-->
Mostrando postagens com marcador eleição 2014. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador eleição 2014. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Os 10 piores casos de complexo de messias em 2014

Nenhum comentário:

O fim do ano é o momento em que nos lembramos do messias JC, mas é impossível deixar de lado os malas sem alça que possuem o complexo de messias. O ano de 2014 foi pródigo em megalomaníacos com fórmulas infalíveis para a salvação do Brasil e, em última análise, do universo.

Por Kiko Nogueira, no site DCM

Alguns tentaram nos livrar de uma ditadura comunista, outros ameaçaram seus discípulos se não seguissem seu voto — em comum, todos incapazes de admitir qualquer erro e eternamente tentando encaixar os fatos em sua visão de mundo. O tipo de gente que estraga qualquer festa de réveillon.

LOBÃO

O velho cantor já vinha há alguns anos num ritmo pesado e intenso de paranoia, trocando Herbert Viana pelo PT em sua doideira. Na sequencia da eleição de Dilma, adotou uma longa barba de profeta, copiada do bispo Edir Macedo, e resolveu incorporar o papel de líder revolucionário. Ficou chateado quando tomou um cano de Aécio numa manifestação com 15 pessoas, rompeu com outros colegas de extrema direita, foi até o Congresso com aloprados. Junto com seu guru Olavo de Carvalho e o brucutu Marcello Reis, do grupo Revoltados Online, alertou os brasileiros sobre o socialismo. Sua grande vitória política foi tomar um café com Marco Feliciano.


GILMAR MENDES
O ministro do STF é o Palpiteiro Oficial da República. Denunciou o perigo do Supremo se converter “numa corte bolivariana”, disse que Lula não passaria no teste do bafômetro, suspeitou de lavagem de dinheiro nas doações para pagar as multas de petistas condenados no mensalão, culpou Dilma pelas suspeitas de fraude nas eleições etc etc. Com exceção, talvez, do futebol, não houve assunto em que Gilmar não tenha emprestado um átimo de sua sabedoria. “Os fatos são chocantes. Há uma cleptocracia instalada”, diz ele. Dependendo do ângulo, Gilmar dá saudade de Joaquim Barbosa.


JOAQUIM BARBOSA
JB saiu da história para cair na vida, mas não deixa o posto de Batman nem sob decreto. Ninguém mais se importa com o menino pobre que mudou o Brasil, mas no Twitter ele continua trovejando. Entre uma saída e outra para ir ao teatro com a atriz Antônia Fontenelle — ninguém é de ferro — , JB dita os rumos da nação, eventualmente em inglês e francês. “The ousting of a congressman by his peers for his involvement in this disgusting scheme. A new check for the Brazilian political system?”, mandou. “Min Público é órgão de contenção do poder político. Existe para controlar-lhe os desvios, investigá-lo, não p assessorá-lo. Du jamais vu!”. “Du jamais vu” é sua releitura pedante do bordão lulista “nunca antes” etc. Dependendo do ângulo, Barbosa dá saudade de Gilmar Mendes.


SILAS MALAFAIA
O pastor mais sem noção da América Latina gritou suas excentricidades ao longo do ano, guiando seu povo contra o PT. Mostrou-se um pé frio. Primeiro apoiou Marina Silva, evangélica como ele. Quando Marina beijou a lona, inclusive por causa de seu apoio, pulou para o barco de Aécio. Quando se trata de Malafaia, tudo assume ares de histeria e convocação divina. Conclamou seus fieis para “tuitaços” que micaram, ameaçou com o fogo do inferno os que votassem em Dilma, mentiu, ofendeu — e perdeu. Malafaia deu voz à estupidez da extrema direita religiosa.


MARINA SILVA
Ela surgiu do útero da floresta com a promessa da nova política, batendo na polarização PT-PSDB, se vendendo como uma opção nem de esquerda e nem de direita. Sua candidatura tomou um direto no queixo com quatro tuítes de Malafaia, para sucumbir de vez diante de suas próprias contradições. O fanatismo religioso fez com que utilizasse o velho messias (no caso, Jesus Cristo) para justificar seus problemas, como o da falta de clareza. Segundo ela, Jesus “tergiversava”. Devemos a Marina a popularização do termo “desconstrução”, usado por ela para explicar a tática de seus adversários e hoje aplicado até mesmo em receitas de risoto de frango.


FELIPÃO
O ex-técnico da seleção jamais assumiu qualquer erro na condução da seleção brasileira. Jogadores choravam antes de bater o escanteio, mas o time não tinha problema de desequilíbrio emocional. Neymar se machuca, os atletas têm um chilique, mas e daí? Até acontecer o inolvidável 7 a 1 diante da Alemanha e, na partida seguinte da Copa, os 3 a 0 para a Holanda. Na coletiva, a casa já em escombros, Felipão deu declarações como “desde 2002 não chegávamos às semifinais”, “disputei três Copas do Mundo e fiquei entre os quatro em todas”, “não jogamos mal” e “tivemos momentos muito bons”. Felipão foi visto no Grêmio.


JUIZ DA LEI SECA
Uma agente da Lei Seca dirimiu uma dúvida ancestral: se juízes achavam, mesmo, que eram Deus. Ela cumpriu sua função ao tentar multar o juiz João Carlos de Souza Correa, que dirigia um Land Rover preto sem placa e estava sem a carteira de habilitação no momento da abordagem. (Depois se descobriu que Correa, titular da 1ª Vara de Búzios, é protagonista de uma coleção de imbróglios jurídicos). Mas o doutor Correa não precisa cumprir a lei porque, afinal, está acima de você. “Imagina eu, que faço Justiça, sendo injustiçado. Ela disse: ‘Ele é juiz, não é Deus’. Foi desacato”, afirmou deus-juiz.


FERNÃO LARA MESQUITA E EDITORIAIS DO ESTADÃO
Ninguém lê, mas os editoriais do Estadão e os artigos de um dos herdeiros são como uma máquina do tempo em direção ao nada. A missão de resguardar os valores liberais se transforma numa necessidade doentia de orientar seus pobres leitores no sentido de se precaverem diante de qualquer coisa que cheire a bolivarianismo, seja lá o que isso quer dizer. Isso inclui dar conselhos para os EUA sobre como conduzir a reaproximação com Cuba. Fernão Lara Mesquita –fotografado num protesto com um cartaz com os dizeres “Foda-se a Venezuela” — mantém a tradição batendo no inimigo morto da família: Getúlio Vargas. No dia 25 último, escreveu que Getúlio “veio para combater a corrupção, impôs o fascismo como instrumento do desenvolvimento e encarregou o Estado, com o Trabalho e o Capital a reboque, de promovê-lo”.


EDIR MACEDO
O dono da Universal inaugurou o Templo de Salomão no Brás, em São Paulo, uma atualização brega do santuário arrasado pelos romanos na Antiguidade. Com uma barba de profeta, copiada de Lobão, e um novo cerimonial inspirado em ritos do judaísmo, com direito a quipá e solidéu, Edir levou Dilma, Alckmin e outros políticos à abertura de sua obra máxima, numa prova de seu poder e prestígio terrenos. Edir vive garantindo a volta de Jesus, mas Jesus provavelmente olha para ele e pensa que é melhor ficar de boa onde está.


ARNALDO JABOR
O dono da Universal inaugurou o Templo de Salomão no Brás, em São Paulo, uma atualização brega do santuário arrasado pelos romanos na Antiguidade. Com uma barba de profeta, copiada de Lobão, e um novo cerimonial inspirado em ritos do judaísmo, com direito a quipá e solidéu, Edir levou Dilma, Alckmin e outros políticos à abertura de sua obra máxima, numa prova de seu poder e prestígio terrenos. Edir vive garantindo a volta de Jesus, mas Jesus provavelmente olha para ele e pensa que é melhor ficar de boa onde está.

----------------
Fonte: texto e fotos do Diário do Centro do Mundo

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O otário que acreditou que Aécio iria ao protesto

Um comentário:
Um protesto pode virar, perfeitamente, uma comédia, como se viu sábado (6/12) em São Paulo.  O mais difícil é saber quem foi o palhaço principal.  São três os candidatos: Aécio, Lobão e Serra. Francamente, estou em dúvida sobre qual foi mais ridículo.

Por Paulo Nogueira, no DCM

Vejamos um a um.

Lobão começou o dia superlativo no Twitter. “HOJE O CHÃO DA PÁTRIA IRÁ TREMER”, tuitou ele antes do protesto.  Assim mesmo, em maiúsculas.

Pouco depois, ele usou o plural majestoso. “Chegamos !!!!!!!”. Para poupar seu tempo, aviso que foram sete pontos de exclamação.

Depois a realidade, esta pantera, começou a se impor. Disse ele no Twitter: “Infelizmente, tive mais uma vez que sair da passeata por todos os motivos que expus ontem. Estou de luto.”

No dia anterior, ele freneticamente tentara evitar que “militaristas”, como ele chama os que defendem um golpe militar, participassem do protesto.  Já não havia maiúsculas, já não havia exclamações, mas uma mistura de frustração com raiva.  A Folha captou um desabafo de Lobão. “Cadê o Aécio? Tô pagando de otário.

E aí chegamos a Aécio, outro candidato ao título de idiota do dia.

Bem, se Lobão imaginou mesmo que Aécio gastaria uma tarde ensolarada de sábado para ir a um protesto, é mesmo um otário.

Aécio faz tudo por uma manifestação num sábado contra a Dilma, exceto ir. Mas por momentos pareceu que ele romperia sua tradicional vida boa e mansa. Num vídeo postado na véspera do protesto, ele convocou as pessoas a ir para a rua.

Era presumível que ele mesmo fosse, mas Aécio se mostrou incapaz de mobilizar a si próprio. Ficou claro o tamanho de sua liderança. Talvez ele devesse ter mandado em seu lugar o Aécio de Papelão, mas nem isso.

Serra, mais trabalhador, foi. E então chegamos ao terceiro candidato à coroa de trouxa do dia.

Como Aécio, Serra gravou um vídeo no qual pedia que as pessoas fossem às ruas. Ele conseguiu dizer o seguinte: que nunca, em sua vida, vira manifestações tão espontâneas quanto estas que têm sido feitas contra Dilma.  Em seu mundo particular, Serra deve ter ficado impressionado com um protesto anti-Dilma em Belo Horizonte que se dispersou diante das primeiras gotas de chuva.

A capacidade de mobilização de Serra ficou tão evidente quanto a de Aécio. Fora o fato de que ele pelo menos foi, as estimativas giravam em torno de 800 manifestantes, divididos em dois blocos.

Um era o dos “militaristas”. Outro, o de “civis” como Serra. Isto quer dizer que Serra levou 399 almas para a rua.

Não. Aécio tem também sua parte, já que gravou um vídeo. Cada um levou 199,5 almas para a Paulista.

É uma dura parada. Aécio, Lobão ou Serra? A piedade me leva a excluir Lobão: ele é a única pessoa que acredita nos propósitos de políticos como Aécio e Serra.

Opto por Aécio como o mentecapto do dia. Serra ao menos compareceu.

A quem eventualmente o recrimine pelo WO que deu, Aécio poderia dizer uma frase em inglês que não tem tradução: “Get a life! Entrei na política por muitas razões, menos trabalhar.”
-------------------

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Direita brasileira tenta seu golpe de Estado

Nenhum comentário:
Uma tentativa concreta de golpe de Estado, finalmente! O primeiro contra o segundo mandato de Dilma.  A política brasileira já estava ficando enfadonha!

Por Miguel do Rosário, no Blog O Cafezinho

As pessoas devem entender que golpes de Estado são sempre assim: vem de dentro.

Explora-se as contradições de um governo, fomenta-se a insatisfação entre grupos que possuem autonomia funcional (como exército, judiciário, MP e PF), sem ligação com o povo, sem voto, mas detêm poder de fogo, dá-se-lhes uma cobertura midiática favorável, um verniz de legalidade, e pronto!

Temos uma embalagem perfeita para derrubar um governo legitimamente eleito.

Por uma linda coincidência, tudo acontece no dia seguinte em que se descobre que os policiais federais que cuidavam da operação Lava-Jato faziam estardalhaço, em suas redes sociais, com informações sigilosas, espalhando ofensas contra o governo e dando loas a Aécio Neves, o candidato da oposição.

Claro, tiveram que adiantar o ataque! Ou então, o que também é plausível, fazia parte do plano levar adiante essas ações na véspera do dia 15 de novembro, quando a direita quer botar mais golpistas na rua.

O mesmo setor da PF, sob orientação dos mesmos promotores do Ministério Público e da mesma Justiça, desencadeiam uma operação espetáculo, com uma cobertura intensa da mídia, para prender figuras graúdas de empreiteiras que fizeram negócios com a Petrobrás, além de um ex-diretor da estatal, Renato Duque.

Não se fala mais de nenhum outro partido, deixando claro que a operação de hoje, midiática, sensacionalista, pode ser o primeiro grande ataque ao governo desencadeado a partir da “República do Galeão” do Paraná.

O núcleo de procuradores, agentes da PF, o juiz Sério Moro, o senador Alvaro Dias, além, é claro, do cartel midiático, não parece interessado numa investigação isenta e eficiente sobre os desvios na Petrobrás.

O objetivo é derrubar o governo...

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Quem vai embalar o monstrinho da extrema-direita?

Um comentário:
A extrema direita brasileira vem sofrendo uma série de humilhações públicas após as eleições.

Por Kiko Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

Aécio Neves, o candidato que se acreditava a salvação contra o “bolivarianismo”, a “venezuelização” ou algo que o valha, perdeu. Na volta ao Senado, tratou o pessoal que o acolheu como uma amante grávida. “Eu respeito a democracia permanentemente e qualquer utilização dessas manifestações no sentido de qualquer tipo de retrocesso terá a nossa mais veemente oposição”, disse. “Aqueles que agem de forma autoritária e truculenta estão no outro campo político, não estão no nosso campo político”.

(Evitar as manifestações pelo impeachment obedece a uma lógica de sobrevivência política. Collor já foi impedido. Se Dilma for também, quem garante que o próximo da fila não será um tucano?)

Enquanto lhe foi útil, o PSDB alimentou esses fanáticos e não fez nenhuma crítica a discursos golpistas ou simplesmente malucos, desde que fosse contra o adversário. Agora, sinaliza fim de caso.

Uma separação doída. Coordenador da campanha de Aécio, Xico Graziano foi chamado de “petralha”, “comunista”, “safado”, “traíra” etc porque se declarou contra os protestos pelo impeachment. Alckmin disse não aceitar a defesa da “intervenção militar”. Enfim, não sobrou ninguém importante.

A última esperança que havia eram os Estados Unidos. Sim, o companheiro Obama. Qual o quê.

Os inconformados criaram uma petição no site da Casa Branca. Era um apelo para conter os planos “de estabelecer um regime comunista no Brasil – nos moldes bolivarianos propostos pelo Foro de São Paulo.” Reforçavam que “o Brasil não quer e não se tornará uma nova Venezuela”.

Mais de 120 mil pessoas assinaram. Essas petições servem para qualquer pleito. Qualquer. Recentemente, outros desocupados, mais bem humorados, requereram o desterro de Justin Bieber.

A reposta veio através de uma representante da embaixada americana em Brasília, Arlissa Reynolds, que afirmou que “petições apresentadas nessa página não representam as opiniões do governo dos EUA”.

Arlissa recordou o fato de que seu governo “publicou uma declaração parabenizando a presidente Dilma Rousseff por sua reeleição” e que “o Brasil é um importante parceiro para os Estados Unidos e estamos empenhados em continuar a trabalhar com a presidente Dilma Rousseff a fim de fortalecer as nossas relações bilaterais”. A palhaçada ficou ainda mais triste quando foi revelado que essas cartas são destinadas a “cidadãos norte-americanos”.

Com um repertório baseado em alarmismo, paranoia, golpismo barato, macartismo, anticomunismo de guerra fria, desinformação, má fé e abstinência de Rivotril, a extrema- direita ficou com um mico na mão.

Suas lideranças voltam a ser um ex-cantor parecido com Edir Macedo, um “filósofo” obcecado e um ex-comediante lotado no SBT, que levam para as ruas um deputado eleito cujo grande feito foi discursar com uma pistola na cintura, filho de um deputado que já quis fuzilar um presidente e pretende fuzilar outra.

A culpa do fracasso, pelo menos, eles já sabem de quem é. Malditos nordestinos. Maldito Obama. Malditos tucanos. Maldita democracia.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Pondé, o “filósofo-pegador”, prega a “secessão política cotidiana”. Heil!

Um comentário:
A ideia de democracia acaba de ser reinventada na Folha,  pelo filósofo Luiz Felipe Pondé, que costuma gastar papel com “dicas” para jovens liberais “pegarem mulher” nas universidades. O grande pensador agora lança a tese da “secessão política”, não entre São Paulo e o Nordeste (será mesmo?) mas entre os que votaram em Dilma Rousseff e os que não votaram.

Por Fernando Brito, no Blog Tijolaço

Precisamos de uma militância de secessão: que os bolivarianos (sic) durmam inseguros com o dia seguinte, porque metade do país já sabe que eles não são de confiança”.

Sensacional, isso deveria ser objeto de análise nas universidades. Neste conceito, metade dos norteamericanos sabem que Barack Obama “não é de confiança”, metade dos franceses, dos italianos, dos portugueses, dos alemães…

A ideia de Pondé é a de que o governo eleito pela maioria é apenas o governo desta parte, enquanto a outra o “suporta”.  Suporta, em termos.

Como devem agir os jovens liberais naqueles momentos em que não estiverem ocupados seguindo os conselhos do Professor Pondé tentando “pegar mulher” em desvantagem com os charmosos esquerdistas, que as assediam, segundo ele, com “um pouco de vinho barato, quem sabe, um baseado? Um som legal, uma foto grande do Che (aquele assassino chique) na parede”?

Devem praticar a “secessão política cotidiana em todo lugar onde algum bolivariano quiser acuar quem recusar a cartilha totalitária petista”.

Segundo Pondé, esta cartilha petista está levando  a “perseguições escondidas a profissionais de diversas áreas (…) fazendo com que eles percam o emprego ou fiquem alijados de concursos e editais”. “Alijados de concursos e editais”?

Não posso crer que alguém tenha posto algo no cachimbo do professor para fazer uma afirmação destas.

Mas acho que ele deveria pegar – desculpe a palavra, professor – para assistir ao velho filme de Stanley Kubrick e ver como está ficando parecido com o “Dr. Fantástico”, impagável personagem de Peter Sellers.

À parte o delírio macartista de Pondé, que em tese é problema exclusivamente seu, dá para perceber o ódio e a intolerância que esta sub-intelectualidade está incutindo nas pessoas?

Ou imaginar o açulamento que produzem sobre uma juventude que deveria, ao contrário, ser estimulada ao debate racional e não à “secessão política cotidiana” seja lá ao que for: esquerda, direita, negros, brancos, héteros, paulistas, nordestinos, gays, cristãos, judeus, seja lá qual for o rótulo com que se queira reduzir a complexidade humana?


Não, o professor Pondé não reinventou a ideia de democracia. Ao contrário, recorreu a uma ideia bem antiga, que andou em voga nos anos 30 e 40 do século passado, onde se praticava a “secessão política cotidiana”  marcando gente com a estrela de David.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Ria sem parar: "Aécio ganhou!"

Nenhum comentário:
Viralizou a informação de que, por volta das 19:30 de domingo, o apartamento de Andreia Neves em Belo Horizonte estava em festa. Segundo o que emergiu, naquela hora Aécio recebeu um telefonema em que alguém lhe dizia que já estava com mais da metade dos votos válidos e já poderia ser considerado Presidente da República.

Sua filha Gabriela, sempre de acordo com o relato, fora às pressas para BH assim que soube que o pai abrira uma larga vantagem por volta das 17:40.

FHC ao tomar conhecimento da notícia já estava com tudo pronto para ir para Belo Horizonte.

No apartamento de Andreia o clima era de êxtase: abraços de parabéns pela sala e selfies com o novo presidente.

A festa foi subitamente interrompida as 19:32. Dilma tinha virado.

Clima no apê depois do choque de realidade

-----------------------

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Largo da Ordem recebe festa popular improvisada comemorando vitória de Dilma

Nenhum comentário:
Cerca de 700 militantes e apoiadores de Dilma Rousseff dançaram e cantaram no Largo da Ordem, centro de Curitiba, ontem a partir das 21 horas, depois da confirmação do resultado das urnas.  Festa popular improvisada, mas com muita alegria e sem nenhum incidente.  A verdade venceu a mídia monopolista, a esperança venceu o ódio protofascista.

Dilma reeleita: alívio e alegria na vitória do povo brasileiro

Nenhum comentário:
Ufa! A vitória da presidenta Dilma Rousseff, ao ser reeleita neste domingo (26) para mais um mandato na Presidência da República, desperta em primeiro lugar uma confortante sensação de alívio. A nação e o povo estão salvos da restauração conservadora e neoliberal e da regressão civilizacional que representaria o retorno do poder às mãos de uma coligação reacionária liderada pelo PSDB e seu candidato derrotado, Aécio Neves. 

Ninguém duvida, porque afinal a radicalização do debate entre posições que se polarizaram in extremis na fase final da campanha eleitoral obrigou o candidato derrotado e seus apoiadores a abrirem o jogo, no sentido de que, se Aécio vencesse a disputa, o governo central da República cairia nas mãos de uma camarilha golpista, revanchista, sôfrega e voluptuosa, pronta para liquidar as conquistas que ao longo dos últimos 12 anos fortaleceram a democracia e abriram o caminho para o progresso social. 

Esta ameaça de regressão é plena de significados, num país que, tendo sido ao longo de toda a sua história, à exceção de uns poucos hiatos, governado por classes dominantes retrógradas e subordinado ao imperialismo estadunidense, parecia eternamente fadado ao atraso, ao subdesenvolvimento, à dependência externa e à injustiça social mais perversa. 

Em momentos como este, vale lembrar as expressões dos sábios líderes políticos da esquerda – João Amazonas, do PCdoB, e Miguel Arraes, do PSB, que há 25 anos, ao lado do então candidato presidencial Luiz Inácio Lula da Silva, criaram a Frente Brasil Popular. Durante o governo do PSDB [1995-2002], o velho comunista chamava a atenção para a dramática encruzilhada histórica e para o perigo de uma tragédia nacional caso não se interrompesse o ciclo de entreguismo, opressão social e corrupção percorrido por aquela administração. Por seu turno, o velho socialista pernambucano advertia para o perigo de liquidação da independência nacional e até mesmo da integridade territorial se o governo persistisse naquele caminho. 

A intentona golpista por meio do monopólio dos meios de comunicação na 25ª hora da campanha eleitoral e as manifestações hostis a tudo o que é progressista, reformador e revolucionário promovidas pelos partidários do candidato derrotado são reveladoras das perigosas tendências e do rumo aventureiro em que embarcou a nova direita brasileira, nucleada pelo PSDB.

A vitória da presidenta Dilma desperta sensação de alívio também porque a restauração conservadora e neoliberal implicaria o retorno do Brasil à condição de vassalo das potências imperialistas, com uma política externa de subordinação aos Estados Unidos e à União Europeia e alinhamento com as posições sionistas, o abandono do papel de construtor de uma nova ordem de integração solidária da América Latina, de cooperação internacional e de paz.

Para além da sensação de alívio, a reeleição da presidenta Dilma Rousseff desperta imensa alegria e indescritível entusiasmo popular. Uma grande festa nacional, de norte a sul, leste a oeste, expressão do sentimento da vitória compartilhada pelos trabalhadores, a juventude, as mulheres, todo o povo brasileiro, as forças democráticas, patrióticas e progressistas, os partidos da coligação Com a Força do Povo e toda a militância, que deu tudo de si para vencer uma das mais acirradas disputas eleitorais de toda a história republicana. 

Durante mais de cem dias, enfrentaram-se, de um lado, as forças comprometidas com a emancipação nacional e social, com a construção do Brasil democrático, soberano e progressista, uma grande nação desenvolvida e forte, apanágio da justiça social e, de outro lado, as forças da opressão, da dependência e do entreguismo. Nesse enfrentamento, não houve lugar para hesitação, meio termo nem neutralidade. Tratava-se de uma opção pela salvação nacional, do prosseguimento com êxito de um caminho aberto com a primeira vitória, a 27 de outubro de 2002, quando Lula foi eleito. 

Na conquista desta vitória pesou favoravelmente o valor do povo e da militância, a energia investida no embate político, a força persuasiva de milhares de homens e mulheres imbuídos da inabalável convicção de que é indispensável para o futuro de liberdade, independência e justiça do Brasil perseverar no caminho democrático-popular hoje sob a liderança da presidenta Dilma. 

Na verdadeira saga que foi a luta pela reeleição, também teve influência ponderável a aliança ampla em torno da defesa das conquistas alcançadas e da decisão de realizar mais mudanças.

A vitória deste histórico 26 de outubro de 2014 é indissociável da liderança da presidenta Dilma, personalidade reta e luminosa que conquistou o carinho do povo, da sua lucidez e firmeza, da força emanada por aquilo que foi simbolicamente chamado de coração valente, da sua capacidade de aglutinação, da confiança e esperança que soube infundir nos partidos da coligação, na militância e em dezenas de milhões de eleitores. Dilma sai do embate político-eleitoral fortalecida como uma liderança de grande envergadura, capacitada a realizar um bom governo, consoante as expectativas do povo brasileiro.

Dilma Rousseff tem diante de si grandes desafios a enfrentar. Num cenário internacional marcado pela crise, por ameaças à soberania das nações, aos direitos dos povos e à paz; e num quadro nacional em que as forças conservadoras e neoliberais sinalizam com torpes manobras golpistas e anunciam que tudo farão para impedir que a presidenta governe, as forças progressistas que acabam de liderar a quarta vitória eleitoral consecutiva do povo brasileiro estão chamadas agora a tomar em suas mãos a bandeira das reformas estruturais democráticas e da intensificação das mudanças. 

O caminho está aberto para, através da unidade de amplas forças democráticas, populares e patrióticas e da mobilização do povo, o Brasil avançar na sua caminhada histórica e abrir novas perspectivas para construir uma nação progressista.
-------------------------

domingo, 26 de outubro de 2014

Nunca esqueça em quem votou!

Nenhum comentário:
Como fica óbvio pela figura acima, votei por mais um mandato da Presidenta Dilma. A única candidatura que permite esperança de um novo ciclo de mudanças de sentido progressista. A candidatura neoliberal do playboy mineiro significa claro retrocesso às medidas impopulares e recessivas da tenebrosa Era FHC (anos 1990).

Mas expus meu próprio comprovante eleitoral neste Blog para pedir uma coisa a todos os eleitores e eleitoras de meu estado, do meu país: ANOTEM os nomes das candidaturas que apoiaram nas urnas.  Meu método pessoal é simples: anoto na frente ou no verso do papelzinho entregue pela mesa eleitoral os nomes que escolhi e respectivos cargos. 

Tenho a memória escrita das candidaturas que apoiei desde eleições nos meados dos anos 1980. Sugiro, ou melhor, peço que todos façam o mesmo, seja no comprovantezinho ou noutro material, e que ele seja guardado junto com o título eleitoral.

É bem sabido que mais de metade dos eleitores não se lembra mais em quem votou passado um ano da eleição. Especialmente no caso de vereadores, deputados e senadores.  Depois, quer cobrar como?

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O que pode - e deve - vir depois da capa da Veja

Nenhum comentário:
Quando soube da capa da Veja, me ocorreu uma passagem que, algum tempo atrás, testemunhei em Londres. Os tabloides foram avançando cada vez mais em métodos indignos, desonestos e criminosos na busca de furos – e com eles leitores e anunciantes. Até que se soube que um tabloide de Murdoch, o News of the World, invadira a caixa postal de uma garota de treze anos sequestrada e morta.

Por Paulo Nogueira, no site Diário do Centro do Mundo

Acabou ali a festa.

Em menos de uma semana, em meio a uma torrencial comoção espalhada entre os britânicos, o centenário News of the World estava fechado.

Logo, repórteres, editores e altos executivos de empresas jornalísticas delinquentes começaram a ser investigados, processados e, em muitos casos, presos.

Não demorou muito e se estabeleceu um consenso na sociedade britânica: a imprensa tinha que ser submetida a novas regras. O regime de auto-regulação, como mostrou espetacularmente o caso do News of the World, fracassara.

Agora, os arranjos finais das novas regras estão em debate. Os tabloides nunca mais voltaram a fazer o que faziam impunemente.

Enxergo no jornal de Murdoch na cobertura do sequestro e morte da garota inglesa a Veja nesta capa às vésperas das eleições.

Certas passagens trágicas, e este é o lado positivo delas, têm o poder de transformar coisas ruins que de algum modo vão se acumulando.

Uma hora um limite é rompido – e a opinião pública berra um basta do qual não existe retorno.

A Veja não vai deixar de circular imediatamente como o News of the World.

Mas, como ficou claro na reação de Dilma, uma história de muitos anos acabou com a capa desta sexta e outra história só não vai se iniciar caso Aécio vença.

O que chegará ao fim, se Dilma ganhar, é um pacto não escrito entre a imprensa e sucessivos governos.

Este pacto estabelece, basicamente, o seguinte. A mídia dá uma cobertura amiga. Não investiga corrupção, por exemplo. Projeta uma imagem de bem-aventurança generalizada. Protege o poder.

Em troca, as grandes empresas recebem dinheiro público em doses avassaladoras. É publicidade, é compra de livros didáticos, é aquisição de lotes de revistas, é financiamento facilitado em bancos públicos.

É, enfim, uma coleção interminável de mamatas que levaram os donos das empresas a terem algumas das maiores fortunas do país.

Com FHC, o pacto funcionou esplendidamente. Tanto que a compra de votos para a emenda da reeleição jamais foi investigada com seriedade.


Os problemas começaram com Lula.

É curioso notar que a ruptura do pacto foi unilateral: partiu da imprensa. Talvez em dose não tão grande, mas ainda assim absurdamente elevada, a bilionária publicidade governamental continuou a fluir para as maiores companhias jornalísticas.

A Globo, como passamos a saber depois que a Secom decidiu divulgar seus gastos, recebe anualmente 600 milhões de reais em verbas publicitárias federais.

Quando você acrescenta a aquilo tudo recursos de governos estaduais e municipais, não é exagero dizer que as grandes empresas de mídia são virtualmente financiadas com dinheiro público.

A novidade que surgiu na era PT é que a mídia descobriu que poderia continuar a mamar sem dar as contrapartidas que sempre ofereceu aos governos amigos.

Foi então que começaram a brotar colunistas dedicados exclusivamente a atacar Lula em todas as mídias: jornais, revistas, rádios, televisão, internet.

Para a mídia, era o melhor dos mundos. O que era uma guerra fria no começo se tornou logo um batalha aberta. Não raro, denúncias sem nenhum fundamento passaram a ser publicadas como se fossem verdades indiscutíveis.

Colaborou para isso a Justiça brasileira, complacente com os crimes da imprensa, ao contrário do que ocorre em sociedades avançadas.

E o melhor, para as grandes empresas: ao mesmo tempo em que atacavam ferozmente o governo, sempre recolheram, no final de cada mês, o Mensalão das verbas publicitárias desse mesmo governo.

Para a sociedade, esse esquema é uma calamidade. É como se ela mesma pagasse para ser enganada e manipulada por jornais e revistas.

O objetivo é perpetuar um situação em que uns poucos – a começar pelos donos da mídia – tenham privilégios assombrosos. Você não consegue entender a desigualdade brasileira se não entender este pacto entre mídia e governos.

Por que o PT não rompeu um contrato tão sinistro para o país?

Esta é uma grande pergunta.

Numa visão benévola, defendida por alguns petistas, por “republicanismo” – expresso numa expressão de consequências funestas para os brasileiros: “mídia técnica”. É como se a mensagem fosse a seguinte: “Sou tão correto que encho a Globo de dinheiro mesmo sabendo que esse dinheiro vai dar em Mervais, Jabores, Sardenbergs etc.”

Numa visão menos benévola, por medo. Por insegurança. Por temer que a retaliação dos barões da imprensa.

Deu no que deu: nesta capa da Veja.

Se essa capa representar o fim de um pacto tenebroso para os brasileiros, teremos, paradoxalmente, que ser gratos a ela.

Dilma em Curitiba

Um comentário:
Dilma discursa para dez mil pessoas na Praça Generoso Marques, em Curitiba, na última sexta-feira.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Dilma faz hoje caminhada em Curitiba às 13 horas

Nenhum comentário:
Concentração inicial de militantes e apoiadores na Praça Santos Andrade, nas escadarias da UFPR, a partir do meio-dia desta sexta-feira, 17/10.  A Presidenta Dilma chega às 13h00 para um breve discurso e em seguida começa a caminhada da vitória pela Rua das Flores até a Boca Maldita, local de encerramento.

Convidamos todos os membros da comunidade da UFPR que reconhecem importantes conquistas na Educação Pública e a necessidade de prosseguir avançando, contra o risco de retrocesso neoliberal personificado na candidatura tucana!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Marchinha do novo Vice do Aécio

Nenhum comentário:
Segundo a marchinha bombando na internet, o cambaleante presidenciável tirou o enferruscado Aloysio e botou outra coisa na vice-presidência...

UFPR tem Manifesto de apoio a Dilma

Nenhum comentário:
Há alguns dias circula através do site UFPRcomDilma.com.br um MANIFESTO de membros da comunidade universitária (docentes, técnicos, estudantes) em apoio à reeleição da Presidenta Dilma Rousseff na eleição de 2. turno do próximo domingo 26 de outubro.  

Visite o site e manifeste seu apoio também.  O Blog NaLuta está nesta luta pelo prosseguimento dos avanços na Educação!

Leia abaixo a íntegra do Manifesto.


Por avanços, não só mudanças

Queremos mais; não queremos menos. A educação superior no Brasil, sobretudo a pública, avançou muito nos últimos 12 anos, fruto de governos que trataram a área como estratégica para o Estado.
A educação está no Bolsa Família, como instrumento para romper o ciclo da pobreza. É ela que ensina a pescar. A educação está na formação humana e inserção no mundo do trabalho, na expansão das escolas técnicas, na criação e multiplicação de campi dos institutos federais e no Pronatec.

Nos últimos 12 anos, foram criadas 14 universidades federais, 100 novos campi foram construídos. As universidades federais expandiram vagas, criaram cursos, ampliaram seu quadro docente e técnico, tiveram acesso a recursos de capital para reformas e construção de espaços físicos e investimentos em infraestrutura. O sistema federal praticamente dobrou de tamanho. Além disso, 700 mil jovens passaram a frequentar cursos superiores no sistema privado.

A educação superior é condição de autonomia material e intelectual dos cidadãos, seu direito, mas também o instrumento que propiciará os quadros que o país vai precisar, pois continuará crescendo nas próximas décadas. É a educação superior também a responsável por formar mais e melhores professores para darmos um salto de qualidade na educação fundamental e média do país.

Além disso, os últimos governos colocaram a ciência como central e estratégica para o desenvolvimento do Brasil como potência científica e não apenas como nação periférica. Convênios internacionais, compras com transferência de tecnologia e envio de estudantes e docentes para o exterior através do Ciência sem Fronteiras, tudo isso faz parte de uma visão articulada sobre o papel da educação para o país, uma visão tão clara sobre isso que levou à mudança no modelo de exploração do petróleo, garantindo que esta riqueza ficaria majoritariamente nas mãos do Estado e que formaria o Fundo Soberano, com 75% destinados para a Educação e 25% para a Saúde.

O petróleo é o nosso passaporte para o futuro, via desenvolvimento científico e via educação superior, com impactos na educação fundamental e média, tanto pelo maior aporte de recursos quanto pela formação de professores melhor capacitados nas universidades. É o nosso passaporte para uma saúde pública melhor.

Não queremos mudanças para trás. O espectro do governo Fernando Henrique Cardoso, quando a universidade sofria até para pagar a conta de luz, as vagas de professores aposentados não eram repostas e os salários ficaram congelados, ainda assusta, sim.

Mas o que se anuncia é pior. A educação superior pública não faz e nunca fez parte da visão de Estado do PSDB. Os recentes episódios na USP são só um exemplo. Para os tucanos, a educação superior é um segmento econômico, que deve ser tocado com a menor interferência possível do Estado.

Por outro lado, a campanha, com vazamentos seletivos, denúncias ainda não apuradas, coloca a Petrobras no centro do debate político. A mudança virá na forma de privatização supostamente legitimada pelas urnas, mudança no modelo de exploração do petróleo e mudança no fundo soberano, tudo em nome do combate à corrupção.

Queremos mais educação, não menos. Queremos a mudança que virá, a educação e a saúde que a nação precisa e o povo merece. Apoiamos, ainda que queiramos mais, as políticas nas áreas de educação implementadas nos governos Lula e Dilma, apoiamos o Fundo Soberano, apoiamos o futuro que virá, pelos passos que já foram dados. Apoiamos a mudança que já se desenha, não aquela que não confessa suas intenções e se camufla de slogan.

Pela educação, pelo Brasil, pedimos o apoio e o voto da sociedade em Dilma.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

De volta ao passado?

Nenhum comentário:
De volta ao passado de arrocho salarial, alto desemprego, privatizações, arraso nos bancos públicos,  mínimas políticas sociais, sucateamento das Universidades Federais e PDVs?  Não!!

Querem a volta ao passado os muito "éticos" tucanos capachos dos EUA e o povo do voto nulo, como o PSTU, para quem "quanto pior, melhor".

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Aula de rua

Nenhum comentário:
Uma praça no centro de São Paulo reuniu neste sábado (11) alguns elementos daquilo que talvez seja preciso buscar para devolver sentido à participação política, não só neste final de campanha, mas também depois dela – seja qual for o resultado da urna.

Por Saul Leblon, no site Carta Maior * 13/10/2014

Algumas centenas de pessoas, representantes do PT e do PSol, lideranças dos movimentos LGBT, cantores de rock e funkeiros da periferia, quilombolas, coletivos de jovens, lideranças estudantis, lideranças trabalhadoras e de organizações de bairros e uma filósofa.

Tão ecumênico quanto o formato, o repertório de difícil enquadramento em categorias convencionais teve momentos de comício, show, conversa, festa e aula.

Um pouco de cada coisa.

E tudo harmonizado pela dimensão humana resultante da dissolução formal entre palco e plateia.

Pense na subversão representada pelo renascimento dos blocos de bairro, à margem dos desfiles de carnaval capturados pelas redes de televisão e apartados da rua por grades & grana.

Foi um pouco essa ruptura que aflorou no encontro realizado no Largo do Arouche, no centro de São Paulo.

Nem tudo são flores.

A tarde de sol contrastava com as sombrias notícias emitidas pela “onda” que desde 5 de outubro vaticina a vitória incontornável do conservadorismo nas eleições presidenciais do próximo dia 26.

Longe da prostração que abate espíritos isolados, pautados pela emissão conservadora, o clima ali era de um renascimento na esperança de que algo pode ser feito, deve ser feito e será feito. E que o horizonte dessa resposta depende de decisões que compete às forças progressistas tomar.

A presença solidária e assertiva de lideranças do PSol, que vieram manifestar o apoio a Dilma no segundo turno, sugeria exatamente o oposto do funeral sorvido com precoce gula pelas elites endinheiradas e seu dispositivo midiático.

Coube ao deputado federal reeleito Jean Wyllys, do PSol, tornar claro o sentido de resistência que possa aglutinar o campo progressista de agora em diante – seja qual for o desfecho de outubro.

“Não vou negar o óbvio”, começou dizendo quase como se conversasse numa roda de amigos. “A vida dos brasileiros melhorou nos últimos anos. Digo por experiência familiar própria da minha gente pobre, em Alagoinha, no interior da Bahia. Mas também pelo que vi em debate recente na Universidade Federal da Bahia, onde estudei. O que antes era uma escola da elite branca, hoje é uma instituição com marcante presença negra e de jovens oriundos do povo”, testemunhou em intervenção coloquial, mas carregada de prontidão e urgência militante, que convergiu para um chamamento: “Nós sabemos o perigo que significaria um alinhamento conservador entre um Executivo dominado pelo PSDB e um Congresso de maciça presença de forças regressivas, como esse que foi eleito em 2014. Por isso, não poderia lavar as minhas mãos como Pilatos. Meu voto é Dilma, 13”.

-------------
Fonte: Carta Maior. Figura obtida do Facebook de Jean Wyllys.

domingo, 12 de outubro de 2014

Mobilização total de forças e mensagem clara, a chave da vitória

Nenhum comentário:


A campanha do segundo turno da eleição presidencial, de curtíssima duração, começou com intensidade e elevado grau de conflitualidade política. Nela, dois aspectos se destacam: a mobilização total da militância, dos aliados e do povo e a nitidez da mensagem política. Em ambos, as forças progressistas levam vantagem. 

Criar uma onda vermelha em todo o país, construir a vitória com uma agenda intensa de atividades diárias, fazer uma campanha cara a cara, olho no olho, conversando com o eleitor, esclarecendo suas dúvidas, desmontando preconceitos, refutando mentiras, afirmando as ideias-força que levaram a maioria do eleitorado a votar em Dilma no primeiro turno – são as tarefas do cotidiano até 26 de outubro, de todos os que têm verdadeiros sentimentos de patriotismo e alimentam ideais de progresso social. O tempo é curto, a vitória precisa ser construída em cada minuto.

Mais de 10 mil militantes lotaram nesta quinta-feira (9), a quadra do Sindicato dos Bancários, no centro de São Paulo, numa plenária de mobilização. Sob o comando de Lula, que se mostrou otimista, vibrante, enérgico, sorridente e lúcido, a militância do PT, do PCdoB, outros partidos aliados, movimentos sindicais, juvenis e populares, foi dada a arrancada para vencer também em São Paulo, estado onde se concentra a classe operária e em que, no enfrentamento de uma classe dominante reacionária e opressora, sempre existiu um pulsante movimento popular e de trabalhadores. 




Desde a terça-feira (7), quando se reiniciou a campanha do segundo turno da eleição presidencial, a presidenta Dilma Rousseff não tem feito outra coisa senão mobilizar o povo, a militância, as forças políticas aliadas. Em caminhadas e plenárias que realizou no Piauí, na Bahia, em Sergipe e Alagoas, a candidata vitoriosa no primeiro turno tem deixado uma mensagem de esperança, luta e vontade de vencer, em nome da construção de um Brasil democrático, soberano, desenvolvido e socialmente justo. 

É este o papel de todas as forças políticas e sociais de esquerda, democráticas e populares. Mobilização e concentração total de forças, numa campanha que tem caráter e sentido histórico, porque está em jogo o presente e o futuro do país, estão em questão as conquistas sociais alcançadas com ingentes sacrifícios ao longo dos últimos 12 anos, em xeque o desenvolvimento nacional, a soberania e o papel integrador, solidário e pacifista do Brasil no mundo.

CONTINUE LENDO ->

Esqueça o povo: o “grande eleitor” nestas eleições pode ser o juiz Sérgio Moro

Nenhum comentário:
Um declarado eleitor de Aécio Neves, o advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Prado, o Kakay, disse o seguinte ao blogueiro Josias de Souza, do UOL: “Houve uma grave instrumentalização do Poder Judiciário.”

Por Paulo Nogueira, no DCM

Kakay estava se referindo à liberação seletiva de trechos dos depoimentos em casos de delação premiada pelo juiz paranaense Sérgio Moro (foto acima).

Repito: Kakay disse a Josias que vai votar em Aécio. “Até fui a um jantar de adesão. (…) Alternância no poder é importante. Não quero que o Brasil fique fossilizado como São Paulo, administrado há duas décadas pelo PSDB.”

O ponto central de Kakay é: por que parte do vazamento é aberta e parte não, e justamente às vésperas de uma eleição presidencial?

Parece brincadeira. Aqui, tem segredo. Ali, é tudo aberto. Isto se chama instrumentalização. É muito grave. A poucos dias da eleição, as consequências são gravíssimas.”

Nada foi aberto, por exemplo, em relação ao que os depoimentos trazem sobre Eduardo Campos, cuja família acaba de declarar apoio a Aécio.

Por quê? A resposta mais provável é que por trás dos vazamentos estão razões políticas e partidárias, e não de justiça.

Para Kakay, o juiz Sérgio Moro “está fazendo um jogo extremamente perigoso” – mas não surpreendente.

Moro, no Mensalão, ajudou a juíza Rosa Weber em seus trabalhos. Rosa entrou para a história ao condenar Dirceu com as seguintes palavras: “Não tenho prova cabal contra Dirceu, mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite.”

Neste exato momento, Moro é candidato à vaga de Joaquim Barbosa no Supremo. Eleito Aécio, quais serão suas chances?

Num artigo publicado na Folha algumas semanas atrás, Kakay escreveu que os brasileiros estavam diante da seguinte situação: um delator – Paulo Roberto Costa – poderia ser o “grande eleitor” nas eleições presidenciais.

Com base em acusações não investigadas e nem, muito menos, provadas. Em seu artigo, Kakay imaginava a seguinte situação: e se Costa decidisse, por algum motivo, citar Dilma? Os brasileiros, neste caso, teriam um novo presidente escolhido por um delator.

Na entrevista a Josias, Kakay voltou à mesma lógica, apenas com nome trocado.

O “grande eleitor”, agora, segundo ele, é o juiz Sérgio Moro.

E ele não precisa tirar uma self na cabine do voto para que saibamos quem é a sua escolha.

A Justiça brasileira fala como Justiça, se veste como Justiça, respira como Justiça – só não age como Justiça.

Pobre sociedade. Pobres brasileiros.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Candidatos a deputado apoiados pelo Blog NaLuta

Nenhum comentário:
É de amplo conhecimento que este Blog posiciona-se no campo do prosseguimento das mudanças iniciadas em 2003 no ciclo dos mandatos de Lula, o que significa apoiarmos firmemente a reeleição da presidenta Dilma Rousseff nas eleições do próximo domingo.

Este Blog tem lado e recomenda aos trabalhadores e trabalhadoras do Paraná o voto em duas combativas candidaturas a deputados estadual e federal.  Ambas do PC do Brasil (PCdoB).

Toni Reis, militante histórico (3 décadas!) de movimentos sociais pelos direitos humanos, e em especial os da comunidade LGBT, é candidato a deputado estadual sob número 65123.  Detalhadas informações sobre sua biografia e propostas estão no site www.tonireis.com.br

Aliel Machado, oriundo do movimento estudantil, eleito vereador em Ponta Grossa em 2012 e hoje Presidente da Câmara desse município, representa ao mesmo tempo garra, seriedade e a coragem da juventude. Ele disputa, com reais chances de sucesso segundo pesquisa do DIAP, uma vaga de deputado federal, com o número 6565. Clique aqui para conhece-lo melhor em sua página na rede Facebook.


Recomendamos e pedimos o voto para estes companheiros, sem sombra de dúvida merecedores da confiança de todos os trabalhadores do estado do Paraná!  Eleitos, serão uma voz poderosa na tribuna parlamentar e um apoio sólido para ajudar na organização e mobilização dos movimentos sociais progressistas.