-->
Mostrando postagens com marcador ultraliberalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ultraliberalismo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Parasitário Guedes sai já ou amanhã?

Nenhum comentário:

Menos mal que Jair Bolsonaro tenha dado um “fora” na sua equipe econômica – ela ainda existe? – e nas propostas de pura maldade que vinham soltando às dúzias para a imprensa.

Fernando Brito - Blog Tijolaço

Pouco importa se Bolsonaro fez isso por algum remanescente de humanidade que nele sobreviva ou se percebeu que as propostas eram uma bomba atômica sobre o eleitorado de classe média baixa onde consegue seus melhores índices.

Significa mais no que isso vai repercutir na situação econômica do país, com o abandono de qualquer perspectiva de que se continue, em 2021, injetando os recursos que, neste momento, estão “segurando” o agravamento da crise econômica.

Aliás, Paulo Guedes conseguiu, graças à medida que não queria tomar, uma sobrevida, pois seria difícil que sobrevivessse a uma queda do PIB de até 15% sem o auxílio emergencial. Mas é, também, o Ministro da Economia mais desautorizado por um presidente da República que a história já conheceu.

Guedes não tem credibilidade para falar coisa alguma e, se já não tinha projetos econômicos, agora tornou-se mero “contador” do governo.

Contabilidade que, aliás, vai muito mal e que irá pior ainda quando o ano virar e acabar o “cheque especial” do orçamento da pandemia.

Que, aliás, não tem um tostão furado sequer no Orçamento de 2021.

O mundo não vai se acabar dia 31 de dezembro, mas a coisa será bem perto disso com as finanças públicas.

Mas aí, se não antes, Guedes pede pra sair.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Guedes, o parasitário contador de 'causos' do desgoverno

Nenhum comentário:
Ontem, na Folha de SP, um grupo de 8 acadêmicos se juntou para uma antologia dos maiores “causos” de Guedes. Apenas um poderia ter compilado seus feitos.

Luís Nassif - Jornal GGN


Uma das características mais presentes nos tempos atuais é a enorme capacidade dos homens públicos de criar narrativas completamente dissociadas da realidade.

Um dos exemplos recentes foi Donald Trump, na convenção republicana, eximindo-se totalmente do fracasso no combate à COVID-19. Outro, o governador fluminense Wilson Witzel, em discurso na frente da sede do governo, sustentando que a operação Lava Jato do Rio de Janeiro não havia apresentado nenhuma prova contra ele. Nos jornais, contratos de sua esposa com escritórios de advocacia ligados a empresas beneficiadas por ele, enquanto governador. Sem contar o insuperável Jair Bolsonaro, debitando aos governadores os reveses no enfrentamento da COVID-19.

Mas, provavelmente, nenhum homem público atual desenvolveu a capacidade de construir ficções como o Ministro da Economia Paulo Guedes. Sua capacidade de chutar números é insuperável.

Seu comportamento, em uma das primeiras viagens aos Estados Unidos, prometendo a uma plateia de investidores vender até o Palácio do Governo é de um ridículo só possível em quem não tem a menor noção sobre a liturgia do cargo.

Ontem, na Folha de SP, um grupo de oito acadêmicos se juntou para uma antologia dos maiores “causos” de Guedes. Apenas um poderia ter compilado seus feitos. O fato de o artigo ter sido escrito a 16 mãos é apenas um sinal da indignação coletiva que Guedes provoca em todo economista sério, de qualquer linha econômica.

Eis a lista dos feitos de Guedes:

* Na campanha de 2018, garantiu, contra todas as evidências, que zeraria o déficit primário de cerca de R$ 130 bilhões no primeiro ano de governo, contra a opinião de todos os técnicos especializados em orçamento. Acabou o ano, o déficit continuou e não se falou mais nisso.

* Prometeu privatizar todas as estatais, calculando que conseguiria arrecadar 30% do PIB, ou R$ 2 trilhões. Como lembram os autores, prometia sempre para “a semana que vem”. Em julho, o BNDES mostrou que a maioria dos estudos sobre os efeitos das privatizações sequer estavam concluídos.

* Em setembro de 2019, Guedes anunciou que apresentaria a proposta de reforma tributária “na semana que vem”. A proposta só foi apresentada fatiada em julho de 2020.

* Em julho de 2019 anunciou que o novo mercado de gás reduziria em 40% o preço da energia. A reforma nunca saiu do papel.

* A reforma administrativa também não saiu do papel.

* Prometeu 3,7 milhões de empregos com a MP da Liberdade Econômica, e outros 4 milhões com a Carteira Verde e Amarela. Nada aconteceu.

* Em abril, comportou-se como agente de um “amigo inglês” que doaria 40 milhões de testes da COVID-19 por mês. E garantiu que “com três ou cinco bilhões” o Brasil venceria a pandemia. Os gastos já somam meio trilhão de reais.

* Assim que assumiu, anunciou uma recuperação "em V" da economia. Ou seja, uma alta súbita depois de uma queda aguda. Em 2019, houve uma redução no ritmo de crescimento do PIB.

O artigo termina com uma definição da economista Esther Duflo, Prêmio Nobel de 2019, sobre os três “iis” que atrapalham o desenvolvimento: inércia, ideologia e ignorância.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Xadrez da delação e a dança dos mineirinhos

Nenhum comentário:
Por Luis Nassif, no Jornal GGN


Peça 1 – o assalto final ao país

Tem-se um presidente da República suspeito de corrupção. Seu preceptor maior – ex-deputado Eduardo Cunha – já está preso. Se receberem o mesmo tratamento dado a Cunha, seus dois lugares-tenentes – Ministro Eliseu Padilha e Secretário Moreira Franco – também irão para a prisão.

Nos últimos tempos, no entanto, esse grupo abaixo de qualquer suspeita, colocou em prática as seguintes medidas, tentando desesperadamente acumular poder para impedir a marcha dos processos:

1. Assumir o controle geral das definições de produtos de conteúdo nacional para as compras públicas, colocando de lado os técnicos do BNDES e Finep. Empresa que quiser ter seu produto enquadrado, terá que beijar as mãos do grupo.

2. Colocar sob seu controle as decisões de investimento do FAT (Fundo de Amparo do Trabalhador), afastando o conselho que define as políticas de investimento. Os dois grandes especialistas do grupo em FAT eram Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima.

3. Flexibilizar as datas de reajuste de medicamentos e submeter as propostas a um grupo restrito de ministros, deixando de lado os escalões técnicos.

4. A antecipação das licitações do pré-sal, sem uma explicação plausível.


Em relação aos chamados interesses nacionais, a cada dia que passa o jogo de desmonte se acelera mais:

1. A proibição de empresas nacionais nas licitações para a conclusão dos trabalhos da Comperj (https://goo.gl/yJkIII).

2. A decisão da Aeronáutica de contratar empresas norte-americanas para serviços de sensoriamento remoto por satélite, por ordem da Casa Civil, de Eliseu Padilha (https://goo.gl/W0kVxq).

3. A plataforma desenvolvida pelo Exército contra guerra cibernética. A plataforma serve Itaipu, Angra e outras áreas críticas. Se, no bojo da cooperação com autoridades norte-americanas, a senha do sistema for exposta, deixará vulnerável as principais áreas críticas do país.

4. Os riscos de paralisação do Prosub – o programa de construção de submarinos nucleares, essencial para a defesa do pré-sal.

5. O controle direto dos EUA sobre os trabalhos da Embraer, a pretexto de fiscalizar a implantação do sistema de compliance (https://goo.gl/0JYi7H).


Para ganhar tempo e consumar o saque, estão oferecendo em pagamento:

1. O desmonte do Estado.

2. Uma reforma da Previdência mais severa que a mais severa reforma em país europeu.

E aí esse símbolo máximo da liberalidade política brasileira, um Presidente suspeito até a tampa indicando o juiz que participará do seu julgamento.