Os fins justificam os meios! Ainda que o respeito, a ética, a decência e a democracia fiquem no meio. No meio do caminho, bem entendido. Afinal, haverá pão para empanzinar e circo para entreter. Pois o que fica no meio do caminho parece muito chato e não enche barriga.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
A nova sede do Sinditest-2
A Federação que congrega os sindicatos de servidores técnicos das Universidades brasileiras, a FASUBRA, comprou no ano passado uma enorme casa em área nobre de Brasília, para ser sua nova sede, apta a hospedar servidores de todos os cantos do país em passagem pela capital federal. Preço: 550 mil reais.
O imóvel comprado no primeiro trimestre deste ano para ser a nova sede do Sinditest também está na ordem das 5 centenas de milhares de reais, que sairão dos bolsos de todos os filiados. Tem o Sinditest a mesma capacidade de endividamento que uma Federação de sindicatos, sem comprometer os recursos dos filiados, teoricamente destinados prioritariamente para desenvolver as lutas da categoria? O Conselho Fiscal - organismo estatutário do Sinditest existente para aprovar ou vetar altos gastos - foi consultado pela Diretoria nero-messiânica?
O imóvel comprado no primeiro trimestre deste ano para ser a nova sede do Sinditest também está na ordem das 5 centenas de milhares de reais, que sairão dos bolsos de todos os filiados. Tem o Sinditest a mesma capacidade de endividamento que uma Federação de sindicatos, sem comprometer os recursos dos filiados, teoricamente destinados prioritariamente para desenvolver as lutas da categoria? O Conselho Fiscal - organismo estatutário do Sinditest existente para aprovar ou vetar altos gastos - foi consultado pela Diretoria nero-messiânica?
A nova sede do Sinditest-1
A Diretoria do Sinditest - paladina da transparência embaçada - vai inaugurar amanhã um imóvel como sua nova sede administrativa. Fica na rua Agostinho Leão Jr., bem perto do Hospital de Clínicas. Dizem os diretores ser uma maravilha. Todos os filiados sabem o quanto vão desembolsar para pagar esta maravilha ? Deveriam.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Saúde suplementar dos servidores em debate
A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas - PROGEPE - em parceria com SINDITEST-PR e APUFPR realizou nesta manhã, no Auditório da Reitoria, mais um Seminário sobre a Saúde Suplementar do Servidor.
A mesa diretora dos trabalhos esteve assim composta: Laryssa Born - PROGEPE; Juçara Magalhães - CAC; Arislete Dantas de Aquino - APUFPR; Carla Cobalchini-SINDITEST; um representante da UNIMED-Curitiba.
A Pró-Reitora Laryssa abriu os trabalhos informando que, atualmente, recebm o benefício "per capita" (previsto na Portaria Normativa SRH nº 1/2007) somente os servidores cujo plano de saúde seja o GEAP, único plano contratado pela Instituição. Segundo a Pró-Reitora, "a administração tem intenção de pagar o 'per capita' a todos os servidores que detenham algum plano de saúde, mesmo diferente do GEAP."
A CAC, na figura de sua Coordenadora, Juçara Magalhães, mostrou alguns dados sobre a saúde do servidor da UFPR, porém não tem idéia do número de trabalhadores que possuem algum plano de saúde nem de quantos dependentes há nos planos.
O representante da UNIMED apresentou o plano adotado pela APUFPR desde 1992, onde se pode observar várias vantagens em relação ao GEAP na relação custo/benefício.
O SINDITEST-PR informou que a entidade estuda formas alternativas de plano de saúde, inclusive tendo reunião agendada com a UNIMED para a tarde de hoje (28/04). De posse da proposta que a UNIMED formular, o Sinditest-Pr deverá chamar uma assembléia a fim de debater o assunto e indicar a preferência dos filiados por este ou aquele plano.
Foi aberto espaço para debates e os poucos trabalhadores presentes fizeram vários questionamentos à mesa, principalmente no tocante ao ressarcimento do "per capita" e à possibilidade de alternativas de Plano de Saúde, que não o GEAP, para os servidores da UFPR. Levantou-se a hipótese de abrir licitação para contratar outra operadora de plano de saúde. Há disponibilidade de 13 milhões de reais repassados pelo governo federal à UFPR, para serem gastos com esta rubrica.
A mesa diretora dos trabalhos esteve assim composta: Laryssa Born - PROGEPE; Juçara Magalhães - CAC; Arislete Dantas de Aquino - APUFPR; Carla Cobalchini-SINDITEST; um representante da UNIMED-Curitiba.
A Pró-Reitora Laryssa abriu os trabalhos informando que, atualmente, recebm o benefício "per capita" (previsto na Portaria Normativa SRH nº 1/2007) somente os servidores cujo plano de saúde seja o GEAP, único plano contratado pela Instituição. Segundo a Pró-Reitora, "a administração tem intenção de pagar o 'per capita' a todos os servidores que detenham algum plano de saúde, mesmo diferente do GEAP."
A CAC, na figura de sua Coordenadora, Juçara Magalhães, mostrou alguns dados sobre a saúde do servidor da UFPR, porém não tem idéia do número de trabalhadores que possuem algum plano de saúde nem de quantos dependentes há nos planos.
O representante da UNIMED apresentou o plano adotado pela APUFPR desde 1992, onde se pode observar várias vantagens em relação ao GEAP na relação custo/benefício.
O SINDITEST-PR informou que a entidade estuda formas alternativas de plano de saúde, inclusive tendo reunião agendada com a UNIMED para a tarde de hoje (28/04). De posse da proposta que a UNIMED formular, o Sinditest-Pr deverá chamar uma assembléia a fim de debater o assunto e indicar a preferência dos filiados por este ou aquele plano.
Foi aberto espaço para debates e os poucos trabalhadores presentes fizeram vários questionamentos à mesa, principalmente no tocante ao ressarcimento do "per capita" e à possibilidade de alternativas de Plano de Saúde, que não o GEAP, para os servidores da UFPR. Levantou-se a hipótese de abrir licitação para contratar outra operadora de plano de saúde. Há disponibilidade de 13 milhões de reais repassados pelo governo federal à UFPR, para serem gastos com esta rubrica.
PERGUNTA-SE:
Qual a dificuldade encontrada pela PROGEPE em repassar o "per capita" aos servidores que se mantém associados a outro Plano de Saúde, como já fazem a UTFPR, UFRGS, UFCE, entre outras? Será que vamos devolver novamente ao Governo este recurso, como aconteceu em 2008?
Vale sempre lembrar que o benefício do auxílio-saúde complementar foi conquistado pelos trabalhadores através da Greve de 2007, e é imprescindível que eles, diretamente interessados no assunto, se façam presentes em massa nestes seminários. É o espaço que se abre para o debate, questionamentos e até para certa pressão no sentido de se estender o benefício a todos os trabalhadores!
TODOS PRESENTES NOS SEMINÁRIOS DOS PRÓXIMOS DIAS!
29/04 - Auditório Ulisses Campos - Jardim Botânico - das 10 às 12 horas.
30/04 - Auditório Leo Grossmann - Centro Politécnico - das 10 às 12 horas
Trechos pitorescos das Teses enviadas ao XX CONFASUBRA
Quem tiver a paciência de ler os nove textos do volumoso Caderno de Teses ao XX CONFASUBRA poderá ter surpresas e até dar risadas. Há trechos pitorescos. Por exemplo, a quase desconhecida “Tendência Revolucionária Sindical da Liga Bolchevique Internacionalista” (TRS-LBI), que parece só existir na Federal do Maranhão, escreve o seguinte sobre os atuais governos de esquerda e centro-esquerda da América Latina:“A eleição de Barack Obama para comandar o imperialismo mundial comprova que o melhor tipo de governo para a classe dominante hoje, inclusive para a grande burguesia ianque, são aqueles encabeçados por supostos representantes políticos de grupos sociais mais explorados e oprimidos em suas respectivas nações, não para atender aos interesses dos explorados, mas para nutrir falsas ilusões populares e gerir a crise capitalista contra o conjunto da classe trabalhadora. Com pequenas diferenças entre si, governos deste tipo já são maioria na América Latina: Lula no Brasil, Chávez na Venezuela, Evo Morales na Bolívia, Lugo no Paraguai, Michele Bachelet no Chile, Correa no Equador, Tabaré Vazquez no Uruguai, Ortega na Nicarágua, Cristina Kirchner na Argentina e agora Funes, em El Salvador.” (Caderno de Teses ao XX CONFASUBRA, p. 27)
Não é mesmo um primor de análise de conjuntura? Para a TRS-LBI, então, seria preferível que nas eleições em países da A. Latina tivessem triunfado os candidatos da direita, que mantivessem a todo vapor as políticas neoliberais antipopulares, que cortavam sem piedade as verbas da Educação e os salários dos trabalhadores. Falta a esses iluminados da LBI do Maranhão perguntar às pessoas mais pobres se preferiam continuar sofrendo, sem quaisquer políticas sociais, nas mãos de governos da direita do tipo FHC, Fujimori e Menem, esperando sabe-se lá até quando os líderes ultra-revolucionários da LBI conquistarem o poder para instaurar o paraíso na Terra...
Mas a LBI é só a versão mais caricata e hidrófoba do pensamento trotsquista, ultra-esquerdista, que também orienta outros grupos atuantes no movimento da FASUBRA, embora com nuances mais elaboradas. Grupos de ultra-esquerda que, em geral, analisam as lutas de classes e a política com a retina do bebê, a qual ainda não se desenvolveu o bastante para ver todas as cores e matizes, só enxergando o preto e o branco, o tudo ou nada. Com retinas de bebê não se faz política, se faz apenas propaganda, sem resultados concretos para melhorar a vida dos trabalhadores e do povo em geral.
domingo, 26 de abril de 2009
A Tribo do Eu
O Regimento do Congresso da FASUBRA determina que, na assembléia de eleição de delegados, cada chapa faça uma defesa de tese, isto é, que apresente suas propostas sobre os diversos temas que o Congresso tratará em maio próximo.A Chapa 3, integrada pelos diretores do Sinditest Dr. Neris, Moacir Freitas, Antonio Aleixo, Antonio Carneiro, Jonas Pinto e Márcia Messias, apresentou-se como "Coletivo Tribo". Na Assembléia ocorrida em 23/04/09, no HC, o ínclito baixarel Dr. Néris fez defesa de propostas de sua chapa? Não. Não mesmo.
Em gritante oposição ao próprio significado de "coletivo", o burocrata sindical Dr. Néris berrou um amontoado de frases onde se destacava a palavra Eu: "Eu já fui candidato a deputado pelo PT... Eu já fui expulso do PT... Eu comecei trabalhando na FUNPAR e fui mandado embora... Eu já fui processado diversas vezes... Eu, Eu, Eu..."
Não é mesmo uma beleza de demonstração de espírito "coletivo" e apreço pelo debate de "idéias" para enriquecer intelectualmente aquela platéia do HC ?
Quanto custa sustentar certos mandatos
Já que a turma não é muito chegada a uma prestação de contas (não fizeram a Assembléia Ordinária de Prestação até 31/03/09), perguntar não ofende: quanto custa aos filiados sustentar a diretoria do Sinditest ?
sábado, 25 de abril de 2009
A Era da Transparência ?
A onda sem fim de denúncias que encurrala o Legislativo tem servido para muita coisa, mas principalmente para provar que o Brasil ainda está longe - bota longe nisso! - de ser um país onde a informação pública de fato e de direito circula livremente.
No Senado foi aprovado nesta quarta-feira um projeto que tenta mudar - com atraso, diga-se de passagem - essa história. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) ratificou uma proposta que autoriza alguns órgãos públicos a divulgarem mensalmente, pela internet, os gastos realizados por seu corpo funcional no exercício da função. Isso inclui Câmara, Senado, Presidência da República, Conselho Nacional de Justiça e Conselho Nacional do Ministério Público.
Enquanto isso, nos arraiais do Sinditest, a transparência é artigo raro. Embora fosse um dos 3 motes da campanha eleitoral da atual Diretoria (os outros eram "independência" e "competência", lembram-se?), ficou no papel dos panfletos propagandísticos a promessa de transparência quanto ao uso dos recursos de filiados. Na assembléia do Sinditest de 4/3/2009 foi proposto divulgar no jornal sindical e na internet todos os dados relativos à venda da "chácara"-canil da dupla Dr. Neris/Moacir e à compra da nova sede perto do HC, mas nada. Já fizeram a escritura do imóvel novo e marcaram inauguração festiva da nova sede para 30/04, e nada de deixar transparente quem comprou, quem vendeu, quanto se pagou e quanto ficará de dívida mensal para os filiados pagarem. O vidro do sindicato está bem embaçado, precisando passar um bom detergente para limpar tanta opacidade enrolatória.
Fonte: com informações do Blog do Servidor-22/04
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Eleição direta na FASUBRA e certas ilusões sobre democracia sindical
Com alguns querendo reinventar a roda, volta e meia aparecem propostas que, à primeira vista, parecem muito bonitinhas para aperfeiçoar a democracia numa entidade sindical. Vendo sob vários ângulos e comparando com experiências passadas e atuais de outras entidades, aí a coisa pode mudar bastante de figura.
É isso que acontece com a proposta de alguns grupos que lançaram teses ao CONFASUBRA, defendendo que a Direção Nacional da Federação seja escolhida por eleição direta em cada base sindical. Por termos, como grupo da UFPR ligado à CTB, recebido mandato de assembléias do Sinditest para atuar no CONFASUBRA, desde já adiantamos que somos contra esse método e justificamos a seguir.
- Organizar uma eleição direta num país enorme como o Brasil consome muito dinheiro e também o tempo e energia dos ativistas sindicais, que poderiam empregar tudo isso nas lutas pelos direitos dos trabalhadores. Por experiências anteriores, como a da UNE nos anos 80, sabe-se que 2 meses são despendidos só com atenções voltadas para a organização e para a disputa entre as chapas. Se ocorrem denúncias de fraudes e contestação do resultado eleitoral, aí então é um deus-nos-acuda. O método direto para eleição numa entidade de âmbito nacional não funciona do mesmo modo que a eleição da diretoria de um sindicato de base e pode provocar séria divisão interna.
- Os grupos político-sindicais que estejam organizados no país inteiro, com militantes em todos ou na maioria dos estados onde existem Universidades, levam ampla vantagem, em detrimento de grupos que só tenham expressão regional ou local. Os grupos grandes, com maior capacidade de arrecadação financeira para a campanha de suas chapas, saem com vantagem para distribuir material propagandístico farto e de melhor qualidade que grupos menores. Assim, por exemplo, a eleição direta tende a favorecer bastante os grupos ligados ao PT.
- É ilusão achar que o mero fato de haver uma eleição direta numa Federação sindical nacional propicie automaticamente melhor qualidade no debate das propostas de cada chapa, pois sabe-se que ainda existem muitos eleitores que votam em tal ou qual chapa apenas porque viram propaganda (marketing) maior e melhor dela.
- Independente do que o Congresso da FASUBRA aprovar como Plano de Ação para o próximo biênio, cada chapa na eleição direta país afora vai poder fazer proselitismo em sua campanha do que bem entender, inclusive de propostas que tenham sido rejeitadas no CONFASUBRA, e isso pode gerar mais confusão na cabeça dos eleitores das bases.
Portanto, julgamos que a escolha da nova Direção da FASUBRA deve continuar ocorrendo através de eleição dentro do seu Congresso bianual (eleição direta intra-congresso em que votam todos os delegados eleitos nas bases). Pois os delegados passam 5 dias do Congresso ouvindo, debatendo e analisando as propostas dos diversos grupos, acumulando maior conhecimento para bem decidir na hora do voto. Além disso, o CONFASUBRA define os principais pontos da política da FASUBRA para os próximos dois anos, e essa plataforma de ação terá que ser posta em prática pela Chapa eleita no final do Congresso.
Unicidade sindical, Convenção 87 e unidade dos trabalhadores
Dentre os principais grupos que apresentam suas propostas para o Congresso da FASUBRA, apenas a CSC/CTB faz a defesa enfática da unicidade sindical, contra a adoção da Convenção 87 da OIT (Org. Internacional do Trabalho). O Coletivo "Tribo" e o conglomerado "Vamos à Luta" apóiam a Convenção 87, que segundo eles estabelece a "liberdade de organização sindical".
"Liberdade" de organização para quê? Para que seja permitida a existência de mais de um sindicato na mesma base de trabalhadores, e que a lei não exija que haja um único sindicato na mesma base. Assim, ficaria facultado aos trabalhadores da base filiarem-se ao sindicato que preferissem. Imagine-se no caso do Sinditest, onde existe disputa política às vezes acirrada entre vários grupos de situação e oposição: a Convenção 87 poderia permitir que existisse o sindicato comandado pelo grupo A, outro dirigido pelo grupo B, outro pelo C, etc.
Ou seja, a Convenção 87 permite a "liberdade" de dividir a luta dos trabalhadores na base, de fragmentá-los em várias entidades, o que certamente enfraquece o movimento. Isso já acontece em alguns países que adotam a convenção 87 e a realidade de divisão na base se estabeleceu, para alegria dos patrões, que então podem escolher sempre negociar os salários com o sindicato que seja mais "bonzinho". Porém, para o patronato, eles são mais espertos em preservar seu sindicato único.
No caso da cúpula do movimento, a realidade de várias centrais sindicais atuando já existe há muitos anos e, de dois anos para cá, o governo resolveu reconhecer as centrais. As centrais que atenderam a critérios do Min. do Trabalho são a CTB, a CUT, a Força Sindical, a NCST, a CGTB e a UGT. Intersindical e Conlutas são outras duas articulações também existentes, mas não foram reconhecidas oficialmente. As Centrais podem se entender para promover ações conjuntas, como aconteceu recentemente nos protestos do dia 30/03 contra a crise mundial. Ou seja, a unidade na cúpula e nas bases sindicais acaba acontecendo em ações práticas.
Por isso, entendemos que - para assegurar a unidade dos trabalhadores em cada base - é fundamental preservar a unicidade sindical e rejeitar a Convenção 87. Nas cúpulas, as Centrais podem se entender mantendo um Fórum de diálogo permanente. Por isso, não vemos como um problema, mas como um desafogo, a FASUBRA desfiliar-se da CUT em seu Congresso de maio, na medida em que a CUT já não mais representa - nem com sua política nem com seus métodos hegemonistas forçados - a maioria do pensamento dos fasubristas, entre os quais atuam ainda as centrais CTB, Conlutas e Intersindical. A FASUBRA deve se desfiliar e permanecer assim até que a maioria absoluta dos seus ativistas de base resolva adotar a filiação a alguma outra central.
"Liberdade" de organização para quê? Para que seja permitida a existência de mais de um sindicato na mesma base de trabalhadores, e que a lei não exija que haja um único sindicato na mesma base. Assim, ficaria facultado aos trabalhadores da base filiarem-se ao sindicato que preferissem. Imagine-se no caso do Sinditest, onde existe disputa política às vezes acirrada entre vários grupos de situação e oposição: a Convenção 87 poderia permitir que existisse o sindicato comandado pelo grupo A, outro dirigido pelo grupo B, outro pelo C, etc.
Ou seja, a Convenção 87 permite a "liberdade" de dividir a luta dos trabalhadores na base, de fragmentá-los em várias entidades, o que certamente enfraquece o movimento. Isso já acontece em alguns países que adotam a convenção 87 e a realidade de divisão na base se estabeleceu, para alegria dos patrões, que então podem escolher sempre negociar os salários com o sindicato que seja mais "bonzinho". Porém, para o patronato, eles são mais espertos em preservar seu sindicato único.
No caso da cúpula do movimento, a realidade de várias centrais sindicais atuando já existe há muitos anos e, de dois anos para cá, o governo resolveu reconhecer as centrais. As centrais que atenderam a critérios do Min. do Trabalho são a CTB, a CUT, a Força Sindical, a NCST, a CGTB e a UGT. Intersindical e Conlutas são outras duas articulações também existentes, mas não foram reconhecidas oficialmente. As Centrais podem se entender para promover ações conjuntas, como aconteceu recentemente nos protestos do dia 30/03 contra a crise mundial. Ou seja, a unidade na cúpula e nas bases sindicais acaba acontecendo em ações práticas.
Por isso, entendemos que - para assegurar a unidade dos trabalhadores em cada base - é fundamental preservar a unicidade sindical e rejeitar a Convenção 87. Nas cúpulas, as Centrais podem se entender mantendo um Fórum de diálogo permanente. Por isso, não vemos como um problema, mas como um desafogo, a FASUBRA desfiliar-se da CUT em seu Congresso de maio, na medida em que a CUT já não mais representa - nem com sua política nem com seus métodos hegemonistas forçados - a maioria do pensamento dos fasubristas, entre os quais atuam ainda as centrais CTB, Conlutas e Intersindical. A FASUBRA deve se desfiliar e permanecer assim até que a maioria absoluta dos seus ativistas de base resolva adotar a filiação a alguma outra central.
UFPR-Litoral elege delegada do CONFASUBRA para Avançar na Luta
O campus da UFPR-Litoral em Matinhos foi o cenário, hoje, de mais uma assembléia de escolha de delegado para o Congresso da FASUBRA. Pelo número total de servidores no litoral, incluindo Matinhos, CEM e Museu de Paranaguá, essa reunião tinha direito a indicar apenas um representante.Alessandra Lemes, da UFPR-Matinhos, e Luiz, do Museu, lançaram-se candidatos e defenderam suas propostas perante as pouco mais de 20 pessoas presentes na Assembléia. Integrante deste Núcleo "Avançar na Luta", Alessandra venceu a eleição com 12 votos, contra apenas 2 dados a Luiz. Aqui não funcionou o curral.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Resultado da eleição de delegados da UFPR ao XX CONFASUBRA
Transcorrendo no HC, base eleitoral da atual Diretoria do Sinditest, a escolha de delegados da UFPR ao XX Congresso da FASUBRA resultou no que já se imaginava antes da assembléia. A maioria dos presentes sendo lotada no hospital deu preferência às chapas de delegados saídos da Diretoria sindical, importando menos a apresentação de argumentos e propostas. Cento e oito pessoas assistiram à Assembléia e no final da manhã desta quinta-feira escolheram dentre 5 chapas concorrentes. Do total de 11 possíveis, ficou assim a distribuição das vagas:
* Chapa 1 - "Vamos à luta" (diretores do Sinditest): 4 delegados;
* Chapa 2 - "Avançar na Luta" (CSC/CTB - Oposição): 1 delegado;
* Chapa 3 - "Tribo" (diretores do Sinditest): 3 delegados;
* Chapa 4 - Aposentados (ligada à Diretoria do Sinditest): 2 delegados;
* Chapa 5 - CSD (Oposição): 1 delegado.
Assim, a maioria da representação da UFPR no CONFASUBRA estará constituída pelos atuais diretores do Sinditest, restando pouco espaço a candidatos saídos da base, o que reforça a impressão de muitos servidores da UFPR de que o sindicato está voltado principalmente para o HC.
---------------------
Em tempo: numa assembléia com cerca de duas dezenas de servidores, a UTFPR-Campus Curitiba elegeu na tarde de ontem dois delegados, um deles vinculado à CSC/CTB e outro declarando-se "independente".
* Chapa 1 - "Vamos à luta" (diretores do Sinditest): 4 delegados;
* Chapa 2 - "Avançar na Luta" (CSC/CTB - Oposição): 1 delegado;
* Chapa 3 - "Tribo" (diretores do Sinditest): 3 delegados;
* Chapa 4 - Aposentados (ligada à Diretoria do Sinditest): 2 delegados;
* Chapa 5 - CSD (Oposição): 1 delegado.
Assim, a maioria da representação da UFPR no CONFASUBRA estará constituída pelos atuais diretores do Sinditest, restando pouco espaço a candidatos saídos da base, o que reforça a impressão de muitos servidores da UFPR de que o sindicato está voltado principalmente para o HC.
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Em tempo: numa assembléia com cerca de duas dezenas de servidores, a UTFPR-Campus Curitiba elegeu na tarde de ontem dois delegados, um deles vinculado à CSC/CTB e outro declarando-se "independente".
sábado, 18 de abril de 2009
Avançar na Luta é a Chapa 2 para representantes da UFPR ao CONFASUBRA
No final da tarde de ontem, este Núcleo de Oposição à Diretoria do Sinditest inscreveu sua chapa de candidatos a delegados para o Congresso da FASUBRA. A secretária Ana recebeu o pedido de inscrição e informou ser a segunda chapa a se inscrever, o que lhe confere a condição de "Chapa 2". A Chapa 1 é formada por parte dos integrantes da Diretoria do Sinditest, mas outra parte da Diretoria (a pior) deve formar uma terceira chapa. Ainda pode haver o surgimento de mais chapas durante a Assembléia eleitoral do dia 23/04 no HC. Naturalmente, pedimos aos leitores deste blog que compareçam à Assembléia e votem na Chapa 2 "Avançar na Luta", a única com uma representação equilibrada entre servidores dos diversos setores da UFPR e o HC, e realmente preocupada com questões próprias dos trabalhadores das Universidades, tais como o aprimoramento do Plano de Carreira.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
FASUBRA deverá desfiliar-se da CUT neste XX CONFASUBRA
Questão-chave da força do movimento de trabalhadores é sua unidade de ação. Não a unidade de pensamento, pois, como diz o ditado, "em cada cabeça uma sentença". Mas, claramente tendo interesses comuns no confronto com o capital e os patrões, os trabalhadores devem construir sua unidade na base do diálogo e entendimento, sem imposições, e materializá-la na luta prática conjunta.A CUT, nascida em 1983 para ser central "única" dos trabalhadores, tornou-se na última década cada vez menos um espaço da construção democrática da unidade, e com isso foi afastando as entidades sindicais. Por haver hoje maioria de petistas na CUT, ela também revelou-se por demais dócil diante de algumas atitudes do governo Lula que não atendiam interesses dos trabalhadores, sofrendo desgastes por isso. A CUT tornou-se espaço de pouca democracia interna e perdeu sua antiga combatividade diante dos patrões e do governo. Ao mesmo tempo, continua cobrando 10% da arrecadação bruta mensal de suas entidades filiadas, uma taxa relativamente pesada, se compararmos com os apenas 3% que cada sindicato repassa a outra central como a CTB.
Na FASUBRA, hoje, atuam militantes de pelo menos 4 centrais: CUT, CTB, Intersindical e Conlutas. O apoio dado à CUT reúne menos de 40% dos ativistas da FASUBRA, o que deve se refletir no próximo XX CONFASUBRA. O atrelamento da FASUBRA à política da CUT é cada vez mais forçado, não fruto da concordância da maioria de seus militantes. Por isso, o Núcleo "Avançar na Luta" acha apropriado que a FASUBRA se desfilie da CUT neste CONFASUBRA, permanecendo sem se filiar a nenhuma outra central e, se quiser filiar-se no futuro, que o faça somente depois de um amplo debate com todas as bases. Desfiliar-se da CUT não significa hostilizá-la. Ao contrário, mesmo desfiliada, a FASUBRA deve apoiar iniciativas que unifiquem TODAS AS CENTRAIS brasileiras atuais (CTB, CUT, NCST, UGT, Força, CGTB, Intersindical, Conlutas) em ações de defesa dos trabalhadores diante da grave crise mundial.
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QUADRO NA UFPR sobre a questão CUT:
* Chapa "Avançar na Luta": pela desfiliação;
* Chapa "Vamos à Luta": pela desfiliação;
* Chapa "Tribo": defende a CUT.
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quarta-feira, 15 de abril de 2009
Avião da alegria

Um grande elenco no ar, às custas da Câmara Federal
Deputado Fabio Faria (PMN-RN) usou a cota parlamentar de passagens aéreas para pagar voos dos artistas Adriane Galisteu, Kayky Brito, Sthefany Brito e Samara Felippo. Faria explicou ontem que já devolveu à Câmara R$ 21.343,60 referentes a gastos com passagens. Em nota, ele justificou que havia ressarcido o dinheiro dos bilhetes para os três atores há tempos, mas admitiu “falhas pontuais”. Não houve explicação clara, porém, sobre as viagens de Adriane Galisteu, a mãe e o amigo da apresentadora.[Gazeta do Povo - 15/04/2009]
Deputado Fabio Faria (PMN-RN) usou a cota parlamentar de passagens aéreas para pagar voos dos artistas Adriane Galisteu, Kayky Brito, Sthefany Brito e Samara Felippo. Faria explicou ontem que já devolveu à Câmara R$ 21.343,60 referentes a gastos com passagens. Em nota, ele justificou que havia ressarcido o dinheiro dos bilhetes para os três atores há tempos, mas admitiu “falhas pontuais”. Não houve explicação clara, porém, sobre as viagens de Adriane Galisteu, a mãe e o amigo da apresentadora.[Gazeta do Povo - 15/04/2009]
Ler essa matéria de hoje na Gazeta traz à lembrança - não sei porquê... - uma certa viagem alegre a Belém do Pará em janeiro deste ano. Cujos responsáveis pelo custeio explicaram com cristalina opacidade quem viajou e quanto foi desembolsado dos recursos pagos por todo um coletivo de sindicalizados...
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Crédito da Ilustração: Gazeta do Povo - 15/04/2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
Autonomia sem prestar contas ?
"Até quando a UFPR vai permitir que o Ministério Público e o Tribunal de Contas continuem a serem gestores da universidade? Quando vamos aplicar o artigo da Constituição Federal que garante a autonomia universitária? "
Que equívoco cometem os autores dessas duas perguntas casadas? Entendem mal o conceito de autonomia e a confundem com soberania. A Universidade deve ter, sim, autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, como está escrito no caput do Art. 207 da CF. Mas essa autonomia não equivale ao status jurídico de um ente soberano, que não tem que prestar contas a ninguém mais. A União possui o organismo que fiscaliza as contas, que é o TCU. Ao TCU toda Universidade Pública tem que dar satisfação de como está empregando os recursos públicos dos impostos pagos pelos brasileiros.
Não será essa confusão no jornal da Diretoria do Sinditest uma decorrência do mau hábito de desprezar a transparência, não querer prestar contas? De quem não dá a menor satisfação para a base por terem descumprido de novo o seu próprio Estatuto sindical, que manda fazer Assembléia Geral ordinária até 31 de março somente para prestação de contas? Parece coisa de regime de monarquia por direito divino.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Chifrada no bom senso dos filiados
"Enquanto alguns conseguem colocar “chifre em cabeça de cavalo”, nós administramos o dinheiro da categoria com responsabilidade..." (trecho do Editorial do jornal do Sinditest, edição Março-Abril/2009).
Lembram-se de Odorico Paraguaçu, o "bem-amado" prefeito de Sucupira? Aquele que do alto do coreto discursava proclamando-se um governantista honestíssimo militante juramentado da hiper-transparência, sempre aplaudido pelas irmãs Cajazeiras.
As singelas cobranças de informações e de transparência nas transações envolvendo altos valores, por parte desta humilde Oposição Sindical, terão magoado nossos ilustres e ilibados dirigentes do sindicato ? Perdoai-nos, ó, salvador !
De passagem, registramos que o cavalo que tem chifre é o unicórnio, um cavalo mitológico, que portanto não existe (como a democracia irreal da assembléia do Sinditest de 03/10/2008). Contudo, bem real é um bode. Esse tem chifres. E geralmente fede.
UFPR não pode cobrar por cursos de especialização, decide o TRF
A impossibilidade de cobrança de taxas de matrícula e de mensalidade em cursos de pós-graduação lato sensu (especializações) por parte de instituições públicas de ensino foi determinada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em decisão unânime.A decisão do TRF da 4ª Região ratifica entendimentos anteriores de outros tribunais e segue a linha de discussões semelhantes que chegaram até o Supremo Tribunal Federal (STF). O STF, ao analisar a questão relativa à cobrança de taxas de matrícula, considerou-a ilegal em razão de que constituiria uma dupla contribuição por parte da sociedade. Uma vez que a própria Constituição define os percentuais que a União, Estados, Distrito Federal e Municípios devem aplicar em Educação, cobrando-se as taxas dos pós-graduandos, estar-se-ia fazendo com que pagassem pela segunda vez.
Como se posicionará então o Conselho Universitário e a Reitoria da UFPR diante dessa decisão judicial? Continuarão setores como o de Sociais Aplicadas, berço do reitor, arrecadando gordas somas dos aluninhos de especialização?
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Fonte: com informações de Wagner Advogados Associados
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Entendendo o CONFASUBRA
Na continuidade das informações sobre o funcionamento do Confasubra, tentarei passar uma noção de como as coisas acontecem neste Congresso. Antes, citarei algumas tendências, de expressão mais regional, mas que apresentaram tese para este CONFASUBRA. São elas:1) "Cardosinha Rubra", da UFSC.
2) LBI (Liga Bolchevique Internacionalista), da base da UF do Maranhão.
3) "Correspondência Cutista" da UF do Ceará.
4) "Resistir é Preciso", um provável racha de correntes maiores.
2) LBI (Liga Bolchevique Internacionalista), da base da UF do Maranhão.
3) "Correspondência Cutista" da UF do Ceará.
4) "Resistir é Preciso", um provável racha de correntes maiores.
Conhecendo os objetivos e o temário do Congresso, as diversas correntes, coletivos ou tendências sindicais, escrevem suas teses, as quais são enviadas à FASUBRA, para que sejam disponibilizadas no site da Federação. Para ler o Caderno de Teses do XX CONFASUBRA, clique aqui.
Estas teses serão apresentadas e defendidas no Congresso, por um representante de cada tendência. São como propostas de campanha que cada corrente assume. Caso eleja representantes, estes irão lutar para implementá-las. Uma vez que a Direção Nacional é constituída de forma proporcional, não se corre o risco de ter apenas uma idéia ou tendência no comando da Federação, o que é bastante salutar.
A eleição para Diretores e Coordenadores da Federação é feita através de chapas. Estas chapas são formadas durante o Congresso, podendo haver alianças entre várias correntes, a fim de garantir participação na Direção Nacional. Mesmo com a possibilidade de composição entre coletivos, mantém-se a PROPORCIONALIDADE, evitando o sistema majoritário no qual o comando das lutas é feito apenas pela chapa vencedora da eleição no Congresso.
Até breve.
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