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sábado, 29 de agosto de 2026

Lula enquadra a Globo e cobra mea-culpa por cobertura da Lava Jato

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Ao vivo, o Presidente Lula desmascarou a hipocrisia de uma emissora que posa de magistrada da moralidade pública, mas se recusa a fazer a devida autocrítica pelo consórcio firmado com o lavajatismo parcial e criminoso de sérgio moro & gangue.

Na tentativa de emparedar o presidente Lula com perguntas sobre suspeitas, investigações e escândalos, a TV Globo acabou enquadrada pelo próprio entrevistado. Foi durante a sabatina desta quinta-feira (27/8), conduzida por César Tralli e Renata Vasconcellos no padrão de um jornalismo de emboscada, que tentava reservar ao presidente o papel de suspeito. O contra-ataque de Lula trouxe de volta os abusos da Operação Lava Jato e o papel desempenhado pela grande mídia na legitimação dos abusos de moro/dallagnol.

Sempre que as perguntas voltavam às acusações contra seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, ou a pessoas próximas ao governo, o presidente evocava sua própria experiência. Por diversas vezes, ele pôs os jornalistas diante de uma cobrança que a imprensa reluta em enfrentar: quem responderá pela cobertura que ajudou a transformar em heróis nacionais o hoje ex-juiz sérgio moro e deltan dallagnol, as figuras-chave da Lava Jato? Como juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, moro era responsável pelos processos da operação em primeira instância. Já dallagnol coordenava a força-tarefa do Ministério Público Federal.

Em 2018, no curso da operação, Lula foi preso e impedido de disputar a eleição presidencial, na qual era favorito. Mais tarde, o STF reconheceu a parcialidade de moro no julgamento do caso do apartamento triplex e anulou as condenações de Lula, em decisões que desmontaram juridicamente a narrativa construída pela Lava Jato. Também vieram à tona, a partir de 2019, conversas divulgadas pelo The Intercept Brasil que revelaram a promiscuidade da relação entre moro e os procuradores da força-tarefa de Curitiba, especialmente dallagnol. Os diálogos demoliram a imagem de uma operação imparcial e responsável.

A mesma dinâmica de acusações infundadas que vitimou o presidente agora se repete contra seu filho. Por isso, na Globo, o alvo de Lula era também a imprensa que, segundo ele, ajudou a construir e a disseminar a narrativa da Lava Jato. “Tralli, você é jornalista e você conhece isso melhor do que ninguém. Eu fui vítima disso na Lava Jato, da maior mentira montada neste país para evitar que eu fosse presidente da República”, afirmou.

Lula lembrou que prestou mais de 20 depoimentos e passou 580 dias preso. Ele poderia ter adotado outros caminhos, mas decidiu enfrentar o processo porque estava “convencido” de que a verdade apareceria. “Eu queria provar que a imprensa estava divulgando coisa mentirosa, que o Moro tinha mentido para a imprensa, que o Dallagnol tinha mentido para a imprensa.”

A referência vinha no contexto das investigações contra seu filho. Lula afirmou que Fábio deverá responder por qualquer eventual ilícito que tenha cometido, sem proteção decorrente do parentesco. Mas rechaçou a ideia de que acusações, vazamentos e ilações possam ser automaticamente convertidos em culpa.

Em outro momento, o presidente voltou ao tema com mais contundência: “Eu sei o que é isso porque eu já passei por isso. Eu fui vítima da maior mentira montada nesse país, que tinha como objetivo não me deixar ser candidato em 2018”. Lula disse que poderia ter deixado o Brasil, mas decidiu se entregar e cumprir a ordem de prisão para provar “que o Moro é mentiroso”, o Dallagnol é mentiroso”.

Quero provar que a imprensa, um dia, vai pedir desculpa, porque a imprensa brasileira comprou uma mentira, vendeu a mentira e nunca reconheceu que comprou a mentira”, disparou Lula. Foi Renata Vasconcellos que tentou conter o avanço da provocação e defender a atuação da emissora, afirmando que “o jornalismo da Globo cumpriu a sua obrigação de noticiar os fatos durante essa cobertura”.

O presidente não deixou barato. “É difícil pedir desculpa”, respondeu Lula. “A imprensa brasileira sabe que ela produziu um monstro mentiroso chamado Moro, (um monstro) chamado Dallagnol. Eu não esqueço do PowerPoint mentiroso contra mim.” A referência remetia à célebre apresentação de dallagnol, em 2016, quando o então procurador colocou Lula no centro de um diagrama que pretendia apresentá-lo como comandante de uma organização criminosa. A cena, reproduzida à exaustão pela mídia, foi um dos símbolos da Lava Jato.

Nesse ponto, Tralli interveio, numa evidente tentativa de encerrar o desconforto, para dizer que a Globo havia feito uma “devida retratação” sobre a questão do PowerPoint. A observação, porém, se referia não à apresentação de dallagnol – mas ao episódio mais recente do gráfico exibido pela GloboNews sobre o Banco Master e retratado por Andréia Sadi no Estúdio i. O presidente falava da Lava Jato; Tralli respondeu sobre outro caso e mudou de assunto em seguida.

Ao vivo, Lula desmascarou a hipocrisia de uma emissora que posa de magistrada da moralidade pública, mas se recusa a fazer a devida autocrítica pelo consórcio firmado com o lavajatismo. Os erros da grande mídia no caso da Lava Jato vão muito além de um PowerPoint. Lula cobrou o mea-culpa sobre um período inteiro, que transformou procuradores e magistrados em celebridades, espetacularizou processos e ajudou a legitimar a narrativa fraudulenta da força-tarefa. As violações da Lava Jato, reveladas posteriormente, jamais receberam tratamento equivalente.

Quem cobra a imprensa quando a imprensa erra? A Lava Jato produziu manchetes, capas, lives e personagens elevados à condição de salvadores da República. Anos depois, boa parte de seus mecanismos foi desmoralizada, condenações foram anuladas e a parcialidade de Sergio Moro no processo do triplex foi reconhecida pelo Supremo.

Para Lula, falta ainda o reconhecimento de responsabilidade daqueles que ajudaram a vender ao país uma versão que não resistiu ao tempo. Diante das câmeras da própria Globo, o presidente partiu para o ataque e transformou o interrogatório num tribunal reverso contra os abusos do lavajatismo: o réu ali era a própria imprensa. Os verdadeiros protagonistas do espetáculo midiático ainda têm contas a prestar.

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Globo joga a toalha e admite pela primeira vez cassação de sergio moro no Paraná

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O jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo, admitiu nesta terça (26/12) que são cada vez menores as chances de o senador sergio moro (União Brasil-Paraná) se safar do processo de cassação no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.

Blog do Esmael - 26/12/2023

Em sua coluna no jornal, Jardim afirmou que a atuação do relator do processo, o desembargador Luciano Carrasco Falavinha, tem sido “dura” com moro. Falavinha já questionou o senador sobre o valor de R$ 1 milhão cobrado pelo seu suplente, Luís Felipe Cunha, para trabalhar como advogado de moro e de outros filiados do União Brasil.

O colunista também ressaltou que o parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) é favorável à cassação de moro, como noticiou em primeira mão o Blog do Esmael, em 14/12.  O MPE acusou o senador de abuso de poder econômico durante a pré-campanha eleitoral de 2022.

Diante desses fatores, Jardim acredita que moro tem poucas chances de se safar da cassação no TRE-PR.

Se o relator mantém o seu rigor, a cassação de moro fica cada vez mais provável, analisa a frente política.  A cassação de moro seria um duro golpe para o ex-juiz, que se fez politicamente sob a bandeira do suposto combate à corrupção.

O ex-juiz moro foi o responsável pela Operação Lava Jato, que ilegalmente condenou o presidente Lula (PT), que ficou preso 580 dias em cela da PF em Curitiba.

A cassação de moro também seria uma derrota para o grupo de comunicação carioca Globo, que foi um dos principais apoiadores da Lava Jato.  As organizações Globo foram acusadas de parcialidade em favor de moro e de seus aliados.  A Lava Jato alimentou a Globo, que alimentou moro.

O saudoso jornalista Paulo Henrique Amorim, o PHA, costumava dizer que a Globo prendeu Lula e criou a Lava Jato com o intuito de dar um golpe de Estado.

Bingo!

O julgamento do processo de cassação de moro no TRE-PR está previsto para acontecer após o fim do recesso do Judiciário, na segunda quinzena de janeiro.

Os partidos que pediram a cassação de moro – Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB, PV) e Partido Liberal – acreditam que o julgamento será favorável à sua posição.

O relator do processo, Luciano Carrasco Falavinha, tem sido considerado um magistrado rigoroso.

No entanto, moro acredita que tem chances de se safar da cassação.  O senador poderá recorrer da decisão do TRE-PR ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), caso o senador seja condenado à perda do mandato e a oito anos de inelegibilidade.  Estima-se que a cassação de moro será finalizada ainda no primeiro semestre de 2024.

Com moro cassado, o TRE-PR deverá convocar eleição suplementar para o Senado.

A lista de pré-candidatos ao Senado, na eleição suplementar, só aumenta, à medida que a expectativa de cassação do senador ganha velocidade de cruzeiro.

Resumo da ópera: ao admitir pela primeira vez a cassação de moro, a Globo praticamente joga a toalha em relação ao seu aliado.

terça-feira, 3 de março de 2020

Ex-"juiz" moro, o afilhado e a apologia do motim

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O ministro sérgio moro(*) sai às redes sociais para capitalizar o fim do motim policial no Ceará.

Por Fernando Brito - Blog Tijolaço * 02/03/2020

Seu afilhado de casamento e diretor da Força Nacional de Segurança, Aginaldo de Oliveira, subiu ontem ao palanque, fardado, numa assembleia de amotinados para pedir calma, porque eles seriam protegidos.

“Acreditem: vocês são gigantes, vocês são monstros, vocês são corajosos; demonstraram isso ao longo desses dez, onze, doze dias que estão aqui dentro desse quartel, em busca de melhoria da classe, e vão conseguir. Vão conseguir! Sem palavras para dizer a coragem que vocês estão tendo ao longo desses dias”.

Ao longo destes dias, desfilaram armados e encapuzados fechando o comércio, furaram pneus de viaturas oliciais, ocuparam batalhões e descumpriram o dever de patrulhar as cidades cearenses e permitiram que a taxa de assassinatos se multiplicasse por três ou quatro.

Entre gigantes e monstros, para ficar com as palavras do afilhado de moro, monstros parece a mais adequada.

Pergunta-se à miriade de generais que estão no Planalto se os praças de algum regimento fizerem um levante assim – e ganham menos que os PMs – eles também irão ao palanque, elogiar a coragem dos amotinados.

Talvez sim.

Afinal, ajudaram a levar ao posto de comandante em chefe das Forças Armadas um sujeito que queria colocar bombas em quartéis.
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(*)Por coerência e princípios, este editor do Blog NaLuta nunca grafa o nome desse animal da extrema-direita fascista em maiúsculas. Ainda que em texto de outro bom companheiro blogueiro.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Lula Livre! Advogados entram nesta sexta-feira, 8, com pedido de soltura imediata

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Ontem, conforme milhões de brasileiros acompanharam pela TV e internet, o Supremo Tribunal Federal decidiu a favor da Constituição Federal e contra a ilegal prisão antes do trânsito em julgado. Com o último voto, o voto de Minerva, de Dias Toffoli, presidente da Corte, definiu-se que não é possível ver culpa além dos limites previstos na Constituição Federal.  O resultado final foi 6 votos a 5 pelo respeito à CF (veja abaixo como votou cada ministro).  A quadrilha de "lawfare" da LavaJato - constituída pelo parcial ex-juiz de extrema-direita sérgio moro, Deltan Dinheirol e seus procuradores debochados - baba de raiva.  A Rede Globo também, cujos apresentadores ontem estavam tristinhos com a decisão do STF.

Diante do resultado, a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá ao seu encontro hoje, 8/11, levando ao juízo da execução pedido para soltura imediata com base nesse julgamento. Além disso, a defesa continua reiterando pedidos para que a Suprema Corte analise os habeas corpus impetrados pela declaração de nulidade de todo o processo do viciado julgamento de Lula.

A juíza responsável por tratar do assunto em Curitiba é Carolina Lebbos, que já cometeu arbitrariedades contra Lula, proibindo-o de receber visitas, por exemplo.  A ela caberá decidir o dia da soltura, que pode ser "de ofício", imediatamente, ou pode demorar, se ela quiser embromar, esperando ser publicado o Acórdão do STF.


Ontem já aumentava o afluxo de pessoas no território da Vigília #LulaLivre, no bairro de Santa Cândida, defronte à sede da PF, onde Lula está injustamente preso desde 7 de abril de 2018.  Existe possibilidade de que Lula saia de sua masmorra na segunda, dia 11, dirigindo-se primeiro à Vigília, que resiste há mais de 18 meses levantando seus brados de protesto e luta.  Todo dia os ativistas da Vigília entoaram os "Bom dia", "Boa tarde" e "Boa noite, presidente Lula!", ouvidos por ele desde sua cela.  Ali se realizaram as mais diversas atividades artísticas e debates, das quais o editor deste Blog participou várias vezes, inclusive tocando algumas das chamadas "Rodas de Conversa".   Para a "Rádio #LulaLivre", na Vigília, estivemos inclusive num programa de entrevistas discutindo o nefasto programa "Future-se", do suposto ministro da Educação.


Nessa Vigília, incansáveis e esperançosos militantes de entidades populares, sindicais, estudantis (MST, CUT, CTB, sindicatos, UNE etc.), de partidos de esquerda e progressistas (principalmente PT e PCdoB) e cidadãos solidários a Lula, vindos de todos os cantos do país e também de outros países.  Enquanto o despresidente Boçalnaro suplica por alguma atenção de personalidades e chefes de Estado, Lula, ao longo desse ano e meio de prisão política, foi visitado por numerosas celebridades do mundo artístico, político, e também religioso.  Como diz uma postagem de Facebook: Lula continua sendo "rei" no calabouço, enquanto o palhaço Boçalnaro continua sendo palhaço mesmo usurpadamente sentado no trono do castelo.


O partido de Lula cogita, depois da estada na Vigília, transportá-lo ao seu berço sindical, o sindicato metalúrgico de São Bernardo do Campo, onde está sendo programada uma enorme festa.


Leia abaixo nota dos advogados de defesa de Lula.

NOTA DA DEFESA DO EX-PRESIDENTE LULA

O julgamento das ADCs concluído hoje (07/11/19) pelo STF reforça que o ex-presidente Lula está preso há 579 dias injustamente e de forma incompatível com a lei (Códio de Processo Penal, art. 283) e com a Constituição da República (CF/88, art. 5º, LVII), como sempre dissemos.

Após conversa com Lula nesta sexta-feira levaremos ao juízo da execução um pedido para que haja sua imediata soltura com base no resultado desse julgamento do STF, além de reiterarmos o pedido para que a Suprema Corte julgue os habeas corpus que objetivam a declaração da nulidade de todo o processo que o levou à prisão em virtude da suspeição do ex-juiz Sergio Moro e dos procuradores da Lava Jato, dentre inúmeras outras ilegalidades.

Lula não praticou qualquer ato ilícito e é vítima de “lawfare”, que, no caso do ex-presidente, consiste no uso estratégico do Direito para fins de perseguição política.

Cristiano Zanin Martins/Valeska T. Martins


Confira como votou cada ministro do STF ontem:

VOTOS A FAVOR DA CONSTITUIÇÃO (por consequência, pró-Lula):
  1. Marco Aurélio Mello (relator do caso penal);
  2. Ricardo Lewandowski;
  3. Rosa Weber;
  4. Gilmar Mendes;
  5. Celso de Mello; e
  6. Dias Toffoli.
VOTOS EM DESRESPEITO À CONSTITUIÇÃO:
  1. Alexandre de Moraes;
  2. Luís Roberto Barroso;
  3. Luiz Fux;
  4. Cármen Lúcia;
  5. Edson Fachin (ex-professor da UFPR e traíra no STF).

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Boçalnaro ladeira abaixo

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Vale a pena rever a paródia de setembro do programa "Zorra" sobre o despresidente Boçalnaro, que também faz gozação sobre o pseudoherói sérgio moro (minúsculas sempre para esse canalha da extrema-direita).  A paródia é feita em referência ao antigo humorístico da Rede Globo "Sai de baixo".


quinta-feira, 4 de julho de 2019

Marreco sérgio moro, o ladrão fujão

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Deputado Renildo Calheiros (PCdoB-Pernambuco) desmascara e atropela o "marreco de Maringá", sérgio moro, sociopata serviçal do fascista Boçalnaro.  O marreco, pouco depois, ao ser acertadamente alcunhado de "juiz ladrão" pelo deputado Glauber (PSol-RJ), fugiu da sessão!  

Esse cara tem que deixar de ser ministro e ser julgado na justiça comum por todas as infrações que cometeu contra a Constituição Federal, o Código de Processo Penal, o Código de Ética da Magistratura e outros estatutos que regem a conduta de um juiz.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Marreco moro, o supercara 2 em 1 !

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Depois do revelado pelo site TheIntercept.com/Brasil, do premiadíssimo jornalista Glenn Greenwald, sobre a promiscuidade entre o "juiz" sérgio moro (minúsculas sempre!) e o procurador acusador Tantã Enganol, a casa caiu para o "superministro da justissa" (com dois 's' mesmo, porque aquilo lá nunca foi justiça). 
Vejam só como o cara é "útil" e capaz: dois em um! Ao mesmo tempo que é juiz, é também acusador. Maravilha! Se você vier a ser réu em algum processo, não queira pegar um juiz desses pela frente, que combina antes a tua condenação com o promotor.
E, aos que elegeram o não-presidente Boçalnaro, que peguem esse livro sobre o marreco, enrolem e enfiem em seu próprio... vocês sabem o quê.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

A morte do reitor e o Estado policial

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A tragédia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que levou ao suicídio do reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo é ilustrativa desses tempos tormentosos que o país atravessa, com o punitivismo entrando em todas as áreas e abrindo espaço para os tipos mais doentios e desequilibrados.

Por Luis Nassif, em seu site

Os jornais cobriram a tragédia burocraticamente, tratando o volume de recursos fiscalizados – R$ 80 milhões dos cursos de educação à distância – como se fosse a corrupção final. E estabelecendo relações de causa e efeito com o suicídio, não permitindo o direito da dúvida ao reitor, mesmo depois de morto. Afinal, os que recebem a pecha de corrupto não tem direito nem à morte digna.

No entanto, é um episódio exemplar, de como o punitivismo criou uma nova legião, os agentes de controle, os templários da nova ordem, pessoas cuja métrica de avaliação é o rigor sem limites, não distinguindo pequenos delitos de grandes crimes, não entendendo outra forma de punição que não a da destruição total do inimigo.

Os órgãos de fiscalização e de repressão assumiram tal influência que passaram a se imiscuir em vários setores da vida do país, trazendo consigo altas doses de intolerância e de pensamento policialesco e abrindo espaço para personalidades desequilibradas, a verdadeira banalização do mal praticando a crueldade com a segurança de quem tem o Estado atrás de si.

Nos últimos tempos, começou a se disseminar a figura do corregedor da Universidade federal. Ali, plantou-se o ovo da serpente, do poder externo se sobrepondo ao da comunidade.

Em geral, as universidades padecem de problemas sérios de gestão. Muitas vezes pesquisadores competentes são transformados em chefes de departamento, sem nenhuma experiência nem paciência para lidar com problemas administrativos. Criadas para permitir buscar outras fontes de recurso, muitas vezes as Fundações não têm a devida transparência na prestação de contas. Por outro lado, há um enorme cipoal burocrático que torna mais difícil ainda a gestão nas universidades e transforma o mero exercício contábil de prestação de contas em um inferno sem fim.

Em vez de aprimoramento nas formas de controle e de induzir as universidades a buscar gestores profissionais, decidiu-se pelo caminho burocrático, de criar uma corregedoria, figura esdrúxula, cujo titular responde administrativamente à reitoria e funcionalmente à CGU (Controladoria Geral da República). Trocaram a gestão pelo espírito policial. Some-se o punitivismo de juízes emulando Sérgios Moros, procuradores imitando a Lava Jato e delegados da PF sendo delegados da PF, e se terá a síntese da tragédia atual e das que ainda estão por ocorrer.


O corregedor policial

A figura central da tragédia da UFSC é o corregedor Rodolfo Hickel do Prado.

Foi Hinckel quem solicitou o afastamento do reitor, que encaminhou as denúncias à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal e, segundo rumores que correm por lá, instruiu uma professora a gravar uma conversa com o reitor.

Figura estranha à Universidade, Hinckel assumiu o cargo no ano passado, indicado pela reitora que saía. Imediatamente tratou de se transformar em um poder autônomo, colocando-se acima da reitoria e das demais instâncias administrativas, um comportamento que refletia, no microcosmo da Universidade, o clima persecutório que tomou conta do país, e o poder apropriado pelos cabeças-de-porta-de-cadeia ganhando um status até então inimaginável.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Frente Brasil Popular convoca ato pela Democracia em 13 de setembro

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Em 13 de setembro (4a.-feira), o ex-presidente Lula virá a Curitiba para prestar mais um depoimento na Justiça Federal, em processo da Operação Lava Jato. Neste dia, os movimentos sociais organizados na Frente Brasil Popular, no Fórum de Lutas 29 de Abril e na Frente Resistência Democrática (FRD) convocam a sociedade para mobilização em solidariedade a Lula, pela democracia e pelo direito à participação política do ex-presidente.

Não se trata de um ato de apoio "eleitoral" a eventual pré-candidatura de Lula, mas sim de protesto contra os abusos cometidos pelo MP e pelo "juiz" sérgio moro, e para defender os direitos políticos de um cidadão acusado só com base em delações mentirosas e sem provas documentais quaisquer.

Com concentração na parte da tarde, no Paço da Liberdade (Praça Generoso Marques), o dia será marcado por atividades culturais, lançamento do livro “Comentários a uma sentença anunciada: o processo Lula” e, a partir das 18h00, a organização de um ato em solidariedade a Lula, com a presença do ex-presidente.

Com o título de “2ª Jornada de Lutas pela Democracia”, a atividade repete a intenção da mobilização pacífica gerada no mês de maio: debater com a sociedade saídas para a atual crise política e econômica, além de condenar excessos do Judiciário, propondo um projeto alternativo para o país.

A página do evento no facebook pode ser visitada aqui.


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Operação Lava Jato vai a júri popular nesta sexta-feira, 11 de agosto

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A Frente Brasil de Advogados pela Democracia no Paraná, acompanhada e apoiada por numerosos movimentos sociais, ativistas e intelectuais do estado, realizará nesta sexta-feira, 11 de agosto, o "Tribunal Popular da Lava Jato".  

Serão debatidos prós e contras acerca dessa polêmica Operação que, na origem, proclamava apenas investigar atos de corrupção na Petrobras, punindo TODOS os envolvidos, mas que, no curso de suas atividades, revelou-se como processo político que contribuiu para a realização de um golpe no país contra uma presidenta legitimamente eleita, e de criminalização apenas da esquerda.  Sem contar os diversos abusos e ilegalidades cometidos por seu personagem mais badalado, sérgio moro, que foi ao mesmo tempo "juiz" e promotor contra os acusados, notório apreciador da inversão do princípio jurídico basilar da presunção de inocência.

Com a presença de personalidades do mundo jurídico nacional, as atividades transcorrem durante toda a sexta-feira, a partir das 08h30, na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil (Sintracon), na rua Trajano Reis, 538, próximo ao Cemitério Municipal de Curitiba.  O credenciamento dos interessados se inicia às 07h30.  O Tribunal propriamente dito deve ser aberto às 13 horas.

Veja neste link a programação completa e detalhada.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Por que moro é um impostor

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As coisas devem ser chamadas pelo nome. O juiz sergio moro não passa de um impostor em pelo menos alguns dos significados que o dicionário Houaiss atribui a este vocábulo: “que ou quem é cheio de si, soberbo; vaidoso; que ou quem se aproveita da credulidade e da ignorância de outrem para ludibriá-lo; hipócrita.”

Por Joaquim Xavier, no site Conversa Afiada

Sua primeira sentença contra o ex-presidente Lula, a réplica aos advogados de defesa e o bloqueio de bens de Lula comprovam inapelavelmente como as definições lhe cabem como uma luva.

Vamos aos fatos. O impostor de Curitiba gastou centenas de parágrafos para condenar o maior líder popular do país sem uma única prova cabal. O desvario da peça acusatória foi demonstrado por especialistas de todas as partes do planeta. Basta um passar de olhos em sites da imprensa nacional e internacional.

Ele decidiu condenar Lula porque tem convicção de que ele é culpado. Na cabeça deste cidadão travestido de magistrado, sua certeza basta. O soberbo e vaidoso considera-se acima de tudo: da lei, das evidências, dos fatos. Produto de seus delírios, na mesma sentença, contudo, o aprendiz de celebridade usa critérios totalmente diferentes para justificar o vazamento de uma conversa reservada entre Lula e Dilma - este sim um crime comprovado.

O inquisidor curitibano conhecia a ilegalidade do grampo. Mesmo assim, vazou sua delinquência para páginas e telejornais escolhidos a dedo. Mas, neste caso, o rapaz cheio de si atribui o seu próprio crime confesso a uma rotina de “erros e acertos comuns no judiciário”. É o caso de imaginar a recepção reservada a moro caso tivesse coragem de defender sua cantilena em penitenciárias onde se amontoam milhares de vítimas de penas injustas e retardamento de alvarás de soltura, além de inocentes injustamente trancafiados.

O abuso da credulidade e ignorância alheias, bem como a hipocrisia, aparecem por inteiro na réplica aos argumentos dos advogados. Mais importante que tudo, moro admite por escrito que os crimes atribuídos a Lula não têm nenhuma conexão com atos ilícitos na Petrobras. Faz isto pela absoluta impossibilidade de provar a troca de um apartamento por favores concedidos a uma empreiteira prestadora de serviços à estatal. Pois bem: se não há conexão entre os dois fatos, como falar em corrupção passiva? Houaiss explica.

Mas como qualquer sujeito cheio de si, soberbo, vaidoso, mentiroso, o impostor moro não se detém. Mergulhado na própria ficção, resolveu bloquear os bens de Lula. Não basta tentar desmoralizar o ex-presidente, humilhá-lo. É preciso surrupiar seus bens e, se possível, lançar Lula à miséria material. Deixá-lo vivo, deve achar o “juiz”, já está de bom tamanho.

Não fosse aqui o Brasil, seria inacreditável ver um impostor deste tamanho se arvorando em paladino do Direito que ele só faz pisotear.

E o silêncio escandaloso de órgãos como o Conselho Nacional de Justiça e o Supremo Tribunal Federal explicam por que o Judiciário nacional afunda sem parar na falta de credibilidade geral.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Vítimas se unem contra Moro

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O juiz sérgio moro (minúsculas sempre) será alvo na próxima terça (11) de um ato pela liberdade de expressão e contra a criminalização do livre pensamento, no Rio, cujas vítimas do ‘abuso de autoridade’ do magistrado estudam criar uma associação.

Por Esmael Morais, em seu Blog

O evento acontece no dia em que o serventuário da Justiça Federal, Roberto Ponciano, também diretor da CUT-Rio, convocado pela PF, irá depor em razão de uma investigação por possíveis crimes de injúria, ameaça e incitação ao crime contra o juiz sérgio moro.

O ‘Ato contra o Estado de Exceção e contra o “crime” de 'pensar’ também tem por objetivo prestar solidariedade ao petroleiro e sindicalista Emanuel Cancella, autor do livro ‘A Outra Face de sergio’, obra que critica os efeitos da Lava Jato na Petrobrás e cadeia produtiva do petróleo e ao blogueiro Eduardo Guimarães, editor do Blog da Cidadania também investigados e processados por suposto crime de opinião contra o juiz sergio moro e obstrução dos trabalhos da Operação Lava Jato, respectivamente.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR), relator do PLS 280/2016, que pune abuso de autoridade de juízes e integrantes do Ministério Público, deverá receber a “vítimas” de moro na véspera da votação da matéria pelo plenário do Senado

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Comparar Fachin a moro é um despautério

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Se fosse só para massagear o enorme ego do pessoal da escola de Direito da UFPR, a declaração do reitor Ricardo Marcelo (sobre a indicação do professor Fachin como relator da Lava Jato no STF) bem poderia ficar intramuros, em vez de ir para a página pública da UFPR.

Mas, não. Lá está a matéria da Superintendência de Comunicação Social da UFPR, datada de ontem, em que o reitor elogia a indicação de Luiz Edson Fachin, mas comete a infeliz comparação com o suposto juiz sérgio moro (minúsculas sempre):

“O reitor Ricardo Marcelo Fonseca disse que ficou muito contente com a escolha de Fachin e afirmou que, agora, os professores  da UFPR acumulam as maiores responsabilidades da República, referindo-se ao fato de outro magistrado que ocupa posição-chave na Lava Jato, o juiz federal sérgio moro, também ter lecionado na Universidade, até dezembro de 2016.”


O professor Fachin, ex-candidato a reitor da UFPR em 2001, é pessoa merecedora de respeito por sua trajetória progressista dentro da UFPR, sua competência, ética e seriedade.  Dele esperamos uma atuação isenta e incisiva na relatoria do catatau que são os autos da Lava Jato, e que consiga suportar as pressões terríveis da Rede Globo golpista e de outros poderosos.

Bem diferente disso, o “juiz” (ele não se comporta como juiz, mas como justiceiro parcial) sérgio moro pauta sua atuação por um solene desprezo a um pilar do Direito, que é a presunção de inocência. Ele inverte isso: para moro, o sujeito é culpado, até que prove inocência! Que tipo de “professor” de Direito é alguém assim na UFPR? Ele submete denunciados a longos períodos de prisão preventiva e pressão psicológica para que, fragilizados, se submetam a fazer delações premiadas, mesmo que inventadas e sem provas – desde que incriminem Lula e o PT.  

Despreza delações numerosas já feitas que incriminam a tucanada, haja vista não haver qualquer tucano indiciado, que dirá preso.  O magistrado de meia-tigela é visto recebendo prêmios da Globo e se abraçando com Aécio Neves e outros tucanos de alta plumagem.  Vazou ilegalmente áudios de escutas telefônicas, inclusive uma conversa privada da agora morta mulher de Lula com seu filho, parte do stress que a levou ao AVC fatal.  O docente subversor do Direito é hoje réu em Tribunal da ONU por causa de tais condutas arbitrárias.

Tamanha a presunção do senhor moro (minúsculas sempre) que se arrogou a autoridade de expedir ontem uma “Nota” como se desse aval para Fachin poder ser o relator da Lava Jato! Petulância elevada ao cubo. Vejam o que o metido escreveu:

"Diante do sorteio do eminente Ministro Edson Fachin como Relator dos processos no Supremo Tribunal Federal da assim chamada Operação Lava Jato e diante de solicitações da imprensa para manifestação, tomo a liberdade, diante do contexto e com humildade, de expressar que o Ministro Edson Fachin é um jurista de elevada qualidade e, como magistrado, tem se destacado por sua atuação eficiente e independente. Curitiba, 02 de fevereiro de 2017. sérgio fernando moro, Juiz Federal [sic]”

"Toma a liberdade", carinha? Quem disse que o ministro Fachin precisa da sua “Nota” presunçosa? Enfie bem no meio do seu conduto auricular, senhor moro.


Portanto, uma vez mais lamentamos a disparatada comparação feita pelo reitor da UFPR entre um juiz de verdade e esse agente golpista que vive viajando aos EUA para receber suas ordens para desmonte do Brasil.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O "professor" da UFPR e "juiz" Moro é réu na ONU

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O Cafezinho foi parar na capa da Veja. Felizmente, não é para falar bem do blog. Se assim o fosse, seríamos suspeitos, aí sim, de sermos farsantes. Como é para falar mal, então estamos bem. Continuamos sendo um blog “sujo” e honesto.

Por Miguel do Rosário, no Blog O Cafezinho

A matéria da Veja é um post encomendado pelo consórcio de golpistas e corruptos que tomaram o poder, para blindar Sergio Moro, o heroi dos coxinhas e eleitores de Bolsonaro.

O autor tenta rebater post do Cafezinho que informa o óbvio: Sergio Moro está sendo investigado pela Organização das Nações Unidas. É réu, portanto.

A Veja diz que a aceitação da denúncia foi “mera formalidade”. Ora, pode-se dizer o mesmo acerca da aceitação de qualquer denúncia em qualquer instância.

Ser réu é isso mesmo: uma formalidade.

Réus não são culpados. O consórcio golpista é que incendiou o vocabulário jurídico, com vistas a dar peso às suas calúnias: daí, denunciado, réu, investigado se tornaram sinônimos de bandidos. Não são. Às vezes são inocentes.

Não é o caso de Sergio Moro, um dos mais perigosos delinquentes políticos da história brasileira.

Sergio Moro é réu na ONU, sim, e também é réu num tribunal muito mais severo, o da história.

segunda-feira, 21 de março de 2016

UFPR sedia ato contra o golpe da Rede Globo/Sergio Moro nesta 3a.-feira, 22/03

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Renomados juristas de todo o país desembarcarão nesta terça-feira (22), em Curitiba, “a capital da Lava Jato e da grampolândia”, para um Ato Nacional em Defesa da Democracia e denúncia do golpe engendrado pela parceria entre Rede Globo e juiz federal Sérgio Moro — materializado no vazamento de escutas telefônicas ilegais.

O evento será transmitido ao vivo pelo Blog do Esmael para o Brasil e o mundo, em parceria com a TV 15, a partir das 19 horas, desde o salão nobre da Faculdade de Direito da UFPR.  O evento deve contar com Marcelo Lavenére, ex-presidente nacional da OAB.

É bom frisar que Moro é professor(*) de Processo Penal na UFPR, e por isso o comício de amanhã ganha relevância nacional.

Não é só a academia e os meios jurídicos que começam a acordar para o golpismo em marcha. Na última sexta-feira (18), cerca de 30 mil pessoas foram às ruas da capital paranaense em defesa da democracia. Em todo o país milhões despertam contra o autoritarismo.

Também está no “bico do corvo” a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que assumiu a bandeira do golpe contra o estado democrático de direito.

Possivelmente, operadores do Direito iniciem discussão sobre “Uma Nova Ordem”, ou seja, acerca da criação de uma nova autarquia que represente todos os advogados brasileiros.

CONTINUE LENDO para ver a lista de juristas que apoiam e convidam para este ato.
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(*)Há controvérsias.