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terça-feira, 20 de agosto de 2024

A grande mídia está se alinhando com a “nova face do bolsonarismo”

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O ex-ministro José Dirceu (PT) publicou um artigo na Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (19) na qual comenta a série de reportagens dos jornalistas Glenn Greenwald e Fábio Serapião que tem como alvo o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e mensagens supostamente comprometedoras trocadas por seus assessores. Confira trechos:

"Causa estranheza o destaque dado pela Folha à denúncia de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, teria agido fora dos ritos ao solicitar, por meio de auxiliares, que o Tribunal Superior Eleitoral — do qual à época era presidente (ele dirigiu a corte de agosto de 2022 a junho de 2024) — produzisse relatórios para embasar o inquérito das fake news. O inquérito foi aberto por ele ainda em 2019, contra jornalistas e comunicadores que insistiam em disseminar notícias falsas contra o sistema eleitoral, os tribunais superiores e seus ministros, pregando o discurso do ódio. (…)"

"É importante notar que a denúncia foi muito bem embalada para ter ampla repercussão. A reportagem que a sustenta tem coautoria de Glenn Greenwald, jornalista estadunidense responsável pela denúncia da Vaza Jato, cujos documentos foram fundamentais para anular os processos contra o presidente Lula, reconhecer sua inocência e restituir seus direitos políticos. Imediatamente, os bolsonaristas passaram a pedir o impeachment de Moraes e defender que todas as punições dadas por ele sejam revistas. Querem, ainda, anistia para os golpistas de 8 de janeiro de 2023 e para o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro — tanto em torno dos primeiros quanto do segundo o cerco vai se fechando.(…)"

"Também chama a atenção que a denúncia tenha repercutido nas redes de direita no exterior e tenha sido comentada por Elon Musk, dono do X (ex-Twitter) e crítico de Moraes, a quem acusa de cercear a liberdade de expressão com seu inquérito das fake news, através do qual determinou a suspensão de contas de extremistas em redes sociais. Musk, um sul-africano que se fez bilionário nos Estados Unidos e é dono de várias empresas de tecnologia, é apoiador declarado de Donald Trump, que, como Bolsonaro e seus seguidores, é adepto da disseminação de mentiras nas redes sociais. (…)"
 
"Não resta dúvida de que a denúncia, que já começou a refluir, mostrou que a extrema direita está muito ativa e atenta a todos os movimentos de que possa se aproveitar para fortalecer sua posição em direção ao seu projeto de poder para 2026. Mostrou também o quanto setores da sociedade e da mídia tentam se alinhar com a nova face do bolsonarismo, que responde pelo nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas — a “suíte” [no jargão jornalístico, reportagem que explora os desdobramentos de um fato noticiado] saiu da Polícia Civil paulista. (…)"
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Fonte: via Diário  do Centro do Mundo, de 19/08/2024

De onde veio o matador de dinossauros

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O asteroide que exterminou os dinossauros foi formado para além da órbita de Júpiter. Quando o objeto espacial impactou a Terra onde hoje é a localidade de Chicxulub, no México, há 66 milhões de anos, a enorme explosão espalhou uma camada de material do asteroide por todo o planeta. Os pesquisadores observaram um elemento químico preservado nessa camada,o rutênio, e descobriram que ele combinava com a conformação do tipo de asteroide que se formava fora do sistema solar, mais do que os do tipo que era formado na região interna do sistema.

Comentário para reflexão: a evolução de macacos antropoides até chegar no Homem atual vem de cerca de 8 milhões de anos para cá, até que nossa espécie se tornasse dominante sobre a Terra. Agora, pensemos: se aquele asteroide matador de dinossauro não tivesse caído no planeta há 66 milhões de anos, seria de se prever que as espécies várias de dinossauros continuariam evoluindo, inclusive seus cérebros. Poderiam ser eles a espécie dominante hoje e não os seres humanos?
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Fonte: com informações da revista Nature, de 16/08/2024

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

É a boca de urna, cara!

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Parafraseando uma expressão que ficou famosa em disputas eleitorais à presidência dos EUA - "É a economia, estúpido!" (o que definiria a eleição presidencial) - aqui está a questão de fundo que motiva boa parte da diretoria atual do Sinditest a criar atritos com a Apufpr e a própria CPC por causa do método de votação, se online ou presencial. Atritos com infeliz troca de Notas ríspidas entre as entidades sindicais dos TAE e dos docentes, que ameaçam a estabilidade de funcionamento da CPC e colocam em risco o próprio bom termo da eleição direta à Reitoria.

Vejam só: a direção do Sinditest afirma que o método online "prejudicaria" a participação na eleição direta de dois segmentos apenas: trabalhadores do HC e aposentados. Só não explica como.

Hoje, o governo federal Lula instituiu (na verdade, deu continuidade, com melhorias) a plataforma Gov.br, sendo obrigatório a TODOS os trabalhadores públicos federais entrar nela para ter acesso a uma série de serviços (marcar férias, por exemplo). Isto implica que todos tem que ter um domínio básico de internet para usá-la (ou pedir ajuda a algum parente ou amigo). Por que seria diferente para participar em uma plataforma online para votar para reitor(a)?

A base de trabalhadores do HC e o segmento dos aposentados são duas áreas onde alguns dos atuais diretores do Sinditest tem bastante influência. E, sabe-se, a maioria dessa diretoria sindical já está posicionada ao lado de uma das candidaturas, aquela que apoiou o candidato bolsonarista a reitor quatro anos atrás.

Portanto, fica patente que a exigência de votação presencial APENAS dessas duas categorias tem por trás o interesse de que elas vão até a UFPR, façam fila para votar, e, nessa ocasião, os acólitos daquele reitorável possam fazer assédio aos eleitores que chegam e se enfileiram, a bem conhecida "boca de urna". Nada mais é que isso.

O lero-lero de "melhorar a participação" dessas categorias não se sustenta diante de fatos da realidade. Numa votação presencial, aposentados - que não raramente podem estar adoecidos ou com dificuldades de deslocamento físico para fora de casa - terão que ir até o local de uma urna presencial na UFPR para votar e enfrentar fila. Assim também para trabalhadores do HC, que precisariam largar seu serviço por 20, 30, 40 minutos para entrar numa fila de votação, e isso pode complicar a rotina do hospital.

Na votação online, desde que bem organizada e em plataforma com interface amigável, o aposentado pode votar sem sair de casa, rapidamente. E o pessoal do HC, em cinco minutos, a partir de seu próprio terminal, pode manifestar sua opinião sobre as candidaturas.

Portanto, deixem de enganar os incautos.

domingo, 18 de agosto de 2024

Eleição direta à Reitoria da UFPR pode estar correndo grave risco

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Por que esta advertência? Porque estão ocorrendo sérias desinteligências e atritos entre direções das entidades Sinditest e Apufpr, com isto se estendendo para dentro da Comissão Paritária de Consulta (CPC), organizadora da eleição para escolha de novo reitor ou reitora, marcada para 10-11 de setembro.

Antes de tudo, assinale-se que o processo para realização da consulta direta, na montagem da CPC, já começou com equívocos e atropelos. Ao invés de as direções sindicais aproveitarem as massivas assembleias da recente greve para ali, aberta e democraticamente, elegerem os respectivos representantes para compor a CPC – como é a tradição de décadas no processo – não o fizeram. Nem sempre havia assunto concreto da greve propriamente dita para debater nas assembleias, logo, havia espaço na pauta para tratar da eleição direta da Reitoria. Mas, não, as três entidades preferiram indicar representantes a portas fechadas em seus gabinetes. Da parte dos alunos, mal se sabe como foram indicados os componentes discentes, pois inexiste atualmente diretoria do DCE formalmente constituída.

Agosto principia e, no dia 7, acontece uma ríspida troca de “Notas” entre as diretorias do Sinditest e da APUFPR, com acusações recíprocas. A primeira Nota, publicizada pelo sindicato dos TAE em seu site, acusa a APUFPR de “impor” unilateralmente o sistema online para todos os eleitores da UFPR e o tipo de plataforma eletrônica receptora de votos que será usada. Argumentam que esse método de votação dificultará a participação de eleitores aposentados e trabalhadores do CHC, nos seguintes termos:

(...)queremos colocar que não concordamos com o formato da eleição como está sendo proposto pela APUFPR que representa os docentes. Entendemos que a escolha da plataforma foi precipitada, pois não houve o devido estudo e amadurecimento quanto as [sic] características técnicas (…) a forma de votação escolhida na CPC poderá prejudicar a participação democrática da nossa categoria de aposentados(as) e do CHC, pois o formato proposto dificultará muito [sic] participação dos(as) técnicos(as) da ativa RJU, dos trabalhadores(as) da EBSERH, bem como dos(as) aposentados(as).”

E a direção do Sinditest acrescenta:

defendemos que o modelo e a forma de votação sejam revistos e este enorme erro corrigido. Ainda que por meio de um sistema de urna online, é necessário a garantia de uma estrutura física presencial para a votação dos trabalhadores RJU e EBSERH do CHC bem como uma urna para aposentados(as) (…)Pelos motivos expostos os nossos representantes votaram contra (…)”.

Pouco depois da emissão dessa Nota, a APUFPR publica sua réplica, chegando a caracterizá-la como Nota de Repúdio às “acusações mentirosas do Sinditest”. A Nota é longa mas pode ser lida na íntegra aqui, junto com a Ata da reunião da CPC. Relata que, na segunda reunião da CPC, ocorrida em 26/7, o coordenador geral do Sinditest, Wilson Messias, irrompeu em meio à reunião criticando a decisão que se tomava ali, contestando até a indicação dos próprios representantes do Sinditest atuando na CPC e reivindicando para si ser reconhecido também como membro ativo da Comissão. A Nota da Apufpr diz que a decisão sobre método de votação teria sido aceita por “unanimidade” pela CPC e refuta participação de Messias (mais um Messias…) nessa Comissão, haja vista ele ser publicamente reconhecido como ativo apoiador do candidato de oposição à Reitoria, quebrando assim a neutralidade da CPC quanto às candidaturas a reitor(a).

A presidenta da APUFPR (e da CPC), Andréa Stinghen, na Nota acusa as falas de Messias de “machistas” e o convida a retirar-se da reunião. O bate-boca todo, ao que parece, levou a que a reunião fosse suspensa, e uma nova foi marcada para 9/8, cujo teor até agora desconhecemos. A Nota de Repúdio finaliza com comentário áspero:

“Lamentamos o método desonesto escolhido pela direção do Sinditest-PR para manifestar seu posicionamento fora da CPC, o qual é meramente destrutivo e tem o intuito de fragilizar todo o processo”.

Notem a gravidade: o método é desonesto, destrutivo e tem o intuito de fragilizar todo o processo.

Eu, Paulo Adolfo (Dodô), que já participei de mais de uma CPC, presenciei nelas debates acalorados, mas nunca, ao longo de quase 40 anos, chegando ao ponto que, me parece, da quase ruptura de relações entre entidades sindicais, o que fragilizaria a CPC. Este estado de coisas pode, de fato, comprometer o andamento do processo eleitoral e – tomara que não – até levar pessoas a questionarem sua legitimidade. Torço para que o ambiente na CPC e entre as entidades se acalme, e se restabeleçam relações de respeito e cooperação efetivos. Sobretudo pensando na UFPR e na defesa da democracia universitária, jamais se deixando levar ao sabor das ondas dos  intereses de grupos politicos internos.

sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Muitas pessoas em coma estão conscientes

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Diagnóstico por imagem de cérebro de uma pessoa que teve um AVC (hemorrágico), causa comum de coma,  mostrando coleções de sangue extravasado (em vermelho, colorido artificialmente). 
Credito: Zephyr/Science Photo Library

Um estudo com cerca de 240 pessoas com lesões cerebrais, que estavam fisicamente não-responsivas, descobriu que 1/4 delas estavam realmente conscientes. Os pacientes passaram por um escaneamento cerebral e solicitadas para que se imaginassem jogando tênis, ou para que abrissem e fechassem as mãos - 25% mostraram ter atividade cerebral, indicando que poderiam consistentemente responder mentalmente a comandos.

O grupo responsivo tendia a ser mais jovem, a ter lesões decorrentes de trauma físico (isto é, não causados, por exemplo, por um AVC ou um tumor cerebral) e a ter convivido com suas lesões por mais tempo que os demais. A real proporção de pessoas passando por esse estado de "dissociação motora cognitiva" é provavelmente ainda mais alta do que foi mensurado pelo teste, diz o neurologista e coordenador do estudo Nicholas Schiff. "Eu passei por exame de imageamento por ressonância magnética (MRI, na sigla em inglês), fiz essa experiência, e é dureza".
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Fonte: revista Nature, de 15/08/2024

quinta-feira, 15 de agosto de 2024

A bolha metafísica offline

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Republico aqui artigo veiculado neste Blog em 29/07/2020, quando se deu a última consulta direta a reitor da UFPR, porque acho que ele mantem traços de atualidade e que expressam aspectos da maneira de pensar/fazer política universitária do atual candidato de oposição professor Marcos Sunye, na atual eleição da reitoria, neste ano da graça de 2024.

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"A bolha metafísica offline"


"Em 23/07 deste ano (2020), o diretor do setor de Ciências Exatas da UFPR, professor Marcos Sunye, concedeu entrevista ao jornalista Rogério Galindo, do jornal online 'Plural'. A matéria publicada mostra com nitidez, infelizmente, traços de ressentimento em Sunye, ecos do resultado da eleição direta para a Reitoria em 2016, que deu vitória ao atual reitor Ricardo Marcelo. O que talvez explique sua análise incompleta e algo distorcida do quadro atual da disputa pela Reitoria.

O velho professor alemão Georg Hegel (1770-1831), em suas lições, desenvolvendo a antiga dialética de alguns gregos clássicos, discorria sobre a misteriosa interconexão geral de fenômenos e objetos da realidade. Este elemento de sua Lógica, e alguns outros, compunham um conjunto que Engels chamava de “leis” da teoria do conhecimento e do movimento, inspirando ele próprio e um colega jornalista crítico da crítica crítica a embasar na dialética hegeliana, devidamente depurada do idealismo, aquilo que depois se chamou marxismo.

Na entrevista dada ao Plural, o professor Sunye sustenta sua tese de que seria possível aguardar o fim da pandemia da COVID-19 (cuja data é incerta mesmo para os melhores epidemiologistas do mundo), para, depois disso, realizar a consulta direta para a Reitoria de forma presencial, em oposição ao método virtual aprovado pelo Conselho Universitário em junho.

Até o arrefecimento da pandemia (de data incerta, reiteramos), o mandato do atual reitor Ricardo Marcelo expiraria em 18/12/2020 e sua vice, professora Graciela Bolzon, assumiria a condução da UFPR até a hora de fazer a consulta presencial (antes de março/2021, quando acaba também o mandato da vice), a única forma efetivamente virtuosa e democrática a garantir plena participação dos membros da comunidade universitária.

E não haveria qualquer risco político ou administrativo de o fascista desgoverno Bolsonaro nomear um interventor pro-tempore. Para isso, apoia-se em alguns dispositivos legais em defesa de seu argumento para não se fazer a consulta direta virtual.

É pelo menos curioso ouvir de um dos expoentes da área da Informática da UFPR a maniqueísta contraposição de que o recurso às tecnologias propiciadas pela internet é impróprio, antidemocrático e inviabiliza o “amplo” debate no seio da comunidade apta a votar, enquanto que o tradicional método presencial seria pleno de virtudes e o único capaz de assegurar democracia interna e legitimidade à chapa eleita. Hoje, aliás, por causa da pandemia, os principais poderes da República (Congresso, STF, STJ) fazem suas sessões virtuais e – oh, sacrilège! - nelas deliberam rumos para o país!

Isso, no entanto, é de menos quando se constata, vindo do grupo liderado por Sunye, a subestimação flagrante dos riscos reais de intervenção federal na UFPR, se não cumpridos certos prazos legais para a sucessão na Reitoria.

Não terão ainda, para o grupo desistente do processo, sido suficientemente educativos politicamente os 19 meses do desgoverno Bolsonaro, pleno de arbitrariedades e descumprimento de dispositivos legais? Ou, mais especificamente, os meses de estupidez, desfaçatez, inépcia e deboche do pior ministro da Educação das últimas décadas, o fugitivo Abraham Weintraub? Desministro metido a engraçadinho do Twitter que cortou fundo verbas e bolsas de pesquisa das Universidades Federais e tentou emplacar o privatizante projeto “Future-se”? Seria preciso ainda mais disso para que os subestimadores do autoritarismo bolsonarista entendam que de modo algum vivemos tempos de normalidade democrática?

Sob o desgoverno Bolsonaro, muita coisa de anormal já ocorreu, ao arrepio das leis e do chamado republicanismo, até usar e abusar do entulho da Lei de Segurança Nacional (vinda da ditadura) contra seus opositores. Logo, não se pode dar “chance pro azar” neste processo sucessório da UFPR, ele tem que ser realizado dentro de prazos legais, para não abrir flancos jurídicos, e, neste momento de incertezas sanitárias, terá de ocorrer pelo método eletrônico virtual (possivelmente trazendo maior quorum de presença de eleitores do que o presencial).

Mais: o candidato de oposição nesta consulta direta marcada para setembro é um bolsonarista, mesmo que diga que não é. Vem à mente aquele dito: tem cabeça de porco, rabo de porco, patas de porco, mas não é porco… Não se pode formar opinião acerca de uma pessoa por aquilo que ela diz de si mesma, mas sim pelo que faz concretamente. Recomendamos aos leitores a leitura da entrevista intitulada "Candidato a reitor diz que UFPR é doutrinadora e assistencialista", no mesmo jornal Plural em 20/07, dada pelo candidato da direita, Horácio Tertuliano. Nessa matéria se vê como o professor Horácio manifesta diversos pontos de vista em evidente afinidade com aqueles que Bolsonaro vive tagarelando. Ele sonha entrar na lista tríplice que irá para o MEC, mesmo que seja mal votado na consulta direta, e aí contar com a caneta Bic amiga do seu Jair.

Assim, o caro professor Marcos Sunye, com seu grupo de apoio, parecem fechar-se em uma bolha metafísica, compartimento estanque que analisa a UFPR isoladamente do cenário nacional repleto de instabilidade. E uma bolha offline, desconectada da multiplicidade de fenômenos do Brasil e do mundo em que está inserida a UFPR. Ainda há tempo de mudar."

Varíola do macaco: declarada emergência de saúde pública na África

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Uma preocupante cepa do vírus da varíola do macaco (em inglês ‘monkeypox’, ou, abreviado, ‘mpox’) tem-se espalhado rapidamente na região da África central nos últimos meses (ao menos países já com vários casos da infecção). O surto fez com que os Centros Africanos para Prevenção e Controle de Doenças declarassem pela primeira vez emergência de saúde pública em 13/08 e a Organização Mundial de Saúde (OMS) está reunida agora, para verificar se a Mpox para debater se lança uma declaração global. 

Lesões cutâneas da Monkeypox

Essas movimentações refletem uma séria preocupação dos cientistas de que o surto da doença pelo vírus da Mpox possa evoluir para uma epidemia que se dissemine por todo o continente africano – e, possivelmente, para além dele.
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quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Crônicas do Abacateiro - 3

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A revoada de morcegos e o sagu

Minha casa era mesmo um pequeno universo. Observado de longe por meu gigante amigo abacateiro explorei seus “microbiomas” como, por exemplo, o do porão, povoado por aranhas, ratazanas e algumas cobras inofensivas. Mas um que amei, ainda mais depois que meu padrinho presenteou-me com aquele livro sensacionalista alemão “Eram os deuses astronautas”, era o telhado da minha casa. Em meu quarto, abri um alçapão para subir ao sótão. Dali, desloquei duas telhas e – pronto! - estava com acesso ao telhado da casa.

Sobre aquelas telhas podia dormir ao relento, sob ameno vento (como fiz algumas vezes), ver o céu estreladíssimo de Paranaguá, torcendo por flagrar um OVNI sobrevoando. Nunca vi. Além de umas chuvas de Perseidas e vagalhões de morcegos herbívoros fazendo suas migrações de meu quintal para outros. Jamais me picaram. Ou hoje eu seria… um vampiro chupador de frutinha?

De manhã cedo, pegava um tubo vazio de caneta Bic e um punhado de bolinhas de sagu, ali no alto do meu telhado e me divertia atirando as bolinhas no cabelo dos incautos que passavam na calçada em frente a minha casa. Coisa de piá. Mas, lá do alto e do fundo do quintal, meu amigo abacateiro me observava solerte fazendo as traquinagens.

terça-feira, 6 de agosto de 2024

Crônicas do Abacateiro - 2

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O batuque noturno da oficina


Coisa boa no escritório arborícola (ora, não viemos deste meio vegetal há 2 milhões de anos atrás?) era estar no começo da noite - mãe reclamando que eu não voltava pra casa pro jantar - ouvindo o batuque de candomblé na oficina mecânica na esquina vizinha. Ali, a coisa de uns 30 metros do fundo do meu quintal, operava uma oficina mecânica, que, depois de terminar seus serviços diurnos, abria uma sala para o pessoal do candomblé fazer seus rituais, inspirados por música. Eu, que nunca fui lá (deveria ter ido), ouvia de longe as batucadas e treinava sobre o tampo da minha mesa improvisada no abacateiro as batidas, tentando acompanhar.

Isso me marcou, mas, claro, não foi a única influência, pois música a gente aprende de múltiplas fontes. Aquele batuque, no entanto, ficou para sempre no coração, nos pulsos aflitos e tamborilantes. E sem isso, sem sentir fundamente a pulsação, você não pode batucar espiritualmente no ritmo.

Assim, coisa a mais que no escritório em meu abacateiro aprendi foi percussão e, anos mais tarde, treinei melhor a fazer em diversos instrumentos.

Filho, desce dessa árvore, já é noite, vem pra casa jantar!” - bradava minha mãe dos fundos da cozinha. Ela não sabia ainda bem o quanto de Humanidade eu estava aprendendo a partir do fundo do meu quintal e de minha árvore amiga, espectadora daquilo tudo.

Crônicas do Abacateiro - 1

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CRÔNICAS DO ABACATEIRO
Fins de julho * 2024

Um imenso quintal no centro de Paranaguá. Povoado por mato, claro, mas com muitas árvores frutíferas. Graças à faina agricultural da matriarca da família dona da propriedade, plantando essas árvores e hortas, criando galinhas, patos, marrecos. E, junto, uma vastidão de insetos, morcegos, passarinhos, aranhas, cobras, sapos.

No extremo desse quintal levantava-se colossal abacateiro, de uns 40 metros, um arranha-céu de árvore. A folha mais ao topo dele orgulhava-se por ser a mais próxima do céu azulíssimo da cidade. E o responsável por essa grandeza, acima de todas as demais árvores menores do quintal, também gabava-se de, em todos os verões, produzir frutos volumosos, de riqueza paladar irrecusável.

Pelas tantas dos anos 70, um novo animal se achegou ao abacateiro. Um bicho humano, de pouco mais de um metro e quarenta, que olhou para aquela imponente expressão da Natureza e decidiu conhecer melhor seus galhos, folhas, recônditos. O abacateiro, impassível, aceitou aquela inédita excursão por seu interior. O bicho humano subiu até o topo da árvore, de onde se podia enxergar as muitas ruazinhas próximas, e o mais alto prédio da cidade da época, o “Palácio do Café”, sede de muitos escritórios comerciais da vida econômica do município.

Imaginoso, o tal bicho humano encontrou em casa um pedaço de madeira, que era um tampo de mesa de máquina de costura que a mãe dele não mais usava. A custo, escalou com o artefato o abacateiro e achou, a cerca de 10 metros do chão, um entrecruzamento acolhedor de galhos onde conseguiu encaixar firmemente aquela improvisada mesa, sem riscos de cair.

Desde então, todo dia, à tarde, o animal humano subia ao abacateiro até seu “escritório ecológico” encravado entre os fortes galhos. Ali fazia parte de suas lições escolares e lia os livros das estantes do pai dele. E passou a conversar com o abacateiro. Sobre si próprio e sobre as ideias de diversas leituras. Assim, o abacateiro passou a conhecer – além das lições escolares – Sartre, Voltaire, Graciliano, Rosa, Camus, Nietzsche e as aventuras dos mosqueteiros de Alexandre Dumas.

Aquela árvore nunca mais foi o mesmo ser plantado 30 anos antes de ser semi-habitado pelo tal animal humano. Tampouco este animal, que sou eu, depois de fazer amizade com uma maravilhosa criação da Natureza(*), meu amigo abacateiro.
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(*)Spinoza, sempre citando Deus, como muito em sua “Ética” (1677), na verdade considerava o ente divinal como sendo a Natureza toda, o Universo materialmente existente; por este materialismo pré-marxista foi muito execrado em sua Amsterdam do século 17. Assim, em meu quintal, e convivendo com caranguejos no litoral, conheci “Deus” mais do que em minhas aulas de catecismo católico na respeitável Diocese de Paranaguá.

quarta-feira, 24 de julho de 2024

Votar Mezzadri à Reitoria é a opção racional de futuro para a UFPR

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Não só racional, mas também democrática, progressista e politicamente ampla. O professor Fernando Mezzadri, oriundo do curso de Educação Física, tem estado há vários anos no comando da Pró-Reitoria de Planejamento (PROPLAN) da UFPR, em especial nos tenebrosos anos do desgoverno de Jair Bolsonaro.

O presidente genocida da pandemia de COVID-19 está hoje tornado inelegível até 2030 por conta de seus abusos de autoridade na ânsia de reeleger-se em 2022, o que felizmente não se deu. Mas, no período em que esteve aboletado na cadeira de presidente da república, escolheu como um de seus alvos preferidos de ataque a Universidade Pública, e uma de suas ações contra este valioso bem da Nação foi estrangular suas verbas de custeio de modo imperial. Ao lado disso, congelou qualquer reajuste salarial dos servidores de Universidades e Institutos Federais. Também pisou na democracia interna de muitas instituições que fizeram eleições diretas de seus dirigentes ao nomear reitores que não tinham sido os mais votados na consulta direta à comunidade.

Nesse meio tempo, página bolsonarista infeliz de nossa história (parafraseando a música do Chico Buarque “Vai passar”), o professor Mezzadri precisou ter tirocínio político e administrativo no posto de comando da PROPLAN para gerenciar o “cobertor de pobre” imposto pelo presidente genocida, ladrão de jóias e relógios caros. Em meio a dificuldades e necessidades várias da UFPR por causa da asfixia bolsonárica de recursos financeiros (e também humanos, dada a ausência de concursos públicos de então), como timoneiro nessa braba maré, teve que fazer escolhas, definir prioridades. Apesar da terrível tormenta, o navio da Universidade não afundou.

Em seus anos como pró-reitor, certamente o professor Mezzadri adquiriu vasto conhecimento desta enorme UFPR, do campus da capital e dos diversos campi do interior do Paraná, de suas carências, vicissitudes e demandas daqui e dali. Por isto também, colocamos a assertiva da característica de racionalidade da candidatura de Mezzadri à Reitoria da UFPR. Em contraste, não se pode conduzir uma instituição imensa como esta à base de concepções e motivações de fluidos hepatobiliares ideológicos nem sempre devidamente ancorados na realidade objetiva do Brasil do III Milênio.

Somente isto não basta, contudo. Uma nova gestão de reitoria tem que ter a política no comando. Neste sentido, entendo haver dois pontos a merecer reflexões profundas e correspondentes iniciativas.

Um desses pontos é o aperfeiçoamento de processos internos de real democracia universitária. Este aspecto foi pouco trabalhado no último mandato. Na primeira gestão, o professor Ricardo teve a grande iniciativa de convocar uma Assembleia Universitária para desmascarar o projeto privatizante “Future-se” feito pelo MEC bolsonarista (época do semianalfabeto ministro Weintraub), recusado in totum.  Mas depois faltaram mais iniciativas nesse sentido. Na Constituição Federal constam mecanismos para maior participação da população para opinar sobre temas eventualmente polêmicos – como referendos, plebiscitos, por exemplo. Na Universidade Pública, espaço do dissenso por excelência, não se pode lançar mão de mecanismos inovadores de democracia participativa ampla e direta? Eis um desafio para uma futura gestão Mezzadri à frente da administração superior.

O outro ponto é mais complexo. Diz respeito a como a Universidade Pública pode – e deve – ser importante agente político-social em um mergulho fundo para enfrentar os grandes gargalos de nosso país, estruturais, de modo a que o Brasil possa superar a atual etapa de insolúvel crise crônica do capitalismo em fase neoliberal. Estamos falando na presença forte e co-formuladora (com outros segmentos progressistas da sociedade brasileira) de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, projeto que não se basta a medidas paliativas e pontuais que não mexem em estruturas. Não discorreremos aqui sobre os possíveis conteúdos de tal Projeto, mas o entendemos como o caminho para saltar a novo patamar civilizatório e que a Universidade tem que atuar nesse sentido. Não é desafio para uma gestão de reitoria, mas para várias.

Por fim, há que se falar do “jeito” do candidato Mezzadri. Uma pessoa tranquila, cordata, aberta ao diálogo e à busca, sempre que possível, de soluções de consenso com todos os segmentos da comunidade da UFPR, bem como fora dela. Uma pessoa que assegura amplitude política para dialogar com todos os setores sociais que possam ajudar a UFPR sem lhe ferir a autonomia.


Por isto e pelo exposto mais acima, convidamos todas, todos e todes de espírito democrático, progressista e mudancista a participarem do Lançamento oficial da chapa Mezzadri/Cristina nesta sexta-feira, 26 de julho(*), a partir das 19 horas, na sede da ASUFEPAR (R. Carlos Pradi, 18 – Jardim das Américas, perto do Centro Politécnico).

Até a  vitória em setembro!
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(*)26/07/1953O 26 de julho marca o 70º aniversário da invasão do Quartel Moncada. A data é considerada o início da Revolução Cubana, que culminaria seis anos depois com a queda da ditadura de Fulgencio Batista em 1º de janeiro de 1959.

segunda-feira, 22 de julho de 2024

PCCTAE: nova tabela remuneratória

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Compartilham-se aqui dois formatos de tabela do PCCTAE demonstrando os efeitos na evolução salarial a partir da assinatura do Termo de Acordo nº 11/2024, que contempla o primeiro reajuste do vencimento básico em Janeiro de 2025 e o segundo reajuste em Abril de 2026. [A figura acima é meramente ilustrativa e as tabelas devem ser vistas no Informativo da Direção da FASUBRA - link abaixo]

O primeiro formato contempla um nível de classificação do PCCTAE em cada página com duas tabelas, demonstrando o valor do vencimento básico a partir do reajuste de Janeiro de 2025 e os valores levando em consideração cada nível do incentivo à qualificação. A segunda tabela mostra os mesmos dados levando em consideração o reajuste a partir de Abril de 2026.

O segundo formato é uma tabela compilada que contempla a evolução salarial de 2023 até 2026, permitindo uma visão processual a respeito do resultado de nossa luta realizada desde 2023 a partir do momento em que superamos a fase negacionista e neofascista do desgoverno Bolsonaro (2019 a 2022), que impôs um congelamento salarial em nossa carreira, acompanhado por um colossal e criminoso desfinanciamento do orçamento das Universidades Federais.

Para ver as tabelas no Informativo da Direção Nacional da FASUBRA de 4/7/2024, acesse este link.

CNSC/FASUBRA trabalha para efetivação do Termo de Greve de 2024

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Nos dias 16 e 17 de julho, aconteceu mais uma reunião da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC), com a presença de representantes da FASUBRA, do SINASEFE e do MEC. O objetivo principal foi debater os temas que ficaram sob sua responsabilidade e propor as alterações da Lei 11.091/2005 que garantam cumprimento do Termo de Acordo de Greve de 2024.

Na quinta-feira, 18/07, os representantes da CNSC/FASUBRA reuniram-se na sede da Federação para a finalização do relatório.

Para a continuidade dos trabalhos, foi definido que a CNSC/MEC se reunirá a cada 30 dias, presencialmente. Nesse intervalo, os grupos de trabalho (GT RSC, GT Desenvolvimento e GT Cargos), que abordarão todos os pontos do termo de acordo, funcionarão de maneira remota para discussões técnicas. A próxima reunião da CNSC/MEC já está agendada para os dias 23 e 24 de agosto. A CNSC/FASUBRA destaca que todos os pontos já definidos abrangem igualmente os servidores e servidoras ativos, aposentados e pensionistas. Os demais pontos serão tratados nas mesas setoriais ou no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
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Fonte:FASUBRA

terça-feira, 25 de junho de 2024

Julian Assange - Livre!

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Julian Assange, o jornalista australiano e fundador do WikiLeaks, foi liberado da prisão de segurança máxima em Londres nesta segunda-feira (24/6). Ele estava detido há mais de cinco anos na capital do Reino Unido. Após a liberação, ele embarcou rumo à Austrália, seu país natal.

De acordo com a agência de notícias AFP, Assange concordou em se declarar culpado em um tribunal dos Estados Unidos por revelar segredos militares. Este acordo foi feito em troca de sua liberdade, encerrando assim um longo drama legal.

A agência de notícias informa que o jornalista comparecerá a um tribunal nas Ilhas Marianas do Norte, um território dos Estados Unidos no Pacífico. Segundo o acordo, ele se declarará culpado de conspiração para obter e disseminar informações de defesa nacional.


COMUNICADO DO WIKILEAKS
"Julian Assange está livre. Ele deixou a prisão de segurança máxima de Belmarsh na manhã de 24 de junho, depois de ter passado 1.901 dias lá. Ele recebeu fiança do Supremo Tribunal de Londres e foi libertado no aeroporto de Stanstead durante a tarde, onde embarcou em um avião e partiu do Reino Unido.

Este é o resultado de uma campanha global que abrangeu organizadores de base, defensores da liberdade de imprensa, legisladores e líderes de todo o espectro político, até às Nações Unidas. Isto criou espaço para um longo período de negociações com o Departamento de Justiça dos EUA, conduzindo a um acordo que ainda não foi formalmente finalizado. Forneceremos mais informações o mais breve possível.

Depois de mais de cinco anos numa cela de 2×3 metros, isolado 23 horas por dia, ele em breve se reunirá com sua esposa Stella Assange e seus filhos, que só conheceram o pai atrás das grades.

O WikiLeaks publicou histórias inovadoras sobre corrupção governamental e violações dos direitos humanos, responsabilizando os poderosos pelas suas ações. Como editor-chefe, Julian pagou caro por esses princípios e pelo direito do povo de saber.

Ao regressar à Austrália, agradecemos a todos os que estiveram ao nosso lado, lutaram por nós e permaneceram totalmente empenhados na luta pela sua liberdade."
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Fonte: Diário  do Centro do Mundo - 24/06/2024









Pela Educação Pública, mais verbas para as Universidades e salários dignos - Ato em 26/06

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Servidores e servidoras técnico-administrativos/as estão em greve há mais de 100 dias, reivindicando uma pauta geral e uma específica, esta em torno da recomposição salarial de cerca de 35% (resultado dos 7 anos sem quaisquer reajustes sob Temer e Bolsonaro) e a reestruturação da carreira (PCCTAE)
.

Contudo, na maltratada esfera da Educação Pública, defendê-la não se resume a melhores salários e benefícios para seus trabalhadores e suas trabalhadoras.  A dotação de recursos orçamentários da União para o custeio das IFES caiu brutalmente a níveis de mais de dez anos atrás, atingindo o fundo do poço, é claro, durante os anos Bolsonaro.  Mesmo agora, sob Lula, ainda não se conseguiu retornar ao mais alto índice de verbas, que foi em 2015, sob Dilma (estamos em menos da metade dos recursos daquele ano).

Assim, é também fundamental que tanto TAEs, como docentes e estudantes, prossigam a luta para que, na feitura do orçamento para 2025, haja substancial aporte de mais recursos para as IFES, em custeio e capital. Que é o oposto do que exigem os banqueiros e especuladores do grande capital financeiro, que cobram cortes de verbas da Educação e da Saúde, para "honrar" o pagamento dos escorchantes juros da dívida pública para aqueles que ficam à toa em suas mansões só vivendo de rendimentos, sem produzir nada.

Por  isto, o Comando Estadual de Greve dos TAEs do Paraná convoca um Ato Público para a manhã de 26/6, 4a.feira, a partir das 08h30, na Praça Santos Andrade.  Participemos todos. Não larguemos a bandeira da defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade!

quinta-feira, 20 de junho de 2024

Ato contra o PL do estuprador em 21 de junho

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Os vilões da Câmara Federal deputados  Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Arthur Lira (PP-AL) serão devidamente "homenageados" em Ato público amanhã, 21/06, chamado pelos movimentos sociais (principalmente os de mulheres) e partidos de esquerda.  O primeiro por ser autor do absurdíssimo Projeto de Lei 1904/24, apelidado de "PL do estuprador", e o segundo por ser presidente da Câmara e tendo determinado regime de urgência para votar o infausto PL direto no plenário.

Muitos já conhecem o teor maléfico, misógino do PL 1904, que obriga meninas e mulheres estupradas a manterem a gestação, mesmo nas situações de aborto legalmente autorizado (estupro; risco de morte da gestante; feto anencéfalo). Ainda, equivalendoo o aborto a homicídio, pretende punir com rigor de prisão a vítima e o médico que realizarem o procedimento abortivo. 

Essa escabrosidade teve ampla repercussão negativa na maioria da sociedade e muitas mobilizações contrárias Brasil afora na semana passada.  Ao ponto de Arthur Lira ter de suspender tramitação e adiá-la para o segundo semestre. Bom é que acabou aparecendo como maior vilão da história esse canalha chantageador de Lula que é o senhor Lira. Ele teve que depois ficar  se desculpando pelo que fez.  Aliás, o atual presidente da Câmara Federal tem sido acusado pela ex-mulher de violência doméstica contra ela.

Já houve um Ato em Curitiba e amanhã haverá outro, que se inicia às 16h30 diante da Câmara Municipal (R. Barão do Rio Branco, 720).  Depois deve ocorrer uma passeata por ruas do centro da cidade.  Mulheres e homens que lutam contra a violência sobre mulheres e meninas, e contra o obscurantismo civilizatório, estão convocadas e convocados para a manifestação de amanhã.  Fora, Sóstenes misógino e Fora, Lira, chantagista canalha!

Professores da UFPR aprovam final da greve

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Em assembleia geral multicampi realizada na manhã de hoje, professores/as aprovaram, por 240 votos contra 130, o final de sua greve, com retorno previsto para 24/06, próxima segunda-feira.

A categoria, por maioria de 180 a 160 votos, também decidiu que se deve assinar as propostas apresentadas pelo governo federal, embora consideradas insuficientes. 

A greve dos servidores técnico-administrativos prossegue, mas o Comando Nacional de Greve da FASUBRA estuda e debate modos e ocasião para dar um desfecho apropriado e unitário para o movimento paredista, de forma a não desgastar o instrumento legítimo da greve para utilização em futuro momento.



quarta-feira, 19 de junho de 2024

Viva Chico Buarque - 80 anos!

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Francisco Buarque de Holanda completa hoje 80 anos de uma vida artístico-cultural das mais prolíficas da história brasileira, que dispensa comentários aqui sobre suas qualidades como compositor, escritor, teatrólogo.

Na foto, ele faz o "L" de Lula, a quem sempre apoiou, de quem é muito amigo, inclusive nas peladas do time dele, o Polytheama.

Por falar em peladas, recordo das muitas que joguei com os amigos num campinho da praça Brigadeiro Eppinghaus, no Juvevê, seguidas da visita ao barzinho próximo.  Marcante foi no começo de 1985, quando a ditadura militar fascista estava acabando, e, no barzinho, batucamos "Vai Passar", do Chico, samba que comemorava justamente isso - o fim do arbítrio militar.

E o hino "Vai Passar", dos anos 80, também deve ser cantada por todos os socialistas e democratas em luta contra o obscurantismo fascista atual do Brasil e do mundo.  A extrema-direita com seu fascismo execrável também vai passar. Mas com muita luta!

Assembleia da APUFPR na manhã de 20/06 avalia a greve docente

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Neste 20 de junho, quinta-feira, os professores da UFPR realizam Assembleia Geral presencial a partir das 08h30, no Auditório da Administração, no Centro Politécnico.  Ao mesmo tempo ocorrem também assembleias em outros campi. 

A pauta é a que segue:
  1. Informes;
  2. Análise de Conjuntura e Avaliação de Greve;
  3. Questões levantadas pelo Comando Nacional de Greve (CNG) para as Assembleias Gerais: Documentação disponível aqui: https://tinyurl.com/andes84cng
  4. Avaliação da Pauta Local;
  5. Prestação de contas do Fundo de Greve;
  6. Eleição de delegados para o Comando Nacional de Greve.
Há informações de que assembleias de professores da UFMG, da UFSC e da UFRB (Recôncavo Baiano) teriam já votado pelo fim da greve docente.

PL do Estuprador, senadora Soraya e a 'atriz' babaca do senador Girão

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A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) criticou nesta terça-feira (18) o debate realizado no plenário do Senado sobre o aborto. A parlamentar desafiou a contadora de histórias, que encenou um feto na segunda-feira (17), a também encenar uma mulher sendo estuprada.

Eu queria até o telefone, o contato daquela senhora que esteve aqui ontem, encenando aquilo que nós vimos. Sabe por quê? Porque eu quero ver ela encenando a filha, a neta, a mãe, a avó, a esposa de um parlamentar sendo estuprada”, disse a senadora.

Eu quero que ela faça a encenação do estupro agora. Por que não? Se encenaram um homicídio aqui ontem, que encenem o estupro”, completou.

Thronicke afirmou que é contra o aborto, defendendo que a vida começa na concepção, mas destacou que o Estado é laico e que o aborto é legal no Brasil em três situações: em caso de estupro, de anencefalia fetal ou de risco de morte à gestante.
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Fonte: DCM