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domingo, 12 de julho de 2020

Melhor a esperar do novo chefete do MEC: ser inoperante

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Que surpresa: o novo ministro da Educação do governo Bolsonaro coleciona falas de estupidez e reacionarismo constrangedores.

Por Luis Felipe Miguel no site DCM

“Educação” pelo castigo e pela dor, submissão das mulheres aos homens nas famílias, feminicídio como gesto de amor, universidades como antros de promiscuidade sexual. Sem esquecer da curiosa linha do tempo que faz da filosofia existencialista um fruto da pílula anticoncepcional.

Com aquela voz suave de pastor, Ribeiro é mais um apologista da violência. Tem um doutorado aparentemente legítimo, mas é tão despreparado e tacanho quanto os outros.

Ele fala diretamente às bases do bolsonarismo: nostalgia das “tradições”, com tudo o que nelas há de injusto e nocivo, contra os avanços que nasceram das lutas por igualdade e emancipação.

Um eixo central, está claro, é o reforço das hierarquias de gênero. É a defesa da família patriarcal ou a justificativa do feminicídio. Mesmo o horror com o avanço da “promiscuidade” reveste obviamente a vontade de restaurar a plena vigência da dupla moral sexual, aquela que dá aos homens liberdades que nega às mulheres.

Outro eixo é a negação dos direitos das crianças – que está, convém lembrar, no coração do projeto “Escola sem Partido” (sic). Um dos seus slogans é “meus filhos, minhas regras”, perversa apropriação do lema feminista, visando exatamente afirmar que filhos são propriedade dos pais.

A lei "Menino Bernardo", conquista essencial nesse terreno, marca uma posição na lei que está adiante da sociedade. Enfrentou oposição cerrada de parlamentares conservadores – da bancada religiosa, sobretudo pastores da Assembleia de Deus (Marco Feliciano, Ronaldo Fonseca, Paulo Freire, Pastor Frankembergen), mas também da bancada armamentista.

A banalização do espancamento de crianças é tema recorrente nos conteúdos disseminados nas redes da direita. Por exemplo, a pergunta “qual desses psicólogos você consultou na infância?” é seguida de imagens de uma chinela, um cinto, uma colher de pau.

O recado é óbvio: se eu, “cidadão de bem”, fui formado à base de castigo físico, é porque ele é útil e necessário. A ironia desta formulação certamente escapa àqueles que a disseminam.

Ribeiro, portanto, se alinha com as visões mais atrasadas e simplórias da base bolsonarista. Sua visão pedagógica é troglodita. Sua longa vinculação com a gestão do ensino privado não inspira nenhuma esperança. O fato de que essa vinculação é com a Mackenzie, ponta de lança do criacionismo no ensino superior brasileiro, só piora a situação.

O melhor que se pode almejar de sua gestão no MEC é que seja inerte e inoperante. Para as escolas e as universidades, o caminho é coragem e resistência.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

UNE convoca 48h de mobilização pela Educação em outubro

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A União Nacional de Estudantes está convocando mais uma série de protestos e mobilizações para os dias 2 e 3 de outubro. Serão as #48hPelaEducação.

“Serão 48 horas de mobilização dos estudantes de todo o Brasil. No dia 2 serão atos nas ruas e no dia 3 atos diversos nas universidades, assembleias, aulas na rua e panfletagens”, explicou o presidente da UNE, Iago Montalvão.

As atividades estão sendo organizadas em conjunto com a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG).
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Fonte: Blog do Esmael

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Vestibular da UFPR sob risco de suspensão

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Na tarde de ontem aconteceu assembleia dos professores da UFPR, no anfiteatro 100 do Ed. D. Pedro I.  O nefasto projeto do MEC "Future-se" e as ameaças ao funcionamento da UFPR devido aos severos cortes de verbas de custeio foram debatidos, entendendo-se que tudo isso demanda resistência enérgica e posturas firmes dos movimentos da comunidade.

Em face disso, foram aprovadas duas principais resoluções:

- Construir uma Greve de 48 horas já para 17 e 18 de setembro, ou mais adiante, em 24 e 25/09;

- Indicar a suspensão do Vestibular deste ano, seja porque a UFPR estará em precárias condições de receber novos alunos, seja como forma de sensibilizar toda a sociedade que precisa da Universidade Pública.

Aguarda-se agora como se pronuncia a Administração Central da UFPR acerca da proposição de suspender o vestibular.

Em 17/09 está agendada uma Assembleia Comunitária para avaliar a mesma pauta, reunindo TAEs, docentes e alunos no pátio da Reitoria.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Projeto Future-se rejeitado na UFPR: estrangulamento do MEC mantido?

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O privatizante projeto "Future-se" foi lançado pelo analfabeto "ministro da Educação" em 17 de julho e o governo do antipresidente divulgou um prazo para que todas as Universidades Federais e Institutos o discutissem, enviando "sugestões" ao MEC.

Na UFPR, aconteceu um concorrido debate sobre esse projeto num auditório no Centro Politécnico, em 1. de agosto, em que foi praticamente unânime a rejeição às propostas bolsonáricas para a Educação Pública, entendendo-se que elas mutilam a autonomia universitária e reduzem o financiamento público (já curto) das IFES, além de vários outros problemas.  Que, na prática, o "Future-se" terceiriza toda a governança da Universidade.

Por fim, em sessão do Conselho Universitário ocorrida em 27 de agosto, com presença de servidores TAE, docentes e estudantes na Sala dos Conselhos (ver vídeo acima), o "Future-se" recebeu um contundente "Não" da UFPR.  A Resolução final do CoUn, que enumera e critica todos os problemas do projeto, pode ser lida na íntegra aqui.

Já é de amplo conhecimento o corte, pelo governo federal, das verbas de custeio das IFES, da ordem de 30%, ameaçando a normalidade de funcionamento das instituições nestes meses finais de 2019.  Na UFPR, a tesoura decepou 48 milhões de reais, que pagam contratos de terceirizados, contas de luz, água, materiais de laboratórios e outros serviços.  Sem contar a subtração de numerosas bolsas de pós-graduação e pesquisa, um imenso retrocesso no sustento da produção de conhecimento pela Universidade Pública.

Autoridades da Administração Central da UFPR já alertaram que os recursos para saldar essas contas acabam em setembro.  A comunidade universitária aguarda apreensiva a materialização das consequências dessa crise, mas busca organizar lutas de resistência via assembleias de categoria e comunitárias.

O reitor Ricardo Marcelo procura demonstrar algum otimismo, como que não crendo que o MEC vá mesmo manter o corte que inviabiliza a vida da UFPR.  Porém, a questão concreta é: devido ao repúdio generalizado da UFPR ao "Future-se", vai o MEC manter o corte de verbas como retaliação?  Do desgoverno Boçalnaro se pode esperar de tudo.
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Vídeo: assessoria de comunicação do Sinditest

Assembleia Comunitária vai debater em 17/09 o risco de fechamento da UFPR

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A Universidade Federal do Paraná está passando pelo momento mais drástico em seus mais de 100 anos de história.

Os cortes orçamentários do governo Bolsonaro estão levando a instituição a uma situação limite: sem recursos para custear despesas básicas (água, luz, segurança, limpeza e outros serviços), a UFPR pode ter que fechar suas portas muito em breve.

As dificuldades que a instituição enfrenta não são novidade. Mas esse risco nunca foi tão real como hoje. Por isso, a comunidade vai se reunir em uma Assembleia Comunitária da UFPR no dia 17 de setembro, às 9 horas, no Pátio da Reitoria.

Não bastaram os ataques e a violência simbólica estimulada pelo próprio Governo Federal, as avalanches de fake news que circularam (e ainda circulam) pelas redes sociais e aplicativos de mensagens, criadas para jogar a opinião pública contra docentes, técnicos e estudantes das universidades federais, e os cortes de bolsas para pesquisa. O estrangulamento orçamentário está levando as instituições de todo o país à paralisação.

É urgente uma reação coletiva de todos os atores que fazem da universidade um espaço democrático de construção do conhecimento.

Compareça! Traga seus colegas! A UFPR não vai lutar apenas pelo seu futuro, é hora de lutar pelo agora!
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Fonte: Sinditest-PR

Greve nacional de 48 horas em debate pelos professores da UFPR

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Situações urgentes pedem medidas urgentes: greve de 48 horas se aproxima.

Enquanto as Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), seus docentes e demais servidores não forem respeitados, mais uma greve nacional da educação se fará necessária.

Seguindo indicação do Setor das Ifes do ANDES-SN, em reunião realizada nos dias 24 e 25 de agosto, a APUFPR convoca todos os docentes, ativos e aposentados da UFPR, para a Assembleia Geral Permanente dos Professores da UFPR na próxima terça-feira (10), para deliberar sobre a Greve Nacional da Educação de 48 horas.

A proposta do Setor das Ifes é que a greve se inicie com um dia de universidade de portas abertas, seguido de 48 horas de paralisação: terça-feira (17) e quarta-feira (18).

Outros pontos importantes estão na pauta, como o projeto "Future-se" e os cortes nos orçamentos nas universidades federais e na pesquisa científica.

A Assembleia da APUFPR ocorre em 10/09, a partir das 14h00, no Anfiteatro 100 do Edifício D. Pedro I
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Fonte: APUFPR

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Assembleia Geral do Sinditest na sexta-feira, 9 de agosto

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Amanhã, sexta-feira, 9 de agosto, haverá mais uma Assembleia Geral extraordinária do Sinditest.  Está chamada para as 14h30, no Anfiteatro 500 do Edifício D. Pedro I (bloco da Reitoria da UFPR)


Estão na pauta os seguintes tópicos: a contratação de uma auditoria externa sobre as contas do sindicato no período recente, as eleições para a Comissão Interna de Supervisão do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação da UFPR (CIS/PCCTAE), e a proposta de regulamentação do teletrabalho na UFPR, de acordo com a Instrução Normativa 1/2018.

Em Assembleia realizada na terça-feira, dia 6, já foi aprovado o repúdio total ao projeto privatizante da Universidade Pública Gratuita, o tenebroso "Future-se', apresentado pelo esquisitíssimo "ministro" da Educação, Abraham Weintraub (aquele que faz contas matemáticas com chocolatinhos...).  

Essa mesma reunião aprovou a chamada de uma paralisação em todas as bases do Sinditest (UFPR, UTFPR e UNILA) para protestar contra os brutais cortes de verbas e contra o "Future-se" no dia 13 de agosto (terça-feira que vem).  E igualmente para repudiar a Contra-reforma da Previdência do desgoverno Boçal.  

As mobilizações do dia 13/08 ocorrerão em todos os estados brasileiros.  Em Curitiba, o Ato público geral será às 18h00 na Praça Santos Andrade.  Participem!

Discussão pública sobre o Projeto "Future-se" do MEC na UFPR

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Com um auditório lotado de representantes da comunidade universitária e da sociedade, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) discutiu publicamente o Programa "Future-se", do Ministério da Educação (MEC), na tarde da quinta-feira, 01/08. A ideia é que haja novos debates e articulações até que as propostas passem pelo Conselho Universitário antes de serem encaminhadas ao ministério. A consulta pública do MEC está aberta até 15 de agosto.


O reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, conduziu os trabalhos, nos moldes de audiência pública, e representantes de entidades internas e externas se posicionaram acerca do tema. Ele assegurou que esse não era o momento para dizer sim ou não à proposta do MEC, mas sim de “refletir e apresentar questões”, já que o projeto ainda irá tramitar e só depois de uma eventual aprovação será necessário optar pela adesão.

Para o reitor, o texto do projeto tem uma série de “silêncios eloquentes”. Entre esses lapsos, citou a falta de propostas sobre extensão, o desacoplamento de outras políticas previstas para a área, como o Plano Nacional da Educação, a negligência com as pesquisas das humanidades e ciência básica e a falta de discussão sobre o papel social da universidade quanto à inclusão. Além disso, ele destacou que o projeto não leva em conta as diferenças entre as várias universidades públicas do país.

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Fonte: SUCOM/UFPR