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sábado, 18 de abril de 2020

O Despautério da Saúde nas mãos do oncologista Nelson Teich

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O empresário carioca da área de Medicina privada Nelson Teich substituiu Luiz Mandetta no ministério da saúde desde quinta-feira (16/04).  O deputado federal ligado a oligarquias rurais da região centro-oeste, Mandetta, entrou em rota de colisão com o despresidente Bolsonaro, que não admite que nenhum ministro lhe faça sombra.  Além disso, Bolsonaro, que é antiCiência e não entende nada de Saúde, estava pressionado por empresários para que os trabalhadores em isolamento social voltassem à labuta.  O PIB de 2020, que em janeiro era previsto para crescer 2% segundo a turma do ultraliberal Paulo “Parasita” Guedes, vai terminar o ano no negativo.  Ou seja, mais miséria, desigualdades e desemprego. 

Ainda assim, o ex-ministro Mandetta estava dando condução razoável ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, argumentando necessidade do isolamento dos brasileiros em suas residências e desestimulando aglomerações e circulação nas ruas das cidades.  Não há tratamento medicamentoso nenhum para a COVID-19 (há alguns estudos em curso, mas nada ainda comprovado e seguro) e uma vacina, com sorte, fica pronta só dentro de um ano. 

Ironicamente, por sua origem e ligações políticas, Mandetta, que é filiado ao DEM, nunca foi a favor do fortalecimento do SUS (ao contrário), mas está sendo sobretudo o funcionamento do SUS que vem evitando tragédia maior nesta pandemia.  E ao custo das vidas de centenas de profissionais da Saúde. Mandetta combatia o SUS, foi contra a permanência dos médicos cubanos (do Programa Mais Médicos, do governo Dilma e votou a favor do golpe que derrubou Dilma da presidência em agosto de 2016. 

Matéria de ontem no jornal Gazeta do Povo afirma sobre a posse do novo ministro: 

"A menção de Bolsonaro a uma transição mais tranquila possível é um indicativo de um potencial rumo que o Ministério pode tomar sob o comando de Teich. Apesar de o novo ministro ter declarado que tem alinhamento completo com Bolsonaro, algumas de suas visões sobre o combate ao coronavírus são similares às de Mandetta – e que contribuíram para o rompimento entre o ex-ministro e o presidente da República." 


Teich: ministério ou despautério? 

Em seu discurso de posse, Teich não mencionou nenhuma vez a cloroquina, a droga queridinha de Donald Trump e de Bolsonaro Não existe até hoje nenhum estudo sério e controlado que autorize a usar esse medicamento antimalária e antiartrite no tratamento da COVID-19; aliás, entre efeitos colaterais da cloroquina (e da forma hidroxi-) estão inflamação do músculo cardíaco (miocardite) que pode levar a infarto, danos às retinas (que pode causar cegueira) e até indução a comportamento suto suicida. 

Sobre a dicotomia entre Saúde e Empregos (economia), Teich descartou isso:  

"Essas coisas [economia e saúde] não competem entre si. Elas são completamente complementares. Quando você polariza uma coisa dessas, você começa a tratar como se fosse pessoas versus dinheiro, o bem versus o mal, empregos versus pessoas doentes. E não é nada disso". 
 
Ah, é, senhor ministro?  Quer dizer que numa economia estagnada, que não cresce há 4 anos, com mais de 12 milhões de desempregados (em função das políticas recessivas dos governos Temer e do começo de Bolsonaro), como acha que vivem esses na rua da amargura do desemprego?  Estão em perfeita saúde, malhando nas praias do Rio de Janeiro, onde o senhor mantém sua empresa que tira lucros da exploração da Medicina privada? 

O que é mais provável a ocorrer é que o novo ministro vá gradual, mas não lentamente, relaxando o isolamento social, favorecendo que mais pessoas se contaminem ao saírem de casa como se tudo estivesse normalizado.  Por dados de 15/04, no país há 34.126 casos confirmados da pandemia, desses já tendo 2.141 pessoas morrido sem conseguir respirar direito.  No Paraná, são 887 casos e 44 mortes. E ainda se estima que haja subnotificações, que podem ter cifras ao menos 10 vezes maiores que os casos noticiados pelos governos. 

Por esses aspectos, o futuro do Brasil se desenha bem sombrio.  E nessa pandemia sofrerão e morrerão os mais pobres, que nem leito vago de UTI talvez não achem mais por colapsamento de hospitais, clínicas, enfermarias.  Por culpa de um despresidente sociopata e adorador da morte. 
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Fonte: foto e citações do jornal Gazeta do Povo

domingo, 12 de abril de 2020

Cotidiano do ministério Waintreth

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"Quem foi que tirou minha pedrinha daqui da mesa? Quem foi?"

O ministro da educação da República esbravejava como possesso, até que um auxiliar trouxe-lhe a faxineira do prédio, que, assustada, confessou ter tirado a pedrinha da mesa do ministro.

"Sua anta imbecil, não sabe que aquela é minha pedrinha da sorte? Que tudo sempre dá certo em minha vida porque eu me pego nela? E agora, onde está a minha pedrinha? Vá trazer de volta!!"


A faxineira assustada, tremendo, disse com a voz arrastada que achava que o caminhão do lixo já teria levado embora.

"O quê????", vociferou o ministro.  "Está querendo dizer que, com minha pedra, vai pro lixo toda a educação dos brasileiros???"  "Tá tudo lascado!".

Sem pensar duas vezes, agarrou a faxineira e a atirou pela janela do ministério, 30 metros abaixo.  Nunca mais de faxineira nem de pedra da sorte para o Brasil.

Estava demorando

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Claro, era proibido.  Mas, um só, e assim no súbito e no escuro?  Pensou e pensou, e fez e refez seu estratagema. OK, havia uma pandemia, ninguém podia chegar perto de ninguém, a máxima era sempre a de deixar o vírus sem hospedagem.

Mas, e então como as pessoas iriam se encontrar e demonstrar suas afeições?  Não iam. Iam esperar.

De repente, ela desceu as escadas do prédio da faculdade, despreocupada e  assobiando uma canção de Maria Gadu.

Ele, que esperava no pé da escada, enlaçou-a com firmeza e lhe deu forte beijo na boca.

"Nossa, cara, estava demorando..."

Contaminados ou não, foram-se felizes abraçados através daquele pátio multicolorido.

Projeto essencial de Weintreth contra a Pãodemia

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“De posse aqui da minha caneta BIC, como a do presidente, anuncio a vocês o grande projeto do ministério para enfrentar a pãodemia! Aqui está o Progeto CLOROQUINE-SE!”. Com ele, assevera o novo ministro da Saúde Waintreth, todos os cidadões e cidadoas do país terão direito a seu quinhão da droga de redenção nacional. E não só, mas também poderão fabricá-la em seu próprio quintal, segundo a receita:

- arranje cloro;
- arranje quina, aquela casca tirada de uma árvore;
- arranje um liquidificador;
- arranje 1 litro de água, que não seja da CEDAE;
- bote tudo na jarra do liquidificador e bata por dez minutos.

Pronto, você tem cloroquina para proteger você e sua família por uma semana, dando uma colher do preparado a cada 12 horas!

Waintreth assume o Ministério da Saúde

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O prezidente Jahir Bolseiro, padrasto de Frodo Bolseiro, reconhecendo os estrepitosos avanços do MEC sob a batuta do ministro Abrahão, achou por bem realizar uma troca ministerial: Lewis Maledetta vai para o MEC e Abrahão Waintreth assume agora a Saúde, para prosseguir e ampliar o combate sem quartel à pãodemia do coronavírus.

A designação de Abrahão para a pasta da Saúde estava nas entrelinhas do pronunciamento da noite de quarta-feira, 8, do prezidente Jahir, mas somente bolseiromeliants já versados na nowilyngwa bolseiriana conseguiram captar a mensagem cifrada.

Bolseiro deixou para a véspera deste feriado pascal a novidade no ministério planaltino. Tendo assumido agora há pouco, sob 21 salvas de mosquete da época do rei Luis XIII, o novo ministro da Saúde começa delimitando campos: “Pra prinssípio de converça, já estarei assinando um decreto para mudar a terminologia desse vírus pândego, digo, pandêmico, ao menos em terras brazileiras. Sabemos que o malfazejo bixo veio de um país comunista, a China, onde manda a plebe rude, logo, é absurdo chamá-lo de coronavírus.”

Prossegue o novo ministro: “Pois corona quer dizer “coroa” em macedônio antigo, e coroa é atributo típico distintivo da realesa, da aristocrassia, objeto digno apenas de nosso grande amigo deputado dom Luiz Phyllippe de Orleans e Braganssa e de sua corte, da qual fasemos umilde parte. Doravante, o governo federal Bolseiro e este ministro vão dezigná-lo comunavírus-69, para que todos os cidadões brazileiros saibam que a causa dos males é um animal protosoário da classe dos vírus provindo da plebe comuna chinesa e 69 é o ano da revolução comunista daquele país. Imporemos esse decreto terminolójico à Sociedade Brazileira de Infequitolojia e demais entidades da área biumédica, queiram ou não. Tenho dito.”

Finda a declaração de posse, vestiu de novo a roupa e adentrou a passo de ganso o prédio do Ministério, na Explanada, sob o som da “Cavalgada das Valquírias” (que o ministro acha que é peça musical feita para cenas de “Rambo”), de Richard Wagner.

Maledetta, o ex-ministro, foi visto entrando no prédio do MEC, silenciosamente, carregando seu estetoscópio e suas tralhas dentro de uma caixa de papelão, ao lado dos auxiliares abatidos.