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quinta-feira, 5 de março de 2020

“Parasitas” aprovam paralisação da UFPR em 18 de março


O ilustre filho da Pátria, desministro da Kunomia Paulo Guedes, chamou TODOS os servidores públicos do país de “parasitas”, porque, segundo ele, o funcionalismo ganha bem, trabalha mal e todo ano quer reajuste automático.  Esse desministro deve ser amado pelos servidores públicos concursados do ministério onde trabalha.  E ainda se orgulha de seu PIBinho/2019 de "fantásticos" 1,1%.

Em face desse mimo econômico-retórico, servidores estão realizando reuniões e assembleias em todo o país para preparar uma grande homenagem a Paulo Guedes no dia 18 de março: uma grande paralisação nacional de 24 horas.  À qual estão aderindo também estudantes, trabalhadores e trabalhadoras de outras categorias, e diversos movimentos sociais.


ASSEMBLEIA DO SINDITEST
Ontem pela manhã, no auditório do Setor de Ciências da Saúde da UFPR, foi aprovado fazer paralisação em 18/03.  Acompanhando as atividades do Comitê Geral Unificado de entidades e movimentos, que prevê duas concentrações na Praça Santos Andrade, uma pela manhã (das 08h00 às 12h00) e outra à tarde (16h00 em diante), para desta se sair na tradicional passeata que percorre a rua Marechal Deodoro até a Boca ou até a Praça Rui Barbosa.

No intervalo entre as duas atividades gerais, os servidores da UFPR, e possivelmente servidores públicos “parasitas” de outras instituições, farão sua atividade conjunta (possivelmente no pátio da Reitoria da UFPR), e em seguida rumam para a Praça S. Andrade.


“ESTADO DE GREVE” DOS SERVIDORES
Faz mais de 4 anos que não há qualquer correção nos salários do funcionalismo (desde o golpe que derrubou Dilma e entronizou o vampiro Temes e o nazista Boçalnaro), nem em benefícios.  Por isso, as entidades de servidores, como a FASUBRA dos técnicos, programam uma greve. 

Mas até lá é preciso acumular forças e debater muito, pois um movimento desse porte não será fácil realizar e manter sob um governo nazista, que não vacilará em tentar punir os grevistas.  Ainda que considerando isso, por unanimidade, como no tópico acima, foi aprovado o “estado de greve”, fase inicial da possível greve por tempo indeterminado.  Essa posição será levada pelos delegados/as de base do Sinditest à plenária nacional da FASUBRA, que ocorre de 13 a 15 de março, em Brasília.

Como de hábito, o servidor Maurício, da UFPR-Litoral, verbalizando o ponto de vista do PSTU, chegou a propor que o Sinditest deveria levar a posição de se começar uma greve por tempo indeterminado já a partir de 16/03, mas sua ideia foi reprovada pela ampla maioria da Assembleia.


A UNIDADE, A “UNIDADE” E A ELEIÇÃO DE DELEGADOS DE BASE PARA A PLENÁRIA DA FASUBRA
Vale assinalar que os debates sobre conjuntura nacional, bem como os que levaram à aprovação quase unânime da paralisação de 18/3 e do “estado de greve” aconteceram em clima de saudável amistosidade e unidade, considerando que na Assembleia estavam presentes servidores de pelo menos quatro correntes internas do movimento sindical dos TAE.  Unidade para enfrentar Bolsonaro e o fascismo que tenta se impor atropelando tudo.  Corretíssimo.

Infelizmente, a maior parte desse “clima” derreteu na hora de eleição de quem irá representar a base sindical da UFPR no encontro da FASUBRA.  O Sinditest, pelo tamanho de sua base sindical, e pelas regras do Estatuto da FASUBRA, tem direito a indicar seis delegados de base, mas ali houve ativistas que defendiam a eleição de sete, tentando abiscoitar o direito da Diretoria de indicar o sétimo delegado. A mesa, conduzida pelos diretores do Sinditest Daniel, Marisa e Aline, foi firme nesse aspecto, de que ali se elegeriam seis delegados, como prescreve a FASUBRA.

No entrechoque  típico de questões de ordem e encaminhamento, houve forte troca de farpas entre diretoria e oposição sindical, em que, em dados momentos, a mesa excedeu-se na dureza e encaminhou a reunião da maneira como julgou melhor, sem colocar em votação qualquer daquelas questões, o que lhe rendeu xingamentos (o provocador Werner, da UNILA, chegou a usar o termo “Bolsonaro do Sinditest” para se referir ao presidente da Mesa).  O também tradicional provocador Valter Maier propôs a destituição da Mesa e a troca por outras pessoas, no caso, da base, o que foi desconsiderado até pelos setores de oposição presentes.

Abertas as inscrições de chapas de delegados/as (não há inscrições individuais avulsas), apresentaram-se três agrupamentos: a Chapa 1, de oposição à atual diretoria, hegemonizada pela linha política do PSol, e defendida pela servidora Marianne; a Chapa 2, afinada com a linha do PSTU, defendida pelo servidor Maurício; e a Chapa 3, ligada à diretoria e hegemonizada pela orientação da corrente cutista CSD/Ressignificar, defendia pelo servidor Olivir.

Feita a votação por levantamento de braço, o resultado foi:

- Chapa 1: 24 votos, 4 delegados de base a indicar;
- Chapa 2: 02 votos, nenhum delegado;
- Chapa 3: 10 votos, 2 delegados de base a indicar;
- Abstenções: 04 votos (incluindo a do editor deste Blog).

A esses seis soma-se mais um delegado indicado pela Diretoria do Sinditest, cujo nome, entretanto, não foi informado previamente à Assembleia.

Acabado esse tópico, houve repasse de alguns informes das atividades do dia 8 de março (Dia da Mulher) e do 14 de março (2 anos da morte de Marielle) e a Assembleia se encerrou bem além do meio-dia.


RELATÓRIO E PRESTAÇÃO DE CONTAS
O editor deste Blog, pouco antes de ocorrer a votação das chapas de delegados/as, lançou a elas uma solicitação: o de que cada delegado/a a ser eleito/a traga de Brasília seu relatório individual de como viu, como atuou, que impressões tirou da Plenária da FASUBRA.  Isso para efeito de registro histórico nos arquivos sindicais e forma de prestar contas imediatas à base pela qual foi eleito/a. Assim também, que cada um apresente uma prestação de contas sobre como gastou suas diárias (pagas por toda a base contribuinte do sindicato).

Enquanto defendia essas propostas, a liderança da oposição, servidora Marianne dava risadas no meio da plateia, atitude desrespeitosa para com seu colega, que somente pretendia ali propor mudança de uma cultura de muitos anos, segundo a qual um servidor vai a Brasília, com todas as despesas pagas pela entidade, e depois não presta contas de como atuou no evento.  Vejamos quantos e quais representantes atenderão ao apelo na semana pós-Plenária.

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