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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Rabinho entre as pernas depois da liminar judicial, Diretoria PSTUista do Sinditest desocupa RU

Um comentário:


As figuras acima mostram parte da decisão liminar da Justiça Federal que determinou que os irresponsáveis diretores do Sinditest caiam fora do RU Central da UFPR indevidamente ocupado na greve nacional deste ano.

A ocupação e bloqueio de funcionamento do RU Central trouxe prejuízos a seus usuários mais carentes e não serviu jamais de fator incrementador da greve da UFPR.  

Nos albores iniciais da greve, a Pró-Reitoria de Administração da UFPR chegou ao ponto de oferecer como espaços alternativos para sediar um QG da Greve o Anf. 100 do Edifício D. Pedro I e o ótimo anfiteatro da PROGEPE, ambos próximos da Reitoria.  Além disso, o próprio Sinditest possui sua enorme sede social na Marechal Deodoro, a apenas quatro quadras da Reitoria, que poderia sediar o Comando de Greve.  O tema do "QG de Greve" foi pautado em assembleia pela própria diretoria do Sinditest, o que mostrava que não era um ponto pacífico recorrer à "tradição" de sempre usar o RU Central como QG.

Mas, não.  Os diretores do PSTU no Sinditest tinham que ferrar com a vida dos usuários do RU Central, achando que com isso "pressionavam o patrão".  Pressionavam mas era o bolso dos usuários que mais precisavam da refeição barata do RU, os quais se  viram forçados a gastar mais para se alimentar. Enquanto isso, não faltou ajuda de custo do caixa do Sinditest para os supercombativos diretores do Sinditest fazerem suas lautas refeições no entorno da Reitoria e do HC. Não é, Carla Cobalchini e tesoureira Rufina?  Ah, mas eles/elas são líderes da revolução, precisam estar subsidiados e bem alimentados para os combates...

No RU Central, os trabalhadores do RJU podiam estar em greve, a ser respeitada, mas ainda assim o restaurante poderia funcionar, na medida em que quase toda a força de trabalho ali hoje está terceirizada.  A Diretoria do Sinditest resolveu fazer uma "greve pelos terceirizados", impedindo-os objetivamente de trabalhar produzindo refeições, porque no RU era o único lugar possível para fazer assembleias e para fazer tremular os estandartes dos movimentos ligados ao PSTU, o partido da diretoria.  Na maior parte do tempo, ao longo das semanas de greve, o que se via era os terceirizados à toa, tendo que comparecer ao local de trabalho, mas sem poder realizar seu trabalho.  E nesse tempo todo a UFPR tendo que honrar o pagamento dos salários desses terceirizados em ócio forçado, redundando em prejuízo para os cofres públicos.

A farra leviana acabou.  A Justiça mandou desocupar o RU-Central, sob pena de multa diária de 14.600 reais que correria a partir de segunda-feira (28).  Vendo a insustentabilidade de sua posição, a diretoria PSTUista do Sinditest vazou de lá nesta segunda-feira (28) com suas tralhas e marcou a assembleia desta terça-feira (29) para o pátio da Reitoria, pela manhã.

Não obstante, ainda correm ações judiciais interpostas pela Reitoria para reaver os prejuízos das ocupações irresponsáveis do RU de 2014 e deste ano, que ultrapassam os 2 milhões de reais.   Ações ainda em curso que estão nas costas dos bravateiros diretores PSTUistas do Sinditest, que acham que podem fazer e acontecer, e, quando a chapa esquenta, eles posam de vítimas da "criminalização dos movimentos sociais".  Coitadinhos!

Criminalização de movimento social é o cacete. Uma coisa é um movimento ser perseguido tendo atitudes corajosas mas responsáveis, outra coisa é atrapalhar o funcionamento de um serviço da UFPR que independe dos servidores RJU em greve.  Os militantes do PSTU estão se esmerando em performances teatrais para esconder sua inconsequencia.

Pois bem! Querem continuar agora uma greve local pelas 30 horas? Então ocupem de novo o RU, ocupem a Reitoria, ocupem o CCE, ocupem e parem todos os espaços possíveis da UFPR. Aí veremos sua extraordinária combatividade.  Palhaços inúteis!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Canalhices sindicais

7 comentários:
Você vai a assembléias do Sinditest? Já chegou a ser voluntário para participar de algum grupo de trabalho ou comissão? Respondendo sim ou não, recomenda-se que fique precavido(a) nas assembléias dirigidas pela atual Diretoria "Sindicato Para Todos". Porque há evidências de que somente os que dizem amém à Diretoria são respeitados e podem participar de grupos ou comissões.


Na Assembléia de 4 de março, o presidente Wilson Messias falou da intenção de adquirir um imóvel para ser a nova sede do Sinditest. A Oposição Sindical representada por este Núcleo Avançar na Luta manifestou-se a favor da idéia, por reconhecer que o imóvel parece ser adequado e tem boa localização, mas ao mesmo tempo pediu total transparência na transação imobiliária e para isso propôs que fosse montada uma Comissão de Acompanhamento da Compra do Imóvel. A idéia de formar essa Comissão foi aprovada pela Diretoria e pela Assembléia.


A primeira servidora a oferecer seu nome para integrar a Comissão foi Guaracira Flores da Silva (da AUDIN), que participa da Oposição sindical. Em seguida (isso está gravado em áudio e em vídeo), surgiram os nomes de Kátia e Maria Aparecida (do HC). Depois, Rita Kavulak (do C. Politécnico), também da oposição, lançou seu nome. O último nome que se ofereceu foi o de Cláudio Messias (do HC). Os cinco nomes foram admitidos e deveriam constar da Ata daquela Assembléia.


A Oposição sindical teve acesso à Ata registrada no cartório. Ao lado de muitas omissões de fatos ocorridos na Assembléia, a grande surpresa foi como a Diretoria do Sinditest registrou a composição da referida Comissão de Acompanhamento, eliminando os nomes de Guaracira e de Rita, coincidentemente as duas únicas pessoas que abertamente se declaram oposição política à atual diretoria. Segundo a ata manipulada, comporiam a Comissão somente Katia, Aparecida e Cláudio - cujo comportamente revelou-se próprio de cordeiros perante os pastores sabichões da diretoria.


Qual o nome disso? Canalhice. Descaramento. Sem-vergonhice. Falta de ética e de respeito com servidores da base. E não apenas falta de respeito com as duas servidoras excluídas da ata. A Diretoria "Para Todos" faltou com o respeito perante todas as 200 pessoas presentes naquela Assembléia do dia 4 no HC, as quais votaram a favor de todos os cinco nomes, não apenas dos três cordeirinhos lotados no HC. Portanto, canalhice sindical. Mais uma, dentre outras já ocorridas e outras que ainda virão pela frente da parte dos que se acham donos da verdade.


Assim, colegas, botem as barbas de molho nas próximas assembléias quando a Diretoria pedir que pessoas da base ofereçam seus nomes, porque esse pessoal se reserva o direito de aceitar ou eliminar, conforme o grau de cordeirice ou de independência do filiado ou da filiada.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Avião da alegria

7 comentários:

Um grande elenco no ar, às custas da Câmara Federal
Deputado Fabio Faria (PMN-RN) usou a cota parlamentar de passagens aéreas para pagar voos dos artistas Adriane Galisteu, Kayky Brito, Sthefany Brito e Samara Felippo. Faria explicou ontem que já devolveu à Câmara R$ 21.343,60 referentes a gastos com passagens. Em nota, ele justificou que havia ressarcido o dinheiro dos bilhetes para os três atores há tempos, mas admitiu “falhas pontuais”. Não houve explicação clara, porém, sobre as viagens de Adriane Galisteu, a mãe e o amigo da apresentadora.[Gazeta do Povo - 15/04/2009]


Ler essa matéria de hoje na Gazeta traz à lembrança - não sei porquê... - uma certa viagem alegre a Belém do Pará em janeiro deste ano. Cujos responsáveis pelo custeio explicaram com cristalina opacidade quem viajou e quanto foi desembolsado dos recursos pagos por todo um coletivo de sindicalizados...
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Crédito da Ilustração: Gazeta do Povo - 15/04/2009

terça-feira, 7 de abril de 2009

É para ter ou não a tal transparência ?

8 comentários:
Corremos o risco de ser chatos, mas, até mesmo quando se trata da política mais geral, o que a opinião pública tem cobrado é transparência no uso de recursos que são coletivos ou públicos. Cobra-se transparência no caso dos numerosos diretores-de-coisa-nenhuma no Senado da República, cobra-se quantos são e o que fazem todos os funcionários da Assembléia Legislativa.



E, no âmbito do Sinditest, cobra-se transparência na venda e compra de bens imóveis. O rolo da "chácara-canil" comprada sem autorização pelo Dr. Antônio Néris em 2005 é bem conhecido (e até agora não se desvencilharam desse mico!). No momento, está em foco a aquisição de um imóvel na rua Agostinho Leão Jr., perto do HC, proposta por Wilson Messias na assembléia de 4 de março último. Para acompanhar essa transação imobiliária, e afastar suspeitas costumeiras, no movimento sindical, de superfaturamento, foi eleita - por unanimidade, saliente-se - uma Comissão de Acompanhamento da compra com membros da base: Guaracira (Auditoria), Rita (Politécnico), Cláudio (HC), Kátia (HC) e Maria Aparecida (HC).




Essa Comissão se reuniu na semana passada e cobrou informações e documentos básicos da Diretoria do Sinditest. Receberam o quê ? Praticamente só enrolação e o informe de que a Diretoria já tinha fechado o que chamaram de "pré-contrato" ou "Compromisso de Compra e Venda" com o dono do imóvel, que conteria, sem autorização prévia, até os nomes dos membros da Comissão como endossantes da proposta. Este documento não foi exibido para a Comissão de base, por mais que esta o cobrasse, assim como também não o foi a autorização pelo Conselho Fiscal (item exigido pelo Estatuto do Sinditest, Art. 79) para efetuar a compra.




O mal-estar criado pela não-revelação de documentos, pela omissão de informações claras, pelas declarações ditas e depois desditas pela Diretoria do Sinditest, conduzem a que se pense o quê desse processo? Que algum rolo existe! Por mais que o imóvel indicado para compra seja interessante para a categoria, não se compreende porque é que a Diretoria esconde os detalhes da transação de todos os filiados! O que a base espera é que os dirigentes sindicais gerenciem a entidade sem nada a esconder, porque a desconfiança entre trabalhadores impede o avanço da luta.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Diretoria do Sinditest não fez Assembléia ordinária de prestação de contas

6 comentários:
Viva a transparência no Sinditest !


Há um elemento na Diretoria do Sinditest, formado em Direito pela PUC-PR, que, vez ou outra, ancorado em seu diploma, brada contra os adversários lançando mão do artigo tal de tal Lei, do Estatuto do sindicato etc. A prática de anos mostra que esse indivíduo, veterano burocrata sindical, recorre aos embasamentos jurídicos em geral em prol de seu interesse pessoal, quando a referência à Lei ajuda. Porém, quando é para cumprir de fato certos dispositivos legais e estatutários, aí a história vira.

No Capítulo IV do Estatuto do Sinditest, está ordenado o seguinte no Art. 10:

"Art. 10º.- As Assembléias Gerais Ordinárias terão lugar:
a- Anualmente, até 31 de março, para discutir e deliberar sobre o relatório da Diretoria Executiva e prestação de contas do exercício anterior (...)"


No Capítulo V, sobre a Diretoria sindical, pode ser lida a seguinte disposição:

"Art. 20º - São atribuições da Diretoria:
(...)
b- Cumprir e fazer cumprir este Estatuto, bem como as deliberações das instâncias superiores do SINDITEST-PR (...)"


Pergunta-se: quem sabe quando e como teria sido realizada essa Assembléia Geral Ordinária para prestação de contas do exercício anterior (ano de 2008) ? Teria sido mais uma assembléia-fantasma, escondida da base dos filiados, como aquela fantasmagórica de 3 de outubro de 2008 ? Ou simplesmente os diretores do "Sindicato Para Todos" se esqueceram do que manda o Estatuto que seu vice-presidente baixarel tanto gosta de brandir por aí ? Resumindo: mais uma, mais uma expressiva demonstração da transparência de que eles falavam em sua campanha eleitoral...

sexta-feira, 27 de março de 2009

Quem (literalmente) tem "culpa no cartório"

7 comentários:
Conforme relatamos, a Diretoria "Sindicato Para Todos", gestão 2008-2009, se deu ao desplante de convocar uma assembléia às escondidas, garantindo-se na legalidade jurídica (mas não na legitimidade política) através de um micro-edital publicado em um jornal da cidade que ninguém lê. Feita a assembléia oculta, na sede do Sinditest em 3/10/2008, endossaram ali a autorização de venda da subsede Comendador e também aprovaram uma outra proposta complicadíssima de "imunidade sindical", da qual falaremos em outra postagem.

Segundo a ata, que é pública e pode ser consultada por qualquer ser vivente no 3. Cartório de Registros, a Assembléia teve por mesa coordenadora o Dr. Neris e por secretária Márcia Messias, que entretanto não assinaram a lista de presença. As decisões foram tomadas por unanimidade, o que não isenta ninguém da lista de responsabilidades quanto ao resultado. Vinte e cinco servidores(as) assinaram a lista, a qual foi registrada no cartório supracitado, responsabilizando-se portanto pelas decisões dessa reunião desconhecida por mais de 99% da categoria. Deve-se levar em conta que algumas pessoas constantes podem até não ter assistido de corpo presente a assembléia, mas, de todo modo, seus nomes constam na lista. Em nome da transparência sobre a qual a Diretoria do Sinditest mais fala do que pratica, aí está a lista:

quarta-feira, 25 de março de 2009

Camaleonices fantasmagóricas sindicais

7 comentários:
Novela camaleônica - capítulo 3. No último capítulo, eram 13 horas do dia 14 de setembro de 2007 e os participantes da assembléia do Sinditest tinham acabado de decidir não mais vender a subsede sindical da r. Comendador Macedo, mas sim a inútil "chácara-canil" comprada na gestão Moacir Freitas/Dr. Neris em 2005. Os acólitos do Dr. Neris saíam da renião se julgando vitoriosos por terem bloqueado a venda da subsede, apesar da invertida no caso da chácara.

Corta para o segundo semestre de 2008. A Diretoria "Sindicato Para Todos", gestão 2008-2009, onde se aloja o grupo do Dr. Neris, decide vender a subsede da Comendador Macedo. A camaleonice entra em cena. Mas, como, apenas 1 ano depois de tudo terem feito e ameaçado para impedir a venda na gestão Belotto ? Camaleões sabem que o assunto pode causar ebulição. E receiam que a "chapa esquente" para o lado deles se houver questionamentos da base.


Resolvem os "paratodistas" comandados por Messias e Dr. Neris fazer uma Assembléia para autorizar de novo a venda da subsede Comendador. Melhor dito, uma "assembleiazinha". Uma assim, de leve, rapidinha, não muito divulgadinha na base, afinal os assuntos dela serão tão chatinhos... E por isso ela não pode se realizar nos locais tradicionais de assembléia, como o HC ou o Anfiteatro 100 do Setor de Educação. E também não precisa ser anunciada no jornal sindical impresso de Setembro de 2008 (que traz uma agenda de atividades para Outubro/2008), muito menos no site de internet...


Melhor foi fazer em algum canto da sede do próprio Sinditest, no dia 3 de outubro de 2008. E, para atender a exigência legal do estatuto (art. 8o.), convocar a tal "Assembléia" através de um Edital minúsculo perdido num pé de página do jornal curitibano "Diário Popular", publicação essa super-lida por todos os mais de 5 mil filiados do Sinditest. Assim se fez, assim se deu uma reunião de 27 pessoas em 03/10/2008, autorizando por unanimidade a venda da subsede Comendador, tal como o servidor Gessimiel "Paraná" Germano relatou ontem em panfleto distribuído no HC e UFPR, denunciando essa verdadeira Assembléia-fantasma. Portanto, colegas, comemoremos mais esta mostra de TRANSPARÊNCIA da Diretoria "Sindicato Para Todos", uma marca inesquecível dessa gestão conforme propagandearam em seu folheto eleitoral !

sexta-feira, 13 de março de 2009

A resposta que (quase) nada respondeu

11 comentários:
Em 3 de março protocolei um Requerimento no Sinditest solicitando informações sobre a viagem de diretores do sindicato ao Fórum Social Mundial ocorrido em Belém em janeiro último (ver matéria "Acesso à informação sindical é um dos direitos do filiado do Sinditest"). No Ofício 033/2009 (veja a íntegra dele na janela de comentários), datado de 03/03/2009, assinado pelo presidente do Sinditest e entregue a mim em mãos no final da Assembléia Geral do dia 4, estava o que supostamente era a resposta às minhas interrogações. Mas o ofício foi mais uma réplica formal e não continha as respostas aguardadas. Acrescente-se que na fase de informes da Assembléia do dia 4 a Diretoria nada disse sobre a viagem a Belém.

No Requerimento eu perguntava basicamente: Quais diretores do Sinditest viajaram a Belém? Com qual critério foram escolhidos para viajar? Se o sindicato tinha custeado toda a viagem, quanto foi gasto ? Por que não fizeram divulgação prévia do evento para toda a base e o que os que viajaram vão dar de retorno para a base que os sustentou na viagem? Pelos corredores da universidade, comentou-se que os diretores viajantes teriam sido, pelo menos, Márcia Messias (secretária geral), Jonas Pinto (tesoureiro geral), Carla Cobalchini (diretora de imprensa), José Carlos Assis (2º. Secretário), Antonio Aleixo (1º. Tesoureiro). Esperávamos que a própria diretoria confirmasse isso.


No Ofício 033/2009 a Diretoria somente respondeu indiretamente que foi o Sinditest quem bancou a viagem. O Presidente do sindicato escudou-se no Artigo 2 do Estatuto da entidade para afirmar taxativamente que tinha a prerrogativa de designar quem ele bem entendesse para viajar e ponto final. Nada mais foi respondido. Mesmo que se reconheça terem-se dado ao obséquio de “responder” ao meu Requerimento de informações, praticamente nada informaram. Convenhamos: não é nenhum exemplo de prática transparente no uso dos recursos dos filiados. Transparência que se espera agora que a Direção do Sinditest pretende adquirir um novo imóvel.

terça-feira, 3 de março de 2009

Acesso à informação sindical é um dos direitos do filiado do Sinditest

2 comentários:
O Sinditest possui um Estatuto. É bom conhecê-lo (clique aqui para ver). Ele tem erros, falhas e está obsoleto em vários pontos, mas é bom o seu Artigo 4 ao expor com clareza que, ao sustentar financeiramente a entidade, todo filiado possui alguns direitos. Com apoio na letra "f" do Art. 4, o servidor Paulo Adolfo ("Dodô"), membro da Editoria deste blog, protocolou na manhã de hoje (3/3) um Requerimento de informações à Diretoria do Sinditest a respeito da viagem de diretores do sindicato à cidade de Belém, fato já abordado na denúncia do servidor "Paraná", aqui publicada ontem.

Determina a letra "f" do Art. 4 do Estatuto do Sinditest:

"Art. 4º- São direitos pessoais e intransferíveis do associado:
(...)
f - Ter acesso às informações sobre a situação financeira, prestação de contas e outras informações específicas em qualquer instância do SINDITEST-PR."

Leia abaixo o documento que pede informações e propõe um prazo de 24 horas para resposta.


REQUERIMENTO

Curitiba, 03 de março de 2009

À Diretoria do SINDITEST-PR / Gestão 2008-2009


Com base nos termos do Art. 4º. do Estatuto do SINDITEST-PR, que trata dos direitos dos associados, em especial seu item “F”, venho por meio deste REQUERER INFORMAÇÕES - a serem prestadas pela Diretoria dessa entidade no prazo de 24 horas por escrito ao email infracitado, e/ou no início dos trabalhos da Assembléia Geral convocada para 4 de março de 2009 no Hospital de Clínicas - acerca do que se indaga abaixo:

1-No 9º. Forum Social Mundial, realizado em janeiro de 2009 em Belém (PA), quais servidores da base e quais diretores do Sinditest dele participaram?


2-Quem arcou com os custos de deslocamento, hospedagem, alimentação e outros gastos de uma viagem desse tipo?


3-Se os custos foram assumidos pelo Sinditest-PR, qual o montante total despendido em toda essa atividade relativa à viagem a Belém?


4-Que critérios foram usados para selecionar quais pessoas participariam do Forum de Belém às expensas dos recursos dos filiados do Sinditest-PR?


5-Por que não se deu ampla divulgação prévia a toda a base de filiados sobre a ocorrência desse importante Forum, permitindo que outros possíveis interessados pudessem ao menos manifestar interesse legítimo em participar?


6-O que a Diretoria do Sinditest-PR espera que esses servidores participantes do Forum de Belém retornem em termos concretos à base de filiados que os subvencionou nessa viagem à capital do Pará?

No aguardo de seu atendimento com respostas aos seis quesitos nesta demanda estatutária, subscrevemo-nos

Atenciosamente,

PAULO ADOLFO NITSCHE
Servidor da Biblioteca Central da UFPR
Matr. 106755 ** Email: csc@ufpr.br
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segunda-feira, 2 de março de 2009

Mau uso de dinheiro no Sinditest - a denúncia de um servidor

4 comentários:
O servidor Gessimiel Germano, mais conhecido como "Paraná", lotado no RU Central, lançou na sexta-feira uma denúncia contra a diretoria do Sinditest. Através de panfleto, cobra transparência no gasto do dinheiro dos filiados e destaca um valor de R$20 mil, que, segundo ele, foi "torrado em 7 dias, em duas viagens realizadas por sete diretores do Sinditest." Reclama que a categoria não foi chamada para aprovar o gasto dessa soma, que custeou a presença de diretores do sindicato no Forum Social em Belém e também numa reunião do Conselho Nacional da UNE, em Salvador.



A cobrança comoveu, tanto que, na mesma sexta-feira, "Paraná" foi visitado em seu local do trabalho por uma comitiva de diretores Para Todos do sindicato Para Todos, entre eles o presidente W. Messias e - não podia faltar, é claro - o baixarel Dr. A. Neris. Será que foram explicar tudo direitinho ou só agradecer pelo panfleto carinhoso? Explicarão para todos em algum boletim, ou no jornal, ou no site, ou na Assembléia do dia 4 de março ?




domingo, 8 de fevereiro de 2009

Ato de assédio moral dentro do Sinditest

18 comentários:

A prática é o critério da verdade. Não se sabe o que uma pessoa é, de fato, tomando por base apenas aquilo que ela diz de si mesma, mas sim pelos atos reais que pratica. Isso vale bem para o vice-presidente do Sinditest, baixarel Dr. Antonio Neris. Pelos corredores do HC e da UFPR, ele se autoproclama grande defensor dos trabalhadores. Mas, quando chega a hora de ser patrão, consegue ser mais realista que o rei. Sua truculência acaba de vitimar uma competente e dedicada funcionária do Sinditest, de modo totalmente injusto. Vamos ao caso.


Depois de legitimamente terem ganho por sorteio o acesso a vagas na casa de praia de Itapoá, 4 pessoas deste Núcleo de Oposição "Avançar na Luta" estavam em janeiro usufruindo seu direito ao lazer. Lá chegou extemporaneamente (porque sorteado não foi) o sr. Dr. Neris, a bordo de sua vistosa van. Ao enxergar juntos 4 membros da oposição sindical, o cérebro do Dr. Neris deve ter sofrido um surto de paranóia política e imediatamente deduziu que a funcionária que agenda o uso da casa de praia devia ter "favorecido" o grupo da oposição.


Ao voltar para Curitiba, ainda em pleno acesso de sua paranóia política, o Dr. Neris dirigiu-se rispidamente à funcionária da secretaria do Sinditest, acusou-a de favorecer seus amigos da oposição e a demitiu sumariamente, sem antes sequer pedir esclarecimentos sobre os procedimentos da secretaria sobre o uso de Itapoá. Aliás, o Dr. Neris extrapolou sua função (vice-presidente), pois quem gerencia a casa de praia é a secretária-geral Márcia Messias, irmã do presidente.


Indignada e sabendo que sempre procedeu com lisura, não tendo favorecido ninguém, a funcionária reuniu documentos e mostrou ao paranoico baixarel Dr. Neris que ele estava errado. E, por defesa da sua honra agredida, a funcionária não quis mais ficar trabalhando sob as ordens de pessoas que não respeitam o próximo. Os filiados do Sinditest, que conheceram a funcionária competente e atenciosa, não mais a verão na secretaria do sindicato.


Nós, do Núcleo Avançar na Luta, manifestamos nossa indignação também, e cobramos dessa diretoria "Sindicato Para Todos" (todos !!!) - que se autoproclama tão ao lado dos oprimidos e combatente do assédio moral - , que se pronuncie quanto à atitude típica de assédio(*) praticada por seu vice-presidente Dr. Antonio Neris contra uma indefesa funcionária. O presidente Wilson Messias e o restante da Diretoria concordam com o que ele fez? Continuarão dando uma de Pilatos lavando as mãos sobre o caso ou farão uma reprimenda ao assediante? Esperamos para ver e somos solidários à funcionária demitida.
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(*)Conhecemos o conceito jurídico de assédio moral e sabemos que sua plena caracterização envolve o aspecto da repetição dos atos de assédio. Usamos livremente aqui a denominação de "atitude de assédio" por entender que ela foi claro abuso de autoridade, impondo severa pressão psicológica sobre a vítima, que narrou os fatos para amigos aos prantos.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Sindicalismo leviano apóia homicida

10 comentários:
Tem assuntos que a prudência recomenda não meter a colher antes de muito refletir, sob pena de misturar alhos com bugalhos. Desprezar essa prudência é o que fez a Diretoria do SINDITEST ao publicar em seu site a matéria "Os limites de uma trabalhadora do HC", em 4/7/2008, sobre o triste caso da auxiliar de enfermagem que assassinou sua filha de 8 meses atirando-a do 6º andar em pleno centro da cidade (clique aqui para reler a reportagem na Gazeta do Povo; Foto, do mesmo jornal)


A tragédia ocorreu dia 30/6 e prosseguem as investigações para desvendar com exatidão o que levou a mãe a praticar homicídio. Autoridades adiantaram a informação de que Tatiana sofreria de distúrbio bipolar (Psicose Maníaco-Depressiva, P.M.D.), uma severa psicose em que o doente alterna períodos de agitação maníaca com fases de funda depressão. A PMD é doença grave que exige tratamento permanente e cujas fases alternantes não dependem necessariamente das condições do ambiente onde vive o paciente. A imprensa relata que ela já passou por internações psiquiátricas.


No afã de mostrar suposta "combatividade", a Diretoria do SINDITEST insinua que condições de trabalho estressantes do HC (como em geral são nos hospitais) provocariam doenças mentais como aquela que levou a funcionária Tatiana a matar sua filha. A Diretoria denuncia que a mídia pinta a mãe como um "monstro", mas cai no extremo oposto, sendo espantosamente compreensiva com o homicídio: "nós, da Diretoria do SINDITEST também queremos declarar nosso apoio à servidora." Uma posição como essa é inaceitável: ainda que sob efeito de grande perturbação mental, a mãe cometeu um crime contra a vida. A raciocinar desse jeito, valeria o alerta: "filhos de servidores do HC, fiquem espertos quando seus pais chegarem em casa depois do trabalho!"


Uma tragédia como essa é séria demais para servir de objeto a demagogia sindicaleira. A Diretoria do SINDITEST deveria respeitar o sofrimento daquela família e parar de fazer politicagem barata.