Mover, via Sinditest, ação judicial contra a UFPR pela contratação emergencial de terceirizados para atuarem nos dois RUs reabertos foi um dos encaminhamentos aprovados na assembleia da manhã de hoje (29), que reuniu cerca de 150 pessoas no RU Central.
O 2o. vice-presidente do Sinditest, Márcio Palmares, em sua avaliação do atual momento de greve, carente de quaisquer notícias novas quanto a negociações com o MPOG, esforçou-se para minimizar a derrota representada pelo fim da greve no HC situando-a num plano mais geral de uma guerra que, segundo ele, só começou em 2011. Comentou Palmares que, numa guerra, tem-se naturalmente vitórias e derrotas, sendo a suspensão da greve hospitalar uma defecção relevante na luta, mas ao lado das vitórias de se ter arrancado ao CoUn da UFPR uma moção de apoio à greve e de o movimento da FASUBRA já ter completado 41 dias.
Uma ação coordenada da "direita da UFPR", que na visão de Palmares inclui também o chamado "C7" (grupo integrado por centros acadêmicos das Engenharias), estaria por trás de toda a investida realizada para acabar com a greve no HC usando o Ministério Público Federal.
O também diretor José Carlos Assis comentou que os trabalhadores da Funpar estavam revoltados na assembleia deles realizada também esta manhã no HC, pelo fato de a Reitoria ainda não ter enviado contraproposta patronal àquela feita pela Comissão sindical do Acordo Coletivo de Trabalho. Paira sobre as cabeças de quase mil funparianos a ameaça da demissão geral ordenada pela justiça. Há um indicativo de greve do pessoal da FUNPAR para 14 de maio.
O assessor jurídico do sindicato, Avanilson Araújo, ainda acredita que haja alguma chance de sucesso do recurso impetrado pelo Sinditest junto ao TRF de Porto Alegre, porque há muitos erros processuais na decisão tomada pela Justiça Federal intimando o fim da greve do HC. Um deles, o fato de que o juiz local que tomou a decisão não pode determinar penalização de grevistas com corte de ponto e sindicâncias se a greve, sendo nacional (da FASUBRA), não foi decretada ilegal, e esta é condição sine qua non para propor sanções. Embora deva manter a esperança na vitória do recurso, que permitiria retomada da greve no HC, o advogado também recomendou não alimentar excessivas ilusões no Poder Judiciário.
Entre os encaminhamentos aprovados na assembleia estão:
- Mover, via Sinditest, ação judicial contra a UFPR por contratar, sem respeitar a lei de greve, terceirizados (nutricionistas) para atuarem nos dois RUs reabertos (Botânico e Agrárias) e também na Assessoria de Comunicação Social (dois jornalistas);
- Exigir que o site da UFPR divulgue a Moção de Apoio à Greve da FASUBRA aprovada no CoUn na semana passada;
- Levar à próxima sessão do CoUn o questionamento do porquê da reabertura dos RUs supracitados, uma vez que o próprio CoUn aprovou moção de apoio à greve;
- Moção de Apoio da Greve do Sinditest à greve dos professores e trabalhadores da rede estadual de educação, comandada pela APP-Sindicato;
- Usar recursos do fundo local de greve para repor os salários cortados dos grevistas, caso ocorra esse corte e destinar recursos desse mesmo fundo para auxiliar na reposição de salários cortados de servidores de outras IFES em greve;
- Organizar a caravana a Brasília, cujos ônibus devem sair entre 6 e 7 horas da manhã de 5 de maio.









