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quinta-feira, 25 de junho de 2015

A nova roupa da direita

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Glória Alvarez em palestra no Instituto FHC, diante do próprio

Rede de conservadores dos EUA financia jovens latino-americanos para combater governos de esquerda da Venezuela ao Brasil e defender velhas bandeiras com um nova linguagem

Por Marina Amaral, do site Agência Pública

Já havíamos comentado neste Blog em abril sobre a vinda da jovem Gloria Alvarez à UFPR (ver matéria "Guatemalteca de centro-direita fará palestra na UFPR contra governos progressistas...") e denunciado as ligações da moça com entidades conservadoras dos EUA, que a financiam para tais viagens.  A palestra da jornalista de direita, no salão nobre da Faculdade de Direito, foi anunciada até na página principal da UFPR.

A matéria do site Agência Pública é algo longa, mas esclarecedora, vale a pena ler.  Desta vez, "Crazy Glorita" atacou na PUC-RS, para um auditório lotado.

Abaixo, alguns trechos iniciais da matéria.

O corpo é a primeira propriedade privada que temos; cabe a cada um de nós decidir o que quer fazer com ele”, brada em espanhol a loirinha de voz firme, enquanto se movimenta com graça no palco do Fórum da Liberdade, ornado com os logotipos dos patrocinadores oficiais – Souza Cruz, Gerdau, Ipiranga e RBS (afiliada da Rede Globo). O auditório de 2 mil lugares da PUC-RS, em Porto Alegre, completamente lotado, explode em risos e aplausos para a guatemalteca Gloria Álvarez, 30 anos, filha de pai cubano e mãe descendente de húngaros.

Radialista há dez anos, hoje com um programa na TV, Gloria é uma show-woman cativante. Conduz com desenvoltura a plateia formada majoritariamente por estudantes da PUC gaúcha, uma das melhores e mais caras universidades do Sul do país. “Quem aqui se declara liberal ou libertarista que levante a mão?”, pede ao público, que responde com mãos erguidas. “Ah, ok”, relaxa. Sua missão é ensinar a seus pares ideológicos como “seduzir e enamorar os públicos de esquerda” e vencer “os barbudos de boina de Che”, explica a jovem líder do Movimiento Cívico Nacional (MCN), uma pequena organização que surgiu em 2009 na Guatemala na esteira dos movimentos que pediam – sem êxito – o impeachment do presidente social-democrata Álvaro Colom.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Comemore, trabalhador! Pobres juízes ganharão mais! E o bondoso governador também.

2 comentários:
Em vigor desde o último dia 1.º, o reajuste de 4,9% no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vai gerar um efeito cascata nos vencimentos de outras autoridades federais e estaduais, com impacto significativo nas contas públicas. De acordo com a lei, o salário dos 11 ministros do STF passou de R$ 28.059,29 para R$ 29.462,25. No Paraná, o aumento será automático para o governador Beto Richa, o vice-governador Flávio Arns, os secretários estaduais, os membros do Ministério Público (MP) e os conselheiros do Tribunal de Contas (TC). O contracheque de janeiro de todos eles já virá com o reajuste.

Com certeza os cidadãos contribuintes do Paraná se rejubilam porque seu competente governador, que tanto sua a camisa (às vezes em corridas de carro) para servi-los, estará recebendo melhor remuneração para fazer frente a suas modestas necessidades.  Uma justa retribuição ao governante que, em dezembro, deu ao povo um formidável presente natalino na forma da autorização do levíssimo aumento das tarifas de pedágio do Paraná.  Celebrem, paranaenses! Vivemos no melhor dos mundos possíveis.
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Fonte: com informações da Gazeta do Povo

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Motim na Folha? Os ricos "nervosinhos" e protestos na Copa

Um comentário:
Se vale alguma coisa viver nossa época, é assistir a esses “motins” na grande imprensa. São raros, muito raros, e protagonizados exclusivamente por jornalistas veteranos, cujo longo tempo de permanência no jornal lhes dá autoconfiança para divergirem das linhas editoriais determinadas pelos proprietários e seus capatazes internos.

Por Miguel do Rosário, no site O Cafezinho

Na verdade, acontece apenas na Folha. Globo, Estadão e Veja, os outros três do grupo dos quatro cavaleiros do apocalipse, mantêm um cada vez mais rígido controle sobre eventuais dissidências internas. Quem fizesse, no Globo, algo parecido ao que faz Janio de Freitas e agora Clovis Rossi fez hoje na Folha, seria sumariamente demitido no dia seguinte.

Aliás, por isso eu costumo dizer a meus amigos que, hoje em dia no Brasil, jornalistas são os profissionais com menos direito à liberdade de expressão entre todos os trabalhadores.

Rossi denuncia o quanto é ridículo que nossos endinheirados fiquem “nervosinhos”, pessimistas e indignados enquanto enchem a pança. Os pobres, diz Rossi, é que deveriam estar tristes com o que o governo gasta em juros.

Eu acrescentaria o seguinte: já que tem gente querendo protestar durante a Copa, poderiam pedir a volta da CPMF. José Gomes Temporão, ministro da Saúde no governo Lula, em artigo na última edição da Carta Capital, lembra que a CPMF (o imposto sobre o cheque) corresponderia a R$ 50 bilhões por ano. Ou seja, nos sete anos em que ela deixou de existir, e incluindo 2014, foram tirados R$ 350 bilhões da saúde

Esse valor é quantas vezes superior aos gastos com estádios da Copa (sendo que os estádios foram feitos, em sua maioria, com dinheiro privado, embora com financiamentos do BNDES)? Quantas pessoas poderiam ser tratadas, quantas vidas seriam salvas, se a CPMF não fosse derrubada após uma campanha midiática liderada, como sempre, pelo Globo, pela direita, e com apoio inclusive de setores irresponsáveis da ultra-esquerda?

Votação do fim da CPMF, com apoio do PSol. "Freira histérica" Heloisa Helena comemora ao lado do senador tucano Álvaro Dias

Outra coisa que eu agregaria ao texto de Clovis Rossi é que os “nervosinhos” estão quase todos aqui no Brasil, porque os investidores estrangeiros continuam acreditando no Brasil e tanto os investimentos produtivos (investimento estrangeiro direto), quanto os investimentos na bolsa, tem registrado um aumento constante.

Por uma ironia triste atual da nossa história, só quem não acredita no Brasil são os ricaços do Brasil. Talvez porque lêem demais nossa mídia urubuzeira. Investidores estrangeiros e os pobres do Brasil, imunes à mídia brasileira, continuam acreditando no país: os primeiros apostando alguns bilhões, na construção de novas fábricas por aqui; outros trabalhando duro, e votando na esquerda para presidente.

CLIQUE AQUI para ver o artigo de Clóvis Rossi.
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domingo, 5 de janeiro de 2014

A jogada da Copa

Um comentário:
Seis meses depois dos protestos que tomaram inúmeras cidades brasileiras, decantadas as insatisfações apresentadas pelos manifestantes e as múltiplas soluções aventadas por todos os atores políticos para a estranha crise que se formou, temos um quadro bem claro. A maioria da população quer mudanças no país, mas prefere que elas sejam conduzidas por Dilma e não pela oposição. A presidenta lidera em todas as sondagens de intenção de voto.

Por Gabriel Priolli, em seu site

Falta muito tempo até as eleições, certamente, e já assistimos a oscilações espetaculares de intenção de voto nos pleitos anteriores, inclusive candidaturas que “atropelaram” na reta final e venceram. Tudo pode acontecer, portanto, até que se proclamem os resultados. Mas, até segunda ordem, quem lidera é Dilma. A soma dos votos de seus adversários não supera os votos da candidata governista e tudo indica que a eleição será definida já no primeiro turno.

Sim, mas há um outro roteiro possível para este ano. Nele, as massas sairiam novamente às ruas em junho, em plena Copa do Mundo, e causariam tal transtorno à competição que seria impossível ignorá-las. A mídia mundial distribuiria a todo o globo imagens de multidões pedindo reformas, de black blocs destruindo seus alvos habituais e das polícias reprimindo com a cortesia conhecida.

As cenas passariam a impressão de um país sem governo e de um governo sem legitimidade – impressões absolutamente falsas. Mas o que é mesmo a verdade, nessas coisas da mídia e da enunciação de seus conteúdos?

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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Mudanças no ensino de Economia

Um comentário:

Na Europa e nos Estados Unidos começaram a pipocar manifestações de descontentamento face a um modelo de ensino que não guardava nenhuma relação com a realidade dos cenários econômicos. Movimentos de alunos foram rapidamente seguidos por professores e pesquisadores, que passaram a reivindicar também mais espaço para reflexão e oxigenação de idéias. As contribuições de pensadores como Marx, Keynes, Kalecki, entre outros críticos do próprio capitalismo, se oferecem como instrumental mais adequado para compreender e explicar a própria crise.

Por Jaciara Itaim

As décadas de prevalência da hegemonia do pensamento neoliberal, em movimento que logrou se espalhar por todo o mundo, terminaram por provocar consequências significativas para a história da humanidade. Além de todas as mazelas relativas à desorganização das relações sociais, econômicas, ambientais e geopolíticas, esse período também foi marcado pela tentativa de uniformização e padronização das múltiplas maneiras de se compreender e analisar o fenômeno econômico. Um enorme retrocesso!

Essa generalização do modelo simplista de interpretação da forma capitalista de organizar a sociedade foi se consolidando aos poucos, a ponto de se transformar em uma espécie de “unanimidade artificialmente construída” junto aos espaços dos principais formadores de opinião em escala global. Essa verdadeira ditadura do pensamento único reinou absoluta no ambiente das grandes empresas, no interior das organizações multilaterais (Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial, entre outros), nas manifestações cotidianas dos meios de comunicações, bem como no interior dos centros de pesquisa e das universidades.


Pensamento neoliberal: a construção da falsa unanimidade
A experiência havia adquirido fôlego e musculatura ideológica com a chegada de Thatcher e Reagan ao poder, nos dois países que representavam a essência mesma do “capitalismo mais autêntico” no início da década de 1980. Conservadores e republicanos chegavam aos postos máximos dos governos, respectivamente, da Inglaterra e dos Estados Unidos. Esse processo histórico se combina com o desmantelamento da experiência do chamado “socialismo real” nos países do leste europeu e na extinta União Soviética. A idéia de que não haveria mais espaço a outra alternativa para o futuro da experiência humana levou alguns pensadores mais apressadinhos, como Francis Fukuyama, a proporem a sugestiva interpretação do chamado “fim da história”.

Esse mesmo momento era caracterizado por crises recorrentes e sistêmicas no relacionamento entre os países desenvolvidos e os demais do mundo em desenvolvimento. Essas tensões acumuladas terminaram por transbordar em crises nas relações financeiras internacionais, inclusive em razão das dificuldades apresentadas pelos países devedores em cumprir com as cláusulas de pagamento de suas dívidas externas. Tem início uma nova fase na dinâmica econômica mundial. Tratava-se do difícil e penoso período dos chamados “ajustes estruturais”, onde o FMI, BM e demais organizações similares impuseram programas de estabilização macroeconômica aos países em desenvolvimento, sob a lógica do receituário de medidas que ficou conhecido como o “Consenso de Washington”. Sua marca era o arrocho e a ortodoxia.

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Quando a direita ganha poder no movimento estudantil

Um comentário:
Este "singelo" desejo de feliz natal foi postado semana passada no Facebook do DCE Livre UFRGS com um recadinho: "O DCE Livre - Movimento Estudantil Liberdade, grupo que apoiou a chapa vitoriosa nas eleições para o DCE/UFRGS, deseja à [sic] todos os estudantes da Universidade um Feliz Natal!!!".

Por Lola Aronovich, em seu Blog

A foto não agradou. Dezenas de estudantes deixaram mensagens dizendo que a imagem era machista e não @s representava (principalmente as alunas da UFRGS, que um DCE deveria representar). Vi uma discussão um tanto bizarra sobre "por que essas modelos, coitadinhas, não podem ganhar dinheiro posando pra foto?", como se essa fosse a questão.

Foi uma discussão parecida à que li quando eu disse que o comercial dos "homens invisíveis" da Nova Schin, que entravam em vestiários femininos, tiravam o biquíni e bolinavam mulheres na praia, era machista e fazia parte da cultura do estupro. Teve gente que falou: mas as modelos foram pagas pra estar no comercial! Não sei se pessoas com esse tipo de argumentação estão zoando ou se elas não conseguem pensar mesmo.

Também não sei o que se pode esperar da chapa do DCE Livre. No seu site, no final de maio, eles publicaram um post do "Márcio Cannibal" (torcendo aqui pra que não seja seu nome verdadeiro), um rapaz que esteve na Marcha das Vadias de Porto Alegre com um cartaz "Sou machista". No artigo, Cannibal explica por que o machismo é excelente pra sociedade. Não vou dar o link porque não dou link pra mascus. Mas não deixa de ser chocante que um movimento estudantil abra espaço pra preconceitos.

Quer dizer, deveria ser chocante, só que talvez não seja. É o preço que os estudantes da UFRGS estão pagando por elegerem uma chapa de direita. 

É óbvio que eu, sendo uma pessoa de esquerda, não tenho nenhum apreço pelos ideais conservadores da direita. Mas fico ainda mais indignada quando vejo jovens de direita. Porque, se a pessoa não vai querer mudar o mundo nem quando é jovem, vai querer mudar quando? Eu concordo muito com esta citação de Henry Ward Beecher: "Quando os jovens de uma nação são conservadores, o sino para o funeral já tocou".

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sábado, 21 de dezembro de 2013

O jornalismo ornitorrinco e a herança maléfica de 2013

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O recorde mais espetacular do ano de 2013 foi o número de previsões fracassadas. Dia sim, outro também, os jornalões estamparam notícias recebidas com surpresa pelo famoso mercado, que as esperava o oposto. De boca aberta também andaram seus renomados especialistas, a inventar explicações fora da curva para os furos especialmente enormes. Erros que, imediatamente, soterraram com pompa, circunstância e virgens anúncios de futuras tempestades. 

Por Wanderley Guilherme dos Santos, no site Carta Maior

É intrigante a permanente charlatanice com que os periódicos, diários e semanais, afagam o ego dos conservadores sem que estes se sublevem contra a falcatrua. Ou, talvez, os conservadores desconfiem de que a realidade seja bastante diferente, mas aspiram, tal como os jornalistas e especialistas, a vê-la materializar-se conforme a aspiração.

Este parece o sonho derradeiro dos colunistas e pitonisas da oposição: obter o condão de pronunciar profecias que se auto-cumprem. Daquelas que, uma vez proclamadas, contribuem para a realização do desastre. Uma corrida a um banco disparada por falsa previsão de que vai quebrar pode, de fato, levar à bancarrota um estabelecimento sólido. Mas é impossível evitar uma estupenda safra agrícola escondendo-a sob pragas e tormentas apenas verborrágicas. Criam, contudo, uma espécie ornitorrinco de jornalismo – aquele que retrata o que lhe apeteceria acontecesse efetivamente, não o que, com modesta realidade, ocorre. Daí a freqüente discrepância entre as manchetes e o conteúdo, ainda que este venha narrado como que sob tortura, tão tortuosa é a narrativa.

Diverso é o caso do jornalismo a soldo. Não há como perdoar àqueles que sabem o que fazem. Omitem informações relevantes, adulteram outras, inventam terceiras. Cada um dos desvios é serviço prestado. Digamos que eles fabricam um tipo especial de caixa dois, recursos contabilizados como salário, quando, contudo, resultam de um efetivo domínio do fato inventado ou distorcido

Essa cumplicidade entre fiéis ingênuos e deliberados bandoleiros que assaltam a reputação alheia, maculam o estafante trabalho de legislar ou de executar tarefas de interesse geral, enriquecendo ao longo da labuta, dificulta identificar a composição da quadrilha que, diariamente, vende engodo à população. Estamos de acordo que as matérias impressas, tanto as assinadas quanto as editorializadas, constituem atos de ofício e aceitável evidência dos crimes assinalados, certo?

Sendo assim, uma legislação democrática, que proteja os cidadãos comuns contra os achaques e calúnias dessa quadrilha de mistificadores e inventores de escândalos, deve ser uma das preocupações de qualquer governo de origem popular. Os antigos gregos já puniam severamente os propagadores de infâmias e em alguns casos de indução de outros a atos perversos, aplicavam a pena do ostracismo, da multa e, eventualmente, impunham até a pena de morte.

O Brasil nunca ultrapassou essa fase porque nunca esteve nela. O jornalismo ornitorrinco e o jornalismo adversativo (o que acrescenta um mas, porém, todavia, contudo a toda notícia positiva) ainda são os controladores do mercado de notícias. O mercado de notícias é o único que os conservadores não desejam livre.

Qualquer iniciativa de soltá-lo das garras oligárquicas é, ornitorrincamente, apresentada como seu oposto, o de invadir a liberdade da notícia. Ora, o que não existe no país é justamente uma imprensa livre, plural e competitiva o suficiente para que o cidadão possa optar. O mercado de notícias está cativo de tiranetes sem escrúpulos, de colunistas a soldo, sem mencionar o inacreditável nível de desinformação e de cultura da média das redações desses jornais.

O Judiciário, por sua vez, além da adoção do discurso de ódio, inaugurou uma etapa bastante peculiar em nosso constitucionalismo. Dizem seus arautos que o Supremo Tribunal Federal representa a vanguarda iluminada das sociedades contemporâneas. Ainda com mais fulgor no Brasil, entendem, em vista da podridão de que estariam acometidos os demais poderes da República. Entre suas atribuições abrigar-se-ia a de estabelecer prazos para que o Legislativo legisle sobre matérias que ele, Judiciário, considera inadiáveis. Isso, como todos sabem, inclusive os senhores ministros do STF, não está escrito na Constituição. Os únicos prazos legitimamente impostos ao Legislativo, salvo engano, são aqueles hospedados por seu Regimento Interno e pelos estatutos de urgência e medidas provisórias, ambas emanadas do Poder Executivo. De uma penada os atuais e transitórios ministros do STF ofendem o Executivo e o Legislativo.

É cautelar, em conclusão, que se observe como os conflitos por vir não deverão ser debitados à conta de um confronto direto entre o capital e o trabalho, mas entre o jornalismo ornitorrinco e o Judiciário e os demais poderes. O ano de 2014 promete.