-->

terça-feira, 12 de maio de 2009

Debates sobre conjuntura e universidade no terceiro dia do CONFASUBRA

Nenhum comentário:
Mesa coordenadora dos trabalhos do CONFASUBRA

Nesta terça-feira ocorreram debates sobre conjuntura política e sobre autonomia universitária. Os debatedores da conjuntura discorreram sobre a crise econômica mundial do capitalismo, seus efeitos sobre o Brasil e as condições de vida do povo, bem como os riscos que se colocam sobre direitos dos trabalhadores. De um lado e de outro, analistas mais críticos dos feitos do governo federal e outros que reconhecem avanços dos mandatos de Lula mas entendem ser necessário avançar muito mais, debateram como pode o movimento sindical contribuir para que o "pós-Lula" seja um período em que se possa superar de uma vez o modelo neoliberal dominante nessas últimas décadas.

O debate sobre autonomia universitária, ocorrido na parte da tarde, foi marcado por um quiproquó entre um dos palestrantes, o estudante gaúcho Bernardo (ligado a corrente que faz oposição sistemática ao governo Lula), e de outro o atual reitor da UFRJ, Aloisio Teixeira. O reitor, personalidade progressista da esquerda acadêmica, irritou-se com uma insinuação maliciosa de Bernardo de que haveria corrupção na UFRJ, pediu direito de esclarecimento, e, não obtendo, acabou se retirando intempestivamente da mesa, o que gerou um grande tumulto. No final de contas, restou pouca coisa de substantiva nesse debate, que não conseguiu se concentrar no tema da autonomia universitária para gerar propostas.

Amanhã deverá iniciar o debate sobre o novo Estatuto da FASUBRA e as reuniões dos grupos temáticos.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

CONFASUBRA: votação marcante causa primeiro acirramento de ânimos

3 comentários:
Vista das proximidades do local de realização de debates do XX CONFASUBRA, em Poços de Caldas (MG)


Um ponto crucial no XX CONFASUBRA é a decisão de a Federação continuar filiada à CUT ou desfiliar-se, o que divide quase ao meio o plenário dos delegados eleitos. Correntes políticas pró-CUT (a Tribo, a CSD) agiram para que a Comissão de credenciamento dos delegados eleitos vetasse a entrega de crachás de delegado (com direito a voto) para representantes escolhidos em assembléias na UFF (Federal Fluminense) e UF do Pará, alegando irregularidades. O total de delegados nessas duas IFES foi da ordem de 60 pessoas, e a razão da atitude dos grupos pró-CUT é que a ampla maioria dessas 6 dezenas está a favor da desfiliação da CUT.


Deixando de fora os 60 em litígio da UFF e UFPA, os demais delegados na Plenária fizeram hoje uma votação para credenciar ou não tais delegados. A proposta 1 negava credenciamento e foi defendida pelas correntes Tribo e CSD. A proposta 2 considerava legítima a eleição dos delegados paraenses e fluminenses, sendo sustentada pela CSC/CTB e pelo bloco "Vamos à luta".


Apenas pelo contraste visual foi impossível distinguir quem venceu, sendo necessário contar os crachás um a um. A proposta 1 obteve a impressionante contagem de 430 votos. Os momentos finais da contagem de votos para a proposta 2 foi eletrizante quando, faltando poucas pessoas para votar, ela foi se aproximando dos 430 votos e... superou-os por 18 votos de vantagem, isto é, 448 votos no total.


Os setores pró-CUT ficaram acabrunhados diante da comemoração ruidosa da proposta vencedora e dos delegados da UFF e UFPA que ganharam o direito de ter seus crachás de votação, que, na grande maioria, se somarão aos 448 votos no momento de decidir a desfiliação da CUT. Nesse total, foram decisivos os mais de 100 votos dos delegados ligados à Corrente Sindical Classista da CTB (CSC/CTB), que entende que a desfiliação, ao contrário de dividir a FASUBRA, contribui para fortalecer sua unidade interna, na medida em que o atrelamento a uma única central sindical cada vez se percebe como uma coisa forçada.

domingo, 10 de maio de 2009

Maternidade

3 comentários:

..." a maternidade é a plenitude do coração feminino que norteia o progresso.

Concepção, gravidez, parto e devoção afetiva representam estações difíceis e belas de um ministério sempre divino.

Láurea celeste na mulher de todas as condições, define o inderrogável recurso à existência humana, reclamando paciência e carinho,. renúncia e entendimento.

Maternidade esperada.
Maternidade imprevista.
Maternidade aceita.
Maternidade hostilizada.
Maternidade desamparada.

Misto de júbilo e sofrimento, missão e prova, maternidade, em qualquer parte, traduz intercâmbio de amor incomensurável, em que desponta, sublime e sempre novo, o ensejo de burilamento das almas na ascensão dos destinos.

Principais responsáveis por semelhante concessão de Bondade Infinita, as mães guardam as chaves de controle do mundo.

  • Mães de sábios...
  • Mães de idiotas....
  • Mães felizes...
  • Mães desditosas...
  • Mães jovens...
  • Mães experientes...
  • Mães enfermas...
  • Mães da Terra...
  • Mães anônimas...
Mantende-vos, assim, vigilantes e abnegadas, na certeza de que se muitas vezes cipoais e espinheiros são vossa herança transitória entre os homens, todas vós sereis amparadas e sustentadas pela Bênção do Amor Eterno..."

Através de alguns trechos do texto de André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier, prestamos nossa homenagem a todas as mães da comunidade UFPR, parabenizando-as pela sublime missão de SER MÃE!

Delegados do Paraná no XX CONFASUBRA

6 comentários:

Partiu hoje, às 07 horas , ônibus levando a delegação do Paraná rumo ao XX CONFASUBRA, evento que acontecerá na cidade de Poços de Caldas, MG, de 10 a 16 de maio.

Como já noticiamos neste blog, o Congresso Nacional da Fasubra - CONFASUBRA - é um dos eventos mais importantes da entidade, pois é o momento em que são definidos os eixos de luta para os próximos dois anos, e eleita a nova direção da Fasubra.

Os diversos itens do temário congressual são amplamente discutidos, através de Grupos de Trabalho formados pelos delegados lá presentes. No final das discussões nos Grupos temáticos, elaboram-se relatórios com todas as propostas surgidas, os quais são levados à Plenária Geral para votar os pontos que nortearão a próxima gestão da Fasubra, cuja responsabilidade é implementar esse Plano de Lutas.

Deste modo, fica bastante evidente a responsabilidade de todos os delegados em participar, discutir os temas propostos e aprovar as deliberações do Congresso.

Que todos os nossos representantes tenham clareza suficiente para desempenhar, da melhor maneira possível, a função a eles outorgada.


Boa viagem e que Deus os acompanhe!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

"Che" e o sentimento do revolucionário

Nenhum comentário:
" - Que sentimento move um revolucionário?", pergunta a repórter norte-americana.
"- O amor. Amor pela Humanidade, pela justiça, pela verdade", responde Ernesto Che Guevara calmamente.


O diálogo acima está no ótimo filme de Steven Soderbergh, "Che - o argentino", ainda em exibição em cinemas de Curitiba. Recomendamos aos trabalhadores e trabalhadoras da UFPR e UTFPR que o assistam, com olhar bastante crítico. Bom remédio contra o oportunismo, contra a falta de ética, de respeito e de verdade que campeiam no meio sinditestiano.

Chapa de situação eleita na APUFPR

Nenhum comentário:
Contando com ativo apoio de professores ligados à Reitoria, inclusive do vice-reitor Rogério Mulinari, foi eleita ontem, pela pequena diferença de 20 votos de vantagem, a chapa de situação "APUFPR verdadeiramente autônoma e democrática", presidida pela professora Astrid Avila. A chapa situacionista venceu a única chapa de oposição inscrita, cujo presidente era o professor de Estatística Paulo Bracarense. Abaixo o mapa detalhado dos votos de cada chapa nos diversos setores.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Presidente de Sindicato recusa receber documentos de filiada da base

9 comentários:
Pode um Diretor Sindical, presidente de uma entidade representativa de classe, recusar-se a receber documentos, simplesmente por medo de colocar sua assinatura no protocolo de entrega?

Poder até pode, mas o que representa essa atitude?

Foi exatamente o que aconteceu, quando, na manhã de hoje, estive no Sinditest-Pr, com o propósito de protocolar os seguintes documentos:

1) as Atas das reuniões da Comissão de Acompanhamento da compra da nova sede sindical , em virtude do encerramento de seus trabalhos;

2) um requerimento solicitando explicações sobre a omissão de meu nome da referida comissão, quando da elaboração da Ata da Assembléia do dia 04 de março de 2009, na qual foram aprovados 05 membros para essa Comissão: Guaracira Flôres da Silva, Kátia Cristina de Brito, Maria Aparecida de Oliveira, Rita de Cássia Kavulak e Claudio Messias de Albuquerque.

Assim, julguei apropriado levar em mãos ao Presidente ou ao 1. Vice-presidente da Entidade tais documentos, e de fato o sr. Wilson Messias, Presidente, chegou a passar os olhos pelos papéis que eu pretendia entregar. Depois de ler o conteúdo dos documentos, Messias recusou-se a recebê-los, "empurrando" a responsabilidade ao vice-presidente, Antônio Néris, que chegava naquele momento. A alegação de ambos foi que não concordavam com o texto dos documentos e que haviam sido orientados pelo Dr. Paulo Vieira, advogado contratado da Assessoria Jurídica do Sinditest-Pr, a NÃO ASSINAR NENHUM DOCUMENTO. Mesmo eu explicando que se tratava apenas de assinar um protocolo de recebimento, Messias e Antonio Neris rechaçaram o mero recebimento dos papéis.

O Presidente Wilson Messias chegou ao cúmulo de inventar uma suposta prerrogativa que lhe conferiria o Estatuto da entidade quanto a ter o presidente o direito exclusivo de designar para Comissões os nomes de quem ele bem entender.

Espantada com tal demonstração de autoritarismo, perguntei ao sr. Presidente se ele podia manipular nomes de uma Comissão:

- mesmo que esses nomes tenham sido aprovados em uma Assembléia?

- mesmo que o Estatuto defina que decisões de Assembléia são soberanas?

- e se o Estatuto só vale quando convém à Diretoria?

Como resposta a estes questionamentos, o Presidente Wilson Messias apenas emitiu alguns grunhidos e sugeriu que eu entrasse na Justiça para fazer valer meus direitos. Quase não acreditando no que acabava de ouvir, perguntei se ele achava mesmo que eu perderia tempo entrando na Justiça comum para garantir um simples protocolo de documentos no Sindicato do qual faço parte, coisa totalmente ridícula!

Diante de tais fatos, é difícil não pensar no motivo de tanto medo em assinar um simples protocolo de recebimento de documentos. O que pode estar assustando os Diretores? "Quem não deve, não teme", diz o ditado. Se há coerência, honestidade e transparência, o que tanto receiam esses Diretores? O que está por trás de tudo isso?

O sr. Messias alegou que a Comissão estava "incomodando e querendo atrapalhar a compra do imóvel", que ela "só deu trabalho". Mas por quê? O que fez esta Comissão?

Sendo uma Comissão de Acompanhamento, nem lhe era facultado o poder decisório sobre nada, até porque o aval para a compra do imóvel foi dado pela assembléia. Nosso papel era apenas de acompanhar a transação, tornar públicas as informações do negócio e para tal se fazia necessário solicitar documentos à Diretoria, tais como:

1) Avaliação do Imóvel por Instituição oficial e idônea - não foi apresentada;

2) Autorização prévia do Conselho Fiscal , como manda o artigo 79 do Estatudo do Sinditest/PR, cuja necessidade é contestada pelo Presidente, alegando que "a assembléia é soberana" - não tinham essa autorização e ainda deram a inverídica explicação de que o Conselho Fiscal não teria atendido diversas convocações feitas pela Diretoria;
3) Cópia do documento de "Compromisso de compra e venda", onde, de maneira arbitrária, foram colocado os nomes de três membros da Comissão figurando como intervenientes anuentes concordantes. Mais tarde soube-se que o tal documento era, na verdade, a Escritura do Imóvel - não foi apresentado;

4) Cópia da Ata da Assembléia do dia 04/03/09 - não foi apresentada.

De modo bem diferente da recusa da Diretoria do Sinditest, o Conselho Fiscal, na pessoa de seu presidente, sr. Natalino Ernani Schreiber, recebeu as Atas das reuniões da Comissão, em 30/04/2009.

A idéia da formação desta Comissão de Acompanhamento se deu justamente para que não pairassem dúvidas e desconfianças, tão comuns neste meio sindical, em se tratando de movimentação de alto valor, como é o caso - mais de meio milhão de reais - que vão sair do bolso dos filiados. Pode-se tranquilamente concordar com a intenção de adquirir uma sede maior e melhor, mas por que a atitude da Diretoria é autoritária, sem transparência e de total desrespeito com filiados nomeados por Assembléia? Algo de podre pode existir no reino do Sinditest ?

Infelizmente essa é a realidade. Todo filiado e filiada que prezar o dinheirinho com o qual contribui mensalmente para o Sinditest deveria ficar alerta para o destino que é dado a esse recurso.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Tem alguma coisa por trás?

5 comentários:
Caros leitores e leitoras deste modesto blog, a pergunta acima não é cisma de quem faz oposição política à Diretoria do Sinditest. Pergunta que se refere à aquisição do imóvel - mais um - para sediar o sindicato. O que nos intriga, e achamos que deve intrigar também cada colega técnico-administrativo(a) que sustenta o sindicato com sua mensalidade, é não entender porque a Diretoria fez e ainda faz tanto mistério sobre o processo de compra da casa na r. Agostinho Leão Jr.

Nós, como Oposição política, estivemos na Assembléia em que a Diretoria do Sinditest implorou autorização para a compra, no dia 4/3/2009. Ouvimos as explicações gerais e dissemos com tranquilidade a todos que a compra do imóvel parecia atender o interesse da categoria. Somente ressalvamos que pedíamos transparência no processo, que se fizesse uma Comissão para acompanhar, que se publicasse concomitantemente os dados contábeis no jornal e no site de internet do Sinditest.


Esperou-se a boa vontade da Diretoria e o que a categoria recebe? A eliminação dos nomes de duas militantes da oposição na Comissão de Acompanhamento da compra (Guaracira e Rita), informações desencontradas, desconversas, recusa de entrega de documentos - em suma, transparência nenhuma. E ainda a insinuação besta, no jornal impresso da Diretoria, de que se estaria querendo "achar chifre em cabeça de cavalo".


Então, indagamos: a falta de informações claras e objetivas, o esforço para cooptar três membros da Comissão de Acompanhamento (arrolados como testemunhas meio involuntárias, mas que endossaram com assinaturas o contrato de compra do imóvel), a tentativa de desqualificação das cobranças de transparência - isso tudo deve conduzir a quê? Que tudo está bem? Somente porque agora os filiados do Sinditest terão uma sede maior e melhor, perto do HC e Reitoria, isso bota uma pá de cal em todas as dúvidas?


Nada disso. A Diretoria do Sinditest pode ter comprado e inaugurado uma bela nova sede, mas isso não a isenta de prestar todas as informações sobre a transação. Adhemar de Barros, o famoso governador de São Paulo apelidado de "Rouba, mas faz", Maluf, FHC, Collor, vários governantes inauguraram lindas obras, mas nem sempre se soube o que rolava nos bastidores das obras e pomposas realizações.
Uma Diretoria foi eleita para cuidar dos recursos dos filiados, mas não está isenta de prestar contas, e estranhamente não o faz nem quando o Estatuto do Sinditest o determina, em assembléias ordinárias que devem ocorrer até o dia 31 de março de cada ano. Alguém aí sabe de uma assembléia em março onde eles prestaram contas?

Canalhices sindicais

7 comentários:
Você vai a assembléias do Sinditest? Já chegou a ser voluntário para participar de algum grupo de trabalho ou comissão? Respondendo sim ou não, recomenda-se que fique precavido(a) nas assembléias dirigidas pela atual Diretoria "Sindicato Para Todos". Porque há evidências de que somente os que dizem amém à Diretoria são respeitados e podem participar de grupos ou comissões.


Na Assembléia de 4 de março, o presidente Wilson Messias falou da intenção de adquirir um imóvel para ser a nova sede do Sinditest. A Oposição Sindical representada por este Núcleo Avançar na Luta manifestou-se a favor da idéia, por reconhecer que o imóvel parece ser adequado e tem boa localização, mas ao mesmo tempo pediu total transparência na transação imobiliária e para isso propôs que fosse montada uma Comissão de Acompanhamento da Compra do Imóvel. A idéia de formar essa Comissão foi aprovada pela Diretoria e pela Assembléia.


A primeira servidora a oferecer seu nome para integrar a Comissão foi Guaracira Flores da Silva (da AUDIN), que participa da Oposição sindical. Em seguida (isso está gravado em áudio e em vídeo), surgiram os nomes de Kátia e Maria Aparecida (do HC). Depois, Rita Kavulak (do C. Politécnico), também da oposição, lançou seu nome. O último nome que se ofereceu foi o de Cláudio Messias (do HC). Os cinco nomes foram admitidos e deveriam constar da Ata daquela Assembléia.


A Oposição sindical teve acesso à Ata registrada no cartório. Ao lado de muitas omissões de fatos ocorridos na Assembléia, a grande surpresa foi como a Diretoria do Sinditest registrou a composição da referida Comissão de Acompanhamento, eliminando os nomes de Guaracira e de Rita, coincidentemente as duas únicas pessoas que abertamente se declaram oposição política à atual diretoria. Segundo a ata manipulada, comporiam a Comissão somente Katia, Aparecida e Cláudio - cujo comportamente revelou-se próprio de cordeiros perante os pastores sabichões da diretoria.


Qual o nome disso? Canalhice. Descaramento. Sem-vergonhice. Falta de ética e de respeito com servidores da base. E não apenas falta de respeito com as duas servidoras excluídas da ata. A Diretoria "Para Todos" faltou com o respeito perante todas as 200 pessoas presentes naquela Assembléia do dia 4 no HC, as quais votaram a favor de todos os cinco nomes, não apenas dos três cordeirinhos lotados no HC. Portanto, canalhice sindical. Mais uma, dentre outras já ocorridas e outras que ainda virão pela frente da parte dos que se acham donos da verdade.


Assim, colegas, botem as barbas de molho nas próximas assembléias quando a Diretoria pedir que pessoas da base ofereçam seus nomes, porque esse pessoal se reserva o direito de aceitar ou eliminar, conforme o grau de cordeirice ou de independência do filiado ou da filiada.

sábado, 2 de maio de 2009

Diretoria da APUFPR disputada por duas chapas em eleição dia 6 de maio

Um comentário:
Nenhuma grande luta nacional efetivada, nenhuma greve, distanciamento da base dos professores, postura subordinada ao Sinditest no encaminhamento da eleição de reitor de 2008, rachas na diretoria - um tanto melancolicamente chega ao fim a atual gestão da APUFPR, em que pese esforços de sua presidente.

Diante de tantos problemas, foi natural o surgimento de ao menos uma chapa de oposição para disputar a eleição da próxima quarta-feira. O clima geral, no entanto, é de espantosa desmobilização, de falta de "fervo" eleitoral, sem debates entre os professores sobre que rumos querem para sua entidade, dona de um passado de lutas admiráveis como as travadas nos anos 1980.


No dia 6 de maio disputa, de um lado, a chapa situacionista "APUFPR verdadeiramente autônoma e democrática", encabeçada pela professora de Educação Física Astrid Avila; do outro lado, a chapa de oposição "APUPFR para os professores", coordenada por Paulo Bracarense Costa, professor de Estatística, do Setor de Ciências Exatas. As propostas e propagandas das chapas vão aparecer com maior volume no começo desta semana, e espera-se que os professores votem para que sua luta avance concretamente e não se resuma a discurseiras radicalóides.

Para conhecer as chapas completas, clique aqui.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A nova sede do Sinditest-3

Um comentário:
Os fins justificam os meios! Ainda que o respeito, a ética, a decência e a democracia fiquem no meio. No meio do caminho, bem entendido. Afinal, haverá pão para empanzinar e circo para entreter. Pois o que fica no meio do caminho parece muito chato e não enche barriga.

A nova sede do Sinditest-2

4 comentários:
A Federação que congrega os sindicatos de servidores técnicos das Universidades brasileiras, a FASUBRA, comprou no ano passado uma enorme casa em área nobre de Brasília, para ser sua nova sede, apta a hospedar servidores de todos os cantos do país em passagem pela capital federal. Preço: 550 mil reais.

O imóvel comprado no primeiro trimestre deste ano para ser a nova sede do Sinditest também está na ordem das 5 centenas de milhares de reais, que sairão dos bolsos de todos os filiados. Tem o Sinditest a mesma capacidade de endividamento que uma Federação de sindicatos, sem comprometer os recursos dos filiados, teoricamente destinados prioritariamente para desenvolver as lutas da categoria? O Conselho Fiscal - organismo estatutário do Sinditest existente para aprovar ou vetar altos gastos - foi consultado pela Diretoria nero-messiânica?

A nova sede do Sinditest-1

Um comentário:
A Diretoria do Sinditest - paladina da transparência embaçada - vai inaugurar amanhã um imóvel como sua nova sede administrativa. Fica na rua Agostinho Leão Jr., bem perto do Hospital de Clínicas. Dizem os diretores ser uma maravilha. Todos os filiados sabem o quanto vão desembolsar para pagar esta maravilha ? Deveriam.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Saúde suplementar dos servidores em debate

5 comentários:
A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas - PROGEPE - em parceria com SINDITEST-PR e APUFPR realizou nesta manhã, no Auditório da Reitoria, mais um Seminário sobre a Saúde Suplementar do Servidor.

A mesa diretora dos trabalhos esteve assim composta: Laryssa Born - PROGEPE; Juçara Magalhães - CAC; Arislete Dantas de Aquino - APUFPR; Carla Cobalchini-SINDITEST; um representante da UNIMED-Curitiba.

A Pró-Reitora Laryssa abriu os trabalhos informando que, atualmente, recebm o benefício "per capita" (previsto na Portaria Normativa SRH nº 1/2007) somente os servidores cujo plano de saúde seja o GEAP, único plano contratado pela Instituição. Segundo a Pró-Reitora, "a administração tem intenção de pagar o 'per capita' a todos os servidores que detenham algum plano de saúde, mesmo diferente do GEAP."

A CAC, na figura de sua Coordenadora, Juçara Magalhães, mostrou alguns dados sobre a saúde do servidor da UFPR, porém não tem idéia do número de trabalhadores que possuem algum plano de saúde nem de quantos dependentes há nos planos.

O representante da UNIMED apresentou o plano adotado pela APUFPR desde 1992, onde se pode observar várias vantagens em relação ao GEAP na relação custo/benefício.

O SINDITEST-PR informou que a entidade estuda formas alternativas de plano de saúde, inclusive tendo reunião agendada com a UNIMED para a tarde de hoje (28/04). De posse da proposta que a UNIMED formular, o Sinditest-Pr deverá chamar uma assembléia a fim de debater o assunto e indicar a preferência dos filiados por este ou aquele plano.

Foi aberto espaço para debates e os poucos trabalhadores presentes fizeram vários questionamentos à mesa, principalmente no tocante ao ressarcimento do "per capita" e à possibilidade de alternativas de Plano de Saúde, que não o GEAP, para os servidores da UFPR. Levantou-se a hipótese de abrir licitação para contratar outra operadora de plano de saúde. Há disponibilidade de 13 milhões de reais repassados pelo governo federal à UFPR, para serem gastos com esta rubrica.

PERGUNTA-SE:
Qual a dificuldade encontrada pela PROGEPE em repassar o "per capita" aos servidores que se mantém associados a outro Plano de Saúde, como já fazem a UTFPR, UFRGS, UFCE, entre outras? Será que vamos devolver novamente ao Governo este recurso, como aconteceu em 2008?

Vale sempre lembrar que o benefício do auxílio-saúde complementar foi conquistado pelos trabalhadores através da Greve de 2007, e é imprescindível que eles, diretamente interessados no assunto, se façam presentes em massa nestes seminários. É o espaço que se abre para o debate, questionamentos e até para certa pressão no sentido de se estender o benefício a todos os trabalhadores!

TODOS PRESENTES NOS SEMINÁRIOS DOS PRÓXIMOS DIAS!

29/04 - Auditório Ulisses Campos - Jardim Botânico - das 10 às 12 horas.
30/04 - Auditório Leo Grossmann - Centro Politécnico - das 10 às 12 horas

Trechos pitorescos das Teses enviadas ao XX CONFASUBRA

Um comentário:
Quem tiver a paciência de ler os nove textos do volumoso Caderno de Teses ao XX CONFASUBRA poderá ter surpresas e até dar risadas. Há trechos pitorescos. Por exemplo, a quase desconhecida “Tendência Revolucionária Sindical da Liga Bolchevique Internacionalista” (TRS-LBI), que parece só existir na Federal do Maranhão, escreve o seguinte sobre os atuais governos de esquerda e centro-esquerda da América Latina:

“A eleição de Barack Obama para comandar o imperialismo mundial comprova que o melhor tipo de governo para a classe dominante hoje, inclusive para a grande burguesia ianque, são aqueles encabeçados por supostos representantes políticos de grupos sociais mais explorados e oprimidos em suas respectivas nações, não para atender aos interesses dos explorados, mas para nutrir falsas ilusões populares e gerir a crise capitalista contra o conjunto da classe trabalhadora. Com pequenas diferenças entre si, governos deste tipo já são maioria na América Latina: Lula no Brasil, Chávez na Venezuela, Evo Morales na Bolívia, Lugo no Paraguai, Michele Bachelet no Chile, Correa no Equador, Tabaré Vazquez no Uruguai, Ortega na Nicarágua, Cristina Kirchner na Argentina e agora Funes, em El Salvador.” (Caderno de Teses ao XX CONFASUBRA, p. 27)

Não é mesmo um primor de análise de conjuntura? Para a TRS-LBI, então, seria preferível que nas eleições em países da A. Latina tivessem triunfado os candidatos da direita, que mantivessem a todo vapor as políticas neoliberais antipopulares, que cortavam sem piedade as verbas da Educação e os salários dos trabalhadores. Falta a esses iluminados da LBI do Maranhão perguntar às pessoas mais pobres se preferiam continuar sofrendo, sem quaisquer políticas sociais, nas mãos de governos da direita do tipo FHC, Fujimori e Menem, esperando sabe-se lá até quando os líderes ultra-revolucionários da LBI conquistarem o poder para instaurar o paraíso na Terra...

Mas a LBI é só a versão mais caricata e hidrófoba do pensamento trotsquista, ultra-esquerdista, que também orienta outros grupos atuantes no movimento da FASUBRA, embora com nuances mais elaboradas. Grupos de ultra-esquerda que, em geral, analisam as lutas de classes e a política com a retina do bebê, a qual ainda não se desenvolveu o bastante para ver todas as cores e matizes, só enxergando o preto e o branco, o tudo ou nada. Com retinas de bebê não se faz política, se faz apenas propaganda, sem resultados concretos para melhorar a vida dos trabalhadores e do povo em geral.

domingo, 26 de abril de 2009

A Tribo do Eu

4 comentários:
O Regimento do Congresso da FASUBRA determina que, na assembléia de eleição de delegados, cada chapa faça uma defesa de tese, isto é, que apresente suas propostas sobre os diversos temas que o Congresso tratará em maio próximo.

A Chapa 3, integrada pelos diretores do Sinditest Dr. Neris, Moacir Freitas, Antonio Aleixo, Antonio Carneiro, Jonas Pinto e Márcia Messias, apresentou-se como "Coletivo Tribo". Na Assembléia ocorrida em 23/04/09, no HC, o ínclito baixarel Dr. Néris fez defesa de propostas de sua chapa? Não. Não mesmo.


Em gritante oposição ao próprio significado de "coletivo", o burocrata sindical Dr. Néris berrou um amontoado de frases onde se destacava a palavra Eu: "Eu já fui candidato a deputado pelo PT... Eu já fui expulso do PT... Eu comecei trabalhando na FUNPAR e fui mandado embora... Eu já fui processado diversas vezes... Eu, Eu, Eu..."


Não é mesmo uma beleza de demonstração de espírito "coletivo" e apreço pelo debate de "idéias" para enriquecer intelectualmente aquela platéia do HC ?

Quanto custa sustentar certos mandatos

Um comentário:
Fonte do quadro: Gazeta do Povo - 26/04/2009


Já que a turma não é muito chegada a uma prestação de contas (não fizeram a Assembléia Ordinária de Prestação até 31/03/09), perguntar não ofende: quanto custa aos filiados sustentar a diretoria do Sinditest ?

sábado, 25 de abril de 2009

A Era da Transparência ?

4 comentários:
A onda sem fim de denúncias que encurrala o Legislativo tem servido para muita coisa, mas principalmente para provar que o Brasil ainda está longe - bota longe nisso! - de ser um país onde a informação pública de fato e de direito circula livremente.


No Senado foi aprovado nesta quarta-feira um projeto que tenta mudar - com atraso, diga-se de passagem - essa história. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) ratificou uma proposta que autoriza alguns órgãos públicos a divulgarem mensalmente, pela internet, os gastos realizados por seu corpo funcional no exercício da função. Isso inclui Câmara, Senado, Presidência da República, Conselho Nacional de Justiça e Conselho Nacional do Ministério Público.


Enquanto isso, nos arraiais do Sinditest, a transparência é artigo raro. Embora fosse um dos 3 motes da campanha eleitoral da atual Diretoria (os outros eram "independência" e "competência", lembram-se?), ficou no papel dos panfletos propagandísticos a promessa de transparência quanto ao uso dos recursos de filiados. Na assembléia do Sinditest de 4/3/2009 foi proposto divulgar no jornal sindical e na internet todos os dados relativos à venda da "chácara"-canil da dupla Dr. Neris/Moacir e à compra da nova sede perto do HC, mas nada. Já fizeram a escritura do imóvel novo e marcaram inauguração festiva da nova sede para 30/04, e nada de deixar transparente quem comprou, quem vendeu, quanto se pagou e quanto ficará de dívida mensal para os filiados pagarem. O vidro do sindicato está bem embaçado, precisando passar um bom detergente para limpar tanta opacidade enrolatória.
-------------------------------------------------
Fonte: com informações do Blog do Servidor-22/04

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Eleição direta na FASUBRA e certas ilusões sobre democracia sindical

Um comentário:
Com alguns querendo reinventar a roda, volta e meia aparecem propostas que, à primeira vista, parecem muito bonitinhas para aperfeiçoar a democracia numa entidade sindical. Vendo sob vários ângulos e comparando com experiências passadas e atuais de outras entidades, aí a coisa pode mudar bastante de figura.


É isso que acontece com a proposta de alguns grupos que lançaram teses ao CONFASUBRA, defendendo que a Direção Nacional da Federação seja escolhida por eleição direta em cada base sindical. Por termos, como grupo da UFPR ligado à CTB, recebido mandato de assembléias do Sinditest para atuar no CONFASUBRA, desde já adiantamos que somos contra esse método e justificamos a seguir.
  • Organizar uma eleição direta num país enorme como o Brasil consome muito dinheiro e também o tempo e energia dos ativistas sindicais, que poderiam empregar tudo isso nas lutas pelos direitos dos trabalhadores. Por experiências anteriores, como a da UNE nos anos 80, sabe-se que 2 meses são despendidos só com atenções voltadas para a organização e para a disputa entre as chapas. Se ocorrem denúncias de fraudes e contestação do resultado eleitoral, aí então é um deus-nos-acuda. O método direto para eleição numa entidade de âmbito nacional não funciona do mesmo modo que a eleição da diretoria de um sindicato de base e pode provocar séria divisão interna.
  • Os grupos político-sindicais que estejam organizados no país inteiro, com militantes em todos ou na maioria dos estados onde existem Universidades, levam ampla vantagem, em detrimento de grupos que só tenham expressão regional ou local. Os grupos grandes, com maior capacidade de arrecadação financeira para a campanha de suas chapas, saem com vantagem para distribuir material propagandístico farto e de melhor qualidade que grupos menores. Assim, por exemplo, a eleição direta tende a favorecer bastante os grupos ligados ao PT.
  • É ilusão achar que o mero fato de haver uma eleição direta numa Federação sindical nacional propicie automaticamente melhor qualidade no debate das propostas de cada chapa, pois sabe-se que ainda existem muitos eleitores que votam em tal ou qual chapa apenas porque viram propaganda (marketing) maior e melhor dela.
  • Independente do que o Congresso da FASUBRA aprovar como Plano de Ação para o próximo biênio, cada chapa na eleição direta país afora vai poder fazer proselitismo em sua campanha do que bem entender, inclusive de propostas que tenham sido rejeitadas no CONFASUBRA, e isso pode gerar mais confusão na cabeça dos eleitores das bases.

Portanto, julgamos que a escolha da nova Direção da FASUBRA deve continuar ocorrendo através de eleição dentro do seu Congresso bianual (eleição direta intra-congresso em que votam todos os delegados eleitos nas bases). Pois os delegados passam 5 dias do Congresso ouvindo, debatendo e analisando as propostas dos diversos grupos, acumulando maior conhecimento para bem decidir na hora do voto. Além disso, o CONFASUBRA define os principais pontos da política da FASUBRA para os próximos dois anos, e essa plataforma de ação terá que ser posta em prática pela Chapa eleita no final do Congresso.

Unicidade sindical, Convenção 87 e unidade dos trabalhadores

2 comentários:
Dentre os principais grupos que apresentam suas propostas para o Congresso da FASUBRA, apenas a CSC/CTB faz a defesa enfática da unicidade sindical, contra a adoção da Convenção 87 da OIT (Org. Internacional do Trabalho). O Coletivo "Tribo" e o conglomerado "Vamos à Luta" apóiam a Convenção 87, que segundo eles estabelece a "liberdade de organização sindical".

"Liberdade" de organização para quê? Para que seja permitida a existência de mais de um sindicato na mesma base de trabalhadores, e que a lei não exija que haja um único sindicato na mesma base. Assim, ficaria facultado aos trabalhadores da base filiarem-se ao sindicato que preferissem. Imagine-se no caso do Sinditest, onde existe disputa política às vezes acirrada entre vários grupos de situação e oposição: a Convenção 87 poderia permitir que existisse o sindicato comandado pelo grupo A, outro dirigido pelo grupo B, outro pelo C, etc.

Ou seja, a Convenção 87 permite a "liberdade" de dividir a luta dos trabalhadores na base, de fragmentá-los em várias entidades, o que certamente enfraquece o movimento. Isso já acontece em alguns países que adotam a convenção 87 e a realidade de divisão na base se estabeleceu, para alegria dos patrões, que então podem escolher sempre negociar os salários com o sindicato que seja mais "bonzinho". Porém, para o patronato, eles são mais espertos em preservar seu sindicato único.

No caso da cúpula do movimento, a realidade de várias centrais sindicais atuando já existe há muitos anos e, de dois anos para cá, o governo resolveu reconhecer as centrais. As centrais que atenderam a critérios do Min. do Trabalho são a CTB, a CUT, a Força Sindical, a NCST, a CGTB e a UGT. Intersindical e Conlutas são outras duas articulações também existentes, mas não foram reconhecidas oficialmente. As Centrais podem se entender para promover ações conjuntas, como aconteceu recentemente nos protestos do dia 30/03 contra a crise mundial. Ou seja, a unidade na cúpula e nas bases sindicais acaba acontecendo em ações práticas.

Por isso, entendemos que - para assegurar a unidade dos trabalhadores em cada base - é fundamental preservar a unicidade sindical e rejeitar a Convenção 87. Nas cúpulas, as Centrais podem se entender mantendo um Fórum de diálogo permanente. Por isso, não vemos como um problema, mas como um desafogo, a FASUBRA desfiliar-se da CUT em seu Congresso de maio, na medida em que a CUT já não mais representa - nem com sua política nem com seus métodos hegemonistas forçados - a maioria do pensamento dos fasubristas, entre os quais atuam ainda as centrais CTB, Conlutas e Intersindical. A FASUBRA deve se desfiliar e permanecer assim até que a maioria absoluta dos seus ativistas de base resolva adotar a filiação a alguma outra central.