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domingo, 12 de julho de 2026

Término unificado da Greve Nacional da FASUBRA indicado para a próxima semana

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Reunião do Comando Nacional de Greve da FASUBRA

O Comando Nacional de Greve da FASUBRA (CNG), composto por representantes de todos os sindicatos de base em greve, reuniu-se nesta sexta-feira (10/07), em Brasília. Nessa ocasião, foi dado a conhecer o quadro de respostas das assembleias desses sindicatos para a consulta chamada pelo CNG acerca de uma validação da Ata da reunião entre o MEC e a Direção Nacional da FASUBRA. Nessa ata, Governo Federal solicita o final da greve unificadamente até 13/07 (2a.feira).

O quadro da consulta assinala 24 entidades de base aprovando o final da greve e outras 13 optando por sua continuidade. Com isto, a FASUBRA oficiará ao MEC a solicitação de que a assinatura do Termo de Acordo, baseado na citada Ata, seja no dia 15/07. Assim, a Direção Nacional da Federação orienta que a categoria dos TAE retorne ao trabalho até 15/07 (4a.feira).

O CNG ainda informa que, conforme previsto no Termo de Acordo de 2024, "a compensação do trabalho em decorrência da participação no movimento grevista observará aspectos qualitativos, com a reposição das atividades represadas, conforme plano de trabalho a ser pactuado entre as entidades de base e as reitorias."
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Com informações e foto da FASUBRA.

sábado, 11 de julho de 2026

Ultraesquerdismo, idealismo filosófico e metafísico às mancheias

5 comentários:

Ontem, pela manhã, o Sinditest realizou, no pátio da Reitoria da UFPR e também online, mais uma assembleia geral híbrida, de uma longa série da greve nacional da FASUBRA, que já se estende por mais de 120 dias. Na pauta constavam os itens de debate sobre uma Ata de reunião entre Governo Federal e Comando Nacional de Greve (CNG) e de deliberação sobre a saída unificada da greve, indicada para o meio da semana que vem.

Pelas imagens, pode-se notar que a reunião da categoria TAE estava relativamente esvaziada, mesmo que contando com assembleias concomitantes em alguns campi do interior, que recebiam via online a transmissão do encontro na Reitoria.

Uma vez mais, o que se viu foi uma refrega entre Diretoria do sindicato (por extensão, Chapa 1 da recente eleição) e setores da oposição sindical (por extensão, várias pessoas da Chapa 3 derrotada nessa eleição), esta nitidamente em maioria na plenária e com oradores primando por discursos marcadamente ultraesquerdistas e antigoverno Lula.

A dita Ata foi lida pela Mesa e, aberto o debate, foi alvo de saraivada de críticas e rejeições, particularmente por esse documento, ainda que aprovado pelo CNG-FASUBRA, não ter a configuração de um autêntico Termo de Acordo de final de Greve. Mas não só. Diversas falas, na prática, acabaram jogando água no moinho da extrema-direita que disputa, ainda que em pré-campanha, a Presidência da República nas eleições gerais de outubro através do traidor da pátria senador Flávio Rachadinha Bolsonaro.



Apenas um orador fez fala assinalando a brutal diferença entre o que é o Governo Lula – que promoveu diversos avanços em políticas públicas, defendeu a democracia contra golpistas e concedeu reposições salariais parciais ao longo de 3 anos ao serviço público (cujos salários estiveram congelados por 6 anos sob os mandatos de Temer e Bolsonaro), além de abrir espaço ao diálogo com os movimentos sociais – e o que foi a antidemocrática e corrupta gestão de Jair Bolsonaro (2019-2022), totalmente fechada ao diálogo com os trabalhadores. Mas esse militante da base TAE foi essencialmente ignorado.

Na assembleia de ontem, a política do fígado esquerdista prevaleceu e o que interessava era desprezar por completo quaisquer avanços nas negociações de greve e no alcance de um Decreto regulamentando o RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências). O governo Lula foi tachado de autoritário, enrolador e neoliberal, em algumas falas isso dito em altos raivosos brados. Entre muitos ali presentes, parece que se perdeu a memória das imensas dificuldades do movimento sindical sob gestões presidenciais como as de Collor, FHC, Temer e Bolsonaro, sem falar dos tempos ainda da ditadura militar.

Um diretor do Sinditest procurou chamar a atenção de todos para um elemento de análise indispensável sempre que ocorrem entrechoques entre classes sociais, e entre patrão e trabalhador: a maldita correlação de forças entre cada lado, conforme cada época e cada contexto. Aliás, elemento fundamental a levar em conta para se escolher a melhor tática de enfrentamento, como já ensinava o velho revolucionário Vladimir Lenin, na busca sempre de conquistas parciais ou maiores para o movimento.

No sentido oposto a esse apelo ao bom senso político, um dos oradores, histérico, resolveu acariciar os tímpanos dos presentes e, em altos berros, proferiu seus impropérios contra o governo federal e a diretoria sindical, tendo ainda produzido a seguinte pérola, inspirada no mais puro idealismo filosófico metafísico: “A correlação de forças somos NÓS, trabalhadores, que fazemos!!” OK, se tudo depende unicamente da vontade de nós, trabalhadores, façamos já tudo que resolve os problemas criados pelo capitalismo, façamos já a Revolução Socialista! Em uma passagem do clássico filme italiano sobre movimento operário ("A classe operária vai ao paraíso"), um militante trotsquista explica sua singela tática/estratégia de luta: “Queremos tudo, e queremos já!”.

Entretanto, ao comentar isso, não queremos de modo algum dizer que os trabalhadores devem se conformar a alguma espécie de “ditadura da correlação de forças”. Não, é claro que não, caso contrário ficaríamos parados, inertes, esperando que a Divina Providência faça cair dos céus uma melhor correlação de forças sem ir à luta, aos movimentos, às greves e às insurreições. Pois é no terreno da luta de classes, da oposição de dois polos em contenda, dialeticamente, que se criam novas correlações entre as forças políticas e sociais.

Como era de se esperar, o encerramento unificado da greve nacional, proposto pelo CNG para ser em 15/07, próxima quarta-feira, foi rejeitado pela maioria da assembleia de ontem. Essa mesma maioria propõe ao CNG-FASUBRA que se obtenha do Governo Federal um “Termo de Acordo de Greve” para a semana que vem, e, só a partir do teor dele, a categoria dos TAE da base do Sinditest voltará a se reunir em assembleia para debate-lo e também a eventual saída da greve. Resta ver como ficam as bases do sindicato do Paraná diante de uma saída em massa das demais IFES do resto do país.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Greve nacional da FASUBRA - o pé da coisa

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A expectativa do Comando Nacional de Greve da FASUBRA, renovado em fins de maio, está voltada para a reunião da terça-feira (2/6), quando os representantes da Federação darão continuidade às discussões sobre os rumos da mobilização e acompanharão os desdobramentos das negociações com o governo federal.

Outro ponto que concentra a atenção da categoria é a resposta ao ofício encaminhado pela FASUBRA-Sindical ao Ministério da Educação (MEC) no último dia 26 de maio. No documento, a Federação comunicou a aceitação das propostas apresentadas pelo MEC, mas destacou a necessidade de avanços em questões consideradas fundamentais para a categoria.

Entre os principais condicionantes apresentados pela entidade estão a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), pauta histórica dos técnico-administrativos em educação, além da definição de um cronograma para o funcionamento dos Grupos de Trabalho (GTs) responsáveis por aprofundar temas estratégicos relacionados à carreira e às condições de trabalho.

A expectativa da Federação é que o ministério apresente em breve um posicionamento sobre os pontos levantados, contribuindo para o avanço das negociações e para a construção de uma solução que contemple as demandas da categoria e com isso apontando o final do movimento paredista.
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Fonte: FASUBRA-Sindical, de 2/6/2026

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Greve Nacional dos TAE em fevereiro?

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Passado o carnaval deste ano, a partir de 23/02 pode começar uma greve nacional dos servidores técnico-administrativos das Universidades Federais, a depender de debates e votações de uma Plenária da FASUBRA que acontece em Brasília, em 24-25/01 de 2026.

Chamada a base do Sinditest a debater o assunto, a direção sindical convocou uma assembleia geral presencial, que ocorreu na manhã de hoje, 19/01, na Sala 1 do Anexo B do HC. As 42 pessoas presentes não chegaram a debater mais a fundo os motes da proposta de ida à Greve Nacional: no geral o cumprimento pleno do Acordo da greve passada, com destaque para a implementação do processo de RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências) conforme os debates feitos entre CNSC (Comissão Nacional de Supervisão de Carreira) e MIG (Ministério da Gestão e Inovação) ao longo de 2025.

FASUBRA e entidades de base entendem que o debate acumulado com representantes do Governo Federal não foi contemplado no PL 6170/2025 (de dezembro/2025), razão principal pela qual se está propondo a deflagração agora em fins de fevereiro de uma Greve Nacional dos  TAE.

Na Assembleia do Sinditest de hoje, a ampla maioria votou endossando a ideia de uma entrada em greve nacional a partir de 23/02, carreada por esses dois pontos principais da pauta geral de reivindicações: pela implementação do RSC (inclusive podendo abranger aposentados) e contra a reforma administrativa, esta uma proposta do Centrão e extrema-direita do Congresso Nacional para enfraquecer o Serviço Público.

Ao final da Assembleia de hoje, foi eleita uma chapa única de delegados/as afinada com a diretoria do Sinditest, que representarão as bases da UFPR, UTFPR e UNILA na próxima Plenária Nacional da FASUBRA, a qual poderá confirmar a deflagração da greve em fevereiro. Também foi avisado que, depois da reunião que está acontecendo hoje entre FASUBRA e MGI, em Brasília, o Sinditest publicará um vídeo explicando o que saiu dessa reunião (a conferir no site do Sinditest).

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Saberes e Competências dos Servidores Técnico-Administrativos - quem reconhece?

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A Greve nacional puxada pela FASUBRA no primeiro semestre de 2025 tinha como carro-chefe a reivindicação salarial, por algum percentual de reajuste, em que pese um Acordo fechado entre SPF e MGI (Ministério da Gestão) do Lula haver estabelecido que reposições salariais ocorreriam apenas em 2023, 2024 e 2026, mas não em 2025.

Ainda assim, a greve manteve o pleito do reajuste em 2025, já que os percentuais propostos no Acordo acima citado não zeravam as perdas ocorridas nos anos passados, e principalmente o congelamento imposto nas (indi)gestões Temer e Bolsonaro.  Como é sabido, o Governo Federal não atendeu a essa reivindicação, mas, como "consolo", ampliou para mil reais o montante do vale-alimentação dos TAE.

Outra reivindicação destacada naquela greve foi o chamado RSC - Reconhecimento de Saberes e Competências.  Isto é, a regulamentação de um processo pelo qual Universidades e União fazem a identificação de habilidades e conhecimentos que os servidores e as servidoras, ao longo de seu trabalho de muitos anos, hajam adquirido, por experiência prática e reflexão, trazendo aperfeiçoamentos nas rotinas laborais do Serviço Público. 

Ao fim da greve, Governo e FASUBRA acertaram que o período seguinte em 2025 seria dedicado à análise e propostas sobre como normatizar esse processo para implementação do RSC, com impacto em um futuro adicional de salário sobre o vencimento básico.

No entanto, nesse processo de debate e negociação do ano passado, o resultado até agora não foi considerado satisfatório pelo movimento sindical, pela FASUBRA.  Isso foi avaliado na mais recente Plenária Nacional de Sindicatos de Base da FASUBRA, feita no final do ano passado.

Foi expedido pelo Executivo o Projeto de Lei 6.170/2025 em 03/12/2025, que trata do RSC (e de outros assuntos), mas, diz o Governo, ele estaria ainda sujeito a sugestões e alterações a partir de contribuições das entidades sindicais.  Está agendada para 19 de janeiro deste ano uma reunião entre FASUBRA e a ministra Esther do MGI.  Conforme o que sair dessa conversação, pode até ser proposta uma nova greve nacional.

Por isso, o SINDITEST está chamando uma Assembleia Geral presencial, a partir das 09h00 do dia 19/01/2026, que ocorrerá na Sala 1 do Anexo B do HC, cuja pauta inclui os seguintes itens:

1. Informes Gerais;

2. Indicativo de Greve: Avaliação de propostas;

3. Eleição de Delegados e Delegadas para a Plenária Nacional da FASUBRA, que ocorre nos dias 24 e 25 de fevereiro.

Lembramos à base de TAE representada pelo SINDITEST que, seguindo o Acordo feito em 2023, uma reposição salarial da ordem de 3,5% deve ser concedida pelo Executivo em abril deste ano.

quinta-feira, 27 de março de 2025

Greve de 24 horas em 28/03. Razão tem. Como?

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A FASUBRA, depois de sua mais recente Plenária Nacional com os sindicatos de base, em Brasília, indicou fazer uma Paralisação de 24 horas no dia 28 de março, sexta-feira, data motivada pelo fato de que haverá uma mesa de negociação com o Governo Federal em torno de pontos ainda não cumpridos do acordo de greve de 2024.  

É justo que os/as servidores/as nas bases demonstrem, através desta advertência de greve de um dia nas IFES, que querem ver os diversos pontos negociados no final do movimento do ano passado cumpridos.  Entre estes, por exemplo, a implementação do processo do chamado RSC - "Reconhecimento de Saberes e Competências" -, que possibilitará que trabalhadores, a partir de suas experiências laborais em que desenvolveram conhecimentos e capacidades para melhorar os fazeres da Universidade, tenham isso reconhecido pecuniariamente, sem precisar passar por cursos de pós-graduação ou capacitação.

Não obstante a justeza da causa da parada proposta para sexta-feira, no caso da UFPR ela foi deliberada de forma um tanto complicada. E, ao que se vê, também convocada de modo acanhado nos diversos campi da UFPR. 

No referente ao modo como foi "discutida" e votada a paralisação de 28/03, remetemos o leitor a (re)ler a matéria deste Blog, publicada em 24/03, denominada "Assembleia sindical serve pra que mesmo?".  Entendemos que alguns elementos ali comentados servem para compreender certas dificuldades atuais para o movimento.

Forças-tarefa percorrendo todos os campi da UFPR, distribuindo panfletos de chamada da greve de um dia, agitos com caminhão de som, assembleias menores em setores e unidades desta IFES explicativas da situação corrente e outras formas de mobilização - viu-se isto nos dias desta semana?  Vimos cartazes de convocação espalhados em paredes por aí, como o que ilustra esta matéria, colado no térreo do Edifício D. Pedro I.  E então?