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terça-feira, 28 de julho de 2015

Profeta sectário golpista do PSTU mente na assembleia do Sinditest

Um comentário:
O vice-presidente do Sinditest, Márcio Palmares, mentiu na assembleia geral de greve do Sinditest realizada na manhã de hoje no RU, ao dizer que a central sindical CTB apoia a proposta do PPE do governo federal.  O PPE propõe, a pretexto de defender o emprego, que trabalhadores da iniciativa privada aceitem reduzir sua jornada de trabalho com redução correspondente de salários.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) defende que o emprego e a renda do trabalhador sejam protegidos e valorizados por uma nova política econômica, afirmativa do desenvolvimento soberano, bem diversa da que hoje é aplicada pelo governo Dilma, que é caminho para a recessão, queda de renda dos salários e aumento do desemprego, o desastre.

Contudo, cínico em sua intenção de atacar a CTB - que busca um desfecho razoável para a atual greve da FASUBRA -, o militante do PSTU Márcio Palmares não hesitou em mentir.  


Em sua fala, citou de passagem o ato golpista dos fascistoides de direita e extrema-direita marcado para 16 de agosto, quando defenderão a derrubada do governo Dilma, recomendando que os servidores da base do Sinditest não compareçam a essa manifestação "coxinha".  Não obstante, o partido do profeta sectário, o PSTU, através de seu presidente nacional, recentemente gravou vídeo defendendo a "derrubada do governo Dilma".

Devemos avaliar uma pessoa pelo que ela diz de si mesma ou por sua ação prática que podemos constatar com os próprios olhos?  O mesmo vale para partidos.  Hoje, o presidente do PSTU faz malabarismos verbais para esclarecer isto e aquilo sobre seu vídeo, mas o resultado prático da postura atual do PSTU é levar água para o moinho dos golpistas, que querem derrubar o governo Dilma para instaurar no lugar uma camarilha reacionária. Em resumo: o PSTU e seus militantes se perfilam tão golpistas quanto os golpistas da direita.  Por mais que esbravejem que querem um "governo sem patrões"...

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Uma assembleia não-estatutária de prest..., não, de imposição de contas

Um comentário:
O pastor evangélico Néris de Souza tinha seu rebanho fiel.  A pastora trosco-morenista(*) Carla Cobalchini tem também seu rebanho, fiel e disciplinado. Ontem, no RU central, cerca de meia centena de pessoas se comportaram segundo o figurino obediente exigido pelo PSTU que controla o Sinditest. Aprovaram por ampla maioria, sem pestanejar, as prestações - atrasadas - das contas dos exercícios financeiros de 2013 e 2014.  Os poucos votos contrários e abstenções vieram da Oposição Sindical e de quem não se deixou convencer pela performance dos oradores Carlistas que clamaram pela mera homologação das contas, sem debate nenhum.

O processo, contudo, foi fora dos dispositivos do Estatuto do próprio sindicato e, fosse uma entidade de fato séria, e o movimento mais consciente de seus direitos, invalidaria tudo.   Antes de explicar por quê, uma breve digressão sobre o significado do Estatuto sindical.

O Estatuto foi objeto de muita polêmica nos últimos meses.  Todos no movimento do Sinditest - Diretoria e Oposição Sindical - concordam na necessidade de reforma do velho Estatuto registrado em 1994. Divergem profundamente no método de como fazer essa mudança e no conteúdo dela.  Porém, fato é que, se o Estatuto é assim tão importante, é para ser seguido à risca, certo?  Transparência e prestação regular dentro do prazo estatutário das contas são uma obrigação, não um favor da Diretoria, certo?

Não para o PSTU, que domina de cabo a rabo a máquina do Sinditest.  Ele mudou como quis o Estatuto, primeiro numa farsa chamada de "congresso" em novembro/2014 (com direito a assembleias-fantasmas e atas inventadas).  Depois, abordando dezenas de artigos, numa assembleia de greve de pouco mais de uma hora, imediatamente antes de um churrasco no mesmo salão da assembleia, cujos odores de comida pronta e carne assada certamente fizeram os 500 presentes em 29/05/2015 focarem ainda mais a "atenção" no debate dos artigos do Estatuto...   Eis a "democracia operária" da pastora Carla.

A irregularidade maior, é claro, está na própria data de realização da prestação de contas. O Art. 10 do Estatuto tão enaltecido manda que se faça assembleia ORDINÁRIA de prestação de contas até o dia 31 de março de cada ano, versando sobre o exercício imediatamente anterior.  O exercício financeiro de 2013 é examinado até março de 2014; o de 2014 é visto até março de 2015.  Isto foi desobedecido, pois esta "assembleia de prestação de contas" se deu com atraso de 15 meses para 2013 e de 3 meses para 2014.  Uma assembleia também não pode analisar dois exercícios na mesma ocasião.

Outra notória irregularidade: diz o Estatuto (Art. 10, Par. único) que a assembleia de prestação de contas deve ser presidida pelo Conselho Fiscal.  Na mesa dirigente, ontem, no RU, estavam dois membros do CF 2012-13 (Valter Maier e Soraya) e 3 membros do CF 2014-15 (Vitor, Célia e João), mas quem presidiu a assembleia foi a pastora Carla, presidente da Diretoria do Sinditest.  Ora, bobagem, trata-se de "vírgulas" do Estatuto, conforme menosprezaram o texto do estatuto dois diretores do sindicato.

"Vírgulas" desprezíveis do estatuto também a perda do prazo de março, a demora em apresentar as contas e o descumprimento de prazos que a própria Diretoria estabeleceu em reunião de 22 de setembro de 2014, feita com o ex-presidente do CF 2014-2015 que, de tanto se sentir enganado e não-atendido para ver documentos contábeis, renunciou ao CF antes do fim do ano passado. 

O advogado do Sinditest, Dr. Avanilson - contratado sem licitação por ser do PSTU como a pastora Carla - informou que, em meados de 2012, entrou com uma ação judicial contra o ex-presidente Wilson Messias e o ex-tesoureiro Jonas Pinto (gestão 2010-2011, da qual a pastora também fez parte; veja foto de 2009 ao lado).  Por quê?  Porque até hoje eles não apresentaram nenhum relatório final de gestão nem prestaram contas do exercício de 2011.  

Quase certamente, podemos supor que, em seu arrazoado para justificar a ação contra Messias e Jonas, ele se baseou em dispositivos do Estatuto referentes ao tema, como os artigos 10, 20 e outros.  Havendo suspeita de irregularidades nessas contas de 2011 e possíveis danos ao sindicato, podem também ter sido convocados artigos da CLT, como o 552, que fala em malversação de recursos, dilapidação de patrimônio e crime de peculato.

Pois é, fez muito bem, neste caso, o Dr. Avanilson.  Curioso é que a mesma argumentação em uma ação judicial assim contra Messias também serve para os atrasos das gestões 2012-13 e 2014-15 comandadas pela pastora Carla!!  Ah, mas isso são "vírgulas" desprezíveis do texto do Estatuto, contestam os iluminados diretores atuais do Sinditest. Claro, a chefe deles está com o rabo preso lá atrás também!

Segundo o advogado do Sinditest, a ação contra Messias e Jonas continua correndo.  Esperamos que a ação seja bem sucedida e eles tenham que apresentar suas explicações...

E de quem a culpa quase total da demora das contas de 2013 e 2014?  Acharam o PSTU e seus acólitos atuais um bode expiatório apropriado, o ex-contador do Sinditest (desde 2003), Ewerton Teixeira, que teria "escondido" a contabilidade de 2013 e 2014 em local não-sabido.  Bode assim é bom, porque o ex-contador (que só saiu do Sinditest mesmo em dezembro/2014) hoje está em São Paulo e não estava na assembleia, podia ser chicoteado à vontade, sem direito de defesa.


Por falar em direito, a superdemocrática Mesa diretora nem direito de resposta deu ao servidor "Paraná", vítima de acusação mentirosa de um diretor do sindicato cujo nome é melhor deixar na sarjeta da história.  Direito de resposta não é inscrição normal para falar sobre o assunto da pauta, é para a pessoa atingida em sua honra pessoal poder replicar, e não precisa durar mais que um minuto.  A Mesa falaciosamente submeteu a voto do rebanho, digo, do plenário, abrir ou não mais falas, distorcendo o tipo de pedido de "Paraná" e obviamente o reban..., digo, o plenário, por maioria, censurou o direito de resposta.

Houve mais alguns absurdos nessa assembleia não-estatutária de contas de ontem, e possivelmente delas comentaremos em outras postagens.  Basta finalizar dizendo que, de suposto evento para examinar - e debater com respeito e democraticamente - os valores de receitas, despesas e sua adequação, aquilo se tornou novamente picadeiro para os "donos da verdade" do (baixo) clero da pastora Carla assacarem seus ataques pessoais, calúnias, rotulações pejorativas e autoproclamações bombásticas de hipercombatividade revolucionária, como comício de greve fosse.  Quer dizer, adeus ao objeto da pauta.  Nesses termos, impossível levar a sério a intenção anunciada pela vanguarda da vanguarda da vanguarda da vanguarda da vanguarda....  
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(*)Referência aos gurus teóricos do trotsquismo morenista que inspira o PSTU: o russo Leon Trotsky e o argentino Nahuel Moreno.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Votar fundo de greve que vai ser pago pelos outros pode?

Um comentário:
A semi-esvaziada assembleia de terça-feira passada (16), no RU Central da UFPR, aprovou a criação de novo Fundo de Greve, a ser composto pelo repasse de mais 0,5% sobre o Vencimento Básico, além do 1% que todos os filiados já descontam regularmente.  Na opinião deste Blog, mais este desconto - depois que o caixa do Sinditest foi reforçado com a dobrada da mensalidade sindical desde abril – é um abuso, uma verdadeira garfada no contracheque.

Autorizar qualquer desconto novo no contracheque deve ser uma prerrogativa individual expressa do servidor.  Não consta também no "novo" Estatuto do Sinditest que uma assembleia extraordinária possa ter autoridade soberana para aplicar um desconto novo a título de Fundo de Greve, isto é, que a decisão de uma centena de pessoas represente – nesse quesito financeiro – a vontade de mais de 5 mil filiados.

De repente, surgiu outro questionamento: algumas pessoas NÃO-FILIADAS ao sindicato teriam votado naquela assembleia do dia 16 a favor do adicional desconto ao Fundo.  Pimenta no dos outros é refresco, não é?  Como pode alguém que não desconta regularmente, nem extraordinariamente, NADA para o sustento do sindicato votar para que OS OUTROS descontem?  Absurdo.  Moralmente e democraticamente errado e injusto!

Podem dizer que a aprovação da nova garfada a título de Fundo de Greve passou por ampla maioria.  Mas isso não apaga o fato de que, numa votação séria dessa ordem, a Mesa não prestou atenção para esse importante aspecto, juridicamente questionável.  Ou não quis faze-lo de propósito.  Porque a “democracia operária” do PSTU é assim, da grife “Caterpillar”.

Onde está o encaminhamento das recomendações da Auditoria do Sinditest de 2013?

Um comentário:
Auditoria foi feita nas contas do Sinditest dos exercícios de 2007 a 2011. O resultado da Auditoria saiu em outubro/2013.  A Assembleia chamada pela Diretoria do PSTU para expor esse resultado (a muito custo e cobrança) só saiu em março/2014, em assembleia da qual um trecho está no vídeo acima.

A auditoria achou irregularidades, entre outras, na venda da "chácara" de Piraquara ocorrida em 2009 sob a gestão Messias/Néris/Carla Cobalchini/Bernardo Pilotto/Zé Carlos Assis.  

A auditoria, em outubro/2013,  recomendou à Diretoria da Carla fazer perícia imobiliária no imóvel vendido de Piraquara, pois a suspeita é de foi vendido subfaturado, com dano para o patrimònio do Sinditest.

Na assembleia no vídeo, em março/2014, Carla recusa aplicar sanções disciplinares em seus ex-colegas de diretoria 2008-2009 Messias e Néris porque argumentava então (vejam no vídeo) que, para isso, era primeiro preciso fazer as tais perícias.

Onde está a perícia?  Não há dinheiro para pagá-la? Seria cara demais?

Ou será que, feita a perícia, isto reforçará a tese de dilapidação de patrimônio do Sinditest praticada por uma Diretoria 2008-2009 na qual Carla foi uma diretora bastante ativa e assinava documentos também para vendas de imóveis?

Contudo, na hora de meter a mão no bolso dos filiados para fundos e mais fundos de greve, dos quais não se presta contas, aí o gatilho é rápido.  Para abafar incômodos, o traseiro é grande para sentar em cima e fingir que nada tem a ver com nada.

CTB: Urge extirpar a corrupção do movimento sindical !

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O escândalo que levou à intervenção da Justiça no Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, foco de uma reportagem da Rede Globo exibida no “Fantástico” do último domingo, merece uma reflexão mais atenta e profunda do movimento sindical. A transformação da entidade num negócio da família Mata Roma, que somente na última gestão promoveu um desvio estimado em mais de R$ 100 milhões, é inadmissível e deve ser repudiada com energia e indignação. 

Por Adilson Araújo(*), no Portal da CTB

Note-se que a base daquele sindicato compreende um universo de mais de 400 mil trabalhadores e trabalhadoras, ao passo que os sócios não chegavam a 800. Por absoluta carência de ação sindical o piso da categoria é inferior a R$ 1 mil. O desvio moral liderado por Otton da Costa Mata Roma, que, com o capital acumulado na ladroagem, comprou aviões e virou proprietário de duas empresas de transportes aéreo, desdobrou-se, como era de se esperar, em desvio político, autoritarismo e traição aberta aos interesses dos comerciários e da classe trabalhadora em geral.

Os sócios já não desfrutavam sequer do direito ao voto. Em 2014 a diretoria foi eleita em assembleias-fantasmas, forjadas por dirigentes da UGT, que depois coletavam ou falsificavam assinaturas para fechar as atas eleitorais e ainda se hospedavam em um flat mobiliado e ganhavam uns trocados pelo malfeito. As leis da conveniência talvez expliquem o fato de Mata Roma ter sido eleito secretário de Relações Internacionais da UGT e permanecer na função, agora como licenciado, mesmo depois da intervenção no sindicato.

A reportagem da TV Globo mostra só um lado da história e pode induzir a opinião pública à conclusão de que o conjunto do movimento sindical brasileiro está contaminado pelo vírus da corrupção. Isto simplesmente não é verdade e a classe trabalhadora não deve se enganar com as falsas generalizações a este respeito, que servem aos propósitos alienantes da propaganda burguesa. É necessário saber separar o joio do trigo. A história do movimento sindical (do 1º de Maio, assim como do 8 de março)revela a coragem e o heroísmo de muitas lideranças na luta em defesa dos direitos trabalhistas.

O papel dos sindicatos, para o qual originalmente foram criados, é a defesa intransigente dos interesses da classe trabalhadora e, para que seja cumprido, é preciso honestidade, compromisso com as lutas e respeito à democracia. Todavia, há sindicalistas corrompidos, degenerados que traíram a confiança e os interesses das bases, assim como centrais sindicais que fazem o jogo da direita e dos patrões. 

Mas existem também sindicalistas honestos, comprometidos com a classe trabalhadora e empenhados de corpo e alma na luta contra a exploração capitalista e em defesa dos assalariados. É esta igualmente a teoria, e também a prática, da CTB, que se orienta por uma concepção classista de sindicalismo (democrática, autônoma e anticapitalista) e não dá guarida a corruptos.

Não podemos ser negligentes com a corrupção, mesmo porque ela é uma das principais causas da crise de representatividade que abala as instituições no Brasil e subtrai capacidade de mobilização e conscientização dos sindicatos. Não se trata de um fenômeno isolado. A falta de democracia nas gestões e principalmente nas eleições sindicais é companheira dileta da corrupção. É recorrente ouvir em nosso meio a cínica sentença de que em eleição sindical até o voto vale. Não é de se estranhar a falta de credibilidade.

Os dirigentes das centrais não podem ignorar a realidade escandalosa em seu entorno (revelada parcialmente e com sensacionalismo no “Fantástico”) e fingir que tudo vai muito bem, obrigado. A CTB defende a elaboração de um código eleitoral, atrelado ao recebimento das contribuições sindicais, com regras democráticas que garantam o direito à associação, transparência e lisura nos pleitos, coibindo as fraudes, restringindo os mandatos a quatro anos com direito a uma única reeleição. Quem não assinar não deve ter acesso à Contribuição Sindical e procurar sobreviver, se conseguir, das mensalidades.

Defendemos a mais ampla transparência na gestão dos recursos das entidades, que pertencem em primeira e última instância à classe trabalhadora; consideramos um crime imperdoável desviá-los em benefício próprio, empregando-os no enriquecimento ilícito de falsos dirigentes e seus familiares. Os sindicatos foram criados, com o sangue e o suor operário, como instrumentos de luta da classe trabalhadora contra a exploração e opressão capitalistas. É intolerável que se transformem em balcões de negócios de alguns velhacos oportunistas e mafiosos.
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(*)Adilson Araújo é presidente nacional da CTB.
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Atualização às 13h30: 
Chapa da CTB sai vitoriosa no Sindicato dos Comerciários do RJ - O Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro está de volta à categoria. Depois de décadas sob o domínio da família Mata Roma, uma intervenção judicial possibilitou o que os trabalhadores comerciários tanto ansiavam: um pleito democrático para eleger a diretoria do sindicato. Com a totalização das urnas apuradas, a Chapa 1 - A Hora da Mudança, apoiada pela CTB, está eleita para a direção do Sindicato. Os números finais foram: Chapa 1: 874 votos; Chapa 2: 44 votos e Chapa 3: 143.