-->

terça-feira, 8 de abril de 2014

A teologia no Sinditest, de Antonio a Márcio & Maurício

3 comentários:
Sabem o que é maniqueísmo? A luta entre o Bem e o Mal? Os bonzinhos e os malvados?  Todo aquele lero-lero que está na base das religiões em geral?

Pois bem, no Sinditest, durante largos anos esse tipo de argumentação foi usada pelo "pastor" Antonio Neris e seu grupinho para se justificar no comando da entidade. Ele era o portador da "verdade", suas sagradas "Escrituras" e tudo que saía da boca dele eram diretivas inquestionáveis.  Isso ficou muito patente por suas atitudes de 2003 em diante, quando esmagou opositores até mesmo dentro de sua própria Diretoria, e quando impôs a compra de um imóvel questionável numa assembleia antidemocrática nos primeiros anos deste novo milênio.

Passaram-se anos e o "pastor" inquestionável na sua "teologia" estritamente pessoal acabou sendo superado, com suas contradições sendo reveladas como balelas e ele mesmo apelegando-se descaradamente, assumindo cargo de confiança na gestão do atual reitor.

E o que lhe sucedeu? Uma gestão racional, democrática e pluralista? Não, o que lhe sucedeu foi outro tipo de seita, agora de ultraesquerda.  Se Néris queria se apresentar como um tipo de arauto de Deus, agora os novos teólogos do PSTU colocam Trotsky como divindade suprema divisora das águas (e como divide!). Se antes havia a questão da fé nas palavras do "pastor-líder" Antonio, agora se advoga a convicção nas palavras infalíveis da "vontade política" dos profetas Márcio Palmares e Maurício Souza, diretores do Sinditest. Um usava a Bíblia; os profetas da ultraesquerda usam o "Programa de Transição" de Leon Trotsky, pelo qual se aprende aquela tese esdrúxula infantil de que basta querer para poder, independente da realidade e da correlação de forças, tudo é uma questão de "vontade política" de revolucionar, e os que questionarem tal vontade são "traidores da causa".

Onde está a diferença entre o Antônio-pastor apoiando-se em fé e "Deus" e os profetas ultraesquerdistas apoiados na "vontade política" advogada por Trotsky?  A rigor, nenhuma.

É sob o reinado dos profetas Márcio & Maurício, das estrofes ultraesquerdistas dessa "dupla caipira", que hoje dança a categoria dos técnicos-administrativos, um bailado inconsequente em direção ao nada.

sábado, 5 de abril de 2014

Derrubando monumentos. E documentos?

Um comentário:
Não tenho como não saudar a iniciativa do movimento de jovens denominado "Levante Popular da Juventude" na data marcante dos 50 anos do golpe militar de 1964, em que derrubaram e arrastaram o busto do ex-reitor da UFPR Flávio Suplicy de Lacerda, figura que serviu de auxiliar à ditadura instaurada em 1964, sendo ministro da educação da direita militar e perseguindo os estudantes.

Suplicy de Lacerda, embora reacionário, deu importante contribuição à sobrevivência da Universidade do Paraná nos anos 1940, quando era reitor, lutando por sua federalização, concretizada em 1950.  Não obstante essa contribuição de garantir uma instituição pública de educação superior no Paraná, Suplicy, quando do advento da ditadura militar em 1964, tornou-se dela ministro, realizando ações de duro cerceamento da liberdade de expressão e organização do movimento estudantil, além da tentativa de implantação de um curso pago em 1968.  Nesse ano, em maio, deu-se a famosa "tomada da Reitoria", jornada guerreira heroica do movimento estudantil que barrou a tentativa de ensino pago, ocasião em que o busto do ex-reitor foi arrancado de seu pedestal e arrastado por ruas de Curitiba.

Agora, em abril de 2014, o mesmo gesto simbólico contra o reacionarismo de 1964 foi repetido, disparado contra o busto em bronze de Suplicy que "olha" para a entrada da Reitoria da UFPR, no campus central.  A juventude pichou o busto, destacou-o de seu pedestal de pedra, arrastou pela rua e até agora o retém em local não divulgado.

A Reitoria da UFPR emitiu nota protestando contra o que considera "dano ao patrimônio histórico" e reivindica a devolução da imagem esculpida.  Os jovens do "Levante" criticaram duramente a nota do reitor Zaki Akel e não desejam que a situação volte ao que era antes.  Propõem que:

"O destino do busto deverá ser definido pela Comissão da Verdade juntamente com os movimentos sociais. Uma audiência pública aberta e democrática da Comissão da Verdade será uma ótima oportunidade para demonstrar o trabalho que deve-se fazer para REESCREVER a História Brasileira, garantindo a verdade e a vontade de superar os erros do passado. O passado não pode ser mudado. O presente, todavia, está em nossas mãos."

"Sugerimos deixar a base do Busto com sua placa no local, mas somente se lá for adicionada outra placa explicando o porquê de o busto ter sido derrubado, tanto em 1968 quanto em 2014. Ou mesmo substituir o busto deste agente da ditadura por um representante da comunidade acadêmica do período ditatorial que lutou pela democracia e pela liberdade, como Vieira Neto."

É apropriado que o busto seja deixado aos cuidados da Comissão da Verdade, a qual tem uma representação de nível estadual e também uma própria da UFPR, e essas Comissões debaterão democraticamente o que fazer.  A ideia do "Levante" de acrescentar uma nova placa ao pedestal do busto de Suplicy de Lacerda, onde conste também um resumo de seus serviços a um governo fascista, torturador e assassino, junto com a placa laudatória, é um serviço à preservação da História.

Por fim, anote-se aqui que qualquer monumento, como o busto de Suplicy, goste-se ou não dele, é uma documentação de um período da história brasileira, como o são tantos outros monumentos/documentos país afora e pelo mundo.  Não se pode acabar com essas fontes de memória e história sob o pretexto de razões políticas por mais cabíveis e progressistas que sejam, pois com isso privamos historiadores e gerações atuais e futuras do acesso a tais fontes de memória.  E, a cada tempo, e sempre que se reescreve a História, acrescem-se novos dados e interpretações a fatos, períodos, personalidades.  Por que não podemos gravar as novas interpretações históricas, em bronze se preciso, nos documentos/monumentos que criticamos sem ser preciso os exterminarmos?

Então está tudo bem no país do "estupra mas não mata" ?

Nenhum comentário:
O IPEA errou, mas quem comemora o erro está redondamente enganado. Se está tudo bem, por que será que o número de estupros no país está crescendo?

Por Antonio Lassance(*), no site Carta Maior

O IPEA errou. Errou, assumiu o erro e pediu desculpas, esclarecendo:

“Vimos a público pedir desculpas e corrigir dois erros nos resultados de nossa pesquisa‘Tolerância social à violência contra as mulheres’, divulgada em 27/03/2014. O erro relevante foi causado pela troca dos gráficos relativos aos percentuais das respostas às frases ‘Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar’ e ‘Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas’”.

Resumindo, os dados de uma pergunta eram, na verdade, referentes a uma outra questão.

O Instituto comete erros. Não é o único. O IBGE, o Banco Central, o INEP e todos os outros órgãos responsáveis por divulgar dados, todos, sem exceção, vez por outra são obrigados a publicar erratas em suas publicações, retificando ou o número em si, ou títulos de tabelas, ou outros tipos de informação.

Embora o erro faça parte do trabalho de qualquer pesquisador, e rotinas de validação existam para diminuir sua ocorrência, o fato é que a cobrança da sociedade sobre um erro é bem vinda e deve ser enfrentada com humildade.

Para começar, é preciso reconhecer que o erro do IPEA foi maior por conta da repercussão nacional e até internacional que o dado incorreto alcançou.

Isso caiu como uma bomba sobre a cabeça dos jovens pesquisadores responsáveis pelo estudo, que são pessoas sérias. Sempre mereceram e vão continuar merecendo o respeito pelo trabalho que realizam há muitos anos na instituição.

O erro do IPEA está corrigido. Mas e o erro de quem, desavisadamente, acha que, desfeita a troca dos números, agora está tudo bem? Não, senhoras e senhores, não está tudo bem.

Se está tudo bem, por que será que o número de estupros no país está crescendo e já superou o de assassinatos, conforme informação do mais recente Anuário Brasileiro de Segurança Pública?

Está tudo bem, então, no país do “estupra, mas não mata”? Será? Mesmo com mais de 50 mil mulheres estupradas em 2012, número mais de 18% superior ao de número 2011, agora podemos ficar tranquilos?

Detalhe: o número absurdo de estupros não considera os casos em que as vítimas deixam de relatar o ocorrido - por vergonha, por medo da reação da família, por receio de que alguém ache que elas não souberam “se comportar”.

O dado de estupros em 2013 vem aí. Quem fará a piada? Quem vai curtir com isso?

Desde que a Lei Maria da Penha entrou em vigor, em 2006, o número de agressões contra mulheres, relatadas ao serviço “Ligue 180”, cresceu 600%.

A cada hora, duas mulheres, vítimas de abuso, dão entrada em unidades do Sistema Único de Saúde. Alguém ainda acha pouco?

Está tudo bem no país que concorda que, “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”? Há quem diga: "Ora, bolas! Isso é só um dito popular, como outro qualquer". Sim, um dito popular como “serviço de branco”. Só um dito popular?

Está tudo bem no país que acha que a mulher que é agredida e continua com o parceiro é porque gosta de apanhar?

O IPEA errou, mas quem comemora o erro está redondamente enganado.
----------------
(*) Antonio Lassance é cientista político e pesquisador do IPEA.

Analfabeta! Podre! Sem-vergonha! Canalha!

7 comentários:
Cara leitora, como se sentiria você se, sendo militante de base na greve nacional da FASUBRA, fosse xingada de “sem-vergonha” e “canalha”? E sabendo que o autor das ofensas morais fosse um diretor (homem) do Sinditest, que teria por obrigação manter a calma nas polêmicas normais de uma greve e dar exemplo de serenidade? Afinal, o movimento grevista é contra o patrão governo federal, não contra colegas da própria base.

Há na rede social Facebook um grupo de discussão de técnicos denominado “Assédio Moral na Universidade” (supõe-se que todos ali sejam contra a praga do assédio moral). Nesse espaço virtual da internet deu-se o triste episódio do xingamento. Isso numa entidade sindical que apregoa todo o respeito às mulheres, e que tem uma mulher por presidente, cujo QG de greve (RU da UFPR) está repleto de cartazes em defesa das mulheres.

Na semana que passou, no dito grupo de discussão, surgiu uma polêmica normal por causa da concessão de um inusitado “auxílio-creche” a um diretor do Sinditest que quis muito ser delegado ao Comando Nacional de Greve da FASUBRA (CNG). Acabou sendo eleito na assembleia do dia 1. de abril (!...) para isso, mas na dependência da concessão, via Fundo de Greve do sindicato, de uma quantia diária de 70 reais para uma babá particular cuidar de seus filhos em Matinhos, enquanto estiver no CNG em Brasília.

Não se entra aqui na polêmica sobre o tal “vale-creche”; há argumentos razoáveis de quem é a favor e de quem é contra conceder. O problema é que o diretor do Sinditest foi questionado por uma servidora, nesse grupo de internet, e qual foi sua reação? Ficar apenas na justificativa social do auxílio-creche a mais (ele também já recebe o auxílio da UFPR) e levar na diplomacia as críticas? Não, ele partiu pra porrada em cima da servidora de base, como se vê na transcrição de algumas postagens do Facebook (clique na figura se precisar ampliar):



Pelo dicionário Aurélio, “canalha” significa: “vil, infame, reles, velhaco, abjeto”. Destas rasteiras ofensas morais o diretor do Sinditest chamou sua colega de trabalho da UFPR, por causa de um mero questionamento sobre a validade do auxílio-creche suplementar. Tudo em nome de seu ego de macho.

Então, essa é a prática de respeito às mulheres no Sinditest? Alegam uma coisa quando fazem seminários sobre os direitos das mulheres mas seus diretores machões baixam o porrete nas outras mulheres que deles divergem no terreno do debate político?

Pra piorar a situação do “macho” do Sinditest, soubemos há pouco que ele apagou as postagens ofensivas que fez contra a servidora... só não contava que outras pessoas copiariam antes disso, documentando seu destempero machista, como se vê pelas figuras acima.

Então, presidente Carla - de quem temos discordado politicamente mas a quem respeitamos como mulher de luta -, parece que está na hora de repor alguma ordem nessa diretoria e de dizer pros machões de Facebook pra ficarem mais calminhos. E pedirem desculpas também, que não tira pedaço de ninguém e faz bem à unidade do movimento.

terça-feira, 1 de abril de 2014

1964 foi golpe dos EUA e da mídia contra o Brasil

Nenhum comentário:
Quando comecei a frequentar assembleias estudantis, ali pelos anos 80, ainda era comum escutar que havia policiais infiltrados anotando tudo, fazendo a “ficha” de quem se manifestava. A turma mais “pós-moderna” achava que era tudo “paranoia”. Do mesmo jeito, muita gente dizia que atribuir aos EUA participação decisiva no golpe de 64 era pura “invenção”, ou “paranoia” esquerdista. E não era. Nunca foi…

Por Rodrigo Vianna, no Blog Escrevinhador

Já se sabe, há alguns anos, que os Estados Unidos - com John Kennedy e depois Lyndon Johnson – conspiraram contra o Brasil em 1964. A Operação “Brother Sam” garantia o envio de aviões, de navios de guerra e até a entrada de tropas dos Estados Unidos para dar apoio aos golpistas - se assim fosse necessário.

Reportagem de Luiz Carlos Azenha, no Jornal da Record, trouxe mais detalhes sobre o apoio dos Estados Unidos ao golpe (clique aqui para ver). Assim como apresentou novas evidências de que o comandante do II Exército (São Paulo), Amaury Kruel, recebeu malas de dólares para trair Jango e aderir ao golpe.

O que isso tudo tem a ver com a foto do presidente deposto João Goulart, que permanecerá na capa deste blog durante todo o dia de hoje? Ora, Jango durante muito tempo foi criticado pela esquerda e a direita. Os conservadores diziam que ele era um “comunista” propenso a transformar o Brasil “numa nova Cuba”. Besteira grossa, sem fundamento. Jango era um líder trabalhista, queria reformas – mas dentro da ordem democrática.

Já a esquerda acusava Jango de fraqueza, por não ter resistido ao golpe. Hoje se sabe que ele tinha conhecimento das movimentações das tropas dos EUA. Jango temia que, se resistisse de armas na mão, daria aos gringos a desculpa para entrarem no Brasil – dividindo nosso território. Aliás, preocupação semelhante à de Getúlio Vargas – que em 1954 também chegou a falar que temia ver o Brasil dividido (como acontecera com a Coréia).

Para os Estados Unidos, seria ótimo dividir o Brasil – literalmente. Apesar de todos nossos problemas, somos um incomodo – um país grande, bem relacionado com nossos vizinhos, pronto a desafiar (ainda que de forma discreta e pontual) o domínio dos EUA na América do Sul.

A queda de Jango foi (também) um capítulo dessa disputa, dessa longa batalha da América Latina por independência e autonomia.

De forma brilhante, o professor Moniz Bandeira mostra como se deu esse longo embate: os detalhes estão em seu “De Marti a Fidel” – livro sobre a Revolução Cubana. Vargas cercado pela direita (e levado ao suicídio) em 1954, Arbenz derrubado na Guatemala no mesmo ano, tentativa norte-americana de invadir Cuba (Baía dos Porcos) e derrubar Fidel. São todos capítulos da mesma guerra. Em 1964, Jango e a Democracia brasileira foram golpeados em meio a essa conjuntura. Que depois vitimaria Argentina, Uruguai e o Chile de Allende.

Estampar a foto de Jango, no dia em que o golpe nefasto completa 50 anos, é um gesto não só de defesa da Democracia, mas de defesa da independência e da soberania nacional.

Jango – assim como Vargas dos anos 50 – simboliza a defesa do interesse nacional. Estou entre aqueles que não aceitam o termo “populismo” como forma de definir a linha política que unia Vargas-Jango-Brizola, e que de alguma forma chegou até Lula-Dilma. Não. Nada de “populismo”. Trata-se do trabalhismo brasileiro. Com seus defeitos e imperfeições.

Não aceito também a tese do “colapso do populismo” – expressão utilizada em certos circuitos universitários paulistas, para definir o que houve em 1964. Prédios entram em colapso. Falar em “colapso do populismo” é desconhecer (ou minimizar) o golpismo que uniu conservadores brasileiros a interesses dos Estados Unidos, em meio à Guerra Fria.

Jango foi derrubado. O golpismo derrubou um governo legítimo e popular. Foi necessário um golpe para derrubar um presidente que – se pudesse ser candidato em 1965 – seria reeleito (como indicavam pesquisas do IBOPE feitas na época, e só agora divulgadas).

Nesse primeiro de abril de 2014, não aceitemos a mentira dos revisionistas, nem o cinismo de editoriais/artigos da imprensa velhaca, que falam do golpe como algo “inevitável”ou como uma “porrada necessária” (na expressão infeliz de um ex-cineasta que aderiu ao revisionismo da Globo). Não!

Precisamos esculhambar revisionistas e escrachar torturadores – como a rapaziada fez com Brilhante Ustra em Brasília. Precisamos, sim, homenagear os mortos na luta contra a ditadura (muitos deles, sob tortura) e cobrar informações sobre os desaparecidos!

Mas devemos lembrar também o que veio antes, lembrar o ato fundador da barbárie: em primeiro de abril de 1964, Jango foi derrubado pela direita lacerdista, com apoio de amplos setores da Igreja Católica e da mídia velhaca (Marinhos, Mesquitas, Frias, entre outros), e sob ameaça concreta de invasão de nosso território pelas tropas dos Estados Unidos.

1964 foi (também) um golpe dos Estados Unidos contra o Brasil. Lembrar Jango é dizer não à ditadura, não à intervenção estrangeira. Sim à Democracia, sim à luta pela independência nacional.

Viva Jango, nosso presidente!

sexta-feira, 28 de março de 2014

Na surdina, Diretoria do Sinditest troca escritório jurídico

5 comentários:
Eleita para "moralizar" a gestão acusada de irregularidades nos anos precedentes, a gestão 2012-13 presidida por Carla Cobalchini chegou a fazer  licitação para mudar o escritório jurídico. O escritório Wagner & Associados - que por muitos anos assessorou o Sinditest sob gestões de Antonio Néris e Wilson Messias, chegando a absurdos de advogar contra filiados da base - foi despedido.  Uma nova era parecia se abrir!

Depois de um processo licitatório (2012) foi contratado o Escritório Trindade & Arzeno.  Não obstante, foi admitida uma nova personagem na área jurídica, o advogado Avanilson Araújo, que teria como função cuidar dos pleitos relativos à FUNPAR.  Não chegava a ser surpresa: na gestão de Wilson Messias (2008-2011), foi introduzido, sem licitação, o escritório Benkendorf, do qual o diretor Antonio Neris era estafeta e agenciador.

O que se soube neste começo de ano, assumindo a gestão 2014-15 da mesma Carla? Que o escritório licitado Trindade & Arzeno levou um pé no traseiro. E o que ficou no lugar? Nâo se sabe direito.  Ao que parece, o dirigente do PSTU, partido da diretoria do Sinditest, Avanilson Araújo estaria montando um escritório jurídico sediado no próprio sindicato com mais alguns auxiliares, não sabemos se todos também do PSTU.  O fato é que a assessoria jurídica mudou.  Sem licitação p... nenhuma. Se vai funcionar, não sabemos. Se você for do PSTU, acho que ajuda.

Enfim, mais um episódio da enoooooorme transparência da gestão ultraesquerdista do PSTU na direção do Sinditest.

terça-feira, 25 de março de 2014

Programação da greve da FASUBRA na UFPR

Um comentário:
Na assembleia geral de greve da manhã de hoje (25), no RU Central, ficou definido o seguinte calendário imediato de atividades:

26/03 (4a.feira)
08h00 - Ato em defesa da Saúde Pública, junto com companheir@s em greve do SindSaúde, com concentração na Praça Santos Andrade;

16h00 - Assembleia dos professores da UFPR (APUFPR), no auditório do prédio da Administração do Centro Politécnico, onde se avaliará a possibilidade de entrada em greve do segmento docente;

27/03 (5a.feira)
14h00 - Assembleia geral de greve do Sinditest, no RU Central;

28/03 (6a.feira)
10h00 - Reunião do Comando Local de Greve, no RU Central.

Informamos a tod@s que precisarem de posicionamentos da Comissão de Ética da Greve que ela se reúne na sede administrativa do Sinditest (Rua Agostinho Leão Jr., 177, Alto da Glória).

domingo, 23 de março de 2014

Opinião diferente é crime político

10 comentários:
Cena no Restaurante Universitário central da UFPR, na última quinta-feira (20/3). Estava para começar uma assembleia geral de greve do Sinditest-PR no refeitório do RU.  Alguns servidores conversavam numa rodinha na calçada em frente ao RU, entre eles o 1o. vice-presidente do sindicato, Giuliano, e o servidor da base Gessimiel "Paraná".

Irrompe sobre a rodinha o 2o. vice-presidente do Sinditest, Márcio Palmares, e grita a seu colega de diretoria uma advertência:

"- Não dê ouvidos a esse crápula!"

E - do alto de sua simpatia -, completa rosnando uma ameaça dirigida ao "Paraná":

"- Vou pedir sua expulsão na assembleia!!"

Por aí, pode-se ter ideia de como anda o respeito às diferenças por parte da Diretoria do Sinditest.  Já pensam até em expulsar quem não reza sua cartilha "super-revolucionária".  Enquanto isso, escondem certas verdades dolorosas e poupam os antigos aliados metidos em irregularidades detectadas pela auditoria.   

Então, essa é a "democracia operária" de que falou a presidente do sindicato em seu discurso de posse de janeiro?

Marcha das famílias? Que marcha?

2 comentários:
Abaixo uma ilustração do preenchimento mental, do conhecimento de história e do rol de propostas para o Brasil daqueles que organizaram uma certa 'marcha das famílias' supostamente com a companhia de alguma divindade:

...
...
...

Viu?  Não viu nada?  É isso mesmo.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Não por falta de livro novo...

3 comentários:

Não será por falta de livro novo na UFPR que a Diretoria do Sinditest poderá alegar dificuldade de enfrentar e superar certos problemas... Nas ilustrações, as capas de títulos novinhos em folha chegando às prateleiras das bibliotecas da UFPR.

Com déficit de funcionários e leitos fechados, HC vive crise sem precedentes

2 comentários:
Reproduzimos matéria da Gazeta do Povo de hoje sobre a crise do HC.


O maior hospital público do Paraná está na UTI. Com 139 leitos desativados de um total de 550 e um déficit de 600 servidores, o Hospital de Clínicas, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), vive, sem exagero, a pior crise de sua história. Como se não bastasse, uma determinação recente da Justiça do Trabalho obrigou a instituição a exonerar, em até 90 dias, 916 servidores, todos vinculados à Fundação da UFPR (Funpar). Sem realizar concurso público para contratação de novos servidores desde 2008, o HC corre o risco de ter o funcionamento seriamente afetado. A entidade possui atualmente cerca de 2,9 mil funcionários.

O juiz Sandro Augusto de Souza determinou ainda que esses trabalhadores sejam “substituídos por servidores devidamente concursados”. Caso descumpra a decisão, o HC e a UFPR, mantenedora da instituição, estarão sujeitos a uma multa diária que varia de R$ 5 mil a R$ 150 mil. No ano passado, 94 leitos foram fechados na instituição justamente por falta de profissionais. Desses leitos, no entanto, perto de 50 foram reabertos.

O reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Zaki Akel Sobrinho, afirmou que, por enquanto, não vai demitir os 916 funcionários contratados pela Funpar que atuam no HC. Em entrevista coletiva realizada ontem, ele garantiu que vai procurar o Ministério Público do Trabalho (MPT) para encontrar outra solução que não seja a demissão dos servidores.

Se demitir mais de 900 funcionários há o risco de o hospital fechar as portas ou de acontecer um colapso muito grande. É um terço dos funcionários que estaria sendo demitido”, ressaltou.


Ajustamento
Em 2006, a UFPR assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPT comprometendo-se a regularizar a situação de seu quadro de servidores até 31 de dezembro de 2010. Até essa data, o HC teria de demitir todos os funcionários contratados via fundação e aguardar a abertura de concursos públicos. A última contratação via Funpar ocorreu em 1996, mas a modalidade foi suspensa pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por irregularidades.

A assinatura de um novo TAC está praticamente descartada pelo reitor. “Não estamos vendo a possibilidade de um novo Termo de Ajustamento, mas vamos tentar encontrar outra alternativa durante esses 90 dias”, afirma o reitor.


Parceria
Uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, concedendo dois andares do HC para a instalação de uma Unidade de Pronto Atendimento, com utilização de mão de obra da prefeitura, vai liberar servidores da UFPR para outras unidades, permitindo a reabertura de 22 leitos do hospital e a transformação de seis leitos em UTI.


UFPR quer manter autonomia na área de pesquisa e ensino
A maior parte dos hospitais universitários federais do país hoje é administrada pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), instituição criada em 2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC). No entanto, ainda em 2012, a UFPR, mantenedora do Hospital de Clínicas, optou por não aderir à Ebserh. Atualmente, dos 46 hospitais universitários federais apenas o HC, a Maternidade Victor Ferreira do Amaral e os dois hospitais da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) optaram pela não adesão. Com isso, eles acabam tendo mais dificuldade na hora da contratação de pessoal, já que a tendência é de o MEC realizar concurso público apenas por meio da Ebserh.

O caminho da Ebserh não tem volta para o governo federal. A gente está no meio desse impasse”, ressalta o reitor da UFPR, Zaki Akel Sobrinho. No entanto, por determinação do MPT, a empresa está realizando um levantamento das necessidades do HC. “Isso não significa que aderimos à Ebserh”, salienta o reitor.

A principal crítica feita pelo conselho universitário, responsável pela decisão de não aderir à empresa, é a perda da autonomia universitária, em especial na área de pesquisa, ensino e extensão. De acordo com o regimento interno da Ebserh, apenas o superintendente do hospital é de livre nomeação do reitor. Os gerentes do hospital – de atenção à saúde, administrativo e de pesquisa, extensão e ensino – são nomeados pelo superintendente e por uma diretoria executiva da Ebserh. Somente um dos gerentes precisa ser necessariamente do corpo da universidade.

Mas o reitor da UFPR revela que o Conselho Universitário pode rever a posição caso o regimento da Ebserh mude. “Estamos aguardando para ver se modificam os termos na relação entre a empresa e as universidades”, afirma. Segundo ele, o ideal é manter a autonomia de pesquisa e extensão do HC. “Queremos que os quadros dos diretores sejam do próprio hospital para manter nossas pesquisas. A única política pública do MEC para os hospitais universitários agora é a Ebserh”.


Sem garantia
No entanto, para a pro­­­fessora de Direito Ad­­­mi­­­­nistrativo da Pontifícia Uni­­­­versidade Católica do Paraná (PUC-PR), Vivian Valle, a lei que cria a Ebserh não garante que haverá uma melhoria dos serviços de saúde. “O que existe na legislação parece feito para resolver a questão emergencial do concurso público e da redução de gastos”.
---------------
Fonte: texto e foto da Gazeta do Povo de 21/03/2014

quinta-feira, 20 de março de 2014

Greve nacional da FASUBRA começa hoje na UFPR

Um comentário:
Primeira assembleia de greve no RU Central, em 20/03
Conforme deliberação de ampla maioria em assembleia geral realizada na manhã de 17/03, no pátio da Reitoria, está começando na UFPR formalmente a partir do meio-dia de hoje (20) a greve dos trabalhadores técnico-administrativos comandada pela FASUBRA.  Como o Sinditest representa também servidores da UTFPR e UNILA, nessas instituições supõe-se também estar sendo deflagrado o movimento paredista.

Num quadro nacional de 45 entidades sindicais de base filiadas à FASUBRA (algumas representam mais de uma IFES, como no caso do Sinditest), 23 delas manifestaram adesão à greve nacional a partir desta semana, com apenas a UF de Santa Maria tendo posição contrária.  As posições dos restantes 21 sindicatos não é conhecida ou ainda está sendo definida.  Na região sul, a maioria dos sindicatos aderiu, com exceção do da UFSM e não é conhecida a posição do SindiPampa e do sindicato da UF de Pelotas.

Em Brasília, o Comando Nacional de Greve (CNG) já está instalado desde a tarde de 17/03, numa sala do sindicato da Universidade de Brasília. Participam do CNG a Direção Nacional da FASUBRA e delegados dos estados eleitos nas assembleias das bases onde já houver greve.  Um Fundo de Greve de 15% da arrecadação do sindicato filiado em greve é obrigatório ser repassado ao CNG.

Na UFPR, hoje, está marcada uma assembleia a partir de 8 da manhã no RU Central.

Entendemos como totalmente legítimo aproveitar o momento político de um ano eleitoral para colocar pressão sobre governantes buscando atendimento das justas reivindicações da pauta grevista.  Há motivos muito palpáveis para se fazer a greve, um fundamental deles sendo a corrosão total, pela inflação, dos três aumentos de 5% ao ano (2013-14-15) resultantes do Acordo da Greve de 2012.  Por isso, uma reivindicação desta greve é que o Governo antecipe os 5% de 2015 para agora, e a tempo de não ser impedido de fazê-lo pela Lei Eleitoral.

Sendo justa a greve, o que se espera também é que seja conduzida com bom senso pelo CNG e por cada Comando Local de Greve (CLG), no sentido de fazer as mobilizações com a finalidade de obter uma boa negociação com o Governo Federal, neste ano de eleições gerais em outubro.  

Contudo, ao mesmo tempo que fazer a greve em ano eleitoral pode facilitar a conquista de resultados concretos para os trabalhadores em luta, o outro lado da moeda, o risco, é que a greve possa ser aparelhada por grupos com interesses sobretudo político-eleitoreiros, usando a categoria como massa de manobra somente para fustigar governos e sem de fato querer sentar à mesa de negociações.  Neste caso, péssimo, a perspectiva da greve é de insuportáveis brigas e trocas de acusações dentro do movimento, e, por conseguinte, a derrota.  Esperamos que este cenário ruim não se configure nem na UFPR nem em qualquer outro lugar.
-------
ATUALIZAÇÃO às 09h30: a assembleia de greve da UFPR começou pouco depois das 9 horas, reunindo até agora cerca de 50 pessoas no RU Central.

terça-feira, 18 de março de 2014

Tapetes do Sinditest 2014

2 comentários:
É muito fácil meter a boca em casos de corrupção pelo país afora (reais, ou inventados pela mídia monopolista).  Mas como é difícil manter imóvel no chão da própria entidade certos tapetes abaulados por uma incomoda presença fétida logo abaixo.  O velho caso do ditado da pimenta nos olhos dos outros ser refresco.

domingo, 16 de março de 2014

A covardia "revolucionária" da Diretoria do Sinditest

2 comentários:
O Nero-messianismo e o Ultraesquerdismo andam de mãos dadas quando se trata de empurrar com a barriga antigos rolos que envolvem a ambos.  Na hora de propor medidas duras, a falta de coragem (e também o acumpliciamento geral) entra em campo.  Finalizaram a assembleia  de 12/03 no HC sem medidas efetivas mas apenas um apontamento de novas "perícias".  O que precisa ser periciado é a sem-vergonhice que produz maracutaias com o dinheiro de todos os filiados.

Farsa da venda da chácara explicada em desenho

2 comentários:
Na quarta-feira passada (12/03) mais um capítulo vergonhoso do rolo envolvendo compra e venda de patrimônio do Sinditest. Uma assembleia geral reuniu-se no HC e a diretoria do Sinditest, conivente com ex-diretores do sindicato, conseguiu empurrar com a barriga mais uma vez a resolução da novela da chácara de Piraquara, vendida supostamente em meados de 2009 pela gestão 2008-2009, mas cuja documentação prova que, de seus 12 terrenos, apenas 2 (dois) foram efetivamente financiados (pela CEF) e alienados para um comprador laranjão.

No  vídeo o servidor Gessimiel Germano ("Paraná") chegou a expor o caso com um desenho na lousa, mas nem assim a Diretoria do Sinditest atual se dispôs a tomar medidas efetivas para enfrentar e resolver a falcatrua.  Parece que vai ficando demonstrado que não adianta fazer assembleias sindicais quando se trata de resolver maracutaias.  Greve geral com esses "esqueletos no armário"??

terça-feira, 11 de março de 2014

Sejamos claros: a presidente do Sinditest está envolvida nas irregularidades

4 comentários:

Car@s leitor@s deste blog, deixemos nós também de rodeios acerca da novela do Relatório da Auditoria do Sinditest. Por que é tão difícil que uma diretoria da "esquerda revolucionária" (qualificativo autoimposto) revele o conteúdo integral do Relatório?

Simples: porque nas irregularidades estão envolvidos atuais diretores do Sinditest e um ex-diretor.  Em especial a presidente do sindicato, Carla Cobalchini.  Eles querem se eximir, mas suas presenças e assinaturas estão em documentos comprometedores.

Carla, colega nossa muito inteligente e com boa formação política de esquerda, ótimo quadro político oriundo do PT, depois do PSol e hoje no PSTU, infelizmente está enredada nas mutretas que a auditoria encontrou nas contas do sindicato.  Logo ela, a dirigente principal do sindicato e  de quem se espera que lidere uma greve de servidores a partir da semana que vem.

Não é por menos que a matéria do sindicato de 24/02 tenta impor sua vã esperança de que a assembleia da auditoria de amanhã (12/03) encerre o assunto das falcatruas ocorridas em gestões de que Carla participou assessorando, no departamento de imprensa, o presidente Wilson Messias e o vice Antonio Néris.  Não vai encerrar o assunto se não forem adotados os encaminhamentos necessários para responsabilizar quem for responsável por malversação das mensalidades pagas pelo coletivo sindicalizado.

Enquanto essa questão permanecer assombrando a categoria, não há como pensar em mobilizações "combativas, unidas, vitoriosas".  Sempre vai pairar a desconfiança.  Pior ainda se vierem propor fundo de greve!

Querem um exemplo, relativo ao assunto mais tenebroso nessa auditoria?  

O famigerado caso da venda da chácara de Piraquara: composto de 12 terrenos, uma assembleia em 04/03/2009 ratificou decisão anterior de vende-la POR INTEIRO (os 12 lotes).  A diretoria, presidida por Messias, achou um suposto comprador (preferimos considerar um laranjão), um vigilante (imaginem o salário de um vigilante) que teria obtido o prodígio de arranjar um financiamento na Caixa Econômica Federal  de 250 mil reais para comprar o imóvel.  Porém, a documentação da própria CEF comprova que esses 250 mil eram para comprar apenas os lotes 4 e 5 de uma chácara de 12 lotes.

Não obstante, o que divulgaram para a categoria burrinha (como eles sempre acharam) é que tinham vendido TODA a chácara de 12 lotes por 250 mil, e não somente os lotes 4 e 5.  Seja como for, o laranjão vigilante vendeu posteriormente os outros 10 lotes por valores que excedem 1 milhão de reais.  Estranho demais, não é?

Onde entram ex- e atuais diretores do Sinditest nesse rolo? Simples: eles assinaram documentos (oficiais, de cartório) e compactuaram com a "venda" maracutaiada.  Carla Cobalchini, José Carlos Assis e Bernardo Pilotto eram diretores do Sinditest ao lado de Wilson Messias quando tal rolo se deu. Carla assinou como jornalista o jornal do Sinditest  de 2009 que vendeu para a base a ilusão de que toda a chácara de Piraquara tinha sido alienada por 250 mil reais, assim como uma ata retificadora complementar (junho/2009) que facilitava o acima citado contrato de financiamento da CEF para o laranjão.

Ora, pois.  Temos um destacado quadro do PSTU e do seu sindicalismo envolvido numa trama que prejudicou a categoria.  Ela quer comandar uma greve mas tem esse "esqueleto no armário".  Ou assume, esclarece, se dispõe ao julgamento da base e possíveis desdobramentos, ou continua tentando esconder o rolo debaixo do tapete.

Sei de uma coisa.  Com essa liderança, mantida a falta de democracia  e de transparência, eu não vou a luta alguma, nem a greves.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Diretoria do Sinditest e a base-criança: o caso da Auditoria de contas

3 comentários:

“Isso não é assunto pra criança!!” Quantas vezes pais e tios não ralharam, dessa maneira, com pimpolhos que queriam saber mais sobre questões supostamente “espinhosas” ?

O liberalismo político clássico do século 19 também assim pensava sobre a maioria das pessoas, e abominava, por exemplo, a ideia de dar direito de voto a todos os homens. Que dirá deixar mulheres também votarem! Aqueles pensadores liberais burgueses achavam que somente os cidadãos devidamente esclarecidos e informados podiam opinar, votar e governar. Apenas os que tivessem tempo para se educar e pensar, ou seja, a elite minoritária e dona de muitos bens. Os demais indivíduos, mal instruídos, trabalhando no pesado 10-12 horas por dia e sem propriedades, eram como crianças, não seriam capazes jamais de votar para escolher rumos adequados para a sociedade.

E não é que vemos esse pensamento liberal burguês ser reeditado pela Diretoria do Sinditest em pleno século 21?

Vejam o que a diretoria escreveu em 24/02/2014 sobre a necessidade de “privacidade” do Relatório final da Auditoria concluída em outubro/2013:

“O que não podemos fazer (e não faremos) é espalhar o relatório aos quatro ventos, como se fosse um panfleto, pois se trata de um documento de cunho confidencial, destinado à administração da entidade (sua direção eleita). O relatório contém dados sobre pessoas que estiveram à frente do sindicato nas gestões de 2006 a 2011, e que poderiam recorrer judicialmente (alegando danos morais) se déssemos publicidade a tais informações de forma irresponsável.”

Ninguém pediu para transformar o Relatório da Auditoria em panfleto para farta distribuição, mas notem só: o relatório, pago por todos os filiados, é “confidencial” e se destina apenas à diretoria sindical... Com isto, encadeiam um raciocínio que de fato considera as pessoas da base como crianças, às quais não pode ser facilitado o acesso ao documento porque as informações do Relatório poderiam ser usadas de forma irresponsável! Ironicamente, foi o próprio diretor atual do Sinditest José Carlos Assis quem de viva voz, numa assembleia geral com 40 pessoas este ano, afirmou categoricamente que o Sinditest havia sido roubado e ainda nominou as pessoas responsáveis pelo delito.

Acabam também caindo numa contradição, pois de um lado dizem que o Relatório é “confidencial” e de outro dizem que o filiado interessado pode ir até a sede do sindicato para consultar o documento, embora seja proibido tirar cópias. Além do fato acima citado, da franqueza verbal do diretor José Carlos.

Por todos esses fatos, cada vez clareia-se mais que esse Relatório de Auditoria contém dados do mais alto interesse para TODA a categoria, e não apenas para alguns filiados mais "interessados”. Não se trata de questões atinentes a meia dúzia de dirigentes e ex-dirigentes sindicais diretamente envolvidos com irregularidade real ou suspeitada, uma vez que se refere a certo modo de condução financeiro-patrimonial de uma entidade sustentada por 6 mil filiados.

A Diretoria do Sinditest não pode mais prosseguir com rodeios e tergiversações. Tem que apresentar tudo às claras, tem que apontar responsabilidades e definir encaminhamentos. Tem que facilitar o acesso a esse documento – que é DE TODOS – colocando-o no site sindical para baixar (mesmo que seja para sindicalizados que se identifiquem com nome e email para poderem fazer o download).

Fundamental que um bom número de servidores compareça, enfim, à Assembleia Geral marcada para 12 de março (4a. Feira), às 09h30, no Hospital de Clínicas, no 7. andar do Anexo B, onde a Diretoria promete que será apresentado o Relatório final da auditoria, e inclusive que encaminhamentos serão adotados. Transparência total e já!

domingo, 9 de março de 2014

É urgente que o Sinditest se filie a uma Central sindical?

Um comentário:
Desde sua fundação, em 1992, o Sinditest nunca se filiou a nenhuma Central sindical. Esteve perto de se filiar à CUT no começo do ano 2000, mas o processo não andou.  Sempre manteve relações com as centrais mais atuantes no movimento dos técnicos, a CUT, a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e a "central"(*) Conlutas (hoje rebatizada de CSP-Conlutas - Central Sindical e Popular-Coordenação Nacional de Lutas).

Em sua posse de janeiro, a presidente reeleita Carla mencionou a intenção dela e alguns diretores de filiarem o Sinditest na "central" CSP-Conlutas, com a qual tem afinidades sindicais e político-partidárias.

No entanto, cabe a pergunta: é realmente imperativo agora o Sinditest filiar-se a alguma central sindical?  Através de qual processo? De debates democráticos aprofundados ou no atropelo?  

A FASUBRA esteve filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT) por muitos anos, até desfiliar-se em 2008, numa apertada votação do Confasubra.  E por que se deu aquela desfiliação?  Basicamente porque, ao longo da década passada, políticas e métodos da CUT já não conseguiam aceitação de cerca da metade do movimento dos técnicos em nível nacional. Metade acatava a linha da CUT e a outra metade do movimento fasubrino tinha objeções ou tinha, em certos casos, rejeição total.  Isso era um tanto paralisante.  Por isso se deu a desfiliação e hoje a FASUBRA, democraticamente, mantém relações com as 3 organizações CUT, CTB e CSP-Conlutas, o que reduz em parte alguns atritos antigos.

No caso do Sinditest, tudo indica, a filiação a qualquer central seria objeto de renhidas polêmicas e disputas.  Isto é, filiar-se a A, B ou C dificilmente seria uma decisão tomada por ampla maioria, um quase consenso, que fortaleceria a unidade da categoria, mas que poderia, ao invés, ser gerador de contínuos atritos e desunião.

Além disso, há o aspecto financeiro: por exemplo, em caso de filiação à CSP-Conlutas, 5% da arrecadação mensal bruta do Sinditest iria direto para o cofre da "central" (como consta no Estatuto dela). A um sindicato que ultimamente enfrentou problemas de caixa e se vê às voltas com denúncias graves sobre irregularidades achadas na recente Auditoria das contas, provavelmente essa drenagem de 5% viesse a fazer falta.

Por outro lado, a entrada em uma luta nacionalmente conduzida, através de uma Central sindical, pode propiciar mais debate político na base, ao mesmo tempo que a entidade sindical de base fortalece grandes batalhas gerais do interesse dos trabalhadores (a exemplo de bandeiras como a redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário, a negociação coletiva/data-base dos servidores e outras).

Entretanto, esse processo precisa ser de fato democrático, e não enviesado, manipulado e atropelado.  Não há que ter pressa com esse debate, ele tem que ser amplo, generalizado na base da categoria. Quantos servidores, por exemplo, conhecem os estatutos, carta de princípios, planos de lutas de cada uma das 3 centrais citadas?  Uma ínfima minoria.  Idealmente, esse debate deveria se dar no curso de um Congresso do Sinditest, envolvendo para valer toda a base, no qual se discuta a reforma do Estatuto obsoleto do sindicato e junto a possível filiação a alguma Central sindical.  

Na greve, prevista para começar possivelmente já na segunda quinzena deste mês, esse debate pode ser iniciado, chamando-se representantes das 3 centrais, mas seu aprofundamento e conclusão merece acontecer num Congresso de todo o Sinditest, coisa que não ocorre desde 1994. E o primeiro semestre de 2015, passado o agito das eleições presidenciais deste ano, seria o momento adequado para tal Congresso.
----------------
(*)Usamos aspas na palavra "Central" ao referir a CSP-Conlutas, porque esta articulação não é, na devida acepção do termo, uma Central Sindical, uma vez que se propõe a englobar os mais variados tipos de movimentos e não apenas os sindicatos, federações e confederações sindicais de trabalhadores.

Defender a República Bolivariana da Venezuela contra os EUA e sua podre elite

Um comentário:
Você não está se informando com a verdade sobre o que ocorre na Venezuela se estiver assistindo à Globo, SBT, Band, ou lendo revistas-lixo como Veja e Época.  Todos estes grandes veículos da mídia monopolista transmitem mentiras ou notícias distorcidas sobre o país vizinho, ajudando objetivamente os interesses da riquíssima elite venezuelana (menos de 1% da população) e dos EUA, que odeiam ver um país soberano realizando políticas públicas para atender o povo mais pobre.  Por isso, a tentativa em curso de dar um golpe de Estado, derrubando o presidente legitimamente eleito Nicolás Maduro.

Em meados de 2015, por determinação da Constituição Bolivariana, o mandato do presidente da república é submetido a um referendo.  O povo vota se quer que prossiga ou seja interrompido o mandato do presidente; onde há esse tipo de democracia na América Latina? Mesmo assim, a direita cultora do ódio e da violência quer derrubá-lo já e despreza a democracia do voto popular.

Mais de 30 entidades (associações diversas, sindicatos, entidades estudantis, partidos de esquerda) fizeram recentemente um debate no Sindicato dos Engenheiros, ouvindo a venezuelana Andrea Corao e o brasileiro Igor Fuser, do Jornal Brasil de Fato, que relataram os absurdos e atrocidades da tentativa de golpe da direita contra o governo da Venezuela e seu povo. Até fotos de cenas violentas ocorridas em outros países os golpistas veiculam na imprensa e nas redes sociais, mentindo que são cenas ocorridas na Venezuela.  Depois disso, essas entidades decidiram realizar um ato público, a céu aberto, para o qual todos os defensores da democracia popular e lutadores anticapitalistas são chamados.

O Ato será na próxima quarta-feira, dia 12 de março, com concentração na Praça Santos Andrade, escadarias da UFPR, a partir das 18 horas. Compareça!  A CIA e os EUA não podem meter suas garras sangrentas sobre a América Latina!

Site do Evento no Facebook:
https://www.facebook.com/events/570187266404740/?ref_dashboard_filter=upcoming

Programação do 4. Encontro Nacional de Blogueir@s Progressistas (maio/2014)

Um comentário:
Confira a programação prevista para o 4. Encontro Nacional da Blogosfera Progressista, que ocorre de 16 a 18 de maio, em São Paulo:



16 de maio, sexta-feira

09h00 - Abertura

10h00 - Debate: Mídia, poder e contrapoder
-Ignácio Ramonet (fundador do jornal Le Monde Diplomatique, França); *
-Pascual Serrano (criador do sítio Rebelion, Espanha); *
-Andrés Conteris (Movimento Democracy Now, EUA); *
-Dênis de Moraes (professor da Universidade Federal Fluminense). *

14h00 - A mídia na América Latina
-Osvaldo Leon (Agência Latina Americana de Informação, Equador); *
-Damian Loreti (professor, Argentina);
-Iroel Sánchez (blogueiro cubano); *
-Emir Sader (sociólogo e cientista político, Brasil).

17h00 - A luta pela democratização da mídia no Brasil
-Luiza Erundina (coordenadora da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão-Frentecom);
-Rosane Bertoti (coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação-FNDC);
-Laurindo Lalo Leal Filho (professor da USP e ex-ouvidor da Empresa Brasil de Comunicação);
-Luciana Santos (vice-presidente nacional do Partido Comunista do Brasil e deputada federal por Pernambuco).

17 de maio, sábado

09h00 - A juventude e a força das novas mídias
-Pablo Capilé (Fora do Eixo);
-Renato Rovai (revista Fórum);
-Luciano Martins Costa (Observatório da Imprensa);
-Jeferson Monteiro (blog Dilma Bolada);
-PC Siqueira (ex-apresentador da MTV).

14h00 - Troca de experiências sobre a blogosfera e o ciberativismo

18h00 - A mídia e as eleições de 2014
-Lula

19h00 - Festa de confraternização.

18 de maio, domingo

10h00 - Plano de ação do movimento nacional de blogueir@s;
Definição do local do V Encontro Nacional, em 2016;
Aprovação da Carta de São Paulo;
Eleição da nova comissão nacional organizadora.

Convidados para iniciar os debates das 'desconferências':

Marco Weissheimer (RS); Elaine Tavares (SC); Esmael Morais (PR); Tarso Cabral (PR); Leonardo Sakamoto (SP); Cynara Menezes (DF); Miguel do Rosário (RJ); Fernando Brito (RJ); Fábio Malini (ES); Lola Aronovich (CE);
Daniel Pearl(CE);Diógenes "Jimmy" Brandão (PA);Altino Machado (AC); Marcos Vinicius (GO); Jean Wyllys (RJ); Túlio Viana (MG); Lucio Flávio Pinto (PA); Claudio Nunes (SE); Nelson Triunfo; Oldack Miranda (BA); Douglas Belchior (CartaCapital); Edmilson Costa (PCB); Valério Arcary (PSTU); Carta Potiguar (RN).

============
Serviço:
Inscrição em blogprog.com.br/inscricoes
Taxa de inscrição de 50 reais para o público em geral e 20 reais para estudantes.