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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Nova grande ameaça do desgoverno Bolsonaro: o orçamento base zero

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O governo preparou proposta de emenda à Constituição, a ser apresentada no Senado, possivelmente por intermédio do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República, que tem triplo objetivo: 1) a desvinculação de receita e despesas do orçamento público; 2) a retirada do caráter obrigatório dos gastos públicos, inclusive Educação e Saúde; e 3) a desindexação das despesas governamentais.

Por Antonio Augusto de Queiroz(*), no Portal Vermelho

A proposta, que pode ser chamada de SuperDRU, Pacto Federativo ou Orçamento Base Zero, será mais um instrumento do ajuste fiscal, ao lado da Emenda à Constituição nº 95, do congelamento do gasto públicos em termos reais e da reforma da Previdência, que resultará na redução da participação dos pobres no Orçamento da União, conforme se verá adiante.

A nova proposta destina-se a “desafetar” o orçamento público – é assim que são chamados os investimentos obrigatórios em Saúde, Educação, Ciência e Tecnologia – nos três níveis de governo, permitindo que a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios fiquem livres das “amarras” constitucionais para gastar o orçamento público, sem ter que destinar percentuais da receita para políticas públicas específicas.

A ideia, inicialmente pensada como "plano B" ou alternativa à hipótese de fracasso da reforma da Previdência, passou a ser vista como complementar, já que a economia ou a redução da despesa previdenciária, por mais expressiva que fosse, sem a desvinculação, a desobrigação e a desindexação, ou aumento da carga tributária, não seria possível cumprir o Teto de Gasto. Como o governo descarta, de forma veemente, o aumento dos tributos, a opção natural foi pela “desafetação” do Orçamento.

A nova proposta, na verdade, é uma radicalização da Desvinculação de Receitas da União (DRU) e da Emenda Constitucional 95, do congelamento, em termos reais, do gasto público, também conhecida como Teto dos Gastos Públicos. É a autorização para o chamado orçamento de base zero, em que cada ano o governo e o Congresso Nacional decidem como devem gastar o produto dos impostos e das contribuições sociais.

Com a desvinculação não haveria mais a obrigação automática de destinar percentual da receita dos impostos para: o Fundo de Participação dos Estados e Municípios, as ações e serviços de saúde, a manutenção e desenvolvimento do ensino, as atividades prioritárias da administração tributária ao Fundo Estadual de Fomento à Cultura e a autorização de abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receitas.

A desvinculação também alcançaria as contribuições sociais, que só se justificam se estiverem vinculadas à prestação de serviço ou a benefícios sociais. As contribuições, que superam em 70% as receitas dos impostos, deixariam de estar vinculadas a fundos que abastecem as despesas com benefícios sociais e previdenciários.

A desobrigação ou a retirada do caráter obrigatório da despesa, por sua vez, teria a função de “liberar” o orçamento, que atualmente tem 96% de sua composição obrigatórios e somente 4% discricionários. Ou seja, todas as despesas de caráter continuado, derivadas de leis ou de medidas provisórias, deixariam de ser obrigatórias.

A título de ilustração, basta dizer que entre as despesas obrigatórias estão: as transferências constitucionais, as despesas de pessoal e encargo, os serviços da dívida, os abonos salariais do PIS, os benefícios de prestação continuada (BPC), os precatórios, as sentenças judiciais, o seguro-desemprego, as indenizações legais e os pisos de gastos com saúde e educação, entre outros.

Depois do Teto de Gasto e da reforma da Previdência, se o governo conseguir aprovar o orçamento base zero, combinado com a reforma administrativa em elaboração no governo (que visa a maior desmonte do Estado) e a privatização generalizadas das estatais, o serviço de demolição do Estado de Bem-Estar Social estará concluído, abrindo espaço para o fornecimento do voucher à população carente para a compra de Saúde e Educação no setor privado.

A consequência da implementação dessa agenda em bases neoliberais não se concretizará sem sacrificar a classe média, os assalariados e a legião de excluídos que ainda hoje é enorme no contexto social do Brasil. Ou esses setores reagem e pressionam o Congresso a inverter as prioridades, focando na retomada do crescimento, na geração de emprego e renda, e no fortalecimento dos programas de proteção social, ou pagarão um preço alto pela omissão.
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(*)Jornalista, analista político e Diretor de Documentação do Diap

Brasil enfrenta um “choque neoliberal” inspirado na ditadura de Pinochet

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Na manhã do dia 11 de setembro de 1973, 
Salvador Allende anuncia resistência ao golpe no Palácio La Moneda, no Chile


Em entrevista concedida à imprensa internacional em novembro de 2017, o ainda pouco conhecido Paulo Guedes, cotado para chefiar o Ministério da Economia, já sinalizava qual seria sua política frente à pasta em uma eventual vitória de Jair Bolsonaro. “Os últimos trinta anos foram um desastre – corrompemos a democracia e estagnamos a economia […] Deveríamos ter feito o que os Chicago Boys defendiam”.

O apelido, originalmente jocoso, foi dado a um grupo de jovens responsáveis por formularem a política econômica da ditadura chilena de Augusto Pinochet (1973-1990) com base na ideologia de Milton Friedman, professor da Universidade de Chicago.

O regime de exceção tomou curso no país vizinho há exatos 46 anos, em 11 de setembro de 1973, quando o presidente Salvador Allende foi assassinado.

Com Pinochet no poder, o ideário neoliberal dos Chicago Boys não foi apenas defendido, mas rigorosamente implementado. As medidas reverteram uma série de iniciativas sociais colocadas em prática pelos governos de Eduardo Frei Montalva (1964-1970) e Allende (1970-1973), e suas consequências são sentidas ainda hoje.

“Esse projeto neoliberal radical precisa da violência para ser implementado. O exemplo chileno é o mais emblemático”, afirma Joana Salém, doutoranda em história econômica pela Universidade de São Paulo (USP).

Em entrevista ao jornal "Brasil de Fato", a pesquisadora disse que o Brasil, sob a tutela de Guedes, já passa por um processo de “choque neoliberal” fortemente inspirado no modelo implementado no Chile durante a ditadura Pinochet. “É muito importante entender que o projeto do atual ministro da Economia [do Brasil], que colocou muitos de seus asseclas na estrutura do Estado para desconstruir a nossa Constituição, [tem como] modelo o Chile”.

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Fonte: Brasil de Fato via DCM

Vestibular da UFPR sob risco de suspensão

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Na tarde de ontem aconteceu assembleia dos professores da UFPR, no anfiteatro 100 do Ed. D. Pedro I.  O nefasto projeto do MEC "Future-se" e as ameaças ao funcionamento da UFPR devido aos severos cortes de verbas de custeio foram debatidos, entendendo-se que tudo isso demanda resistência enérgica e posturas firmes dos movimentos da comunidade.

Em face disso, foram aprovadas duas principais resoluções:

- Construir uma Greve de 48 horas já para 17 e 18 de setembro, ou mais adiante, em 24 e 25/09;

- Indicar a suspensão do Vestibular deste ano, seja porque a UFPR estará em precárias condições de receber novos alunos, seja como forma de sensibilizar toda a sociedade que precisa da Universidade Pública.

Aguarda-se agora como se pronuncia a Administração Central da UFPR acerca da proposição de suspender o vestibular.

Em 17/09 está agendada uma Assembleia Comunitária para avaliar a mesma pauta, reunindo TAEs, docentes e alunos no pátio da Reitoria.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Projeto Future-se rejeitado na UFPR: estrangulamento do MEC mantido?

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O privatizante projeto "Future-se" foi lançado pelo analfabeto "ministro da Educação" em 17 de julho e o governo do antipresidente divulgou um prazo para que todas as Universidades Federais e Institutos o discutissem, enviando "sugestões" ao MEC.

Na UFPR, aconteceu um concorrido debate sobre esse projeto num auditório no Centro Politécnico, em 1. de agosto, em que foi praticamente unânime a rejeição às propostas bolsonáricas para a Educação Pública, entendendo-se que elas mutilam a autonomia universitária e reduzem o financiamento público (já curto) das IFES, além de vários outros problemas.  Que, na prática, o "Future-se" terceiriza toda a governança da Universidade.

Por fim, em sessão do Conselho Universitário ocorrida em 27 de agosto, com presença de servidores TAE, docentes e estudantes na Sala dos Conselhos (ver vídeo acima), o "Future-se" recebeu um contundente "Não" da UFPR.  A Resolução final do CoUn, que enumera e critica todos os problemas do projeto, pode ser lida na íntegra aqui.

Já é de amplo conhecimento o corte, pelo governo federal, das verbas de custeio das IFES, da ordem de 30%, ameaçando a normalidade de funcionamento das instituições nestes meses finais de 2019.  Na UFPR, a tesoura decepou 48 milhões de reais, que pagam contratos de terceirizados, contas de luz, água, materiais de laboratórios e outros serviços.  Sem contar a subtração de numerosas bolsas de pós-graduação e pesquisa, um imenso retrocesso no sustento da produção de conhecimento pela Universidade Pública.

Autoridades da Administração Central da UFPR já alertaram que os recursos para saldar essas contas acabam em setembro.  A comunidade universitária aguarda apreensiva a materialização das consequências dessa crise, mas busca organizar lutas de resistência via assembleias de categoria e comunitárias.

O reitor Ricardo Marcelo procura demonstrar algum otimismo, como que não crendo que o MEC vá mesmo manter o corte que inviabiliza a vida da UFPR.  Porém, a questão concreta é: devido ao repúdio generalizado da UFPR ao "Future-se", vai o MEC manter o corte de verbas como retaliação?  Do desgoverno Boçalnaro se pode esperar de tudo.
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Vídeo: assessoria de comunicação do Sinditest

Vergonha: Governo Bolsonaro se nega a reconhecer na ONU o Golpe de 1964

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O governo Bolsonaro se recusou a reconhecer nas Nações Unidas a existência do golpe de Estado em 1964 no Brasil.

É o primeiro gesto público desta natureza no fórum internacional desde a redemocratização, como informa Jamil Chade no UOL.

Em evento realizado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), relatores internacionais e entidades, o governo também se recusou a usar o termo "regime militar" e chamou o período ditatorial de "eventos entre 1964 e 1985".

Tudo isso aconteceu nesta terça-feira (10), durante encontro realizado pela OAB e pelo Instituo Herzog que contou com a presença de relatores internacionais em Genebra.

O grupo, na sede das Nações Unidas, denunciava o desmonte dos mecanismos de Justiça, Memória e Verdade sob o governo Bolsonaro.

Em dado momento, uma jornalista mexicana tomou a palavra e perguntou diretamente: houve ou não houve golpe em 1964?

Um diplomata respondeu em nome do Itamaraty e evitou confirmar a existência do golpe. Ele apenas disse que o governo já enviou uma carta à ONU, em abril, na qual o Planalto insiste que os "eventos" de 1964 foram "legítimos" e que faziam parte da "luta contra o comunismo".

Esse comportamento do governo Brasileiro vem poucos dias depois de Bolsonaro elogiar o sanguinário ditador chileno Augusto Pinochet e de Carlos Bolsonaro, filho do presidente, dizer nas redes sociais que as "vias democráticas" não estão dando os resultados que o país deseja.
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Procurador (de dinheiro) Tantã Dinheirol foge de debate na Câmara

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Por requerimento do deputado mineiro Rogério Correia, foi agendado um debate hoje (10) de manhã na Câmara Federal entre o jornalista Leandro Demori, do site Intercept-Brasil, e o procurador da operação LavaJato Deltan Dallagnol (também conhecido por procurar dinheiro vendendo palestras sobre seu trabalho no ministério público).  Também foi convidado o presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz (o que teve a memória do pai assassinado ofendida por Boçalnaro).

Tantã Dinheirol não chegou a responder ao convite, se compareceria ou não, mas parece que, até agora, não deu as caras.  Valente e intrépido para dar entrevistas e exibir demonstrações fantasiosas em PowerPoint contra Lula, o procurador Dallagnol se mixa de medo diante das revelações espetaculares da série chamada #VazaJato, publicada pelo site Intercept.

A série #VazaJato, de Glenn Greenwald e sua equipe de jornalistas investigativos, pôs a nu como a LavaJato operava como uma grande conspiração entre procuradores e o ex-juiz "marreco" sérgio moro para incriminar a esquerda, em especial para tirar Lula de cena.

Assim está agora o lugar reservado ao procurador medroso no debate da Câmara:


Assoprando a vela de Bolsonaro

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Então o dodoizinho antipresidente Boçal interna-se no hospital particular chique para operar sua hérnia cirúrgica de pequena monta (se é que é real).  Ninguém nas redes sociais pergunta - como faziam provocativamente nos tempos de Lula e Dilma - "por que é que não vai se tratar no SUS?".

A cirurgia é relativamente simples e seu período de recuperação pós-operatória é curto, 3-4 dias.  O tempo médio de operação é de menos de 4 horas, mas a do Boçal antipresidente levou 5 horas.  

E isso sempre faz levantar suspeições de que o capitão fascistoide tenha na verdade outro problema de saúde, mais grave, no abdome, quiçá um tumor, tendo aquela estranha facada em Juiz de Fora, em 2018, servido aos propósitos de estratégia eleitoral (para o Boçal fugir de debates) e de colocá-lo na mesa cirúrgica para outro tipo de intervenção que não a mera correção de um ferimento pérfuro-contuso.

Mas o cirurgião dessa hérnia, apresentado nos telejornais recentes, chamou atenção por causa do desvio à esquerda de sua boca, consequência provavelmente de uma paralisia do nervo facial (que comanda os movimentos musculares da face).  Não queremos tripudiar sobre a saúde do médico do Boçal, contudo foi inevitável lembrar uma velha graça do notável  humorista Zé Vasconcelos, a "piada da vela", cujo vídeo vai abaixo.


Assembleia Comunitária vai debater em 17/09 o risco de fechamento da UFPR

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A Universidade Federal do Paraná está passando pelo momento mais drástico em seus mais de 100 anos de história.

Os cortes orçamentários do governo Bolsonaro estão levando a instituição a uma situação limite: sem recursos para custear despesas básicas (água, luz, segurança, limpeza e outros serviços), a UFPR pode ter que fechar suas portas muito em breve.

As dificuldades que a instituição enfrenta não são novidade. Mas esse risco nunca foi tão real como hoje. Por isso, a comunidade vai se reunir em uma Assembleia Comunitária da UFPR no dia 17 de setembro, às 9 horas, no Pátio da Reitoria.

Não bastaram os ataques e a violência simbólica estimulada pelo próprio Governo Federal, as avalanches de fake news que circularam (e ainda circulam) pelas redes sociais e aplicativos de mensagens, criadas para jogar a opinião pública contra docentes, técnicos e estudantes das universidades federais, e os cortes de bolsas para pesquisa. O estrangulamento orçamentário está levando as instituições de todo o país à paralisação.

É urgente uma reação coletiva de todos os atores que fazem da universidade um espaço democrático de construção do conhecimento.

Compareça! Traga seus colegas! A UFPR não vai lutar apenas pelo seu futuro, é hora de lutar pelo agora!
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Fonte: Sinditest-PR

Greve nacional de 48 horas em debate pelos professores da UFPR

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Situações urgentes pedem medidas urgentes: greve de 48 horas se aproxima.

Enquanto as Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), seus docentes e demais servidores não forem respeitados, mais uma greve nacional da educação se fará necessária.

Seguindo indicação do Setor das Ifes do ANDES-SN, em reunião realizada nos dias 24 e 25 de agosto, a APUFPR convoca todos os docentes, ativos e aposentados da UFPR, para a Assembleia Geral Permanente dos Professores da UFPR na próxima terça-feira (10), para deliberar sobre a Greve Nacional da Educação de 48 horas.

A proposta do Setor das Ifes é que a greve se inicie com um dia de universidade de portas abertas, seguido de 48 horas de paralisação: terça-feira (17) e quarta-feira (18).

Outros pontos importantes estão na pauta, como o projeto "Future-se" e os cortes nos orçamentos nas universidades federais e na pesquisa científica.

A Assembleia da APUFPR ocorre em 10/09, a partir das 14h00, no Anfiteatro 100 do Edifício D. Pedro I
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Fonte: APUFPR

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Lutemos hoje, 13 de agosto (e depois), contra a privatização da Educação Pública Gratuita! Fora "Future-se"!

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Nesta terça-feira, 13 de agosto, as entidades estudantis (UNE, UBES, UEEs, DCEs), todas as Centrais Sindicais e outros movimentos sociais do campo antineoliberal realizam mais uma manifestação em defesa da Educação Pública Gratuita, ameaçada pelo desgoverno Boçalnaro ultraliberal.  Atos políticos se darão em todo o país, incluindo a resistência contra a "reforma" do Boçal que praticamente acaba com a aposentadoria e atinge os mais pobres.

Morrendo de medo da potência das manifestações, o ex-juiz ministrinho desmoralizado da "Justissa", o marreco de Maringá que cometeu ilegalidades quando comandava a LavaJato, convocou até a Força Nacional para reprimir os protestos em Brasília.

Em Curitiba, o ato público está convocado a partir das 18 horas, na praça Santos Andrade.  Antes, no Auditório da Reitoria, o SINDITEST, a APUFPR e o DCE chamam os membros da comunidade universitária para uma Assembleia Comunitária das 15 horas em diante.  Depois dos debates na Reitoria, os presentes serão convocados a ir até o Ato geral na praça Santos Andrade ao fim da tarde.

O nefasto projeto privatizante do MEC, chamado "Future-se", foi objeto de debates já num evento realizado pela Reitoria da UFPR, no Centro Politécnico, em 1. de agosto, sendo fortemente rejeitadas as proposições do "ministro" esquisitão da (falta de) Educação.  O "Future-se" assemelha-se a uma terceirização total das Universidades Públicas.  Quem estiver interessado em todas as intervenções daquele debate podem conferir o vídeo publicado pela TV da UFPR.  Veja na figura abaixo (clique nela para ampliar) alguns dos problemas desse tenebroso projeto bolsonárico.


Já no caso da nefanda contra-reforma da Previdência, ela foi aprovada em dois turnos por 370 deputados federais nas últimas semanas, mas só depois que esses picaretas tiveram do antipresidente Boçal a promessa de polpudos milhões subtraídos justamente do lote de verbas da Educação (cerca de 1 bilhão de reais foram desviados para saciar a fome de dinheiro dos deputados fisológicos - e essa é a "Nova Política" do antipresidente que só fala merda).  Agora a contra-reforma da Previdência vai para votação no Senado, em setembro.  Se completamente aprovada e sancionada, até o fim deste ano os trabalhadores e trabalhadoras vão saber quantos anos mais terão de suar no batente para (talvez) se aposentarem (os que sobreviverem).

Conclamamos todos e todas aos embates. Não há saída, não há alternativa fora da luta sem trégua contra um desgoverno que mantem o país em recessão, alto desemprego, com mutilação da democracia e da soberania nacional, e promovendo perdas generalizadas de direitos sociais.  Por isso, vamos à luta na praça neste dia 13 de agosto!! 

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Auditoria externa do Sinditest aprovada em assembleia geral

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A atual Diretoria do Sinditest, empossada em abril deste ano, vem tentando entender certas situações administrativo-financeiras legadas por gestões anteriores.  Buscando isenção no processo investigativo e transparência perante a base da categoria, a Diretoria propôs realizar uma Auditoria externa.

Por exemplo, apenas ao assumir a direção sindical neste ano é que os tesoureiros descobriram que a gestão passada deixou cerca de 50 mil reais em impostos atrasados (IPTU, ITBI), obrigando a uma penosa renegociação desses débitos a serem saldados até o fim de 2019.

Outra obscuro caso é o de certos bens adquiridos pela última gestão (descritos em notas fiscais) mas que não foram encontrados nas sedes mantidas pelo Sinditest em Curitiba e nas praias de Itapoá e Pontal do Paraná.  Onde estariam?

Durante a assembleia da tarde de hoje, militantes da oposição sindical ligados à ex-Chapa 2 de 2018 cinicamente tergiversaram sobre casos como os descritos acima, tentando argumentar que não haveria fatos suficientes para motivar uma Auditoria e que o recurso a ser dispendido no pagamento dela estaria melhor empregado "na luta" contra os ataques do governo Bolsonaro etc, etc.  Tentaram vitimizar-se, alegando que a Auditoria serviria a propósitos da atual Diretoria de "perseguição política" dos oposicionistas e por aí foi o lero-lero de quem parece estar com claro receio do que a auditagem poderá vir a revelar.

Ora, as respostas simples a isso é que a realização da Auditoria externa não exclui se levar a luta político-sindical nas bases da UFPR, da UTFPR e da UNILA (ninguém está se furtando a isso) e também o velho clichê: "quem não deve não teme".

Já houve uma Auditoria, até amena, em 2013, sobre gestões do Sinditest anteriores a esse ano, mas que, mesmo assim, encontrou algumas irregularidades administrativo-financeiras.  Dessa Auditoria anterior constavam "recomendações" de procedimentos, as quais nunca foram implementadas pelas gestões passadas, sendo o relatório dela bem guardadinho numa gaveta.  O relatório, agora, está divulgado no site de internet do sindicato, para quem quiser conhecer.

O futuro Relatório desta nova Auditoria externa também será amplamente divulgado para a base e então se verá "o que alguns fizeram no verão passado".

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Assembleia Geral do Sinditest na sexta-feira, 9 de agosto

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Amanhã, sexta-feira, 9 de agosto, haverá mais uma Assembleia Geral extraordinária do Sinditest.  Está chamada para as 14h30, no Anfiteatro 500 do Edifício D. Pedro I (bloco da Reitoria da UFPR)


Estão na pauta os seguintes tópicos: a contratação de uma auditoria externa sobre as contas do sindicato no período recente, as eleições para a Comissão Interna de Supervisão do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação da UFPR (CIS/PCCTAE), e a proposta de regulamentação do teletrabalho na UFPR, de acordo com a Instrução Normativa 1/2018.

Em Assembleia realizada na terça-feira, dia 6, já foi aprovado o repúdio total ao projeto privatizante da Universidade Pública Gratuita, o tenebroso "Future-se', apresentado pelo esquisitíssimo "ministro" da Educação, Abraham Weintraub (aquele que faz contas matemáticas com chocolatinhos...).  

Essa mesma reunião aprovou a chamada de uma paralisação em todas as bases do Sinditest (UFPR, UTFPR e UNILA) para protestar contra os brutais cortes de verbas e contra o "Future-se" no dia 13 de agosto (terça-feira que vem).  E igualmente para repudiar a Contra-reforma da Previdência do desgoverno Boçal.  

As mobilizações do dia 13/08 ocorrerão em todos os estados brasileiros.  Em Curitiba, o Ato público geral será às 18h00 na Praça Santos Andrade.  Participem!

Discussão pública sobre o Projeto "Future-se" do MEC na UFPR

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Com um auditório lotado de representantes da comunidade universitária e da sociedade, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) discutiu publicamente o Programa "Future-se", do Ministério da Educação (MEC), na tarde da quinta-feira, 01/08. A ideia é que haja novos debates e articulações até que as propostas passem pelo Conselho Universitário antes de serem encaminhadas ao ministério. A consulta pública do MEC está aberta até 15 de agosto.


O reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, conduziu os trabalhos, nos moldes de audiência pública, e representantes de entidades internas e externas se posicionaram acerca do tema. Ele assegurou que esse não era o momento para dizer sim ou não à proposta do MEC, mas sim de “refletir e apresentar questões”, já que o projeto ainda irá tramitar e só depois de uma eventual aprovação será necessário optar pela adesão.

Para o reitor, o texto do projeto tem uma série de “silêncios eloquentes”. Entre esses lapsos, citou a falta de propostas sobre extensão, o desacoplamento de outras políticas previstas para a área, como o Plano Nacional da Educação, a negligência com as pesquisas das humanidades e ciência básica e a falta de discussão sobre o papel social da universidade quanto à inclusão. Além disso, ele destacou que o projeto não leva em conta as diferenças entre as várias universidades públicas do país.

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Fonte: SUCOM/UFPR

Aposentômetro do DIEESE: calcule quanto mais você terá que penar para (talvez) se aposentar

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O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (DIEESE) lançou uma página com uma calculadora para verificar quanto tempo falta para cada trabalhador (do setor privado e do público) se aposentar.  Se é que conseguirá.  

A calculadora avalia tanto o tempo pela regra atual da Previdência Social, como, depois, caso seja em definitivo aprovada a nefasta Contra-Reforma da Previdência do desgoverno Boçalnaro (que já foi aprovada em dois turnos na Câmara Federal e agora vai ao Senado).

Não se assuste (muito).  Tenha o espírito forte para não cair da cadeira.  A Calculadora "Aposentômetro" pode ser acessada no link abaixo:



sexta-feira, 5 de julho de 2019

Dallagnol a Moro: “Aha uhu o Fachin é nosso”

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O paspalho covarde juiz do STF Edson Fachin

Nos novos diálogos do Intercept publicados pela Veja, a certeza dos procuradores de que tinham um amigo no STF

Por Kiko Nogueira, no site Diário do Centro do Mundo, em 05/07/2019

As conversas entre membros do Ministério Público Federal assumem várias vezes o tom de arquibancada, com os membros da força-tarefa vibrando e torcendo a cada lance da batalha contra os inimigos.

Em 13 de julho de 2015, Deltan Dallagnol sai exultante de um encontro com o ministro Edson Fachin e comenta com os colegas de Ministério Público Federal: “Caros, conversei 45 m com o Fachin. Aha uhu o Fachin é nosso”. 

Repetindo: Aha uhu o Fachin é nosso.

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Breve comentário deste editor de Blog: Fachin aparentava ser advogado e professor de Direito progressista no começo do milênio, tanto que foi apoiado por este editor a ser reitor da UFPR em 2001 e, anos depois, a se tornar ministro do STF.  Imenso engano.  Fachin, se antes já não era corrompido (e dissimulado), corrompeu-se no convívio com seus colegas de STF em Brasília, com toda a estrutura podre do poder na capital federal.  Foda-se se ele alega que estavam alguns poderosos ameaçando sua família; ele alegou isso uma vez, mas nunca deu nome aos bois. Quem tem caráter, tem, e enfrenta a tormenta; quem não tem, curva-se, como Fachin se curvou. Ajudou objetivamente detratores da Nação, da Democracia e do Direito.  Colabora com a grande farsa dos moro (minúsculas sempre para esse rato) e dos Dallagnol (um playboy evangélico boboca). Se possível, nunca mais ponha os pés nesta UFPR, onde sofrerá o repúdio vivo de quem agora conheceu sua verdadeira falta de caráter e honradez.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Contra-reforma da Previdência aprovada na Comissão Especial da Câmara

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Foram 36 os traidores dos trabalhadores que votaram hoje, 4/7, a favor da proposta de fim do acesso à aposentadoria (vulgo "Reforma da Previdência") na Comissão especial da Câmara dos Deputados.  

Eles aprovaram um texto-base, que ainda pode sofrer modificações.  No parecer aprovado, elaborado por um deputado federal tucano paulista, ao menos ficou de fora a proposta de mudar radicalmente o sistema previdenciário.  O pitbull do ministério da Economia do DesPresidente Boçal, o Paulo Guedes, hiperliberal, queria acabar com o atual sistema e mudá-lo para o modelo de capitalização, que não deu certo em outros países.  

Se, no original enviado à Comissão Especial, a proposta era horrorosa, agora ficou "só" bem ruim!  De toda forma, os trabalhadores mais pobres, em especial as mulheres, serão os mais prejudicados, enquanto os maganos ficam na boa, sonegando impostos.

Agora, essa porcaria de proposta aprovada vai para discussão e votação no plenário da Câmara, em dois turnos. Por ser uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional), ela precisa de 308 votos dos parlamentares (do total de 513), nas duas votações.  Caso aprovada na Câmara, será enviada ao Senado.

As Centrais Sindicais, depois da grande greve geral de 14 de junho, estão passando um abaixo-assinado contra a Reforma, em todo o país. Serve para manter o pique, enquanto se preparam novas manifestações de massa nas ruas contra esse ataque aos trabalhadores.  E dia 12 de julho, a UNE e as Centrais fazem um Ato de protesto em Brasília.

Quem foram os parlamentares paranaenses antipovo e antitrabalhador que votaram a favor dessa desgraça? Aí vai a relação:

  1. DIEGO GARCIA (partido PODEMOS)
  2. FILIPE BARROS (partido PSL, o mesmo do Boçalnaro)
  3. PAULO MARTINS (partido PSC)
  4. REINHOLD STEPHANES JR. (partido PSD)
  5. TONINHO WANDSCHEER (partido PROS)
Além desses, poderíamos mencionar a famigerada "jornalista" plagiadora JOICE HASSELMANN, eleita deputada federal pelo PSL de São Paulo, porque essa senhora (hoje apelidada de "Joice Peppa" ou "Dona Redonda") passou muitos anos em Curitiba, pagando de "moralista" e enganando muita gente com o "jornalismo" que fazia.  A coisa sujou para ela aqui, então se mandou para Sampa, onde foi demitida até da revista Veja.  Mas se elegeu, surfando na onda de extrema-direita do Boçal do PSL.

Veja na figura abaixo os parlamentares que votaram CONTRA a desgraça da Reforma.  Do Paraná, votaram ao lado dos trabalhadores o deputado Aliel Machado (PSB) e a deputada Gleisi Hoffmann (PT).


FUNPAR: o ACT está perto de ser fechado

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Depois de muitas idas e vindas, depois de mal-entendidos semeados na base dos trabalhadores da Funpar por certos ex-dirigentes mais preocupados em fazer chacrinha política do que em ajudar os funparianos, ao que parece estão dadas as condições para ser levado a bom termo o Acordo Coletivo de Trabalho do pessoal da Fundação.

Segundo informação passada por um funpariano colaborador da Diretoria do Sinditest, devem ser mantidas todas as cláusulas do ACT anterior, com concessão de índices de reajuste no salário e no vale-alimentação que superam o percentual de inflação dos últimos 12 meses, o que significa ganho real.

Quanto à luta pela estabilidade no emprego, trata-se de questão a manter com firmeza e prosseguir pressionando Reitoria e Funpar para que aceitem a permanência dos trabalhadores, pois ACT e a estabilidade são questões distintas.  A Diretoria do sindicato e sua Assessoria Jurídica estão definidamente empenhadas em garantir isso.

Pondo de lado diferenças e rivalidades movidas por motivos menores que não os dos trabalhadores e trabalhadoras da Funpar, deve-se estar chegando a um bom desfecho nessa "novela" do ACT.  Mas a luta prossegue.

As pataquadas do despresidente Boçalnaro na reunião do G-20

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Comentários do competentíssimo jornalista Luís Nassif sobre o lamentável desempenho do despresidente Boçalnaro na recente reunião do G-20, no Japão (reunião dos vinte países mais desenvolvidos).  Foi lá o miliciano carioca fascista só fazer o Brasil passar por mais vergonha. Deu até uma de caixeiro-viajante e foi vender bijuteria de nióbio!

Não dá para suportar um suposto governante que produz um escândalo a cada semana, que quer impor uma Contra-reforma da Previdência (na verdade, o fim da aposentadoria), que corta profundamente as verbas de custeio das Universidades e Institutos Federais, que quer privatizar absolutamente tudo.


Precisamos de uma amplíssima Frente pela democracia, pela defesa da soberania nacional e pelos direitos sociais e dos trabalhadores!

Mas dia 12 de julho haverá mais uma manifestação contra o Boçal e seu ministreco da desEducação, o WeinTrouble, em Brasília, puxada pela UNE e por todas as Centrais Sindicais. Chega de Boçal-ignaro.

Marreco sérgio moro, o ladrão fujão

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Deputado Renildo Calheiros (PCdoB-Pernambuco) desmascara e atropela o "marreco de Maringá", sérgio moro, sociopata serviçal do fascista Boçalnaro.  O marreco, pouco depois, ao ser acertadamente alcunhado de "juiz ladrão" pelo deputado Glauber (PSol-RJ), fugiu da sessão!  

Esse cara tem que deixar de ser ministro e ser julgado na justiça comum por todas as infrações que cometeu contra a Constituição Federal, o Código de Processo Penal, o Código de Ética da Magistratura e outros estatutos que regem a conduta de um juiz.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Justiça mantém cortes nas Universidades Federais

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Em uma vitória para o governo, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) derrubou nesta quarta-feira, 12, a liminar que havia barrado os contingenciamentos orçamentários do Ministério da Educação sobre as verbas destinadas às universidades federais. Responsável pela decisão que atendeu ao recurso do Executivo, o desembargador federal Carlos Moreira Alves destacou que o contingenciamento de verbas não se deu apenas no âmbito do Ministério da Educação, mas também nos demais órgãos do Executivo. 

Para o magistrado, isso aponta que uma "impessoalidade" na medida tomada pelo governo, que é "necessária para a busca do equilíbrio fiscal e do aprimoramento da gestão dos recursos públicos, indispensável para o alcance da estabilidade econômica do País", descreveu o desembargador. 

A liminar que suspendia o contingenciamento aplicado pelo governo foi assinada na última sexta-feira, 7, pela juíza federal Renata Almeida de Moura Isaaac, da Bahia, que analisou oito ações, uma delas movida pela chapa Aliança pela Liberdade, que comanda o Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Brasília (UnB).
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Fonte: "Estadão", via site Conversa Afiada