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domingo, 11 de janeiro de 2026

A frágil chama da democracia e da soberania nacional

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"A democracia e a soberania nacional podem ser frágeis chamas entrelaçadas, que correm risco de se apagar se atingidas por fortes ventanias reacionárias e golpistas.  Cabe ao povo, em última instância, protegê-las de tais sombrios ventos e defendê-las".

O 8 de Janeiro, data símbolo da luta em defesa democracia e do combate ao golpismo, teve como ponto alto um ato cívico no Palácio do Planalto, no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, expressando uma exigência da maioria da nação, vetou, integralmente, o projeto de lei da dosimetria , aprovado pela maioria de direita nas duas Casas do Congresso Nacional.

Tal projeto é um retrocesso, pois abranda as penas de Jair Bolsonaro, de generais e demais golpistas, definidas em julgamento legítimo pelo STF em 2025. São criminosos que tentaram sepultar o regime democrático e impor um regime autoritário, ditatorial. São penas de prisão, com durações variáveis, das quais os condenados reclamam muito, mas é bom lembrar que há países, como a Alemanha, que aplicam pena de morte em casos de tentativa de Golpe de Estado!

David Alcolumbre e Hugo Motta, presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, respectivamente, não compareceram ao ato do dia 8/1/2026, mas estiveram presentes parlamentares do campo democrático, popular e patriótico.

Além do ato no Palácio do Planalto, houve uma solenidade no Supremo Tribunal Federal (STF), que cumpriu em 2025 papel determinante para a punição inédita dos golpistas, apesar do conluio da extrema-direita brasileira e do governo estadunidense de Donald Trump, que resultou no tarifaço e nas agressões ao STF.

Na praça dos Três Poderes, em Brasília, e em várias outras cidades do país, as centrais sindicais, as entidades estudantis, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo, os partidos da esquerda – como PCdoB, PT e PSOL – realizaram manifestações de rua. Em Curitiba, o Ato ocorreu na Praça Santos Andrade, diante do prédio histórico da UFPR, ao final da tarde do dia 8, ficando todos firmes apesar do forte aguaceiro que caiu.  Além do apoio ao veto do presidente Lula, ecoou forte o rechaço aos brutais atos de guerra dos Estados Unidos contra a Venezuela e a defesa da soberania nacional dos países da América Latina e do Caribe, pela paz na região.

Foto do Ato Público contra a Anistia aos golpistas de 8/1 na Praça Santos Andrade

O presidente Lula, na solenidade do ato, disse que se tratou de uma vitória “contra os traidores da pátria”. Salientou que o 8 de janeiro está marcado na história “como o dia da vitória da nossa democracia”. Vitória sobre os que tentaram tomar o poder pela força, sobre os que sempre defenderam a tortura e a ditadura; sobre os que planejaram o assassinato do presidente, do vice e do então presidente do Superior Tribunal Eleitoral. Vitória sobre “os que exigem cada vez mais privilégios para os super-ricos e menos direitos para quem constrói a riqueza do Brasil com o suor de seu trabalho”. Vitória “sobre os traidores da pátria, que conspiraram contra o Brasil para causar o caos na economia e o desemprego de milhões de brasileiros”. “Eles foram derrotados. O Brasil e o povo brasileiro venceram”.

Já o vice-presidente, Geraldo Alckmin, numa nítida alusão ao que se passa na América do Sul, disse que o Brasil não quer hegemonia, mas “uma rede de países livres, com prosperidade compartilhada”. E fez um importante, destaque: a soberania nacional é condição essencial para a democracia, pois “sem ela o regime democrático se transforma em um simulacro”.

Vale comparar: de modo antagônico, a data de 6 de janeiro [2021], na passagem do 5º ano da invasão do Capitólio, sede do parlamento dos EUA, por uma turba a mando do então candidato derrotado Donald Trump.  A Casa Branca, hoje comandada pelo pré-demente ditador neonazista Trump, criou um site no qual falseia os fatos e homenageia os golpistas trumpistas, que foram indultados por ele.

As importantes manifestações que aconteceram neste 8 de janeiro devem se desdobrar numa agenda crescente para pressionar o Congresso Nacional a manter o veto do presidente Lula. Embora difícil, devido à hegemonia do consórcio da direita e da extrema-direita no parlamento, não é impossível. Da votação ocorrida em dezembro, no Senado Federal, a direita obteve apenas sete votos além dos 41 necessários, enquanto na Câmara foram 34 além dos 257 votos indispensáveis, isto é, a maioria absoluta das duas Casas. (A maioria do número total de membros de cada uma das Casas Legislativas, e não o número de membros presentes em uma sessão.)

As bandeiras da soberania nacional e da democracia, nas circunstâncias atuais, confluíram. A ofensiva imperialista de Trump sobre a América Latina e o Caribe, escancaradamente em curso contra a Venezuela, já incide com ímpeto, em especial nas eleições presidenciais da Colômbia (maio) e no Brasil (outubro).

Além da condução política acertada do Brasil, de rechaço aos atos de pressão e guerra de Trump, de defesa da paz e da soberania, impõe-se que a campanha de reeleição do presidente Lula apresente um programa avançado, que abra caminho para o desenvolvimento soberano do país, sem o qual a democracia é fragilizada e os direitos do povo e dos trabalhadores ficam num patamar muito aquém do necessário.

terça-feira, 15 de julho de 2025

PGR pede condenação do golpista Bolsonaro

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi o “principal articulador, maior beneficiário e autor dos mais graves atos executórios voltados à ruptura do Estado Democrático de Direito”. A declaração está no documento de alegações finais apresentado pela PGR no processo que apura a tentativa de golpe de Estado.

Segundo a PGR, depois das provas coletadas pela PF e toda informação reunida até aqui nos primeiros trabalhos realizados pelo STF, o ex-presidente Jair Messias aparece claramente como líder principal da organização criminosa golpista, com papel central na articulação e execução dos atos antidemocráticos após as eleições de 2022.

“Em última análise, o exame dos fatos e das evidências revela que Jair Bolsonaro desempenhou um papel central na orquestração e promoção de atos antidemocráticos”, afirma o texto enviado ao Supremo Tribunal Federal.

Com esses procedimentos, Gonet afirma a necessidade de condenação de Bolsonaro e dos demais sete réus do "Núcleo 1" do golpe de Estado.  Agora, o STF realiza os últimos encaminhamentos do julgamento, que culmina com a aplicação das penas de prisão.
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Com informações do site DCM


quinta-feira, 29 de maio de 2025

Seja otário: doe PIX para a Familícia Bolsonaro

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A abertura de um inquérito contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), determinada por Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), aumentou a tensão entre aliados de Jair Bolsonaro (PL) e reforçou o temor de que o ex-presidente possa ser preso em breve, conforme informações da colunista Malu Gaspar, do Globo.


Na última segunda-feira (26), Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizou a investigação contra o “filho 03” de Bolsonaro por ter atuado, nos Estados Unidos, para que o governo de Donald Trump aplicasse sanções contra ministros do STF.

No mesmo despacho, Moraes determinou que Jair Bolsonaro compareça à Polícia Federal (PF) para prestar depoimento em até dez dias. A ordem se baseia em uma declaração anterior do ex-capitão, na qual ele afirma ser “o responsável financeiro pela manutenção de Eduardo Bolsonaro em território americano”.

Eduardo está licenciado do mandato e vive nos EUA desde fevereiro. Entre os crimes que estão sendo investigados pela PF estão obstrução de Justiça, organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo.

A possibilidade de medidas mais duras, como prisão preventiva ou bloqueio de bens, deixou o entorno de Bolsonaro em alerta. Segundo aliados, ele tem demonstrado preocupação constante com o avanço das investigações e com a possibilidade de ser alvo de novas decisões de Moraes, mesmo que a apuração contra Eduardo ainda esteja em fase inicial.

“A prisão preventiva de Bolsonaro, que parecia fora de propósito, pelo menos neste momento, agora passou a ficar mais concreta. O risco é real”, disse uma fonte próxima ao caso. “Quando Moraes determina o depoimento de Bolsonaro, quer insinuar que o ex-presidente está financiando alguém que está cometendo um crime agora, no exterior – no caso, o Eduardo.”


Despesas de Eduardo nos EUA
Bolsonaro afirmou recentemente que tem arcado com os custos do filho nos EUA com parte dos R$ 17 milhões arrecadados via pix em 2023. O dinheiro foi doado por apoiadores com a justificativa de ajudar o ex-mandatário a pagar multas recebidas durante seu governo, como as impostas por descumprimento de regras sanitárias na pandemia.

“Eu estou bancando as despesas dele agora. Se não fosse o pix, eu não teria como bancar essa despesa, ele está sem salário e fazendo o seu trabalho de interlocução com autoridades no exterior. O que queremos é garantir a nossa democracia, não queremos um Judiciário parcial”, afirmou.

“Ele resolveu ficar por lá, nós conversamos quase todos os dias, mas são diálogos reservados. Quero que ele dispute o Senado em 2026, mas precisamos que os ventos mudem. Ainda não sei se ele retorna da licença, estamos na metade do prazo de 120 dias. Eu não quero ficar longe do meu filho.”

Ao justificar a abertura do inquérito, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que “as evidências conduzem à ilação de que a busca por sanções internacionais a membros do Poder Judiciário visa a interferir sobre o andamento regular dos procedimentos de ordem criminal, inclusive ação penal, em curso contra o sr. Jair Bolsonaro e aliados”.

Na semana passada, o ex-ministro do Turismo Gilson Machado anunciou uma nova campanha de arrecadação para ajudar Bolsonaro a cobrir despesas com advogados, passagens e os gastos de Eduardo nos EUA. Segundo ele, o ex-presidente já utilizou R$ 8 milhões dos R$ 17 milhões recebidos.
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Fonte: texto e fotos do D.C.M.  Título da postagem do Blog

quinta-feira, 15 de maio de 2025

Sim, bolsonaristas iriam matar Lula

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Trama golpista: Polícia Federal revela áudios do agente Wladimir Soares detalhando plano para prender ministros do STF e disposição para "matar meio mundo" caso Bolsonaro autorizasse ação.

Ivan Longo - Revista Forum * 15/05/2025

Novos áudios obtidos e periciados pela Polícia Federal (PF), divulgados nesta quarta-feira (14) pelo "Jornal Nacional", da TV Globo, expõem detalhes chocantes da trama golpista que tentou impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022 para manter Jair Bolsonaro no poder. O agente da PF Wladimir Matos Soares (foto acima), de 53 anos, revelou em gravações que integrava um grupo armado e preparado para prender ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com autorização para uso de força letal.

As gravações, que foram anexadas ao inquérito e deram base à denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), expõem a disposição do grupo para ações violentas e o descontentamento de Wladimir com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que teria "dado para trás" de última hora.

Wladimir também expressou revolta com o Exército, afirmando que os generais "se venderam" ao governo Lula, o que teria comprometido o apoio militar esperado para a operação.

Em diversos áudios, o policial faz críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que ele perdeu a oportunidade de tomar uma atitude firme e derrubar a posse de Lula:

"Bolsonaro faltou um pulso para dizer: não tenho general, tenho coronel, vamos com os coronéis que a tropa toda queria. Só os generais que não deixaram."

Ouça AQUI trechos desse áudio do agente da PF que abriu o jogo macabro da tentativa de golpe de Bolsonaro.