Ontem era para ter sessão do Conselho Universitário (COUN) para debater a proposta das 30 horas com ponto eletrônico. O sensível reitor preferiu adiar o debate porque seus amigos recém-eleitos para vagas no COPLAD, Wilson "Pinóquio" Messias e V. Kachel não se fizeram presentes... Ora, que pena...
Mas o assunto das 30 horas não esfria por causa dessas ausências. Eis que chega ao conhecimento da maldita editoria deste Blog, esta fonte de maledicência e intrigas, como gosta de dizer o diretor sindical Bernardo Pilotto, uma sequência de emails trocados entre professores sobre o injusto pleito dos técnicos de redução da jornada semanal. Vamos comentar aqui apenas alguns trechos escritos pela professora a quem chamaremos Ceres, em alusão a uma deusa latina ligada à terra, mas que no caso diz coisas chãs.
Escreveu Ceres num email a seus pares que "desde que cheguei a UFPR, nestes quase 3 anos de casa, tenho ficado sempre chocada com a falta de profissionalismo e eficiência dos servidores de nossa Instituição. Obviamente há várias excessões [sic], e quando encontramos representantes desta espécie rara, podemos incorrer no erro de tornar-nos excessivamente agradecidos(...)."
Vejam só - fora o fato de não saber grafar corretamente a palavra "exceções" - como esta ilustre docente, há apenas três anos na Universidade, já tem um completo juízo de valor sobre a competência do corpo técnico-administrativo, ao ponto de dizer que são muito raros os servidores eficientes.
Mas, dona Ceres vai adiante em sua avaliação sobre os técnicos: "Lamentavelmente a maioria de nossos funcionários são tremendamente desmotivados e não compreendem que fazem parte fundamental de um corpo que deveria funcionar organicamente. Os professores são massacrados por pressões internas e externas no atual caráter produtivista de nossas universidades, e ficamos muito desprotegidos se a Instituição continuar a afagar a malemolência de funcionários descomprometidos."
Vamos lá, colegas técnicos tremendamente desmotivados, vocês gostaram desse termo muito carioca sobre a "malemolência", não gostaram? Depois do resultado da última greve, estamos tremendamente motivados e nada malemolentes...
Ceres não se dá por achada e prossegue na crítica aos técnicos: "Ineficientes embora empoderados, essa classe parece ávida por aplicar um dos motes favoritos na UFPR: complicar e dizer não sempre que possível, embromando projetos que poderiam impulsionar a UFPR para estágios bem além das fronteiras provincianas que nos encerram."
Viram só, companheiros e companheiras, o lance é parar de complicar, parar de embromar e botar mãos à obra nos projetos para impulsionar a UFPR! Projetos? Que projetos? Qual o projeto da UFPR? Que grande projeto tem a UFPR para ser fator impulsionador do desenvolvimento do estado do Paraná e deste país? NÃO TEM!! NÃO TEM PROJETO NESTA UNIVERSIDADE!!! Então, a senhorinha docente vem cobrar dos servidores técnicos que tenham engajamento... mas no quê? Esta Universidade não se pensa e não pensa o Paraná nem o Brasil!
Você, dona Ceres, quer o ponto eletrônico? Pois bem, ponha-se. Para haver o registro eletrônico da frequência de servidores. E ponto. Eletrônico.