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domingo, 7 de junho de 2026

Trump vai interferir na eleição do Brasil?

 


A hegemonia americana está no fim — e o Pix ajuda a explicar por quê. Cientista político vê sinais de declínio da influência norte-americana, e afirma que o sistema de pagamentos brasileiro desafia estruturas do poder financeiro.

Jornal GGN - 06/06/2026

As recentes tensões entre Estados Unidos e Brasil, a disputa tecnológica e financeira em escala global e o avanço de novas potências econômicas são, para o cientista político Leonardo Avritzer, sinais de uma mudança profunda na ordem internacional.

Em entrevista ao Jornal GGN, reproduzida no vídeo acima, o pesquisador afirma que o mundo vive um processo de transição no qual a hegemonia exercida pelos Estados Unidos desde o pós-guerra dá sinais claros de esgotamento.

Segundo Avritzer, as dificuldades enfrentadas por Washington para impor sua agenda em diferentes regiões do planeta, somadas ao fortalecimento econômico da China e ao surgimento de mecanismos alternativos de integração financeira, revelam um cenário cada vez mais multipolar.

Nesse contexto, o Brasil passa a ocupar uma posição estratégica, especialmente por iniciativas que ampliam sua autonomia tecnológica e financeira – e é nesse ponto que entra o Pix que, na visão do cientista político, representa mais do que uma inovação bancária bem-sucedida.

De acordo com Avritzer, o PIX simboliza a capacidade de países emergentes de desenvolverem soluções próprias, reduzindo a dependência de estruturas financeiras historicamente vinculadas aos interesses norte-americanos (como o sistema SWIFT).

O Pix incomoda os Estados Unidos”, afirma o cientista político. Na avaliação dele, a ferramenta se insere em um movimento global de busca por alternativas aos sistemas tradicionais de pagamentos e transferências internacionais, em um momento em que diferentes países procuram ampliar sua soberania econômica.

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