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sábado, 29 de agosto de 2026

Lula enquadra a Globo e cobra mea-culpa por cobertura da Lava Jato

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Ao vivo, o Presidente Lula desmascarou a hipocrisia de uma emissora que posa de magistrada da moralidade pública, mas se recusa a fazer a devida autocrítica pelo consórcio firmado com o lavajatismo parcial e criminoso de sérgio moro & gangue.

Na tentativa de emparedar o presidente Lula com perguntas sobre suspeitas, investigações e escândalos, a TV Globo acabou enquadrada pelo próprio entrevistado. Foi durante a sabatina desta quinta-feira (27/8), conduzida por César Tralli e Renata Vasconcellos no padrão de um jornalismo de emboscada, que tentava reservar ao presidente o papel de suspeito. O contra-ataque de Lula trouxe de volta os abusos da Operação Lava Jato e o papel desempenhado pela grande mídia na legitimação dos abusos de moro/dallagnol.

Sempre que as perguntas voltavam às acusações contra seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, ou a pessoas próximas ao governo, o presidente evocava sua própria experiência. Por diversas vezes, ele pôs os jornalistas diante de uma cobrança que a imprensa reluta em enfrentar: quem responderá pela cobertura que ajudou a transformar em heróis nacionais o hoje ex-juiz sérgio moro e deltan dallagnol, as figuras-chave da Lava Jato? Como juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, moro era responsável pelos processos da operação em primeira instância. Já dallagnol coordenava a força-tarefa do Ministério Público Federal.

Em 2018, no curso da operação, Lula foi preso e impedido de disputar a eleição presidencial, na qual era favorito. Mais tarde, o STF reconheceu a parcialidade de moro no julgamento do caso do apartamento triplex e anulou as condenações de Lula, em decisões que desmontaram juridicamente a narrativa construída pela Lava Jato. Também vieram à tona, a partir de 2019, conversas divulgadas pelo The Intercept Brasil que revelaram a promiscuidade da relação entre moro e os procuradores da força-tarefa de Curitiba, especialmente dallagnol. Os diálogos demoliram a imagem de uma operação imparcial e responsável.

A mesma dinâmica de acusações infundadas que vitimou o presidente agora se repete contra seu filho. Por isso, na Globo, o alvo de Lula era também a imprensa que, segundo ele, ajudou a construir e a disseminar a narrativa da Lava Jato. “Tralli, você é jornalista e você conhece isso melhor do que ninguém. Eu fui vítima disso na Lava Jato, da maior mentira montada neste país para evitar que eu fosse presidente da República”, afirmou.

Lula lembrou que prestou mais de 20 depoimentos e passou 580 dias preso. Ele poderia ter adotado outros caminhos, mas decidiu enfrentar o processo porque estava “convencido” de que a verdade apareceria. “Eu queria provar que a imprensa estava divulgando coisa mentirosa, que o Moro tinha mentido para a imprensa, que o Dallagnol tinha mentido para a imprensa.”

A referência vinha no contexto das investigações contra seu filho. Lula afirmou que Fábio deverá responder por qualquer eventual ilícito que tenha cometido, sem proteção decorrente do parentesco. Mas rechaçou a ideia de que acusações, vazamentos e ilações possam ser automaticamente convertidos em culpa.

Em outro momento, o presidente voltou ao tema com mais contundência: “Eu sei o que é isso porque eu já passei por isso. Eu fui vítima da maior mentira montada nesse país, que tinha como objetivo não me deixar ser candidato em 2018”. Lula disse que poderia ter deixado o Brasil, mas decidiu se entregar e cumprir a ordem de prisão para provar “que o Moro é mentiroso”, o Dallagnol é mentiroso”.

Quero provar que a imprensa, um dia, vai pedir desculpa, porque a imprensa brasileira comprou uma mentira, vendeu a mentira e nunca reconheceu que comprou a mentira”, disparou Lula. Foi Renata Vasconcellos que tentou conter o avanço da provocação e defender a atuação da emissora, afirmando que “o jornalismo da Globo cumpriu a sua obrigação de noticiar os fatos durante essa cobertura”.

O presidente não deixou barato. “É difícil pedir desculpa”, respondeu Lula. “A imprensa brasileira sabe que ela produziu um monstro mentiroso chamado Moro, (um monstro) chamado Dallagnol. Eu não esqueço do PowerPoint mentiroso contra mim.” A referência remetia à célebre apresentação de dallagnol, em 2016, quando o então procurador colocou Lula no centro de um diagrama que pretendia apresentá-lo como comandante de uma organização criminosa. A cena, reproduzida à exaustão pela mídia, foi um dos símbolos da Lava Jato.

Nesse ponto, Tralli interveio, numa evidente tentativa de encerrar o desconforto, para dizer que a Globo havia feito uma “devida retratação” sobre a questão do PowerPoint. A observação, porém, se referia não à apresentação de dallagnol – mas ao episódio mais recente do gráfico exibido pela GloboNews sobre o Banco Master e retratado por Andréia Sadi no Estúdio i. O presidente falava da Lava Jato; Tralli respondeu sobre outro caso e mudou de assunto em seguida.

Ao vivo, Lula desmascarou a hipocrisia de uma emissora que posa de magistrada da moralidade pública, mas se recusa a fazer a devida autocrítica pelo consórcio firmado com o lavajatismo. Os erros da grande mídia no caso da Lava Jato vão muito além de um PowerPoint. Lula cobrou o mea-culpa sobre um período inteiro, que transformou procuradores e magistrados em celebridades, espetacularizou processos e ajudou a legitimar a narrativa fraudulenta da força-tarefa. As violações da Lava Jato, reveladas posteriormente, jamais receberam tratamento equivalente.

Quem cobra a imprensa quando a imprensa erra? A Lava Jato produziu manchetes, capas, lives e personagens elevados à condição de salvadores da República. Anos depois, boa parte de seus mecanismos foi desmoralizada, condenações foram anuladas e a parcialidade de Sergio Moro no processo do triplex foi reconhecida pelo Supremo.

Para Lula, falta ainda o reconhecimento de responsabilidade daqueles que ajudaram a vender ao país uma versão que não resistiu ao tempo. Diante das câmeras da própria Globo, o presidente partiu para o ataque e transformou o interrogatório num tribunal reverso contra os abusos do lavajatismo: o réu ali era a própria imprensa. Os verdadeiros protagonistas do espetáculo midiático ainda têm contas a prestar.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Começou hoje o horário eleitoral de rádio e TV

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A partir de hoje, 28/08, começou nas radiodifusoras e TVs de todo o país o horário de propaganda eleitoral gratuita das candidaturas ao pleito de outubro de 2026.  O tempo usado por cada partido ou federação partidária deriva do número de deputados/as eleitos/as em 2022, e por isso se verá, por exemplo, que o Partido da Ladroagem (PL), que elegeu grande número de parlamentares naquele ano, terá direito a mais minutos que os demais.

Esse tempo deverá ser distribuído entre candidatos/as a cargos proporcionais (deputados/as federais e estaduais) em um dia e os/as para cargos majoritários (presidente da República, governadores e senadores/as) no outro dia.

Este Blog de opinião tem posição clara contra quaisquer retrocessos político-sociais, defendidos pelos partidos de extrema-direita (principalmente o PL dos Bolsonaros), direita e centro-direita e, por isso, perfilamos ao lado da reeleição do Presidente Lula.  

No Paraná, estamos batalhando para derrotar o nazista mentiroso e corrupto sérgio moro (seu nome sempre em minúsculas, pois é um ser minúsculo, que o Paraná não merece), que disputa o governo do estado, e apoiamos a candidatura de Requião Filho (PDT-12) para governador. Para o Senado, estamos ao lado de Gleisi Hoffmann (PT) e Dr. Rosinha (PT). 

Quanto à Câmara Federal, nossa candidata é a Professora Amábile Marchi (PCdoB-PR, de número 6565), e, para a Assembleia Legislativa estadual, o candidato do PCdoB-PR Thiago Bagatin (sob número de urna 65123).  Isto está resumido na "colinha" de urna acima mostrada. 

Para melhor conhecer essa professora de inglês da Rede Pública estadual, visitem o site da Amábile em https://amabilemarchi.com.br/.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Deputada Federal? Apoiamos a Professora Amábile Marchi, a voz da inclusão!

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Este Blog, sendo ligado à CTB e ao PCdoB, indica decididamente para leitores e leitoras, para militantes, amigas e amigos, o nome da professora Amábile Marchi, dirigente desse Partido, que agora se lança pré-candidata a uma cadeira na Câmara Federal.

Amábile é professora da rede estadual, mãe de dois filhos autistas (TEA – Transtorno do Espectro Autista*) e preside a entidade União de Pais Pelo Autismo (UPPA), sendo reconhecida como uma das referências em Curitiba e no Paraná quanto aos esforços para que haja o devido reconhecimento das deficiências dessas pessoas neurodivergentes e a desejável inclusão no âmbito da sociedade, e particularmente nas escolas.

O Blog NaLuta apoia Amábile Marchi para reforçar a bancada progressista e de esquerda na Câmara Federal, para mudar para melhor, a partir de 2027, o cenário desse parlamento hoje tomado majoritariamente por inimigos dos trabalhadores e do povo em geral, da democracia e da soberania nacional – deputados traidores da pátria vinculados à extrema-direita, cuja proposta essencial é entregar este país às vontades do presidente demente Donald Trump.

Assim, convidamos estudantes e trabalhadores da UFPR, da UTFPR, da UNILA, a fortalecer a pré-candidatura da professora Amábile, bem como as demais pré-candidaturas do campo progressista e de esquerda do Paraná.

Também convidamos, agora, ao evento de lançamento da pré-candidatura de Amábile, que ocorrerá amanhã, sábado, 13 de junho, a partir das 15h30, no Espaço Cultural 7 (Av. Visconde de Nácar, 637). Para quem quiser permanecer no barzinho, depois do lançamento, assistiremos juntos à estreia da seleção brasileira contra a seleção do Marrocos na Copa do Mundo, jogo que será às 19 horas.

Fica a chamada! Participe, engaje-se e fortaleça uma candidatura verdadeiramente defensora dos interesses atuais e históricos dos trabalhadores e trabalhadoras!

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(*)O TEA é um transtorno neurológico que afeta a forma como a pessoa percebe e interage com o mundo, incluindo processamento sensorial, comunicação verbal e não verbal, e comportamento social.  O termo “espectro” indica que os sintomas podem variar de leves a graves, e cada indivíduo apresenta um conjunto único de características.  O diagnóstico geralmente ocorre na infância, por volta dos 4 ou 5 anos, mas pode ser identificado na adolescência ou idade adulta.

sábado, 11 de outubro de 2025

Eduardo Leite, o pangaré da direita, não sai das pesquisas.

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Uma das perguntas que ninguém se dispõe a responder: por que Eduardo Leite ainda aparece nas pesquisas eleitorais para a eleição presidencial em 2026?


Por que Leite é citado, se pertence ao PSD e o candidato preferencial do PSD, e que aparece melhor nas pesquisas, é Ratinho Júnior?

Que poder tem Eduardo Leite junto aos donos dos institutos de pesquisa para incluir seu nome, se ele é sempre o pior colocado entre todos os candidatos que poderiam enfrentar Lula?

O que Leite faz nas pesquisas? Na última amostragem Genial Quaest, dessa semana, o G1 fez esse resumo da distância alcançada por Lula, que se afasta de todos os adversários:

• Lula está nove pontos à frente de Ciro Gomes (PDT);

• 10 pontos à frente de Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível;

• 12 pontos à frente de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Michelle Bolsonaro (PL);

• 13 pontos à frente de Ratinho Júnior (PSD);

• 15 pontos à frente de Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União) e Eduardo Bolsonaro (PL);

• e 23 pontos à frente de Eduardo Leite (PSD).

Em todo os cenários, Lula tem, no segundo turno, entre 40% e 47% e seus adversários, de Tarcísio a Caiado, ficam ao redor dos 30%. Menos Eduardo Leite.

Contra Leite, Lula obtém 45% e o governador fica com 22%. É uma performance de pangaré, que não justifica sua inclusão na pesquisa. Mas o Datafolha também tem citado o ex-tucano gaúcho.

O que Leite ganha com isso? Ganha muita exposição, para o que de fato irá disputar, uma das duas vagas ao Senado pelo Rio Grande do Sul.

Por algum vínculo com os donos dos institutos, Leite consegue o que Sergio Moro, por exemplo, não conseguiu nunca mais. Moro já foi abandonado como nome capaz de enfrentar Lula.

Mas Leite está lá. E a performance dele vem piorando a cada levantamento. Poderiam tirar o moço das pesquisas e colocar Magno Malta [em certas ocasiões conhecido como Magno 'Malte' 12 anos]. Dá na mesma, ou talvez Malta consiga números melhores.