiação nessa central "sindical" mal conhecida.  Está lá, no "Jornal do Sinditest", edição de setembro/outubro, uma matéria defendendo descaradamente a filiação do Sinditest à "central" CSP-Conlutas.  Eles chamaram a base à inscrição de teses, mas antes de qualquer coisa, usando recursos de todos, já apresentam sua principal tese, em matéria assinada por Maria Carolina Felício.  Esta pessoa aparece como diagramadora do jornal, consta no expediente como "MTB 8400", ou seja, aparece como contratada do sindicato.  E fazendo matérias não jornalísticas, mas claramente partidárias!  Quer dizer que a Diretoria contrata pessoas não para fazer um jornal mas para elaborar panfletos partidários.

Até quando, perguntamo-nos, deixaremos um sindicato que deve ser de todos, ser tão clara e descaradamente, manipulado por um partido político como acontece na atual gestão?

Hora de dar um basta.  Hora de repudiar essa diretoria partidária e partidarizante, que usa o discurso de que está sempre "na luta" como pretexto para estar sempre extorquindo os recursos dos TAE para seu partido político estreito e sectário.


Abaixo o golpe do Congresso do PSTU! Não nos representam!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Um Sindicato alienado e dois Congressos

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Depois das eleições de 5 de outubro, o Brasil está dividido ao meio. Entre o caminho de prosseguir nas mudanças progressistas, reelegendo Dilma presidenta, ou voltar aos tempos antidemocráticos de subserviência aos EUA e ao FMI, com o playboy Aécio Neves.  Esse o grande debate político do momento, cujo desfecho interessa a todos os brasileiros preocuopados com o rumo de seu país.

Alheia a isso, na categoria dos TAE da UFPR e UTFPR movimenta-se atabalhoadamente uma diretoria do Sinditest, convocando assembleias gerais e congressos para discutir o mérito da sua cicatriz umbilical.

Usando como pretexto o motivo justo de atualizar o Estatuto do Sinditest, a Diretoria presidida por Carla - aquela que assinou documentos a favor da venda criminosa dos terrenos do sindicato em Piraquara - resolveu convocar um "Congresso" do Sinditest.  Chamou-o para o começo de novembro.


De repente, não mais que de repente, a mesma Diretoria ultraesquerdista chama "outro" Congresso: publicou edital convocando um rosário de assembleias extraordinárias em diversos campi da UFPR e UTFPR entre 20 e 30 de outubro deste ano. Na pauta: alteração do Estatuto do Sinditest-PR.

Dizem os ultraesquerdistas do PSTU da Diretoria que essa série de assembleias seria para atingir o quorum determinado pelo Art. 87 do Estatuto (mínimo de 20% dos filiados, ou cerca de 1.200 pessoas).  Eles só não dizem como é que se dará o debate e a decisão nessas dezoito assembleias.  Não importa: só o que eles querem é juntar assinaturas dos trouxas que nelas comparecerem e não souberem que estão sendo manipulados por gente sem escrúpulos.

Objetivamente, há dois "Congressos" de mudança estatutária. Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso e dignidade não participará dessa imensa farsa do PSTU, voltada unicamente para oficializar a transferência de recursos financeiros da base dos TAEs para esse partido sem voto na sociedade paranaense, através da filiação do Sindicato na central-mosaico Conlutas, que representa menos de 2,4% dos sindicatos do país.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O golpe do Congresso no Sinditest

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Só trouxas participarão daquilo que a diretoria do Sinditest chama de "II Congresso do Sinditest". Os trouxas e os militantes do PSTU, que querem enfiar goela abaixo da categoria a filiação do sindicato à central-mosaico CSP-Conlutas.

Vejam só: eles não prestam contas de seu exercício financeiro desde 2012, não prestaram contas do uso do milionário Fundo da Greve (fracassada) de 2014, mas agora querem criar mais um elemento de despesa: 5% da receita bruta da categoria direcionada para uma "Central" Sindical que nada mais é que um ralo para drenar grana para o PSTU.

Vocês topam isso?

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Candidatos a deputado apoiados pelo Blog NaLuta

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É de amplo conhecimento que este Blog posiciona-se no campo do prosseguimento das mudanças iniciadas em 2003 no ciclo dos mandatos de Lula, o que significa apoiarmos firmemente a reeleição da presidenta Dilma Rousseff nas eleições do próximo domingo.

Este Blog tem lado e recomenda aos trabalhadores e trabalhadoras do Paraná o voto em duas combativas candidaturas a deputados estadual e federal.  Ambas do PC do Brasil (PCdoB).

Toni Reis, militante histórico (3 décadas!) de movimentos sociais pelos direitos humanos, e em especial os da comunidade LGBT, é candidato a deputado estadual sob número 65123.  Detalhadas informações sobre sua biografia e propostas estão no site www.tonireis.com.br

Aliel Machado, oriundo do movimento estudantil, eleito vereador em Ponta Grossa em 2012 e hoje Presidente da Câmara desse município, representa ao mesmo tempo garra, seriedade e a coragem da juventude. Ele disputa, com reais chances de sucesso segundo pesquisa do DIAP, uma vaga de deputado federal, com o número 6565. Clique aqui para conhece-lo melhor em sua página na rede Facebook.


Recomendamos e pedimos o voto para estes companheiros, sem sombra de dúvida merecedores da confiança de todos os trabalhadores do estado do Paraná!  Eleitos, serão uma voz poderosa na tribuna parlamentar e um apoio sólido para ajudar na organização e mobilização dos movimentos sociais progressistas.

Uma surpresa final para Marina

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Mais responsável do que ninguém por um eventual segundo turno, Marina corre o risco de ficar de fora - se ele ocorrer
Por Paulo Moreira Leite, em seu site

Uma cena decisiva da campanha de 2014 ocorreu num dos ultimos momentos do debate de ontem, quando Eduardo Jorge e Marina Silva se encontraram num momento pergunta-e-resposta.

Discutindo taxa de juros, politica econômica e crescimento, o candidato do PV falou uma verdade trivial. Condenou o rentismo, sistema de enriquecimento dos endinheirados brasileiros, que permite que investidores ganhem dinheiro na ciranda financeira enquanto “passeiam pela Europa.” Falou que a taxa de juros precisa cair para que o trabalhador tenha crédito para consumir e para que o empresário possa pegar empréstimos no banco para investir. Eduardo Jorge disse que os juros deveriam estar “um pouco acima da inflação, como é no mundo todo” e não nos patamares de hoje — a taxa Selic se encontra em 10,9%.

Na prática, Eduardo Jorge foi simpaticamente demagógico em sua colocação, e tentou facilitar as coisas para Marina. Deixou de lembrar que, mesmo em seu patamar atual, a taxa de juros é uma das menores da história e se houve um nível mais baixo, ele foi atingido em agosto de 2011 e nos meses seguintes, no próprio governo Dilma. Candidato de um partido que definiu como conservador, reformista e revolucionário, Eduardo levantou a bola, deixando a platéia presente ao debate na espectativa de que Marina ajeitasse para um golaço.

O que se viu foi uma cena surpreendente. A candidata do PSB ficou em silêncio, como se estivesse em dúvida e precisasse pensar muito para maldizer os juros altos.

Quando abriu a boca, foi para usar palavras de economistas conservadores: disse que os juros se tornaram altos no Brasil porque o governo não controla os gastos nem a inflação.

Eu não esperava que Marina reconhecesse que o discurso exagerado sobre o fantasma do “descontrole inflacionário”, muito mais imaginário do que real, foi uma das bandeiras dos aliados do sistema financeiro para pressionar o Banco Central a reajustar os juros a partir de 2013, numa intervenção que ajudou a prejudicar o crescimento no final do governo Dilma. Também não pensava que Marina fosse capaz de denunciar os lucros espetaculares dos bancos brasileiros, em larga medida assegurados pelo patamar dos juros. Mas achava que ela teria coragem de defender o crescimento e o emprego, lembrando que os juros baixos são condição para o investimento produtivo. Para quem não perdeu o costume de lembrar sua origem no “seringal”, e ontem recordou sua passagem pela direção da CUT do Acre, seria uma oportunidade e tanto, vamos combinar.

A resposta evasiva de Marina demonstra que o principal traço de sua atual personalidade política são os compromissos com o mercado financeiro. Tão profundos que a candidata não se permitiu, sequer, uma bravata demagógica nesse campo — embora tivesse tirado o 13o. do Bolsa Família do colete, num ato tão repetino que era razoável perguntar se só lembrou do Natal no último debate.

Em sua última aparição antes da caminhada às urnas, preferiu mostrar-se confiável aos senhores (e senhoras, como Neca Setubal) que têm nas mãos os fios que pressionam os governos, todos eles, e fazem a economia andar conforme seu gosto. Foi uma cena didática.

Na fase atual da campanha, o desmanche da candidatura Marina Silva provoca analistas e politicólogos. Um dos responsáveis reais pelo desastre já achou outro culpado: “é o marketing selvagem Dilma x Marina, calcado na exploração da credulidade, na mentira calculada e na excitação do medo”, escreve Eduardo Gianetti, o bom-moço do conservadorismo radical que ficou tempo demais na vitrine eleitoral de 2014 para que suas ideias impopulares não pudessem ser reconhecidas pelo eleitorado.

Dilma engole Aécio. Bláblá perde a cabeça

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Bláblá já tinha agredido Luciana Genro. Olha o Rogerio Cerqueira Leite …
Por Paulo Henrique Amorim, no site Conversa Afiada
Pouco depois da meia noite, Bláblá mostrou as garras, no debate da Globo. Ela veio com o blablarismo da corrupção. E que a Dilma não tinha cumprido o que prometeu.

Dilma lembrou que o Brasil pratica hoje as taxas de juros mais baixas da História. E que o Governo dela não tinha Engavetador; Governo que deu autonomia ao Ministério Público e à Policia Federal.

Nós investigamos”, disse Dilma.

E aí, Dilma lembrou que o diretor do Ibama, na gestão da Bláblá, ela, Dilma, demitiu por “desvio de recursos”.  E nem por isso acusou a Bláblá de corrupção.  E lembrou que a corrupção no metrô de São Paulo foi investigada pela Suiça.

O tempo se esgotou.

Aí, Bláblá perdeu a cabeça e tentou manter a discussão, com tom de voz mais alto, com o microfone desligado.

Em seguida, Dilma se esmerou em desmontar o Arrocho.

Lembrou que o Governo dele (e FHC e Cerra) quebrou o Brasil tres vezes, se ajoelhou diante do FMI, e o Ministro da Fazenda dele – o Arminio NauFraga – praticou a taxa de juros (45%) mais alta da História.  E sobre o Bolsa-família, se o [Programa] Bolsa do FHC era de 5 milhões de pessoas, o meu, disse Dilma, é de 56 milhões !

Arrocho, nervoso, acusou Dilma de repetir o que o marqueteiro, João Santana diz…

Arrocho também tinha perdido o prumo quando Luciano Genro o apertou.


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No debate da Globo, o sutil recado de Dilma a Marina sobre corrupção: eu sei o que seus assessores fizeram no passado

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O debate na Globo reforçou a possibilidade, ainda que remota, de Dilma vencer ainda no primeiro turno, conquistando a maioria dos votos dos indecisos; e a possibilidade de que, havendo segundo turno, o adversário da presidente seja Aécio Neves.  Trocando em miúdos, Marina Silva — claramente abatida — foi a grande derrotada da noite.

Por Luiz Carlos Azenha, no site Viomundo

Luciana Genro fez, no conjunto, a melhor apresentação no debate da TV Globo. O ponto alto foi quando massacrou, com argumentos, o candidato Levy Fidelix, quando ambos discutiram a união civil de homossexuais. Fidelix, aliás, também apanhou no tema de Eduardo Jorge, do PV, de tal forma que saiu completamente transtornado da discussão.  

Fidelix, como se sabe, marcou o debate anterior, na TV Record, ao dizer grosseiramente que “o aparelho excretor não reproduz”.

Dilma Rousseff teve uma boa atuação, especialmente porque conseguiu conectar seu discurso com o que os telespectadores haviam visto, horas antes, no último programa eleitoral do PT. A ênfase do programa foi no convencimento dos eleitores de que Dilma, afinal, representa a “verdadeira mudança”. O marqueteiro petista conseguiu adiantar a ideia de que Dilma tem a experiência para mudar com segurança. O ex-presidente Lula apareceu duas vezes no programa. Numa delas, repetiu o discurso de que seu segundo mandato foi o melhor que o primeiro.

A presidente começou bem, se adiantando às críticas de oposicionistas sobre a corrupção. Discorreu sobre as medidas que tomará para combatê-la. Dilma não fugiu a confrontos. Quando teve a oportunidade, escolheu o enfrentamento direto com Marina Silva e Aécio Neves.

Emplacou um ponto importante ao dizer que, se os eleitores querem a continuação dos programas sociais — que os adversários Marina e Aécio prometeram continuar –, o melhor a fazer é reelegendo quem os concebeu.

O ponto alto de Dilma foi quando enfrentou Marina na questão da independência do Banco Central. “Eu sugiro que a senhora leia o que está escrito em seu programa”, alfinetou a presidente, antes de descrever os prejuízos que o BC legalmente independente acarretaria.

Debate da Globo não teve vencedor, por isso Dilma venceu

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Para o horário em que ocorreu, o debate da Globo teve até boa audiência, chegando a 19 pontos no Ibope – isso para quem acredita no Ibope, claro. Mas, seja como for, até por conta da proximidade da eleição, o debate foi assistido ao menos pelos setores das classes média e alta que podem ir dormir por volta das duas da manhã.

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania

Claro que os efeitos de um debate como aquele não se restringem a quem assistiu. Durante a campanha, os candidatos levam trechos para seus programas eleitorais, onde fazem a edição que interessa a cada um. Mas como o debate da Globo ocorreu após o término da propaganda eleitoral no rádio e na tevê, caberá à mídia, à blogosfera e às redes sociais destacarem o que quiserem.

Entretanto, apesar da tendenciosidade que previsivelmente guiará a grande mídia e até as mídias alternativas, com cada um puxando a sardinha para o seu lado, não se verá em 2014 o que se viu, por exemplo, em 1989, quando a Globo fez uma edição criminosa do debate entre Fernando Collor e Lula, privilegiando o primeiro. A política, hoje, não comporta mais tais armações.

Antes do debate da Globo, em blogs e em grupos nas redes sociais simpáticos a Dilma, muitos advogavam a tese de que a presidenta não deveria comparecer ao debate da maior emissora do país porque esta lhe prepararia alguma armadilha ou favoreceria alguma armação de algum adversário. Porém, nada disso aconteceu.

Apesar dos momentos tensos, como quando Luciana Genro e Eduardo Jorge chegaram a dizer a Levy Fidelix que ele cometeu um crime ao insultar e caluniar milhões de homossexuais em rede nacional, ou quando Dilma e Marina, Marina e Aécio, Luciana e Aécio bateram boca, não houve vencedores.

Ou melhor, um dos debatedores foi poupado: o “pastor” Everaldo, que permaneceu no ataque, mas não foi atacado por ninguém. Talvez por isso tenha perdido, em vez de ganhar, pois foi solenemente ignorado por todos, apesar de atacar Dilma sistematicamente, assim como Levy Fidelix.

Aliás, foi nesse ponto que Aécio e Marina perderam ao fazer “dobradinhas” com os dois “candidatos da família”. Muita gente racional e integrante do século XXI por certo não gostou de ver tanto Aécio quanto Marina de mãozinhas dadas com Fidelix e Everaldo, atacando Dilma.

Todos apanharam muito. Aécio, após a primeira ofensiva contra Dilma, na sequência encarou Marina, que acusou o cinismo do tucano, que cobra corrupção dos outros mas tem várias pendências nessa questão – acusa o mensalão petista, mas finge que não existe o mensalão tucano. Em resposta, Aécio apontou as contradições de Marina, referendando o que diz Dilma sobre a adversária.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Agora não é mais só uma eleição. Agora é a História

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Não é difícil perceber que se formou, nestes dias finais da campanha eleitoral do primeiro turno (e talvez da própria campanha eleitoral), uma imensa e tresloucada aliança do conservadorismo brasileiro.


Um clima histérico que capturou, admita-se, parte da classe média e da mediocridade fútil que foi entronizada pela mídia como sendo a “inteligência” brasileira.

Chegamos aos píncaros de uma onda de pessimismo que não encontra base nos fatos profundos da economia – não há desemprego, não há queda violenta do poder de compra da população, não há uma crise social como tantas que vimos em nossa história – e muito menos nos da política, porque jamais vivemos numa democracia formal tão completa como hoje, embora os imbecis chamem a tudo de “perigo vermelho”, 50 anos atrasados em sua guerra-fria neurótica.

Mas os jornais publicam um país que arde: as bolsas despencam, o “mercado” incorpóreo prevê o desastre e embolsa lucros milionários.

Mas o outro mercado, o da esquina, faz tempo que não tira a plaquinha do “estamos contratando”.

O debate nacional se reduz à pobreza mental do aparelho excretor de Levy Fidélix, como se Levy Fidélix e e a polivalência de aparelhos excretores fossem as causas nacionais e este não fosse um país que tenta se livrar de sua condição histórica de colônia.

Um Brasil que pode e vai assumir seu papel de um dos gigantes do mundo, já não só pela sua “própria natureza”, e não mais ser, me perdoem, o cu da Terra.

Transparência das contas do Fundo de Greve do Sinditest - onde está?

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Cadê a transparência que parecia estar ali? O gato comeu!

Faz mais de 3 meses que a greve nacional da FASUBRA acabou oficialmente na base do Sinditest (24/6).  Cadê a assembleia de apresentação das contas do Fundo de Greve ?  Onde está a transparência para a categoria dos TAEs representados pelo Sinditest saber como foi gasto o valor das receitas de 3 meses de desconto em dobro da mensalidade sindical?  E qual o exato saldo final desse Fundo?

Pois é, não tem.  E ainda querem fazer um Congreço!(*)

Para o atual grupo partidarizante instalado na diretoria do Sinditest, transparência é bom cobrar só dos outros - dos governos, da reitoria, mas da diretoria sindical, neca.

Na gestão passada 2012-2013, parecia haver um início de esforço de transparência da diretoria comandada pelo mesmo grupo político: chegou a haver publicação no site e em jornal impresso de balancetes trimestrais demonstrativos da movimentação financeira do sindicato.  Hoje isso sumiu.  Era para inglês ver.  Nem o contador picareta do sindicato eles demitem...
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(*)Uma reunião convocada para atender estritamente interesses de um partido político que comanda o sindicato não pode ser chamada de um verdadeiro Congresso dos TAEs do Sinditest.  Só pode ser mesmo um "Congreço" de adoradores de uma seita.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O Congreço do Sinditest. "Congresso" ?

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A Diretoria do Sinditest, iluminada pela "inquestionável linha" política do PSTU (partido ao qual se filiam os principais diretores), resolveu chamar uma reunião dos militantes e amigos desse partido na UFPR.  Uma reunião política a acontecer de 3 a 7 de novembro do corrente ano.  Tudo bem, os militantes de qualquer partido tem direito a se encontrarem para deliberar o que quiserem em nome exclusivamente de seu partido, com ou sem referência na realidade objetiva.

O problema é que essa reunião de militantes e simpatizantes do PSTU do Sinditest foi batizada pela Diretoria de "II Congresso do Sinditest".  Isto é, supostamente, a convocação de uma instância de deliberativa (a máxima) dos TAE da base do sindicato.

Na pauta desse Congreço (grafamos assim para denunciar seu caráter equivocado) estaria a sempre prometida Reforma do Estatuto do Sinditest, em meio a outros assuntos como conjuntura política nacional, movimento sindical, combate às opressões de gênero, cor etc.

Pensamos que era séria a intenção da gestão "Sindicato é pra lutar", eleita no final de 2013, de fazer uma profunda, democrática e unitária discussão para reformar o estatuto sindical, que está obsoleto, atrasado e padece de muitas lacunas.  Não é.

Ao chamar no atropelo o tal Congreço, para o começo do mês de novembro, a Diretoria presidida pela servidora Carla Cobalchini deixa claro que seu intuito não é construir unitária e democraticamente um novo estatuto.  As finalidades desse Congreço são sobretudo para atender a interesses de grupo, partidários (do PSTU no comando do sindicato), portanto, mesquinhas.  Agora vemos ainda melhor como é a "democracia operária" prometida pela presidente Carla quando tomou posse em janeiro deste ano.

A Diretoria PSTUista do Sinditest quer atualizar e legitimar as supostas instituições cujas bases quer representar - em especial os técnicos dos Institutos Federais, hoje representados desde há mais tempo pelo SindiEdutec, sem qualquer consulta ampla a essa base dos IF's.  Não vai conseguir.

E quer, essencialmente, filiar o Sinditest na Central-mosaico chamada CSP-Conlutas, entidade geral nacional comandada à mão de ferro pelo PSTU.  Algo que também serviria para "oficializar" um repasse de recursos financeiros dos TAE do Sinditest para a Conlutas, algo que já acontece informalmente.

Isso tem nome: GOLPE. 

Não compactuamos com golpe e com tentativas de enganar a base da categoria.  Pior: usando como pretexto um motivo legítimo que é o de atualizar o Estatuto do Sinditest.  Isso é brincar e tripudiar com o movimento sindical da UFPR e da UTFPR.

Por isso, desde já alertamos todos os TAE da base do Sinditest: isso NÃO é um Congresso sindical legítimo e sério.  "Isso" é meramente um Congreço de militantes do PSTU.  Os TAE da base da categoria não deixarão ser perpetrado nenhum golpe por parte de uma diretoria ultraesquerdista autoritária que sequer faz prestação regular de suas contas, não presta contas do Fundo de Greve da fracassada greve de 2014 nem encaminha as recomendações do Relatório Final da Auditoria de 2013.

ABAIXO O GOLPE DO PSTU NO SINDITEST!!!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

'Veja' não informa, mas é muito bem informada. Marina está minguando rápido

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A melhor notícia que a campanha de Dilma Rousseff poderia receber hoje é a capa da revista Veja. A Veja, como se sabe, é uma revista muito bem informada, até porque para manipular a informação é necessário tê-la.  Como dizia a minha avó, ali não se prega prego sem estopa.

Por Fernando Brito, no Blog Tijolaço

Tudo o que eu, você e o distinto público em geral sabemos sobre pesquisa não é nada perto do arsenal de números de que dispõe a Veja.  Por isso é que a revista, como a gente fazia na oficina dos jornais de antigamente – hoje os computadores acabaram com essa graça – deve ser lida “de cabeça para baixo”.

No caso das gráficas, era um truque para não desviar, com a leitura, a visão que deveria perceber erros no registro das cores de impressão.

No caso da Veja, exatamente o contrário: não deixar que as cores e a riqueza gráfica nos afaste da leitura do conteúdo.  Onde se lê “resiste”, o que está escrito é “não está resistindo”.

Porque Marina é um pacote muito bem embrulhado para presente que, entretanto, vai decepcionando à medida em que a campanha eleitoral o vai abrindo.

Na classe média, este processo começou quando, de dentro dele, saltou um vociferante Silas Malafaia.

E no povão, quando ela abandonou a relativa prudência com que Eduardo Campos atacava o Governo (embora flertasse com muito menos pudores com a direita) e passou (ou aceitou) ao combate contra Dilma e, por tabela, Lula.

Entrou em choque com seus próprios eleitores na classe C – onde ainda perdeu menos, mas onde agora evolui mais fortemente sua perda – que não tem deles uma visão demonizada, como na classe média alta com a qual Marina passou a conviver e flertar.

Apostou no “antipetismo”, o que restringe seu campo, como o udenismo restringiu-se ao se tornar o “antiVarguismo”.

A capa de Veja é só parte do processo de mutualismo defensivo que a direita e um vago “marinismo” vivem neste momento.  É, porém, inócua, exceto no que pode confundir a candidatura petista – e como o petismo é confuso nisso! – e fazê-la recuar de um enfrentamento agudo como é necessário.

Deve servir, ao contrário, para um esforço para explorar os erros cometidos pela oposição, sobre os quais o petismo não tem quase responsabilidade alguma, até porque, há tempos – e o pífio desempenho das candidaturas do PT nos principais estados, exceto Minas, prova isso – o petismo não tem mais trator algum.

O que o PT tem é, sim, um difuso mas poderoso sentimento de país que foi abandonando a órbita colonial onde suas elites sempre o mantiveram.

O xeque a Marina veio dos erros de seus próprios movimentos: o furioso ultimato antigay malafáico, que evidenciou o fundamentalismo religioso, e a indecorosa e explícita conversão ao liberalismo econômico que lhe deram a face de um “PSDB 2.0″, rematado com o esdrúxulo abandono do pré-sal, do qual ela agora tenta se livrar tardiamente.

A estes erros, somaram-se os que a direita cometeu, ao escolher de início um candidato pífio como Aécio Neves e abandoná-lo assim que surgiu sua “esperança verde”.

A capa de Veja é uma ilustração deste medo (a caminho do pânico) que tomou conta da direita, como ontem já se assinalava aqui.

É o mais inequívoco sinal de que o “perigo”, agora, passou a ser sua vitória no primeiro turno. 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Professores apoiam Dilma e causam crise de urticária na Diretoria da ANDES-SN

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Na última 5a.feira (11), reitores de 54 Instituições Federais de Ensino Superior encontraram-se com a Presidenta Dilma para manifestar apoio à sua reeleição.  Esses docentes reconhecem os grandes avanços realizados nos mandatos de Lula e Dilma na área da Educação, com o aumento de recursos financeiros às IFES, a expansão do número de IFES no país (mais de 15, sendo 3 no Paraná, incluindo a evolução do antigo CEFET) e também das vagas nas IFES já existentes. Além disso, haverá o aumento de recursos, decorrentes dos royalties do Pré-Sal, bem como o PNE aprovado.

Tais professores nada mais fazem do que entender o cenário desenhado da sucesão presidencial, onde não há "terceiras vias", mas apenas dois projetos em disputa: ou se prossegue avançando nas mudanças iniciadas por Lula em 2003, reelegendo Dilma, ou se retrocede ao velho projeto ortodoxo neoliberal representado por Aécio ou Marina.  São reitores, mas são também cidadãos eleitores, com um papel de liderança política em suas comunidades, e estão em seu direito de manifestar opinião pessoal, de indicar uma direção política a quem lhes quiser saber essa opinião.

Triste seria ver acadêmicos lavando as mãos, quando existe risco real de retrocesso nas conquistas educacionais até aqui obtidas, risco de se voltar ao tempo de brutais cortes nos orçamentos das IFES e até PDVs (Planos de Demissão Voluntária dos tempos de FHC).


Já a Diretoria da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (ANDES-SN) - por estar na oposição a tais mudanças, fazendo coro com a oposição política de direita do PSDB, DEM, PSC e outros - teve uma "crise alérgica" com a posição dos reitores das ANDIFES, e até emitiu nota de repúdio.  Claro, a ANDES-SN preferiria manifestação de apoio a algum candidato presidencial da ultraesquerda, sem a menor chance de vitória, que é como anda também o movimento docente capitaneado pela ANDES.  

Certos estão os reitores, eles estão no seu direito de tomar posição pública pessoal se assim o quiserem (não em nome da IFES que dirigem, é claro). Igualmente a Direção da ANDES-SN pode publicar sua posição de preferência por este ou aquele candidato.  Faz parte da democracia, mas não emitir repúdios porque alguém simplesmente declara sua posição.

A contribuição de Luciana Genro ao debate presidencial

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Embora eu simpatize com o estilo arrojado e uma parte do conteúdo do discurso da Luciana Genro, creio que todo mundo sabe que eu voto na Dilma. E acho que não tomaria a Luciana por nora... Hehe, mas publico aqui a opinião do Paulo Nogueira, do DCM, porque concordo com ele sobre Luciana nessa campanha, enfatizando dois assuntos muito relevantes também para meu partido, o PCdoB.

Por Paulo Nogueira, no site DCM

Luciana Genro não será uma campeã de votos em 2014.

Mas, ainda assim, a contribuição que ela deu ao debate eleitoral é milionária.

Dois assuntos vitais para o Brasil teriam ficado na gaveta se ela não os trouxesse à cena com sua ousadia gaúcha: a tributação das grandes fortunas e a regulação da mídia.

O sistema tributário brasileiro é um absurdo. É regressivo. Isso significa que, proporcionalmente, paga mais quem tem menos dinheiro.

Luciana Genro tem uma proposta para começar a corrigir essa aberração. Taxar em 5% ao ano fortunas acima de 50 milhões de reais.

Com seu estilo divertido e incisivo, amplificado pelo indomado sotaque gaúcho, ela diz que quer taxar o “ricaço”, e não o “riquinho”.

Luciana Genro está propondo algo que vigora na Escandinávia, e que explica, em grande parte, o avanço extraordinário da sociedade da região.

Os escandinavos ricos se orgulham de pagar altos impostos, porque sabem que só assim você vive em sociedades saudáveis, em que você anda nas ruas sem medo de ser morto.

Os brasileiros ricos se orgulham de sonegar, sob a alegação – sem nexo e sem sustentação em nada real – de que a carga tributária brasileira é “a maior do mundo”.

As grandes companhias de jornalismo alimentam essa falácia, com um noticiário repetitivo e maroto que leva o leitor a crer que paga impostos escandinavos.

O objetivo dessa campanha é legitimar os truques que as empresas de mídia – e tantas outras – cometem para sonegar os impostos.

O segundo ponto vital que Luciana Genro trouxe diz respeito especificamente à mídia.

Ela expôs com clareza seu ponto na sabatina a que se submeteu na Folha, na sexta passada.

Liberdade de expressão, como a que temos, é a liberdade de expressão dos donos das empresas de jornalismo”, ela disse.

Esse monopólio da opinião, que tanto mal causou ao Brasil, só começou a ser rompido com o surgimento da internet.

A internet trouxe uma pluralidade de ideias que enriqueceu fabulosamente o debate político nacional.

Todo jornalista sabe dessa verdade doída, embora muitos finjam que não é assim. A liberdade de expressão, na grande mídia, é limitada aos proprietários.

A pluralidade não pode depender da internet. Tem que estar na lei. Para evitar concentração de mídia, nos Estados Unidos a legislação veda que o New York Times seja dono, por exemplo, de uma cadeia de televisão, ou de rádio.

As leis antimonopólio americanas jamais permitiriam uma empresa como as Organizações Globo: os Marinhos espalham sua influência e seus interesses por virtualmente todos os meios possíveis, de jornal a tevê, de rádio a revista.

A questão da mídia é tão complicada, no Brasil, que ela acabou fora do programa de Dilma, mesmo com muitos líderes petistas lutando para que estivesse dentro.

Marina, com sua “nova política”, simplesmente ignora a questão da concentração da mídia em seu programa de governo.

Coube à combativa Luciana Genro, nesta campanha, segurar, sozinha, essas duas tochas – a da desconcentração da mídia e a da tributação das grandes fortunas.

Ela não vai se eleger. Não tem chance nenhuma de ir para o segundo turno.

Mesmo assim, vai sair dessa campanha muito maior do que entrou.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Semi-abandonada a sede social de Shangri-lá

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Beirais de telhado podres e arriados, com telhas quebradas e buracos no telhado onde pombos fazem ninhos.  Pintura velha descascando. Moradores locais comentando que, de fato, a sede social de praia do Sinditest tem estado abandonada, sem ninguém para cuidar regularmente de seu estado.  

Esse foi o cenário visto por um filiado da base que, casualmente, passeando no município de Pontal do Paraná durante o feriadão da Independência, constatou o aspecto de um imóvel de alto valor entregue à própria sorte.  Pelo que se ouviu falar, nem tem mais um caseiro para vigiar esse local de lazer da categoria dos técnicos filiados ao Sinditest. Esse filiado só pode olhar de fora o estado de imóvel, mas o suficiente para causar má impressão e preocupação.

Esse é o nível de zelo com o patrimônio do sindicato, pago por todos?  Torra-se muitas vezes o dinheiro da entidade em eventos do partido da filiação dos principais diretores do sindicato, mas não se toma conta daquilo que é de todos.  Triste realidade.

Aumento de 49% no Plano da Unimed? Ô, loco!

Um comentário:
Um conhecido ex-presidente do Sinditest, apeado do 'poder' sindical há quase 3 anos, resolveu no começo do mês usar seu Facebook para por a boca no trombone contra seus desafetos da diretoria atual.  O motivo: o aumento da mensalidade do plano privado de saúde daquela operadora que gosta mais de financiar o time do Fluminense do que tratamentos mais complexos de seus afiliados doentes.  Olhem aí o comentário do "bom pastor":


Pelo que se lê no site do Sinditest, o desacordo entre a entidade e a Unimed está longe de ser resolvido.  A Unimed, é óbvio, quer melhorar ao máximo sua 'saúde', a saúde financeira do bolso dela, escorchando os filiados com mais um aumento.  A Diretoria sindical está chamando assembleias para debater o que fazer.  

Em assembleia sindical ocorrida em 03/09, foi formada uma comissão de trabalhadores (da base e da diretoria do Sinditest), com acompanhamento do escritório jurídico, para estudar as planilhas dos bons samaritanos da Unimed e elaborar proposta alternativa ao aumento pretendido. Uma nova assembleia sindical vai ocorrer em 16/09,

Nada fácil.  Planos privados de saúde, à medida que lucram muito e crescem, tornam-se verdadeiras máfias.  O caminho fundamental mesmo é o da luta pelo fortalecimento do Sistema Único de Saúde.

Ebserh admitida e confirmada. E depois?

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Apesar de toda a turbulência e emprego de métodos excepcionais (videoconferência, voto por celular) no dia 28/08, quando se deu a votação da admissão da Ebserh como gestora do HC da UFPR, a Justiça Federal endossou o resultado apurado de 31 votos a 9 na sessão "politópica" do CoUn.

A ação cautelar interposta na na 4a. Vara da Justiça Federal em Curitiba foi patrocinada por dois conselheiros alunos, pedindo anulação tanto da sessão do CoUn de 28/08 como da sessão do COPLAD de 03/09 (esta debateria detalhes do Contrato UFPR-Ebserh).  A Justiça não acatou o pedido, sob justificativa de que, se alega-se que as ditas irregularidades de reunião/votação do CoUn lesam toda uma coletividade, então esta coletividade é que haveria de ter interposto a ação cautelar e não apenas dois indivíduos. Com base nisto, a 4a. Varia extinguiu o processo.


Em 3 de setembro, o Sinditest convocou um agito para protestar contra a sessão do COPLAD que discutiria mais a fundo o contrato, mas isto foi retirado de pauta e a sessão realizou-se.  Também menos de 50 pessoas atenderam ao chamado de mobilização do sindicato.  Zaki Akel preferiu tirar a Ebserh da pauta do COPLAD para não reaquecer o assunto e remeteu o contrato para análise da assessoria jurídica.

Entretanto, até o fim de setembro pode haver nova chamada do COPLAD para examinar os termos do contrato, cuja minuta (rascunho) fala de um período de "transição" de dois anos, a partir da data de assinatura do contrato entre UFPR e Ebserh, ao fim do qual os "trabalhadores precários" (funparianos) teriam de estar fora dos quadros geridos pela empresa.

Sabe-se que, informalmente, práticas Ebserhianas já vão ocorrendo dentro do HC, de modo mais ou menos velado.  O que acontecerá quando se der a entrada formal da empresa pública no comando efetivo do hospital, como reagirão os trabalhadores do HC?