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domingo, 7 de junho de 2026

Trump vai interferir na eleição do Brasil?

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A hegemonia americana está no fim — e o Pix ajuda a explicar por quê. Cientista político vê sinais de declínio da influência norte-americana, e afirma que o sistema de pagamentos brasileiro desafia estruturas do poder financeiro.

Jornal GGN - 06/06/2026

As recentes tensões entre Estados Unidos e Brasil, a disputa tecnológica e financeira em escala global e o avanço de novas potências econômicas são, para o cientista político Leonardo Avritzer, sinais de uma mudança profunda na ordem internacional.

Em entrevista ao Jornal GGN, reproduzida no vídeo acima, o pesquisador afirma que o mundo vive um processo de transição no qual a hegemonia exercida pelos Estados Unidos desde o pós-guerra dá sinais claros de esgotamento.

Segundo Avritzer, as dificuldades enfrentadas por Washington para impor sua agenda em diferentes regiões do planeta, somadas ao fortalecimento econômico da China e ao surgimento de mecanismos alternativos de integração financeira, revelam um cenário cada vez mais multipolar.

Nesse contexto, o Brasil passa a ocupar uma posição estratégica, especialmente por iniciativas que ampliam sua autonomia tecnológica e financeira – e é nesse ponto que entra o Pix que, na visão do cientista político, representa mais do que uma inovação bancária bem-sucedida.

De acordo com Avritzer, o PIX simboliza a capacidade de países emergentes de desenvolverem soluções próprias, reduzindo a dependência de estruturas financeiras historicamente vinculadas aos interesses norte-americanos (como o sistema SWIFT).

O Pix incomoda os Estados Unidos”, afirma o cientista político. Na avaliação dele, a ferramenta se insere em um movimento global de busca por alternativas aos sistemas tradicionais de pagamentos e transferências internacionais, em um momento em que diferentes países procuram ampliar sua soberania econômica.

sábado, 6 de junho de 2026

PATRIOTARISMO: TariFlávio Bolsonaro e o 'patriotismo' que ele exige dos brasileiros

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Tariflávio Bolsonaro, o pré-candidato idiota, foi aos EUA dias atrás prestar vassalagem ao demente pedófilo Donald Trump e pedir (mais) medidas dos EUA que atacam o Brasil e seu povo. 

E Trump atendeu: quer acabar com o PIX do Brasil e está impondo novo tarifaço de 25% aos produtos brasileiros que são exportados para os EUA, tarifa que pode ainda ser acrescida de mais 12,5% (estes são por causa do PIX, porque os gringos desmatadores acham mentirosamente que por aqui se desmata demais e porque os produtos daqui seriam feitos com trabalho escravo).

Vendo, porém, as numerosíssimas reações contrárias nas redes sociais deste seu mais novo tiro no pé por conta de seu patriotismo às avessas, TariFlávio Rachadinha voltou à mídia para dizer que só ele, se eleger-se presidente da república este ano, será capaz de negociar bem com os EUA... E que o Lula é um mau negociador, seria arrogante e teria levado o Brasil ao isolamento internacional... Vê se pode!

Esse esquema do TariFlávio para sua 'diplomacia' é a velha conhecida política CARACU: os EUA entram com a cara e o Brasil entra com o... Os Bolsonaros querem os brasileiros ajoelhados e idolatrando loucos como Trump. Os Bolsonaros e seus suínos (perdão, porcos de verdade) aliados da extrema-direita querem o Brasil transformado em neocolônia dos decadentes Estados Unidos, como ilustra a figura acima. Os verdadeiros patriotas aqui no Brasil não deixarão e vão lhe impor uma surra eleitoral em outubro de 2026.

Fora traidores do Brasil! Toda a força em defesa da nossa soberania!
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Fonte da figura: revista The New Yorker.

sábado, 11 de outubro de 2025

Eduardo Leite, o pangaré da direita, não sai das pesquisas.

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Uma das perguntas que ninguém se dispõe a responder: por que Eduardo Leite ainda aparece nas pesquisas eleitorais para a eleição presidencial em 2026?


Por que Leite é citado, se pertence ao PSD e o candidato preferencial do PSD, e que aparece melhor nas pesquisas, é Ratinho Júnior?

Que poder tem Eduardo Leite junto aos donos dos institutos de pesquisa para incluir seu nome, se ele é sempre o pior colocado entre todos os candidatos que poderiam enfrentar Lula?

O que Leite faz nas pesquisas? Na última amostragem Genial Quaest, dessa semana, o G1 fez esse resumo da distância alcançada por Lula, que se afasta de todos os adversários:

• Lula está nove pontos à frente de Ciro Gomes (PDT);

• 10 pontos à frente de Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível;

• 12 pontos à frente de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Michelle Bolsonaro (PL);

• 13 pontos à frente de Ratinho Júnior (PSD);

• 15 pontos à frente de Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União) e Eduardo Bolsonaro (PL);

• e 23 pontos à frente de Eduardo Leite (PSD).

Em todo os cenários, Lula tem, no segundo turno, entre 40% e 47% e seus adversários, de Tarcísio a Caiado, ficam ao redor dos 30%. Menos Eduardo Leite.

Contra Leite, Lula obtém 45% e o governador fica com 22%. É uma performance de pangaré, que não justifica sua inclusão na pesquisa. Mas o Datafolha também tem citado o ex-tucano gaúcho.

O que Leite ganha com isso? Ganha muita exposição, para o que de fato irá disputar, uma das duas vagas ao Senado pelo Rio Grande do Sul.

Por algum vínculo com os donos dos institutos, Leite consegue o que Sergio Moro, por exemplo, não conseguiu nunca mais. Moro já foi abandonado como nome capaz de enfrentar Lula.

Mas Leite está lá. E a performance dele vem piorando a cada levantamento. Poderiam tirar o moço das pesquisas e colocar Magno Malta [em certas ocasiões conhecido como Magno 'Malte' 12 anos]. Dá na mesma, ou talvez Malta consiga números melhores.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Extremistas ameaçam “massacrar” negros, LGBTs e feministas da UFSM

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A Reitoria anunciou medidas de segurança para garantir o funcionamento da universidade e a circulação dos estudantes

Revista Forum – 06/10/2025

A Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) revelou, por meio de um comunicado, que vários setores da instituição receberam e-mails com ameaças de ataque contra estudantes.

De acordo com informações da deputada Fernanda Melchionna (PSol-RS), extremistas enviaram mensagens ameaçando “massacrar” estudantes negros, LGBTs e feministas.  Hoje pela manhã, diversos setores da UFSM receberam e-mails intimidatórios, com ameaças de massacre contra estudantes LGBTQIA+, negros e negras e feministas. Isso é um absurdo completo e não pode ser tratado com normalidade”, declarou a deputada.

O deputado federal Paulo Pimenta (PT), que foi estudante da instituição, também repercutiu as ameaças e afirmou que se colocou à disposição para ajudar.  Não vamos aceitar qualquer tipo de intimidação de grupos da extrema direita, grupos violentos que acham que vão nos intimidar com discurso de ódio e intolerância”, disse Paulo Pimenta.

A Reitoria informou que acionou a Brigada Militar, a Polícia Civil e a Polícia Federal, além de reforçar as rondas de segurança nas áreas dos campi da instituição.

Abaixo a nota da Reitoria da UFSM:

"Nota sobre ameaça à comunidade

Ontem (05), vários setores da UFSM receberam e-mail com ameaças à comunidade da UFSM. Tão logo recebeu e-mail, a Universidade Federal de Santa Maria acionou a Brigada Militar, a Polícia Civil e a Polícia Federal, além de informar a equipe de vigilância da instituição, que reforçou as rondas nas áreas dos campi.

O Gabinete segue atento às respostas das autoridades competentes.

As atividades na UFSM estão mantidas e pede-se cuidado com fake news geradas a partir dessa pauta: a comunicação oficial da UFSM é feita pelo site e redes sociais do Gabinete do Reitor e da UFSM.

Gabinete do Reitor
08h30 – 06/10/2025"
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COMENTÁRIO deste Blog: no site Intercept Brasil, um de seus jornalistas publicou recentemente matéria alertando sobre o surgimento de predisposição belicista de certos grupos fanáticos vinculados à extrema-direita, que estariam a fim de executar ações concretas violentas. Poucos dias depois, ocorre o episódio da agressão verbal e de cusparada contra a professora Diretora do Setor de Ciências Jurídicas da UFPR, Melina Fachin, em plena Praça Santos Andrade. Agora este caso das ameaças contra a UFSM.

Há que ligar os pontos. E aumentar o estado de vigilância e resistência a quem não sabe conviver na democracia, por falta total de ideias e propostas para o Brasil, ou por verem seus argumentos facilmente postos abaixo no debate franco e democrático. Isto vale tanto para toda a comunidade da UFPR, da UTFPR e da UNILA, como para as autoridades dirigentes dessas instituições, que devem cogitar em reforços nos esquemas de segurança interna nos campi.

sábado, 6 de setembro de 2025

Às vésperas da condenação, Bolsonaro é abandonado por líderes evangélicos

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A disposição de pastores que apoiaram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante seu governo e candidatura pela reeleição agora é limitada para apenas defendê-lo publicamente em seu julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Silas Malafaia segue como principal voz do evangelicalismo bolsonarista, mas, nos bastidores, líderes religiosos admitem certo cansaço com o processo e veem uma possível condenação como inevitável, o que esfriou os ânimos.

Segundo a Folha de S.Paulo, o grupo “Aliança” no WhatsApp, que reúne líderes influentes como Malafaia, Renê Terra Nova, Abner Ferreira e Estevam Hernandes, o conteúdo circulante resume-se majoritariamente a vídeos enviados por Malafaia. As manifestações são geralmente diluídas em defesa de uma genérica “liberdade de expressão e religiosa”, com contestações mais diretas ao julgamento partindo principalmente do pastor carioca.

Um pastor que preferiu permanecer anônimo comparou a situação atual à passagem bíblica em que discípulos de Jesus, em meio a uma tempestade, questionam se o barco resistirá. A metáfora ilustra o dilema de pastores que apoiaram Bolsonaro: alguns remam ao seu lado, enquanto outros aguardam para ver se o casco aguenta ou se precisarão abandonar a embarcação.

A Igreja Universal do Reino de Deus, importante ator na ascensão evangélica na política, mantém silêncio sobre o caso. Interlocutores avaliam essa postura como pragmática e prudente, considerando o futuro político incerto do ex-presidente.

Quando questionados, muitos líderes optam por não se manifestar, enquanto outros afirmam considerar o julgamento injusto. “O tempo é o senhor da história”, declarou o bispo Robson Rodovalho, da seita Sara Nossa Terra.

O apóstolo César Augusto, da Fonte da Vida, expressou preocupação com o “clima muito, muito ruim” da “guerra ideológica” no Brasil. “Espero que possamos ter bom senso e não acender o fósforo no barril de pólvora”, disse, acrescentando que a direita possui bons quadros para substituir Bolsonaro em 2026, se necessário, sem descartar Malafaia como possível candidato.


A apreensão do passaporte, celular e caderno de anotações de Malafaia pela Polícia Federal no mês passado gerou mais alvoroço entre a liderança evangélica do que o próprio julgamento de Bolsonaro. O pastor chegou a pedir manifestações públicas de apoio a colegas. O Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), fundado pelo próprio Malafaia, emitiu nota crítica à sua inclusão no rol de investigados.

O reverendo Augustus Nicodemus Lopes, reconhecido por sua autoridade teológica, manifestou solidariedade a Malafaia apesar de suas divergências públicas. Em vídeo para seus 1,4 milhão de seguidores no Instagram, criticou o “assédio contra um líder religioso”, afirmando que “ser parado, ter passaporte e celular tomados, e áudios vazados não pode se tornar ‘normal’, pois não existe crime de opinião”.

Enquanto a figura de Malafaia causa divisões, o entusiasmo em torno de Bolsonaro já não mobiliza grandes rebanhos como antes. Passeatas bolsonaristas não atraem tantos participantes, e os círculos de oração se tornaram menos frequentes. Pesquisas indicam que a base evangélica de Bolsonaro permanece sólida, mas menos disposta a se engajar ativamente em sua defesa, refletindo uma certa fadiga discursiva.

Para Vinicius do Valle, cientista político e pesquisador do campo religioso, é difícil prever os movimentos da cúpula evangélica bolsonarista. “Um ou outro pastor ainda se coloca de forma mais explícita a favor do ex-presidente, mas boa parte da liderança está ali quietinha, vendo o que vai acontecer para saber onde pular e a hora de pular, em qual barco for”, observou.

Valle também nota um descompasso entre a militância digital dos líderes e o cotidiano dos fiéis, apontando que o assunto ainda não se tornou prioridade nas comunidades, mas que isso pode mudar em breve.
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Fonte: Diário do Centro do Mundo, em 06/09/2025.

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Quanto mais Eduardo Bananinha fala, mais enterra o pai e a sonhada anistia

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O (ainda) deputado federal eleito por São Paulo e que nada faz pelo estado que o elegeu, Eduardo "Small Banana" Bolsonaro, cada vez mais enterra o ideal pelo qual luta: a anistia para todos os bandidos da tentativa de golpe de 2022-2023, a começar do seu pai inelegível.

Devia abrir a boca só para comer aquele sorvete de chocolate do qual tanto gosta e não para virar metralhadora de asneiras, bravatas e ameaças.

Vejam o vídeo acima, e entenderão.

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Bolsonaro erra nome da esposa em vídeo e passa vergonha com sua 'greve de chocolate'

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O vídeo acima é do Blog 'Galãs Feios', que interessa por duas coisas. Uma é que, já de cara, denotando algum nível de transtorno cerebral, o "Small Banana" troca o nome da esposa.  Ele é casado com Heloísa e no vídeo diz "Adriana".

A outra questão que ele cita é de partir o coração, tamanho o nível de sacrifício pela "pátria bolsonarista" (o mundo de fantasia onde vive o clã bolsonarista).  Vejam só, ele mostra no vídeo um pote de sorvete americano, que contém flocos de chocolate, mas não podia comer chocolate por ter feito uma promessa: a de não comer mais chocolate até que o governo do fascista maluco Trump sancionasse o juiz do STF Alexandre de Moraes. Como saiu há poucos dias uma sanção (praticamente inócua) contra o juiz brasileiro, baseado numa lei absurda chamada "Magnitsky", agora ele, Eduardo Bananinha, pode voltar a comer seu adorado chocolate.

Não é mesmo comovente?  Que grau enorme de devoção a uma causa fazer uma greve de fome de chocolate!  O Bolsonaro filho deve ter passado muitos dias de tormento e desespero, certamente, pela falta de chocolate.  Teve que ficar comendo só caviar e lagostas...

A propósito desses gestos tão nobres, recordo aqui trecho de um conto de Woody Allen chamado "Guia breve, porém útil, à desobediência civil".  Nele, o famoso cineasta descreve várias formas de luta contra os "opressores".  Na parte que trata da greve de fome, Allen explica:

"Uma variação da greve de fome (...) é a de recusar-se terminantemente a comer jiló.  Esse pequeno gesto, quando usado com eficiência, pode influenciar profundamente um governo, sendo bem conhecido o caso de Ghandi, cuja insistência em comer salada sem vinagre obrigou o governo britânico a muitas concessões.  Além disso, um grevista pode privar-se de muitas outras coisas, como  jogar biriba, sorrir para o carcereiro ou imitar um jumento."

Que desprendimento de Eduardo Bolsonaro! Merece uma estátua, nome de rua e de praça quando (se) voltar ao Brasil.

Por fim, alguém sabe qual o santo a quem se faz promessa para greve de fome de chocolate?  E quem é Adriana?

quinta-feira, 15 de maio de 2025

Sim, bolsonaristas iriam matar Lula

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Trama golpista: Polícia Federal revela áudios do agente Wladimir Soares detalhando plano para prender ministros do STF e disposição para "matar meio mundo" caso Bolsonaro autorizasse ação.

Ivan Longo - Revista Forum * 15/05/2025

Novos áudios obtidos e periciados pela Polícia Federal (PF), divulgados nesta quarta-feira (14) pelo "Jornal Nacional", da TV Globo, expõem detalhes chocantes da trama golpista que tentou impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022 para manter Jair Bolsonaro no poder. O agente da PF Wladimir Matos Soares (foto acima), de 53 anos, revelou em gravações que integrava um grupo armado e preparado para prender ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com autorização para uso de força letal.

As gravações, que foram anexadas ao inquérito e deram base à denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), expõem a disposição do grupo para ações violentas e o descontentamento de Wladimir com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que teria "dado para trás" de última hora.

Wladimir também expressou revolta com o Exército, afirmando que os generais "se venderam" ao governo Lula, o que teria comprometido o apoio militar esperado para a operação.

Em diversos áudios, o policial faz críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que ele perdeu a oportunidade de tomar uma atitude firme e derrubar a posse de Lula:

"Bolsonaro faltou um pulso para dizer: não tenho general, tenho coronel, vamos com os coronéis que a tropa toda queria. Só os generais que não deixaram."

Ouça AQUI trechos desse áudio do agente da PF que abriu o jogo macabro da tentativa de golpe de Bolsonaro.

quarta-feira, 23 de abril de 2025

A espantosa inutilidade de certos/as vereadores/as de Curitiba

Um comentário:

Vejam só que decisão de altíssimo valor e utilidade para os cidadãos de Curitiba: sessão da Câmara Municipal, ontem (22/4), aprovou a criação do "Dia dos CACs" (sigla para Caçadores, Atiradores e Colecionadores). Os bolsonaristas edis autores da aberração militarista foram Tathiana Guzella (União Brasil) e Eder Borges (PL, o partido do genocida inelegível e de tripas problemáticas).

A data em que os armamentistas gostariam talvez de sair atirando a torto e a direito, para comemorar, é 3 de agosto - 3/8 - pois esse número faz alusão ao calibre 38 das armas. Vinte e um imbecis da Câmara votaram na absurda proposta e oito vereadores com juízo a rejeitaram.

Segundo informa o Jornal Plural, na edição de hoje, "os vereadores Rodrigo Marcial (Novo), Guilherme Kilter (Novo), Da Costa (União Brasil) e Rafaela Lupion (PSD) defenderam o projeto. Para Marcial [sobrenome adequado, não é mesmo? Bélico], 'atividades legítimas, praticadas por cidadãos de bem, que cumprem rigorosamente a lei, são alvo de perseguição ideológica'”.

Em contraponto a esses criptofascistas, o jornalista José Marcos Lopes, do Plural, assinala que um "estudo do Instituto Sou da Paz, divulgado em agosto do ano passado, mostra que, desde 2016, CACs vêm sendo cada vez mais utilizados para facilitar o acesso a armas e munições por organizações criminosas. Foram dois casos em 2020; três em 2021; 11 em 2022; 12 em 2023; e 8 em 2024."

E, de fato, foi com esse objetivo que, no tenebroso mandato do genocida inelegível Bolsonaro, a legislação foi afrouxada para permitir a aquisição de praticamente todo tipo de arma, sem controle estrito sequer das Forças Armadas, e se deu a proliferação dos tais CACs. No começo do governo Lula-3, felizmente, esse "liberou geral" para instrumentos letais voltou a ter mais controle.

Há um filme no streaming (PrimeVideo), chamado "Uma Noite de Crime" ("The Purge", no original, que significa "A Purificação") em que se mostra um futuro distópico, ambientado nos EUA [tinha que ser...], em que o próprio governo institui um período de 12 horas, à noite, em que as pessoas estavam liberadas para praticarem todo tipo de violência, uns contra os outros, com a arma que fosse (tiro, facada, enforcamento, lança-chamas etc). A justificativa era que, com esse período de ultraviolência liberada, após as pessoas extravasarem sua truculência e cólera à vontade, nos outros 364,5 dias do ano elas iriam voltar a conviver pacificamente, sem ocorrências policiais.

Talvez com esse tipo de "futuro" bestializado delirem, embevecidos, certos "representantes do povo", intoxicados pelo discurso de morte, ódio e preconceito incitados pelo fascismo.

terça-feira, 22 de abril de 2025

Sicofantas do golpismo bolsonarista - mais seis tornados réus pelo STF

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou por unanimidade, nesta quarta-feira (22), a denúncia contra seis integrantes do chamado “Núcleo 2” da trama golpista que resultou nos ataques de 8 de janeiro de 2023. 


Todos os ministros seguiram o voto do relator, Alexandre de Moraes, que considerou as provas suficientes para transformar os acusados em réus por tentativa de golpe de Estado.

Os agora réus são: o general do Exército Mário Fernandes; o ex-assessor de assuntos internacionais Filipe Martins; o ex-assessor presidencial Marcelo Câmara; o ex-diretor da PRF Silvinei Vasques; a ex-subsecretária de Segurança do DF Marília de Alencar; e o ex-secretário-adjunto da Segurança do DF Fernando de Sousa Oliveira.

Eles respondem por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada e dano qualificado, com penas que podem chegar a 46 anos de prisão.

Em seu voto, Moraes destacou o papel ativo do grupo no planejamento golpista. “Todos os seis denunciados tiveram um papel ativo no planejamento de um golpe de Estado”, afirmou o ministro, lembrando que o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro admitiu em entrevistas ter tido acesso à minuta de golpe.

O relator também criticou as campanhas de desinformação sobre o caso. “As pessoas de boa-fé são enganadas pelas milícias digitais. Por isso, é importante que reflitam e se perguntem: se o que aconteceu no Brasil acontecesse em sua casa – se um grupo armado invadisse, destruísse tudo e tentasse colocar seu vizinho para comandar o local -, você defenderia anistia para essas pessoas?”, questionou Moraes.

Segundo a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República), o grupo atuou como “núcleo de gerentes” da tentativa de golpe, com funções específicas:

1. General Mário Fernandes
O militar da reserva do Exército é apontado como um dos idealizadores do chamado “Plano Punhal Verde Amarelo”, que previa o assassinato de autoridades como o presidente Lula, o vice Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes. Fernandes teria coordenado ações de monitoramento e neutralização de autoridades públicas. Preso desde novembro de 2023, o general representa a ala mais radical do grupo e mantinha estreita ligação com setores militares simpatizantes de Bolsonaro.

2. Filipe Martins
Ex-assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência durante o governo Bolsonaro, Martins é descrito na denúncia como o “jurista” do grupo. Formado em Direito pela Universidade de Brasília, teria sido responsável por elaborar e discutir mudanças na minuta golpista, além de fornecer suporte jurídico à tentativa de ruptura institucional. Conhecido por discursos inflamados nas redes sociais, era um dos ideólogos do bolsonarismo radical.

3. Marcelo Câmara
Coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência, Câmara atuava na equipe de Segurança Institucional do Palácio do Planalto. Segundo a PGR, foi um dos líderes do esquema de monitoramento de autoridades considerado essencial para o plano golpista. Teria trabalhado em conjunto com o general Fernandes na articulação do atentado contra o ministro Alexandre de Moraes. Sua experiência militar seria crucial para a operacionalização das ações.

4. Silvinei Vasques
Ex-diretor geral da Polícia Rodoviária Federal, Vasques é acusado de usar sua posição para articular operações policiais que dificultassem o deslocamento de eleitores de Lula no segundo turno das eleições. Com 30 anos de carreira na PRF, teria colocado a corporação a serviço do projeto golpista. A denúncia destaca que ele usou sua influência para coordenar ações que sustentassem a permanência ilegítima de Bolsonaro no poder. 

5. Marília de Alencar
Única mulher do grupo, a delegada da Polícia Federal ocupava o cargo de diretora de Inteligência do Ministério da Justiça durante os eventos de 8 de janeiro. Segundo a acusação, solicitou relatórios detalhados sobre os locais onde Lula obteve mais votos, especialmente no Nordeste, informação que seria usada para orientar as operações policiais contra eleitores petistas. Sua atuação teria sido fundamental para o mapeamento estratégico das ações.

6. Fernando de Sousa Oliveira
Delegado da Polícia Federal e ex-secretário-adjunto de Segurança Pública do DF, Oliveira era o número dois da segurança no Distrito Federal durante os ataques. A denúncia aponta que ele coordenou ações policiais para facilitar a invasão dos prédios públicos e garantir a impunidade dos manifestantes. Sua posição estratégica teria sido crucial para a execução dos atos violentos de 8 de janeiro.

Com a decisão, inicia-se formalmente a ação penal contra os acusados. Agora, defesas e acusação poderão requisitar produção de provas e ouvir testemunhas. O STF já marcou os julgamentos dos Núcleos 3 e 4 para maio, envolvendo militares de alta patente e apoiadores dos atos golpistas.

O ex-presidente Bolsonaro já é réu no processo desde março, quando o STF aceitou denúncia contra ele e outros sete integrantes do “Núcleo Crucial” da trama.

quinta-feira, 27 de março de 2025

25 e 26 de Março: datas para a História do Brasil

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Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (26), que Jair Bolsonaro e mais sete pessoas se tornam réus, e vão responder a um processo penal na Corte.

Os ministros da Primeira Turma Cristiano Zanin (presidente da turma), Luiz Fux, Carmem Lúcia e Flávio Dino seguiram o entendimento do relator do caso, Alexandre de Moraes, para quem a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) descreveu “satisfatoriamente fatos típicos” e defendeu que a acusação fosse aceita.

Além de Bolsonaro, vão ser julgados na ação penal Anderson Torres (ex-ministro da Justiça); Alexandre Ramagem, (ex-diretor da Abin); Augusto Heleno, (ex-ministro do GSI); Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa); Walter Braga Netto (ex-chefe da Casa Civil); Mauro Cid (ex-ajudante de ordens) e Almir Garnier (ex-comandante da Marinha).

Eles são acusados dos seguintes crimes: Abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Golpe de Estado, Organização criminosa, Dano qualificado ao patrimônio da União e Deterioração de patrimônio tombado.

O relator disse que o ex-presidente e seus aliados foram protagonistas de uma “tentativa de golpe de Estado violentíssima”.

Moraes não só descreveu o encadeamento dos fatos narrados na denúncia, mas também destacou a materialidade e o conjunto de provas envolvendo cada um dos acusados.

Desde os acampamentos pedindo intervenção militar, passando pelos atos do dia 12 de dezembro, quando houve tentativa de invasão da sede da Polícia Federal e incêndio de ônibus, depois a tentativa de explosão de bomba no aeroporto às vésperas do Natal, e culminando com o que narra a PGR no dia 8 de janeiro”, disse o ministro.

Ele elogiou a denúncia da PGR no sentido de que ela apresenta os fatos de maneira clara, circunstanciada e coerente, o que permite aos advogados de defesa “exercerem seu direito ao contraditório e à ampla defesa”.

A denúncia descreve as condutas criminosas, a materialidade e possibilita que as defesas possam exercer seu amplo direito, porque as ações sucessivas são descritas de forma coerente, clara, circunstanciada, todos os atos que a Procuradoria-Geral da República imputa aos denunciados”, explicou.

Durante sua argumentação, Moraes exibiu vídeo dos atos golpistas do 8 de janeiro para rebater as críticas sobre as mulheres que teriam sido presas apenas por estarem com “uma Bíblia ou um batom”.

Usando um chavão: uma imagem vale mais do que mil palavras. Essas imagens não deixam nenhuma dúvida da materialidade, da gravidade dos delitos praticados. Nenhuma Bíblia, nenhum batom. O que se viu foi violência, depredação e tentativa de subversão da ordem constitucional”, relatou o ministro.


Votos

Flávio Dino disse que a Constituição definiu como altamente gravosa as condutas dos acusados. “A Constituição não fala em pessoas armadas, mas em grupos armados. Pouco importa se a pessoa tinha arma de fogo ou arma branca. O que importa é que o grupo era armado. O grupo portava armas de fogo, armas brancas e assim sucessivamente”, disse Dino.

Para ele, a gravidade dos atos no 8 de janeiro não está na ausência de mortes. “Golpe de Estado mata. Não importa se é no dia, no mês seguinte ou alguns anos depois”.

No seu voto, Luiz Fux divergiu dos colegas quanto ao local do julgamento e defendeu que o caso fosse levado ao plenário da Corte. Ele também disse que pode ser avaliada ainda a possibilidade de que haja sobreposição entre os tipos penais (golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito).

É possível que haja o mesmo fato, coincidência de ambas as normas. Mas também é possível que, no curso da instrução, se chegue à conclusão de que há, na verdade, um conflito aparente”.

Não foi uma festinha de final de tarde, em que todo mundo resolveu comparecer e usar paus e pedras para arrebentar com tudo”, disse Carmem Lúcia. Ela condenou a ruptura institucional. “Ditadura mata. Ditadura vive da morte, não apenas da sociedade, da democracia, mas de seres humanos de carne e osso".

Para ela, houve uma sequência de fatos. “O que é preciso é desenrolar do dia 8 pra trás, para chegarmos a esta máquina que tentou desmontar a democracia. Porque isso é fato”, considerou.

Longe de ser uma denúncia amparada exclusivamente em uma delação premiada, o que se tem aqui são diversos documentos, vídeos, materiais que dão amparo àquilo que foi apresentado pela acusação”, disse Zanin no seu voto, referindo-se a tentativa de anulação da delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

segunda-feira, 24 de março de 2025

Grupo terrorista no Brasil: ele existe

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Nos acampamentos dos quartéis do Exército, nasceu uma organização criminosa que está disposta a matar e morrer por uma só pessoa: Jair Messias Bolsonaro.

Paulo Motoryn - Intercept Brasil * 22/03/2025

Desde o fim de 2022, investigar a rede bolsonarista por trás dos ataques golpistas se tornou um trabalho de alto risco. Nos últimos dias, como talvez você já saiba, experimentei isso na pele.

Depois que revelamos a vida tranquila e impune de um foragido do 8 de Janeiro na Argentina, fui alvo de ameaças de morte e tive meus dados pessoais expostos em redes sociais – além de uma série de outros crimes igualmente informados às autoridades competentes.

O ataque não veio de um único ponto, mas de uma rede organizada. Quando percebi que as coisas estavam em um nível muito maior do que estou acostumado, fiz o que sempre faço ao investigar políticos e empresários: segui os rastros digitais, identifiquei alguns dos responsáveis e “puxei a capivara” de um por um – ou seja, busquei em fontes públicas informações dos autores.

Em tese, a maioria, na rua, não intimidaria ninguém. Mas, no ambiente digital, são operadores de uma máquina de destruição especializada em desestabilizar, praticar violência digital e cometer crimes de ameaça. Por alguns minutos, cheguei a relaxar. Foi aí que me lembrei do caso de Francisco Wanderley Luiz, o "Tio França".

Quase dois anos após o atentado contra a democracia do 8 de Janeiro, Tio França planejou um ataque a bomba no Supremo Tribunal Federal. Levou explosivos ao prédio do tribunal, mas não conseguiu entrar. Lançou alguns rojões na direção do STF e, ao ser confrontado, resolveu cometer suicídio em frente à estátua da Justiça.

Embriagado pela ideologia bolsonarista, Tio França quis fazer de sua morte um ato político. E ele não era um lobo solitário, um maluco qualquer. Era um fanático forjado pelos discursos de Jair Bolsonaro contra a democracia, especialmente contra o STF – como muitos dos que me ameaçaram, como tantos que estão na Argentina.

Tio França e Josiel Gomes, o "007", foragido que encontrei em Buenos Aires, têm muito em comum – e não é só o tom meio patético do figurino de um e do apelido do outro. Os dois eram comerciantes de cidades do interior do país, com faixa etária similar, tiveram candidaturas fracassadas a vereador no histórico político, e, por fim, foram submetidos a um processo de radicalização acelerada.

Tio França comprou uma bomba e armou um plano para destruir o STF. Josiel comprou equipamentos militares e foi preso encapuzado, incendiando uma viatura policial. Abriram mão da família e da própria vida em nome de uma pessoa: Jair Messias Bolsonaro.

Os dois são rostos que vieram a público de uma mesma organização: um grupo criminoso e terrorista que habita o seio do bolsonarismo.

Não são todos nem a maioria, mas há uma parcela, violenta e radicalizada, amparada por advogados, empresários e políticos de alto calibre, que é, sim, uma organização criminosa e terrorista. E não pode ser ignorada nem normalizada.


QG’s: a origem do grupo criminoso
É possível enxergar vários marcos fundadores desse grupo. Mas, para simplificar, basta voltar pouco mais de dois anos no tempo e lembrar que os acampamentos montados em frente a quartéis não foram apenas pontos de protesto. Eles foram, como alertou Flávio Dino antes mesmo do 8 de Janeiro, "incubadoras de terroristas". O tempo provou a precisão dessa avaliação.

Foi dali que saíram os criminosos que incendiaram ônibus e tentaram invadir a sede da Polícia Federal em Brasília, em 12 de dezembro de 2022. Foi ali que se organizou a tentativa de atentado a bomba no aeroporto da capital federal. E foi desses acampamentos que partiu a invasão criminosa à Praça dos Três Poderes no 8 de Janeiro.

Esses atos não foram espontâneos nem desorganizados. O que documentamos ao longo de meses de investigação foi a existência de uma estrutura paramilitar, financiada por empresários, respaldada por advogados e organizações da extrema direita, e estimulada por políticos bolsonaristas — muitos deles ainda em pleno exercício de seus mandatos.

O que vi na Argentina, e os ataques que sofri depois, me fazem ter certeza que 8 de Janeiro não foi o fim. Mas apenas mais um marco dentro de um processo de radicalização que começou nos acampamentos e evoluiu para atentados terroristas. Essa violência não desapareceu com o início do governo Lula ou da desmontagem dos acampamentos, a partir de 9 de janeiro de 2023.

Basta um olhar atento aos atores envolvidos na tentativa de golpe para notar um aprofundamento dessa radicalização, com células organizadas em sigilo e a ampliação considerável de suas conexões internacionais. A ida de foragidos para a Argentina, sob o governo de Javier Milei, e o respaldo de Donald Trump nos Estados Unidos, evidenciam essa articulação global.

Enquanto espera a hora de seu líder voltar ao poder, no Brasil, as táticas extremistas seguem se espalhando: recrutamento digital, militarização do discurso e uso da violência como ferramenta política.

A máquina do terror bolsonarista continua ativa. Se não for enfrentada e criminalizada, seguirá fazendo novas vítimas – até que não reste mais nenhuma.

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

A vida boa dos líderes do homem-bomba em Santa Catarina

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Um dos debates mais intensos e mais cansativos, desde as explosões na Praça dos Três Poderes, se dá em torno das possíveis anormalidades de comportamento do homem-bomba.


Se era transtornado, atormentado ou se estava em surto. É preciso encontrar uma patologia psíquica que explique o desatino do morto, que acusava William Bonner de ser comunista, e ao lado de José Sarney.

E assim vai ficando submersa, como se fosse uma subpauta, a pauta maior sobre o que essa figura representa: Francisco Wanderley Luiz, o Tio França, era um soldadinho e se junta, agora como primeira vítima fatal, aos transtornados, atormentados e desatinados do 8 de janeiro de 2023.

Tio França era quase nada na estrutura do fascismo que ainda lateja. Apenas produziu o gesto mais espetacular. Os líderes dele no seu Estado, todos encobertos, ficam mais protegidos. Nem a grande imprensa deseja expô-los, porque ainda têm o poder do dinheiro.

Tio França era da mesma turma de Fátima de Tubarão. E deveria ter afinidades com os grupos de atormentados que chegaram a tentar conexões com marcianos pelo celular, nos acampamentos armados no entorno dos quartéis.

Tinha o mesmo perfil dos alucinados que cantavam o hino nacional para um pneu no meio da estrada bloqueada. Pode ter sido negacionista, antivacina, anticiência. Deve ter pregado o terraplanismo com ardor. Tudo normal.

Mas continuará sendo, na sua normalidade, apenas um soldado da extrema direita, o primeiro a ter tombado. Um soldadinho raso empurrado para uma guerra em que os generais fardados e civis não aparecem.

Tio França era de Rio do Sul, no entorno do triângulo do mais intenso ativismo bolsonarista de Santa Catarina, formado por Balneário Camboriú, Brusque e Itajaí. Era ligado ao PL de Bolsonaro e sem relevância no partido, como quase todos os que invadiram Brasília.

Tão irrelevante quanto os que fecharam estradas por ordem dos patrões golpistas donos de transportadoras e de caminhões de grandes lojas do varejo. Tão sem importância que não terá nenhuma homenagem dos parceiros no velório.

E discutem se era um homem transtornado, pela separação da esposa, e se isso explica seu desatino. Quando se sabe que todos os que fazem o que ele fez estão sob tormentos pessoais ou coletivos.

Visto assim, como avulso, o homem-bomba favorece a tentação do clichê do lobo solitário, do sujeito que decide acabar com a vida fazendo um gesto político em direção aos seus. Vou morrer, mas também vou tentar matar Alexandre de Moraes, ou só fingir que tentei.

O homem foi mesmo um recruta nas mãos de chefões impunes do Estado mais extremista e mais furiosamente bolsonarista. Com os mais dedicados grandes empresários à causa do golpe.

Gente poderosa, tão poderosa que até hoje não foi alcançada pelo sistema de Justiça. Que leva uma vida boa, continua articulada e conta com figuras como Tio França para que a guerra continue, mesmo que de forma caótica.

O homem-bomba não é, pelo fato de que morreu, um ativista fora da curva. Ele é mais um mané levado ao sacrifício pelos que quase nunca aparecem, que ainda financiam o extremismo, que sustentaram o gabinete do ódio e que hoje estão quietos.

Vamos deixar de lado essa tentativa de identificar as síndromes do homem-bomba, porque o nome disso é escapismo. Dediquem-se ao que está por trás do seu gesto: o poder intacto do QG do fascismo, no Estado mais estigmatizado pelo bolsonarismo.

terça-feira, 20 de agosto de 2024

A grande mídia está se alinhando com a “nova face do bolsonarismo”

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O ex-ministro José Dirceu (PT) publicou um artigo na Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (19) na qual comenta a série de reportagens dos jornalistas Glenn Greenwald e Fábio Serapião que tem como alvo o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e mensagens supostamente comprometedoras trocadas por seus assessores. Confira trechos:

"Causa estranheza o destaque dado pela Folha à denúncia de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, teria agido fora dos ritos ao solicitar, por meio de auxiliares, que o Tribunal Superior Eleitoral — do qual à época era presidente (ele dirigiu a corte de agosto de 2022 a junho de 2024) — produzisse relatórios para embasar o inquérito das fake news. O inquérito foi aberto por ele ainda em 2019, contra jornalistas e comunicadores que insistiam em disseminar notícias falsas contra o sistema eleitoral, os tribunais superiores e seus ministros, pregando o discurso do ódio. (…)"

"É importante notar que a denúncia foi muito bem embalada para ter ampla repercussão. A reportagem que a sustenta tem coautoria de Glenn Greenwald, jornalista estadunidense responsável pela denúncia da Vaza Jato, cujos documentos foram fundamentais para anular os processos contra o presidente Lula, reconhecer sua inocência e restituir seus direitos políticos. Imediatamente, os bolsonaristas passaram a pedir o impeachment de Moraes e defender que todas as punições dadas por ele sejam revistas. Querem, ainda, anistia para os golpistas de 8 de janeiro de 2023 e para o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro — tanto em torno dos primeiros quanto do segundo o cerco vai se fechando.(…)"

"Também chama a atenção que a denúncia tenha repercutido nas redes de direita no exterior e tenha sido comentada por Elon Musk, dono do X (ex-Twitter) e crítico de Moraes, a quem acusa de cercear a liberdade de expressão com seu inquérito das fake news, através do qual determinou a suspensão de contas de extremistas em redes sociais. Musk, um sul-africano que se fez bilionário nos Estados Unidos e é dono de várias empresas de tecnologia, é apoiador declarado de Donald Trump, que, como Bolsonaro e seus seguidores, é adepto da disseminação de mentiras nas redes sociais. (…)"
 
"Não resta dúvida de que a denúncia, que já começou a refluir, mostrou que a extrema direita está muito ativa e atenta a todos os movimentos de que possa se aproveitar para fortalecer sua posição em direção ao seu projeto de poder para 2026. Mostrou também o quanto setores da sociedade e da mídia tentam se alinhar com a nova face do bolsonarismo, que responde pelo nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas — a “suíte” [no jargão jornalístico, reportagem que explora os desdobramentos de um fato noticiado] saiu da Polícia Civil paulista. (…)"
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Fonte: via Diário  do Centro do Mundo, de 19/08/2024

terça-feira, 16 de maio de 2023

Flávio Dino, o bolsonarismo e Conde Drácula

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Ontem, às 18h00, na BandNews FM, no programa "O É da Coisa", o jornalista Reinaldo Azevedo entrevistou ao vivo o ministro da Justiça Flávio Dino. Logo no ínicio, o ministro expressou divertida metáfora sobre seus inquiridores bolsonaristas nas sessões no Congresso.

"Em algum ponto da Transilvânia, Drácula, o monstro, dorme em seu caixão forrado de cetim, esperando pela noite. Como a exposição aos raios solares faz-lhe mal à pele, podendo até destruí-lo, ele se mantém protegido na sua tumba, a qual ostenta, gravado em prata, o nome de sua família. Chega então a hora das trevas e, guiado por seu miraculoso instinto, o demônio emerge da segurança de seu esconderijo e, assumindo as pavorosas formas do morcego ou do lobo, erra pelas redondezas, bebendo o sangue de suas vítimas. Finalmente, antes que despontem no céu os primeiros raios de seu arquiinimigo, o sol, ele volta ao jazigo e dorme, à espera de que o ciclo recomece.

Neste momento ele começa a se mexer. O bater de suas pálpebras é a reação a um instinto secular e inexplicável de que o sol está se pondo e que chega a sua hora. Está particularmente sedento esta noite e, enquanto permanece deitado, já totalmente desperto, vestido com sua capa negra por fora e vermelha por dentro, aguarda que a noite a tudo envolva para que abra a pesada tampa do caixão. Entrementes, decide quais serão as suas vítimas àquela noite. Por que não o padeiro e sua mulher? São suculentos, disponíveis e ingênuos. A lembrança do desavisado casal, cuja confiança ele cultivou cuidadosamente, excita de maneira quase febril a sua sede de sangue, e ele mal pode esperar mais alguns segundos para sair em busca de sua presa.

E, de repente, ele sabe que o sol se pôs. Como um anjo do inferno, levanta-se rapidamente e, transformando-se num morcego, adeja diabolicamente até a cabana de suas vítimas. (...)"

Os parágrafos acima em itálico são de um conto de Woody Allen sobre o dia em que o conde Drácula se ergue de seu caixão porque está escuro, ele acha que já é noite, mas na verdade é um dia de eclipse solar...

Citamos apenas para dar um sabor a mais ao que Flávio Dino falou no programa de rádio sobre o comportamento dos bolsonaristas, deputados e senadores, que o convocam para tentar questionar e encurralar, mas até agora só tomaram invertidas - e das boas.

Dino disse que esses bolsonaristas furiosos, hidrofóbicos, parecem o conde Drácula, não suportam a luz do sol da verdade, dos fatos e argumentos sólidos, fogem desesperadamente dela como  faz o vampiro das estórias, com medo de virar pó.

E para quem quiser saber como continua o engraçadíssimo conto de W. Allen, clique aqui.

domingo, 14 de maio de 2023

Michelle fura a fila e passa na frente de Carluxo

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Está fechado o cerco em torno de Michelle Bolsonaro, a partir do vazamento de conversas de assessoras da ex-primeira dama com o coronel Mauro Cid, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que está preso.

Por Moisés Mendes, em seu Blog - 13/05/2023

O que apareceu é óbvio demais para ser apenas suspeita. Havia um esquema de saque e transferência de dinheiro vivo para pagar as contas de Michelle.

Com evidências de que era dinheiro público misturado a dinheiro privado de origem duvidosa. O coronel Mauro Cid centralizava um grupo que se encarregava do leva e traz da dinheirama.  As movimentações eram feitas para pagar contas pessoais de Michelle. O dinheiro dava lastro a um cartão de crédito em nome de Rosimary Cardoso Cordeiro, que era usado por Michelle. O dinheiro assegurava saldo ao cartão.

Rosimary era, claro, 'laranja' de Michelle. O UOL teve acesso a conversas em que as assessoras Cintia Borba Nogueira e Giselle dos Santos Carneiro da Silva trocam informações entre si e com Mauro Cid.

O tema de muitas dessas conversas é o risco com as movimentações de dinheiro e o uso do tal cartão. Elas estão com medo de que dê rolo.  Mauro Cid diz nas conversas que Bolsonaro está sabendo das movimentações.

O UOL teve acesso até a uma troca de informações sobre o pagamento da mensalidade de um plano de saúde de um irmão de Michelle.  Cid queria que o valor fosse pago fora do esquema oficial do Planalto, mas acabou admitindo a quitação e encaminhou a ordem de pagamento ao grupo de assessoras. E o carnê foi pago com dinheiro público.

Cid também fez saques da conta pessoal de Bolsonaro. E o dinheiro foi repassado a uma tia de Michelle.

Tem mais. A empresa Cedro do Líbano Comércio de Madeiras e Materiais para Construção, com contratos com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), estaria enviando dinheiro a Michelle, através dos prepostos e 'laranjas'.

O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, Lucas Rocha Furtado, espera que o TCU entre nas investigações.  Furtado pediu que o TCU participe de força-tarefa com a Polícia Federal e a CGU (Controladoria-Geral da União) para investigar as despesas de Michelle.

O interessante é que não apareceram ainda conversas cruzadas de Michelle com as assessoras ou com Mauro Cid, porque ele, o coronel, é o investigado, mas a ex-primeira-dama poderia ter sido flagrada. Como aconteceu com as assessoras.

A partir de agora tudo pode acontecer, porque Michelle furou a fila, num momento em que o mais exposto e candidato a cair a qualquer momento era Carluxo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Bolsonaro, a Maçonaria e o próprio veneno

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Nada mais definidor – e assustador – do processo que está usando a fé religiosa como plataforma eleitoral do que a atitude do bispo Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus.

Por Fernando Brito, no Blog Tijolaço

Ontem, ao preparar-se para receber Jair Bolsonaro, o bispo Samuel ameaçou a imprensa caso registrasse o encontro:

“Receberemos aqui algumas autoridades que foram convidadas por nós. Somente esses e membros da igreja podem permanecer aqui. Se algum órgão de imprensa não autorizado estiver presente saiba que está atrapalhando o bom andamento desta assembleia e saiba que pode ser processado por atrapalhar o culto em local que é guardado pela Constituição. […] Esse é um assunto de família”.

Não foi só. Os repórteres Mariana Zylberkan, Carlos Petrocilo e Renan Marra, da Folha, registram que “no momento em que Bolsonaro subiu ao púlpito, seguranças da igreja pediram aos fiéis que desligassem os celulares”.

As igrejas evangélicas, assim, viraram palcos de comícios. E o debate sobre o país – em lugar de ser sobre crise, fome, pobreza – vira maçonaria, satanismo, banho de pipoca e congêneres.

Segundo escreve o comentarista Otávio Guedes, da Globonews, o termo “maçonaria” ficou durante oito horas no ranking dos 10 assuntos mais comentados no Twitter mundial. Sim, mundial. “Bolsonaro satanista” também ficou quatro horas como o assunto mais comentado no mundo todo. Segundo levantamento do analista de dados de redes sociais Pedro Barciela, as palavras “maçonaria” e “Bolsonaro” foram as mais buscadas ontem no Google, no Brasil.

Sim, Bolsonaro até provou um pouco do seu próprio veneno, com esta história aloprada da maçonaria. Sentiu o golpe, é verdade, mas não será aí que vai colher a derrota.

Por mais que haja quem vote abduzido pelas maluquices que eles espalham – terra plana, vacina-jacaré, kit-gay, fechar igrejas etc – Lula ficou a meros 1,6% da vitória porque, apesar das mentiras, existe a vida real: a das dificuldades de morar, de comer, de vestir, de ter saúde, de que seus filhos tenham futuro.

A mentira, com suas pernas curtas, vai ficar para trás e a realidade vai se impor, se não nos deixarmos levar por esta transformação da política em uma espécie de seita.

Foco na vida real é o que importa.
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Charge: Nando

domingo, 11 de setembro de 2022

Um impulso genético para os cérebros humanos contemporâneos

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Pesquisadores apontaram uma fatídica mutação genética que pode ter contribuído para uma vantagem cognitiva para os seres humanos modernos sobre os Neandertais. Testes de laboratório sugerem que uma simples mudança no gene TKTL1 em última instância leva o cérebro a desenvolver mais neurônios. 

A versão Neandertal do TKTL1 ainda existe em homens da atualidade, embora muito rara e ainda não se sabe se isso causa alguma doença ou diferenças cognitivas.
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Comentário: olhem só. Pode ser que os bolsonaristas, além do próprio “mito” que quer a todo custo se reeleger, sejam portadores da versão não atualizada do gene TKTL1 do homem primitivo. E por isso são os zumbis fanáticos ignorantes que se vê fazendo barbaridades por aí. Pouco neurônio…
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quinta-feira, 10 de junho de 2021

Combater a barbárie fascista. Prestar ativa solidariedade a Manuela e Laura

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A ampla solidariedade que a ex-deputada e candidata a vice-presidenta da República em 2018 pela aliança PT/PCdoB, Manuela d’Ávila, vem recebendo diante das ameaças de violência contra ela e sua filha Laura, de cinco anos de idade, revela a gravidade do momento político vivido pelo país. Este Portal tem mostrado o alcance da resposta dos segmentos democráticos e civilizados da sociedade, assim como o apoio ao abaixo-assinado que pede a investigação e punição aos criminosos.

São várias as implicações contidas nessa manifestação de barbárie. O ódio concentrado contra Manuela d’Ávila decorre da sua condição de mulher jovem e decidida nos seus propósitos progressistas, fato repetido sistematicamente desde o princípio de sua projeção como liderança política. A atual ameaça, que chega ao seu mais sagrado sentimento, o de mãe, atinge o ápice da sordidez. A enérgica indignação despertada parte desse ponto e percorre o espectro de toda a luta da civilização contra a barbárie.

A covardia inominável é típica dos que temem Manuela d’Ávila como símbolo de todas as mulheres e homens que combatem a opressão de gênero e atinge, frontalmente, o pensamento democrático e civilizado. Decorre da ideologia que não se amolda ao debate democrático por ter na violência seu método de ação. Consequentemente, a agressão a Manuela d’Àvila e a sua filha diz respeito a todos os direitos humanos. É o pronunciamento da anti-regra da barbárie, da afronta ao Estado Democrático de Direito.


Tudo isso é resultado da ascensão do bolsonarismo, um projeto de poder confessadamente inimigo da civilização, que propaga a intolerância e o obscurantismo. É do caldo do neofascismo bolsonarista que emergem essas ações nefastas que, a exemplo do que ocorre com Manuela d’Ávila, se reproduz em várias dimensões pelo país afora. Sua conduta bárbara, com apologia cotidiana a todo tipo de violência, mostra, sem subterfúgios, o que ele e seus asseclas pensam sobre como pretendem governar o país.


A agressão a Manuela d’Ávila e a sua filha tem essa dimensão. Suas raízes estão nos processos políticos históricos que fizeram escola ao se aproveitarem das crises graves e sistêmicas para semear discórdia por meio de mentiras e manipulações políticas, para apresentarem a violência como solução. A história da humanidade registra verdadeiras tragédias resultantes dessa ideologia.

A grave crise de agora se apresenta como seara para os expoentes desse pensamento semear tragédias e reinar no caos. Enfrentar com firmeza essa grave ameaça é dever de todos os democratas. Manuela d’Ávila e sua filha Laura são símbolos dessa resistência. A solidariedade que a consciência democrática presta a Manuela d’Ávila e sua filha é extensiva a todas as mulheres, a todos os cidadãos, vítimas do neofascismo, da misoginia, do racismo e da homofobia.
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