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sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Burro ou bandido... ou bandido burro

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Comenta Caetano, na charge de Aroeira: quem apoia a PEC da "Bandidagem" (aprovada na Câmara Federal em 16/09, por 353 votos, inclusive com alguns votos de deputados do PT, PSB, PDT e PV) ou é muito burro ou é muito bandido. Somente as bancadas de PCdoB, PSol e Rede votaram na totalidade contra essa vergonhosa PEC (Proposta de Emenda Constitucional).

Pode ser um terceiro caso: é um bandido burro.

Lembramos a todas e a todos lutadores do campo de esquerda, democrático e progressista que, neste domingo, 21/09, véspera de entrada da primavera, a partir das 14h00, na Boca Maldita, haverá ATO PÚBLICO contra essa escandalosa PEC da Bandidagem e contra projeto de lei de "Anistia" para bandidos golpistas condenados pelo STF.  

Ao mesmo tempo, levantamos as bandeiras do Plebiscito Nacional organizado pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo: fim da escala 6x1 (redução da jornada de trabalho sem redução de salário), isenção de Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais mensais e taxação dos super-ricos, os que ganham no mês mais de 50 mil reais.

Participem!  Sem povo mobilizado nas ruas (haverá Atos assim em todo o Brasil), picaretas, aproveitadores e meliantes no Congresso Nacional continuarão fazendo a festa particular deles com recursos públicos, o suado dinheiro pago pelos contribuintes.



Cachorros espertos tem uma habilidade de tipo humana para nomear novos objetos

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Alguns cães são aquilo que os psicólogos de animais chamam de “aprendizes de palavras dotados”, com notável capacidade de distinguir nomes de pessoas, de outros cães e de objetos. Estes animais são tão qualificados, de fato, que ajudaram a revelar uma habilidade anteriormente desconhecida dos caninos: eles podem aplicar o nome de uma categoria de brinquedo para um novo brinquedo que partilha a mesma finalidade, mesmo que eles nunca tenham ouvido antes o nome usado para aquele novo brinquedo. É o equivalente canino de uma criança de idade pré-escolar que usa a palavra “copo” tanto para aquele seu favorito com canudinho como para um copo de chá que veem pela primeira vez.


Os pesquisadores revelaram esta habilidade recrutando 10 cachorros aprendizes-de-palavras dotados em todo o mundo, cujos donos filmaram sessões de brincadeiras experimentais com oito brinquedos novos para cães. Primeiramente, os brinquedos foram espalhados aleatoriamente entre dois grupos – “Puxar (Arrastar) ” e “Buscar” – com a aparência dos brinquedos não dando pistas sobre como o broinquedo deveria ser usado. Ao longo de quatro semanas, os donos nomearam os brinquedos ou como “Puxar” ou como “Buscar” enquanto brincavam com os cães, dependendo se o brinquedo era usado como cabo-de-guerra ou para busca. Quando os cães demonstraram que eles podiam aprender as denominações “Puxar” e “Buscar”, o experimento seguiu para uma nova fase: novos brinquedos foram aleatoriamente assinalados para um dos dois tipos de jogos, mas, desta vez, os donos não podiam falar “Puxar” ou “Buscar”. Os cachorros tinham que fazer a associação por si mesmos.

Quando os cães eram então chamados a trazer um brinquedo de “Puxar” ou de “Buscar”, eles escolheram o correto em dois terços do tempo, a despeito de nunca terem ouvido os nomes dos dois jogos aplicados àqueles novos brinquedos. Os resultados sugerem que os animais usam seus rótulos de objetos de uma maneira surpreendentemente humana, diz a co-autora do estudo Claudia Fugazza. “Esses sons parecem carregar um significado”, comenta ela, “que pode ser expandido para outros itens que tem aspectos completamente diferentes, mas possuem a mesma função”.
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Tradução livre do resumo do artigo em ScienceAdviser, boletim da revista Science, de 19/09/2025

sábado, 6 de setembro de 2025

Às vésperas da condenação, Bolsonaro é abandonado por líderes evangélicos

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A disposição de pastores que apoiaram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante seu governo e candidatura pela reeleição agora é limitada para apenas defendê-lo publicamente em seu julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Silas Malafaia segue como principal voz do evangelicalismo bolsonarista, mas, nos bastidores, líderes religiosos admitem certo cansaço com o processo e veem uma possível condenação como inevitável, o que esfriou os ânimos.

Segundo a Folha de S.Paulo, o grupo “Aliança” no WhatsApp, que reúne líderes influentes como Malafaia, Renê Terra Nova, Abner Ferreira e Estevam Hernandes, o conteúdo circulante resume-se majoritariamente a vídeos enviados por Malafaia. As manifestações são geralmente diluídas em defesa de uma genérica “liberdade de expressão e religiosa”, com contestações mais diretas ao julgamento partindo principalmente do pastor carioca.

Um pastor que preferiu permanecer anônimo comparou a situação atual à passagem bíblica em que discípulos de Jesus, em meio a uma tempestade, questionam se o barco resistirá. A metáfora ilustra o dilema de pastores que apoiaram Bolsonaro: alguns remam ao seu lado, enquanto outros aguardam para ver se o casco aguenta ou se precisarão abandonar a embarcação.

A Igreja Universal do Reino de Deus, importante ator na ascensão evangélica na política, mantém silêncio sobre o caso. Interlocutores avaliam essa postura como pragmática e prudente, considerando o futuro político incerto do ex-presidente.

Quando questionados, muitos líderes optam por não se manifestar, enquanto outros afirmam considerar o julgamento injusto. “O tempo é o senhor da história”, declarou o bispo Robson Rodovalho, da seita Sara Nossa Terra.

O apóstolo César Augusto, da Fonte da Vida, expressou preocupação com o “clima muito, muito ruim” da “guerra ideológica” no Brasil. “Espero que possamos ter bom senso e não acender o fósforo no barril de pólvora”, disse, acrescentando que a direita possui bons quadros para substituir Bolsonaro em 2026, se necessário, sem descartar Malafaia como possível candidato.


A apreensão do passaporte, celular e caderno de anotações de Malafaia pela Polícia Federal no mês passado gerou mais alvoroço entre a liderança evangélica do que o próprio julgamento de Bolsonaro. O pastor chegou a pedir manifestações públicas de apoio a colegas. O Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), fundado pelo próprio Malafaia, emitiu nota crítica à sua inclusão no rol de investigados.

O reverendo Augustus Nicodemus Lopes, reconhecido por sua autoridade teológica, manifestou solidariedade a Malafaia apesar de suas divergências públicas. Em vídeo para seus 1,4 milhão de seguidores no Instagram, criticou o “assédio contra um líder religioso”, afirmando que “ser parado, ter passaporte e celular tomados, e áudios vazados não pode se tornar ‘normal’, pois não existe crime de opinião”.

Enquanto a figura de Malafaia causa divisões, o entusiasmo em torno de Bolsonaro já não mobiliza grandes rebanhos como antes. Passeatas bolsonaristas não atraem tantos participantes, e os círculos de oração se tornaram menos frequentes. Pesquisas indicam que a base evangélica de Bolsonaro permanece sólida, mas menos disposta a se engajar ativamente em sua defesa, refletindo uma certa fadiga discursiva.

Para Vinicius do Valle, cientista político e pesquisador do campo religioso, é difícil prever os movimentos da cúpula evangélica bolsonarista. “Um ou outro pastor ainda se coloca de forma mais explícita a favor do ex-presidente, mas boa parte da liderança está ali quietinha, vendo o que vai acontecer para saber onde pular e a hora de pular, em qual barco for”, observou.

Valle também nota um descompasso entre a militância digital dos líderes e o cotidiano dos fiéis, apontando que o assunto ainda não se tornou prioridade nas comunidades, mas que isso pode mudar em breve.
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Fonte: Diário do Centro do Mundo, em 06/09/2025.

Anistiar golpistas seria novo ataque à democracia

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Impõe-se mobilizar o povo e as forças democráticas para barrar o projeto de anistia a Bolsonaro. Ao contrário de pacificação, é incentivo a novas tentativas de golpe.

Diante da iminente condenação de Jair Bolsonaro e comparsas integrantes da cúpula da organização criminosa que tramou a tentativa de golpe de Estado, o consórcio da direita e da extrema-direita, com o protagonismo do governador paulista Tarcísio de Freitas, deu tração, na Câmara dos Deputados, a um projeto para anistiá-los. É uma ação que faz parte da investida contra o Brasil pelo governo Donald Trump com o tarifaço e a pressão direta sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar livrar Jair Bolsonaro da cadeia.

Na primeira semana do julgamento, que ocorre na Primeira Turma do STF, a Procuradoria Geral da República (PGR) reiterou uma acusação com provas robustas, com farta comprovação dos crimes atribuídos aos acusados. O ministro-relator, Alexandre de Moraes, apresentou um relatório – as preliminares – no qual fica patente que o devido processo legal e o amplo direito de defesa foram respeitados.

Pela materialidade e a força das provas, os advogados de defesa não tiveram como questionar os vários fatos e episódios que constituem a trama e a ação golpista, se limitando ao esforço – de resto impossível – de desvincular seus clientes do papel de protagonistas dos graves crimes arrolados contra a democracia brasileira.

Os questionamentos dos advogados não se sustentam. A começar pela alegação de que não tiveram tempo para examinar o vasto conteúdo do processo. Tiveram, sim, o prazo determinado pela lei. Alegaram também que a delação do tenente-coronel Mauro Cid seria imprestável à acusação e se viram frustrados na tentativa de anulá-la. Ademais, a acusação da PGR se alicerça em provas que vão muito além do que indicou o réu delator Cid.

Disseram ainda que não teria sido demonstrado o vínculo do réu Jair Bolsonaro com a investida golpista de 8 de janeiro de 2023. A peça acusatória documenta o itinerário de fatos e atos capitaneados pelo ex-presidente que resultaram no que foi denominado como “Dia da Infâmia”.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, vacila sobre pautar ou não o projeto da “anistia ampla, geral e irrestrita” – leia-se, assegurar impunidade ao golpista-mor Bolsonaro. Chegou a admitir que pautaria e, agora, afirma que a questão está “indefinida”. Quando cogitou aceitar o projeto, apoiou-se no argumento de que ele é patrocinado por um número expressivo de parlamentares. Ou, dito de outra forma, o pretenso rolo compressor da direita e da extrema-direita, que tem como costas-quentes o semidemenciado Trump, quer votar o projeto a qualquer custo, mesmo que seja ao preço de uma crise institucional.

Data venia, neste caso não é assim que se conta a história. A aritmética é outra. Primeiro. trata-se, como sustentam renovados juristas, de uma excrescência. A Constituição Federal não concebe e não permite dar perdão a quem intenta destruí-la. Ela é cidadã, não é suicida. O projeto, portanto, uma aberração jurídica.

Segundo. Anistiar os golpistas, longe de contribuir com a pacificação do país, como propagandeiam os arautos do golpismo, seria, muito ao contrário, incentivar com a impunidade novas tentativas de golpe de Estado. Além do risco da crise institucional, que pode ser paralisante para o país. Haveria um confronto entre os poderes Legislativo e Judiciário, posto que muito provavelmente uma eventual aprovação seria declarada inconstitucional pelo plenário do STF, instaurando um impasse que, somado à ingerência do imperialismo estadunidense, resultaria em consequências graves.

Daí que acertou o presidente Lula ao afirmar que a jornada contra a aprovação dessa anistia precisa contar com o protagonismo do povo. Eleva-se, portanto, a importância dos atos de rua programados para acontecer em todo país, na simbólica data do 7 de setembro, organizados pelos movimentos sociais, centrais sindicais, com apoio dos partidos progressistas. A extrema-direita, os neofascistas, nesta mesma data também irão as ruas. No dia da Independência, nas principais cidades do país ficará estampado, portanto, o contraste e a polarização entre os verdadeiros patriotas e os traidores do Brasil.

Os verdadeiros patriotas sairão às ruas na grande data nacional do 7 de setembro com a palavra de ordem “Quem manda no Brasil é o povo brasileiro”. A plataforma das manifestações está centrada em quatro pontos: defesa da soberania nacional, taxação dos super-ricos e isenção de IR para quem ganha até 5 mil reais mensais, redução da jornada de trabalho e fim da escala 6×1. E a total rejeição à impunidade para os golpistas.

Os atos de 7 de setembro devem ser a largada para novas mobilizações, posto que o acirramento da luta de classes e os confrontos tendem a se elevar na semana final do julgamento (a próxima, de 8 a 12/09) e após o anúncio das sentenças. As forças democráticas, patrióticas, populares, todo aquele que preza a democracia e o Brasil, devem estar em ação em defesa da soberania nacional e da democracia que, neste momento histórico, se concentra na exigência de punição rigorosa a Bolsonaro e demais golpistas.

O gloriosamente esquisito peixe com dentes na testa para fazer sexo

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Pesquisadores finalmente traçaram a origem dos bizarros dentes na testa do peixe-rato pintado, que são usados para o acasalamento


O peixe-rato pintado é um peixe com cerca de 60 cm de comprimento, dotado de uma cabeça grande e uma longa cauda fina que vive no nordeste do Oceano Pacífico. Ele pertence a um grupo de peixes chamados de quimeras, próximos dos tubarões (quimeras às vezes são chamadas de tubarões-fantasmas). Como a maior parte dos vertebrados, ele tem dentes na boca. Porém, diversamente dos demais vertebrados, ele também possui dentes em outra localização do corpo: sua testa. E usa estes dentes na testa para fazer sexo.

Os pesquisadores, por muito tempo, ficaram se indagando de onde vieram esses dentes na testa do peixe-rato. Mas uma nova pesquisa, publicada em 4/9 na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences USA” (Anais da Academia Nacional de Ciências dos EUA), conseguiu traçar sua origem.

A linha de dentes extras do peixe-rato está colocada num apêndice cartilaginoso chamado tenáculo, que nos machos pode ter ereções e ser usado para agarrar a fêmea durante o acasalamento. Muitos peixes possuem apêndices de agarramento perto da pélvis, que usam para manter as fêmeas bem próximas durante o ato. No entanto, além dos apreendedores pélvicos, os peixes-rato tem adicionalmente o tenáculo da testa.


Os cientistas já conheciam o tenáculo dentário do peixe-rato. Mas não tinham certeza exata sobre como se originaram os dentes ou como eles acabaram nessa estranha localização na testa, fora da boca. Muitos dos parentes próximos do peixe-rato – tubarões, arraias – tem estruturas parecidas com dentes na pele, chamadas dentículos, que são feitos do mesmo material dos dentes, mas não são dentes verdadeiros. Seriam os dentes da testa do peixe-rato nada mais que dentículos modificados, ou compartilhariam sua estrutura e origem com os dentes propriamente ditos da boca?

Para sanar a dúvida, Karly Cohen, da Universidade de Washington, e colegas rastrearam o desenvolvimento do tenáculo do peixe-rato usando escaneamento com micro-CT (microtomografia computadorizada) e amostras de tecido, e compararam o peixe atual com ancestrais fósseis. Os pesquisadores determinaram que os dentes da testa do peixe-rato são dentes verdadeiros – eles se desenvolvem a partir de uma estrutura chamada lâmina dentária que está presente na mandíbula mas não nos dentículos dérmicos. A lâmina dentária nunca tinha sido antes encontrada fora da boca até agora.

Esta característica doida, absolutamente espetacular, do peixe-rato dá uma virada no entendimento que havia por muito tempo na biologia evolucionária de que dentes são estruturas estritamente orais”, disse Cohen em um comunicado à imprensa. Qual será a próxima reviravolta?
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Comentário deste Blog: imaginem os leitores, só imaginem, se os machos da espécie humana também tivessem tenáculos com dentes, pendentes no meio da testa? Fora a aparência bizarra e as eventuais confusões com “chifres”, como isso tornaria a escovagem dos dentes mais demoradas. E deixo para as elocubrações dos leitores as implicações sexuais em caso de uso do tal tenáculo...

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Quanto mais Eduardo Bananinha fala, mais enterra o pai e a sonhada anistia

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O (ainda) deputado federal eleito por São Paulo e que nada faz pelo estado que o elegeu, Eduardo "Small Banana" Bolsonaro, cada vez mais enterra o ideal pelo qual luta: a anistia para todos os bandidos da tentativa de golpe de 2022-2023, a começar do seu pai inelegível.

Devia abrir a boca só para comer aquele sorvete de chocolate do qual tanto gosta e não para virar metralhadora de asneiras, bravatas e ameaças.

Vejam o vídeo acima, e entenderão.

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Bolsonaro erra nome da esposa em vídeo e passa vergonha com sua 'greve de chocolate'

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O vídeo acima é do Blog 'Galãs Feios', que interessa por duas coisas. Uma é que, já de cara, denotando algum nível de transtorno cerebral, o "Small Banana" troca o nome da esposa.  Ele é casado com Heloísa e no vídeo diz "Adriana".

A outra questão que ele cita é de partir o coração, tamanho o nível de sacrifício pela "pátria bolsonarista" (o mundo de fantasia onde vive o clã bolsonarista).  Vejam só, ele mostra no vídeo um pote de sorvete americano, que contém flocos de chocolate, mas não podia comer chocolate por ter feito uma promessa: a de não comer mais chocolate até que o governo do fascista maluco Trump sancionasse o juiz do STF Alexandre de Moraes. Como saiu há poucos dias uma sanção (praticamente inócua) contra o juiz brasileiro, baseado numa lei absurda chamada "Magnitsky", agora ele, Eduardo Bananinha, pode voltar a comer seu adorado chocolate.

Não é mesmo comovente?  Que grau enorme de devoção a uma causa fazer uma greve de fome de chocolate!  O Bolsonaro filho deve ter passado muitos dias de tormento e desespero, certamente, pela falta de chocolate.  Teve que ficar comendo só caviar e lagostas...

A propósito desses gestos tão nobres, recordo aqui trecho de um conto de Woody Allen chamado "Guia breve, porém útil, à desobediência civil".  Nele, o famoso cineasta descreve várias formas de luta contra os "opressores".  Na parte que trata da greve de fome, Allen explica:

"Uma variação da greve de fome (...) é a de recusar-se terminantemente a comer jiló.  Esse pequeno gesto, quando usado com eficiência, pode influenciar profundamente um governo, sendo bem conhecido o caso de Ghandi, cuja insistência em comer salada sem vinagre obrigou o governo britânico a muitas concessões.  Além disso, um grevista pode privar-se de muitas outras coisas, como  jogar biriba, sorrir para o carcereiro ou imitar um jumento."

Que desprendimento de Eduardo Bolsonaro! Merece uma estátua, nome de rua e de praça quando (se) voltar ao Brasil.

Por fim, alguém sabe qual o santo a quem se faz promessa para greve de fome de chocolate?  E quem é Adriana?

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Grande dia tornozeleirístico eletrônico!

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Às seis horas da manhã de hoje, em Brasília, o genocida inelegível JMB foi agradavelmente surpreendido pela visita de seus amigos da Polícia Federal, que lhe traziam um presente natalino antecipado: a primeira tornozeleira eletrônica da vida dele. E "a primeira vez a gente nunca esquece", como dizia aquele comercial.

O Muambeiro de Joias Árabes esperava ansiosamente essa visita e o presente.  Afinal, tantas ele fez, sozinho e em cumplicidade com o filho fujão dele, o Bananinha Bolsonaro, para ganhar esse mimo, que uma hora Papai Noel Moraes tinha que atendê-lo.

Agora - enquanto aguarda a solene hora do julgamento final no STF, previsto para agosto/setembro - o genocida responsável por mais de 700 mil mortes de brasileiros/as na pandemia de COVID-19 não pode usar redes sociais, não pode se comunicar com embaixadas em Brasília, nem com outros réus do julgamento e tem que voltar para casa até 19 horas (medidas cautelares).

No entanto, conhecendo-se o clima brasiliense, mais quente, parece ter faltado uma medida cautelar nesse rol: recomendar que, ao sair para passear na capital do DF, o inelegível use sempre bermudas.  Afinal, com certeza, o povo de Brasília deverá apreciar muito ver Bolsonaro desfilando com aquele ornamento visível na perna...

terça-feira, 15 de julho de 2025

PGR pede condenação do golpista Bolsonaro

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi o “principal articulador, maior beneficiário e autor dos mais graves atos executórios voltados à ruptura do Estado Democrático de Direito”. A declaração está no documento de alegações finais apresentado pela PGR no processo que apura a tentativa de golpe de Estado.

Segundo a PGR, depois das provas coletadas pela PF e toda informação reunida até aqui nos primeiros trabalhos realizados pelo STF, o ex-presidente Jair Messias aparece claramente como líder principal da organização criminosa golpista, com papel central na articulação e execução dos atos antidemocráticos após as eleições de 2022.

Em última análise, o exame dos fatos e das evidências revela que Jair Bolsonaro desempenhou um papel central na orquestração e promoção de atos antidemocráticos”, afirma o texto enviado ao Supremo Tribunal Federal.

Com esses procedimentos, Gonet afirma a necessidade de condenação de Bolsonaro e dos demais sete réus do "Núcleo 1" do golpe de Estado.  Agora, o STF realiza os últimos encaminhamentos do julgamento, que culmina com a aplicação das penas de prisão.
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Com informações do site DCM


Empresa contratada desiste de prosseguir fornecendo refeições aos RUs da UFPR

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A empresa Cozinha Gourmet, contratada pela UFPR no começo do ano para fornecer as refeições dos restaurantes universitários, não aguentou o tranco do serviço.  Anunciou neste domingo (13/7) que deixará de cumprir suas obrigações contratuais e pretende deixar de prestar seus serviços para a UFPR já neste período de férias.

Servidores habituados em trabalhar nos RUs já alertavam nos primeiros meses deste ano que a empresa Cozinha Gourmet não iria dar conta do recado. Refeições estavam perdendo qualidade e havia insuficiência de funcionários para servir a alta demanda dos RUs.  A decisão da empresa não foi acordada com a UFPR, foi unilateral.

Assim, até dois mil estudantes, no período de férias, ficariam sem assistência. Segundo comunicado da UFPR, para atenuar os impactos dessa desfeita da empresa, serão tomadas as seguintes medidas:

* A universidade notificou formalmente a empresa, exigindo a manutenção integral dos serviços pelo prazo mínimo de 90 dias, para garantir tempo hábil na troca de fornecedor, sem que um serviço essencial seja interrompido;
* Articulação com a UTFPR para a inclusão dos estudantes da UFPR nos seus restaurantes;
* Conversas com os trabalhadores terceirizados que, assim como a comunidade acadêmica, foram surpreendidos com o encerramento das atividades;

Para informações sobre o tema, deve ser consultado o canal oficial: institucionalsucom@ufpr.br. 
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Com informações da SuCom-UFPR

quinta-feira, 3 de julho de 2025

O embate político contra os aproveitadores e traiçoeiros "BBBs": a aposta do Governo Lula

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O Governo Lula está com crescentes problemas em sua articulação com um Congresso Nacional de maioria conservadora, cujo emblema foi a votação em que o traíra presidente da Câmara, Hugo Motta (do partido Republicanos-PB), quebrou acordo e ajudou a derrotar a proposta de aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras, que incide sobretudo em cima dos ricos e grandes empresas). O dito "Centrão" - eufemismo enganador que designa um conjunto de parlamentes majoritariamente de direita e ligados aos grandes empresários industriais e do agronegócio - está se afastando cada vez mais, embora ainda detenha comando de alguns ministérios.

Assim, Lula e o núcleo de esquerda e progressista de seu governo decidiram abraçar a campanha que busca deixar mais nítidas as diferenças entre ricos e pobres do Brasil, demonstrando como a proporção de imposto pago entre os primeiros e os segundos é profundamente injusta. O foco é destacar a taxação dos “BBBs” – bilionários, bancos e bets –, que pagam (quando pagam) muito menos impostos quando comparados aos trabalhadores e cidadãos comuns.

Vídeos produzidos com a ajuda de IA (Inteligência Artificial) estão rodando à toda na internet e deixando endinheirados e os políticos sacanas enganadores que os representam no Congresso ao mesmo tempo irritados e preocupados de, talvez, chegar-se a um estado de clara diferenciação, de modo massivo para a população, entre quem trabalha e produz riquezas e os que se aproveitam dessas riquezas sem trabalhar.

Um desses vídeos está acima desta matéria, em que ricaços e trabalhadores comem e bebem na mesma mesa de um fictício "Boteco da Brasa". Os da elite burguesa, de terno, se fartam de lagosta e champanhe, enquanto os pobres ficam na "brejinha" (cerveja) e torresmo. Na hora de pagar a conta, os riquinhos, que comeram mais e melhor, pagam menos, e os pobres, que ficaram no torresminho com cerveja, pagam mais.


Em 2 de julho, data importantíssima para os baianos, mas também para o Brasil, Lula esteve em Salvador e trouxe atrás de si dezenas de milhares de pessoas, enquanto erguia um cartaz defendendo a taxação dos super-ricos. Essa mudança no tom, mais ousado e corajoso, deve marcar os próximos passos do Governo Federal, para que não fique mais refém de acordos com deputados traíras do Centrão (que é o nome da direita, dos partidos União Brasil, PP, PSD, Republicanos). Assim como dos partidos de esquerda e do campo progressista e de movimentos sociais que querem prosseguir e ampliar as conquistas do país e do povo. Rumo à renhida disputa eleitoral que ocorrerá em 2026.

quarta-feira, 2 de julho de 2025

O que acontece depois que a IA destruir a capacidade de escrita na Universidade?

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O fim de artigos originais escritos em inglês encerrará uma longa tradição intelectual, mas também é uma oportunidade para reexaminar o propósito do ensino superior [excerto de matéria da revista novaiorquina]

Hua Hsu - The New Yorker * 01/07/2025

Em uma tempestuosa quinta-feira de primavera, logo depois das provas de meio de período letivo, fui comer um macarrão com Alex e Eugene, dois estudantes de graduação da New York University, para saber deles como usam a IA (Inteligência Artificial) nos trabalhos de escola. Quando primeiramente encontrei Alex, no ano passado, ele estava interessado em seguir carreira em Artes e devotava uma porção de seu tempo livre para tirar fotos com seus amigos. Porém, ele tinha recentemente se decidido por um caminho mais prático: queria se tornar um CPA (Contador profissional). Suas quintas-feiras eram bem ocupadas, e ele tinha só 45 minutos até a próxima sessão de estudos da turma de contabilidade. Ele ajeitou seu skate debaixo de um banco do restaurante e puxou seu laptop da mochila, conectando-se à internet antes que tomássemos nossos assentos.

Alex tem cabelos ondulados e fala numa cadência ritmada de alguém que passou bastante tempo na Bay Area de São Francisco. Ele e Eugene olharam o menu, e Alex disse que queria um caldo simples, sem temperos, "assim podemos ambos manter nossos cuidados com a pele". Semanas antes, eu havia mandado uma mensagem, e ele tinha dito que todo mundo que ele conhecia usava o ChatGPT de alguma maneira, mas que ele utilizava somente para organizar seus apontamentos. Pessoalmente, ele admitia que isso não era nem de longe verdade. "Para qualquer tipo de necessidade de escrita na minha vida, eu uso IA", disse ele. Ele se apoiava no Claude [um dos diversos LLM - Grandes Modelos de Linguagem - existentes no campo das IA]para pesquisas, no DeepSeek para argumentação e explicações, e no Gemini para geração de imagens. O ChatGPT servia mais para necessidades gerais. "Eu preciso da IA para mandar mensagens para garotas", brincou ele, imaginando uma versão aprimorada de IA do Hinge [um aplicativo online para marcar encontros]. Perguntei se tinha usado IA para acertar nosso encontro. Ele riu e respondeu: "Honestamente, sim. Mas não estou tentando digitar tudo. Conseguiu perceber?"

segunda-feira, 30 de junho de 2025

Lesmas marinhas roubam cloroplastos para lanchinho

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Lesmas marinhas do gênero Elysia são verde-claras 
porque estocam cloroplastos, as organelas
 intracelulares que produzem energia nas plantas

Lesmas marinhas "energizadas pelo sol" (Elysia crispata) roubam o equipamento de fotossíntese de algas e o estocam para usar como fonte de energia em dias chuvosos. As lesmas armazenam essas ferramentas roubadas, chamadas cloroplastos, em depósitos especializados dentro de suas células - apelidados de "cleptossomos". No dia-a-dia, os cloroplastos ajudam as lesmas a produzir nutrientes usando a energia da luz solar (como fazem as plantas terrestres). Mas, se a coisa fica complicada, os produtores dessa energia viram comida: a lesma digere-os e absorve os nutrientes resultantes. Usando este artifício, pesquisadores descobriram que a Elysia pode sobreviver por até quatro meses sem outra fonte de alimento.
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Ato flopado na Paulista enterra Bolsonaro

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O ato na Avenida Paulista neste domingo (29/6) em defesa de Jair Bolsonaro e de outros réus golpistas foi um autêntico fiasco – flopou, como dizem os internautas. Segundo o Monitor do Debate Político do Cebrap e da ONG More In Common, que usa imagens captadas por drones e cálculos com Inteligência Artificial, ele reuniu 12,4 mil pessoas. A baixa presença foi sentida pelos próprios organizadores da manifestação, que não esconderam seu abatimento.

Comparado com outros atos bolsonaristas, o fracasso fica evidente. Em fevereiro de 2024, no primeiro ato no mesmo local pela anistia dos vândalos que invadiram e destruíram as sedes dos Três Poderes, o Monitor contabilizou 185 mil presentes. Já em abril deste ano, também na Avenida Paulista, a mobilização fascistoide despencou para 44,9 mil presentes. O ato em Copacabana (RJ), em março passado, também ficou abaixo das expectativas, com 18,3 mil participantes. E o de Brasília, em 7 de maio, foi pior ainda, com apenas 4 mil “patriotários”.


A desculpa esfarrapada de Sóstenes Cavalcante
O fiasco, porém, não conteve a loucura bolsonarista. Como postou o deputado Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara Federal, “o ato foi um fracasso. Mas sobrou delírio... No ato esvaziado da Paulista teve reza, teoria da conspiração, ataques ao STF, defesa de golpistas e até pedido de sanções contra o Brasil”. Já a revista Fórum registrou que, entre os aloprados, “chamavam atenção cartazes em inglês, bandeiras de Israel e figuras caricatas”.

Diante do fracasso, alguns milicianos bolsonaristas, já tão acostumados a difundir fake news, apresentaram as desculpas mais esfarrapadas. O deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, atribuiu à falta de grana no fim do mês e ao jogo entre Flamengo e Bayern de Munique nas oitavas de final da Copa do Mundo de Clubes. “É o penúltimo dia do mês e o nosso povo vem sempre pagando passagem, mais as despesas de Uber”, reagiu cinicamente.

Se o ato da Avenida Paulista pretendia demonstrar força diante do Supremo Tribunal Federal (STF), que entra na fase final do julgamento dos 32 chefões da trama golpista, ele pode ter representado um tiro no pé. Muitos oportunistas presentes neste domingo já trabalham com a ideia do enterro político de Jair Bolsonaro. Tarcísio de Freitas, o “bolsonarista moderado” da Folha que governa São Paulo, já não esconde seu desejo de ficar com o espólio do finado.
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Fonte: Blog do Miro

sexta-feira, 20 de junho de 2025

Fábulas fabuliciosas

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Após suarentas escavações no gelado deserto de Ohlesnonc-RPFU, no extremo mais sul da Patagônia, foram ali descobertas múmias datadas pelo método do carbono/silício/nióbio-28 do ano de 2025, cujos curiosos utensílios incluíam obsoletíssimos laptops do século 21 e símile-papiros com glifos do aparente antigo idioma português brasileiro.

Depois de extensivas análises pela IAIPC (Inteligencia Artificial Inteligente Pra Cacete), pôde-se traduzir dos papiros alguns diálogos do suposto ano de 2025, que buscamos facilitar em linguagem novicientífica como segue, de uma reunião de um certo Conselho Superior da Universidade Federal do Paraná, tanto o estado como a universidade entes extintos depois da Revolução 7.2, da Virada Tecnológico-Política de 2125:

“Conselheiro TAE:
-Sr. Presidente do CoUn, queremos denunciar aqui o problema dos RU’s da UFPR. Há reclamações dos usuários sobre a má qualidade das refeições servidas, em que praticamente todos os dias só se serve frango. Conforme ironizou aquele Blog, nossos RU’s estão parecendo filiais da lanchonete “Los Pollos Hermanos” da série “Breaking Bad”! Além disso, os trabalhadores da empresa contratada pela UFPR estão insatisfeitos e fazendo mobilização pelos salários! O que nos diz Sua Santidade, presidente do CoUn?”

“Presidente do CoUn, nervoso no teclado do laptop:
-Agradeço o informe da conselheira TAE e antecipo que estamos nos virando para tentar resolver essa demanda. Com a palavra, o conselheiro Acácio, da APUFPR”.

“Conselheiro Prof. Acácio:
-Penso que devemos analisar a fundo esse problema e resolver da melhor maneira possível. Afinal, estamos aqui para montar Comissões de Resolução das Questões Que Não Queremos Resolver de Imediato Aqui”, certo?

“Conselheiro TAE:

-Egrégios partícipes deste colendo Colégio, quero, a par do problema dos RU’s, levantar mais uma questão, esta bastante séria porque planetariamente abrangente. Trata-se do ataque do tirânico presidente atual dos EUA contra a Ciência e contra suas próprias Universidades, com destaque para a Harvard University, que resistiu às agressões de Donald Trump, um sujeito que já tem indícios de pré-demência (como atestam psiquiatras e neurocientistas sérios dos EUA e do mundo). Peço que este ilustre colegiado manifeste ativo apoio e solidariedade tanto a Harvard como às demais instituições universitárias dos EUA contra as agressões fascistas de Trump, e o faça através de moções públicas solidárias a partir deste Conselho Superior.”

“Presidente do CoUn, hesitante:
-Bem, prezada conselheira, vamos analisar e considerar sua proposição…”

Neste ponto, os papiros descobertos estão danificados demais e não conseguimos saber o desfecho das questões ali tratadas em 2025.

"Salvador, capital da República Mundial, 20 de junho de 2129."
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Fonte: Scientific LatinoAmerican Review on Archaelogic Studies

quarta-feira, 18 de junho de 2025

"Roqueiro ameixa seca!" "Corrupto e incompetente!" Cada vez mais feia a briga entre Bruce Springsteen e Trump

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Eles tem algumas semelhanças. O roqueiro Bruce Springteen e Donald Trump - pessoas na casa dos 70 anos, morando em New Jersey e com grandes eleitorados entre homens brancos de meia-idade e mais velhos. E, ambos, em muitos diferentes aspectos, são lideranças.

Param por aqui as similitudes.

O veterano roqueiro, há muito oponente político do presidente, colocou-se como um dos críticos culturais mais proeminentes de Trump na semana passada (maio) com um discurso feito num palco britânico.

E, como é de sua natureza, Trump está devolvendo - e duro. Ele chama Springsteen de "roqueiro que virou uma ameixa seca", e está também arrastando a cantora Beyoncé para a briga.

Na segunda-feira, 19/05, o presidente sugeriu que Springsteen e Beyoncé deveriam ser investigados para verificar se as aparições que fizeram apoiando sua oponente democrata, Kamala Harris, no outono passado, representaram doação ilegal de campanha.

Na abertura de uma tour em Manchester, na Inglaterra, Springsteen falou para sua plateia que "A América que eu amo, a América sobre a qual escrevi, que foi uma baliza de esperança e liberdade ao longo de 250 anos, está atualmente nas mãos de uma administração corrupta, incompetente e traiçoeira".

E acrescentou: "Esta noite eu peço a todos que acreditam na democracia e no melhor de nossa experiência norte-americana para que se ergam conosco, elevem suas vozes contra o autoritarismo e permitam que ressoe a liberdade".

Na legenda da charge da revista "The New Yorker", ele pergunta para ela: "Será que ir a um concerto do Bruce Springsteen contará como ativismo político agora?"

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Fonte: The Associated Press * 20/05/2025

HexaNitrogênio (N6) é a molécula mais energética já sintetizada até hoje

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Cientistas identificaram a primeira molécula estável de nitrogênio depois do bem conhecido, bom e velho dinitrogênio (N2), que compõe a maior parte da atmosfera da Terra. O HexaNitrogênio, por óbvio, tem seis átomos de Nitrogênio, mas "é mais como duas vezes o N3 do que três vezes o N2", explica o químico Artur Mardyukov, co-autor da pesquisa. Este arranjo de seis átomos de nitrogênio interligados dá ao N6 um ponto fraco bem no meio da cadeia, e por isso ele só é estável em temperaturas extremamente baixas.

"Este trabalho é espetacular e, em minha opinião, é digno de um prêmio Nobel", diz o químico Karl Christe. Mas nem pense em um frasco de hexanitrogênio para o seu estoque de Natal: quando a molécula se quebra, libera o dobro de energia que o HMX, o mais poderoso explosivo químico do planeta.
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Fonte: Nature Briefing/Chemistry World.

terça-feira, 17 de junho de 2025

Brincando com a democracia na parada militar

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São já quase cinco meses do segundo mandato de Donald Trump, e ele não está apenas cada vez mais transformando os EUA em uma autocracia com sua interminável corrente de abusos do Poder Executivo, mas também desperdiçando quantias significativas do dinheiro dos contribuintes enquanto desfruta dessa condição.

Na capa da edição de 23/06 da revista "The New Yorker", o artista David Plunkert faz uma charge mostrando mais um dos últimos excessos do presidente: o desfile militar para celebrar o aniversário de 250 anos do Exército, que coincide com o aniversário de 75 anos de Trump, em 14/06, que vai custar cerca de 45 milhões de dólares.

Imagens podem ser bons veículos para a ironia. "O Monumento de Washington [obelisco, com uma pirâmide no topo] levantando-se alto no pano de fundo é um bom contraponto de granito ao chapeuzinho de festa de Trump", graceja Plunkert.
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Fonte: The New Yorker

segunda-feira, 16 de junho de 2025

Filho (daP) de golpista, golpista é!

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O ex-dono da extraordinária lavanderia de “chocolates”(*) senador Flávio Bolsonaro acaba de dar declaração inaudita e espantosa. Em entrevista, o fascista Flávio diz que seu pai e a matilha que ainda o segue (porque muitos já desistiram, ao verem como ele é covarde, depois de seu depoimento caricato no STF na semana passada) apoiarão algum candidato a presidente da República em 2026 se, e somente se, esse candidato(a) se comprometer, em caso de vitória eleitoral, a conceder indulto ao pai genocida inelegível.  Isto é, que esse suposto futuro presidente da extrema-direita, em 2027, tiraria o genocida da cadeia.

E mais: na hipotética e improvável situação em que esse futuro presidente da extrema-direita concedesse o indulto para livrar Bolsonaro da cadeia, ele, o presidente, deverá impedir que o STF derrube a concessão do indulto – por bem ou por mal, isto é, na marra.

Ou seja, o STF - usando prerrogativa legal, impedindo essa absurda soltura de Bolsonaro - seria ameaçado mera e simplesmente de ser golpeado, de ter a sede invadida, juízes presos, e outras barbaridades. Leia-se: GOLPE. Esses fascistas continuam apostando no golpismo. Ora, uma declaração gravíssima e inaceitável como essa do senador merece ser veementemente criticada por todos os setores democráticos e também pela mídia ainda decente. Veremos isso?

Trata-se de mais um capítulo da trama golpista que insiste em rondar a democracia brasileira. Ao sugerir o uso da força contra o STF, Flávio ataca diretamente o Estado Democrático de Direito, afronta a independência entre os Poderes e escancara ainda mais o desprezo da família Bolsonaro pelas regras do jogo democrático.

A defesa de impunidade por meio de ameaças é prática de regimes autoritários, não de uma república democrática. A sociedade brasileira deve estar alerta: essa fala não é isolada — é parte de uma estratégia para manter um projeto autoritário vivo. É dever do Congresso, das instituições e de todos os democratas reagirem com firmeza. A democracia não pode ser refém de ameaças nem de chantagens.
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Com informações do Instagram da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).
(*)Foi denunciado que Flávio Bolsonaro mantinha uma loja de chocolates Copenhagen no Rio de Janeiro, a qual serviria de fachada para “lavar” dinheiro oriundo do crime de peculato das “rachadinhas”, escândalo que a familícia Bolsonaro conseguiu abafar.

Bolsonaro a caminho das quatro linhas... do cárcere

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Bolsonaro e demais réus do dito “núcleo crucial” da investida golpista saem da fase do interrogatório e ficam mais próximos da necessária condenação.

Com o encerramento do interrogatório dos réus do “núcleo crucial” dos crimes de tentativa de golpe de Estado, na terça-feira, 10/6, a chamada fase de instrução do processo entra em reta final. Resta ainda o recurso a novas diligências, pelas defesas, como oitivas de citados nos depoimentos, que passarão pela avaliação do ministro Alexandre de Moraes, o relator do caso na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

A próxima etapa será a das alegações finais, que antecede a marcação do julgamento. A condenação ou absolvição do ex-presidente de extrema-direita, Jair Bolsonaro, e de seu círculo mais próximo, será dos ministros que compõem a Primeira Turma – além do relator, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux. Será a conclusão do processo sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), prevista para antes do término do ano, possivelmente entre setembro e outubro.

Além de Bolsonaro, foram ouvidos o coronel Mauro Cid – o ex-ajudante de ordens do ex-presidente que delatou a trama golpista; o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), que, durante o governo Bolsonaro, comandou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin); o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; e os ex-ministros Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.

Os interrogatórios não trouxeram novidades, mas revelaram a presença dos acusados em reuniões para discutir a chamada “minuta do golpe”. Fizeram também referências aos “considerandos” – a parte introdutória do documento golpista que seria usada para “justificar” as medidas antidemocráticas. Bolsonaro negou que tenha havido ações para um golpe, mas reconheceu que apresentou “hipóteses constitucionais” aos comandantes das Forças Armadas após perder as eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva e disse que debateu a instalação de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), contida no Artigo 142 da CF.

O depoimento de Mauro Cid foi o mais relevante, por reafirmar fatos da sua delação que apontam Bolsonaro no centro da trama golpista, confirmando elementos das tratativas, como depoimentos de testemunhas, anotações e mensagens das negociações. Quatro militares de alta patente – os generais Braga Netto, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e o almirante Almir Garnier dos Santos – nada apresentaram que contestasse a robustez das provas, que atestam o papel deles de “braço armado” da tentativa de soterrar a democracia brasileira.

O ex-presidente, por sua vez, encenou a pantomima de um réu acovardado. Rogou desculpas a ministros do STF, ridicularizou seus apoiadores, a quem chamou de “malucos” por terem clamado por “intervenção militar”, e bajulou o ministro relator, a quem sempre dedicou, anteriormente (em entrevistas e discursos em atos chamados pela extrema-direita), os piores adjetivos. Os autos indicam, inclusive, que Bolsonaro tinha conhecimento do famigerado plano “Punhal verde e amarelo” para assassinar o ministro Alexandre de Moraes, o presidente Lula e o vice Alckmin.

Por isto, ao fazer o papel de bobo da corte e convidar Moraes, em tom de gracinha, para ser seu vice em 2026, Bolsonaro fez dois gols contra: legitimou a conduta do ministro relator e provocou estranheza e decepção nas fileiras de suas falanges neofascistas.

Encurralado pelos fatos, pelas provas e pela verdade, Bolsonaro incriminou-se, apesar de usar e abusar do surrado e furado argumento de que sempre atuou dentro das "quatro linhas” da Constituição. Admitiu que, sim, reuniu-se e apresentou aos comandantes do Exército e da Marinha “considerandos” – na linguagem dele – acerca do que poderia ser feito para reverter a derrota nas urnas. Em outras palavras: como impedir a posse da chapa vitoriosa nas eleições presidenciais de 2022. Selou, em juízo – essa é a verdade –, que apresentou a “minuta do golpe” a comandantes das Forças Armadas.

No interrogatório, transmitido ao vivo por vários canais de TV e pela internet, aos olhos da imprensa brasileira e internacional, da opinião pública nacional, pôde ser visto o irrestrito cumprimento do devido processo legal, o amplo direito de defesa. O processo como um todo, enfim, tem dimensão histórica e consequências políticas e jurídicas de alta relevância.

Golpes de Estado ou investidas com o fito de sepultar a democracia infestam a história da República brasileira. No geral, ao longo do tempo o golpismo foi premiado com a impunidade, com exercício ilegítimo de governos. A investigação, o processo penal, o julgamento e a rigorosa punição dos golpistas, com Bolsonaro à cabeça, fará um corte nesta nefasta tradição.

Até a sentença ser proclamada, a pressão da extrema-direita – inclusive estrangeira – e seus aliados contra o STF prosseguirá. Como se sabe, o filho do réu Bolsonaro, Eduardo, encontra-se nos Estados Unidos cometendo o crime de traição nacional, à medida que articula com autoridades do governo Trump ações atentatórias à soberania nacional, de ameaças a ministros do STF, em especial ao ministro relator.

Bolsonaro, consciente de que será condenado pelo rol de crimes que cometeu contra o regime democrático, já empreende uma barganha com as candidaturas à Presidência da República do campo da extrema-direita e da direita. O apoio do ex-presidente e de seu clã é condicionado ao compromisso de que será indultado (por um futuro presidente da extrema-direita), anistiado, caso seu projeto conquiste a vitória.

As forças democráticas e progressistas devem elevar suas ações e mobilizações em respaldo ao STF, no sentido de que o julgamento se conclua sem pressões ou intimidações de qualquer espécie, com a punição exemplar de Bolsonaro e demais golpistas.  E, ao mesmo tempo, voltar às ruas, com manifestações para desmascarar as mentiras da extrema-direita e fazer vencer a democracia em 2026.