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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

COREN-PR emite nota esclarecendo denúncia de diretor do Sinditest sobre HC

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Recebemos nota de esclarecimento do COREN-PR acerca de denúncia feita numa assembleia de greve do Sinditest envolvendo profissionais de Enfermagem em exercício irregular dentro do HC.  Em seus parágrafos principais, a nota, assinada pelo presidente do COREN-PR, informa o que segue.

“Ao ser solicitado no cumprimento da Resolução 302/2005-COFEN, que trata do responsável técnico nos estabelecimentos de saúde público e privado, [o COREN] realizou fiscalização no Hospital de Clínicas da UFPR, de acordo com o cronograma aprovado pelo Coordenador de Fiscalização em Fevereiro do presente ano com os critérios discutidos no encontro administrativo e de fiscalização do COREN-PR em dezembro de 2011, onde encontrou 79 possíveis profissionais em exercício ilegal. 

Informamos que profissional ilegal significa a pessoa que não tem a inscrição definitiva ou provisória válida para exercer a profissão, e que deve ser afastada imediatamente conforme a lei.

Com relação às questões de anuidades, o Conselho possui departamento jurídico encarregado de regularizar a situação individual de cada inscrito que se encontra inadimplente, não impedindo o seu exercício profissional. 

Portanto, as informações contidas no documento apresentado, referem-se exclusivamente aos 79 profissionais que possivelmente encontram-se na ilegalidade e não aos inadimplentes.”

No email que encaminhou a nota acima, consta a informação adicional atualizada de que o número exato de profissionais em situação de ilegalidade baixou de 79 para 30.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O denuncismo chulo da mídia contra a enfermagem

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A imprensa, especialmente seu setor popularesco, vem dando grande destaque a “erros médicos”, carregando nas tintas quando o “erro” atinge crianças. E a mesma imprensa, rasa, se apressa em apontar culpados.

Na verdade, assuntos com essa dramaticidade não poderiam ser tratados com tanta gana. E a busca por culpados deveria ser criteriosa, até porque essa ansiedade acaba, fatalmente, levando aos “suspeitos de sempre”, ou seja, ao pessoal da enfermagem.

Esses jornalistas aí, supostamente valentes, não têm peito pra apontar o dedo para o diretor clínico, o médico-chefe da cirurgia ou a mercantilização da medicina. Preferem, claro, bater no auxiliar de enfermagem.

Porém, quem já passou por cirurgias pesadas, UTIs e longas internações pensa diferente. Nessas horas, a relação com o médico é pontual (na cirurgia, na retirada dos pontos e pouco mais). Quem mantém a pessoa viva e a anima, literalmente, é o pessoal do porão.

Por isso, nessas horas de denuncismo-chulo contra esses profissionais, que pegam pesado, moram longe, ganham mal, convivem cotidianamente com a dor e o sofrimento, eu me coloco como testemunha de defesa do trabalho duro, do empenho, do amor à camisa e, especialmente, da paciência e do respeito devotados ao doente.

Aliás, assim que o Câmera Aberta Sindical voltar ao ar [programa do grupo da Agência Sindical, de SP], ao vivo, vamos fazer um programa especial – e esclarecedor – com o pessoal da enfermagem, mostrando sua formação profissional (deficiente ou não), sua rotina, suas condições de trabalho e de salário e suas reivindicações, como a redução da jornada para 30 horas, conforme projeto de lei em andamento.

Eu me recuso a brigar com os fracos e a atirar pedra em quem tem poucas chances de se defender. Por isso, o programa que apresento dará voz – como sempre fez ao longo desses quase sete anos – a quem trabalha duro, salva vidas e tem o direito de mostrar que presta um serviço vital à saúde do próximo.
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Fonte: João Franzin, da Agência Sindical