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quinta-feira, 10 de março de 2011

Duas faces da mesma moeda ilusionista

5 comentários:
Prestem atenção nestes dois trechos da matéria publicada pela Assessoria da Reitoria (ACS) sobre a última assembleia do Sinditest (01/03):

“Assembleia dos servidores do HC aponta que, apesar de adotarem posições divergentes em relação à MP520, Reitoria e Sinditest podem trabalhar de forma conjunta em defesa dos trabalhadores.”

“ ‘ Entendemos a posição do Sinditest’, disse Zaki. Para ele, estas posições divergentes podem, inclusive, definir papéis distintos, mas ambos colaborando para um mesmo fim...”

Trabalhando juntos, colaborando... tem sido assim desde a campanha de reitor de 2008, diretoria do Sinditest e Zaki Akel ali na maior colaboração patrão-pelego, unha e carne.  Ah, o reitor não vai fazer eleição direta no HC?  Tudo bem, o sindicato faz umas faixinhas de protesto na posse da diretora e fica por isso mesmo. E assim foi. E é e continuará sendo, não se engane a distinta plateia.

Como mais uma eleição do Sinditest se aproxima este ano, aparecer como amiguinho do reitor que perde prestígio pega mal na categoria, certo? Então os pelegões Messias e Dr. Neris começam a fingir que falam grosso com o reitor.  Não podem parecer pelegos. Só que algumas vezes o reitor não ensaia a peça junto e solta umas frases que estragam a encenação, como essa mania dele de falar do Sinditest como “o nosso sindicato”.

O Zakismo já é alvo de numerosas demonstrações de insatisfação por toda a Universidade; parece cada vez mais que a gestão Zakista se resume a uma fieira de ações e eventos de marketing, numa administração desencontrada, sem projeto de verdade.  O Nero-Messianismo dos pelegões Dr. Neris e Wilson Messias aos poucos vai sendo desmascarado, como até na FUNPAR agora estão vendo que foram feitos de palhaços por dirigentes sindicais, autoridades e políticos, pois a EBSERH vai chegar mesmo, nem se sabe até agora se os empregos estão garantidos.

Até quando o Zakismo/Nero-Messianismo – faces da mesma moeda – continuarão fazendo tantas pessoas de otárias?  E estamos pagando para ver pelegos históricos como Dr. Neris e Messias organizarem a Greve da FASUBRA pelo reajuste salarial de 2011. Alguém já viu o seu Dr. Neris organizar de fato greves do RJU?

quarta-feira, 9 de março de 2011

Categoria que tem "pastor" não teme "encosto" na Campanha Salarial !

4 comentários:
"Porque o certo é o certo, 
não o errado ou o duvidoso!"  
Hummm, onde é que já se ouviu algo parecido?


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Créditos: MTV/Programa Hermes e Renato

Greve 2011: estão com medo de dançar?

Um comentário:
A dupla Mestre-Mala e Sorta-Bandeira está com medo de dançar? Não na Sapucaí nem na Cândido de Abreu, mas na greve pelo reajuste salarial dos técnicos de 2011? Tá devagar, tá devagar, tá devagar, tá devagar, devagarinho...

Ninguém sabe, ninguém viu...

Um comentário:
No temário da última assembleia geral do Sinditest, realizada em 1o. de março no HC, constavam os itens "Campanha Salarial (e MP 520)" e os respectivos "Encaminhamentos".  Pelo calendário recomendado pela Plenária da FASUBRA (à qual o Sinditest compareceu, em Brasília), era para ter dois "Dias Nacionais de Luta" amanhã e depois (10 e 11/03) em cada Universidade.  Ahn?  O que??

Alguém sabe, alguém viu informes do que foi decidido nessa assembleia no começo de março? Sabe de encaminhamentos concretos do item de pauta "Campanha Salarial 2011" do quadro do RJU ?

Desconfiamos que não, porque eles não foram publicados (ou nem foram debatidos naquela assembleia). Somente a Assessoria de Comunicação da UFPR falou dessa assembleia.  Claro, afinal para o reitor Zaki Akel, esse Sinditest dirigido pelos pelegos Messias e Neris é "o nosso sindicato" (dele, reitor, como ele sempre gosta de se referir à gestão "Sindicato para Todos").  Então é até natural que apareçam informes de uma assembleia sindical no site da UFPR, dispensando que o próprio departamento de imprensa do sindicato se canse fazendo isso.

Há um indicativo de greve geral nacional da FASUBRA para 28 de março, para lutar pelo reajuste salarial de 2011.  Quantos do total da base (não só os do HC) realmente já discutiram isso a sério?  Ninguém sabe, ninguém viu...

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia da Mulher é também para lembrar de históricas batalhas por justiça, igualdade e direitos

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O Dia Internacional da Mulher tem, para os revolucionários e progressistas em geral, um significado de batalhas históricas por justiça, igualdade e direitos. Uma frase de Samora Machel define com precisão o alcance dessa comemoração histórica: “A libertação da mulher é uma necessidade da Revolução, garantia da sua continuidade, condição de seu triunfo.” Segundo Marx e Engels, na família moldada pelos ditames capitalistas o homem é o burguês e a mulher representa o proletariado. Não é possível, portanto, a emancipação dos trabalhadores sem a libertação das mulheres. Clique aqui para ver série especial de artigos sobre o Dia Internacional da Mulher.
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Fonte: Fundação Mauricio Grabois

segunda-feira, 7 de março de 2011

Revista inglesa prega guerra contra funcionários públicos e sindicatos

Um comentário:
A revista The Economist é onde são expostas com maior radicalismo – e também com talento – as teses ultraneoliberais. É conhecida a grande influência que este semanário britânico exerce sobre as autoridades políticas, influência esta que vai muito além do mundo anglo-saxão. O que The Economist preconiza transmite-se frequentemente para as políticas dos governos, em primeiro lugar na Europa. Por isso, é preciso levar muito a sério a capa da edição de 8 de janeiro passado [figura acima] e o conteúdo do informe especial: “A próxima batalha. Rumo ao confronto com os sindicatos do setor público”.

A tese da revista é de uma simplicidade evangélica e pode ser resumida em três pontos: a) todos os Estados europeus enfrentam déficits públicos abismais; b) para reduzir o gasto público, é preciso reduzir os efetivos, os salários e os sistemas de pensões dos funcionários; c) os governos ganharão com maior facilidade a opinião pública incentivando a denúncia dos “privilégios” (em especial a estabilidade no trabalho) dos “acomodados” do setor público, que supostamente vivem à custa do conjunto dos contribuintes.

Em nenhum momento o informe recorda que os déficits públicos são em grande parte consequência das ajudas colossais aos bancos e outros responsáveis pela crise atual. Tampouco que estes déficits aumentaram devido aos presentes sob a forma de isenções fiscais outorgadas aos ricos. Nem sequer se deixa claro que, em troca de seu salário, os funcionários prestam serviços indispensáveis para o bom funcionamento da sociedade.   Em particular os professores, atacados muito especialmente neste informe. 

O jornalista que escreveu um dos artigos deve estar muito desinformado sobre as reais condições de trabalho dos professores para ter coragem de escrever que “65 anos deveria ser a idade mínima para que essa gente que passa a vida em uma sala de aula se aposente”.

The Economist festeja que vários governos europeus – dois deles dirigidos por “socialistas”, Grécia e Espanha – tenham rebaixado os salários de seus funcionários e que, em toda a União Europeia haja “reformas” – seria mais justo falar de contrarreformas dos sistemas de pensões já realizadas ou em vias de realização.

Por ideologia, os liberais são hostis aos funcionários e demais assalariados do setor público. Em primeiro lugar porque privam o setor privado de novos espaços de lucro. Em segundo porque, protegidos por seu estatuto, podem ser socialmente mais combativos que seus companheiros do setor privado, até o ponto de que, às vezes, fazem greves “por delegação” e representam os trabalhadores do setor privado que não podem fazê-las. 

Esta solidariedade é a que os governos querem destruir a todo custo para reduzir a capacidade de resistência das populações contra os planos de ajuste e de austeridade implementados em toda a Europa. Os déficits públicos constituem assim um pretexto inesperado para modificar as relações sociais conflitivas em detrimento do mundo do trabalho.

Defender os serviços públicos é defender o único patrimônio do qual dispõem as categorias mais pobres da população. A aposta na caça aos funcionários públicos e a seus sindicatos proposta por The Economist não é apenas financeira. É política e ideológica.

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Fonte: Le Monde Diplomatique via Carta Maior

domingo, 6 de março de 2011

O sambista sumiu, adeus

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Autor de dois livros sobre a história das escolas de samba do Rio e outro dedicado especificamente à "Mangueira, Nação Verde e Rosa" - mais 11 biografias de consagrados compositores e intérpretes da música popular brasileira -, Sérgio Cabral Santos não vai neste fim de semana aos desfiles da Marquês de Sapucaí. Conforto não lhe faltaria no camarote do governador Sérgio de Oliveira Cabral Santos Filho.

"O desfile já não me emociona. A aceleração do andamento do samba matou o samba-enredo, tirou o encanto da bateria, a alegria da dança", diz.

Não é o cansaço da vida de que falava Antônio Maria na voz de Nora Ney, pois o tempo até amenizou as monumentais olheiras com que o caricaturavam no "Pasquim". Aos 73 anos, Cabral pai prefere divertir-se na praia do Russel, proximidades do Hotel Glória. Dali sai, no sábado, o bloco Sassaricando. E não há brutamontes da comissão de harmonia catucando foliões para marcharem mais depressa. "O bloco é democrático, até deixam que eu batuque num surdo - a mim, que nunca fui bom ritmista."

Na véspera do Carnaval do ano passado, Rosa Magalhães, a carnavalesca da União da Ilha, escolheu A Marisqueira, na rua Barata Ribeiro, para este "À Mesa com o Valor". O restaurante português de Copacabana, aparentemente o preferido de quem gosta de samba, foi também o que Sérgio Cabral sugeriu para este encontro. "Venho aqui sempre que posso e sei de cor a escala dos pratos do dia. Sem empregada no fim de semana, transporto a cozinha deles lá pra casa." Para começar, recomenda bolinhos de bacalhau. E pede um Campari. O repórter acompanha no amargo líquido, e o fotógrafo, Léo Pinheiro, pede guaraná e preserva a seriedade.

- Pode explicar melhor sua restrição aos desfiles de hoje?
- A explicação precisa de uma introdução.

Cabral diz orgulhar-se com o fato de sua cidade montar um espetáculo de tanto luxo e beleza. Mas prefere os desfiles "de antes". Não considera isso saudosismo e esclarece que, se fosse apenas saudade, não estaria em má companhia: "João do Rio, que morreu em 1921, dizia que bom Carnaval era o do fim do século XIX. E Olavo Bilac, que morreu uns três anos antes, empurrava o bom Carnaval para uns 50 anos mais atrás".

- Todos temos saudade é da nossa juventude. Na praça de Cascadura, os alto-falantes reproduziam discos de 78 rotações com as músicas de Carnaval do ano. Uma delas dizia que o melhor Carnaval do mundo é o do Brasil e o melhor Carnaval do Brasil é o do Rio e o melhor Carnaval do Rio é o de Cascadura, portanto o melhor Carnaval do mundo é o de Cascadura. E era, não tenho a menor dúvida. Eu tinha 16, 17 anos.

Mas há razões concretas para a restrição e elas são basicamente três.

- O desfile das escolas de samba é uma criação popular, festa do povo. Durante muitos anos, o sambista é que chamava a atenção: Cartola, Paulo da Portela, Antenor Gargalhada. Hoje, o carnavalesco é que é o importante. A coisa é bonita, criativa, maravilhosa, mas perdeu a graça. O sambista sumiu. Por isso, como dizia o Cartola, meu coração esfriou ou, textualmente, "depois de um certo tempo cansei de te amar".

Segunda razão: "As escolas cresceram muito e o tempo de desfile não acompanhou. A multidão tem que andar depressa para não atrasar e perder pontos. Os compositores, o mestre de bateria, tiveram que acelerar o andamento. E o samba virou marcha".

- E a terceira razão?
-Gente que não é do samba abunda nas escolas. Compram a fantasia no shopping ou pela internet. O sujeito, ou a madame, chega da Bélgica e vai direto para a pista do sambódromo. Há alas inteiras com esse tipo de "sambista". É bom ver a arquibancada cheia de turistas, mas na passarela deixa a cabrocha mostrar o seu gingado. A dança, uma coisa tão linda, acabou. E o samba-enredo? Quem canta?


Cabral e o fotógrafo compartilham o cozido, prato do dia: fumegante e perfumada harmonia de carnes bovina e suína, legumes e leguminosas. Cabral pede para acrescentar milho verde. O vinho é o Cartuxa Colheita 2007, seleção das uvas trincadeira, aragonês e alfrocheiro que os monges cartuxos legaram à humanidade como uma bênção. O repórter pede bacalhau à Évora, a combinar com o Cartuxa, ambos do mesmo Alentejo.

Jornalista vivo que há mais tempo escreve sobre samba, Sérgio Cabral pai já em l960 cobria para o "Jornal do Brasil" o desfile das escolas, então na avenida Presidente Vargas. O sucesso como comentarista o levou para a TV Globo e mais tarde para a Manchete, onde formou, com Fernando Pamplona e Albino Pinheiro, um trio respeitável. "As TVs brigavam pela audiência e o cachê crescia. Estava adorando." Os três já percebiam que as escolas chegariam à megalomania de hoje. E às vezes o diziam perante as câmeras. Foi então que o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), "capitão Guimarães", bicheiro conhecido, "sugeriu" à Manchete que se desfizesse dos três. "A Manchete concordou. E isso é imperdoável. O que mais me chocou foi que as escolas concordaram ou se omitiram."

Aílton Guimarães Rosa, oficial do Exército, pertenceu ao aparato de repressão e tortura do governo militar. "Conheço quem ficou surdo com os 'telefones' que recebeu do capitão", diz Cabral. Autor de graves crimes sob patrocínio do Estado, a passagem para o delito mais leve da contravenção foi uma decisão fácil para o capitão. Abandonou a farda, enganchou a patente no próprio nome e foi chefiar a gangue do jogo do bicho. Hoje Guimarães, que esteve preso pela Polícia Federal em 2007, ainda é influente entre as escolas de samba.

Nascido no bairro de Cascadura, zona norte do Rio, Cabral era filho de um suboficial da Marinha, com quem conviveu somente por três anos, pois o pai morreu num hospital de Nova Friburgo, na serra fluminense. "Tuberculose? Ninguém sabe direito." A família - a mãe, Cabral e as duas irmãs mais novas - passou dois anos em Aracaju com os avós paternos. De volta para o Rio, foi morar no bairro de Cavalcanti, ao lado de Cascadura, onde Cabral viveu dos 5 aos 24 anos.

Sua mãe, "lúcida, vivíssima, às vésperas dos 98 anos", ainda mora na mesma casa. "Num de seus aniversários, fomos comemorar na Confeitaria Colombo, da rua do Ouvidor, aonde ela ia, levada pelo pai, depois de um espetáculo de ópera. Foi todo mundo: eu, Magaly [sua mulher, museóloga, que hoje preside o Museu da República, no antigo Palácio do Catete], os três filhos, meus dez netos, minhas irmãs, os sobrinhos. Ela achou um horror. Ela queria samba, em Cavalcanti mesmo."

O garoto Sérgio Cabral frequentava a quadra da Portela e sabia de cor os sambas de seus principais compositores. "Lembro que deslumbrei meus amigos ao cantar 'Leviana', de Zé Kéti." E cantarola: "Você manchou o lar que era feliz,/ E agora quer voltar, leviana". Em Cavalcanti, muitos vizinhos desfilavam na Portela. "Antes do desfile, eles saíam orgulhosos a exibir a fantasia pela nossa rua. Todo mundo aplaudia."

- A Em Cima da Hora é de Cavalcanti...
- A escola do meu coração. Está tentando subir do terceiro para o segundo grupo. Torço por ela, mas sinto que deveria ser mais solidário, é o meu pecado.

- É da Em Cima da Hora o samba-enredo "Os Sertões", de 1976.
- O samba é lindo, está entre os melhores de todos os tempos.

E recita: "Foi no século passado,/ No interior da Bahia./ O homem, revoltado com a sorte/ Do mundo em que vivia,/ Ocultou-se no sertão/ Espalhando a rebeldia/ (...) Os jagunços lutaram/ Até o final/ Defendendo Canudos/ Naquela guerra fatal".

- Mais algum samba, depois de "Os Sertões", te emocionou tanto?
- Três chegaram perto: "Liberdade, Liberdade, Abre as Asas Sobre Nós", da Imperatriz Leopoldinense em 1989; "Cem Anos de Liberdade" ("Será/ que já raiou a liberdade/ ou foi tudo ilusão?"), da Mangueira em 1988; e "Kizomba, Festa da Raça" ("Sonhei/ que Zumbi dos Palmares voltou./ A tristeza do negro acabou"), Vila Isabel, também de 1988.

- Depois desses nenhum prestou?
- Nenhum que me emocionasse. Música é sensorial, você gosta ou não gosta. Aliás, antes que você entre na política, eu me antecipo. Eleição é a mesma coisa, é pura emoção. Você não vota em quem racionalmente considera o melhor, vota em quem te emociona. Há mais racionalidade em jurado de escola de samba do que no eleitor.

- Exemplo...
- Em 1982, fui candidato a vereador pelo PMDB e o meu candidato a governador era o Miro Teixeira; o partidão [PCB, que depois minguou para PPS) apoiou Miro e fui junto. Mas o Rio estava tomado pela febre Leonel Brizola, do PDT, todo mundo ia votar nele, até meus amigos mais chegados. Como o voto era vinculado, tinha que votar num partido só, de alto a baixo, então não votavam em mim. Fui fazer campanha numa favela e, quando alguém perguntou por que eu queria ser vereador, respondi: "Um carioca como eu tem o direito de trabalhar no melhor lugar do Rio, ou seja, entre o Bola Preta e o Amarelinho". Todo o mundo ali era Brizola, mas riram com a piada, e ganhei uns três votos. Esses eu emocionei.

A Câmara de Vereadores do Rio fica entre o famoso cordão carnavalesco e o bar de boêmios. A partir daí, elegeu-se vereador por três legislaturas e quatro partidos: PMDB (mais o PCB), PSB e PSDB. "Fui para o PSDB por causa do Mário Covas." A seu filho e chefe de gabinete na Câmara é que Cabral credita as reeleições. "O Serginho fazia a minha campanha. Ele é o político da família, mostrou vocação desde menino. Me perguntam: 'Você orienta seu filho?' Respondo: 'Ele é que sempre me orientou'." Em 1992, a Câmara indicou Cabral pai para o Tribunal de Contas do Município, de onde está agora aposentado.

- Não é preciso curso superior para ser conselheiro?
- Não, o exigido é idoneidade e "notório saber". Uma vereadora tentou impugnar a indicação. Dizia que, eu, vascaíno, só entendo de futebol e samba. Ganhei no tribunal.

Aos 20 anos, 1957, Cabral imaginava-se escritor e enviou um conto para o "Jornal do Brasil". "Sem nexo", foi o comentário do editor ao recusar publicação. "Eu queria ser moderno, por isso meu conto não tinha começo, meio e fim. Mas precisava de um emprego, de preferência onde pudesse escrever." Preparava-se para o vestibular de jornalismo na então Faculdade de Filosofia da então Universidade do Brasil, quando conseguiu um estágio no "Diário da Noite". Não ganhava nada, mas cobria pequenos casos policiais ou buraco de rua. "Me apaixonei pela vida de redação, até dormia lá, coberto por capa de bobina de papel."

Uma noite percebeu que o redator-chefe estava em dificuldades para fazer o título de uma reportagem sobre o encontro do presidente Juscelino Kubitschek com deputados mineiros que lhe foram pedir recursos para socorrer cidades atingidas por uma enchente. Era título de duas linhas de até 17 "batidas" (hoje, caracteres). "Datilografei duas linhas e deixei a folha na frente dele. Ele olhou e disse 'quem fez isso?' 'Fui eu'. Ele gritou para seu assistente: 'Registra o Sérgio Cabral'. 'Registro' significava salário, carteira assinada, e ser oficialmente considerado jornalista, sem diploma, como agora. O título era: 'JK promete dar o/ que temporal tirou'."

Não fez vestibular, mas desde então não deixou de ser jornalista. "Nos meus livros, o que faço é reportagem. Agora mesmo, estou preparando um livro sobre Carlos Manga, repleto de entrevistas." Cabral trabalhou em todos os grandes jornais do Rio, além do "Pasquim" - quando acabou preso na companhia de Tarso de Castro, Paulo Francis, Ivan Lessa, Ziraldo, Luiz Carlos Maciel, Paulo Garcez, Flavio Rangel e Fortuna -, da revista "Realidade" e da sucursal da "Folha de S. Paulo". O governo militar, conta, tinha espiões nas redações dos jornais, mas na "Folha" o caso era peculiar. O espião embriagava-se e, em mesa de bar, contava aos colegas suas façanhas. Uma noite anunciou que iria ao Uruguai para infiltrar-se entre os exilados brasileiros. Cabral e outros conseguiram publicar na "Última Hora" uma notinha de coluna social dizendo que Fulano (davam o nome completo) "viaja para o Uruguai em missão do Serviço Nacional de Informações (SNI)". O SNI demitiu o araponga.

Na Editora Abril, depois de um ano na "Realidade", "que se interessava mais por reportagens na Amazônia do que no Rio", foi aconselhado por Mino Carta a trabalhar na revista "Quatro Rodas". "Cheguei lá e a redação inteira estava ouvindo a gravação de uma corrida de Fórmula 1. Eles reconheciam os carros pelo ronco do motor. 'Olha aí, a Lotus está em primeiro. Agora é a Williams em segundo'. Eu, que não sabia sequer dirigir, e ainda não sei, tinha mesmo de voltar para o Rio."

No bairro do Brooklin Novo em São Paulo, Cabral morava numa casa tranquila. No Rio, quis replicar a tranquilidade, morar em Copacabana, mas numa improvável rua de pouco movimento, arborizada e sem ruídos. Pois não é que conseguiu um apartamento de três quartos, em rua quase sem trânsito, a duas quadras da praia e, vantagem adicional, perto do A Marisqueira? Ele e Magaly não saem de lá há 38 anos. "Diga aí que o apartamento é alugado, isso comprova que sou bom pagador."

- De todos os seus livros, qual é o que vendeu mais?
- "A MPB na Era do Rádio", livrinho meio didático, com foco no público jovem, vendeu bastante. O das escolas de samba vende bem até hoje e está sendo relançado. Biografias, estou em dúvida se é o da Nara Leão ou o do Tom Jobim que vende mais.

- Ganhou bom dinheiro com eles, não?
- Ganhei, ganhei. Mas não tanto quanto ganhei com o teatro. "Sassaricando" está no Teatro Carlos Gomes, no Rio, há cinco anos. Você tem dificuldade para conseguir lugar.

- Já que o samba está virando marcha, "Sassaricando" é a volta da legítima marchinha de Carnaval. De quem foi a ideia?
- Minha parceira, Rosa Maria Araújo, teve a ideia de fazer algo sobre a marchinha. Documentário? Filme? Daí sugeri: "Vamos fazer um musical, o elenco canta no palco e o público sassarica na plateia".

À sobremesa, repórter e fotógrafo servem-se do "must" da casa: o Mineiro com Botas, ovo e banana mexidos na frigideira e passados em travessa superquente, com cobertura de açúcar queimado. Cabral prefere uma fatia de abacaxi.

- Você conviveu com todos os artistas sobre os quais escreveu?
- Fui amigo de todos eles. À exceção de Noel Rosa, que cometeu a indelicadeza de morrer com tuberculose aos 26 anos, 23 dias antes de eu nascer.
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Fonte: Valor Econômico via FMG

sábado, 5 de março de 2011

Mais de 3 mil servidores federais afastados por corrupção

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De janeiro de 2003 a fevereiro de 2011, 3.022 servidores foram expulsos da administração pública federal por envolvimento em práticas ilícitas. No total, 2.589 foram demitidos, 252 foram destituídos de cargos em comissão e 181 tiveram aposentadorias cassadas.

Segundo levantamento divulgado hoje (4) pela Controladoria-Geral da União (CGU), o principal motivo das expulsões nos últimos oito anos foi valer-se do cargo para obtenção de vantagens, com 1.604 casos, o que representa 33,17% do total. A improbidade administrativa teve 959 casos (19,83%) e o recebimento de propina somou 294 casos (6,08%).

A intensificação do combate à impunidade na administração pública federal é uma das diretrizes do trabalho da Controladoria-Geral da União, que coordena o Sistema de Correição da Administração Pública Federal.-------------------------Fonte: Agencia Brasil

quinta-feira, 3 de março de 2011

II Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas será em junho

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Está definido: o II Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas ocorrerá nos dias 17, 18 e 19 de junho, em Brasília. A escolha da data e do local respeita as resoluções do primeiro encontro nacional, realizado em agosto 2010, em São Paulo, que reuniu 330 blogueiros e twitteiros de 19 estados. 

Na ocasião, a plenária votou democraticamente que os encontros nacionais deveriam ser anuais, sempre precedidos de eventos estaduais preparatórios. Também foi aprovado que eles seriam feitos no primeiro semestre, fora do calendário eleitoral – para evitar contágios indevidos neste movimento plural e amplo.

Já na ficha de avaliação, a ampla maioria opinou que o segundo encontro deveria ser feito em Brasília – para facilitar o transporte das delegações do Norte e Nordeste. A idéia é que a cada ano o encontro ocorra num estado diferente [neste sentido, os candidatos ao terceiro encontro, em 2012, já devem se manifestar].


Eixos, programação e debatedores
A comissão nacional organizadora (CNO) já realizou os primeiros contatos para garantir a estrutura do evento em Brasília. A exemplo de S.Paulo, a ideia é viabilizar auditório, logística, hospedagem e alimentação para todos. As despesas com transporte ficam por conta dos participantes, mas serão feitos contatos com companhias áreas para viabilizar descontos.

Quanto ao eixo, programação, dinâmica e debatedores dos II Encontro, a comissão nacional promoverá, em março, reunião ampliada com os estados para a sua definição. Desde já, ela está aberta às sugestões – que devem ser enviadas para contato@baraodeitarare.org.br.


Informações e esclarecimento
Passado o período de férias, vários estados já se movimentam para realizar seus encontros estaduais. O Pará deu a largada, num evento ocorrido no último sábado (26/2) que reuniu cerca de 40 blogueiros. Pelas informações disponíveis, já estão marcados encontros estaduais no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e Ceará.

A CNO esclarece, ainda, que o II Encontro Nacional será aberto a todos interessados – blogueiros, twitteiros, internautas em geral, que se identifiquem com a luta pela democratização dos meios de comunicação, pela construção de uma nova mídia – plural e colaborativa – e por um país mais justo e democrático. Nesse sentido, os encontros estaduais não deverão eleger delegados - o que verticalizaria artificialmente o nosso movimento. O objetivo é garantir o caráter democrático e amplo da blogosfera progressista.
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Fonte: Altamiro Borges

quarta-feira, 2 de março de 2011

Assembleia de 1/3 serviu para reitor da UFPR ir se explicar sobre MP 520

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Que irônico. O grau de mobilização da base do Sinditest em toda a UFPR é tão notório que, em vez de o sindicato repassar informes através de seu site, é a Assessoria de Comunicação do reitor quem o faz antes... E o papo é só hospital e MP 520.  Talvez certos dirigentes sindicais achem que a luta pelo reajuste salarial de 2011 será inglória e prefiram centrar tudo em "melhorar a MP 520" dos hospitais universitários.  O relato feito pela ACS está na página da UFPR, e ali só se fala da MP, com o reitor justificando porque votou a favor na reunião da ANDIFES do final de fevereiro. Como fica a Campanha Salarial 2011?  Perguntem ao Boça.
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Foto: ACS-UFPR

Por ampla maioria, reitores apoiam a MP 520

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Em 23-24 de fevereiro ocorreu mais uma reunião do Conselho Pleno dos reitores das Universidades Federais, da Andifes.  Além de debater o orçamento cortado para as IFES neste ano, também foi analisada a Medida Provisória 520/2010 que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). 

Somente os reitores Aloízio Teixeira, da UFRJ (UFRJ) e Helvécio Reis, da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), votaram contra a MP 520. A Andifes acha que é possível, mesmo com a aprovação da MP 520 pelo Congresso Nacional, preservar a autonomia universitária e os vínculos dos hospitais com as Universidades Federais.


Os reitores da Andifes afirmam que, antes de qualquer coisa, deve-se saldar os déficits orçamentários nos HUs e resolver os problemas acumulados ao longo dos anos, tais como:

•    Reposição de pessoal através de concurso público e remunerado pelo tesouro da união;
•    Financiamento apropriado para infraestrutura, custeio e equipamentos;
•    Aumento da eficiência de gestão com apoio administrativo;
•    Dimensionamento e quitação do passivo trabalhista dos empregados atualmente contratados pelas fundações de apoio; 
•    Viabilização de hospitais universitários para todas as IFES que têm cursos na área da saúde;
•    Aplicação e continuidade dos princípios estabelecidos no REHUF.


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Fonte: com informações da ANDIFES

Regressividade faz com que pobres paguem mais impostos

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Quanto mais pobre é o contribuinte mais dias de seu trabalho ao ano ele destina ao pagamento de tributos. Quem, em 2008, tinha renda familiar de até dois salários mínimos dedicou 197 dias do ano para o Leão, ao passo que, quem tinha renda familiar de mais de 30 salários mínimos comprometeu 106 dias de trabalho, três meses a menos. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
A razão da diferença entre a quantidade necessária de dias trabalhados por classe social para o pagamento de tributos está na "regressividade de impostos e contribuições", como dizem os tributaristas. Segundo José Aparecido Ribeiro, técnico do Ipea, dois terços do que se arrecada em tributos no Brasil vêm de impostos indiretos sobre o consumo, embutidos no valor de produtos comprados e serviços contratados.
"Quem recebe pouco faz mais uso da renda para consumo imediato", explica Ribeiro. São exemplos de impostos indiretos o caso do Imposto sobre o Produto Industrial (IPI, federal), o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS, estadual) e o Imposto sobre Serviços (ISS, municipal).
Segundo o técnico do Ipea, a composição tributária é o contrário do verificado nos 33 países que formam a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Nesses países, predominantemente da Europa, a carga tributária principal é sobre os impostos diretos que progridem conforme o valor da renda, patrimônio, fortuna e herança.
Além da quantidade de dias trabalhados para pagar impostos, o Ipea calculou o número de dias necessários para custear os principais programas e ações sociais do governo federal.
O dado surpreendente é que apenas o pagamento de aposentadorias e pensões da Previdência Social, na área urbana, em 2008, que consumiu 16,5 dias do cidadão, superou o número de dias necessários para as despesas federais com juros, que foram 14.
Conforme o Ipea, em 2008, gastou-se 5,1 dias com aposentadorias e pensões nas áreas rurais; 1,9 dia com seguro-desemprego; 1,4 dia com o Programa Bolsa Família; 1,1 dia com assistência básica em saúde (atendimento em postos de saúde e no Programa Saúde da Família); e 0,2 dia com o Programa Nacional de Alimentação Escolar.
Outra instituição que calcula a relação de dias trabalhados com o pagamento de tributos é o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).
Na última quinta-feira (24), o IBPT divulgou que, em 2010, cada brasileiro pagou R$ 6.772,38 em impostos e contribuições arrecadados pelo governo federal, estados e municípios. No total, a carga tributária foi de R$ 1,290 trilhão, R$ 195 bilhões a mais do que em 2009 (R$ 1,095 trilhão).
Em 2009, a maior parte da carga tributária foi dos tributos federais (R$ 759,88 bilhões), seguida dos estados (R$ 282,73 bilhões) e dos municípios (R$ 50,05 bilhões). De acordo com a Constituição Federal, a União deve repassar aos estados, municípios e ao Distrito Federal parte do que arrecada em impostos (não inclui contribuições). O percentual varia conforme o imposto e a destinação.
Nas contas do IBPT, que presta serviço à Associação Comercial de São Paulo, a carga tributária para os contribuintes é de 35,04% do Produto Interno Bruto (PIB) e levou um valor correspondente a 148 dias de trabalho de cada brasileiro no ano passado.
Já nas contas do Ipea, em 2008, o total de tributos pago pelo contribuinte correspondeu a 36,2% do PIB ou 132 dias de trabalho do cidadão no ano.
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Fonte:DIAP

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A senadora Gleisi, a MP 520 e os empregos da FUNPAR

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Gleisi Hoffmann (PT-Paraná), a primeira mulher eleita para o Senado na história do estado, foi uma das personalidades envolvidas nas idas e vindas de 2010 para tentar resolver o problema do emprego dos servidores contratados pela FUNPAR no HC.  Das idas e vindas, brotou nos laboratórios do Ministério do Planejamento e alhures a tal Medida Provisória 520/2010, que irá criar a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares S.A. (EBSERH).  

O que pensa a respeito da MP 520 e como votará no Congresso a senadora Gleisi, eleita inclusive com os votos dos funparianos?  No Blog da Gleisi, ela afirma que a Medida "é necessária para enfrentar a delicada situação de funcionamento dos Hospitais Universitários promovendo a regularização da situação trabalhista de seus quadros profissionais."  Portanto, está claro que a senadora votará a favor da MP 520, quando ela entrar na pauta nas próximas semanas.

No seu site, entretanto, dizendo-se preocupada com a garantia de empregos dos trabalhadores e trabalhadoras da FUNPAR que já tem longo tempo de casa, e que precisariam submeter-se a concurso público para serem mantidos empregados através da futura EBSERH, Gleisi elaborou uma emenda para o Art. 11 da MP 520.  A emenda pretende "permitir que os funcionários que atuam no Hospital de Clínicas de Curitiba possam continuar trabalhando sem se submeter a processo seletivo público... desde que tenham sido contratados a partir de anterior processo de Seleção Pública com a efetiva supervisão e autorização da administração direta dos entes da federação."

Talvez a emenda da senadora petista seja aprovada.  Mas o fato é que a essência da intenção dos ministérios envolvidos - criar a EBSERH e retirar o HC do domínio da UFPR - fica garantida. O que é mais presente de grego: a MP 520 em si ou os discursos de enganação da base da FUNPAR berrados durante meses a fio pelos senhores Wilson Messias e Dr. Néris? Ou tudo isso??
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Serviço: clique aqui para visitar o site da senadora Gleisi no Congresso, para consultar suas propostas e acompanhar seu desempenho parlamentar.

Mais exemplos de injustiça? O caso Assange e a infinita hipocrisia do imperialismo dos EUA

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Julian Assange, fundador do WikiLeaks, site que expôs as vísceras imundas da diplomacia estadunidense, corre o risco de ser extraditado pela Justiça britânica para a Suécia. Dali, ele pode ser enviado aos Estados Unidos, cujo governo supostamente democrático liderado por Barack Obama tem a intenção de condená-lo por espionagem, o que pode resultar até em pena de morte.

A acusação que pesa sobre Assange não pode ser considerada séria. O homem é suspeito de manter relações sexuais sem usar camisinha, o que é considerado crime na Suécia, país hoje governado por uma coligação de direita, fiel aliada do império.


Pretexto  O fundador do WikiLeaks, perseguido como um grande meliante internacional (colocaram até a Interpol no seu encalço), sustenta que é inocente e classifica as acusações de mero pretexto para atingir o polêmico site que criou.

O processo “é uma injustiça”, conforme Assange. “Nunca pude apresentar a minha versão da história", disse em entrevista coletiva. Seu assessor jurídico, o professor da Universidade de Harvard Alan Dershowitz, denunciou a hipocrisia daqueles que, neste momento, exigem liberdade de imprensa “em países como o Egito e Irã. Portanto, teremos de deixar claro que não podem medir com dois pesos e duas medidas e limitar o uso dos novos meios quando afetam aos interesses dos EUA”.

As correspondências reveladas pelo site criaram grandes constrangimentos para os EUA, pois mostram que a diplomacia imperial não tem nada a ver com a retórica da Casa Branca em defesa da “democracia” e dos “direitos humanos”.

Assange e o WikiLeaks prestam um grande serviço à democracia e aos povos na medida em que contribuem para escancarar as verdadeiras razões que orientam a política imperialista. Os fatos revelados têm mais força que os argumentos dos críticos para desmascarar o império. Daí o ódio da Casa Branca.


Espionagem ou jornalismo?  Aquilo que o WikiLeaks faz não tem nada a ver com espionagem. É só bom jornalismo. Os segredos revelados não ameaçam a integridade física de ninguém, mas têm a virtude de expor a infinita hipocrisia dos chefões do imperialismo e seus lacaios pelo mundo, que infelizmente não são poucos.

O que se nota, por parte do governo sueco e dos EUA, é um atentado à liberdade de imprensa e ao jornalismo que merece ser considerado sério ou ético. O silêncio cúmplice da mídia capitalista e das entidades patronais (como a Sociedade Interamericana de Imprensa – SIP) diante desta ofensiva antidemocrática é emblemático.


Conspiração do silêncio  Os fatos desta novela reacionária são noticiados secamente por esta mídia, que se julga a referência do bom jornalismo. Evitam-se maiores comentários. O tema não frequenta os editoriais, embora seja possível fisgar argumentos a favor das justificativas esgrimidas por Washington, sugerindo que a opinião pública não tem o direito de ser informada sobre o verdadeiro caráter da diplomacia imperialista e deve confiar cegamente na retórica enganadora da Casa Branca, que simula a defesa dos direitos humanos, da democracia e da liberdade de imprensa.

O ex-presidente Lula criticou com razão a conduta desses meios de comunicação, que no Brasil constituem monopólio de quatro ou cinco famílias capitalistas (Marinho, Frias, Civita e Mesquita). “Não vi um ato em defesa do fundador do WikiLeaks”, disse, enquanto ainda estava à frente Presidência da República, numa referência irônica à mídia hegemônica. Pois é. Imaginem se o sueco fosse caçado não pela CIA, Interpol ou Barack Obama, mas pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez. A conversa seria outra.
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Fonte: Portal Vermelho

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Hoje é dia 24

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Compromisso com a instituição ou fidelidade cega ao chefe?

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O servidor Valter Maier acreditou no candidato Zaki Akel e o apoiou na campanha de 2008 à Reitoria da UFPR.  Após confirmação da vitória, Valter participou de debates que elaborariam com mais detalhe planos para a gestão.  Tornou-se assessor do Programa REUNI, recebendo por isso uma gratificação acrescida ao vencimento básico.

No começo de dezembro/2010, Valter participou da mobilização do Sinditest contra a intenção de adoção do ponto eletrônico na UFPR (na foto acima, de camisa preta, em primeiro plano, à esquerda).  Junto com outros servidores, esteve dentro da Sala do Conselho Universitário, para ouvir o que o reitor Akel tinha a dizer sobre a questão do ponto e da proposta da jornada de 30 horas.  Naquela ocasião, Valter usou a palavra para também questionar o reitor sobre alguns procedimentos da gestão que estavam prometidos, mas não realizados, além, naturalmente, de estar solidário com a luta do sindicato pelas 30 horas e contra o ponto eletrônico.

Nas semanas que se seguiram, esse servidor foi cobrado na chefia de gabinete da Reitoria por causa de suas posições políticas, tais como a de ter apoiado a Chapa "Avançar na Luta" em novembro/2009, de oposição à atual Diretoria do Sinditest (que tem vasta simpatia do reitor, ao ponto de Zaki Akel referir-se ao Sinditest como "o nosso sindicato").  Igualmente questionado porque ajudou na campanha eleitoral de Dilma Rousseff na UFPR, quando o reitor tucanófilo queria que sua gestão simulasse vaselínea neutralidade perante as candidaturas de Dilma e de José "Bolinha-de-Papel" Serra.  E cobrado até porque estaria o servidor Valter supostamente participando da articulação de uma pré-candidatura de oposição ao reitor Akel na eleição prevista para 2012, este sim, já nos bastidores candidato à reeleição.

Resumo da ópera: Valter foi exonerado da assessoria do REUNI, perdendo a gratificação, sob o pretexto de "remanejamento" de funções gratificadas.  Ele se queixa de intolerância política desde que externou críticas que considera fundamentadas e justas sobre a gestão Akel.  Participar de uma gestão de reitoria, segundo ele, implica em fidelidade cega e surda a problemas que acontecem?  Afinal, o "mandamento 10" da Carta de Princípios do candidato Zaki Akel de 2008 não falava em formar uma equipe de gestão com base em critérios éticos e compromisso institucional?

Senador Inácio Arruda apresenta proposição de reajuste de 5,91% na tabela do I.R.

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O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) apresentou ao Senado projeto de lei que reajusta dos valores da tabela de desconto mensal do imposto de renda na fonte e de outros valores de limites e de deduções por um percentual de 5,91%, equivalente à variação do IPCA de 2010. Segundo o projeto, a partir de 2011, quem ganha até R$ 1.587,73, fica isento do desconto. Até 2010 o valor de isenção era R$ 1.499,15.
O objetivo do projeto, segundo o senador, é suprir uma grave omissão do Poder Executivo que até o momento não enviou nenhuma mensagem estabelecendo a correção dos valores do imposto de renda para o exercício seguinte, como fez o governo Lula em todos os anos anteriores.
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Fonte: DIAP


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Médicos de Planos de Saúde farão greve de 24 horas em 7 de abril

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Médicos que atendem por planos de saúde farão uma paralisação de 24 horas, no Dia Mundial da Saúde (7 de abril), em protesto pelo preço pago para consultas e cirurgias agendadas por operadoras.


O presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Cid Carvalhaes, explica que um profissional recebe, em média, de R$ 35 a R$ 45 por consulta, e que o custo operacional estimado é de R$ 20. A categoria defende o valor de R$ 100 por consulta e a previsão de aumentos periódicos. O tesoureiro da Associação Médica Brasileira (AMB), Florisval Meinão, aponta que o reajuste dos honorários concedido por alguns planos de saúde foi 40% inferior à inflação acumulado dos últimos anos.

Atualmente, 44,7 milhões de brasileiros possuêm planos de assistência médica e outros 13,8 milhões utilizam planos de assistência odontológica. Mais da metade destes usuários são beneficiários de planos oferecidos por empresas privadas aos trabalhadores.

Mais da metade dos médicos brasileiros, cerca de 150 mil, atendem planos de saúde. As 1,5 mil operadoras brasileiras de planos de saúde movimentam mais de R$ 60 bilhões ao ano.

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Fonte: Brasília Confidencial via Blog Outro Lado da Notícia

Critérios éticos, compromisso institucional...

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Depois que campanhas eleitorais passam e o candidato vitorioso mostra, na prática cotidiana, o que é seu modo de gestão da coisa pública, é bom de vez em quando dar uma repassada nos antigos documentos de propostas e promessas de campanha.

O candidato vitorioso na eleição de reitor da UFPR, transcorrida no 2o. semestre de 2008, divulgou uma "Carta de Princípios", em forma de decálogo.  O décimo princípio se comprometia com o seguinte:


"10 - Formar uma equipe de gestão com base em capacidade técnica, critérios éticos e compromisso institucional."

De uma fonte que até pouco tempo atrás integrava a equipe de gestão recebemos um relato de que essa décima "Tábua" tem sido interpretada de maneira bastante maleável pelos principais gestores.  Mas deixamos os detalhes para comentar em próxima postagem.

Calendário de mobilização aprovado na FASUBRA será cumprido pelo Sinditest?

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Conforme já noticiado pela FASUBRA e a seguir neste Blog, a recente Plenária de 16/02 dos sindicatos de base da Federação representativa dos técnicos aprovou um calendário da Campanha Salarial.  Assim, já no dia 23/02 (4a.-feira), a Plenária orientou uma "Rodada de assembléias nas bases para avaliar Ato Nacional e dar encaminhamento às resoluções aprovadas pela FASUBRA".  Hoje já é 22/02 e, ao que sabemos, não há nenhuma assembleia geral convocada pelo Sinditest para fazer isso.


Em seguida, no fim de fevereiro, o calendário propõe que "todas as entidades de base deverão cobrar uma reunião extraordinária nos Conselhos Universitários".  Quando será a próxima reunião do CoUn da UFPR? Está agendada? Sua pauta incluirá o debate sobre a MP 520/10, pelo menos?

Depois disso, está proposto um "Dia Nacional de Luta nas Entidades de Base" para 10 de março (5a.-feira pós-carnaval), quando cada sindicato deve se reunir com seu reitor e cobrar suas posições quanto à pauta da FASUBRA e adoção da EBSERH no seu hospital universitário (caso a IFES possua HU).  Na continuação dessa mobilização nacional, em 11/03, o sindicato de base deve agendar reuniões com os deputados federais e senadores de seu estado, pois são eles que votarão medidas como a MP 520.

Não é por falta de proposta de datas que a Campanha Salarial 2011 deixará de acontecer.  Mas, para que aconteça na UFPR, é preciso que a Diretoria do Sinditest trabalhe de verdade a mobilização.  Em toda a UFPR e UTFPR, não enclausurada dentro do HC apenas.