A eleição direta para Reitoria da UFPR está indicada para
meados de agosto. Poderia essa conquista
histórica da luta democrática da comunidade estar ameaçada de uma realização
mal-sucedida? Abaixo alguns elementos
para refletir sobre isso.
1.O debate sobre as regras do jogo começou atrasado. Só em 4
de abril deste ano a Comissão Paritária de Consulta (CPC, formada por
representantes eleitos por SINDITEST, DCE e APUFPR – 3 de cada, mais 3
suplentes) conseguiu se reunir para aprovar seu próprio regimento interno de funcionamento e não havia
iniciado nenhum debate sobre novas ideias para regular a eleição propriamente
dita (ideias como 2 turnos, alistamento eleitoral prévio etc).
2.Aponta-se no horizonte uma nova greve nacional dos técnicos,
a começar em meados de junho (a de 2011
começou em junho e acabou em setembro). Os professores também podem fazer uma greve nacional. Deve-se lembrar que numa passada eleição de
reitor (2001), que teve de se realizar durante uma greve nacional de
professores, houve muitos tumultos e tentativas de sabotagem em locais de votação. Isso pode obrigar a alterações do calendário
eleitoral, e dar margem ao Conselho Universitário querer afirmar a
inviabilidade da consulta direta.
3.Pelo menos na área do Sinditest, não se tem notado grande
empenho de sua diretoria em debater o regimento da eleição (isso sequer é
pautado em assembléia desde fevereiro). Um de seus principais diretores, por sinal,
escreveu texto no site de seu partido (em 11/04), no qual clama pelo lançamento de uma
candidatura à Reitoria que contemple as afinidades políticas dele, sem o que as eleições
serviriam apenas para atender “benefícios individuais” de servidores interessados em abocanhar CDs e FGs.
Além
disso, diz esse diretor na mesma matéria: “Não é possível chegarmos a mais uma
eleição para escolher entre o ‘ruim’ e o ‘menos pior’”, subentendidos esses
adjetivos como referindo-se ao atual reitor Akel e a candidatura de oposição da professora Maria
Tarcisa Bega. A candidatura alternativa
dos sonhos desse diretor seria a da professora Astrid, a qual não fez nenhum sinal
sólido de pretender entrar na disputa. Ora,
se um dos principais diretores atuais do Sinditest menospreza a eleição direta
pela falta de candidatura que o agrade, terá o sindicato efetivo empenho para
bem organizar o processo? Ficamos na
expectativa para ver se o Sinditest chama para logo uma assembleia geral cuja pauta única possa ser
a eleição direta da Reitoria.
2 comentários:
para quem já disse no passado que, TEM VERGONHA DESTA CATEGORIA, e agora no CONFASUBRA, só faltou a companheira DANIELA calar a boca.
esperar o que dessa pessoa?
sendo diretor age desta forma, e se não fosse, seria na chibata ou coisa parecida?
Certamente para essa pessoa o "cargo de diretor sindical" a deixa mais e mais arrogante, como se fosse o "supra-sumo" da categoria de técnicos da UFPR, quem sabe até de todas as IFES...
Ôh coitada dessa pessoa!!
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