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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Cordeirinhos convidados a engolir com farinha um Estatuto novo do Sinditest

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A cada fase do mandato dos militantes do PSTU na Diretoria do Sinditest (2014-2015) vamos conhecendo melhor como funciona na prática a tal "democracia operária" propalada por esse partido.

No final de 2014, vimos a farsa de assembleias inventadas até dentro de UTI, Centro Cirúrgico do HC e num almoço de confraternização compondo a "paisagem" de um suposto Congresso da categoria dos TAE, tudo para modificar três itens do velho Estatuto do Sinditest e salvar o CNPJ da entidade.  Sem qualquer diálogo com membros da Oposição sindical, só na base do tratorzão.  Inclusive para - nesse farsesco Congresso - poder aprovar o aumento de 100% na mensalidade sindical.

Agora a Diretoria anuncia uma "segunda fase" de mudança do Estatuto do Sinditest. Publicaram uma proposta de Estatuto novo no site do sindicato na semana passada. Um documento de 80 artigos, em mais de 20 páginas.  E querem aprovar o "pacote" estatutário na próxima sexta-feira (29), numa assembleia imediatamente antes de um almoço da categoria.  Nas condições propostas, o debate da proposta de novo Estatuto não terá sequer duas horas para ocorrer.  80 artigos!

Pergunta-se: quantos, de uma base de mais de 6 mil pessoas, conhecem a proposta de Estatuto novo e debateram seus temas mais polêmicos?  

Por exemplo, é proposto um tipo de "parlamento" (de "poder legislativo") na estrutura do sindicato, chamado Conselho Deliberativo, formado por delegados sindicais de base.  Na intenção democratizante do movimento sindical, a proposta é boa. Mas é proposto que também integrem o CD todos os 25 membros da Diretoria Executiva (colegiada), com direito a voz e voto.  Parece algo como se Dilma e seus ministros (Poder Executivo) tivessem assento no Congresso Nacional (Legislativo), com direito a voz e voto!

Isto para ficar apenas em um tema do novo Estatuto proposto. Há muitos mais, que exigem uma discussão mais profunda, paciente, sem atropelos.  A Oposição Sindical tem sugestões a fazer sobre o texto lançado pela Diretoria do Sinditest, para contribuir de fato, não para travar a mudança necessária nesse Estatuto.

No tópico sobre "democracia operária", no site do PSTU, afirma-se que "As burocracias sindicais estrangulam a participação e poder de decisão das bases...".  Ora, quer melhor estrangulamento do debate e da participação do que intentar aprovar um Estatuto de 80 artigos numa assembleia de 1 hora de duração imediatamente antes de um almoço "boca-livre"?

Isso, literalmente, transparece a intenção de nova tratorada da Diretoria PSTUísta, de enfiar seu projeto de novo estatuto, sem debate satisfatório, goela abaixo da base incauta de boa fé.  Para engolir o projetão com farinha e mais o almoço de sexta-feira.  Um método bastante parecido com o de certo deputado carioca presidente da Câmara Federal.  Isso não é democracia sindical.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Monopólio dos meios de comunicação é ruim para a democracia. Inclusive no sindicato

3 comentários:
Uma meia dúzia de famílias muito ricas controla os meios de comunicação de massa no Brasil. Famílias Marinho (Rede Globo), Frias (Folha de S. Paulo), Mesquita (Estadão), Civita (revista Veja), Abravanel (SBT) e outros sócios menores pintam e bordam em suas TV’s, rádios, revistas e jornais impressos, portais de internet, dizendo o que querem e tentando manipular a notícia a serviço desses grande grupos empresariais. Buscam moldar a opinião do cidadão comum conforme o interesse dos tubarões donos desse verdadeiro monopólio. São comuns os "assassinatos de reputação", ataques a pessoas que não lhes convêm, sem darem direito de resposta. E possuem forte equipe jurídica para ganhar processos judiciais.  Se o atacado é inocentado, foi acusado sem provas, não adianta mais tentar reaver seus direitos, reabilitar-se; teve sua reputação assassinada pela mídia.

Na Argentina, com a Ley de Medios, acabou-se com esse monopólio, há muito maior liberdade de expressão, sem censuras. Aqui no Brasil ainda estamos atrasados nisso, mas é uma luta urgente.

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Estupefaciente é ver, num sindicato de trabalhadores, sua Diretoria valer-se do mesmo expediente de virtual monopólio de alguns meios de comunicação (internet e materiais impressos) pagos por toda a categoria para lançar calúnias inverossímeis contra opositores que façam esta ou aquela crítica fundamentada.

Frente do Boletim de Oposição do Sinditest (Outubro/2014)

É o que está fazendo, de novo, a Diretoria do Sinditest, desesperada para realizar de qualquer maneira seu “Congreço” de mudança de Estatuto. Bastou ver algumas críticas da Oposição - modestamente lançadas por este Blog, em algumas postagens da rede social Facebook, num Manifesto/Abaixo-assinado e num Boletim impresso (ver figura acima) – e pronto! Desatou uma “noia” nos diretores ligados ao PSTU que os levou a impropérios e ataques fora de esquadro. Acusaram o golpe: estão isolados e fragilizados.

Atacam cegamente
, sem medir as palavras, como se pode ver por recentes matérias no site do Sinditest e no último “Boletim Especial da Reforma Estatutária”, do qual mostramos, torta mesmo, a figura de parte de uma página (abaixo). Torta porque é assim que essa Diretoria enxerga a realidade do movimento sindical, pelo viés tubular sectário de seu partido político sem voto.

Pedaço do infame "Boletim Especial" do Sinditest (Out/2014)

Com o dinheiro de TODOS os filiados, agridem servidores que sempre estiveram nas lutas desde a fundação do Sinditest, que já comandaram greves com conquistas, que já ajudaram a ampliar o patrimônio do sindicato. E lançam suas calúnias acrescentando fotos para não restar dúvida sobre quem são suas vítimas (poderiam pelo menos dar o crédito das fotos que usaram, não, senhora jornalista responsável?).

Direito de resposta sobre as calúnias? Nem pensar! Nessa mídia sindical de tempos PSTUístas do Sinditest, só a Diretoria fala, sozinha, e mais ninguém, autoproclamando-se dona exclusiva da verdade. Essa então a “democracia operária” alardeada pela presidente Carla Cobalchini em sua (re)posse em janeiro deste ano... Bela democracia do pensamento único!

Eis então situação análoga, dentro do movimento sindical do Sinditest, à do nosso país, constrangido por um monopólio das comunicações dos barões midiáticos. Na UFPR e UTFPR temos os barões ultraesquerdáticos.

Vocês, caros leitores, acham que se pode construir um movimento sindical unitário, democrático, de respeito recíproco, forte, em meio a essa torrente de preconceito e agressões emitida por quem, circunstancialmente, detém o poder político-econômico de imprimir jornais e publicar na internet usando o nome de uma entidade que é de todos?