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sábado, 22 de outubro de 2016

União Brasileira de Mulheres repudia ação provocadora do MBL contra ocupações estudantis

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A direita de Curitiba, organizada em grupos protofascistas como o MBL e "Mamãe Falei", acusados de serem subvencionados com dinheiro público do golpista Temer, resolveu mostrar suas garras contra ocupações de escolas que lutam contra a MP 746/16 (da "Reforma" do Ensino Médio) e a PEC da Morte (PEC 241/16).  Os fascistoides foram ao maior colégio do estado infernizar a vida dos combativos jovens que comandam a ocupação de luta e o incidente mereceu Nota de Repúdio da União Brasileira de Mulheres (UBM), cuja íntegra segue abaixo.


UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES REPUDIA 
AÇÃO VIOLENTA E COVARDE  DO MBL-CURITIBA 
CONTRA ESTUDANTES DO COLÉGIO ESTADUAL DO PARANÁ

"A União Brasileira de Mulheres (UBM) - entidade feminista de defesa dos direitos das mulheres - manifesta seu intenso repúdio à ação violenta e covarde do protofascista Movimento Brasil Livre (MBL) de Curitiba contra estudantes que ocupam o Colégio Estadual do Paraná (CEP). Na legítima e democrática ocupação do CEP, os estudantes resistem denodadamente contra as medidas antipopulares, antinacionais e antidemocráticas do presidente golpista Michel Temer e seu aliado no Paraná, o governador Beto Richa, destacadamente lutando contra a MP 746 (“Reforma” do ensino médio) e a PEC 241. 

Em 19 de outubro, secundaristas que ocupam o maior colégio do Paraná relatam que viveram momentos de assédio e terror, quando cinco homens, apresentando-se como integrantes do MBL, liderados por Eder Borges (candidato derrotado a vereador pelo partido de Bolsonaro), tentaram adentrar o Colégio. Os representantes do MBL abusivamente interrogavam os estudantes com perguntas descabidas, filmavam e ameaçavam, chegando ao ponto do assédio sexual físico contra uma aluna. 

Tais atitudes violentas contra estudantes constituem prática fascista, machista e covarde, merecedoras de reprovação da sociedade brasileira.

O repulsivo episódio tem da parte da União Brasileira de Mulheres veemente condenação, pois violam não só a Constituição Federal como também o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Diante da gravidade do caso, vergonha para Curitiba e para nosso Estado, demandamos rigor na apuração dos fatos e punição dos agressores do MBL. 

Saudamos todas as ocupações dos estudantes que lutam bravamente por seus legítimos interesses e entendemos que estão construindo, pela própria experiência, sua formação de cidadãos críticos, um exemplo para outros segmentos sociais que também prezam a democracia e a Educação Pública Gratuita de qualidade.

Viva a luta da juventude! Abaixo a MP 746 e a PEC 241!

Viva a luta do povo brasileiro!

Fora fascistas! Fora Temer Golpista! 

Curitiba, 21 de outubro de 2016."

domingo, 15 de novembro de 2015

Paranaense Camila Lanes é eleita a nova presidenta da UBES em seu 41. Congresso

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Terminou em Brasília neste domingo (15/11) o 41° Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), entidade que representa todos os estudantes do ensino fundamental, médio e técnico do país. A estudante paranaense Camila Lanes, 19 anos, foi eleita presidenta nacional da organização.

O Congresso, no total, reuniu mais de 7 mil estudantes, representando escolas de todos os 27 estados do Brasil. Além da eleição da nova presidência, também foram definidas as linhas de atuação do movimento nas áreas da conjuntura nacional, educação e movimento estudantil.

Votaram na Plenária Final 2.909 delegados, que foram eleitos representantes de suas escolas em etapas estaduais realizadas antes do Congresso. A chapa de Camila Lanes, “O movimento estudantil unificado pelas mudanças do Brasil”, obteve 2.158 votos, representando 78,5% do total de votos válidos. Também concorreram as chapas “Oposição de esquerda da UBES”, com 426 votos; “Brizola tinha razão. Brasil mostra tua cara”, com 97 votos e, “UBES é pra lutar. Nós não vamos pagar nada”, com 67 votos.

Camila é natural de São José dos Pinhais (PR), região metropolitana de Curitiba. Começou sua trajetória no grêmio de sua escola e depois teve atuação de destaque no acampamento da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), ameaçada de perder a sua sede.

Por sua liderança, tornou-se presidenta da entidade durante os anos de 2103 a 2015. Também participou ativamente dos protestos de estudantes e professores contra as medidas do governador do Paraná, Beto Richa, sendo atingida por estilhaços de bombas lançadas contra os manifestantes.


Um perfil de Camila
Mãe, vou sair de casa”, disse uma menina de 16 anos a sua mãe na cidade de São José dos Pinhais (PR), região metropolitana de Curitiba. O ano era 2012, um antes daquele que mudaria definitivamente a recente a história do país. A menina era uma adolescente de personalidade forte, que já ansiava transformar as coisas à sua volta. Estava decidida a se mudar para um acampamento do movimento estudantil na capital paranaense. A mãe era outra jovem, com apenas 36 anos, professora, solteira. A resposta dela ao pedido da menina impactaria não só a vida daquela família, mas de muitas outras.

Hoje, apenas quatro anos depois, Camila Lanes, 19, filha de Roseli Lanes, vinda do Colégio Estadual Silveira da Motta, transforma-se na principal liderança dos 40 milhões de estudantes do ensino fundamental, médio e técnico de todo o Brasil. A ascensão vertiginosa em direção à presidência da UBES começou com o apoio da mãe que, além de permitir a mudança radical da jovem, também passou a visitar o acampamento, a levar lanche para os jovens que estavam ali como ela, a ajudar da forma que pudesse: “Na verdade ela se tornou a mãe de toda a galera”, brinca Camila.


A causa era importante: recuperar a sede da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), no bairro do Juvevê em Curitiba, que tinha sido destruída por uma empreiteira e cujo terreno estava ameaçado pela especulação imobiliária. A jovem, que já tinha sido presidenta do grêmio da sua escola, imergiu até o pescoço no movimento. Após 136 dias, o acampamento saiu vitorioso e, em seguida, Camila foi eleita presidenta da UPES. O mundo tornava-se maior para a menina que, há pouco tempo atrás, lutava somente pela reforma da quadra e dos banheiros estragados do colégio.

O horizonte dos sonhos se deslocava então para a aprovação do Plano Nacional de Educação no Brasil, para a conquista dos 10% do PIB para o setor, o passe livre, as políticas públicas de juventude. Começou a viajar para outros estados e a participar mais ativamente do movimento estudantil nacional, ocupando espaços, liderando, mobilizando.

Em junho de 2015 viveu seu primeiro grande choque: foi ferida na trágica passeata dos professores e estudantes do Paraná que protestavam contra o pacote de medidas do governador Beto Richa e que foram violentamente massacrados pela Polícia Militar: “Fui ajudar um colega que estava desmaiado e acabei atingida por um estilhaço de bomba na perna”, relata mostrando a cicatriz.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

UNE ocupa o Ministério da Fazenda contra os cortes na Educação

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Presidentas da UNE e da UBES na ocupacao no Min. Fazenda

Uma grande caravana de estudantes do Brasil inteiro chegou em Brasília na tarde desta terça-feira (9) e já montou acampamento em frente ao Ministério da Fazenda. Eles protestam contra os cortes de verba na Educação em consequência do ajuste fiscal. Esta é a primeira ação da nova gestão da entidade, presidida agora pela estudante Carina Vitral. 

A presidente da UNE, Carina Vital, disse que o movimento dos estudantes ocorre em razão de o governo adotar como lema o “apoio à pátria educadora, enquanto corta recursos para a manutenção dos bandejões”. Ela acrescentou que os estudantes também protestam contra a demissão de servidores terceirizados, que dão o suporte administrativo às universidades.

Carina disse que os estudantes vão manter os acampamento até serem recebidos pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Ela acrescentou que na tarde desta quarta-feira (10), os estudantes vão ao Congresso Nacional para protestar também contra a proposta que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.

A presidente da Ubes, Bárbara Melo, disse que o ajuste fiscal “ignora um problema real que existe hoje na educação brasileira: a saída da crise não passa pela diminuição dos investimentos e sim pelo aumento dos investimentos”.

A caravana partiu de Goiânia, onde foi realizado o 54º Congresso da UNE entre os dias 3 e 7 deste mês. Muitos dos estudantes que participaram do evento não voltaram para suas cidades e seguiram direto para Brasília nesta ação.
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Fonte- Portal Vermelho