-->
Mostrando postagens com marcador Trump. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Trump. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de junho de 2026

Impérios também assinam rendição

Nenhum comentário:

Por que o cessar-fogo assinado em 17/06 põe em dúvida o poder militar dos EUA e a hegemonia do Ocidente? Como a guerra desnudou a ultradireita e seu projeto de supremacismo. O que a América Latina, agora alvo de Washington, pode aprender.

Antonio Martins - Site Outras Palavras * 18/06/2026

Em julho de 2025, o analista político chinês Victor Hao olhou para o projeto de Donald Trump e traçou um paralelo histórico que provocou surpresa. O esforço do presidente dos EUA para superar, por meio de um choque, o prolongado declínio de seu país poderia ricochetear de forma tão dramática — previu ele — como o de Mikhail Gorbachev para reformar o combalido sistema soviético. Trump seria, na profecia de Hao, o coveiro do império americano e da hegemonia do Ocidente. Onze meses depois, em 17 de junho de 2026, o presidente dos EUA assinou no Palácio de Versalhes, sob o olhar impávido de Emmanuel Macron, um acordo de cessar-fogo com o Irã. Negociações mais extensas, envolvendo as capacidades nucleares de Teerã e as indenizações a serem pagas por Washington, começarão em 19/6, na Suíça. Tudo ainda é provisório, frágil e sujeito a abalos (em especial, de sabotagens de Israel). Mas tornou-se impossível não lembrar de Hao, por três motivos complementares.

I.

No plano imediato, os compromissos assumidos por Trump em Versalhes expressam o fracasso completo da aventura lançada contra o Irã pelos EUA e Israel, em 28 de fevereiro. O Irã não concedeu nada importante. O programa de mísseis que abalou a supremacia bélica de Washington e Telaviv no Oriente Médio prosseguirá, já que sequer é mencionado no compromisso. Teerã também não precisará, por enquanto, recuar sequer um passo em seu programa atômico. O objetivo de derrubar o regime iraniano, inclusive por meio do assassinato de seu líder supremo, fracassou espetacularmente. O aiatolá Ali Khamenei foi alvejado e pereceu aos 86 anos. O sistema de poder liderado por ele sobrevive, superou uma crise de impopularidade e sai da guerra fortalecido.

O Estreito de Ormuz será reaberto — ou seja, voltará à posição de antes da guerra. Após 60 dias, o Irã poderá cobrar pela passagem de navios pelo local. Em contrapartida, os EUA encerrarão o bloqueio dos portos iranianos e — muito mais importante — o Irã poderá exportar livremente seu petróleo desde já. A crise econômica provocada pelo ataque norte-americano (e, antes dele, por anos de sanções) poderá ser vencida, com consequências políticas muito favoráveis ao regime de Teerã…

Adicionalmente, a depender das negociações, os ativos iranianos congelados no exterior poderão ser recuperados — e os EUA financiarão, com US$ 300 bilhões, um programa de reconstrução do país.



II.

Por que Washington, cuja força bélica é incomparavelmente superior à de Teerã, foi obrigada a recuar tanto? A resposta mais imediata remete à configuração militar surpreendente do conflito e a seu desdobramento econômico. Desenvolvimentos tecnológicos recentes, aponta Paul Krugman, reduziram de modo dramático a vantagem do imenso arsenal de guerra dos EUA. As consequências, potencialmente transformadoras, requerem análise mais profunda. Sabe-se que drones Shahed de 20 mil dólares, que o Irã consegue produzir em grandes quantidades, equiparam-se agora a mísseis Patriot de US$ 1 milhão.

O regime iraniano serviu-se deles para alcançar dois objetivos estratégicos, que estabeleceu com enorme sagacidade. Primeiro, anular a ideia de que as defesas de Israel e das monarquias do Golfo Pérsico aliadas a Washington eram inexpugnáveis. Segundo — e muito mais importante — fechar o Estreito de Ormuz e provocar uma crise de abastecimento de combustíveis e fertilizantes que ameaçou abalar as economias ocidentais e devastou a popularidade de Trump nos EUA.

Uma série de matérias da revista britânica The Economist mostrou, nas últimas semanas, que as reservas estratégicas de petróleo dos EUA e seus aliados estavam próximas de se esgotar. Ao falar em Versalhes, Trump reconheceu que o prolongamento da guerra — e em especial do bloqueio da passagem crucial — produziria em poucos dias uma crise de desabastecimento, que poderia contaminar mercados financeiros. É evidente que Teerã aproveitou-se disso para tensionar ao máximo as negociações e alcançar vantagens que em outros cenários seriam inconcebíveis.


III.

Mas as mutações políticas — e as lições teóricas que é possível tirar delas — são ainda mais profundas. A derrota de Trump revela os limites de uma das ideias centrais à onda de ultradireita que percorre as Américas e a Europa. Está em xeque o supremacismo, expresso na fórmula Make America Great Again (MAGA); na destruição, por Trump, da ordem internacional que os EUA ergueram após a II Guerra Mundial; na crença de que o Ocidente poderia restaurar sua supremacia trocando a construção de consensos pela aplicação da força bruta.

O impasse que resulta pode ter grande relevância política e abrir avenidas para a ação — porque o avanço da ultradireita tem causas claras. A desigualdade cresceu de forma incontrolável nas décadas do neoliberalismo e segue avançando, como mostram as fortunas agora trilionárias das big techs e seus barões. Incapazes de frear este movimento, as formas atuais de democracia passaram a ser desacreditadas pelas maiorias. Emergiu entre estas a crença no individualismo, no salve-se quem puder e nos “homens fortes”. Que possibilidades serão abertas caso ela fracasse? A esquerda saberá finalmente aproveitá-las?


IV.

O fracasso de Trump no Oriente Médio terá consequências especiais para a América Latina. Na nova Doutrina de Segurança Nacional dos EUA (a chamada “Doutrina Donroe”), a região é vista pela potência decadente como seu território de caça — o espaço do mundo cujas riquezas naturais e relações socioeconômicas pode rapinar à sua vontade. É provável que, humilhada, a Casa Branca volte-se com ainda mais voracidade para onde se sente segura. Seu peso não é desprezível, como mostram as vitórias eleitorais da direita e da ultradireita pró-EUA na maior parte dos países do continente.

Junto com a Europa, a América Latina é uma das partes do mundo onde o futuro parece mais sombrio. As esperanças do “desenvolvimento” foram sufocadas há 40 anos. A condição periférica é reforçada pelo surgimento e avanço de novas tecnologias, em que a região é subalterna. O horizonte político estreita-se. Boa parte dos movimentos sociais e dos ativistas parece limitar suas ambições — e seu desejo político — à torcida para que a ultradireita não seja capaz de formar maioria nas eleições seguintes.

No Irã, Trump e seu “novo” projeto de dominação eurocêntrica acabam de sofrer uma derrota histórica. Em que medida ela poderá estimular a esquerda e os movimentos da região a recompor seus projetos, suas articulações, suas lutas? A questão pede respostas.

sábado, 6 de junho de 2026

PATRIOTARISMO: TariFlávio Bolsonaro e o 'patriotismo' que ele exige dos brasileiros

Nenhum comentário:

Tariflávio Bolsonaro, o pré-candidato idiota, foi aos EUA dias atrás prestar vassalagem ao demente pedófilo Donald Trump e pedir (mais) medidas dos EUA que atacam o Brasil e seu povo. 

E Trump atendeu: quer acabar com o PIX do Brasil e está impondo novo tarifaço de 25% aos produtos brasileiros que são exportados para os EUA, tarifa que pode ainda ser acrescida de mais 12,5% (estes são por causa do PIX, porque os gringos desmatadores acham mentirosamente que por aqui se desmata demais e porque os produtos daqui seriam feitos com trabalho escravo).

Vendo, porém, as numerosíssimas reações contrárias nas redes sociais deste seu mais novo tiro no pé por conta de seu patriotismo às avessas, TariFlávio Rachadinha voltou à mídia para dizer que só ele, se eleger-se presidente da república este ano, será capaz de negociar bem com os EUA... E que o Lula é um mau negociador, seria arrogante e teria levado o Brasil ao isolamento internacional... Vê se pode!

Esse esquema do TariFlávio para sua 'diplomacia' é a velha conhecida política CARACU: os EUA entram com a cara e o Brasil entra com o... Os Bolsonaros querem os brasileiros ajoelhados e idolatrando loucos como Trump. Os Bolsonaros e seus suínos (perdão, porcos de verdade) aliados da extrema-direita querem o Brasil transformado em neocolônia dos decadentes Estados Unidos, como ilustra a figura acima. Os verdadeiros patriotas aqui no Brasil não deixarão e vão lhe impor uma surra eleitoral em outubro de 2026.

Fora traidores do Brasil! Toda a força em defesa da nossa soberania!
--------------------
Fonte da figura: revista The New Yorker.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

OVNIs do demente Trump para desviar o assunto

Nenhum comentário:


O Pentágono acaba de começar a divulgar arquivos sobre OVNIs, mas céticos dizem não estar impressionados. A primeira divulgação de arquivos sobre OVNIs pelo Pentágono inclui fotografias, vídeos e documentos reunidos como parte de um esforço que envolve diversos escritórios e agências governamentais, incluindo o FBI, a Casa Branca e a NASA.


O Pentágono começou a divulgar arquivos relacionados a fenômenos anômalos não identificados (UAPs, na sigla em inglês), ou objetos voadores não identificados (OVNIs). O governo afirmou que a iniciativa tem como objetivo aumentar a transparência, mas especialistas disseram à revista Scientific American que os arquivos não trazem “nada inesperado”.

A coleção está sendo criada como parte de um esforço interagências que inclui o Pentágono, o Departamento de Energia, a NASA, o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional e a Casa Branca, além do FBI e de outras agências de inteligência dos EUA. Ela inclui fotografias, vídeos e documentos coletados em diferentes órgãos federais. Algumas das fotos são semelhantes a imagens divulgadas anteriormente, mostrando pontos borrados vistos de aeronaves militares americanas, enquanto outras, tiradas por astronautas da missão Apollo, mostram pontos não identificados acima da superfície lunar.

A divulgação ocorre após o presidente Donald Trump orientar o Pentágono e outras agências federais a identificar e publicar arquivos governamentais relacionados a “vida alienígena e extraterrestre, fenômenos aéreos não identificados e objetos voadores não identificados”, por meio de uma postagem nas redes sociais em fevereiro. Anteriormente, em 2021, o Pentágono publicou um relatório investigando UAPs que não encontrou evidências ligando esses fenômenos a alienígenas ou atividade extraterrestre.

“Esses arquivos, escondidos atrás de classificações de sigilo, alimentaram por muito tempo especulações justificadas — e está na hora de o povo americano ver isso por si mesmo”, afirmou o secretário de Defesa Pete Hegseth em uma declaração publicada nas redes sociais na sexta-feira. “Esta divulgação de documentos desclassificados demonstra o compromisso sincero do governo Trump com uma transparência sem precedentes.”

O físico e ex-diretor do Escritório de Resolução de Anomalias de Todos os Domínios (All-Domain Anomaly Resolution Office) do Pentágono, Sean Kirkpatrick, disse que os arquivos provavelmente irão alimentar especulações em vez de reduzi-las.

“Não há nada inesperado nessa divulgação. E, sem qualquer análise ou contexto, [ela] apenas servirá para estimular mais especulação, teorias da conspiração e pseudociência de sofá, especialmente por parte do teatro político de fachada”, afirmou.

O pesquisador independente e cético em relação a UAPs Mick West disse que, embora a divulgação inclua novos vídeos e relatos de pilotos, “não há nada realmente interessante” até agora. “Mais pontos, mais paralaxe”, disse ele.

Outros receberam os documentos de forma mais positiva. A Disclosure Foundation, organização dedicada a pressionar o governo por maior transparência sobre UAPs, chamou a divulgação de “um passo significativo rumo à transparência”.

Alguns dos arquivos incluem entrevistas de debriefing com astronautas da era Apollo. Em um desses documentos, Buzz Aldrin relata ter visto o que poderia ter sido uma peça de um veículo de lançamento Saturn V, o foguete da NASA que ajudou a levar as missões Apollo ao espaço.

O atual administrador da NASA, Jared Isaacman, elogiou a divulgação. “Na NASA, nosso trabalho é reunir as mentes mais brilhantes e os instrumentos científicos mais avançados, seguir os dados e compartilhar o que aprendemos”, disse ele na mesma declaração publicada nas redes sociais. “Continuaremos sendo transparentes sobre o que sabemos ser verdade, o que ainda não compreendemos e tudo o que ainda resta descobrir.”

A NASA conduz suas próprias pesquisas sobre UAPs há décadas. Em 2023, a agência divulgou um relatório científico independente que não encontrou evidências de que avistamentos de UAPs ou outros relatos estivessem de alguma forma ligados a atividade extraterrestre.

domingo, 11 de janeiro de 2026

A frágil chama da democracia e da soberania nacional

Nenhum comentário:

"A democracia e a soberania nacional podem ser frágeis chamas entrelaçadas, que correm risco de se apagar se atingidas por fortes ventanias reacionárias e golpistas.  Cabe ao povo, em última instância, protegê-las de tais sombrios ventos e defendê-las".

O 8 de Janeiro, data símbolo da luta em defesa democracia e do combate ao golpismo, teve como ponto alto um ato cívico no Palácio do Planalto, no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, expressando uma exigência da maioria da nação, vetou, integralmente, o projeto de lei da dosimetria , aprovado pela maioria de direita nas duas Casas do Congresso Nacional.

Tal projeto é um retrocesso, pois abranda as penas de Jair Bolsonaro, de generais e demais golpistas, definidas em julgamento legítimo pelo STF em 2025. São criminosos que tentaram sepultar o regime democrático e impor um regime autoritário, ditatorial. São penas de prisão, com durações variáveis, das quais os condenados reclamam muito, mas é bom lembrar que há países, como a Alemanha, que aplicam pena de morte em casos de tentativa de Golpe de Estado!

David Alcolumbre e Hugo Motta, presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, respectivamente, não compareceram ao ato do dia 8/1/2026, mas estiveram presentes parlamentares do campo democrático, popular e patriótico.

Além do ato no Palácio do Planalto, houve uma solenidade no Supremo Tribunal Federal (STF), que cumpriu em 2025 papel determinante para a punição inédita dos golpistas, apesar do conluio da extrema-direita brasileira e do governo estadunidense de Donald Trump, que resultou no tarifaço e nas agressões ao STF.

Na praça dos Três Poderes, em Brasília, e em várias outras cidades do país, as centrais sindicais, as entidades estudantis, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo, os partidos da esquerda – como PCdoB, PT e PSOL – realizaram manifestações de rua. Em Curitiba, o Ato ocorreu na Praça Santos Andrade, diante do prédio histórico da UFPR, ao final da tarde do dia 8, ficando todos firmes apesar do forte aguaceiro que caiu.  Além do apoio ao veto do presidente Lula, ecoou forte o rechaço aos brutais atos de guerra dos Estados Unidos contra a Venezuela e a defesa da soberania nacional dos países da América Latina e do Caribe, pela paz na região.

Foto do Ato Público contra a Anistia aos golpistas de 8/1 na Praça Santos Andrade

O presidente Lula, na solenidade do ato, disse que se tratou de uma vitória “contra os traidores da pátria”. Salientou que o 8 de janeiro está marcado na história “como o dia da vitória da nossa democracia”. Vitória sobre os que tentaram tomar o poder pela força, sobre os que sempre defenderam a tortura e a ditadura; sobre os que planejaram o assassinato do presidente, do vice e do então presidente do Superior Tribunal Eleitoral. Vitória sobre “os que exigem cada vez mais privilégios para os super-ricos e menos direitos para quem constrói a riqueza do Brasil com o suor de seu trabalho”. Vitória “sobre os traidores da pátria, que conspiraram contra o Brasil para causar o caos na economia e o desemprego de milhões de brasileiros”. “Eles foram derrotados. O Brasil e o povo brasileiro venceram”.

Já o vice-presidente, Geraldo Alckmin, numa nítida alusão ao que se passa na América do Sul, disse que o Brasil não quer hegemonia, mas “uma rede de países livres, com prosperidade compartilhada”. E fez um importante, destaque: a soberania nacional é condição essencial para a democracia, pois “sem ela o regime democrático se transforma em um simulacro”.

Vale comparar: de modo antagônico, a data de 6 de janeiro [2021], na passagem do 5º ano da invasão do Capitólio, sede do parlamento dos EUA, por uma turba a mando do então candidato derrotado Donald Trump.  A Casa Branca, hoje comandada pelo pré-demente ditador neonazista Trump, criou um site no qual falseia os fatos e homenageia os golpistas trumpistas, que foram indultados por ele.

As importantes manifestações que aconteceram neste 8 de janeiro devem se desdobrar numa agenda crescente para pressionar o Congresso Nacional a manter o veto do presidente Lula. Embora difícil, devido à hegemonia do consórcio da direita e da extrema-direita no parlamento, não é impossível. Da votação ocorrida em dezembro, no Senado Federal, a direita obteve apenas sete votos além dos 41 necessários, enquanto na Câmara foram 34 além dos 257 votos indispensáveis, isto é, a maioria absoluta das duas Casas. (A maioria do número total de membros de cada uma das Casas Legislativas, e não o número de membros presentes em uma sessão.)

As bandeiras da soberania nacional e da democracia, nas circunstâncias atuais, confluíram. A ofensiva imperialista de Trump sobre a América Latina e o Caribe, escancaradamente em curso contra a Venezuela, já incide com ímpeto, em especial nas eleições presidenciais da Colômbia (maio) e no Brasil (outubro).

Além da condução política acertada do Brasil, de rechaço aos atos de pressão e guerra de Trump, de defesa da paz e da soberania, impõe-se que a campanha de reeleição do presidente Lula apresente um programa avançado, que abra caminho para o desenvolvimento soberano do país, sem o qual a democracia é fragilizada e os direitos do povo e dos trabalhadores ficam num patamar muito aquém do necessário.

terça-feira, 17 de junho de 2025

Brincando com a democracia na parada militar

Nenhum comentário:

São já quase cinco meses do segundo mandato de Donald Trump, e ele não está apenas cada vez mais transformando os EUA em uma autocracia com sua interminável corrente de abusos do Poder Executivo, mas também desperdiçando quantias significativas do dinheiro dos contribuintes enquanto desfruta dessa condição.

Na capa da edição de 23/06 da revista "The New Yorker", o artista David Plunkert faz uma charge mostrando mais um dos últimos excessos do presidente: o desfile militar para celebrar o aniversário de 250 anos do Exército, que coincide com o aniversário de 75 anos de Trump, em 14/06, que vai custar cerca de 45 milhões de dólares.

Imagens podem ser bons veículos para a ironia. "O Monumento de Washington [obelisco, com uma pirâmide no topo] levantando-se alto no pano de fundo é um bom contraponto de granito ao chapeuzinho de festa de Trump", graceja Plunkert.
---------------------------
Fonte: The New Yorker

terça-feira, 19 de março de 2019

Viralatismo, submissão e “inacreditável” visita de Bolsonaro à CIA

Nenhum comentário:
"O presidente da República disse que o Brasil caminhava para o socialismo, para o comunismo. É mentira. Também é grave que um presidente tenha entendimento tão fora da realidade sobre o país que governa", critica o jornalista Kennedy Alencar

do Jornal GGN, em 19/03

O jornalista Kennedy Alencar escreveu um artigo criticando a visita de Jair Bolsonaro e comitiva do governo aos Estados Unidos. Segundo o colunista, Bolsonaro emitiu sinais de despreparo intelectual, submissão, viralatismo e ainda surpreendeu negativamente com uma “inacreditável” visita à CIA – órgão do governo americano que tem histórico de envolvimento em espionagens e golpes de Estado – que era para ser secreta.

Dificilmente, presidentes de nações soberanas frequentam um local especializado em obter informações sobre governos e mandatários estrangeiros. (…) É inacreditável que Bolsonaro e o ministro da Justiça, Sergio Moro, tenham feito essa visita”, disparou.

Essa passagem pela CIA é mais uma evidência do despreparo e deslumbramento de integrantes do governo brasileiro. Soa como paixão por coisas hollywoodianas”, avaliou Alencar.

A visita acabou divulgada nas redes sociais por Eduardo Bolsonaro. Para Kennedy Alencar, o filho do presidente também demonstrou que manda mais do que o próprio ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

(…) a dispensa de vistos para turistas americanos [e canadenses, japoneses e australianos, sem nenhum benefício para os turistas brasileiros] é uma vitória do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) contra todo o corpo técnico do Itamaraty”, revelou Alencar.

O jornalista também criticou a frase de Jair Bolsonaro sobre sua vitória ter impedido o Brasil de transitar do socialismo para o comunismo. “É mentira. Também é grave que um presidente tenha entendimento tão fora da realidade sobre o país que governa.”

Ainda: “Que sinal Bolsonaro transmite com essa alfinetada nos militares? O sinal de um governo dividido, de baixo nível intelectual e diplomático.”