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terça-feira, 29 de abril de 2014

Sem HC, assembleia de greve no RU busca manter motivação

12 comentários:
Mover, via Sinditest, ação judicial contra a UFPR pela contratação emergencial de terceirizados para atuarem nos dois RUs reabertos foi um dos encaminhamentos aprovados na assembleia da manhã de hoje (29), que reuniu cerca de 150 pessoas no RU Central.  

O 2o. vice-presidente do Sinditest, Márcio Palmares, em sua avaliação do atual momento de greve, carente de quaisquer notícias novas quanto a negociações com o MPOG, esforçou-se para minimizar a derrota representada pelo fim da greve no HC situando-a num plano mais geral de uma guerra que, segundo ele, só começou em 2011.  Comentou Palmares que, numa guerra, tem-se naturalmente vitórias e derrotas, sendo a suspensão da greve hospitalar uma defecção relevante na luta, mas ao lado das vitórias de se ter arrancado ao CoUn da UFPR uma moção de apoio à greve e de o movimento da FASUBRA já ter completado 41 dias.

Uma ação coordenada da "direita da UFPR", que na visão de Palmares inclui também o chamado "C7" (grupo integrado por centros acadêmicos das Engenharias), estaria por trás de toda a investida realizada para acabar com a greve no HC usando o Ministério Público Federal.

O também diretor José Carlos Assis comentou que os trabalhadores da Funpar estavam revoltados na assembleia deles realizada também esta manhã no HC, pelo fato de a Reitoria ainda não ter enviado contraproposta patronal àquela feita pela Comissão sindical do Acordo Coletivo de Trabalho.  Paira sobre as cabeças de quase mil funparianos a ameaça da demissão geral ordenada pela justiça.  Há um indicativo de greve do pessoal da FUNPAR para 14 de maio.

O assessor jurídico do sindicato, Avanilson Araújo, ainda acredita que haja alguma chance de sucesso do recurso impetrado pelo Sinditest junto ao TRF de Porto Alegre, porque há muitos erros processuais na decisão tomada pela Justiça Federal intimando o fim da greve do HC.  Um deles, o fato de que o juiz local que tomou a decisão não pode determinar penalização de grevistas com corte de ponto e sindicâncias se a greve, sendo nacional (da FASUBRA), não foi decretada ilegal, e esta é condição sine qua non para propor sanções.  Embora deva manter a esperança na vitória do recurso, que permitiria retomada da greve no HC, o advogado também recomendou não alimentar excessivas ilusões no Poder Judiciário.


Entre os encaminhamentos aprovados na assembleia estão:

- Mover, via Sinditest, ação judicial contra a UFPR por contratar, sem respeitar a lei de greve, terceirizados (nutricionistas) para atuarem nos dois RUs reabertos (Botânico e Agrárias) e também na Assessoria de Comunicação Social (dois jornalistas);

- Exigir que o site da UFPR divulgue a Moção de Apoio à Greve da FASUBRA aprovada no CoUn na semana passada;

- Levar à próxima sessão do CoUn o questionamento do porquê da reabertura dos RUs supracitados, uma vez que o próprio CoUn aprovou moção de apoio à greve;

- Moção de Apoio da Greve do Sinditest à greve dos professores e trabalhadores da rede estadual de educação, comandada pela APP-Sindicato;

- Usar recursos do fundo local de greve para repor os salários cortados dos grevistas, caso ocorra esse corte e destinar recursos desse mesmo fundo para auxiliar na reposição de salários cortados de servidores de outras IFES em greve;

- Organizar a caravana a Brasília, cujos ônibus devem sair entre 6 e 7 horas da manhã de 5 de maio. 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Pressão adia votação do projeto antigreve no serviço público

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Sentados, Vacarezza e Jucá: traíras

Foi cancelada, por falta de quórum, a sessão da Comissão de Consolidação da Legislação Federal e Regulamentação de Dispositivos da Constituição Federal, que analisaria, na quinta-feira (7), o relatório do senador Romero Jucá (PMDB/RR) sobre o projeto que trata da regulamentação do direito de greve dos servidores públicos. A Comissão do Senado volta a se reunir no dia 20, às 15h.

Inspirada no Projeto de Lei (PLS) 710/2011, do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), a proposta proíbe greve nas Forças Armadas, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar, exigindo que os demais profissionais de segurança pública atuem com 80% do contingente.

Além disso, de acordo com o texto, outras 22 categorias de serviços essenciais, como a atividade de arrecadação e fiscalização de tributos e contribuições sociais, assistência médico-hospitalar e ambulatorial, transporte público e defensoria pública, devem manter no mínimo 60% dos servidores trabalhando.

Desde sua criação, o texto tem sido alvo de constantes críticas da CTB e das demais centrais sindicais, pois, para as entidades, do jeito que está, o projeto não regulamenta o direito de greve, mas inviabiliza qualquer movimento paredista, já que exige quase totalidade do número de servidores trabalhando.

Outra crítica da CTB é que, até agora, as centrais sindicais não foram chamadas para apresentar sua posição sobre a proposta.

Para o secretário de Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da CTB, João Paulo Ribeiro, que esteve presente na sessão de quarta (6/11), o momento agora é de pressionar os parlamentares contra o projeto antigreve. Os trabalhadores devem acompanhar a sessão do dia 20, em Brasília, para pressionar e cobrar compromissos dos senadores e deputados”, disse o dirigente.

João Paulo também ressalta a importância do trabalho parlamentar nos estados. “Devemos cobrar, principalmente, do senador Romero Jucá, que é relator da proposta, e do presidente da comissão, deputado Cândido Vacarezza  (PT-SP). É preciso sensibilizá-los sobre os prejuízos dessa proposta que representa retrocesso”, enfatizou o diretor da CTB.

Após o anúncio de que a reunião seria suspensa, o relator da proposta foi vaiado pelos presentes ao afirmar que não recebeu nenhuma sugestão nem foi procurado pelas centrais sindicais até o momento. “Continuo aberto para tratar todos esses temas. Estamos aguardando para que os sindicatos e as centrais sindicais possam encaminhar o trabalho para que a gente possa melhorar o texto”, disse Romero Jucá.
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Fonte: Portal CTB 


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

CCJ analisa projeto tucano para regulamentar direito de greve do funcionalismo

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Por sugestão do leitor deste Blog Ronaldo Raizer, chamamos atenção para o debate do PLS 710/2011, que está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Congresso.  O Projeto de Lei foi colocado no final de 2011 pelo senador tucano Aloysio Nunes (PSDB-SP, na foto) e almeja regular o direito de greve do servidor público civil, previsto no inciso VII do artigo 37 da Constituição. 

Uma das imposições contidas no PLS 710/11 é que no mínimo 60% do total de servidores permaneçam trabalhando no caso de serviços considerados essenciais.  Nas atividades estatais ditas não-essenciais, esse percentual mínimo é de 50%.  Os serviços essenciais seriam "a assistência médico-hospitalar, a distribuição de equipamentos, o abastecimento e o tratamento de água, o recolhimento de lixo, o pagamento de aposentadorias, a produção e a distribuição de energia, gás e combustíveis, a defesa civil, e o controle de tráfego e o transporte coletivo.  Atividades relativas ao funcionamento dos três poderes também são citadas como essenciais: o serviço vinculado à atividade legislativa, o trabalho diplomático, a arrecadação e a fiscalização de tributos, os serviços judiciários e do Ministério público, entre outros."

Para saber mais detalhes sobre o Projeto de Lei do direito de greve, clique neste link do Senado.
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Foto: Agência Senado

domingo, 7 de agosto de 2011

Decisão do STJ sobre greve da FASUBRA - não há ilegalidade mas...

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Na noite desta sexta-feira (5/8) saiu no portal do STJ (Supremo Tribunal de Justiça) a notícia da decisão liminar  sobre o pedido da AGU acerca da legalidade da greve nacional dos técnicos das IFES.   

O ministro Arnaldo Esteves Lima determinou "que sejam mantidos em atividade pelo menos 50% dos servidores técnico-administrativos das universidades federais, sob pena de multa diária de R$ 50 mil contra a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) e as entidades filiadas que comandam a greve nacional da categoria. A decisão foi dada em liminar na ação de dissídio de greve e atende, parcialmente, ao pedido formulado pelas universidades."

De fato”, observou o ministro, “o direito de greve dos servidores públicos deve ser assegurado, porém não de forma irrestrita, haja vista a necessidade de ser harmonizado com os princípios da supremacia do interesse público e da continuidade dos serviços essenciais, para que as necessidades da coletividade sejam efetivamente garantidas, como é o caso das atividades exercidas pelas Instituições Federais de Ensino”.

Recordemos que a AGU pediu ao STJ ou a decretação de ilegalidade da greve ou a obrigatoriedade de 75% dos servidores em atividade, com multa diária de R$100.000,00.  O Ministro do STJ formulou um tipo de decisão de meio termo entre os interesses da AGU e do movimento grevista.

Sobre a Fasubra e cada sindicato pesa a ameaça da multa ainda alta de 50 mil/dia e obrigação de organizar os grevistas de modo a não dar margem que aleguem descumprimento do percentual de 50% - o lado ruim da decisão do STJ.  Por outro lado, é positivo o fato de a greve não ser considerada ilegal, o que abre ao movimento a possibilidade de argumentar mais fortemente perante o MPOG que ele tem obrigação de negociar mesmo em condições de greve.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Assembleia de Greve de 26/7 - transmissão encerrada

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A assembleia de hoje realiza-se sob a égide de um fato novo: a tentativa da Advocacia Geral da União de tornar ilegal a greve, através de petição enviada ao Supremo Tribunal de Justiça.  Cria-se uma expectativa sobre qual será a decisão do STJ, pois, se for favorável ao pedido da AGU, a greve fica ameaçada ou no mínimo obrigada a reduzir a adesão, sob pena de multa elevada aos sindicatos.

O link para os que quiserem interagir ao vivo no ambiente de chat (bate-papo) do site twitcam é o seguinte: http://twitcam.com/5wiai - entrando nesse endereço, se você tiver conta de twitter, basta logar-se e enviar comentários e perguntas.

Advocacia Geral da União tenta enquadrar judicialmente greve da FASUBRA

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Conforme notícia do Portal IG publicada às 19h50 desta segunda-feira, a AGU (Advocacia Geral da União) entrou com ação no STJ para frear ou acabar com a greve nacional dos servidores técnicos das IFES.  A AGU pede ao Supremo que "a greve seja declarada ilegal ou que no mínimo 70% dos técnicos retornem ao trabalho, para permitir a continuidade dos serviços públicos essenciais, prestados pelas universidades e propõe multa diária de R$ 100 mil, caso não seja cumprida essa determinação." A FASUBRA e 26 sindicatos de base estão sob ameaça dessa multa caso o STJ acolha o pedido da AGU (clique aqui para ver mais detalhes no próprio site da AGU)..

Já na assembleia da UFPR/UTFPR da última quinta-feira (21), foi dado o informe de que a direção do Sinditest havia sido chamada a audiência no Ministério Público para esclarecimentos sobre efeitos da greve no funcionamento da universidade e do HC. Portanto, também em nível local o judiciário se move para tentar enquadrar o movimento grevista.

Em 2007, em parte provocado por atitudes inconsequentes na greve dentro do HC de lideranças que hoje dirigem o Sinditest, o Ministério Público aplicou multa sobre o sindicato e o forçou a suspender a greve dentro do hospital.  O movimento prosseguiu na ocasião, restrito aos setores extra-HC, uma vez que o judiciário obrigou a assembleia do sindicato a aprovar a volta ao trabalho no hospital.

É condenável o tratamento que o Governo Federal está dispensando ao movimento dos técnicos.  Desde fins de 2010, a FASUBRA tenta negociar sua pauta.  Esperou-se a transição Lula/Dilma e a montagem do novo ministério este ano, reiniciaram-se as conversas, mas em momento algum os representantes do Min. do Planejamento deram algum indício de resposta objetiva aos itens da pauta, o que acabou levando ao começo da greve em junho.  Agora, em vez de se reabrir algum canal de diálogo para a negociação, a Procuradoria-Geral Federal passa a ameaçar o movimento.  Isso merece duras críticas, na medida em que se trata de um governo que se proclama voltado aos interesses populares e dos trabalhadores, porém neste caso concreto tem  prática em desacordo com o discurso.

Não obstante, funciona a lógica patrão x empregado.  O Estado empregador recorre a seus instrumentos legais para fazer prevalecer seu ponto de vista.  Aos servidores, cabe prosseguir lutando por suas reivindicações, de modo firme mas consequente, fazendo o possível para não se deixar isolar diante da maioria da população, ao contrário, tentando ganhar mais o seu apoio.  Que se fortaleça a greve, com muito espírito de unidade entre todas as correntes politicas do movimento.

domingo, 12 de junho de 2011

Greves e silêncios providenciais da mídia grande

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Reproduzimos abaixo parte do artigo de Altamiro Borges sobre a longa greve da Volkswagen do Paraná e o silêncio da mídia nacional sobre o movimento.  Vem bastante a propósito deste momento em que os servidores técnicos das Universidades Federais deflagram uma greve e não podem esperar boa vontade dos jornalões impressos e televisados, além de ameaças de judicialização do movimento por parte da AGU.

Uma das formas mais eficientes de manipular a informação é omitir os fatos. Há mais de 30 dias os metalúrgicos da Volkswagen de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR), estão em greve por melhores salários.

A chamada grande mídia, porém, não aborda o conflito, protegendo a imagem da poderosa multinacional alemã, umas das principais anunciantes do país.

A paralisação, iniciada em 6 de maio, foi motivada pela recusa da empresa em elevar a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Os operários exigem R$ 12 mil de PLR, mas a multinacional só aceita conceder R$ 5,2 mil.

A Volks lidera o ranking das montadoras no Brasil, auferindo enormes lucros e remetendo fortunas para a sua matriz. Mesmo assim, ela esbanja intransigência contra a reivindicação sindical. Prefere ter prejuízos a atender os trabalhadores.

No trigésimo dia de greve, a fábrica com 3.100 operários havia deixado de produzir 17.820 veículos, nos modelos Golf, CrossFox e Fox, acumulando prejuízo de R$ 713 milhões.

"A Volks prefere perder meio bilhão de reais quando menos de 1% disso já seria suficiente para atender a nossa reivindicação. Parece ilógico", observa Jamil Davila, secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba.  Para ele, a multinacional pratica "uma matemática de doido". A motivação é política e não econômica.

Entretanto, graças à unidade do movimento dos trabalhadores da montadora, depois de 37 dias de greve, finalmente os patrões cederam e aceitaram o “pacotão” reivindicado pelo Sindicato dos Metalúrgicos. Os metalúrgicos voltam a trabalhar na segunda-feira.

A Participação nos Lucros e Resultados (PLR), reivindicação que causou a paralisação, também está contemplada no pacote. Os trabalhadores vão receber R$ 11,5 mil, sendo que a primeira parcela, no valor de R$ 5,2 mil, será paga na próxima semana. E a segunda, no valor de R$ 6,3 mil, virá em janeiro. O valor é muito próximo ao reivindicado pelos metalúrgicos, que era de R$ 12 mil.
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Fonte: com informações do Blog do Miro e Gazeta do Povo

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Servidor da Educação não pode fazer greve, segundo ministro

7 comentários:
Entrevistado pelo jornal Correio Braziliense no domingo passado (13), o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, tratou de vários temas de interesse do funcionalismo, entre eles o da regulamentação da greve no setor público. Segundo Bernardo, "se for levar ao pé da letra, a educação também não [deveria poder fazer greve]."

Veja abaixo a pergunta do jornal de Brasília e a resposta do ministro:

"Correio: A Advocacia-Geral da União (AGU) fez uma consulta ao governo pedindo informações sobre as áreas consideradas essenciais, onde não será permitido fazer greve. O senhor é a favor da tese de que, em alguns setores, o servidor não pode mesmo fazer greve?"

"Paulo Bernardo: Com certeza. Deveria ter uma lei, mas não tem. Na iniciativa privada, em atividades essenciais, não pode haver greve. No Estado, também não deveria poder. Polícia é um serviço essencial. Quem usa arma deveria ser proibido pela Constituição de fazer greve. Não dá. Servidores que trabalham em UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) também não. Se for levar ao pé da letra, a educação também não. Estamos fazendo o levantamento. Recebemos da AGU o pedido e vamos dar uma resposta do que achamos essencial. O ideal seria aprovar uma lei."

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Fonte: com informações do Correio Braziliense

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Se depender da AGU, greve em hospital federal só ontem

2 comentários:
A Advocacia Geral da União (AGU) está muito empenhada em dar o tom principal na regulamentação da Lei de Greve do Serviço Público. Áreas do governo, do Congresso e do movimento sindical vem discutindo o tema há um bom tempo já, pois se trata de algo que não pode ficar no limbo, à mercê das mais variadas interpretações de justiças locais. Mas parece que a AGU quer desconsiderar tudo isso.

Recentemente a AGU publicou uma lista dos serviços onde acha que o exercício do direito constitucional à greve deve ser terminantemente proibido. Entre eles, a AGU lista os serviços de emergência e UTI dos hospitais federais. Posto assim, sumariamente, ninguém vai discordar, nem os sindicatos, que não se pode paralisar atendimentos de emergência e de cuidados intensivos por causa de uma greve.

O grande problema é como se caracterizam as "emergências médicas", pois só médicos podem triar o que é e o que não é "emergência". É um caminho para impedir praticamente qualquer greve num hospital público, como o HC. Ou seja, o HC fica manietado para quando surgirem momentos que exijam resposta radical do movimento sindical como a paralisação do trabalho. Os trabalhadores do HC ficam assim sob ameaça, mas a pelegada que não gosta nunca de organizar greve fica com uma boa desculpa pra não fazer nada...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Greve de servidor é "atentado à democracia", diz o chefe da AGU

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O Secretário de RH do Min. Planejamento já tinha avisado que novas negociações salariais com servidores públicos só no próximo governo, em 2011. Este ano, nada. Outro aspecto é a regulamentação do direito constitucional à greve no serviço público. E, se depender do advogado-geral da União (foto), a lei de greve deve ser tão dura que poderá, na prática, acabar com o direito inscrito na Constituição Federal.

No panfleto do Departamento de Estado do governo norte-americano que aqui alguns no Brasil ainda chamam de "Revista Veja", edição desta semana (19/05/2010), foi publicada entrevista com Luis Adams, da Advocacia Geral da União, em que ele classifica a greve do servidor público como um "atentado à democracia". Leia abaixo trechos dessa entrevista e tire suas próprias conclusões acerca de tempos difíceis que podem vir caso prevaleça a visão do Dr. Adams.


VEJA: Há uma série de ameaças de greve de funcionários públicos de setores essenciais. Isso assusta o governo?
LUIS ADAMS: Estamos preocupados. É hora de discutir uma regulação melhor para distinguir o direito de greve do setor privado do direito de greve do serviço público. No serviço público, a greve não é feita contra o patrão, é feita contra a sociedade. É um atentado descarado contra a democracia. Essa característica não permite que os dois setores tenham a mesma legislação sobre greve.


VEJA: Como regular isso?
ADAMS: O Judiciário deu um primeiro sinal ao derrubar a jurisprudência de que era preciso manter o atendimento de apenas 30% nos serviços em greve. Isso pode valer para o serviço privado, jamais para o serviço público. Serviços essenciais têm de funcionar integralmente sempre. Greve no serviço público tem de ser muito restrita. Agora isso vai mudar.


VEJA: Mas no governo Lula pouco foi feito nessa direção.
ADAMS:
Estou no cargo há pouco mais de seis meses, não posso falar de todo o governo. Há um anteprojeto de lei para regulamentar o direito de greve do servidor. O governo tem cortado o ponto dos servidores grevistas e a AGU vem participando de negociações sobre essas ameaças de greve. Mas há uma característica muito complicada, que são os limites dos direitos da burocracia do estado. A Constituição foi muito pródiga em direitos para essa burocracia, com irredutibilidade salarial, prerrogativas de movimentação, estabilidade, direito de greve.


VEJA: O senhor acha que os direitos dos servidores travam o serviço público?
ADAMS:
Às vezes, o excesso de direitos da burocracia inviabiliza a governança. A burocracia de estado é boa tecnicamente, vem evoluindo, mas precisa se afinar mais com os princípios de governança. O direito a esses benefícios não pode ser usado para inviabilizar o estado. A burocracia cria pequenos totalitarismos no governo. Há servidores que não cumprem leis e não são punidos. Isso não pode existir, a lei deve ser cumprida por todos. É outro atentado à democracia.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Boa notícia: Senado aprova Convenção 151 da negociação coletiva

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Sem alarde, o Senado aprovou a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prevê o processo de negociação coletiva na administração pública, similarmente ao que ocorre na iniciativa privada. Assim, o Poder Executivo (federal, estaduais e municipais) fica obrigado a sentar à mesa de negociação com as entidades representativas do funcionalismo para encontrarem propostas de consenso antes que qualquer greve tenha que ser iniciada. Para a Convenção 151 começar a valer, só falta agora a promulgação pelo Presidente Lula.


A notícia é boa, mas fontes da FASUBRA alertam que, junto com ela, vem outra, de teor preocupante, relativa à regulamentação do direito de greve no serviço público, conforme estaria prometendo o secretário de Recursos Humanos do Min. do Planejamento, Duvanier Paiva. Quer dizer, se por um lado deverá ficar facilitada a instalação da mesa de negociações, por outro poderá ficar mais complicado deflagrar uma greve quando não se chegar a um acordo só na base do diálogo com os patrões.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Direito à negociação coletiva não pode ficar atrelado a regulamentação da greve

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Tem havido conversas entre representantes do governo e dos servidores federais acerca de alguns itens importantes para a categoria. Um deles é a aprovação da Convenção da OIT no. 151, que define o direito à negociação coletiva e data-base. No entanto, o governo está dando uma de esperto e pretende que, em troca da negociação coletiva, haja acerto quanto a outros dois tópicos: a liberação de dirigentes sindicais e a regulamentação do direito de greve.

As entidades dos servidores não topam essa barganha e entendem que o debate deve ser separado. A Convenção 151 já está no Congresso Nacional esperando aprovação. O que os representantes dos SPF avaliam também é que, se já existisse o processo de negociação coletiva, governo e servidores sentariam para conversar desde o começo e muitas greves não precisariam acontecer.

O direito de greve dos servidores, inscrito na Constituição de 1988, é objeto de muita polêmica, pois em cada greve que acontece, quando surgem aspectos litigiosos tais como o percentual de garantia de funcionamento mínimo em certos serviços, na falta de lei complementar, costuma-se aplicar o que vale para a iniciativa privada. Por outro lado, há setores no governo que ainda pretendem impor critérios draconianos para uma greve poder ser legitimada, tais como quoruns altíssimos em assembléia que aprova a greve.


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Fonte: com informações do DIAP

terça-feira, 22 de abril de 2008

Lei de Greve será mordaça no movimento

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Pouco antes do feriadão, dia 16, houve reunião da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) do Congresso Nacional. Na CTASP se discute, em regime de prioridade, o Projeto da Lei de Greve no serviço público (PL 4.497/01), cuja proposta inicial, engendrada no Ministério do Planejamento, pretende impor severos limites ao exercício do direito de greve dos servidores.

Por causa das limitações que praticamente impedem a greve (alto quorum em assembléia para aprovar a greve, alto percentual mínimo de manutenção de servidores trabalhando etc) , o Projeto enfrenta forte oposição do movimento sindical e parlamentares ligados aos sindicatos. O relator do PL é o conservador deputado Nelson Marquezelli.

A bancada sindical pretende retirar o projeto de pauta enquanto não se definir como fica a conquista do direito de negociação coletiva. No entanto, desconsiderando a argumentação dos servidores, o Presidente da Comissão, Pedro Fernandes (PTB-MA) já por três sessões seguidas pôs o PL em pauta, mas sem conseguir votar pela contrapressão de parlamentares aliados do movimento de servidores.

A próxima reunião ordinária da CTASP ocorre amanhã, 23/04, e o PL anti-greve poderá ser efetivamente levado a votação. No sentido de protestar contra a aprovação desse duríssimo PL e defender os interesses dos servidores, dirigentes da FASUBRA e de outras entidades do funcionalismo deverão marcar presença nessa reunião.

Neste momento, ainda estamos relativamente tranqüilos porque – após a longuíssima Greve dos 100 Dias, de 2007 – alcançamos um Acordo Salarial razoável até 2010, e talvez não seja preciso recorrer a paralisações tão longas no próximo período. Mas é preciso impedir que essa Lei de Greve seja aprovada tal como está proposta, pois ela amordaçará os futuros movimentos. Contra isto, a FASUBRA e os sindicatos de base tem que se mexer, e isto vale também para os atuais diretores do Sinditest, por mais que estejam ensimesmados com as questões internas do seu reduto eleitoral hospitalar.