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sábado, 10 de setembro de 2016

CTB convoca servidores à luta contra o desmonte do serviço público

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Servidores públicos das três esferas de poder estão mobilizados contra uma série de projetos em tramitação no Congresso Nacional que promovem o desmonte do serviço público no Brasil e retiram direitos dos trabalhadores da área. O funcionalismo público vai entrar em crise se passarem as medidas colocadas em pauta pelo governo Michel Temer, que pretende pagar a conta da crise sacrificando o trabalhador.

Em defesa dos servidores públicos, a CTB apoia estas categorias e vem realizando atividades nos municípios, estados e Distrito Federal, com o objetivo de conscientizar e mobilizar a classe para combater projetos de lei que retiram direitos trabalhistas e sociais, penalizando os trabalhadores e os serviços prestados à população.

Outras centrais, entre elas a NCST, UGT, CUT, Força Sindical, CSB, somaram-se à luta e o movimento criou a Jornada Nacional de Lutas, com um calendário de mobilizações para denunciar os ataques ao serviço público, expressos por propostas nocivas como a PEC 241 (que congela gastos públicos por 20 anos e reduz recursos para servidores e as áreas de Saúde, Educação, entre outras), o PLP 257 (que ataca estruturalmente os trabalhadores e o serviço público, com redução, entre outras coisas, de despesas com pessoal) e o PLS 559 (que pode extinguir o serviço público no Brasil).

A CTB encabeçou a construção do Movimento Nacional em Defesa do Serviço Público, constituído por centrais sindicais e confederações, entre elas a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB). A Jornada Nacional de Lutas, ocorrerá de 12 a 15 de setembro, em Brasília, com o intuito de envolver trabalhadores públicos e privados do Brasil, bem como dialogar com a sociedade acerca das ameaças impostas pela agenda neoliberal do novo governo.

Em campanha no Congresso, a CTB obteve o apoio de parlamentares, entre eles, o senador Paulo Paim (PT-RS) e a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), para a criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, que será lançada nesta terça-feira (13), às 14h, no Senado.

Realizamos diversos atos na Câmara, Senado, nos estados, numa campanha intensa contra o retrocesso de direitos promovidos por estas propostas em tramitação. A CTB atua incansavelmente para barrar esses projetos nefastos que visam acabar com o funcionalismo público no Brasil. Nossa central seguirá firme na luta em defesa da classe trabalhadora e do País”, declarou João Paulo Ribeiro (JP), Secretário de Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da CTB.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Joãozinho Sabe Tudo e Poliana

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Iam por uma trilha na selva de um morro de Quatro Barras o Joãozinho-Sabe-Tudo (JST) e sua colega da UFPR Poliana. A certa altura, deparam-se com uma encruzilhada, onde há uma placa: “Cuidado com as vespas”. 


- E agora, JST? Por onde ir? 

- Vamos por aqui, querida! Mas, é claro!

Andam umas dezenas de metros e são atacados por um enxame de vespas furiosas, que lhes metem dezenas de ferrões, obrigando a loucamente correr de volta para a encruzilhada. 

Pegam o outro caminho, andam e andam, amargando as dores das picadas, até que surge nova encruzilhada, com um tablete fincado no chão, onde se lê: “Cuidado, areia movediça mais adiante”. 

Poliana pergunta a JST: “E agora, por onde ir?” 

JST, sempre seguro, aponta o rumo: “Vamos por ali”. 

Depois de umas quantas passadas, subitamente começam a afundar no solo movediço, debatem-se, gritam por um socorro que não existe. Por sorte, JST está gordo o suficiente para sustar o afundamento, consegue se agarrar num galho de árvore e com isso se salva a si e a Poliana, que já estava só pelo pescoço.

Retornam ao caminho original, vão pela outra via, segura, caminham e caminham, até que se defrontam com outra encruzilhada, com uma plaqueta onde está inscrito: “Eleição para Reitor da UFPR”. 

Joãozinho-Sabe-Tudo pontifica:
- Pela direita, querida!! Com meu aplicativo zap-záki, a gente acha o rumo!

Poliana bota as mãos na cintura e rechaça na hora:
- Ah, JST, desta vez nem fodendo, cara!  Vou pelo outro lado, e já!

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Joãozinho Dããã Tudo e ciberconfusões

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Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, garante que postagens de perfis falsos (“fakes”) em sua rede social facilmente permitem saber o número de IP da máquina de origem, se autoridades fiscalizadoras do ciberespaço lhe pedirem para revelar.

Como vocês sabem, o “Coletivo de Investigadores Joãozinho-Sabe-Tudo” (e seus heterônimos Lourenço, Murilo etc) é um perfil falso voltado a caluniar e criar intrigas contra membros da comunidade da UFPR, escondendo-se no anonimato. 

Joãozinho Onisciente, apoiador da chapa 2 de situação Zakista à reitoria, precisa ficar mais esperto e não postar suas doideiras anônimas a partir de computadores da UFPR. Ou...

Professor universitário celebra cegueira de estudante que participou de Ato pelo Fora Temer

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Professor da Unesp celebra a perda da visão da jovem Débora Fabri, de 19 anos: “Pode ficar cega, se for petista é uma boa notícia”. Após receber inúmeras críticas, inclusive dos próprios alunos, o docente bloqueou a postagem e o seu perfil. A universidade divulgou uma nota de repúdio.


O professor universitário Jairo José da Silva (foto acima) comemorou em seu perfil no Facebook o fato de uma garota ter ficado ferida durante os protestos contra o presidente Michel Temer (PMDB), em São Paulo – a jovem perdeu a visão do olho esquerdo.

De vez em quando tem notícia potencialmente boa. Uma garota ficou ferida na esbórnia pró-Dilma em São Paulo. Pode ficar cega. Se for petista é uma boa notícia, mas não vai fazer muita diferença, já que já são cegos como toupeiras”, escreveu.

Jairo José da Silva é professor aposentado de Matemática do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp de Rio Claro e aparece no site da Unicamp na relação de docentes do CLE (Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência). De acordo com seu currículo Lattes, ele possui graduação em Física pela Unesp, mestrado em Matemática pela USP, livre-docência em Lógica Matemática pela Unesp e doutorado em Filosofia pela Unicamp.

A postagem do docente gerou revolta nas redes sociais. Uma usuária do Facebook comentou e comparou o texto com os pensamentos de Hitler. “Não adianta de nada ser doutor e ter um caráter falho..”. Outros chamaram o docente de fascista, condenaram a atitude dele e pediram para que ele fosse denunciado.

O texto foi postado durante a madrugada, mas por volta das 13h da última sexta (02) ganhou repercussão. Cerca de 20 minutos depois de receber várias críticas, o professor bloqueou o acesso público à página e escondeu as publicações.

A manifestante Deborah Fabri, 19, foi atingida por uma bomba da PM (Polícia Militar) na última quarta-feira (31/08), no centro de São Paulo. Em uma rede social ela postou: “Oi pessoal estou saindo do hospital agora. Sofri uma lesão e perdi a visão do olho esquerdo mas estou bem. Obrigada pelas mensagens e apoio logo logo respondo todos!!!”.


ADUNESP
A Associação de Docentes da UNESP divulgou uma nota de repúdio:

A ADUNESP manifesta veementemente seu repúdio às declarações do Sr. Jairo José da Silva, servidor da UNESP Campus de Rio Claro, sobre a violência sofrida pela estudante da UFABC, na ação de brutalidade da força policial (Polícia Militar) do estado de São Paulo, a quem nos recusamos tratar por professor.

Consideramos que suas declarações aviltam os princípios desta atividade social, quais sejam: formar cidadãos críticos, tolerantes e que compreendam a necessidade de respeitar as diversidades e construir uma sociedade mais justa e com valores de solidariedade e bem comum.

As expressões “de vez em quando tem notícia potencialmente boa. Uma garota ficou ferida no ato pró-Dilma em São Paulo”, “pode ficar cega”, “toupeira” denotam a vileza de seu espírito.

Em primeiro momento nossa compreensão é que este tipo de vilania deveria ser ignorada, a dar notoriedade e luz a quem não às tem por formas virtuosas.

Por sua vez, o desrespeito, a intolerância, a ausência cognitiva acerca da importância da diversidade e das diferenças, de desconhecimento de seu papel social, exigem sua reprovação e repúdio, bem como dissociar tal comportamento do conjunto dos professores desta unidade universitária e associação sindical e, sobretudo, ratificar a importância da liberdade de ação política como princípio que impõe limites necessários ao abjeto, à desonra, ao desumano e à desconstrução de uma sociedade fraterna e socialmente justa.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Campus Palotina recebe debate histórico mas tem candidato a reitor que reclama

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Tem candidato a reitor da UFPR cuja ferramenta essencial de trabalho profissional é a palavra, mas anda reclamando de ter de usá-la "demasiadamente" na campanha e nos debates com seus contendores.

A direita conservadora do Congresso Nacional reduziu pela metade o tempo de campanha eleitoral deste ano dos candidatos a vereador e prefeito.  Espera com isto informar e esclarecer menos os eleitores em geral, e também favorecer os próprios candidatos conservadores e reacionários que tenham maior poder econômico.  Torcemos para que a maioria do eleitorado reprove em outubro os candidatos conservadores e do poder econômico em todo o Brasil.

Na contramão dessa visão de conservadorismo do Congresso repleto de golpistas, a CPC (Comissão Paritária de Consulta), organizadora da eleição direta da Reitoria da UFPR, estipulou que a campanha podia começar já no final de junho, depois da inscrição das candidaturas, e propôs sete debates oficiais, sendo três deles no interior e o restante em Curitiba.

Ora, por que um candidato que se autoproclama com perfil progressista à reitoria fica a prantear lamúrias contra o "excessivo" tempo de campanha e o "exagerado" número de debates?  Para quem se julga mestre na esgrima de palavras, esse candidato deveria ficar animado por poder chegar a todos os rincões onde a UFPR hoje funciona e também debater plenamente suas ideias sobre a Universidade que ele diz ser "sua vida".

Contudo, não.  O candidato que até agora recusa expor transparentemente sua ficha funcional e rendimentos na internet tem reclamado.  Foi assim no debate online no jornal Gazeta do Povo, de cujo vídeo extraiu trechos para difundir "pegadinha" contra o adversário.

A CPC realiza amanhã o quinto debate entre os reitoráveis, desta vez na distante Palotina. De novo, como nos casos da UFPR-Litoral e de Jandaia do Sul, o de Palotina também grava seu marco histórico.  Palotina fica longe, é claro, mas também É UFPR.  Se um candidato a reitor faz beicinho por ter de se deslocar até lá para um debate próprio de um processo democrático, quantas vezes ele pretende visitar o campus avançado caso eleito reitor?

Um verso de Milton Nascimento diz que "todo artista tem de ir aonde o povo está".  Todo verdadeiro democrata também tem de gastar sola de sapato para ir em qualquer canto onde o povo de uma comunidade de 50 mil almas está, espalhadas por Curitiba e pelo interior do estado.

Dilma sai da presidência muito maior do que entrou

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Parecia que a melhor hora de Dilma tinha sido seu discurso na véspera do julgamento final do Senado.  Mas não.  Em clareza, grandeza, Dilma se superou na entrevista que concedeu pouco depois de definido o golpe.

Por Paulo Nogueira, no DCM

Ela declarou guerra ao golpe.  Não guerra no sentido militar convencional. Ninguém está falando de pegar em armas ou coisa do gênero.

Trata-se de guerra política.

O primeiro e essencial passo é dar às coisas o nome que elas têm, sem lantejoulas e sem metáforas.  Uma amostra do que Dilma disse com a contundência indispensável:

1) É golpe. É golpe parlamentar, mas é golpe. Com exclamação.

2) Por trás do golpe estão as velhas forças conservadoras de sempre, os reacionários que conspiraram contra Getúlio, JK, Jango, Lula e, finalmente, a próprio Dilma.

3) Os golpistas tiveram uma contribuição milionária da “imprensa facciosa”. De novo, é uma repetição de golpes anteriores, em que a mídia foi invariavelmente protagonista na destruição da democracia.

4) Temer é um usurpador que levou ao núcleo do poder o que existe de mais corrupto e atrasado na política brasileira.


Ficou claro que, daqui por diante, as forças progressistas mostrarão o mar de lama da plutocracia nacional.

Isto tem o poder de mudar a história. A narrativa golpista, de Getúlio a Dilma, sempre se alicerçou no combate — farisaico, cínico, mentiroso — à corrupção.

As delações comprovaram que os principais tagarelas anticorrupção são exatamente os homens mais corruptos da vida pública nacional.

O caso mais simbólico é o de Aécio: jamais ele terá condições de falar em corrupção, como fez a carreira toda, sem provocar gargalhadas ao redor.

Aécio se tornou um ícone da corrupção plutocrata das mesmas dimensões de Eduardo Cunha.  Ele roubava, só que ninguém noticiava na mídia plutocrata.

Aécio parece ainda viver numa realidade paralela. Numa entrevista nesta quarta aos amigos da Globonews, citou o eminente senador Cássio Cunha Lima como um expoente do universo político brasileiro.

Ora, ora, ora.

Cunha Lima é um corrupto notório. Foi cassado como governador da Paraíba e só conseguiu concorrer a senador porque a lei da Ficha Limpa só passou a valer depois da eleição. Não bastasse isso, um homem de sua equipe teve que jogar dinheiro do alto de um prédio para evitar um flagrante de compra de votos. Pobres paraibanos ganhavam dinheiro de Cunha Lima para votarem nele. O episódio passou à história como o caso do Dinheiro Voador.

Esta é a probidade dos plutocratas.

Sabe-se agora quem são os reais corruptos, os parasitas que tomam dinheiro público para montar patrimônios bilionários e deixar o Brasil eternamente na condição de um inferno da desigualdade.

Dilma jogou luzes onde sempre houve sombras. Os ladrões são aqueles que todos nós conhecemos, e que se fazem de paladinos da moral para enganar a sociedade e assim poder roubar cada vez mais.

Para a democracia brasileira, a fala de Dilma como ex-presidente é algo que traz esperanças em doses colossais para que deixemos um dia de ser a republiqueta das bananas a que os plutocratas querem nos sujeitar pela eternidade.
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Fonte: texto do DCM; charge de Carlos Latuff.

domingo, 28 de agosto de 2016

Joãozinho-Anta-Sabe-Nada e sabe menos quando apoia um candidato

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Há algum tempo a comunidade da UFPR tomou conhecimento de uma personagem anônima na rede Facebook designada "divinamente" Joãozinho-Sabe-Tudo, que costumava fazer postagens agressivas contra a gestão Zaki Akel.  Evidentemente, tratava-se de alguém demitido da gestão Akel por incompetência e louco de raiva para se vingar do ex-patrão.

Nesta atual disputa pela reitoria, curiosamente a personagem JST se une a seu ex-patrão na medida que apoia o candidato de situação Ricardo Marcelo, claramente apoiado por Zaki Akel.  Que dureza, hein, JST? Deu duro, tome um Dreher.

Após ter sensações estrambólicas nas regiões coccígicas com a pegadinha imbecil da "RIDESA", no debate do auditório de C. Agrárias, o JST resolveu partir para atacar uma proposta da anterior bancada de técnicos do COUN, o FORTAE.  Ora, o Fórum dos TAE nos Conselhos nada mais era que mais um espaço democrático onde os servidores que estão em conselhos departamentais e setoriais poderiam socializar suas experiências, inclusive em sinergia com o Sinditest. Uma proposta para aumentar a democratização do debate na categoria, sem contradição com a criação das OLTs do Sinditest. Mas para a anta do JST é contraditória...

Aí a anta JST - que hoje está no CoUn - ataca a ideia como algo absurdo. E nós nos perguntamos o quanto essa anta tem democratizado para a base da categoria o que rola nos debates do COUN?  Não saberemos porque a anta prefere guardar para si.



Este Blog tem um editor conhecido - sem medo de expor suas ideias - e fazemos um desafio para Joãozinho-Sabe-Tudo: tem coragem, apareça à luz do dia pro pau!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Reitoráveis da UFPR: aumenta troca de farpas a cada debate

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Mesa do debate esta manhã no HC

Pouco seria de se esperar que, numa eleição bipolarizada, a temperatura da contenda entre as chapas se mantivesse morna.  Hoje, no debate dentro do Hospital de Clínicas, houve momentos ultrapassando as condições normais de temperatura e pressão.  

Por exemplo, quando o candidato Ricardo Marcelo, apoiado pela atual administração Zaki Akel, enrubesceu diante do questionamento sobre ter obrigado os servidores em greve da biblioteca de Direito a trabalhar no movimento do ano passado.  Não adiantou o candidato de situação corar, estalar as artérias do pescoço e bradar "É mentira!", porque o caso na época (Agosto/2015) ficou bem documentado, inclusive em matéria deste blog (clique aqui para refrescar a memória).  Sobre isto, falaremos em detalhe mais adiante.

Plateia lotou anfiteatro do HC 

Outro aspecto a tirar o sono da dupla chapa-branca Ricardo/Graciela é o fato de a chapa de oposição Sunye/Andrea há dias já ter aberto na internet seus dados de ficha funcional e de imposto de renda, dando exemplo de transparência.  Até agora, atitude idêntica não se viu da parte da Chapa 2 Ricardo/Graciela.  Com isto, fica visível o contraponto entre transparência retórica (de papo) e transparência na prática.

O próximo debate será na longínqua Palotina, em 1. de setembro.  Qual chapa irá de jatinho e qual chapa irá encarar a estrada de carro, como no caso do debate em Jandaia do Sul no último dia 11/08?

Depois de Palotina, os debates finais serão no Centro Politécnico, em 15/09, e no auditório da Reitoria, em 19/09.  Muito mais faíscas serão produzidas até a eleição direta em 27-28 de setembro.  Faz parte da democracia.

Caravana a Brasília dos SPF em setembro contra a perda de direitos e o ajuste fiscal

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Reunidos na terça-feira, 23, na sede do ANDES-SN em Brasília, os membros do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) definiram realizar uma Caravana Nacional com acampamento em setembro. 

O evento almeja reunir milhares de servidores públicos federais de todo país nos dias 12, 13 e 14 de setembro em Brasília, contra o Ajuste Fiscal (PLP 257/16 e PEC 241/16), a reforma da previdência, as privatizações e em defesa de salários, direitos e emprego.

No dia 12, será organizada a caravana com acampamento na Esplanada dos Ministérios. A grande marcha acontece no dia 13, no Eixo Monumental, até o Congresso Nacional.

Para encerrar as atividades, no dia 14 será realizada uma Reunião Ampliada do Fonasefe com todos os caravaneiros do serviço público para avaliar a perspectiva de greve geral do funcionalismo público, que tem indicativo de início para a segunda quinzena de setembro. 

domingo, 14 de agosto de 2016

Reitoráveis da UFPR debatem nos campi do interior: mais um marco histórico

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Mesa do debate em Matinhos - da esquerda para a direita: 
Andrea & Sunye; o mediador; Ricardo & Graciela

Atendendo a um clamor antigo propalado por este Blog, a Comissão Paritária de Consulta (CPC) definiu uma agenda com vários debates oficiais entre as chapas postulantes à eleição direta para a reitoria da UFPR.  O apelo por mais debates - em que pese sacrificar um pouco mais os/as candidatos/as com os deslocamentos - é uma medida de contrapeso à marquetagem eleitoral ainda bastante empregada nas campanhas da reitoria e abusada pelo atual reitor em 2012.

Inédito nas três décadas de eleições diretas de reitor é a ocorrência dos debates nos ditos campi avançados no interior do estado.  Desta vez, o primeiro do ciclo de sete debates ocorreu em 4 de agosto na UFPR-Litoral, em Matinhos.  Um confronto ainda não tão aceso, onde as chapas contendoras pareciam mais estar se estudando e preservando. E no qual a própria CPC organizadora também testava o formato de debate, consensuado entre os disputantes.

Apesar disso, valeu a pena. Foi o primeiro evento desse tipo na cidade litorânea de Matinhos.  Fica para a história mesmo.  Para assistir à íntegra do debate do Litoral, gravado pela TV-UFPR, clique neste link.

Mesa do debate em Jandaia do Sul

O segundo debate no interior deu-se no último dia 11, em Jandaia do Sul, norte do Paraná, numa sala acanhada para o porte do evento, refletindo uma das dificuldades desse campus, que não tem sede própria.  

O próximo encontro de candidaturas em campus do interior será em Palotina (incluindo o pessoal de Toledo), marcado para 1. de setembro, a partir das 14 horas.

Mas o eleitorado da capital já terá chance de ver as chapas concorrentes no próximo dia 18/08, em auditório do Setor de Ciências Agrárias, às 14 horas.

Para mais informações, visite o site da CPC.

Ciro Gomes em Curitiba: “Temer é traidor, corrupto e salafrário”

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O presidenciável Ciro Gomes (PDT) disse na noite deste sábado (13), em Curitiba, que o interino Michel Temer (PMDB) é “traidor, corrupto e salafrário”. Assista ao vídeo completo da palestra de Ciro clicando neste link.

Ciro começou a palestra no Circo da Democracia puxando um “Fora Temer”, incendiando a plateia na tenda instalada em frente à escadaria da Universidade Federal do Paraná.

O moralismo é a ferramenta dos canalhas”, disse Ciro Gomes olhando em direção ao prédio da faculdade de Direito onde leciona o juiz federal Sérgio Moro.

Além de bater sem dó em Temer, o pedetista também abriu fogo contra Marina Silva (Rede) e José Serra (PSDB).

Temer e Serra são agentes infiltrados dos EUA, segundo relatórios do Wikileaks. Eles focam agora no pré-sal”, denunciou.  Quanto a Marina, Ciro ironizou que ela enrola um chalezinho e disfarça falando sobre ecologia. Mas, segundo ele, defende a independência do Banco Central.

Durante todo a palestra, Ciro só chamava Temer de “tinhoso” [diabo] para o delírio da plateia.  “O tinhoso trocou o Bradesco pelo Itaú no Ministério da Fazenda”, afirmou, referindo-se à troca de Joaquim Levy (Bradesco) pelo ministro interino Henrique Meirelles.

Ao fuzilar a pedalada (déficit) de R$ 170 bi que Temer promove no orçamento, Ciro Gomes previu que o povo vai “tomar na testa” CPMF e aumento da CIDE — o imposto da gasolina.
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quarta-feira, 27 de julho de 2016

UFPR em peso no evento com Jose Mujica

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O ginásio do Círculo Militar, na manhã de hoje, ficou lotado com cerca de 3.500 pessoas atraídas principalmente pela presença do ex-presidente uruguaio Jose "Pepe" Mujica.  Destes, 1.350 eram da comunidade da UFPR, entre alunos e servidores TAE e docentes, segundo informou a organização do evento denominado "Democracia na América Latina".  O patrocínio e organização foram do Laboratório de Cultura Digital.

O Encontro foi aberto por uma orquestra que executou quatro peças musicais, começando pela famosa "Al otro lado del rio", do uruguaio Jorge Drexler, tema do filme "Diários de Motocicleta" e ganhadora do Oscar de melhor canção de 2005.  Também na abertura, a enorme plateia bradou palavras de ordem de "Fora Beto Richa" e "Fora Temer", com muito ímpeto contra o governador massacrador e o presidente interino golpista.

A professora Andrea Caldas, diretora do Setor de Educação da UFPR, mediou o seminário, cuja mesa contou, além de Mujica, com a historiadora Heliana dos Santos, a professora Livia Morales, da UNILA e o professor da UFABC Gilberto Maringoni.

Pepe Mujica (com as mãos nos joelhos), entre outros palestrantes

Entre tantas passagens dignas de nota de sua intervenção, Mujica assinalou que "não se trata de apenas lutar por democracia, mas por uma nova civilização", criticando que a atual organização societária sob domínio da ideologia capitalista individualista, enquanto leva milhões ao desemprego e à miséria, estimula o hiperconsumismo como modo de vida.

Comentou o ex-presidente que sua geração de revolucionários acreditava que nacionalizar os meios de produção e promover distribuição mais igualitária das riquezas produzidas bastaria para gestar o "novo homem" (de que tanto fala Antonio Gramsci), mas que pensar assim (simploriamente) foi um erro.  Fundamental, disse o octogenário político, para de fato alcançar uma nova civilização é, concomitantemente àquelas medidas, transformar a cultura na mente de cada um, enquanto apontava com o indicador para a própria cabeça.  Para o que é imprescindível um longo esforço de educação e conscientização política, um trabalho de várias gerações.

A TV-UFPR não conseguiu fazer transmissão ao vivo do evento, mas em breve deve estar disponível um URL com a gravação integral para os que não puderam estar presentes.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Fora Temer é em 31 de julho na Praça 19, à tarde

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Enquanto se assiste aos movimentos coxinhas (como o MBL do fascista mirim Kim Kataguiri) desistindo de fazer o ato pró-golpe que eles mesmos marcaram semanas atrás para 31 de julho, as Frentes AntiGolpe de Curitiba confirmam seu Ato pela Democracia para essa mesma data.  Não se sabe ao certo se algum desses movimentos fascistoides, movidos a gás de coxinha otário, vai realizar seu ato na praça Santos Andrade no domingo

Porém, o ato das Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular está marcado para a Praça 19 de dezembro, centro de Curitiba a partir das 14 horas.  É mais um momento para retomada das mobilizações para derrotar o impeachment, que terão muitos momentos importantes no mês de agosto, inclusive uma marcha com acampamento em Brasília no final desse mês.

No mesmo dia 31/07, também haverá mobilizações pelo #ForaTemer em vários outros estados.

Temer pretende reforma da previdência igualando funcionalismo e setor privado

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Ainda que em forma "muito embrionária", segundo o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, a proposta para um regime único na reforma da Previdência pode ser incluída no projeto que será enviado ao Congresso ainda neste ano. O pedido foi feito pelo presidente interino Michel Temer, de acordo com o ministro. "Ele (Michel Temer) pediu: façam um estudo para ver se não é possível neste momento, mesmo que a gente tenha uma transição longa, nós caminharmos para um regime único. Lembrou, e ele é um constitucionalista, que todos os brasileiros são iguais perante a lei", disse Eliseu Padilha, após receber a medalha Mérito Santos Dumont em almoço servido no Comando da Aeronáutica.

Padilha afirmou, ainda, que concorda com uma reforma previdenciária que se aplique a todos: "É o que ele (Temer) diz, e este seria meu desejo". O estudo pedido pelo presidente interino ainda está em curso, e quando for finalizado será levado ao grupo de trabalho da reforma da Previdência, representado pelos ministérios da Fazenda, Planejamento, Trabalho, Desenvolvimento Social e Agrário, Casa Civil, além do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em nome das centrais sindicais.

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Fonte: Estado de Minas via Blog do Servidor

sexta-feira, 22 de julho de 2016

FUNPAR do HC ameaçada e a nova reitoria

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A Diretoria do Sinditest, preocupada com o futuro de seu curral eleitoral, chamou um dos candidatos a reitor na eleição direta de setembro deste ano para debater o futuro imediato da categoria em extinção. O que ele pode garantir? 

O reitor atual chorou lágrimas de crocodilo em plena assembleia da Funpar, anos atrás, defendendo o emprego dos funparianos. Hoje, o quadro nacional está péssimo para pagar terceirizados e similares.  Por falta de repasses da União, a UFPR atrasa pagamentos de fornecedores e salários de terceirizados.

Ricardo Marcelo, herdeiro dos órfãos de Mulinari (que não teve coragem de sair candidato), vai prometer e chorar o quê?  O quadro atual de golpe de Estado com o usurpador Temer, caso confirmado, projeta um inferno para os trabalhadores em geral e para os funparianos em particular, sob risco de demissão em massa, sem dó.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Dilma em Curitiba em 8 de agosto

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A Frente Brasil Popular é uma das articulações nacionais formada por centenas de entidades que lutam contra o golpe do impeachment, pelo #ForaTemer.  Um  grupo derivado da FBP, o "Advogados pela Democracia", teve a iniciativa de reciclar uma boa experiência dos anos 80 e lançou o "Circo da Democracia" no último dia 11, na Faculdade de Direito da UFPR.

O circo será mesmo uma imensa lona montada na Praça Santos Andrade, defronte ao prédio histórico da UFPR. Ali se desenrolará uma ambiciosa programação com presença de figuras políticas e artísticas de âmbito nacional e local, de 5 a 15 de agosto, todos os dias.   A tenda circense abrigará eventos e debates políticos, culturais, artísticos, incluindo apresentações tipicamente circenses.

Já está praticamente confirmada a presença da presidenta Dilma Rousseff na noite de 8 de agosto no circo, como parte da programação propriamente política.  No dia seguinte, o Senado iniciará o rito da votação final do golpe do impeachment, cujo desfecho está previsto para o fim de agosto.  Assim, a presença de Dilma em Curitiba se reveste de grande importância na mobilização para barrar o golpe e remover o usurpador Temer.


As atividades do Circo da Democracia são apoiadas por todas as frentes de luta antigolpe do Paraná: Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, Cultura Resiste e CWB Contra Temer.

Mega-racha nacional do PSTU e fragmentação de correntes no Sinditest

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Era uma vez?

O período 2014-2015 da diretoria do Sinditest foi de completo domínio da linha política do PSTU, ao qual se filiavam os principais diretores, a começar da presidente Carla Cobalchini. Nessa gestão, o Sinditest virou o típico “aparelho” sindical partidarizado, filiando-se à “central” sindical do PSTU (Conlutas), ao Instituto de Estudos do PSTU (ILAESE) e tendo por advogado o presidente estadual do PSTU.  Além de favorecer somente o movimento estudantil (ANEL) e o de mulheres (MML) animados pelo PSTU.

No final de 2015, receando perder a eleição, o grupo do PSTU teve que se aliar ao PSol do antigo diretor Bernardo Pilotto e a grupos independentes outros sem coloração partidária conhecida. Venceram, com certa dificuldade, a eleição contra uma oposição que se dividira em duas chapas.

Logo nos primeiros meses de 2016, já surge uma primeira dissidência: três diretores do sindicato assumem agora pertencer ao desconhecido MAS (Movimento Ao Socialismo).

Mas é no começo de julho que estoura a maior boiada saindo do PSTU: cerca de 700 militantes, em vários estados do país, anunciam seu desligamento da sigla partidária e a formação de um certo movimento para “arrancar alegria ao futuro”.  Do Paraná, cerca de 30 ex-filiados assinaram o “Manifesto” do novo coletivo, a quem chamaremos os “neoalegres”.

Do Sinditest, subscrevem a desfiliação do PSTU os coordenadores José Carlos Assis (coord. Geral), Carla Cobalchini (coord. Imprensa), Mariane Siqueira (coord. Finanças) e a funcionária administrativa Januza.  Assim, parece ter sobrado só o diretor Márcio Palmares como filiado orgânico do partido do inflexível nefelibata Zé Maria...

A razão do mega-racha nacional do PSTU?  A mais importante e evidente é a constatação da inaplicabilidade da orientação lunática desse partido de usar a palavra-de-ordem “Fora Todos”, que imobiliza e isola os militantes que tentam defender isso.  Enquanto todas as esquerdas estão mobilizadas e unidas para derrotar o golpe sob a bandeira de “Fora Temer”, o bandinho do PSTU berra “Fora Todos” só para eles mesmos, favorecendo indiretamente a direita golpista.

Já para os que saíram, é aquela velha cantilena típica da história dos numerosos grupos trotsquistas que já se formaram, racharam e desfizeram no Brasil ao longo de décadas: "agora sim vamos criar a verdadeira organização revolucionária brasileira".  Até o próximo racha. 

Citamos esse acontecido para entendermos se, num futuro breve, assistirmos a confusões no sindicato, devido aos embates entre as várias correntes ali formadas (até agora).  Por exemplo, já parece ter surgido dissensão acerca da permanência do advogado Avanilson Araújo, que estaria com bilhete azul para dezembro deste ano. 

Avanilson é presidente estadual do PSTU e em 2015 já recebia uma boa quantia por serviços de retorno questionável para a categoria.  Não sabemos sua remuneração atual porque faz tempo que a diretoria deixou de publicar com transparência os balancetes trimestrais que prometeu em campanha eleitoral.

Enfim, o “aparelho” sindical agora é cobiçado por muitos grupos (PSTU, PSol, MAS, NeoAlegres, independentes variados). Quem paga a festa são todos os filiados, sem saber bem o quê nem como. 


Vote e foda-se bem, sob os auspícios da FIEP, UFPR e Gilmar Mendes

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A UFPR oficialmente associou-se a um consórcio de entidades da burguesia patronal do Paraná, tendo a golpista FIEP à frente, num chamado Movimento “Vote Bem”. Assim, o site da Universidade estampa um convite para o lançamento do dito movimento, a realizar-se numa sede da FIEP na Av. das Torres, na próxima sexta-feira.


E quem é o ilustre palestrante a vir dar “luzes” aos paranaenses sobre como “votar bem”? Nada menos que o juiz mais parcial, mais claramente tucano (PSDB-MT) e de direita, mais cafajeste e crápula do país – Gilmar Mendes, hoje lamentavelmente também presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Sim, o mesmo Gilmar que, em vez de respeitar a toga do STF e só se pronunciar nos autos dos processos, adora os holofotes da grande mídia venal burguesa (também golpista) para dar pitacos sobre quase todos os assuntos da vida brasileira. Recentemente, sem perguntar a nenhum colega seu do STF, repudiou a condenação de juízes da Turquia que apoiaram a tentativa frustrada de golpe de Estado naquele país. Gilmar teme que a coisa possa ocorrer no Brasil com os juízes que, como ele, apoiam o golpe do impeachment que tenta manter o medíocre Temer no poder?

Sim, o mesmo Gilmar Mendes que, em menos de dois dias, deu dois habeas corpus para libertar o banqueiro bandido Daniel Dantas, preso na Operação Satiagraha pelo delegado da PF Protógenes Queiroz.

Sim, a mesma vergonha do Judiciário que libertou o ginecologista tarado estuprador Abdelmassih, violentador de dezenas de mulheres, com o que o pervertido logrou fugir e se esconder no Paraguai.

E a entidade patrocinadora-mor, a Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), a mesma que usou aquele ridículo pato amarelo de borracha para fazer campanha pela derrubada de Dilma? Quando hoje sabemos que um dos mega-sonegadores do país (7 bilhões de dívida com a União) é diretor da FIESP, co-irmã paulista da FIEP, ambas disseminadoras do slogan “Nós não vamos pagar o pato”, percebemos aonde quer chegar esse conluio mafioso com seu movimento para doutrinar como “votar bem”...

“Votar bem” para manter nas Câmaras, Prefeituras, no Congresso, os representantes de uma elite burguesa atrasada, preconceituosa e gananciosa. Eis o intuito. Com a finalidade de arrasar os direitos sociais e dos trabalhadores, através de diversos projetos tenebrosos, de inspiração neoliberal, que farão o Brasil regredir décadas nas conquistas inscritas na Constituição. Ou seja, doutrinar e enganar a população a votar em candidatos que depois ferrarão bonito seus eleitores. Vote e foda-se bem depois, isto sim!

O reitor da UFPR – o reitor sem projeto de Universidade, o que quer se dar bem com todos, mesmo com os fascistas e golpistas do estado – contra-argumentará que a UFPR tem que ser plural, acolher todos os pontos de vista etc etc. Sim, a Universidade Pública deve ser plural mas não pode confundir pluralidade com neutralidade aparvalhada sem rumo, que dá margem ao aumento da predominância de quem já tem muito poder. 

Este Blog repudia o co-patrocínio da UFPR a tal movimento e a tal evento que coloca na ribalta um juiz que envergonha o poder judiciário e a entidade golpista FIEP, conclamando democratas e patriotas a escrachar essa vileza.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

O desfecho de Temer será ainda pior do que o de Cunha.

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Fosse o Brasil um país com uma democracia mais sólida e instituições mais isentas, a renúncia de Eduardo Cunha à presidência da Câmara seria recebida como a desmoralização última do processo de impeachment.

Por Carlos Fernandes, no DCM

Responsável pela aceitação de uma denúncia estapafúrdia assinada por gente como Janaína Paschoal, Cunha é a tradução perfeita da ausência de moralidade e de legalidade que permeiam todo o processo que levou ao afastamento de uma presidenta legitimamente eleita.

A sua queda – ainda que com uma demora secular e sobretudo muito longe de ser a que realmente importa: a sua prisão – ratifica sobremaneira o vício e a injustiça do golpe que pretende cassar 54 milhões de votos soberanos.

O fato é que não vivemos num país justo. Aliás, quem mais deveria zelar pela justiça, o Supremo Tribunal Federal, contribuiu irreparavelmente pela desordem e pela instabilidade dos poderes.

Tivesse Eduardo Cunha sido tratado como realmente é, um criminoso internacional e sociopata perigoso, muito provavelmente não teríamos chegado a esse ponto.

A demora do STF em afastá-lo permitiu que um desequilibrado fizesse da casa mais importante da república um instrumento pessoal cuja única finalidade se resumiu a proteger e acobertar toda a sorte de crimes, chantagens e ameaças.

E ainda pior.

Permitiu, com a sua inépcia, que um traidor covarde, através da chancela de corruptos de igual estirpe, ocupasse um cargo que jamais teria pela vontade irrestrita e declarada do povo.

Definitivamente, a única coisa mais afrontosa que Eduardo Cunha na presidência da Câmara é, sem dúvidas, Michel Temer na presidência da República.

Se ainda resta a Cunha o discurso de ter chegado à presidência da Câmara pela via dos votos, nem isso Temer pode alegar. A ilegalidade de sua presidência é ainda mais aviltante e se aprofunda à medida que se aprofunda a ruína de quem deu início a tudo isso.

Humilhado, Eduardo Cunha saiu da presidência que tanto sonhou através de uma carta de renúncia ridícula que nada mais fez do que retratar toda a tragédia que foi a sua gestão.

Michel Temer terá, independente do que aconteça no Senado, um desfecho ainda pior.