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quarta-feira, 7 de março de 2012

Protesto reune mais de 500 ciclistas em Curitiba

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Concentração inicial da Bicicletada no pátio da Reitoria da UFPR ontem

Mais de 500 ciclistas participaram na noite desta terça-feira (6) de uma manifestação, realizada no Centro de Curitiba, pedindo segurança e políticas públicas adequadas para a bicicleta. Os manifestantes se encontraram no pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), às 19 horas, e seguiram pelas ruas da cidade, sem um trajeto específico. 

O ato, que foi realizado simultaneamente em mais de 30 cidades de todo o país, foi em homenagem a cinco ciclistas que morreram atropelados na última sexta-feira (2) em São Paulo,Brasília, Pará, Pernambuco e Santa Catarina.

O encontro de Curitiba também prestou solidariedade a dois ciclistas paranaenses mortos recentemente: Edimar Nascimento, 24 anos, atropelado por um biarticulado no dia 20 de janeiro, nas proximidades do viaduto da Linha Verde, no bairro Pinheirinho, e Demétrius Kirach, 41 anos, atropelado por um caminhão na BR-277, na altura do quilômetro 65, em São José dos Pinhais, no dia 9 de fevereiro.

Os ciclistas, organizados com faixas, cartazes e entoando em coro frases como "Menos carro, mais bicicleta", foram convocados pela Internet a participar do ato. Na página do evento no Facebook, mais de 590 pessoas estavam confirmadas.
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Domingo de descanso de trabalhadores do RU da UFPR, adeus?

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O cartaz acima está exposto no Restaurante Universitário Central da UFPR.  Em meados de 2011, na carona da greve nacional dos servidores técnicos, o movimento estudantil da UFPR também construiu uma forte paralisação, pressionando a Reitoria por uma pauta com centenas de reivindicações.  Sem muita delonga, o reitor Zaki Akel buscou responder à pauta estudantil e prometeu aos alunos, entre outras coisas, ampliação da oferta alimentar nos RUs.  O reitor é candidato à reeleição este ano.

O movimento dos técnicos não é contra a reivindicação estudantil de que um serviço importante de assistência estudantil, como os RUs, possa atender o melhor possível as necessidades dos alunos, pois muitos realmente não tem recursos para tudo que se exige de quem estuda num curso superior.  Desde que isso não penalize ou sobrecarregue os trabalhadores, cujo descanso no fim de semana é um direito assegurado.  Sabe-se que continua existindo déficit de servidores para dar conta de tarefas e horários ampliados.  Portanto, cabe indagar quais trabalhadores sacrificarão seus domingos e feriados para servir refeições no RU-Central das 08h30 às 19h15.

O que diz a diretoria do Sinditest quanto a esse "vento" do horário de funcionamento do RU Central, já que sua campanha eleitoral foi centrada na promessa de "mudar o rumo dos ventos" ?

terça-feira, 6 de março de 2012

Feijoada Beneficente do Blog do Esmael em 31 de março no Beto Batata

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O Blog NaLuta deve ao amigo e companheiro Esmael Morais seu surgimento na UFPR.  Temos uma caminhada conjunta nessa dura vida da chamada blogosfera progressista, mas vamos em frente.  Como ninguém é de ferro, vai bem uma feijoada de sábado com amigos em que também se contempla o desfile de variados bichos do zoológico político paranaense.  O Blog NaLuta estará na feijoada do Blog do Esmael.

A Feijoada Beneficente do Blog, em parceria com o Hospital Erasto Gaertner, será realizada no dia 31 de março. O evento, que comemorará três anos do “Blog do Esmael”, será plural e suprapartidário, ou seja, reunirá todas as tribos políticas do Paraná.

Diversas personalidades já confirmaram presença. Agende aí e apareça você também. Para reservar seu convite entre em contato pelos telefones (41) 3779-2012 e (41) 9148-7444.

O resultado financeiro da feijoada será revertido integralmente ao hospital de combate ao câncer.
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Fonte: com informação do Blog do Esmael

Mais uma dúvida sobre a implantação das 30 horas com ponto eletrônico

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Alguns servidores chamam atenção para uma seção do portal SIAPEnet que bota uma pulga atrás da orelha nesse processo confuso da adoção de jornada de 30 horas em toda a UFPR.  Existe ali uma funcionalidade pela qual o servidor pode optar por reduzir sua jornada para 30 ou para 20 horas semanais, porém com correspondente redução salarial, cujo valor é informado pelo portal.  Tal como se vê no exemplo mostrado acima [clique na figura para ampliar].

O leitor interessado em consultar isso, faça o seguinte:
- entre no Portal SIAPEnet (www.siapenet.gov.br);
- clique na opção do menu "Servidor" e insira seu número de identificação única;
- faça o login com sua senha;
- depois de entrar em sua página pessoal funcional, no menu à esquerda, clique em "Cadastro" e depois em "Redução da Jornada de Trabalho"
- a tela que se abre é similar à do exemplo mostrado na figura acima, com seus dados pessoais e os valores salariais de sua jornada para 40, 30 e 20 horas semanais.

Ora, a Resolução do Conselho Universitário (COUN) que propõe a "flexibilização da jornada para 6 horas diárias e 30 horas semanais" afirma a obrigatoriedade do controle eletrônico de ponto, mas também adverte que o não atendimento das finalidades a que se propõe a dita "flexibilização" poderá redundar na revogação da mesma.  Após instituída uma jornada de 30 horas, controlada pelo equipamento eletrônico, isso fornecerá elementos comprobatórios de que servidores sob contrato de 40 horas semanais passaram a cumprir (sempre segundo o testemunho do ponto) 10 horas a menos.  

Como é possível ter plena garantia de que não haverá riscos de o servidor que assumir a jornada de 30 horas ser enquadrado posteriormente na opção demonstrada no Portal SIAPEnet?  Isto é, ver reduzido seu  salário por algum tipo de ordem superior de Brasília.  Além de, em caso de revogação das 30 horas pelo mesmo COUN, não se saber se os pontos eletrônicos irão embora junto...

Com a palavra, a diretoria do Sinditest e a Comissão instituída pela Reitoria para implementar as 30 horas (Comissão na qual estão dois conselheiros técnicos do COUN, ex-diretores do Sinditest, Wilson Messias e Luisa Fanes).

segunda-feira, 5 de março de 2012

Contagem regressiva para greve nacional da Educação

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Entre os dias 14 e 16 de março de 2012, as escolas públicas de nível básico, em todo Brasil, paralisarão suas atividades para protestar contra o descaso de grande parte dos gestores públicos em não garantir educação de qualidade socialmente referenciada para todos e todas.

Embora o Brasil, nos últimos anos, venha galgando importantes resultados socioeconômicos – já tendo alcançado o posto de 6ª economia do mundo –, a educação continua sendo um entrave para a inclusão de todos os brasileiros e brasileiras no processo de desenvolvimento sustentável.

Cada vez mais, os meios produtivos exigem maior e melhor qualificação profissional, e as relações socioculturais e ambientais, idem. Sendo que é papel da escola pública garantir o acesso e a permanência de todos ao conhecimento e à participação cidadã na vida política, social e econômica do país.

À luz desses objetivos, que defendemos para a escola pública, a pauta da CNTE [Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação] para a Greve Nacional dos Trabalhadores/as em Educação consiste em:

(i) Ampliar o investimento em educação para 10% do Produto Interno Bruto (PIB), ao longo da próxima década, e exigir a aprovação do novo Plano Nacional de Educação;

(ii) Garantir o cumprimento imediato e integral da lei federal nº 11.738, que vincula o piso salarial profissional nacional à carreira do magistério;

(iii) Implementar a gestão democrática em todas as escolas e os sistemas de ensino, conforme preceitua as normas educacionais e o Estatuto da Criança e do Adolescente;

(iv) Impedir a terceirização das funções escolares, sobretudo daquelas desempenhadas pelos funcionários da educação; e

(v) Assegurar outras pautas locais da educação e de seus trabalhadores.

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Fonte: CNTE

Bicicletada em solidariedade às vítimas do trânsito e de prefeitos insensíveis

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Na última sexta-feira (02/03) três ciclistas morreram atropelados em São Paulo, Brasília e Belém. As Bicicletadas e Massas Críticas de todo o país estão convocando um ato de ocupação das ruas em solidariedade às vítimas do trânsito e para pedir mais respeito e prioridade nas políticas públicas de mobilidade. 

Links da Bicicletada Nacional e do evento em Curitiba no Facebook.

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Fonte: BicicletadaCuritiba

sexta-feira, 2 de março de 2012

CTB lança campanha nacional em defesa da unicidade sindical

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A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) lançou oficialmente, nesta quinta-feira (1º), uma campanha inédita, de abrangência nacional, em nome da unicidade sindical. A partir da publicação de uma série de materiais de comunicação, como anúncios em jornais, outdoors, publicidade em ônibus, na internet e nas redes sociais, a Central espera promover um debate a respeito do fortalecimento do movimento sindical e da classe trabalhadora.

Na condição de uma central sindical classista, sentimos que era necessário promover esse debate. No entanto, entendemos que esse debate não deve se restringir à unicidade versus pluralidade. Precisamos ir além”, afirmou Wagner Gomes, presidente da CTB.

A campanha tem como destaque a bandeira da unicidade sindical, mas ela está permeada por um mote muito claro: a necessidade de o Brasil alcançar um padrão mais elevado de desenvolvimento, a partir da valorização do trabalho e da distribuição de renda.

A partir dessa premissa, a CTB decidiu direcionar sua campanha aos dirigentes sindicais de todo o país. Para Eduardo Navarro, secretário de Imprensa e Comunicação da Central, é preciso se contrapor de uma maneira firme em relação àqueles que lutam pelo pluralismo sindical e a consequente divisão dos trabalhadores.

A CTB traz a público esta campanha em defesa da unicidade sindical como um grito preso na garganta. São muitos os que tentam dividir a classe trabalhadora, como o DEM e o PSDB, além de centrais sindicais equivocadas, entre outros. Os trabalhadores exigem sindicatos fortes e estão imbuídos da importância de financiarem sua própria organização”, afirmou Navarro.


Sindicatos fortes
A CTB, desde sua fundação, defende a manutenção do Artigo 8º da Constituição Federal, que, entre outros pontos importantes, garante a unicidade e a contribuição sindical. Sua posição é clara: a unicidade é uma proteção legal e um freio contra a fragmentação dos sindicatos, ao garantir uma única organização por base territorial.

Um sindicato forte não pode ser dividido. E, para que seja forte, precisa ser custeado pela classe trabalhadora, por meio da contribuição sindical”, defende Wagner Gomes.


Participe da campanha!
A partir de 1º de março, é importante que todos os sindicatos filiados à CTB participem dessa discussão sobre a unicidade. Isso pode ser feito por meio da distribuição de materiais em cada base.

Além disso, todos podem participar dessa discussão por meio das redes sociais na internet. Basta curtir no Facebook a página da Unicidade Sindical, seguir o perfil da Campanha no Twitter (@unicidadectb) e acompanhar o canal de vídeo no YouTube (Unicidade Sindical). Se preferir, envie sugestões para o endereço unicidadesindical@portalctb.org.br. Participe!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Câmara aprova previdência complementar dos servidores federais, com três fundos

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Projeto cria fundações para o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, e define que novo servidor pagará 11% sobre o teto do INSS (R$ 3.916,20) e terá que fazer contribuição extra relativa ao restante de sua remuneração para receber aposentadoria acima desse limite. 

O Plenário da Câmara de Deputados concluiu, nesta quarta-feira (29/2), a votação do Projeto de Lei 1992/07, do Executivo, que institui a previdência complementar para os servidores civis da União e aplica o limite de aposentadoria do INSS (R$ 3.916,20) para os admitidos após o início de funcionamento do novo regime. A matéria ainda será analisada pelo Senado.

Por esse novo regime, a aposentadoria complementar será oferecida apenas na modalidade de contribuição definida, na qual o participante sabe quanto pagará mensalmente, mas o benefício a receber na aposentadoria dependerá do quanto conseguir acumular e dos retornos das aplicações.

O texto permite a criação de três fundações de previdência complementar do servidor público federal (Funpresp) para executar os planos de benefícios: uma para o Legislativo e o Tribunal de Contas da União (TCU), uma para o Executivo e outra para o Judiciário.

A matéria aprovada resultou de uma emenda assinada pelos relatores da Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Rogério Carvalho (PT-SE), e de Finanças e Tributação, deputado Ricardo Berzoini (PT-SP). O texto também teve o apoio dos relatores na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, deputado Silvio Costa (PTB-PE), e na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, deputado Chico D’Angelo (PT-RJ).

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Fonte: Agência Câmara

Vem aí a prestação de contas dos exercícios 2010 e 2011 do Sinditest. Ou não!

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"Art. 10º.- As Assembléias Gerais Ordinárias [do Sinditest] terão lugar:
a- Anualmente, até 31 de março, para discutir e deliberar sobre o relatório da Diretoria Executiva e prestação de contas do exercício anterior (...)" [Estatuto do Sinditest]


Quando o Conselho Fiscal velho (gestão 2010-2011), presidido pela servidora do HC Maria Alice, vai se mexer para realizar a prestação de contas da última gestão de Wilson Messias? Gestão que, em 2011, despendeu recursos na greve nacional, num montante até hoje não sabido (uns dizem 110 mil reais, outros 130 mil, outros 180 mil).  Além de outros gastos desconhecidos pela base.

E a Diretoria nova (gestão 2012-2013) já se mexeu para cobrar desse Conselho Fiscal velho que comande as prestações de contas em assembleia ordinária até 31 de março deste ano?

Até 23 de março devem sair escalas para jornada de 30 horas na UFPR

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No site da PROGEPE, uma nota publicada em 28/02 informa que pró-reitores e diretores em geral tem o prazo de 23 de março para apresentar escalas de horários de trabalho de seus respectivos servidores para implementação da jornada semanal de 30 horas.  Com isso, nas pró-reitorias, órgãos suplementares e setores, os dirigentes deverão promover reuniões em que essas escalas sejam debatidas em busca de algum consenso.

A Comissão designada pela Reitoria para acompanhar a implantação da jornada reduzida é composta por Laryssa Born (Pró-reitora de Gestão de Pessoas), Armando Delgado, André Giamberardino, Wilson Messias, Luisa Fanes, Luis Eduardo Lelis, Salem Ibrahim e Lânia Vaz.

Simultaneamente, a diretoria do Sinditest afirmou ontem em seu site que deu-se "um golpe nos servidores" porque "de forma sorrateira, na tarde desta quarta-feira (29), a Reitoria instalou as máquinas de ponto eletrônico em diversas portarias do Hospital de Clínicas e passará a exigir o controle eletrônico dos servidores que fazem APH e hora-extra."  

O Governo Federal vinha exigindo desde julho do ano passado a instalação de controle eletrônico de ponto nos hospitais universitários como contrapartida da continuidade do pagamento dos APHs (Adicionais de Plantão Hospitalar).  Com o estado de mobilização da greve de 2011, isso foi postergado na UFPR, mas, agora, na esteira da implantação da jornada de 30 horas, a Reitoria sentiu-se à vontade para implantar os aparelhos de ponto no HC.  E entende isso como contrapartida da concessão da jornada flexibilizada em toda a UFPR. Uma dúvida é se as 30 horas funcionarão a contento, pois, se não funcionarem ou forem revogadas, uma coisa pode ficar: o controle eletrônico do ponto, só.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

XXI CONFASUBRA - quem lê tanta tese?

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Em abril acontecerá mais um Congresso Nacional da FASUBRA, o vigésimo-primeiro, para aprovar um Plano de Lutas e eleger nova diretoria.  Fomentando as discussões, os diversos grupos e correntes publicam as chamadas "teses" que abordam os itens do temário.  Há 12 teses inscritas, acessíveis para download neste link e enumeradas abaixo:

01 - Contribuicao ao XXI CONFASUBRA

02-Tese UNIDOS PRA LUTAR CONFASUBRA

03 - UNIDADE DOS LUTADORES: Uma Necessidade da Categoria - Tese do BASE

04 - TESE ARARAS 2012

05 - TESE Congresso Fasubra espaço livre

06 -TESE TRIBO XXI CONFASUBRA

07 - TESE DO GRUPO INDEPENDENTES DE MINAS GERAIS AO XXII CONFASUBRA

08-PENSAMENTO SINDICAL LIVRE - PSLIVRE

09 - TESE VAMOS A LUTA

10 - Tese MLC ConFasubra

11 - TESE RESSIGINIFICAR -CSD

12 - Tese da CTB Por uma Fasubra Classista Unitaria e de Luta Confasubra 2012

As Teses acima versam sobre conjuntura internacional e nacional e variados temas relativos à categoria, em especial a revisão da carreira do técnico.  Ainda que saibamos que, para demonstrar um arrazoado, seja preciso gastar muitas páginas, a realidade é que muito poucos de fato lêem cada uma das teses na íntegra e elas parecem mais servir para dar azo ao ego inventor da maioria dos autores.  Objetivamente, o cacete vai quebrar mesmo em torno da questão de a FASUBRA manter sua independência e unidade frente ao governo e partidos, ou virar apêndice de partidos como hoje se encontra o ANDES dos professores. Paralelamente, tem importância acontecer o debate sobre revisão de pontos do Plano de Carreira (PPCTAE).  Alegoricamente, ver-se-á certos pavões e narcisos desfilando suas plumas, como é o caso dos caciques que sofrem epifanias e criam excrescências sem significado tipo "PS livre", "Base" etc. 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Antonio Neris (ainda) quer ser presidente do Sinditest

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A este Blog chegou o teor do Mandado de Segurança que o dr. Neris impetrou contestando o resultado da última eleição do Sinditest.  É uma peça legal mal escrita contra o ex-presidente do sindicato Wilson Messias e contra atos da Comissão Eleitoral, alegando que houve irregularidades na apuração dos votos que deram vitória à chapa presidida por Carla Cobalchini em novembro passado.

Aspecto mais patético da peça legal é seu apelo ao cumprimento do Estatuto do Sinditest, o mesmo estatuto que os senhores Wilson Messias e dr. Neris diversas vezes não tiveram a menor cerimônia de descumprir quando se tratava de atender seus próprios interesses.

Pois é, o dr. Néris não queria largar o osso que tantas chances de bons negócios lhe rendia.  Deve ser difícil ficar longe da bica e da boca.  Mas justamente por causa do fumus boni iuri - quando a categoria percebeu que na fumaça do dr. Néris podia ter mau fogo - é que seu mandado de segurança vai cair no vazio.  Ele que espere até o final de 2013 e se candidate de novo.  Se não estiver condenado por outras causas antes.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Duas pré-candidaturas na sucessão da UFPR, por enquanto

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Neste ano se dará nova eleição para a Reitoria da UFPR. A consulta direta, organizada tradicionalmente desde 1985 pelas entidades da comunidade universitária, conta por enquanto com duas pré-candidaturas.  Uma de situação, o próprio reitor Zaki Akel desejando manter-se no trono por mais 4 anos, até 2016.  E uma de oposição, anunciada em redes sociais há algumas semanas, da professora Maria Tarcisa Silva Bega, diretora do Setor de Ciências Humanas.

Parte do "programa" do candidato de situação a comunidade já conhece: é o que ele fez e continua fazendo, está aí para ser avaliado, inclusive em confronto com as promessas por ele lançadas em 2008.  As ideias e proposições da professora Maria Tarcisa ainda estão por ser conhecidas, estão em elaboração, e ela já está convocando reunião da sua candidatura para a semana que vem.

Para as entidades Sinditest, Apufpr e DCE, há que fazer desde já um bom debate, entre suas diretorias e no seio das categorias, sobre necessários aperfeiçoamentos no processo de consulta direta, de modo a evitar sua contaminação por vícios típicos das campanhas eleitorais comuns extra-UFPR e fomentar maior participação da comunidade na discussão das propostas dos futuros candidatos.

Sem chapas inscritas, eleição do Conselho Fiscal do Sinditest será adiada

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O prazo de inscrição de chapas ao Conselho Fiscal do Sinditest (gestão 2012-2013) esgotou-se na última sexta-feira (17).  Nenhuma chapa apresentou-se para a disputa. Logo, em 1 de março não há como ter eleição. Com isso, a Comissão Eleitoral - formada pelos diretores Bernardo e Giuliano, e pela servidora de base Guaracira - terá de reunir-se para definir novas datas de prazo de inscrição e eleição.

Parece coisa de importância menor o Conselho Fiscal.  Até porque o Conselho da gestão 2010-2011 foi essencialmente inoperante, rebaixando a percepção de sua utilidade por parte da base.  Esse Conselho só tirou a bunda da cadeira para servir aos interesses grupistas da finada gestão neromessiânica "Sindicato Para Todos" em aprovar suas obscuríssimas contas do exercício 2009.  

Já para apresentar a prestação de contas do exercício 2010 (o que deveria ter feito até março/2011), serviço zero desse Conselho cuja gestão se encerra.  E ainda tem as contas do exercício 2011: a mesma gestão do Conselho, presidido pela amiga do ex-presidente do Sinditest, parece não querer encaminhar (o prazo final é 31 de março, ordena o Estatuto do Sinditest).  Total fuga da responsabilidade.  Mas também medo de não saber explicar muitas coisas estranhas, como certas notas fiscais de buffets contratados para as comilanças patrocinadas pelo neromessianismo.

Em favor da transparência que defendeu em campanha eleitoral, a diretoria do Sinditest deve tanto garantir para breve a remarcação da eleição do novo Conselho Fiscal, como cobrar do velho conselho que faça a prestação de contas de 2011 em assembleia ordinária até 31/03 como manda o estatuto sindical.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Com que grana eu vou...?

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A charge acima(*) ilustrou uma postagem de novembro passado neste Blog, chamada "Então, naquele sindicato, depois da posse da nova diretoria...".  Bem que avisamos os novos diretores do Sinditest.  Depois de pegarem as chaves do sindicato e do respectivo "cofre", a tesoureira teve o susto, com o rombo deixado pela gestão neromessiânica, credores batendo à porta e sem dinheiro em caixa.

Pode ter melhorado um pouquinho a situação financeira com a entrada do novo lote de mensalidades em fevereiro.  Será que  o suficiente para custear as atividades todas que a nova diretoria pretende desenvolver?  Inclusive levar uma grande delegação de base ao XXI CONFASUBRA de abril?  Sem dúvida, um pesado custo em inscrições de delegados, diárias e transporte até Minas Gerais, local do Congresso.  E a gestão passada ainda deixou 3 mensalidades da FASUBRA sem pagar (5% da receita mensal do sindicato filiado deve ser repassado à Federação).
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(*)De novo, obrigado Adão Iturrusgarai!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Privilegiamento da central sindical trotskista na nova diretoria do Sinditest

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A FASUBRA por muitos anos esteve filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Depois que algumas posições da CUT perderam aceitação em pelo menos metade da base dos técnicos, o Congresso da FASUBRA de 2009 entendeu que o caminho da unidade na base passava por não estar esta Federação filiada a nenhuma das centrais sindicais brasileiras.  Mas, ao mesmo tempo, orientou reabrir nas bases das Universidades um debate plural sobre o assunto, se a FASUBRA deveria manter-se assim ou refiliar-se a alguma central.

Existem sete centrais no Brasil: CUT, Força Sindical, CTB, UGT, NCST, CGTB e Conlutas.  A Conlutas (que há cerca de um ano mudou o nome para "CSP-Conlutas") não é bem uma central sindical, pois em suas reuniões até militantes estudantis e de outras áreas de movimentos sociais podem ser delegados com direito a voto.  No movimento sindical da FASUBRA atuam basicamente apenas técnicos que militam na CTB, Conlutas e CUT.

O Sinditest, desde sua fundação em 1992, nunca filiou-se diretamente a nenhuma central.  Na atualidade, a nova diretoria do sindicato demonstra intenção em filiá-lo à Conlutas.  É o que se interpreta da decisão dessa diretoria em 06/02/12, pela qual 3 diretores são enviados a uma reunião nacional da Conlutas com recursos de toda a categoria.

O Blog NaLuta e vários de seus colaboradores estão ligados à CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), e os documentos desta central podem ser vistos na coluna do blog ao lado. Assim também, há diversos militantes da UFPR que são cutistas.  Ora, se a orientação da própria FASUBRA é fazer um debate democrático, plural, sobre as centrais sindicais, é de se cobrar no mínimo um tratamento equitativo pela diretoria do Sinditest, sem privilegiar nenhuma central.  

Querem filiar o Sinditest a uma central? Então, para qualquer debate prévio a definir filiações, chamem no mínimo as 3 centrais que atuam na FASUBRA.  No mínimo enviem diretores para conhecer de perto também a CUT e a CTB, não apenas a Conlutas. Ou a prometida prática democrática e transparente começa a ficar sujeita a dúvidas.

Além disso, filiar-se a uma central sindical implica repassar um percentual da arrecadação mensal do sindicato.  A própria tesoureira-geral do Sinditest revelou em assembleia de janeiro o estado de penúria decorrente da "herança maldita" (palavras do ex-tesoureiro Jonas Pinto) deixada pela gestão Messias/Dr. Néris, que não pagou 3 mensalidades devidas à FASUBRA.  

Não vamos aqui abordar as diferenças entre as centrais, apenas exigir que o debate seja realmente plural e não direcionado, como se houvesse de antemão um grupo dono da verdade.

Ex-diretor do Sinditest visto na Caminhada dos Zumbis em Curitiba

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Ontem, no tradicional carnaval de Curitiba, aconteceu mais uma edição da tradicional "Zombie Walk" (Caminhada de Zumbis) pelas ruas do centro tradicional.  Segundo fontes tradicionais ligadas ao Além Sindical, um tradicional ex-diretor do Sinditest foi visto rosnando na caminhada e prometendo voltar dos mortos-vivos atrás dos miolos da categoria.  Um desenho de formiguinhas de prêmio para quem descobrir quem seria o misterioso ex-diretor desaparecido.


As mesmas fontes garantem que o tradicional bloco carioca "O negócio tá feio e seu nome tá no meio" fez convite ao misterioso ex-diretor para ele desfilar no Rio, mas seus assessores da firma Blurkendorf & Bartendorf advertiram que a fantasia estava muito próxima da realidade.
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Fotograma: Gazeta do Povo

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Acerto Reitoria-Santander mixou. Mesmo?

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O Blog NaLuta foi o primeiro a denunciar um semidesconhecido acerto entre o banco privado espanhol Santander e a Reitoria da UFPR para fazer novos crachás de alunos e servidores.  As críticas apareceram nas postagens do Blog NaLuta  "UFPR promove banco estrangeiro" de 10/01/2012 e "Misterioso Banco Santander..." , de 16/01.

Depois disso, muito mais membros da comunidade universitária da UFPR passaram a debater o tema.  O blog MobilizaUFPR, editado pelo servidor Fernando Oliveira, agarrou essa bandeira e buscou investigar mais os documentos do tal acerto entre o reitor Akel e os espanhóis.  Levado à assembleia de fnal de janeiro do Sinditest, o acerto foi objeto de unânime moção de repúdio dos servidores presentes no Anf. 100. O DCE teve posições contraditórias e a APUFPR só se manifestou há poucos dias, condenando a intenção de entregar ao superbanco europeu o acesso à potencial clientela da UFPR.

A Assessoria de Comunicação Social da UFPR, em matéria de 05/01, havia anunciado para março próximo a troca dos crachás de identificação dos servidores e estudantes.  Passado um mês e meio, vem a mesma ACS, em nota de 17/02, anunciar que a "UFPR revoga chamada pública", em que se informa que:

"O reitor da Universidade Federal do Paraná, Zaki Akel Sobrinho, revogou no dia 13 de fevereiro o Edital de Chamamento Público no qual o Banco Santander passaria a fornecer os crachás de identificação dos servidores e dos alunos."

com a justificativa de que

"...a legislação não permite que as instituições públicas tenham conta em instituições bancárias privadas, mesmo que seja uma conta de transferência de dados."

Contraditoriamente, no parágrafo a seguir, a nota da ACS "esclarece" que:

"Apesar de cancelado, o procedimento seguiu todas as normas da Lei 8.666, a chamada Lei Geral das Licitações, e foi considerado dentro da legalidade e transparente."

Dá para entender isso?  A Reitoria num parágrafo diz que o acerto com o Santander foi cancelado "porque a legislação não permite" e, no parágrafo seguinte, informa que o procedimento "foi considerado dentro da legalidade". Um surto de esquizofrenia parece estar acometendo a administração superior... ou é receio mesmo de posteriores consequências do barulho que a comunidade (principalmente técnicos) conseguiu fazer neste esvaziado período de férias. 

Contudo, dessa esquizofrênica nota da ACS-Reitoria, ainda se extrai mais alguma coisa.  Ela ainda lamenta no final:

"A implantação do cartão permitiria a economia de recurso financeiro da universidade empregado com as carteiras de estudante e com as identidades funcionais."

Quer dizer que, depois da montoeira de recursos da União recebidos através do Programa REUNI (de 4 anos para cá), esta superhiperultra-bem-administrada Universidade não planejou alocar uma partezinha, uma só, para algo tão básico como identidades funcionais e estudantis em período de expansão?  Quer fazer economia, tercerizando, privatizando, promovendo parcerias nada transparentes da instituição pública com um dos vilões da crise econômica mundial como esse megabanco europeu??  

Assim, reiteramos as perguntas que já apontamos na primeira postagem em janeiro denunciando o acertinho Gestão Akel/Santander:

- não tem a UFPR recurso e tecnologia próprios para fazer seus próprios crachás?
- se fosse o caso de fazer parceria com instituição bancária, não poderia ser com um banco público, como CEF ou BB?

Em que pese a nota da ACS de 17/02, segundo a qual "mixou o lance" entre esses banqueiros bonzinhos e o melhor administrador da UFPR, reservamo-nos o direito de esperar mais um pouco para saber se mixou mesmo, e se mixou tudo.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

FASUBRA faz Congresso onde pode se dividir ou fazer retomada para a luta

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De 10 a 15 de abril, em Poços de Caldas (MG), ocorrerá mais um Congresso Nacional da FASUBRA, o seu vigésimo primeiro.  Na sua pauta de debates, as lições da derrota na última greve nacional, a revisão do Plano de Carreira, as novas lutas.  Cada sindicato filiado envia delegados de base eleitos em assembleias por cidade onde haja campus.  Entretanto, há nuvens cinzentas pairando sobre a unidade do movimento e da própria Federação.

O Congresso estará dividido em dois grandes campos: o dos que querem lutar para negociar melhorias para os servidores e o dos querem "lutar por lutar", isto é, fazer manifestações e greves apenas para se opor ao governo federal do qual discordam radicalmente.  Foi isso que se viu na greve de 2011 também na UFPR/UTFPR.  E é o que está reafirmado na matéria do site do Sinditest de 10/02, que fala do Congresso.  Matéria que traz mentiras e tenta pintar um quadro em que há "bandidos e mocinhos".

Os "bandidos" são as correntes ligadas à CUT e à CTB, ainda que seus militantes tenham ajudado a construir a greve de 2011.  Mas, por terem alertado para a necessidade de uma temporária suspensão do movimento, para tentar a negociação com o governo, passaram a ser chamadas de "traidoras".  Os ditos "mocinhos" entenderam que o movimento tinha força para prosseguir e vencer, e o resultado é bem conhecido: sem negociação, reajuste zero em 2012.  Ao mesmo tempo, os professores, que suspenderam sua intenção de greve, ficaram na mesa negociadora com o governo e obtiveram reajustes salariais.

A militância da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), à qual se liga este Blog, nunca deixou de criticar o governo Dilma por se recusar a negociar em greve, impedindo reajustes aos técnicos para este ano. Na opinião da CTB, tanto a dureza do governo federal quanto a intransigência da maioria do Comando de Greve da FASUBRA (dominado pelos "mocinhos") foram responsáveis pelo reajuste zero de 2012.  Só que este Comando de "mocinhos combativos" se achava o rei da cocada preta...

Os autointitulados "mocinhos" - das correntes da FASUBRA intituladas VAL ("Vamos à Luta"), "BASE", "PSlivre" e outras banalidades que passam com o tempo - são aqueles que se autoproclamam os únicos "combativos". Neles se inscrevem vários diretores do Sinditest atual, que pretendem eleger-se como delegados para - segundo já disseram em assembleia do próprio sindicato - "varrer os traidores" da FASUBRA.  A intenção hegemonista é clara, mas a FASUBRA ainda é democrática o suficiente para eleger sua diretoria de modo proporcional, impedindo que qualquer grupo se estabeleça como dominante na Federação.  Esses grupos que se acham puros e imaculados querem fazer da FASUBRA o que já fizeram na ANDES (Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior), dominada há muitos anos pelo trotsquismo radicaloide de boca, que levou o movimento dos professores ao isolamento e até à divisão.

Não queremos que a FASUBRA vire uma ANDES, que não consegue mais mobilizar os professores porque perdeu credibilidade e amplitude políticas.  Não queremos que a FASUBRA vire monopólio de dois partidos políticos - o PSOL e o PSTU - cujo único intento é usar o movimento dos trabalhadores para fazer oposição política ao governo federal sem saber negociar as reivindicações das categorias.  Não viraremos massa de manobra do trotsquismo irresponsável divisionista.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Eleição de reitor é igual às outras?

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A possibilidade de a comunidade da UFPR influir diretamente na indicação de seu reitor concretizou-se em 1985, na esteira da redemocratização do Brasil.  Mas, até ali chegar, o movimento organizado da comunidade (na época, principalmente dos professores e alunos) passou pela realização de uma eleição direta simbólica de protesto (em 1980) e por muita pressão sobre o conservadoríssimo Conselho Universitário em 1984-85.

Neste ano do centenário da UFPR, com 27 anos já se passando em que os reitores são nomeados depois de uma consulta direta paritária feita democraticamente entre alunos, técnicos e docentes, o próprio processo merece uma boa reflexão sobre seus méritos e defeitos.  Uma das críticas refere-se ao fato de que a eleição do reitor ficou parecida demais com outros tipos de eleição que acontecem no país, com o marketing e a superficialidade prevalecendo sobre o debate de ideias.  Isto não deve ser desconsiderado neste ano em que mais uma vez será organizada uma consulta pelas entidades da comunidade sobre a sucessão do reitor Akel.

A consulta sobre o novo reitor ou reitora se dará no segundo semestre de 2012, mas urge que as entidades APUFPR, SINDITEST e DCE abram um debate sobre o processo.  Tradicionalmente, desde 1985, são estas entidades que organizam a consulta direta paritária, depois levando o nome do primeiro colocado ao Conselho Universitário para ser aceito e informado ao MEC.

Este Blog apresenta desde já duas proposições ao debate.  A primeira refere-se ao eleitorado.  Propomos que as entidades organizem um período de cadastramento de todos os professores, técnicos e estudantes interessados em participar como eleitores da consulta direta para a Reitoria.  O voto para indicar um reitor não é obrigatório, mas todos os membros da comunidade da UFPR podem votar.  Isto significa que a pessoa que sabe das candidaturas, participou de debates entre os candidatos, leu e refletiu sobre suas propostas poderá depositar na urna um voto com o mesmo peso daquela pessoa que foi abordada no próprio dia da eleição e se deixou convencer momentaneamente por uma propaganda de "boca-de-urna" mais atraente.  Na Universidade, locus onde o mérito deve ter destaque, esse modo de escolha é abominável.  Portanto, propomos que as entidades se organizem para realizar esse cadastramento prévio de eleitores, e assim aqueles que não estiverem interessados desde o começo do processo não precisarão votar para reitor.

Em segundo, propomos que sejam abolidas as iniciativas propagandísticas individualizadas de cada candidatura, no sentido de evitar a influência tanto do poder econômico (na forma de propagandas melhor produzidas e/ou de maior volume) como do chamado marketing político, algo que permeia as tradicionais eleições, mas que é algo com que a Universidade não pode compactuar. Toda a propaganda deverá ser feita em material padronizado pelas entidades, veiculando estritamente as propostas de cada candidato para as áreas fundamentais da Universidade, tanto em panfletos como em cartazes e outros materiais, nenhum deles a ser bancado pelos candidatos.  Um número considerável de debates, a serem transmitidos também por internet, deverá ser promovido.  A intenção é que o eleitor realmente vote mais pelo conteúdo de ideias do que pela forma ou pela simpatia que possa ter com este ou aquele candidato.

As duas sugestões acima advem do longo tempo acompanhando as eleições de reitor, em que se notam várias deformações.  Uma Universidade Pública centenária, que mantem cursos da área de Ciências Humanas, não deve temer o debate sobre sua própria democracia interna. E deve ser capaz de ousar nas próprias teorias sobre o que é democracia.